This Must Be Love

16 Revenge Is The New Black.


Notas iniciais
Hey, everyone! Desculpem pelo atraso, eu realmente ando sem tempo para atualizar, mas estou fazendo o possível. Leiam esse capítulo e me digam o que acharam, porque eu acho que não gostei. Anyways... Boa leitura. ;)

O baile de máscaras começaria dentro de algumas horas e eu tinha pouco tempo para fazer o que eu tinha em mente. As meninas tinham seus respectivos compromissos ao longo da tarde, mas combinamos de nos encontrarmos em menos de uma hora para nos prepararmos juntas. Hanna é a única que nos revelou quem ela será no baile, as outras farão surpresa e se arrumarão individualmente. Sentei-me numa das mesas brancas e brilhantes no Pinkberry do Shopping King James. Coloquei minha bolsa Tod’s na cadeira vazia ao lado. A música de Alex Clare brotava melancólica dos alto-falantes cuidadosamente escondidos. O ar estava gélido e cheirava à café americano, frappuccino e perfume J’Adore da Dior. Quase todas as mesas estavam vazias e os funcionários batiam papo animadamente, um deles, Nate, veio até minha mesa com um sorriso gentil nos lábios. As poucas vezes que eu vim aqui foi com Hanna, que costumava flertar com os funcionários bem aperfeiçoados do Pinkberry, especialmente com Nate, que possuía um genuíno e suave sotaque australiano. Como Hanna não estava, ele não se atreveu a tentar começar um diálogo comigo, apenas anotou meu pedido em seu bloquinho e saiu. Não demorou três minutos e o frozen yogurt que eu havia pedido chegou, nem me importei em agradecer. Tirei meu iPhone da bolsa e acessei meus e-mails rapidamente, certificando-me de que não havia nada de interessante na caixa de entrada. Passei os olhos por alguns avisos banais de Spencer sobre os treinos de hóquei, distraída.

Alison DiLaurentis. — Zombou uma voz feminina à minha frente. Levantei a cabeça, fitando-a. Seus cabelos negros brilhavam sob a luz favorável do ambiente e seu sorriso era nada mais do que provocativo e sensual. Faye Penton estava usando seus sapatos de couro envernizado Marc Jacobs pretos, um gorro magenta de cashmere, calças jeans skinny e batom da Nars ultravermelho. Sua fisionomia não mudou em nada ao longo dos anos. — Sabe, fiquei contente com sua ligação. Achei que você tinha se esquecido da sua madrinha do hóquei. — Divagou sarcástica, sentando-se à minha frente e colocando sua bolsa Gucci na outra cadeira vazia ao seu lado. Dei uma colherada no meu copo Pinkberry, colocando na boca. Sua sobrancelha arqueada me fitava sugestiva. Faye treinou meu time de hóquei durante o ensino médio e ela nunca escondeu sua preferência por mim. Spencer a odiava, estava sempre dizendo que Faye me favorecia, o que era verdade.

Ingratidão é um dos piores sentimentos que o ser humano pode ter. — Sorri com nostalgia e veracidade. — Fico feliz que ainda esteja na cidade e tenha aceitado meu convite para vir até aqui e se encontrar comigo. — Coloquei o copo da Pinkberry sobre a mesa, ao lado do meu celular. Ela me fitou atenta, cruzando as pernas com graça. Seus olhos correram para o garçom que se aproximava, pedindo um chá verde com o olhar sério e logo se voltando para mim.

Bem, vim por um motivo e acabei ficando por outro. — Disse rapidamente, gesticulando de forma calma. Motivo, creio eu, que tenha nome e sobrenome.

Tenho certeza. — Concordei maliciosa, brincando com o guardanapo sob o copo. — Tenho mais um convite para lhe fazer. — Sorri amistosa. Tirei da minha bolsa um envelope escarlate, entregando a ela com gentileza. Ela me fitou divertida, aceitando-o de bom grado. Seus olhos passaram rapidamente pelo conteúdo que continha dentro. — Creio que você já deva ter ouvido falar sobre o baile de máscaras que Rosewood sediará. — Presumi.

Certamente que sim. — Confirmou, elevando seus olhos para mim novamente. — Mas receio não poder ir. Tenho pendências em Nova York amanhã cedo. — Concluiu, revirando os olhos e colocando o convite sobre a mesa. Faye sempre fora o perfil de vadia arrogante ideal para mim. A única diferença entre nós duas é que ela não humilha as pessoas como eu faço. Ela é um tipo diferente de garota malvada; um pouco mais autêntico, talvez.

Acredito que você adiará essas pendências por mais um dia. — Sorri de forma afável e manipuladora. Ela me encarou incisiva, percebendo minhas intenções.

Você sabe que não pode me manipular, Ali. — Sorriu de volta, bebericando seu chá verde elegantemente. — Coloque as cartas sobre a mesa.

Tudo bem. — Levantei as mãos em rendição. — Alguém do seu interesse estará presente. — Cantarolei alegre e despreocupada.

Quem seria? — Perguntou com a voz monótona. Seus olhos encaravam as ondinhas que seu chá fazia conforme ela girava o copo.

Samara Cook. — Fiz um grande esforço para não revirar os olhos com a pronunciação. Seus olhos levantaram mais que depressa, me fitando surpresa e ligeiramente animada.

Ela ainda está na cidade? — Seus olhos brilharam e um sorriso malicioso e empolgado surgiu em seus lábios. Assenti solene. — Certamente poderei remarcar essas pendências. — Garantiu rapidamente. Ela pegou o convite da mesa e o guardou dentro de sua bolsa com cuidado. Faye, afinal, me seria tão útil nesse baile...

Tenho certeza de que Samara vale esse esforço. — Sorri falsa, esbanjando satisfação. Seus olhos pousaram em mim por alguns momentos, ela parecia desconfiar das minhas verdadeiras intenções. — Não me olhe assim, eu estou te ajudando. Agradeça-me depois. — Ela relaxou na cadeira e desistiu de tentar farejar minhas intenções. Eu havia feito uma pesquisa completa sobre o relacionamento que ela tivera com Samara. Certamente que Samara saiu com o coração machucado, fato esse que me agrada e muito. Seus dias ao lado da minha Emily estão sendo contados. Fiquei curiosa sobre o real motivo do término, mas não seria tão difícil adivinhar. Faye era uma versão mais velha e morena de mim. Sempre fora assim, desde quando eu estava no terceiro ano e ela no primeiro do ensino médio.

Como você soube? — Questionou ela, ajeitando-se na cadeira. Seu olhar correu para um casal que acabava de se acomodar em uma das mesas vagas ao nosso lado. Ela escorregou sua mão entre seus cabelos negros, fazendo com que o cheiro de shampoo e condicionador importado invadissem minhas narinas rapidamente. Não respondi de imediato, apenas a fitei inquisitiva esperando que ela fosse mais clara. Ela abriu a boca, pronunciando cada palavra com lascívia. — Ninguém aqui em Rosewood sabe sobre meu antigo relacionamento com Samara.

Ah! — Fingi-me de rogada. — Um passarinho verde me contou. — Dei de ombros, fitando-a com seriedade. — Mas, me diga, qual foi o motivo de vocês terem terminado? — Perguntei curiosa, querendo rir. É tão óbvio que Faye ainda nutre sentimentos por Samara, o que me faz pensar que essa vadia tem mel. Ela me fitou, parecendo decidir se contava ou não. Faye suspirou:

Não teve um motivo específico. — Começou, olhando para sua mão com ligeira melancolia. — Acho que tiveram várias razões para que ela quisesse terminar comigo e, ainda assim, ela não o fez. — Concluiu, forçando um riso.

Foi você quem terminou. — Presumi, observando seus olhos esverdeados escurecerem. Faye chegou a namorar Jason quando eles estavam no segundo ano do ensino médio e também foi ela quem pôs um fim no namoro, deixando Jason devastado e com o coração partido. — Velhos costumes não se abandonam de uma hora para outra, não é mesmo?

Jason foi apenas um passatempo. Ele era gostoso. — Sorriu inclinando a cabeça lentamente, sabendo exatamente a que eu me referia. Revirei os olhos com sua insinuação a respeito do meu irmão. — Você conheceu Samara? — Quis saber, dando um rápido gole no seu chá.

Tive esse desprazer. — Sussurrei, passando a mão na testa de maneira afetada. Ela estreitou os olhos, me questionando silenciosamente. — Ela me causou alguns problemas.

Que tipo de problemas, amor? — Pude ver que ela entalou com um riso, sua voz saiu ligeiramente debochada com seu sotaque britânico à flor da pele. Forcei um sorriso arrogante.

Minha... — Me interrompi, limpando a garganta. — Uma das minhas abelhas se interessou por ela. — Cuspi com amargura. Seu sorriso sarcástico e zombeteiro desapareceu quase automaticamente com o que eu acabara de dizer. Vi um brilho de posse e fúria passar pelos seus profundos olhos verdes. Resolvi omitir a parte que Samara também estava interessada, até demais, em Emily. Ela iria descobrir isso por conta própria mesmo. Fitei suas mãos entrelaçadas castamente sobre a mesa, voltando meu olhar para sua face rapidamente com um sorriso presunçoso nos lábios. — Aconselho que faça o seu melhor para reconquistar Samara. Sei que ela ainda vive dentro de você. — Afastei a cadeira, levantando-me com calma. Peguei minha bolsa e lancei uma piscadela em sua direção, recebendo um aceno com a cabeça. Faye claramente estava tentando pensar rápido e agir mais rápido ainda. Isso, certamente, me renderia frutos suculentos; afinal, o sabor da vingança é doce como mel.

Depois que deixei Faye no Shopping King James, fui às pressas para casa de Spencer. Como o combinado, iríamos nos aprontar em seu quarto por ser maior. Assim que cheguei à casa dos Hastings, deparei-me com Aria e Spencer se maquiando já em suas fantasias.

Pensei que iríamos nos arrumar individualmente. — Observei sarcástica quando adentrei no quarto. Aria me lançou um sorriso amistoso, enquanto Spencer continuou aplicando base cuidadosamente em sua pele clara, ignorando meu comentário. Peguei as coisas que eu já havia deixado aqui mais cedo e me encaminhei para o banheiro. Fiz um coque bem feito nos meus cabelos e tirei minhas roupas rapidamente, entrando no box mais que espaçoso da suíte de Spence. Liguei o chuveiro e senti a rajada de água quente e pesada caindo sobre meu corpo, relaxante. Escutei Spencer abrir a porta e gritar alguma coisa que não consegui entender direito, só assimilei o “Tudo bem?”. Concordei mesmo sem saber do que se tratava. Não demorou cinco minutos e escutei a porta se abrindo novamente e passos firmes e seguros dentro do banheiro.

Spencer, você viu onde eu deixei minha máscara? — Perguntou a voz conhecida, soando tensa e rouca enquanto abria algumas gavetas e as fechava com força e impaciência. Sorri com o delicioso mal entendido. — E não me mande procurar no celeiro, porque eu acabei de vir de lá. — Emily avisou num alento. — Ah! E Hanna mandou avisar que o pai dela irá levá-la daqui a pouco. Portanto, nos encontraremos no Country Clube. — Afastei a cortina lentamente, deixando aparecer apenas minha cabeça. Emily estava de costas para mim revirando uma gaveta. Meus olhos desceram automaticamente pelas suas curvas muito bem propagadas e arraigadas em sua regata e calcinha preta rendada. Senti meu coração pulsar fervorosamente contra meu peito e uma onda de excitação me envolver ternamente.

Muita informação para poucos minutos, Em. — Ela deu um pulo, virando-se com avidez para mim. Seu queixo caiu quando constatou que não se tratava de Spencer tomando banho. Spence, com certeza, já estaria a caminho do Country Clube de Rosewood junto com Aria. Deveria ser isso o que ela me disse. O baile havia começado há meia hora.

Desculpe, eu não sabia que você estaria tomando banho a essa hora. — Corou violentamente. Seus olhos desceram para o piso de mármore frio sob seus pés descalços, sentindo-se completamente desconcertada. Eu ri.

Eu tive um imprevisto e acabei me atrasando. — Senti um vento gélido bater contra meu corpo quente e voltei para debaixo do chuveiro. — Qual é a sua desculpa? — Emily também não estava pronta. Pensei que ela estava com Hanna, já que a mesma exigiu que Emily entrasse com ela.

Eu me distraí. — Murmurou quase inaudível. — Eu vou me arrumar, depois conversamos melhor.

Emily, espere. — Pedi, desligando o chuveiro e pegando uma toalha seca, enrolando-me nela. Ela já estava na porta com a mão na maçaneta. Aproximei-me dela, parando a poucos centímetros de distância. — Você vai comigo, certo?

Claro. — Sorriu com veracidade. Seus olhos possuíam uma expressão tão calma e serena. Deixei um beijo casto nos seus lábios com um meio sorriso.

Isso é ótimo! — Em me fitou um pouco desconcertada. Seu olhar tomou uma forma de culpa.

Se Samara sonhar que você faz isso comigo...

Ela não vai fazer nada. — Interrompi, sorrindo docemente. — Porque se eu sonhar que ela gritou ou machucou você, eu acabo com ela sem pensar duas vezes. — Meu tom de voz soou frio e sombrio. Emily levantou as duas sobrancelhas, encarando-me surpresa. Pude notar um meio sorrisinho brotar nos seus lábios. Ela mexeu a cabeça, lentamente.

Ela ficaria chateada, Ali. — Começou, desviando os olhos. Era como se ela tivesse tomado consciência disso só agora e dizer as palavras em voz alta tivesse causado um choque de culpa. Ela me fitou novamente, suspirando: — E Samara nunca faria isso. Ela é maravilhosa comigo. — Sorriu com as lembranças despencando sobre sua mente. Senti a angústia brotar no meu peito. Era notável que Emily nutria sentimentos por Samara e isso me entristecia. Mesmo eu não admitindo em voz alta ou não demonstrando, o fato se tornava cada vez mais esmagador. Se isso era apenas a vida me pregando uma lição, então ela já poderia corrigir e me fazer passar de ano, porque eu já aprendi. Emily saiu do banheiro e eu peguei meu celular, digitando uma mensagem rapidamente.

Mudança de planos.

Cliquei em enviar e um envelope apareceu no canto de cima da tela e, em menos de três segundos, desapareceu. O aviso de mensagem entregue chegou, logo a mensagem em resposta também.

Depois do que pareceram minutos mais tarde, estávamos Emily e eu começando nosso lento desfile em direção à tenda da festa no décimo quinto buraco do campo de golfe do Country Clube de Rosewood. Mesmo distante, era possível escutar os alto-falantes tocando Fergie em som altíssimo e sensual. Enquanto andávamos, Emily verificava seu celular a cada cinco segundos, com certeza esperando receber alguma mensagem de Samara. Quanto a isso, eu estava saudável e despreocupada; eu tinha consciência de que Emily ficaria a noite inteira comigo. Cuidei para que Samara simplesmente... Saísse do ar, por hora. Faye desempenhou uma participação de suma importância para que isso fosse possível, mas ainda não sei no que deu sua grande ideia para que Samara não viesse ao baile e nem qual artifício ela usou para que isso ocorresse. Emily certamente ficará entristecida com o suposto bolo, mas foi preciso. Essa noite precisa ser perfeita, e será.

Quando nos aproximamos da entrada, a música trocou bruscamente para uma mais calma e lenta: Better In Time, da Leona Lewis, brotava melancólica dos alto-falantes. Conforme a melodia soava e a letra invadia meu ouvido, massacrante, eu sentia uma familiaridade com o contexto imposto na música. Olhei para Emily e percebi que ela me lançava um olhar como se estivesse dizendo “Preste atenção nessa música, porque é tudo o que eu sinto!”. E era nessa situação em que ela se encontrava: embora me amasse, ela estava aprendendo rapidamente a amar de novo. Eu magoei seus sentimentos e não tinha o direito de exigir que ela voltasse tão depressa para mim. Eu fui quem a destruiu e, desgraçadamente, Samara foi quem a reconstituiu. Assim que chegamos à tenda, as luzes estroboscópicas me tomaram numa sensação de vertigem e ligeira tontura. Todos os convidados estavam usando máscaras, e Hanna e Spencer haviam transformado a tenda em um Salon de l'Europe at Le Casino, de Monte Carlo, Mônaco. Havia falsas paredes de mármore, afrescos dramáticos, roletas e mesas de jogos. Elegantes e lindos rapazes circulavam pela sala com bandejas de canapés, ocupavam os dois bares da tenda e agiam como crupiês nas mesas de apostas. Hanna tinha exigido que ninguém da equipe da festa fosse mulher. Ainda na escada, avistamos Aria, Hanna e Spencer paradas no meio da pista à nossa espera. Hanna estava vestida de Julieta e usava uma máscara da Dior, que tinha o formato de um rosto feminino bonito, com maçãs altas, lábios cheios bem desenhados e um narizinho que faria a fortuna de qualquer cirurgião plástico. Era tão linda e detalhada que parecia quase real. Spencer usava seu vestido trapézio de cetim e adoráveis sapatos baixos de bico redondo, e não estava de máscara. E Aria estava vestida de cisne negro, com um vestido rodado vermelho e preto, com a máscara pendendo no seu rosto pálido. Emily saiu rapidamente do meu lado e foi falar com as garotas, me deixando para trás. Antes que eu pudesse ser tomada por cólera, meu celular vibrou dentro do meu sutiã tomara que caia. Eu usava um vestido azul pálido que contornava meu busto bem-feito e acentuava minha cintura fina e meu quadril redondo. Tirei o celular de dentro do meu vestido; na tela, avisava que eu possuía uma nova mensagem. De Faye. A mensagem estava quebrada, havia chegado incompleta. Direcionei-me para fora da tenda novamente à procura de sinal. Rodei o campo inteiro, achando um lugar vazio e repleto de sinal. A grama fresca e ligeiramente úmida me fez tomar noção do ar gélido. Encarei a noite e percebi que caíam gotas insignificantes de água do céu negro como o breu. Depois do que pareceram horas, meu celular fez um bipe, alertando que a mensagem havia chegado completa. Cliquei em ler, com o coração falhando de ansiedade.

O que é Boa Noite Cinderela perto do poder de Millizopam? Estou maravilhada com o efeito sedativo tão eficaz. Por isso, é oficial, Samara apagou. Curta sua noite e cuide para que sua abelha não me aborreça. Faça tudo certo! x

Li a mensagem três vezes com um sorriso contente nos lábios. Samara, afinal, não estragaria minha noite com Em. Devolvi meu celular para onde ele estava minutos atrás e me encaminhei para a tenda novamente. Olhei para a multidão mascarada, me sentindo mais poderosa do que nunca. Eu sou Ali e sou fabulosa. Eu faria qualquer coisa para manter Emily sob meu poder. Ela é minha, não deixarei que uma vadia qualquer a tire de mim. O DJ tinha passado para a próxima música, Diamonds tocava nos alto-falantes alegres. Observei as meninas a poucos centímetros de mim. Spencer foi puxada pelo seu acompanhante e rival Andrew Campbell para dançar longe das outras. Aria e Hanna se dispersaram na multidão e caminharam para o outro lado da tenda que dava para o bar. Emily permaneceu onde estava, sentada no sofá vermelho de veludo que estava posicionado estrategicamente num canto mais reservado da enorme e luxuosa tenda, olhando atenta para seu celular na mão direita, enquanto a outra mão segurava um copo. Ela usava um vestido corpete verde que acentuava bem as curvas do seu corpo e uma bonita máscara verde. Fui em direção a ela, sentando-me ao seu lado. Notei que havia uma garrafa de Gin e outra de Smirnoff ao seu lado, mas não dei importância. Ela me fitou com um olhar diferente e ousado. Sorri em resposta.

Dança comigo? — Afastei seus cabelos, colocando-os para o lado sobre os ombros. Beijei sua nuca com doçura, roçando meu lábio inferior contra sua pele morena e macia. Seu corpo vacilou por alguns instantes, rendendo-se às minhas carícias. — Me daria essa honra, Emily Catherine Fields? — Ela olhou para o celular novamente, constatando que não havia nada de novo, e assentiu. Tomei sua mão de forma afável, entrelaçando nossos dedos e a ajudando a levantar. Notei que o conteúdo que continha em seu copo era bebida alcoólica. O cheiro de gimlet misturado com seu perfume Armani Code invadia minhas narinas. Ela virou o copo na boca, tomando tudo de uma vez. Seu sorriso elusivo e atrapalhado me deu margem para entornar sua cintura e puxar seu corpo contra o meu delicadamente.

Eu vou dançar com você a noite inteira, porque a Samara me deu um bolo. — Engrolou com a voz ressentida e melancólica. — E, Ali... — Choramingou ela, jogando sua cabeça para trás, logo me fitando com um olhar penoso. Ela trouxe seus lábios para bem próximos dos meus de forma lasciva. Sua respiração quente batia contra meu rosto e o cheiro de vodca com menta fazia minhas narinas arderem.— Catherine. Não. — Sussurrou pausadamente e com ligeira dificuldade, seu lábio inferior tocando o meu de leve. — Você sabe que eu odeio. — Eu assenti, rindo. Apertei seu corpo contra o meu, sentindo o calor que emanava da sua pele. A sensação de segurança e conforto eram abrasadoras. Emily deslocou sua mão do meu ombro e envolveu meu pescoço com seus dois braços, do jeito que ela costuma e gosta de fazer. Estávamos da mesma altura. Não demorou muito e a música trocou novamente para uma mais lenta e melancólica. Jar Of Hearts, de Cristina Perri, inundava a pista de dança. Emily parou de dançar e me puxou para o sofá novamente, cansada. Ela tirou sua máscara e pegou seu copo vazio, despejando vodca dentro até a metade, depois pegou a outra garrafa de Gin e terminou de encher o copo. Em deu um longo gole no seu gimlet sem medo de ser feliz.

Você já bebeu tudo isso? — Questionei, olhando para as garrafas pela metade no sofá. Ela seguiu meu olhar e depois me fitou com inocência, e um sorriso malicioso de menina travessa brotou em seus lábios. Fitei seus olhos por um momento, tentando processar o fato de que Emily Fields, a garota doce e incapaz de se embriagar, estava alterada. Uma forte onda de excitação me atingiu e não pude deixar de notar os carinhos que seus dedos faziam no meu braço.

Hanna me convenceu a beber. — Defendeu-se ela num sussurro articulado. Eu tinha certeza de que Hanna não a convenceu a beber toda aquela quantidade.

Em, vai devagar. — Pedi, segurando sua mão de maneira polida. Ela deu outra golada longa na bebida e me fitou com um sorriso divertido nos lábios, ignorando o que eu acabara de dizer.

Se você fosse um animal agora, qual animal você seria? — Sussurrou no meu ouvido com excitação no seu tom de voz. Eu a encarei confusa e pasma. Emily certamente estava bêbada.

O quê? — Pasmei, fitando seus olhos abertos e atentos. — Você está bêbada.

Não estou não. — Me puxou para mais perto dela. Sua mão repousou na minha coxa com delicadeza. Seus lábios se aproximaram do meu pescoço, chupando a pele exposta com força. — Eu seria uma loba, porque, quando os lobos acasalam, é para sempre. — Sussurrou com um suspiro rouco. Meu corpo se aqueceu rapidamente. Puxei Emily pela mão até a sala privada do lugar, abrindo a porta com segurança. Somente nós cinco tínhamos permissão para entrar. Ideia glorificada de Hanna. Tranquei a porta com a chave e voltei-me para Em com rapidez. Ela possuía um sorriso malicioso e provocativo nos lábios. Puxei seu corpo contra o meu, sentindo o impacto da urgência. Ela aproximou seus lábios dos meus com os olhos cheios de malícia e desejo. — Eu quero beijar sua boca. — Seu sussurro soou desesperado e urgente.

Eu quero ter você.Agora. — Beijei sua boca com ardor enquanto minhas mãos desciam pelos seus lados. Minha língua invadia sua boca com necessidade e apetência. Senti seus dedos escorregarem entre meus cabelos, me beijando com a mesma intensidade. Subi minha mão pelas suas costas, parando quando senti o zíper do seu vestido roçar no meu dedo. Deslizei-o vagarosamente, percebendo o tecido se desprendendo do seu corpo. Afastamos nossos lábios com vertigem e Em desceu com seus olhos para o próprio busto exposto. Meu olhar seguiu o seu e um desejo imensurável tomou conta de mim. Ela não usava sutiã. Em puxou meu rosto para ela, beijando meus lábios novamente. Minha cabeça clareou e caí em mim. Aqui não é o lugar que desejo fazer amor com Emily. A nossa primeira vez teria que ser especial. E, o mais importante, ela precisaria estar sóbria. Se eu levasse isso adiante, estaria me aproveitando dela e, no outro dia, ela não se lembraria de nada. Puxei seu vestido para cima, cobrindo-a novamente. Fechei o zíper ainda com nosso lábios conectados. Ela se afastou visivelmente embriagada, me fitando com um olhar reprovador. Eu deixei um beijo casto nos seus lábios e sorri. — Vamos embora, Em.

Notas finais
Então? O que acharam? Expressem seus sentimentos nas reviews, negativos ou positivos. Quero saber o que acharam da importante participação da minha Faye!

Como eu disse, em resposta a uma review, não serei injusta. Emily vai saber pelo que Samara passa com essa relação-não-relação dela com a Ali. Enfim, wait for it! (: