This Must Be Love
7 The Searching For Something More.
Notas iniciais
Quando se passa a amar, o mundo fica diferente e começamos a vê-lo de forma mais intrépida; o mundo, de alguma forma, passa a ser somente nosso. Passamos a compreender o que está dentro, quando em quando, rejeitando o que vem de fora. Porque, quando se ama, passamos a senti-lo no âmago. Mas, claro, o mundo não é somente palavras molhadas de amor. Não. As atitudes precisam condizer com toda a pieguice que se passa. Sou uma romântica incorrigível, não nego. Piegas? Às vezes. Eu tenho uma reminiscência da minha vida pré-Ali e não é uma de minhas lembranças queridas. Era como se minha existência não fizesse sentido, e Ali fosse como minha heroína, algum tipo de droga que transforma e restitui. E foi assim para todas nós, Ali nos transformou. Por mais que seja uma noite fatídica, a noite em que cegamos, acidentalmente, Jenna Marshall, é uma das minhas memórias mais vivas. Pode-se dizer que seja porque eu sou uma das culpadas pela ruína de sua vida, e sinto-me péssima até hoje. Passaram-se três anos desde o ocorrido, mas a culpa e o tormento não cessaram por completo e não deixaram de massacrar minha mente vez ou outra. Em um ano, tive pesadelos por uma vida toda. Não conseguia parar de me crucificar e dilapidar toda a culpa e remorso que sentia por tal procedimento, mesmo que tenha sido algo sem querer. Foi um erro. Cometemos um erro e, infelizmente, quem estava pagando por isso era única e exclusivamente Jenna. A culpa não caiu sobre nós. Na verdade, ninguém desconfiava que pudesse ter sido Ali, Hanna, Aria, Spencer e eu as responsáveis pelo acidente com os fogos de artifício que causara a cegueira de Jenna. Mas sim Toby Cavanaugh, meio-irmão de Jenna. Naquela noite, incrivelmente aconteceu algo de bom. Ali havia passado quase a noite inteira me consolando, dizendo palavras de conforto e aprazíveis. Lembro-me com exatidão: estávamos na casa de Spencer, Ali estava sentada no sofá que ficava perto da janela com a minha cabeça apoiada sobre seu colo. Ela mexia em meus cabelos de forma amena e suave, brincava com algumas mechas, enrolando-as nos dedos. Depois, minhas pálpebras pareciam pesar um quilo e não me lembro de mais nada, tudo ficou escuro. Rendi-me ao sono e a sensação maravilhosa que era ter seu corpo tão próximo do meu e a sua mão nos meus cabelos. Lembro-me apenas de acordar com seus lábios macios no meu rosto. Naquele momento, passei a ter consciência do que acontecia ao meu redor, mas não queria abrir os olhos, preferi fingir que ainda estava dormindo e continuar a sentir seus lábios no meu rosto dando-me suaves e calorosos beijos de conforto. Não tenho certeza, mas foi nesse momento de apreço e sentimentos tão expostos que me apaixonei por ela.
Ainda assim, Ali me confunde. Não sei o que pensar de seus procedimentos bipolares. Em um momento ela está toda doce e gentil comigo e, no outro, ela parece se obrigar a refrear suas ações e repensar totalmente seus conceitos. Seria como se ela estivesse em um conflito interno constante? Para ser franca, eu estou meio perdida com tudo isso. Esse nosso envolvimento físico – ao que parece, da parte dela –, me revigora, revitaliza, mas me destrói também, não sei o que esperar dela. Não sei exatamente o que nós temos. Gostaria de saber o que nos une. Seria atração mútua? Os laços precisam se estabelecer e, acima de tudo, se restabelecer. Não quero ter que lidar com uma dor inesperada batendo à minha porta às cinco da manhã nem ser aquela que é capaz de viver apenas sobre as superfícies. Eu quero algo mais profundo, íntimo. Uma história de amor a realizar. Eu necessito engrenar algo sólido e estável, mas, dessa vez, não vou evitar, estou tentando levar algo adiante.
Eu estava caminhando para a cafeteria logo depois que o sinal de Rosewood Day tocou anunciando o tão aguardado horário de almoço. Hanna e Aria me chamaram para almoçar com elas – Spencer estava ocupada demais em um dos mais de mil clubes a que se afiliara, enquanto Ali estava no treino de hóquei –, mas recusei. Marquei um encontro com uma conselheira. Quando cheguei à cafeteria, entrei no local sem hesitar. Não podia dar para trás agora. Refiz minhas três primeiras etapas mentalmente. A primeira etapa que me auto determinei era proferir as seguintes palavras: “eu sou gay”. Primeira etapa concluída. A segunda, terminar com Ben o mais rápido possível. Segunda etapa concluída. Fiz isso há alguns dias e não foi tão difícil quanto pensei. E a terceira etapa era pedir ajuda a uma conselheira, alguém que realmente possa entender o que eu ainda estou tendo dificuldades para entender.
– Você é Emily? – Uma voz feminina, incrivelmente doce, soou atrás de mim. Parei meus pensamentos sobre etapas e me virei. Uma mulher alta – mesmo sentada parecia ter mais ou menos a minha altura –, cabelos curtos, um pouco acima dos ombros, de um louro bem claro.
– Sim. – Respondi depois de alguns segundos. – Você é...?
– Samara. – Sorriu amistosa. – Sente-se, por favor. – Gesticulou para a cadeira livre à sua frente. Meus músculos estavam rígidos e senti um leve desconforto em minhas costelas. Sentei-me na cadeira desocupada que estava posta de frente para ela, me dando um parâmetro melhor de sua fisionomia.
– Você é a conselheira? – Questionei, não conseguindo conter a incredulidade em meu tom de voz. Além de ela ser pontual, era terrivelmente linda. Ela, definitivamente, superou minhas expectativas. Inspecionou-me atenta, parecendo se divertir com meu desconcerto.
– Eu tento. – Disse. – Impressionada?
– Um pouco. – Admiti. – Você é pontual. – Me inclinei, sorrindo sem jeito.
– Eu tenho que ser, já que detesto pessoas atrasadas. – Verificou seu relógio. – E vejo que não detestei você logo de cara. – Soltou um riso baixo, cutucando o guardanapo que estava enfiado no meio do arranjo de flores no canto da mesa.
– Eu também. – Meus olhos brilharam. Ao longo da nossa conversa, percebi que tínhamos muitas coisas em comum. No começo, não nego, arrependi-me de ter solicitado uma conselheira, mas a forma com que ela deu início a nossa conversa me deixou mais relaxada e menos nervosa. Nunca conversei com outra pessoa sobre coisas tão íntimas, principalmente sobre minha sexualidade. Ela parecia ter por volta dos dezenove anos, mas resolvi por não perguntar por achar indiscreto e informal. Mais tarde, descobri que ela não é exatamente uma conselheira, mas que é próxima da pessoa que inventou esse grupo de Orgulho do Campus, e, por isso, estava apenas ajudando-o enquanto estava na cidade, pois já havia sido um membro antes. Perguntei-me o porquê de ela ter saído, já que deixou bem claro na frase que havia feito parte, mas deixei passar. Contei a ela sobre a natação e sobre minha recente conquista: conseguir me tornar a capitã da equipe. Ela pareceu contente e empolgada. Perguntou-me se podia ir me ver no dia da competição que aconteceria dentro de alguns dias. Respondi afirmativamente. Fiquei feliz com essa interação incrível e fácil que estávamos tendo.
– Pretende contar a sua mãe? – Ela indagou, bebericando seu frappuccino. Parei por um instante pensando em qual seria a primeira reação da minha mãe quando soubesse, mas não possuía nenhum parâmetro sobre tal desastre.
– Sim. Mas farei isso quando ela voltar. – Tentei forçar um sorriso, decidida. Ela me fitou inquisitiva, devolvendo seu frappuccino à mesa.
– Voltar?
– Sim. – Digo. – Ela está no Canadá visitando meu pai. E, quando eles voltarem, contarei aos dois. Em seguida, para minhas amigas. – Acrescentei, fitando-a incisiva. Pude notar um ligeiro contentamento em seu olhar, logo se ampliando num sorriso gentil.
– Você está indo muito bem.
Logo depois que nos despedimos, voltei para escola. Minhas duas últimas aulas eram de química e, quando cheguei à sala de aula, todos já tinham seus respectivos parceiros, exceto por uma única pessoa: Toby Cavanaugh. O Sr. Auguste me aconselhou a ser parceira de Toby, já que ele também estava sem par. Ele não se manifestou, pelo contrário, fingiu que não era com ele. Cheguei perto de seu balcão, onde ele estava concentrado na mistura dos elementos químicos, e perguntei se havia algum problema em eu ser sua parceira. Ele apenas negou com a cabeça e indicou o lugar vazio ao seu lado. Sentei-me sem dizer mais nada e coloquei os óculos, tirando meu caderno de anotações de dentro da bolsa juntamente com meu livro de química, pondo-os um em cima do outro sobre o balcão. Toby parecia um pouco desconcertado com minha presença. Não tiro sua razão, afinal, sou uma das culpadas por ele ter sido mandado para um reformatório por algo que ele não havia feito. Pelas duas aulas inteiras nossa conversa foi basicamente sobre química e, ainda assim, apenas o necessário. Instantes antes do sinal tocar, abri meu livro para verificar se a minha fórmula estava correta e, no meio dele, havia um papel dobrado com meu nome escrito numa letra uniforme e redonda bem grande num tom de vermelho-sangue. Meu coração gelou. Abri o bilhete com as mãos trêmulas, mal conseguindo segurar o papel direito. Eu implorava internamente que não fosse –A. Quando finalmente abri o bilhete, constatei que não era um bilhete ameaçador de –A. Era um desenho, e nele havia um lindo jardim, com uma única e enorme árvore que parecia ter diferentes tipos de flores em seus galhos. O desenho estava todo sombreado, exceto pelas flores que foram pintadas minuciosamente pelas cores correspondentes a cada flor. Fiquei encantada, pois o desenho tinha traços artísticos e a única pessoa que eu conheço que tem dons artísticos é Aria. No oitavo ano, ela havia desenhado o rosto em formato de coração de Ali e seu lindo sorriso estonteante.
– Que bonito. – Toby dissera, inclinando-se cuidadosamente na minha direção. – Foi você quem fez? – Perguntou com delicadeza em seu tom de voz. Fitei-o por um momento tentando assimilar suas palavras e me dei conta de que já não havia mais quase ninguém na sala, exceto por um garoto robusto e alto, Toby, que estava ao meu lado guardando seu material e arrumando o balcão, e o Sr. Auguste, que estava recolhendo suas coisas e pondo-as com um cuidado exagerado dentro de sua bolsa. Passei os olhos pela folha procurando a assinatura de quem o havia feito, mas não encontrei.
– Não. – Disse. – Apareceu aqui no meu livro. – Dei de ombros. Ele assentiu e me encarou por alguns segundos, incisivo.
– Você não se incomoda? – Ele indagou. Não respondi, olhei-o de forma inquisitiva, esperando que ele explicasse. – De ser a minha parceira nessa aula.
– Não. – Respondi rápido demais. Toby abaixou o rosto, parecendo desconcertado. – Escute, eu realmente não me importo. – Garanti a ele. – Mas, por outro lado, você parece que sim. – Ele me fitou e pude ver que seus olhos estavam num tom de azul mais claro do que o habitual. Ele possuía uma expressão calma e um sorriso gentil. De repente, me senti confortável.
– Não estou. – Sorriu de forma amena.
Depois que deixei a sala, segui em direção aos corredores de Rosewood Day. Avistei Hanna que estava escorada no meu armário juntamente com Mona Wanderwaal. Mona gesticulava com as mãos parecendo afetada, dizendo algo sobre o quão idiota e estúpido é Justin Timberlake. Eu ainda não sou capaz de acreditar na incrível mudança de Hanna e, consequentemente, Mona. A amizade das duas parecia ser algo bem sólido e natural. Mas nada com que Ali pudesse se preocupar, claro.
– Ei, Em. – Hanna abriu um enorme sorriso quando me aproximei, passando a ignorar Mona. Ela, por sua vez, me lançou um sorriso murcho, parecendo não estar contente com minha presença. – Mona, conversamos depois. – Despediu-se, enlaçando meu braço e me conduzindo para fora da escola. Conforme nos afastamos, pude ouvir Mona soltar um “tudo bem” cabisbaixo, mas Hanna não pareceu ter ouvido ou não deu importância.
– Aconteceu alguma coisa? – Perguntei, não deixando de notar a pressa aparente em seus passos pesados e firmes.
– Ainda não. – Sorriu. Não disse mais nada, apenas continuei andando até meu carro e, quando chegamos ao estacionamento de Rosewood Day, joguei as chaves para Hanna, me encaminhando para o banco do passageiro.
– Você dirige. – Ela me fitou inquisitiva e não disse nada, deveria estar esperando por uma explicação lógica para aquilo. – Não estou muito bem para dirigir, meus braços estão doendo.
– Tudo bem. – Cantarolou ela. Depois que saímos do estacionamento e paramos num farol amarelo, Hanna ajeitou o espelho retrovisor, logo retocando seu brilho labial, alinhando sua sobrancelha muito bem feita e desenhada e, por último, mas para ela não menos importante, colocando um CD da Katy Perry no rádio. A música que começou tocar é uma das minhas poucas favoritas dela, “Wide Awake”. Hanna é uma daquelas típicas mulheres ao volante, preocupada com a trilha sonora e seu visual. Percebi que a janela estava praticamente toda fechada. Deveria ser para não bagunçar seus cabelos. Sufoquei um riso que ameaçava sair de minha garganta. Sua mudança ainda me chocava.
– Onde estamos indo? – Questionei, notando que aquele não era o caminho para minha casa nem a de Hanna.
– Spence quer falar com nós duas. – Disse ela, tateando o painel do rádio e trocando de música. – Ela está no treino de hóquei e pediu para passarmos lá. – Assenti com a cabeça e voltei a olhar para frente. Meu corpo estava dolorido e minha mente embaralhada. Nunca me senti tão perdida e confusa em toda minha vida. Depois de longos dez minutos, chegamos ao campo de hóquei onde Spencer e Ali treinavam desde a sétima série. Passei meus olhos pelo campo todo procurando por Ali, me arrependendo amargamente quando o fiz. Ela conversava animadamente com um cara alto, loiro, de cabelos cacheados e porte físico atlético. Ele não me era estranho, mas de longe não consegui reconhecê-lo.
– Quem é ele? – Indaguei sem tirar os olhos de Ali um instante sequer quando Spencer veio até nós. Ela seguiu meu olhar para ver de quem eu estava falando.
– Ah! Ele? – Disse apontando o dedo com desdém na direção dele. – É Ian Thomas. Lembra-se dele? – Assenti com a cabeça. Claro, Ian. Eu sabia que ele não me era estranho. Fazia tanto tempo que eu não o via que não conseguiria reconhecê-lo de imediato. Ao contrário das outras garotas, eu não tinha uma paixonite por ele. – Ele é o professor que Ali está monopolizando toda a atenção. – Falou ela, parecendo zangada e indignada.
– Ele está mais gostoso do que da última vez que o vi. – Comentou Hanna com o tom de voz provocativo. Por mais que me doesse, não conseguia parar de olhar a cena que se passava a poucos metros de distância de mim. Ian continua charmoso e gentil como sempre fora pelo que se notava, e Ali parecia estar derretida. Aquilo me massacrava por dentro. Apenas uma confirmação de que não tínhamos nada sério.
– Eu preciso perguntar uma coisa para vocês duas. – Começou Spencer, pausando. – Aria e eu não somos as únicas a receber mensagens de –A, certo? – Voltei minha atenção mais que depressa para ela, arregalando os olhos. Olhei para Hanna procurando qualquer vestígio de confusão em seu semblante, mas não o encontrei. No lugar de confusão e incógnita, havia uma expressão de incredulidade e certo pânico.
– Vocês também? – Falei, soando mais alto do que gostaria. Não houve resposta. – Hanna?
– Sim. – Confirmou num murmúrio. – Mas eu achei que pudesse ser uma brincadeira da Ali. – Explicou, estendendo o braço, com o outro cruzado em seu peito. – Quero dizer, só pode ser ela. As mensagens que recebi são sobre coisas que ninguém, a não ser Ali, sabe. – Ela sentou-se em uma das mesas que havia no campo, parecendo cansada.
– As mensagens são sobre coisas pessoais. – Spencer disse pensativa. De fato, as mensagens são sobre coisas pessoais. Coisas que ninguém, a não ser Ali, sabia. Eram os nossos segredos mais íntimos. Segredos, como no meu caso, que poderiam causar vergonha e humilhação. – Só pode ser Ali. Isso deve ser uma daquelas brincadeiras estúpidas e cruéis dela. – Afirmou com toda certeza. As evidências e fatos comprovam que Spencer e Hanna estavam com razão, mas eu não conseguia acreditar.
– Não pode ser Ali. – Neguei com a cabeça. Hanna e Spencer me fitaram incisivas. – Não é Ali! – Me exaltei. – Alison pode ser cruel e, às vezes, impossível, mas eu sei que ela não faria isso. Não! Ali não faria. – Hanna revirou os olhos, parecendo entediada com toda minha defesa em favor da Ali. Spencer, por outro lado, não possuía nenhuma expressão significativa.
– Fico contente que pelo menos uma de vocês acreditem que não sou –A. – Disse Ali atrás de mim. – Mas não se preocupem, vou descobrir quem é e, quando isso acontecer, eu vou esmagar e triturar o coração dessa vadia com minhas próprias mãos. – Prometeu com o ódio aparente em suas palavras. Senti meu celular vibrando em meu bolso traseiro, seguido de um bipe. O iPhone de Ali apitou também, seguido pelo BlackBerry de Spencer e Hanna. Pegamos nossos respectivos celulares quase no mesmo instante. Na tela, indicava que eu possuía uma nova mensagem. E, como supus, de um número desconhecido, bloqueado. Cliquei em ler e comecei a ler com atenção.
Querem saber quem eu sou? Eis a resposta: eu sou quem vocês menos imaginam, estou mais perto do que vocês pensam e em todos os lugares. –A.
Ao que parecia, todas nós havíamos recebido a mesma mensagem. Senti um arrepio tenebroso percorrer todo meu corpo. Olhei ao redor procurando por algo suspeito, mas nada. Não havia mais ninguém naquele campo, só estávamos nós quatro. Meu estômago se contorceu com aquele silêncio ensurdecedor e com toda aquela tensão que se podia notar no ar. Fechei os olhos e tentei imaginar coisas felizes; imaginei a primeira vez em que beijei Ali e fui correspondida, a primeira vez em que senti o seu cheiro de baunilha e a primeira vez que eu a vi. Tentei pensar em outras coisas sem ser com Ali, mas percebi que eu não tive nenhum momento feliz sem ter sido com ela. Aquela constatação me pegou de surpresa. Que espécie de heroína seria ela?
Notas finais
Até o próximo. XOXO ;**
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