This Must Be Love

25 Sympathy For The Devil.


Notas iniciais
Consegui, finalmente, terminar esse capítulo, que dedico especialmente à HeyJude por ser aniversário dela e também por me ajudar a equilibrar algumas coisas nessa fanfic! ♥
Bem, sem mais delongas. Espero que gostem e aproveitem o capítulo! (:

Como numa típica sexta-feira quase ensolarada em Rosewood, onde as flores se revigoram e regeneram do quebradiço e impetuoso frio, tudo aparentemente estava em seu devido lugar, afinal de contas, o que de errado poderia acontecer num luxuoso e intocável subúrbio da Filadélfia?

Não podemos fazer isso! — Exclamou Hanna em tom baixo, com a cabeça inclinada e as extremidades do seu cabelo louro claro tocando suavemente a mesa do refeitório de Rosewood Day. Spencer, que estava ao seu lado, se mexeu na cadeira com ligeiro incômodo e direcionou à Hanna um olhar indolente.

Hanna tem razão, Spence. Não podemos ir contra Ali. — Aria se manifestou, torcendo os lábios como se fosse um gesto de desculpas. Estávamos quase no finalzinho do segundo período e todos os alunos estavam em suas respectivas salas de aula, exceto por nós quatro.

Eu não estou sugerindo que nos coloquemos contra Alison! — Exaltou-se chateada, lançando um olhar rígido para cada uma de nós. — O que eu estou querendo dizer é que podemos finalmente descobrir algo sobre ela! Eu recebi uma pista importante ontem à noite. — Ressaltou com um sorriso empolgado. Spencer parecia determinada a descobrir o que tanto Ali escondia. E até agora eu me mantive calada, pois eu não achava correto bisbilhotar segredos alheios. Esconder algumas verdades sob a superfície de nossa vida não precisa necessariamente serem considerados segredos. Todos nós temos coisas das quais não queremos compartilhar, ou não estamos prontos.

Eu não sei se você já percebeu, mas, graças a você, Ali não está mais falando com nenhuma de nós. — Guinchou Hanna, levando sua paciência ao extremo. Os lábios de Spencer tremeram e seu queixo caiu levemente, enquanto Aria fez um biquinho distraído, apontando discretamente para mim.

Ela ainda fala com a Em. — Desviei os olhos rapidamente para o outro lado. Eu não queria participar dessa discussão e, também, não me sentia à vontade conspirando contra Ali. Hanna revirou os olhos, encostando suas costas contra a cadeira e cruzando os braços.

A questão não é essa... — Começou Spencer, mas logo sendo cortada pelo barulho do sinal anunciando o terceiro período. Aria foi a primeira a levantar, seguida de Hanna, que ajustou sua bolsa no ombro ligeiramente irritada.

Vejo vocês depois. — Despediu-se Aria, vacilando o olhar entre Spencer e Hanna, que olhavam seriamente para direções opostas. — Vamos, Em. — Peguei minha bolsa da cadeira e me levantei rapidamente, indo para a aula que tínhamos em conjunto. E ao pensar que Ali também estava nessa aula me causava um desconforto fora do normal.

Onde está Ali? — Perguntei assim que ela me veio à mente. Aria ergueu os ombros num gesto de quem não sabia. Entramos na sala e percebi que estava quase vazia, se não fosse pela professora que já estava presente, escorada na mesa e lendo alguma coisa em seu diário estúpido. Era difícil olhá-la sabendo do que houve entre Alison e ela. E eu não podia me permitir sentir raiva ou tristeza, pois não tinha esse direito. Ali poderia fazer o que quisesse desde que ela não esteja comigo.

Relaxa. — Aria sussurrou, colocando a mão suavemente no meu ombro num gesto afável enquanto caminhávamos para nossos lugares no meio da sala. A Sra. Penton não se deixou desconcentrar do que estava fazendo quando tomamos nossos lugares e, logo, Aria começou a tagarelar sobre as chances de sua mãe ir para Áustria com o novo namorado. Não ouvi muita coisa, mas fiz de tudo para me mostrar interessada no que ela estava falando e tentei fortemente não vigiar o que Faye fazia.

Olha o que eu achei. — Alguém entrou na sala de repente, fazendo os poucos alunos que já estavam presentes olharem em direção à origem do som, inclusive a Sra. Penton, que ergueu seus olhos instantaneamente das folhas em sua mão. Um bolo desagradável se formou em minha garganta quando reconheci a pessoa como sendo Alison, com a famosa e reconhecível pulseira da Coisa Com Jenna no pulso e jaqueta college cobrindo seu tronco do relevante frio.

Onde estava? — Perguntou a Sra. Penton, se deslocando da mesa para mais perto da beirada. Ali caminhou até onde ela estava, com os tornozelos bonitos e firmes sobre os sapatos de salto alto, não se dando o trabalho de olhar ao redor da sala, colocando, o que reconheci como sendo um brinco, na palma da mão de Faye.

No banco de trás do meu carro. — Respondeu suavemente, inclinando-se intimamente em sua direção. Olhei para o lado por um segundo, sentindo meu estômago revirar e meu coração afundar, percebendo que Aria observava a cena que se desenrolava à nossa frente, aparentemente natural, com contida curiosidade enquanto ninguém mais parecia se importar. Baixei meus olhos e comecei a contar as batidas do meu coração como um exercício relaxante, perdendo a conta depois que cheguei aos cinquenta e quatro. Olhei a tela do meu celular e percebi que estava quase na hora da aula começar. Ergui meus olhos por apenas um momento e pude ver que Ali me observava com um misto de ansiedade e dúvida ocupando sua expressão, mas antes que eu pudesse desviar meus olhos dos seus e abaixá-los novamente, avistei Spencer e Hanna entrarem na sala com pressa. Cutuquei Aria com o cotovelo sem delicadeza, provocando seu olhar repreensivo, mas não me incomodei e apenas apontei as duas próximas à porta.

O que vocês estão fazendo aqui? — Ela perguntou, colocando a mão no meio do livro em que estava lendo para prestar atenção em Hanna e Spencer, que pareciam meio perdidas. — Vocês não estão em Inglês Avançado. — Lembrou com um tom divertido. Spencer lançou um olhar rígido e sério a Ali que ainda estava bem perto da Sra. Penton.

Sra. Penton, podemos assistir a sua aula? — Spencer perguntou com a voz mais doce e suave que ela poderia fazer, beirando a flerte. Ali ajeitou sua bolsa no ombro e revirou os olhos, caminhando em minha direção, não parecendo afetada com todas as tentativas de Spencer de tirá-la do sério. Eu quase não podia reconhecê-la por manter uma atitude superior e não se deixar incomodar com o que Spencer estava tentando fazer. Semana passada ela havia me dito que eu controlava uma parte dela calma e equilibrada. Eu estava começando acreditar nisso.

Parei de prestar atenção no que estava acontecendo ao meu redor quando Ali se sentou na carteira à minha frente, preenchendo meus pulmões com seu irresistível cheiro de baunilha que eu tanto adorava. Ela virou seu pescoço para trás, mas isso durou apenas alguns segundos e, quando seus olhos repousaram na minha mão direita, desviaram rapidamente. Ela certamente iria dizer alguma coisa, mas desistiu quando avistou minha aliança de compromisso que Samara havia me dado no meu dedo anelar. Eu ainda não tinha tido coragem para tirá-la.

Conforme a aula se desenrolava e eu não me preocupava em prestar atenção, apoiei meu queixo no meu braço, que estava sobre os livros em cima da mesa, deixando meu rosto a pouquíssimos centímetros de distância dos cabelos de Alison. Suas costas estavam recostadas na cadeira e sua mão jogada para trás, quase tocando minha perna. Desde que ela se sentou à minha frente eu não escutei mais sua voz, o que começou a me corroer internamente. As únicas vozes que eu escutava eram de Spencer e Hanna cochichando atrás de mim. Nada agradável. Vendo que Ali não falaria comigo, peguei uma folha limpa do meu caderno e escrevi que eu ainda a amava e lhe passei o papel por cima do ombro rapidamente, logo sendo pego por ela. Esperei alguns minutos, pensando que ela me responderia de volta, mas ela não o fez. Voltei a descansar meu queixo sobre meu braço, sentindo o cheiro delicioso do seu cabelo invadir minhas narinas e, então, quando menos esperei, Ali passou a folha por cima de seu ombro. Não havia uma resposta escrita, apenas diversos tipos de flores ocupando metade do espaço da folha. Estudei os desenhos bem feitos e trabalhados com cautela, tendo a sensação de que já havia visto algo parecido antes. Então me lembrei de que Ali encheu meu quarto de flores no dia em que brigamos, deixando um bilhete afável se desculpando; as flores são para cobrir a falta de algumas palavras significativas, estava escrito no recado — ou se aproximava o suficiente disso — que ela havia deixado junto às flores.

Peguei meu celular e pesquisei o nome da primeira flor que consegui reconhecer e que estava levemente pintada; tulipa vermelha. Além das descrições e origem, apareceu também o significado por trás da flor, que no caso era tida como declaração de amor ou amor verdadeiro e eterno. Senti minha respiração falhar no mesmo instante em que li, seguido de euforia instantânea. Por mais que eu quisesse saber o que as outras significavam, eu não conseguia raciocinar e, em consequência, não pude identificar as demais flores que preenchiam boa parte do papel. Sendo assim, resolvi respondê-la da mesma forma, desenhando uma árvore abaixo das flores em que ela havia desenhado e colocando nossas inicias no tronco para, então, devolver a ela. Demorou uns segundos até que eu escutasse sua reação, que veio em forma de uma contida, porém confortável risadinha. Eu sabia que ela reconheceria de imediato, visto que era exatamente como sua casa na árvore, onde havíamos nos beijado pela primeira vez e onde eu, de fato, havia gravado as inicias EF + AD na casca.

Todas as aulas que tivemos em conjunto se passaram quase da mesma forma. Poderíamos ter conversado através de mensagens de texto, mas algo na maneira em que estávamos fazendo, penso eu, nos levava a um lugar peculiar e inofensivo. E, por amar Ali desde que nos conhecemos, eu saberia dizer com precisão todas as suas manias e a forma como ela via as coisas mais simples. Por fim, esperei do lado de fora, encostada num canto estratégico, que todos saíssem da sala em que Ali estava tendo sua última aula e, assim que bateu o sinal, entrei. Aproximei-me de fininho e eu tinha certeza de que, até o momento em que permiti, ela não estava ciente de minha presença. Sua atenção estava voltada para o seu celular em suas mãos enquanto andava até a porta.

Podemos conversar agora? — Perguntei em baixo tom antes que Ali colidisse seu corpo firme e delicado contra o meu. Ela imediatamente olhou para frente com um leve sobressalto irritado, mas logo sua expressão se suavizou. — Você estava prestes a gritar comigo, não é?

Perto o bastante. — Ela disse, parecendo um pouco ansiosa.

Escute, eu gostaria de conversar com você a respeito de algo. — Comecei incerta se realmente deveria fazer aquilo. Sua face murchou momentaneamente, como se ela estivesse se derretendo por dentro.

Em, pode ser mais tarde? Eu meio que tenho um compromisso agora. — Argumentou aparentemente sem jeito. Ajeitei minha bolsa no meu ombro e torci os lábios com melancolia enquanto desviava os olhos, distraída.

É algo mais importante que eu? — Perguntei rigidamente, não querendo soar como uma estúpida insegura. Suas sobrancelhas arquearam devagar, surpresa e, ao mesmo tempo, confusa com o tipo de pergunta. Suavizei minha expressão o máximo que pude.

É claro que não, Emily! — Se apressou em dizer. Encarei sua postura austera e analisei seu semblante puro e desprovido de fingimento ou qualquer coisa do tipo.

Então receio que não pode ser mais tarde. — Notei com um tom grave. Tomei sua mão na minha e a puxei para o canto mais afastado e escondido da sala, pressionando seu corpo contra a parede gentilmente e beijando sua boca calorosamente. Abri sua jaqueta com pressa e urgência, passando a mão por todo seu abdômen e pousando no cós de seu jeans escuro e apertado enquanto nossas línguas ainda se encontravam. — Eu estou começando a sentir muito sua falta. — Sussurrei entre beijos e suspiros. Suas mãos correram pelas minhas costas, cintura e subiram até minha nuca.

Eu pensei que você quisesse conversar... — Riu fraco enquanto eu descia meus lábios até seu pescoço, sugando a pele com fervor e um desejo quase irrefreável. Pressionei meu corpo com ligeira firmeza contra o seu, sentindo seus músculos vacilarem instantaneamente. Voltei a beijar sua boca com menos afoito e mais dedicação, sendo correspondida quase da mesma forma. Ela estava a um longo, porém irresistível passo de ceder e se desarmar por completo. E em poucos segundos eu soube que estava no momento de eu começar.

Samara quer que eu passe o verão com ela na Austrália. — Murmurei contra seus lábios, esperando e contando os segundos para ela explodir numa reação agressiva. Mas enquanto seu corpo enrijeceu e eu continuava a descer com minha boca até seu pescoço, sugando e mordendo a pele com delicadeza absoluta, isso não aconteceu. Depois de seis batidas aceleradas do meu coração, Ali me empurrou para longe.

Por um acaso essa vadia perdeu a cabeça? — Exaltou-se com a raiva estampada em seu rosto em formato de coração. Seus olhos, de repente, estavam mais escuros e sombrios. — E você vai, não é? — Concluiu insipidamente. Fiz um enorme esforço para não rir, mas fracassei.

O que me impede? — Provoquei dando de ombros, passeando pela sala vagamente.

Você não pode ir. — Ela declarou com estranha calma e olhos baixos. — Deus! Eu odeio essa vadia! — Murmurou com amargura mais para si do que para mim. Suspirei pesadamente, observando as diversas expressões passando pelo seu rosto rapidamente.

Bem, não é como se você fosse sentir minha falta. — Tentei soar o mais indiferente possível. Seu rosto voltou-se automaticamente para mim, me fitando estreitamente. — Sua nova amiga está te distraindo muito bem. Vocês parecem estar se divertindo bastante. — Disparei enciumada. Quando Ali finalmente percebeu do que realmente se tratava, ela riu. Eu não queria me mostrar ciumenta e muito menos ter dito aquilo, mas a emoção agiu de forma mais veloz do que minha razão.

Assim como você e Samara. — Retrucou com um sorriso forçado, cruzando os braços sobre o peito. Suas palavras me pareceram atingir uma parte recôndita — ou há muito dormente — do meu âmago, que inicialmente fiquei sem saber o que dizer.

E é aí que você se engana. — Dei de ombros me sentindo vencida, pegando minha bolsa e me direcionando até a porta. Alison não merecia saber sobre nosso rompimento. Ela ainda não estava pronta para dizer em voz alta o que ela sente — ou o que ela realmente quer de mim.

Cheguei em casa e fui direto para o meu quarto, sem nem ao menos passar na cozinha para me alimentar antes de tomar banho. O dia, principalmente o final dele, havia sido mais difícil e cansativo do que pensei que poderia ser. Subi as escadas sem pressa e, assim que cheguei ao quarto, meu coração sobressaltou instantaneamente, me fazendo bater minha mão contra meu peito.

O que você está fazendo aqui? — Inquiri no mesmo instante em que me recompus, encarando Samara sentada de costas para janela e luzes acesas enquanto ela visualizava um álbum de fotografias de quando eu ainda estava no jardim de infância.

Desculpe, eu não queria assustá-la. — Apressou-se em dizer com a voz completamente rouca e o sotaque muito mais acentuado do que antes de ela ir para Austrália. Seus cabelos estavam curtos, na altura dos ombros, e ondulados nas pontas. Isso fez com que eu me lembrasse de quando nos conhecemos e, com isso, uma avalanche de sentimentos que eu ainda, dolorosamente, nutria por ela viesse à tona de modo desajeitado e quase desesperador. Era notável que desde sua volta — há dois dias —, eu procurasse não pensar em nada que relacionasse a ela, mas desde que não soube desempenhar essa meta com sucesso, aqui estava ela para me assombrar e fazer com que tudo retornasse em dobro.

O que houve com sua voz? — Suspirei profundamente, tentando afugentar os pensamentos e ignorar as batidas descontroladas contra meu peito. Movi meu corpo com dificuldade para dentro do quarto, sabendo que seu cheiro abalaria minhas estruturas emocionais assim que eu respirasse bruscamente. Eu precisava me manter longe para que tudo ficasse bem.

Acho que muito sorvete. — Ela riu confortavelmente, colocando o álbum de fotografias de lado e levantando-se. Meus olhos estavam bem atentos aos seus movimentos. Então, para não precisar olhá-la por muito tempo, virei para o outro lado e comecei a mexer no celular, onde me deparei com várias mensagens de Spencer. — Em? — Samara chamou com voz melosa, me derretendo quase por inteira. Virei o rosto e ela estava sentada na cama, com as mãos juntas entre os joelhos e me observando com um olhar de filhotinho perdido no meio do nada.

Não me olhe desse jeito. — Ri fracamente, me escorando na mesa de modo que eu pudesse observá-la. Ela deu um meio sorriso e, então, baixou os olhos.

Eu sinto muito sua falta, Em. — Confessou num murmúrio quase sufocante, erguendo os olhos e vindo até mim. Pensei em dizer que também sentia falta dela, mas decidi por não fazê-lo. Não mudaria o fato de que, agora, estamos em direções opostas. — Todas essas semanas têm sido horríveis para mim. E o fato de ficar longe de você está acabando comigo! — Abaixei meu rosto assim que ela concluiu, tentada a olhá-la nos olhos. Samara se aproximou o máximo que pode, colocando suas mãos sobre as minhas que estavam apoiadas na mesa. Fechei os olhos sem força, absorvendo suas palavras num silêncio meditativo. Mas, no final das contas, eu não tinha o que responder e me deixei levar pelo clima nostálgico que havia se impregnado no ar.

Samara se inclinou em minha direção e me beijou suavemente, como se estivesse reconhecendo — ou ganhando — território. Nos primeiros movimentos que seus lábios fizeram contra os meus, hesitei por um curto intervalo de tempo, mas logo me rendi ao beijo e a correspondi de acordo com que ela impunha o ritmo. Por um momento senti como se tudo estivesse certo, afinal eu estava com Samara e estávamos a um curto passo de reatarmos. E ficar com Samara seria tão mais fácil e descomplicado, embora ela houvesse me largado e eu ainda não tivesse superado completamente, que tudo parecia se encaixar. Samara é absolutamente o oposto de Alison; do temperamento doce e terno da primeira ao explosivo e agressivo da segunda, por que eu escolheria arriscar com alguém que, de certa forma, não me passava confiança?

Samara... — Me afastei com as mãos cuidadosamente pousadas em seu peito, sentindo minha respiração falhar. Vacilei meus olhos entre suas íris, que estavam num tom tão bonito de azul, e sua boca levemente avermelhada pelas excêntricas mordidas e chupões que eu havia lhe dado.

Não me afaste, Em. — Sussurrou com a voz sentida. — Me dê uma chance de reconquistá-la. — Pediu suavemente, depositando selinhos nos meus lábios conforme pronunciava cada palavra. Suspirei profundamente quando senti seu toque suave nos meus cabelos.

Você se afastou! — Retruquei amargamente, olhando diretamente em seus olhos. — Eu quase implorei para você não me deixar, mas não adiantou. Agora eu não quero mais. — Tratei de deixar claro, percebendo que eu já havia tomado uma decisão. Seu olhar despencou para nossas mãos entrelaçadas sendo seguido pelo meu. Samara também permanecia com sua aliança no dedo anelar e, para confirmar se ela esteve com ela o tempo todo, tirei-a rapidamente do seu dedo e o analisei cuidadosamente.

Eu, assim como você, também não tirei. — Ela disse como se soubesse exatamente minha intenção. Torci meu lábio para o lado, tencionando meus músculos com ligeiro incômodo e, então, tirei a minha aliança do dedo e a coloquei na palma de sua mão juntamente com a sua. — O que isso significa?

Eu estou seguindo em frente. Espero que você faça o mesmo. — Declarei tentando fortemente soar fria e indiferente, mas tendo a leve impressão de que fracassei. Talvez, e muito provavelmente, o fato dos meus olhos salpicarem com ardência angustiante tenha feito minha voz vacilar enquanto pronunciava as palavras. E, apesar de não saber exatamente o que eu estava fazendo, me mantive firme na minha decisão de não reatar nosso relacionamento. Eu havia prometido a mim mesma que não a aceitaria de volta e eu não podia quebrar essa promessa.

Samara não se manifestou diante do que eu havia dito enquanto ainda estava aqui, mas depois que eu já havia tomado banho e estava me preparando para deitar, ela me mandou uma mensagem dizendo que não estava pronta para me deixar ir e que tentaria me reconquistar novamente. Pensando nisso, peguei no sono sem ao menos perceber e todos os acontecimentos de hoje passaram pela minha cabeça como se eu estivesse revivendo tudo de novo. Como um flashback — ou coisa parecida. E, então, quando acordei, as coisas me pareceram confusas e mal encaixadas, como se faltasse algo... Foi quando me dei conta de que meu celular vibrava incessante em cima da escrivaninha, me obrigando a levantar para apanhá-lo e atender com a voz ainda meio sonolenta.

Finalmente! Achei que tivesse sido abduzida! — Bradou Spencer com nítida agonia em seu tom de voz. Precisei de alguns segundos para fazer com que meu cérebro despertasse por completo. — Escute, temos que conversar. — Informou rapidamente, parecendo estar transitando de um lado para o outro, agitada.

Já disse que não vou te ajudar nesse seu plano maligno de derrubar Ali. — Adiantei insipidamente, recebendo um suspiro indignado de sua parte. Desloquei-me para fora do quarto, descendo as escadas sem pressa e indo até a cozinha.

É verdade! Eu tinha quase me esquecido sobre sua compaixão pelo demônio. — Ela disse ironicamente, com o tom carregado de acidez. — Ou seria somente paixão? — Mudou o tom de voz, soando acusadoramente do outro da linha. A forma como ela se referiu a Ali fez com que minha visão ficasse turva.

Spencer, não fale assim dela! — Me irritei, sentindo um rubor potente subir pelo meu pescoço e se arraigando na minha cabeça. Eu odiava seus comentários maldosos, principalmente os que ela dirigia à Alison. — Acho que você já está passando dos limites. — Apoiei minha mão sobre a pia de mármore, depositando todo meu peso e fechando os olhos fracamente. Houve um silêncio quase mortal entre nós duas, mas que não durou muito.

Eu vi, Emily! — Avisou agudamente. — Eu vi vocês no maior amasso na sala de leitura! — Spencer diminuiu severamente o tom de voz, como se estivesse me confidenciando algo muito grave. Meu coração se desestabilizou por alguns segundos, mas voltou ao normal quando me dei conta de que Spencer ter visto não significava nada. — Eu sei como você se sente, Em. Eu sei que você a ama, mas Alison não ama você de volta. E eu não quero que você se machuque! — Despejou com voz penosa e sensível. Suas palavras me atingiram de maneira dolorosa. Eu tinha leve consciência de que seu intento não era me machucar, mas me alertar, porém seu bom desígnio não me serviu de nada.

Agora estou ferida. — Sussurrei com a voz falha, tentando não me corromper ao que ela dizia. Eu não duvidava de que ali houvesse certo senso protetor, mas eu não poderia deixar de levar em conta que Spencer poderia facilmente estar me manipulando para eu ceder ao que ela queria e tudo estava se encaminhando para esse ponto, já que ela escolheu mirar justo no meu ponto mais sensível. Ainda com os olhos baixos e levemente salpicados, suspirei profundamente e me virei para seguir até a sala de estar, porém tive um grande sobressalto com o que me deparei no meio do processo. — Acho que você já me disse tudo o que tinha para dizer, agora tenho que desligar. — Decretei antes que Spencer pudesse se justificar ou atiçar ainda mais minha ferida quase aberta. Tirei o celular do meu ouvido e finalizei a chamada a tempo de escutá-la protestar, mas não me importei e permaneci encarando Alison escorada no batente da entrada com os olhos muito bem arraigados em mim. Não pude deixar de reparar que seu casaco escuro, assim como seu cabelo louro brilhante, estavam com visíveis pingos de chuva e seu braço esquerdo estava rente às suas costas, escondendo algo atrás de si.

Quem feriu você? — Disparou com o olhar tortuoso e inquiridor. Não respondi a sua pergunta, pois estava concentrada demais em querer saber como ela havia entrado e sem que eu a notasse. Ali, entretanto, se aproximou e deixou seu braço cair ao lado do seu corpo, revelando o que escondia: um adorável buquê de flores, que fez meu coração quase explodir no mesmo instante em que meus olhos avistaram-na. — Em, se aquela vadia te machucou de alguma forma, você precisa me dizer.

Como você entrou? — Perguntei com o olhar cravado na sua face rubra e conflituosa. Não pude evitar em reparar que seus olhos abrigavam um profundo e inegável desgaste, chegando a um nível quase abandonado e totalmente esquecido, causando-me certo espanto. No entanto, a forma como ela sustentava meu olhar incógnito, mas ao mesmo tempo terno e receptivo, me deixava a leve impressão de que ela não se restringia a mim.

Eu trouxe para você. — Dirigiu-se finalmente às flores em sua mão, baixando os olhos numa melancolia quase lastimável.

O que elas significam? — Quis saber, me aproximando dela e sentindo o ar gelado que exalava ao seu redor se abater sobre mim. Ali hesitou por um momento, pensando numa resposta compreensível para ambas.

Eu sinto muito por ter falado com você daquela forma. Eu me comportei de maneira agressiva e estou tentando me redimir. — Sussurrou suavemente, parecendo verdadeiramente arrependida. — Me desculpe, Em. — Estendeu as flores em minha direção, sorrindo fraco. Aceitei as flores de bom grado, sorrindo de volta, como se tudo tivesse sido esquecido e perdoado. Mas a verdade é que não era bem assim.

Está tudo bem. — Dei de ombros, observando as pétalas amarelas envoltas por um bonito e delicado arranjo. — Eu acho que já estou habituada a esses acessos de hostilidades. — Confessei distraidamente, sentindo seu olhar de penumbra sobre mim. Ali se aproximou de mansinho, como se constatando se eu iria reagir contra.

Eu já disse que não quero que você se afaste de mim. — Ela tocou meu braço com leveza, provocando meu olhar surpreso e interessado no que ela tinha a dizer. — Eu quero que você fique sempre comigo. — Assentiu positivamente, erguendo seus olhos aos meus. Era notável que Ali estava se referindo à possibilidade remota de eu viajar com Samara por um verão inteiro. E certamente meu coração se alegrava por esse gesto de estima tão inesperado que vinha de sua parte.

Vamos subir. — Tomei sua mão gélida, puxando-a para mais perto de mim. — Você está toda molhada e não é num bom sentido. — Ri, e então me crucifiquei internamente pela veracidade e ambiguidade do que eu acabara de dizer, mas corei logo em seguida quando percebi que Ali havia se dado conta da real significância, esboçando-a num sorriso com ligeira lascívia.

Quando chegamos ao meu quarto, tirei toda sua roupa respingada da chuva fraca que provavelmente deveria estar acometendo sobre Rosewood e fiz com que ela tomasse um banho quente e colocasse roupas secas e limpas. Seu corpo estava tão frio e rígido que, por um segundo, me perguntei se Ali estava realmente viva. Enquanto eu, por minha vez, sentia que tinha o dever de vigiá-la com cautela e garantir que ela permanecesse comigo por todo o tempo possível. Como se algo no profundo do meu íntimo me alertasse incessantemente que eu não deveria — seja movida por responsabilidade ou sentida e dolorosa preocupação — deixá-la de forma alguma. Talvez fosse essa a razão de eu ter rejeitado Samara tão decididamente. Alison precisava de mim.

Em? — Ali soou melancolicamente, com os olhos vidrados em mim. Parei de ajeitar a cama para que nós dormíssemos e olhei para ela sentada de frente à janela, olhando a rua vagamente. — Você iria embora de Rosewood comigo? — Inquiriu, virando seu rosto ligeiramente retraído para mim. Pensei a respeito por alguns segundos, tentando decifrar o que ela queria com aquilo, mas não obtive sucesso.

Eu iria. — Respondi sinceramente, sustentando seu olhar por tempo suficiente de fazê-la sorrir satisfeita. Voltei para o que eu estava fazendo e, então, acrescentei: — Mas só se nos casássemos. — Brinquei, deixando escapar um risinho mudo.

Então isso não será um problema. — Sussurrou ela, que de repente estava tão próxima de mim que pude sentir seu cheiro habitual num piscar de olhos. Seus dedos tocaram meu braço com leveza articulada, fazendo a pele se arrepiar automaticamente. Virei meu rosto para trás e absorvi todo o calor que suas íris escuras transmitiam tão naturalmente. Em menos de dois segundos, seus lábios estavam colados nos meus, atraídos como ímãs. Ali repousou sua mão no meu rosto carinhosamente, descendo para o meu pescoço e me puxando para ela. Nossos lábios pressionavam-se firmes e cada vez mais famintos. Senti suas mãos descerem pelas minhas costas, pairando na lateral do meu corpo e puxando minha camisa de pijama para cima e tirando-a com rapidez. Afastei nossos lábios momentaneamente, encarando-a com os olhos cheios de luxúria enquanto ela deslizava sua mão pela minha barriga até chegar ao cós do meu short, onde ela o afastou com cuidado da minha pele. Beijei sua boca com urgência, arranhando seu pescoço e nuca com ligeira força e a puxando para cama. Tratei de tirar sua camisa cumprida e jogá-la para fora da cama, acariciando a pele nua com fiel devoção. E, aproveitando o fato de que Ali estava sem sutiã, desci meus lábios por toda a extensão do seu pescoço, colo e seio, beijando e sugando sua pele com necessidade e fervor.

Conforme meus lábios sugavam e mordiam seus seios com toda a liberdade possível, Ali gemia baixo e arranhava meu pescoço com contida violência, causando certa ardência no segundo seguinte. Seu mamilo rígido era uma distração perto do que eu ansiava fazer com ela. Voltei a beijá-la na boca com volúpia e batimentos acelerados, correndo com minhas mãos pelo seu corpo e tirando sua calça com um pouco de dificuldade. Seu corpo virou-se contra mim e rapidamente eu estava sob ele, sentindo-o roçar sedutoramente contra o meu. Ali fez o mesmo comigo, tirando o restante de minha roupa e as deixando ao lado da cama e, logo em seguida, voltando a me beijar calorosamente enquanto sua mão repousava sobre meu seio, massageando com gentileza. O clima e o ambiente pareciam ficar mais e mais quentes conforme seu corpo deslizava contra o meu, deixando-se levar pelo erotismo genuíno e desejo mais do que carnal.

Nós estávamos de fato fazendo aquilo. Tudo o que eu sempre almejei parecia estar fluindo naturalmente, sem resistência e por conta própria. Eu estava consumando meu amor eterno, selando minha alma gêmea. E, enquanto Ali me fornecia o prazer necessário que o momento exigia, eu só conseguia sussurrar palavras desconexas e sugar seu pescoço com a respiração pesada e entrecortada. Fluíam desejo e necessidade dos nossos corpos, provocando faíscas das nossas línguas e peles em contato íntimo. E num momento de puro êxtase e urgência, senti seus dedos finalmente forçarem minha entrada com movimentos rápidos e contínuos. Meus gemidos se tornaram cada vez mais altos e roucos, enquanto seus lábios davam a devida atenção aos meus seios, sugando e roçando sua língua contra meu mamilo excitado.

Antes que eu pudesse chegar ao ápice e me derramar por inteira de prazer, Ali retirou seus dedos de dentro de mim e me puxou contra seu corpo quente, me beijando com desejo aflorado e nada satisfeito. Uma leve sensação de ansiedade ameaçou me invadir quando me dei conta de que havíamos perdido o contato íntimo. Mas, antes que isso acontecesse, Ali se posicionou em cima do meu quadril, proporcionando o encontro das nossas umidades e pressionando nossos sexos com força e firmeza. Um frio gostoso e deliciosamente bem vindo se apossou do meu ventre, me causando os mais delirantes prazeres que ainda me eram, de certa forma, desconhecidos. Minhas unhas fincaram com força nas suas coxas, deslocando-se pela sua barriga e virilha. Meus gemidos escapavam roucos e baixos dos meus lábios, triplicando a motivação de Ali. Ela se inclinou em minha direção e beijou minha face afetuosamente enquanto movimentava vigorosamente sua pélvis contra a minha, deslocando seus lábios até o meu ouvido, onde sussurrou palavras doces e carinhosas, me estimulando a chegar ao clímax junto com ela.

Foram necessários apenas mais alguns poucos segundos até eu sentir meu corpo tencionar sob o corpo de Ali e, então, sendo rapidamente seguido pelo seu. E, ainda assim, ela continuava forçando sua pélvis com movimentos leves contra a minha, até parar completamente com a respiração quase impossível. Seu corpo quente deitou-se levemente sobre o meu enquanto suas mãos repousaram sobre as minhas, entrelaçando-as e as arrastando para a extremidade da cama. Seus olhos estavam diretamente conectados aos meus e, em silêncio, Ali me beijou suavemente. Quase como automaticamente, me desvencilhei de uma de suas mãos e a emaranhei entre seus cabelos úmidos, puxando seu rosto contra o meu. Ali suspirava com visível dificuldade entre os breves intervalos dos nossos beijos afoitos e famintos. Por fim, os beijos e mordidas não se estenderam mais do que carícias profundas e alguns baixos gemidos, visto que eu não me encontrava em condições de iniciar toda aquela luxúria novamente.

Adormeci tão rapidamente que, quando acordei pela manhã, não me lembrava de como a noite havia acabado. Ao meu lado, Ali dormia profundamente com as costas nuas para cima e os braços sob o travesseiro. Alguns fios de cabelo louro brilhante cobriam seu rosto bonito, me impulsionando a tirá-los delicadamente para não acordá-la. E, antes que eu levantasse para tomar banho, observei enquanto Ali dormia e me perguntava o que aconteceria depois que ela acordasse. Eu queria um relacionamento, mas eu sabia que não podia esperar isso dela. Seria notável e provável que, depois de tudo o que fizemos, ela agisse como se nada houvesse acontecido. E eu tinha que me preparar para isso.

Dado o fato de eu ter tomado banho, coloquei roupas leves e me encaminhei diretamente para cozinha, onde tomei meu café da manhã sozinha e pensativa. Samara havia me mandado mensagens durante a manhã, mas eu não as respondi. Eu falava sério quando disse que ela estaria fora da minha vida caso ela partisse. E agora tudo estava em seu devido lugar, acertando-se aos poucos, talvez.

Eu estou faminta! — Ali exclamou, emergindo energicamente na cozinha e se colocando de frente para mim. Não pensei que ela pudesse acordar de bom humor, e isso acontecer me espantou. Ela me lançou um olhar divertido e um sorriso torto, como se soubesse que eu estava me sentindo embaraçada e tentasse amenizar. Empurrei o prato cheio de torrada com geleia em sua direção, em silêncio, e apreciei seu sorriso ainda intacto enquanto ela abaixava os olhos para as torradas e escolhia uma para acrescentar ainda mais geleia e colocar na boca. Fiz o mesmo e deixei com que escorresse pelo canto da minha boca, distraidamente. Ali passou o dedo levemente e, em seguida, o colocou na boca, olhando para mim. Ela se inclinou em minha direção com um sorriso meigo e beijou meus lábios suavemente. Eu quase não conseguia acreditar que isso, de fato, estivesse acontecendo. — Alguma chance de repetirmos tudo o que fizemos ontem, mas dessa vez no chuveiro? — Sugeriu num sussurro terno e, ao mesmo tempo, malicioso. Meu coração se apressou em quase pular da minha boca. Alison estava sendo maravilhosa comigo e isso me parecia surreal até o exato momento. Como para estragar o momento, meu celular começou a vibrar sobre a mesa. Olhei de relance para o aparelho e vi que o nome Spencer Hastings aparecia na tela. Apanhei-o antes que Ali visse.

Está quase na hora do almoço, por que você não toma banho e vamos almoçar? — Sorri com toda sinceridade possível, selando seus lábios doce e longamente. Ela pareceu pensar a respeito por alguns segundos, hesitante, mas logo assentiu parecendo contente. Meu celular começou tocar novamente e, assim que Ali desapareceu da cozinha e foi tomar banho, atendi com fria polidez.

Olhe a foto que eu acabei de te enviar. — Pediu depois que trocamos algumas palavras mornas. Eu ainda não havia esquecido o que ela me disse ontem, mas mesmo assim fiz o ela mandou.

O que é isso? — Enruguei as sobrancelhas, tentando reconhecer as três garotinhas que preenchiam a foto; duas com cabelos louros brilhantes, mas apenas uma estava de frente, sorrindo genuína para foto enquanto a outra se encontrava de perfil, olhando carrancuda para a que sorria. Eram bem parecidas. E havia a terceira menina com cabelos negros e lábios rosados, observando as duas loirinhas atentamente. Elas estavam à beira de uma enorme piscina, com roupas próprias para ocasião. — Oh! Essa é Ali! — Concluí assim que terminei de estudar a imagem, soando melosamente.

E as outras duas? Você as reconhece? — Quis saber Spencer, parecendo ansiar pela resposta. Disse que não fazia ideia, então ela continuou: — Essa garotinha morena, conhecida e apelidada pela nossa abelha rainha como Branca de Neve, é Jenna! — Disparou do outro lado da linha. Olhei para a foto novamente, analisando todos os traços da garotinha, que realmente condiziam muito bem com os de Jenna. Mas aquilo não fazia sentido.

Spencer, como você conseguiu essa foto?

Em, Jenna conhece Ali bem antes de ela se mudar para Rosewood! — Exclamou esperançosa, não respondendo minha pergunta. Respirei profundamente, tentando achar algum fundamento no que Spencer dizia. Mas parecia confuso e sem base. — Eu consegui um endereço... Hoje à noite eu passo aí para te buscar. — Concluiu imediatamente, desligando sem me dar a oportunidade de me recusar a ir a qualquer lugar que fosse com ela. Observei a imagem por mais alguns longos minutos, tentando ligar Jenna a Ali de alguma maneira cabível. E, também, a outra menina que encarava Ali com cara de poucos amigos. Mesmo de perfil, percebia-se que ela tinha uma semelhança muito forte com Ali e isso me era curioso.

Notas finais
E aí? O que acharam do capítulo? Emison Sex aprovado? Levei um tempão escrevendo essa parte. Espero não ter decepcionado vocês.
Quanto a Samily... Don't dream, it's over. :(
E Spencer? Acho que só eu estou amando-a! Enfim, me enviem/compartilhem suas opiniões.
Até o próximo, amores! :D