This Must Be Love

14 Somehow Everything I Own Smells Of You.


Notas iniciais
Okay, esse capítulo é praticamente todo sexual, então se você não tiver maturidade suficiente para lidar com isso, peço encarecidamente que não leia este capítulo. That's All!

Boa leitura! ;)

Não existe dia que seja mais aclamado e esperado do que a sexta-feira. O mau tempo que embala Rosewood não intimida aqueles que esperam o fim de semana para aproveitar as boas compras no Shopping King James ou até mesmo as festas beneficentes e glamorosas que acontecem geralmente aos sábados durante a noite. E, com o baile de máscaras se aproximando, as coisas ficam mais intensas. Hanna está eufórica e super controladora com a organização dos últimos detalhes; Spencer não consegue decidir se leva Andrew Campbell para o baile como seu acompanhante ou não; Aria ainda não nos revelou quem será seu par no baile sábado à noite, o que nos deixa um pouco temerosas; Ali parece estar cheia de segredos e compromisso, seu ar de mistério anda mais do que palpável nesses últimos dois dias. Eu ainda não havia conversado com ela depois do último acontecimento. Ali verdadeiramente conseguia me surpreender às vezes, positivamente. Mas ainda é cedo para afirmar qualquer coisa.

Eu tenho uma coisa para você. — Samara disse, pausando nosso beijo. Choraminguei com a falta de contato dos nossos lábios. Ela riu. Samara estava especialmente convidativa e sensual hoje. Eu adorava quando seus cabelos louros e macios ondulavam nas pontas, deixando-a com um ar despojado, porém sexy. Suas roupas eu não poderia ajudar, já que eu não entendo sobre moda. Se Hanna estivesse aqui, eu saberia exatamente o que ela está vestindo. Mesmo estando dentro de casa, no meu quarto e na minha cama, ela ainda vestia sua jaqueta escura. Samara é adepta do preto, sua cor favorita. Ela sentou na cama, endireitando-se, ficando de frente para mim. Sua expressão estava serena, porém receosa. Fitei-a com um sorriso divertido e encorajador. — Eu preciso saber se você vai gostar ou não, então quero te entregar logo. Para usarmos juntas. — Ela aproximou seu rosto do meu, selando seus lábios nos meus docemente.

Estou curiosa. O que é? — Sorri um pouco nervosa. Samara não me respondeu, apenas beijou-me na boca com suavidade e candura. Sua língua invadia minha boca gentilmente, fazendo meu coração saltar contra o peito. Minha mão foi de encontro à sua nuca na intenção de aprofundar ainda mais o beijo, enquanto a sua veio parar no meu peito, sentindo meu coração bater violentamente contra a palma da sua mão. Samara foi diminuindo o ritmo com que nossos lábios se moviam e se afastou, com um sorriso meigo e lascivo nos lábios.

Você promete que vai usar? — Perguntou ela, fitando-me nos olhos. Senti todos os meus órgãos aquecerem rapidamente. Afaguei seu rosto com delicadeza, logo selando seus lábios demoradamente. Eu poderia fazer isso.

Eu prometo. — Garanti a ela, sorrindo com veracidade. Seu rosto iluminou-se num sorriso amplo e contente. Samara levou sua mão até o bolso de sua jaqueta sem tirar seus olhos do meu rosto, retirando de dentro uma pequena caixa de veludo vermelho sangue. Meus olhos correram para sua mão imediatamente. Sua mão que não estava ocupada foi para a superfície da caixinha, abrindo-a cuidadosamente. Duas alianças. Meus olhos saltaram com a possibilidade. Minha cabeça girou momentaneamente com o peso da imagem no meu cérebro. — Você... Eu... — Tentei formular uma frase, mas fracassei. Minha mente trabalhava com incoerência e sem precisão. Seus dedos deslizaram pela minha coxa, nervosamente. Ela abriu a boca para falar alguma coisa, mas logo a fechou, desistindo. Finalmente minha mente clareou e cheguei com meu rosto ainda mais perto do seu. Sua respiração estava pesada e difícil e seus olhos incertos e inquietos.

É muito cedo?

Não. — Apressei-me, beijando seus lábios docemente. — Você apenas me pegou de surpresa.

Bom, eu gosto de você, Emily. Muito. — Confessou, fitando-me com seriedade. — Mesmo você sendo uma adolescente e que isso me cause problemas. Eu estou disposta a tentar ter um relacionamento sério com você, se você também estiver. — Sua voz estava tão calma e solene. Seu sorriso elusivo, trazendo-me borboletas coloridas e pesadas ao meu redor.

Você se apaixonou por uma adolescente? — Abri a boca, fingindo espanto. — Isso é tão errado! — Sussurrei de forma lasciva, com meus lábios tocando os seus de leve. Ela riu, ajeitando meus cabelos para trás numa atitude polida.

Sim, eu estou enrascada. — Afirmou pensativa. — Mas apenas me diga que valerá a pena. — Pediu. Eu sabia que o seu “enrascada” não era pela minha idade ou pelos meus pais serem conservadores e nada do tipo. Era porque Samara estava começando a me amar. Eu sentia isso e podia ver também. Ela não era tão difícil de ler, pelo menos não como Ali.

Faremos com que dê certo, e eu farei com que você não se arrependa por querer levar algo adiante comigo. — Garanti, deixando um beijo casto em sua testa. Ela sorriu com minhas palavras e meu gesto. Seus olhos brilhavam em contentamento.

Isso me deixa feliz. — Disse, fitando-me nos olhos com sinceridade. — Mas, então? — Começou, tombando a cabeça para o lado graciosamente. — Preciso saber se você gostou ou não. — Apontou para a caixa aberta em sua mão esquerda. Eu não havia olhado direito para as... Alianças, que eram quadradas e prateadas, com uma linha que formava uma onda. Dentro de ambas, tinha os nossos nomes gravados com letra de mão legível, que do lado havia uma espécie de ponto de interrogação em pé. Percebi que, se juntasse as duas, formaria um coração perfeito. Eu estava em dúvida se eram alianças de compromisso ou de noivado de tão sofisticadas que elas eram. Samara tirou a aliança da caixa e tomou minha mão com gentileza. — Posso? — Pediu a minha permissão para colocá-la no meu dedo. Eu assenti com a cabeça, tonta de felicidade.

Você é exagerada. — Sussurrei enquanto ela colocava no meu dedo. Ela me fitou inquisitiva. — Por que tão grossa e pesada? — Peguei a outra que ainda permanecia dentro da caixa, bonitinha, e a coloquei em seu dedo anelar direito. Samara pulou em cima de mim, forçando-me a deitar na cama. Seu corpo ficou em cima do meu, me aquecendo. Tirei sua jaqueta, jogando-a para o outro lado da cama, para melhor conforto. Seus lábios se aproximaram dos meus, tocando-os indiretamente. Seus olhos possuíam um brilho diferente e contagiante.

É para todos saberem que você tem namorada. — Riu, beijando meus lábios com candura. Ela balançou a cabeça, como se estivesse apenas brincando e enterrou seu rosto no meu pescoço, mordiscando a pele exposta. — Bem, porque eu sou exigente e gosto do mais caro. — Disse entre mordidas.

Eu acho que você é exibida. — Brinquei, sentindo seus lábios sugarem meu ponto de pulso com ardor enquanto eu escorregava meus dedos entre seus cabelos sedosos e inebriantes. Ela parou, fitando-me. Sorri um pouco entorpecida. — Mas uma exibida que tem bom gosto. — Consertei a frase, rindo. Ela me lançou um olhar desconfiado, não satisfeita. — Eu adorei. — Garanti com sinceridade. Sua face relaxou num sorriso doce e orgulhoso. Joguei meus braços em torno de seu pescoço, trazendo-a para um beijo calmo. Sua língua tocando a minha de leve, enquanto seu lábio inferior roçava contra o meu. Senti sua mão deslizar cuidadosamente da minha cintura até meu quadril e a outra buscando apoio na cabeceira da cama. Afastei nossos rostos colados à procura de ar, minha respiração estava pesada e difícil e a sua também. Os raios de luz do luar invadiam a persiana do meu quarto, iluminando a cama e parte do cômodo. Era possível escutar o vento forte bater contra a janela não totalmente fechada e as badaladas que vinham do relógio da cozinha de tão silencioso que o quarto estava. Samara desceu com seus lábios até meu pescoço, roçando seu lábio inferior preguiçosamente contra a pele. Meu coração batia descompassadamente contra o peito. Puxei seu rosto para perto do meu, logo beijando sua boca novamente. Havia urgência e necessidade no beijo e seus toques começaram a ficar intensos e provocativos. Samara deslocou sua mão do meu quadril, escorregando-a para dentro da minha camiseta branca, levantando-a vertiginosamente. Seus dedos deslizaram pela minha barriga, causando arrepios por todo meu corpo. Deixei um gemido baixo escapar dos meus lábios quando ela sugou minha língua com incandescência. Seus lábios afastaram-se dos meus lentamente, fazendo-me abrir os olhos. Nossos olhares se encontraram e senti uma onda de excitação percorrer todo meu corpo com violência ao notar seus olhos no mais puro e vivo tom de azul, repletos de desejo e sensualidade.

Inverti nossas posições com rapidez, ficando em cima dela. Beijei sua boca com candura, levando minha mão até o cós da sua calça jeans e desatando os botões sem afoito ou desespero. Seus olhos abriram-se imediatamente com minha atitude ousada e ávida; ela abriu a boca para dizer alguma coisa, mas eu a impedi com um beijo quente e voraz. Puxei sua calça para baixo calmamente, com as mãos trêmulas, retirando-a com sucesso. Minha mão deslizou vagarosamente sobre sua coxa nua, subindo até escorregar por debaixo da sua blusa rendada escura. Samara me puxou para ela com força enquanto ainda beijava minha boca, livrando-me da minha camiseta com agilidade e precisão. Seus dedos quentes deslizaram pelas minhas costas arrepiada, pousando no cós do meu short jeans. A sensação que eu estava sentindo era como se o meu corpo se resumisse a apenas brasa e volúpia. Meu coração batia tão rápido e fora de ritmo que parecia que ia explodir ou sair pela boca.

Separei nossos lábios lentamente, logo retirando sua blusa com avidez. Ela agora se encontrava somente de lingerie rendada extremamente sensual. Era quase como se ela tivesse previsto esse momento, mas eu sabia que não. Samara é uma pessoa cuidadosa e vaidosa, não que ela gostasse de chamar atenção, mas é algo natural dela. Ela beijou meus lábios delicadamente, puxando minha cintura contra seu corpo macio e delicado, o que me fez gemer baixo contra sua língua que invadia minha boca gentilmente. O ritmo ditado por ela era calmo e lento, fazendo uma descarga elétrica correr em torno do meu ventre. Suas mãos vagavam pelas minhas coxas, vez ou outra apertando-as com delicadeza. Seus lábios desceram para o meu pescoço, sugando a pele exposta com fervor. Seus dedos, finalmente, foram de encontro ao fecho do meu sutiã, soltando-o sem dificuldade. Um suspiro rouco escapou dos seus lábios, o ar quente batendo contra meu pescoço, quando ela retirou a peça, jogando-a para o lado. Sua boca foi descendo, deixando chupões intensos conforme descia sobre meu peito nu e completamente arrepiado.

Eu nunca pensei em como seria minha primeira vez, porque sempre a idealizei sendo com Ali, então não havia no que pensar. Mas agora, estando com Samara, as coisas são um pouco diferentes. Não havia medo ou preocupação sendo ela a minha primeira, porque os sentimentos de conforto e confiança eram abrasadores e naturais. Nossas línguas voltaram a se encontrar e uma nova onde de calor e urgência se apoderou de mim. Minhas mãos correram instantaneamente para o fecho do seu sutiã rendado, desatando-o com avidez e retirando-o sem me fazer de rogada. Afastei meus lábios dos seus rapidamente, baixando meus olhos para seus seios pálidos. Seu corpo tão claro e escultural me fazia perder o ar. Deixei com que minha mão escorregasse para um dos seus seios, massageando-o com intensidade. Senti-a deixar escapar um gemido que foi abafado pela minha língua vagando em sua boca. Não pude deixar de sorrir com sua reação. Eu precisava do seu corpo nu em contato com o meu. Peguei sua mão direita e fiz com que ela deslizasse pela minha barriga lisa vagarosamente até chegar ao cós do meu short novamente e, assim que ela percebeu o que eu queria, me deitou sobre a cama e retirou meu short rapidamente, logo estávamos apenas de calcinha. Seus olhos eram puro desejo e lubricidade, o que apenas aumentava meu estado de excitação e necessidade.

Samara deitou cuidadosamente sobre mim, beijando meus lábios afavelmente. Pedi para que ela tirasse minha calcinha, o que ela prontamente o fez enquanto eu fazia o mesmo com ela. Minhas pernas se abriram quase como automaticamente com o toque suave dos seus dedos perto da minha região mais sensível. Seus olhos brilharam quando ela percebeu minha vulnerabilidade. Meus sentidos estavam se libertando aos poucos e a urgência que eu sentia em ter Samara dentro de mim era agonizante. Notei em seu sorriso doce, porém malicioso e lascivo, que ela estava me torturando. Suas mãos começaram a vagar por todo meu corpo, aprofundando as carícias nos meus pontos mais fracos. Sua mão massageava meu seio com intensidade e vontade, aumentando a lubrificação do meu centro. Meus gemidos soavam baixos em seu ouvido em apenas um único pedido: que me deixasse senti-la dentro de mim. Seus olhos se voltaram para mim, cheios de malícia e luxúria estampados no azul mais escuro que eu já vira em suas íris.

Onde você me quer? — Perguntou-me ela entre mordidas e chupões nos meus lábios, com a voz rouca e lasciva. Eu precisei de um minuto para processar o que ela acabara de dizer, meu cérebro parecia funcionar lentamente. Sua boca desceu para minha clavícula, sugando cada centímetro de pele enquanto seus lábios desciam pelo meu colo, pairando sobre meu seio esquerdo e sugando-o com gentileza e sem afoito. Não pude conter um gemido alto quando senti seus lábios sugarem com mais pressão.

Você está me torturando e isso não é certo. — Consegui formular a frase com muita concentração. Sua boca voltou para a minha, beijando-me sem pressa. Minhas mãos correram para seus cabelos louros e lisos, fazendo com que meus dedos deslizassem com carinho entre eles.

Qual seria a graça se fôssemos tão rápido? — Sussurrou, sugando minha língua com veemência. Não consegui respondê-la, me faltava concentração. Seus lábios deixavam rastros na minha pele conforme seus beijos e chupões iam tomando forma e certa urgência. Samara se afastou de mim, fazendo-me choramingar com a falta de contato. Senti seus lábios deixarem um longo rastro de chupões pela minha barriga, recebendo suspiros de satisfação e ansiedade em troca. Seus toques eram suaves e, ao mesmo, tempo provocantes. Seu corpo voltou a ficar sobre o meu, me trazendo sensações abrasadoras.

Samara, por favor... — Implorei, abrindo ainda mais minhas pernas. Seu sorriso se ampliou e seus olhos desceram por todo meu corpo, famintos e cheios de volúpia. Suas mãos começarem a vagar pelo meu corpo com intensidade e, em pouco tempo, chegaram aonde eu mais queria. Não consegui evitar um gemido nítido e abafado por conta do beijo quando senti seus dedos tocando meu sexo rígido e excitado. Deixei meu braço direito repousar sobre a cama. Conforme seus dedos iam movimentando-se cuidadosamente contra meu órgão genital mais sensível, senti um frio gostoso e desconhecido tomar conta do meu corpo, entorpecendo todos os meus sentidos de uma vez só. Mas ainda não parecia ser o suficiente. Eu queria mais. Envolvi seu pescoço com meus braços, separando nossos lábios e fitando-a nos olhos. Seus movimentos aumentavam lentamente, fato esse que estava me deixando impaciente e agoniada. — Sam, amor, mais rápido. — Sussurrei entre gemidos, contra seus lábios inchados e avermelhados. Sua língua tocou meu lábio inferior com doçura e necessidade, inserindo-a rapidamente dentro da minha boca. Seus movimentos dentro de mim começaram a ficar intensos e contínuos, fazendo com que meus gemidos ficassem mais altos e roucos. Senti suas investidas se aprofundarem e logo, eu sabia, viria a dor. Seus lábios raramente abandonavam os meus, era como se sua vida dependesse dos nossos lábios conectados. Seus movimentos ficaram mais intensos e fundos e, como eu esperava, veio a dor. Deixei um gemido agudo, porém baixo e abafado de dor escapar dos meus lábios, que estavam em contato com os seus. Cravei minhas unhas no seu pescoço, arranhando-a com violência. Não foi a dor que eu esperava; a dor era mínima, mas estava lá. Samara gemeu de dor também, mas foi quase inaudível. Seus movimentos cessaram e ela me fitou atenta, me analisando.

Desculpe, eu não quis te machucar. — Sussurrou ofegante, tirando os fios de cabelo que estavam grudados na minha testa por conta do suor. Seus olhos possuíam culpa e indecisão, mas meu desejo apenas aumentou e a minha vontade de tê-la se intensificou.

Preciso que você continue. — Disse de forma tranquila, afastando seus cabelos claros para trás. — Eu ainda não tive meu orgasmo. — Sussurrei contra seus lábios com a voz rouca e ligeiramente falha.

Eu posso fazer isso por você. — Ela riu, beijando minha boca com incandescência. Senti seus dedos me invadirem novamente em movimentos fortes e rápidos, porém delicados. Seus lábios desceram para os meus seios, chupando-os com vontade e gentileza. Sua mão livre acariciava a parte interna da minha coxa de forma afável. Era impossível conter um gemido sequer com todas as sensações que Samara me causava. Uma sensação de suspensão me tomou, sendo seguido rapidamente por uma intensa sensação de prazer no meu ponto mais sensível e se espalhando por toda a bacia. Uma corrente elétrica e um formigamento gostoso correu por algumas partes do meu corpo, me dando a sensação de levitar. Deixei um gemido alto escapar dos meus lábios com a sensação que me fora proporcionada. Meu corpo tencionou e, logo em seguida, relaxou por completo. Minha respiração estava ofegante e difícil, assim como a sua. Samara deixou um beijo casto no meu pescoço, logo subindo com seus lábios e beijando a minha boca lenta e calmamente. Seu corpo descansava sobre o meu, exausto. Inverti nossas posições, deixando-a sob mim. Meu corpo estava elevado por cima do dela, enquanto eu me apoiava nos seus dois lados da cama com os braços eretos. Seus olhos pareciam pesados e cansados, o que me deixou ansiosa e agitada. Eu ainda não estava totalmente satisfeita.

Por favor, me diz que você não está cansada. — Pedi com a voz rouca, roçando meu lábio inferior no seu queixo, cheia de desejo. Sua respiração acelerou rapidamente, o que me fez crer que ela estava começando a ficar excitada novamente. Seus olhos estavam abertos e bem atentos, suas mãos foram parar em minha cintura, puxando-me contra seu corpo quente e delicado.

Um pouco, mas acho que aguento uma segunda partida. — Afirmou com um sorriso lascivo nos lábios, deslizando seus dedos pelas minhas costas nua carinhosamente. Nossas línguas se encontraram num beijo calmo, porém cheio de apetite.

Nada mais do que justo. — Consegui dizer entre beijos quentes e afoitos. Minhas mãos vagavam por todo seu corpo, com carícias ousadas e apetentes. — Eu ainda não estou completamente saciada. Quero que você me sinta também. — Seus olhos tomaram uma grande linha de azul escuro em volta da pupila, fazendo-me acreditar que seu cansaço havia passado.

Fizemos amor até não aguentarmos mais e cair no mais profundo sono. Samara dormiu primeiro que eu. Ela deveria mesmo estar cansada depois de um longo dia de compras com Hanna e depois de agora à noite comigo, na cama. Finalmente tivemos nossa primeira vez e foi muito melhor do que eu esperava; Samara, como sempre, foi perfeita e eu não podia estar mais contente e despreocupada. Na verdade, eu poderia, mas não seria agradável pensar a respeito. Um vento gélido passou pela fresta da janela, me fazendo tremer e ficar arrepiada. Levantei-me e fechei as cortinas, deixando o quarto totalmente escuro e quente. Voltei para a cama e cobri Samara com os lençóis e peguei no sono pensando em toda a cena de uma hora atrás: Samara e eu fazendo amor quente e gostoso. Minha mente pareceu se embaralhar com todas as imagens da noite, era como se eu estivesse tendo vários sonhos ao mesmo tempo e todos com Samara. Eram projeções perfeitas do seu rosto impecável e suave. Acordei apenas uma vez durante a madrugada e ela dormia de lado, com suas costas nua para mim. Abracei-a protetoramente, apertando seu corpo com delicadeza contra o meu. Com a exaustão que meu corpo sentia, não demorou muito para eu adormecer com o cheiro inebriante que seus cabelos louros possuíam. Mesmo depois de termos feito sexo quente por quase cinquenta minutos. Seguidos.

***

Senti mãos caminharem por toda a extensão do meu corpo, beijos suaves e intensos no meu pescoço e um corpo quente e delicado sobre o meu. Despertei com Samara em cima de mim distribuindo carícias pelo meu corpo. Meus olhos não queriam abrir de jeito nenhum, eu ainda me sentia fatigada e indisposta por conta da intensa noite de ontem. Meu corpo estava ligeiramente dolorido e pesado, eu precisava voltar a dormir. Mas Samara insistia com seus carinhos e provocações.

Ei, amor, acorda. — Sussurrou ela, sugando a pele exposta do meu pescoço com suavidade. Não consegui deixar de reparar no fato de ela ter me chamado de amor pela primeira vez, motivo esse que fez meu coração saltar violentamente. Suas mãos corriam das minhas pernas à minha barriga numa rapidez alucinante, enquanto seus lábios sugavam meu ponto de pulso e sussurravam palavras afáveis no meu ouvido. Meu ventre pulsou fervorosamente com seus toques ousados e beijos quentes. Sufoquei um gemido quando ela contornou meu mamilo intumescido com a língua. Não pude conter um sorriso com sua urgência, abrindo os olhos lentamente. Suas carícias ousadas continuaram até ela perceber que eu havia acordado. Seu sorriso elusivo me deixou sem fôlego. — Eu sonhei com você a noite toda. — Disse, roçando nossos lábios eroticamente. — Estou extremamente excitada e faminta pelo seu corpo.

E eu estou extremamente cansada e com excesso de sono. — Falei séria. Ela me fitou, parecendo perder o ânimo, mas, antes que isso ocorresse, beijei sua boca com ardor e inverti nossas posições. Nossos corpos quentes se tocando de forma que fazia minha pele formigar fortemente. Minha língua invadiu sua boca com voracidade, sentindo suas unhas arranharem minhas costas em resposta à minha ganância. Um gemido rouco e abafado escapou dos nossos lábios colados quando friccionei meu corpo contra o seu. Seus dedos deslizaram pelos lados do meu corpo, pousando com avidez no meu quadril. Afastei minha boca lentamente da sua, descendo com meus lábios para seu pescoço e tocando a pele com a ponta da língua, sugando-a com certa violência. Samara suspirou quando a ponta da minha língua tocou seu colo, logo descendo para os seus seios e chupando-os com incandescência, o que com certeza deixaria uma marca visível mais tarde. Senti suas mãos escorregarem das minhas costas para minha cintura, apertando-me e me trazendo para mais perto de si.

Eu ansiava pelo contato mais íntimo e Samara parecia sentir o mesmo desejo e necessidade. Tomei meu tempo sugando seus seios com ardência e urgência, o que a fez deixar gemidos roucos e altos com a força e intensidade com que eu a sugava. Sua pele estava começando a apresentar sinais de vermelhidão, principalmente nas partes mais visíveis: pescoço e colo. Minhas mãos desceram para a parte mais sensível de seu corpo e onde ela mais almejava, penetrando-a sem muita delicadeza. Samara fincou seus dentes no meu pescoço, contendo um gemido alto. Senti um misto de dor e prazer ao mesmo tempo. Eu me encontrava com excesso de desejo sexual, e a urgência que eu sentia em tornar nosso contato cada vez mais íntimo e prazeroso parecia me dominar como um instinto selvagem. Nossos lábios se encontraram afoitos e famintos, aproveitei a sensação maravilhosa de estar dentro de Samara e comecei a movimentar meus dedos lentamente dentro dela, aumentando a velocidade conforme seus gemidos e carícias se intensificavam. Eu ainda não sabia direito o que estava fazendo, mas era como se meu cérebro conhecesse todos os seus pontos mais sensíveis e delicados.

Em, isso é tão bom... — Gemeu com a voz baixa e abafada por conta da quase incapacidade de formular uma frase com êxito. Ela me apertou mais contra seu corpo, fazendo com meus dedos agissem com mais agilidade e força. Seus lábios revezavam entre chupar minha língua e morder meu pescoço e colo com força e certa violência.

Deus! — Exclamei, com minha língua tocando a sua de maneira lasciva e leve. Meus movimentos estavam rápidos e urgentes. Suas unhas descendo e subindo pelas minhas costas, deixando arranhões significativos e ardentes na minha pele morena. Eu poderia ser uma espécie de masoquista apenas por estar gostando da mistura de prazer com a dor. — Você está tão quente e úmida... Eu posso ter um orgasmo só com os sons que escapam da sua boca e a forma com que você pulsa contra os meus dedos. — Consegui dizer antes que sua língua se enroscasse com a minha numa tentativa falha de manter a concentração no beijo. Samara gemeu novamente e mordeu meus lábios com força, fazendo-me sentir um gosto genuíno de sangue na boca. Suspirei com dificuldade contra seus lábios, expressando a dor quase angustiante que senti, mas que, consequentemente, passou despercebido assim que senti suas mãos massagearem meus seios com intensidade. Eu sentia que, mesmo não estando sendo tocada, eu estava próxima de chegar ao ápice, assim como Samara que, como eu esperava, começou a vibrar sob meu corpo, relaxando seus braços sobre os meus ombros. Tomei sua boca num beijo calmo e lento, logo sentindo seus lábios desgrudarem rapidamente dos meus para gemer meu nome alto. Esperei seu corpo relaxar por completo enquanto eu sugava seu pescoço com veemência. Sua respiração se estabilizava aos poucos conforme meus lábios corriam por todo seu colo e subia para o pescoço, depositando beijos longos e tranquilos na pele clara com marcas vermelhas bem visíveis.

Isso foi... Quente. — Suspirou ela, puxando-me para um beijo longo e tranquilo. Nossas línguas tocavam-se sem compromisso. Suas mãos escorregaram por entre meus cabelos úmidos de suor. Nos afastamos e eu ri com a doçura e tranquilidade que seus olhos possuíam. Olhei no relógio digital ao lado da minha cama que marcava sete horas e três minutos. Meus dois números da sorte. Sorri com a constatação de que eu estava tendo muita sorte. Fitei seus olhos azuis acinzentados que eu tanto amo, mostrando complacência e contentamento.

Bom dia! — Cantarolei, afastando seus cabelos também úmidos para trás. Ela riu e balançou a cabeça como se discordasse.

Que mudança de humor. — Riu, deslizando seus dedos pelo meu ombro.

Desculpe, eu sofro algumas oscilações de humor pela manhã. Mas não se preocupe, nada muito relevante. — Garanti, beijando seus lábios com calma.

Tudo bem. — Começou incerta sobre isso. Sufoquei um riso com seu olhar pensativo. — Bom, mas perfeição define o meu dia.

Perfeição define o meu também. — Sorri amplamente. Desabei sobre a cama ao seu lado, me sentindo acabada e com excesso de sono. Um desânimo me abateu ao me lembrar que hoje será o baile de máscaras. — Você sabe que hoje temos compromisso, certo? — Indaguei, olhando-a sem empolgação. Ela riu, uma risada gostosa e confortável.

Sim, nós temos e não faltaremos a ele. — Garantiu, puxando meu corpo para próximo do seu. Suspirei, me sentindo fatigada e vencida. Seus dedos brincavam com as pontas dos meus cabelos distraidamente. Meu coração deu três cambalhotas com a sensação dos seus carinhos suaves e cuidadosos. Sua maturidade e responsabilidade me cativavam.

Tem certeza? — Provoquei, subindo em cima dela novamente. — Você não prefere ficar em casa? — Instiguei, pegando sua mão com tranquilidade e inocência, fazendo-a escorregar pelo meu corpo lentamente. Sufoquei um gemido quando ela começou a aprofundar seus toques. Inclinei-me em sua direção para sussurrar: — Sabe, comigo. Na Cama. Fazendo amor gostoso e quente. — Destaquei. Pude senti-la engolir em seco com minha proposta. Ela se sentou na cama, fazendo com que eu ficasse sentada sobre suas coxas nuas e quentes. Eu não estava com ânimo para sair; eu precisava ficar em casa e passar o dia inteiro dormindo. Fitei-a esperançosa.

Nós vamos ao baile. — Anunciou, beijando meus lábios suavemente enquanto seus dedos deslizavam pelas minhas pernas. Acho que ela não entendeu minha proposta. — Como um casal. — Continuou. — Vamos nos beijar na boca enquanto dançamos e fazer coisas que se faz quando se vai a um baile; vamos nos divertir.

Eu não vou dançar. — Ri, beijando sua boca. — E não vamos juntas para o baile de máscaras. — Informei, tirando suas mãos de mim e me deitando na cama com decisão. Deitei de costas para ela, cobrindo-me com o lençol. Tirei a aliança que Samara havia me dado noite passada e a coloquei sobre o criado mudo, ao lado do relógio digital. Eu podia sentir minha pele queimar com seus olhos acinzentados me fitando.

Ei! Você prometeu usar. — Ela me repreendeu, deitando-se ao meu lado. Seu braço direito me envolveu, puxando-me contra seu corpo quente e macio. Eu sufoquei um riso com seu jeito meigo de chamar a atenção. Eu tenho certeza de que seria muito difícil vê-la brava de verdade.

Eu vou usar, meu amor. — Garanti a ela de forma doce. — Eu só tirei para eu tomar banho.

Mas você está deitada. — Riu do óbvio. Virei-me para ela, fitando-a nos olhos.

Estou criando coragem para levantar. — Comecei, brincando com seus cabelos louros claros. Pude perceber ela sorrindo. — Sexo causa certo desgaste físico, sabia? — Ela me fitou incisiva com os olhos estreitos, analisando-me. — E deixa o corpo dolorido também. — Murmurei pensativa enquanto enrolava a ponta do seu cabelo nos dedos, distraída. Eu não estava reclamando, porque, tirando a dor física, não tinha do que reclamar. Pude ver pela minha visão periférica que seu rosto tomou claridade e compreensão.

Espera! — Pediu ela, com descrença. — Ontem foi a sua primeira vez? — Perguntou. Encarei-a com certo divertimento em minha face. Samara não sabia que eu era virgem. Mas ela também nunca me questionou sobre isso, então não haveria como saber. Seu semblante possuía um misto de desespero e surpresa. — Eu fui a sua primeira? — Reformulou a pergunta. Peguei sua mão, entrelaçando nossos dedos de forma amena. Havia um brilho especial em seus olhos azul-cinza.

Em todos os sentidos. — Afirmei, sorrindo com sinceridade. — Só não entendi o espanto. — Disse rindo, intrigada. Ela me fitou com o olhar cheio de ternura e carinho, aproximando seu rosto do meu.

Me desculpe... — Hesitou, fazendo carinho gostoso e tranquilo na palma da minha mão. — Emily, eu não fazia ideia. Eu pensei que você já tivesse feito com seu ex-namorado. — Seu rosto tomou uma forma triste e desanimada, como se o pensamento fosse demais para ela. Meu coração apertou, senti um nó no meu estômago com sua ideia errada. Eu nunca levaria as coisas com Ben até esse ponto, seria ultrapassar limites que eu não queria; não com ele. Deus sabe o quanto eu me esforçava para beijá-lo.

Eu nunca faria nada com ele. — Afirmei, desviando os olhos dos dela. — Ele era um idiota que me traía com as oferecidas das líderes de torcida. — Murmurei com desdém. Eu deveria me sentir horrível por tal fato, mas, pelo contrário, eu me sentia aliviada. Eu não dava o que ele queria e ele buscava fora, e, consequentemente, me deixava mais sossegada e não me cobrava tanto, fingindo ser compreensível numa tentativa falha de fazer com que eu nunca descobrisse. Ela me fitou atenta com um meio sorriso doce e complacente nos lábios.

Hanna tem razão, ele é um babaca. — Afirmou, afagando meu rosto com carinho. Seus olhos estavam tão serenos e puros, era como se eu estivesse olhando para uma luz límpida. — Mas sabe, eu já fui uma líder de torcida. — Riu, beijando meus lábios levemente. Fitei-a inquisitiva, imaginando Samara na época de escola. Todos os garotos deveriam querer namorá-la.

Você era popular?

Acho que sim. — Disse ela, pensativa. — Não querendo soar prepotente, mas as pessoas gostavam de ficar perto de mim. — Concluiu, dando de ombros. É claro que as pessoas gostavam de ficar perto dela, é tão fácil gostar de Samara.

Se eu tivesse estudado com você na época, eu teria chance? — Quis saber, temendo sua resposta. Ela me encarou com um olhar divertido. — Seja honesta.

Totalmente. — Destacou, com sinceridade em seu sorriso. — Eu faria de tudo para ter você como minha namorada.

Verdade? — Empolguei-me. Meu coração pareceu parar de bater por longos três segundos. Às vezes, eu me pergunto o porquê de Samara gostar de mim. Deve ter tantas garotas lindas e sensuais, e até mesmo garotos, a querendo. O que exatamente ela vê em mim?

Verdade. — Confirmou ela, sentindo meu corpo se aconchegar mais no seu. — Se você tivesse estudado comigo, iria acontecer a mesma coisa de quando te vi pela primeira vez. — Seu tom de voz possuía certeza e veracidade. Pensei mais a respeito do que ela acabara de dizer. O que houve na primeira vez em que ela me viu? Fitei-a inquisitiva, pedindo silenciosamente por uma explicação mais clara. Ela riu, dando continuidade. — Eu gostei de você desde a primeira vez que nos vimos. Você me conquistou tão rapidamente que eu fiquei sem saber o que fazer em relação a isso, afinal, você é nova e tinha problemas com sua sexualidade e isso me desmotivou. — Pausou, parecendo escolher as palavras adequadas para prosseguir. — Eu não queria ter que lidar com mais drama na minha vida, porque seria a mesma coisa que estar regredindo. Mas você, com toda sua determinação e força de vontade, me fez querer arriscar. — Explicou com seriedade em seu tom de voz, logo sorrindo orgulhosa. Eu me sinto tão feliz por saber disso. Samara apareceu na minha vida num momento oportuno e preciso. Ela me tirou do chão. O brilho que seus olhos possuíam me fazia pensar no quanto eu a mereço. Quando eu estava com ela, era como se meu mundo inteiro se resumisse somente a ela. Meus pensamentos, claro, me traíam ao pensar em Ali e nas horas em que passávamos juntas planejando fugir de Rosewood e adotarmos novas identidades. Eu sempre concordava com suas ideias e ela, bem, ela sempre se aproveitava disso. Samara me apertou contra seu corpo, beijando-me nos lábios com suavidade. Meu coração pulsou fervorosamente com a temperatura agradável da sua pele em contato com a minha.

Você cheira à perfeição. — Sussurrei contra seus lábios. — Você conseguiu me conquistar no momento mais triste e autodestrutivo da minha vida. — Funguei, deitando minha cabeça sobre seu peito. — Sabe como você me encontrou? — Perguntei, levantando o rosto para fitá-la nos olhos. Ela negou com a cabeça. — Deitada no chão; perdida e insegura.

Eu sei... — Ela hesitou enquanto afagava meus cabelos. — Você precisava de alguém para cobrir suas feridas. — Meu coração gelou por alguns segundos. Era estranho ouvir isso da boca dela. Eu não soube o que responder, porque me senti mal por tê-la usado como band-aid. Mas agora é diferente, porque sinto que estou perto demais de amá-la. — Mas você mudou e isso me agrada muito.

Você me fez crescer. — Afirmei, deslizando meus dedos pela sua barriga lisa. Seus arrepios me davam arrepios. — Deus sabe o quanto você me faz bem, Samara. Com você eu me sinto segura; eu sei que você não me deixará cair.

Eu não deixarei você cair. — Prometeu, invertendo nossas posições e ficando sobre mim. — Eu tenho você nos meus braços, e ninguém será capaz de tirá-la de mim. Mesmo que tentem, eu não deixarei.

Notas finais
Não sei se gostei deste capítulo porque, bem, tenho que confessar que foi terrivelmente difícil de escrever. Peço desculpas pelos excessos de detalhes, receio ter exagerado na hora de narrar o ato sexual em si.

Fãs do ship Samily, por favor, mereço presentes. Hahaha'

Enfim, expressem seus sentimentos em relação a esse capítulo nas reviews. Façam o meu dia. :D xx