This Must Be Love

29 Only Worth Living If Somebody Is Loving You.


Notas iniciais
Penúltimo capítulo! :o
Mal posso acreditar e não tenho o que dizer, então aproveitem. ♥

Antes de passar pela terrível experiência de quase perder Alison para sempre, tudo em minha vida, penso eu, havia se baseado em tê-la somente para mim. Por muito tempo, depois que eu a conheci, tudo o que eu fazia era na tentativa de fazê-la gostar mais de mim. Nunca pensei que um dia eu ficaria de frente à uma realidade completamente impetuosa e decisiva, mostrando-me que ela não era apenas a melhor amiga que eu tanto queria impressionar. Ela era o amor da minha vida. E me lembrar do que poderia ter acontecido se os médicos, numa última tentativa, não tivessem tentado reanimá-la na esperança superestimada de trazê-la de volta à vida, acendia dentro de mim um interruptor que marcava com alto relevo um desespero semelhante ao de perda completa. Se somente com a imaginação eu poderia alcançar o nível de agonia extrema, me pergunto o que seria de mim se eu houvesse a perdido de fato. No entanto, eu não suportaria perder Ali e isso já estava bem claro para mim. Toda minha felicidade dependia dela e somente dela.

Em... Emily! — A voz irritadiça e desapontada de Alison soou, arrancando-me de todos os pensamentos e reflexões em que eu havia me aprofundado. — Você não está mesmo me ouvindo, não é? — Perguntou com um tom de voz no nível apaziguador e restaurado. Observei suas feições angelicais por um momento e ergui os cantos dos lábios forçadamente, na tentativa fracassada de um sorriso, sem conseguir evitar fechar os olhos no processo, assentindo com a cabeça e confirmando sua suspeita de que eu não estava ouvindo-a.

Durante todo o tempo em que ela ficara no hospital se recuperando de todos os transtornos e infortúnios, seu típico humor sofrera por diversas convergências e constâncias, deixando-a ainda mais impossível de se lidar. Eu, como todo o sempre, sabia relevá-la nos seus momentos mais detestáveis e fazia o que podia para fazê-la mais agradável com o que me cabia a respeito.

Sobre o que era mesmo? — Tentei puxar na memória sobre o que estávamos conversando antes de eu me distrair com possibilidades que não estavam de acordo com meus planos, como perdê-la. Ali rolou os olhos impaciente, bufando fracamente. Só pelo olhar eu sabia que seu humor estava começando a tomar um rumo mais irrequieto pelo simples fato de estar entediada.

Talvez eu tenha dito o quanto eu odeio ser ignorada, mas você não saberia disto, não é mesmo? Já que não estava prestando atenção em mim e, portanto, me ignorando! — Resmungou com certa elevação em sua voz rouca e, agora, não tão sensível. Eu ri diante de tal rebeldia vinda de sua parte. Era impossível não achar graça de sua total falta de tato.

Eu vou distraí-la, está bem? — Sorri com simpatia, mostrando toda minha boa vontade e interesse. Ela virou o rosto para o lado, desanimada e contrariada.

Eu já disse que não quero se não for sexo, Emily. — Deu de ombros num tom desafiador e insípido ao mesmo tempo. Ali estava muito sensível quanto a isso. Eu me recusava a fazer sexo com ela enquanto ela estivesse sob os cuidados requeridos pelo médico que estava encarregado dela. Apesar do meu autocontrole e disciplina serem algo notável, por diversas vezes eu cogitava a ideia de arrastá-la para o banheiro e fazer tudo o que minha mente desordeira me incitava. Mas, no final, eu sempre arrumava um jeito de me distanciar das minhas próprias necessidades.

No entanto, deixei a poltrona onde estava sentada bem ao seu lado e fui ao encontro do seu corpo reclinado na cama alta de hospital, deitando-me no espaço generoso que me abrigaria de forma favorável a nós duas. Alison, em contrapartida, encolheu-se inofensivamente contra o meu corpo e deixou com que sua cabeça descansasse sobre meu peito. Ela suspirou de maneira dramática, repousando sua mão, agora livre dos acessos venosos que a ligavam às máquinas que serviam para monitorá-la, sobre o meu abdômen. No mesmo instante, seus dedos deslizaram sob minha camiseta, que possuía a estampa ousada de uma onça, passando então a fazer círculos com a ponta do dedo em minha pele agora arrepiada.

Você não tem noção do quanto isso é difícil para mim. — Disse eu, pegando sua mão e a entrelaçando na minha de forma apaixonada e, ao mesmo tempo, perfeitamente equilibrada. — Eu tenho que fazer um grande esforço para tocá-la e não me aprofundar nas carícias... E, você sabe, eu sinto essa incrível necessidade de sentir sua pele o tempo todo. — Sussurrei, acariciando seu cabelo preguiçosamente com a mão esquerda. Ela ergueu seu rosto no mesmo segundo, passando então a me encarar com um sorriso malicioso, porém cheio de doçura em seus lábios rosados que eu tanto amava. Em seguida, ela os aproximou dos meus e me beijou calmamente, desprovida de qualquer pressa e volúpia.

Eu amo esse efeito que tenho sobre você. — Sorriu travessa, ainda com os lábios pressionando os meus. Envolvi seu corpo ainda mais com meus braços e a puxei para cima de mim. Fechei meus olhos e a beijei de novo, dessa vez com urgência e devoção. Nossas línguas tocavam-se com suavidade, mas sem perder o desejo retido que o beijo implicava. Aos poucos, os lábios de Ali foram deixando os meus à procura de ar. Sua respiração, assim como a minha, estava fora de ritmo e seus lábios vermelhos por conta das mordidas e chupões que eu lhe dera.

Eu posso fazer isso o dia todo, você sabe. — Observei com naturalidade, passando meu polegar pelo leve inchaço que havia se formado em seu lábio inferior. — E, ainda assim, no final do dia, não estaria completamente satisfeita. — Concluí com a voz evidenciando meu desejo veemente, que se arrastava por cada célula, trazendo-me imagens vivas e ardentes de como seria se estivéssemos nuas; meu corpo suado contra o dela, nossas respirações quentes e difíceis, os gemidos roucos e carregados do som nítido de prazer ecoando dentre nossos lábios inchados e vermelhos...

Balancei a cabeça vagarosamente, tentando reprimir todos os pensamentos e desejos que fluíam com tanta espontaneidade de mim. Ali piscou espantada, como se pudesse ler minha mente, o que me causou certo embaraço. Ela deixou um som de satisfação escapar da sua boca, roçando seu lábio inferior contra o meu eroticamente para, em seguida, mordê-lo com força.

Minha doce e não-tão-inocente-assim Emily... — Sussurrou calidamente, entonando diversão e ousadia em seu tom de voz. Seus olhos encontravam-se num tom escuro e bonito de azul, exaltando a malícia e a luxúria que neles brilhavam sugestivamente. — Você é uma garota muito especial... — Confessou com os olhos nos meus lábios, parecendo conter-se para não devorá-los com os seus. Por um mero segundo, cogitei a hipótese de ela não estar prestando atenção no que estava falando, mas logo dei de ombros.

Eu não preciso dizer que você é especial, não é? — Chequei cautelosamente, erguendo meu corpo e invertendo nossas posições ao me colocar em cima dela. — Porque você é muito mais do que especial, é o amor da minha vida! — Disse com toda a sinceridade estampada em meus olhos. Ela sorriu bobamente, parecendo perder o rumo por alguns segundos. Houve um curto intervalo de tempo antes que ela pudesse pensar numa resposta favorável.

Eu amo você, minha Emily Catherine Fields! — Ela disse meu nome inteiro pausadamente, rindo depois que viu que eu não havia gostado disso.

Catherine não, Ali! — Resmunguei como uma criança mimada, enterrando meu rosto no seu pescoço e sentindo sua mão acariciar meu cabelo devagar enquanto eu inspirava o cheiro embriagante de baunilha que emanava de sua pele macia e viciante.

Não seja boba, Em. — Alison disse. — Não há nada para se envergonhar. Você sabe que sempre gostei de Catherine. — Ela me lembrou, sorrindo suavemente quando eu a olhei nos olhos.

De fato, Ali sempre dizia que gostava da composição do meu nome. “É harmonioso”, dissera uma vez, dando uma longa pausa antes de prosseguir com seu comentário inacreditavelmente agradável: “E, sejamos sinceras, é muito melhor que Lauren!”, garantira com uma risadinha divertida, mostrando-se sincera e confortável ao assumir que não gostava do seu nome do meio. E tudo isso se valia por não estarmos junto de Aria, Spencer e Hanna, uma vez que Ali mantinha certa restrição e mudava a forma como me tratava quando estávamos na presença das outras garotas.

Depois que eu te conheci, eu passei a amar Lauren, mesmo sabendo que você não gostava. — Disparei de repente, voltando das lembranças que ela me causara ao trazer o assunto à tona, e outras memórias a mais também. — Eu não sabia por que eu gostava de tudo que tinha a ver com você, até eu beijá-la na casa da árvore e perceber o que eu sentia de verdade. Foi assustador. — Murmurei pensativa, com os olhos presos no vazio e a visão ligeiramente enturvada, sem foco, por conta da aleatoriedade em que me encontrava no presente momento.

Ei. — Ali puxou meu rosto para que eu pudesse encará-la. — Você foi tão corajosa! Não é por menos que minha mãe sinta tanto orgulho de você... Eu também sinto. — Ela confessou, selando meus lábios demoradamente e com paixão.

Meus batimentos cardíacos sempre fugiam do ritmo estável quando ela tinha um comportamento atípico de rainha do gelo que ela tão orgulhosamente costumava lançar aos quatro ventos. E, quando Ali se permitia ser alguém melhor e demonstrar um pouco mais de calor humano, era inevitável não me apaixonar ainda mais por ela. Porque, hoje, eu podia ver, com todas as promessas que fizemos ao longo dos anos, seria mais do que correto afirmar que as cumprimos à nossa maneira. Enquanto meu plano sempre foi muito simples, de acordo com o meu maior desejo: eu queria Alison só para mim.

***

Depois disso, Ali finalmente recebeu alta do hospital e, com isso, um grande e bem-vindo alívio atingiu meu estado de espírito com um impacto impressionante. Eu não sabia o quanto eu precisava disso, tê-la no conforto e na privacidade de casa, até eu me permitir pensar a respeito e constatar que eu esperava ansiosamente que isso acontecesse, porém com uma bem desenvolvida paciência. Ali passou os primeiros dias em casa, até seus pais decidirem que precisavam viajar para Suíça no intento de visitarem algum parente que não se relacionava muito com os DiLaurentis e que, segundo Ali, era apenas alguém insignificante que requeria tempo e dinheiro. Eu não entendia muito bem o porquê ela se portava de maneira tão desinteressada quando se tratava de assuntos que envolviam seus familiares.

A senhora D., a essa altura, já estava ficando farta de ter que esperar Ali voltar de seu longo passeio com Hanna ao shopping. Sua intenção era poder se despedir antes de partir, mas Ali dificultava isso com rebeldia e indiferença. Desta forma, o senhor e a senhora DiLaurentis deixaram-me sozinha à espera de Ali, uma vez que eles haviam levado Jason para Suíça também, deixando apenas Alison para trás, visto que, como eu já pude perceber durante todos esses anos, possuía um firme e irrevogável desinteresse quando se tratava de seus familiares como um todo.

Olha quem está me esperando! — Virei meu rosto imediatamente para a entrada da sala, encontrando Ali com algumas sacolas do King James em mãos e um sorriso debochado e cheio de alegria moldando seus lábios. Afinal, depois de quase uma hora e meia de espera, tudo pareceu valer à pena. Ela inclinou a cabeça para o lado e me lançou um olhar encantador, mostrando que seu bom humor não estava em perigo comigo. — Eu acho que terei uma companhia até meus pais voltarem de viagem, não estou certa? — Alison adivinhou calmamente, aproximando-se de onde eu estava sentada no sofá e se jogando ao meu lado. A saia colegial incrivelmente sexy que ela usava subiu indiscretamente, chamando meu olhar para suas coxas levemente bronzeadas. Permiti-me, por um instante, observar sua saia xadrez mais detalhadamente, tendo a certeza de nunca tê-la visto em seu corpo antes. Assim como a sua camisa de manga comprida branca, a qual os botões eram símbolos do infinito na cor ouro, e suas sapatilhas delicadas.

Certíssima! — Assenti enfaticamente, desviando os meus olhos famintos pelo seu corpo e passando a fitá-la nos dela. Ali pegou minha mão e entrelaçou nossos dedos com candura, repousando-as sobre seu colo. Um sorriso lascivo e arteiro surgiu em meus lábios e eu não pude evitar de dizer: — E, apenas para que você saiba, tenho preferência pela sua cama. — Ela riu, levantando-se rapidamente e me puxando junto, pegando novamente as sacolas e me conduzindo para o seu quarto.

Como pode ver, minha cama está disponível para você. — Observou assim que chegamos ao quarto, fechando a porta logo em seguida. Ali deixou as sacolas de lado, sentando na cama de maneira espalhafatosa e sorrindo abertamente ao me analisar cuidadosamente, para, em seguida, disparar: — Olhe só o que eu comprei para você! — Ela pegou as sacolas da Saks e as colocou na cama. Em seguida, tirou um cachecol Burberry e veio em minha direção.

Oh, isso é tão gentil... — Sorri agradecida, selando seus lábios rapidamente.

Em Paris é muito frio. — Ali riu, enroscando o cachecol no meu pescoço cuidadosamente. Não tirei meus olhos do seu rosto nem por um segundo, feliz ao imaginar como seria nosso futuro a partir de agora.

Nós vamos à Paris? — Perguntei tolamente. — Pensei que...

Nós vamos. — Cortou-me antes mesmo que eu terminasse meu pensamento. — Estamos muito perto do verão, estação que torna os nossos sonhos possíveis e marca um novo começo. Lembre-se disto, Emily, nós podemos adotar novas identidades e viver perigosamente. — Ali sorriu sonhadora, ajeitando meu cachecol como se fosse uma distração diante do que se passava em sua mente.

Era a segunda vez que Ali dizia isso, a primeira havia sido num passado distante de três anos atrás. Ela não se cansava de dizer o quanto gostaria de ir embora de Rosewood e viver para sempre num lugar afastado de todos que conhecíamos. Seu desejo latente e evidente de construir uma vida fora do nosso entorno habitual parecia aumentar conforme os dias transcorriam devagar. Eu, por outro lado, não podia compartilhar menos do que ela visionava, não apenas para ela, mas para nós duas.

Podemos nos casar em Paris. — Sugeri com um sorriso contido de empolgação. Seus olhos ergueram-se imediatamente, encarando-me com as sobrancelhas sugestivamente arqueadas. — É brincadeira. — Disse rapidamente, tirando uma mecha de cabelo que havia acabado que cair sobre seus olhos. Ela balançou a cabeça lentamente, voltando a respirar outra vez.

De qualquer forma, eu já organizei tudo enquanto estive no hospital. Foi uma perfeita terapia, diga-se de passagem. — Deu de ombros, ameaçando se afastar de mim.

Eu mal posso esperar para conhecer o sul da França com você. — Finalmente me manifestei a respeito disso, tomando sua mão na minha e apertando delicadamente. Um sorriso satisfeito surgiu em seus lábios, elevando-se até seus olhos brilhantes e azuis. Aproximei-me do seu ouvido, envolvendo-a por completo nos meus braços, e sussurrei calorosamente: — Enquanto isso, nós podemos ir pensando nos lugares ideais para fazermos sexo durante nossos dias na cidade perfeita para isso. — Ali riu baixinho contra o meu pescoço, mordendo a pele com força logo em seguida. Uma chama possuída de excitação automaticamente se acendeu dentro de mim, lembrando instantaneamente do que eu havia planejado para nossa noite.

Onde você esteve o dia todo? — Alison perguntou de repente, encarando-me com desconfiança.

Eu também fui ao Shopping hoje, mas somente pela parte da manhã. — Respondi não dando muita importância para isso. — E, por causa da sua demora, eu quase me esqueci da minha surpresa para você. — Disse num tom provocativo, deixando minhas mãos escorregaram de suas costas até seu quadril, onde a puxei contra o meu corpo e a beijei com volúpia quando ela virou seu rosto para mim. Ela correspondeu na mesma intensidade, segurando meu rosto com cuidado, como se com qualquer deslize eu pudesse escapulir.

Eu sabia que não demoraríamos muito para começarmos a nos despir, e foi o que Ali tratou de fazer enquanto ainda nos beijávamos calorosamente. Ela tirou minha jaqueta de couro vermelha sem rodeios e a jogou no chão, puxando-me para a cama devagar, sem parar o beijo nem por um segundo. Sua língua tocava meu lábio inferior com delicadeza e erotismo, descendo até meu pescoço e sugando minha pele com intensidade embriagante. Assim que deitei seu corpo na cama, passei a desatar cada botão da camisa colada em seu corpo, beijando seu colo e descendo com meus lábios cada vez que um pedaço a mais de pele se revelava.

Enquanto eu fazia isso, Ali se empenhava nos botões da minha calça jeans com as mãos trêmulas e frágeis. Um sorriso travesso não foi impedido de surgir em meus lábios quando senti sua mão esperta adentrar meu jeans agora aberto, arranhando de leve o interior das minhas coxas. Toquei as costas de sua mão devagar, subindo a ponta dos meus dedos pelos seus braços arrepiados e voltando a beijar seu colo com carinho. Logo que terminei de desabotoar sua blusa, afastei-a de seu corpo sem pressa e a tirei pelos braços. Sua respiração estava no começo de desequilíbrio voluptuoso, fazendo seu peito subir e descer cada vez mais rápido conforme eu aprofundava minhas carícias pelo seu corpo quente e macio.

Voltamos a nos beijar e Ali, de maneira ágil e veloz, rolou seu corpo para cima do meu, deixando-me sob sua delicada e deslumbrante matéria. Suas mãos deslizaram vagarosamente pelo meu busto, apertando meu seio direito suavemente por cima da blusa antes mesmo de tirá-la. Soltei um gemido rouco contra os seus lábios, escorregando minhas mãos sob sua saia e deliciando-me com a sensação prazerosa que era sentir sua pele de pêssego. Ali mantinha seus lábios pressionados contra os meus, roçando sua língua contra a minha ao som dos nossos tímidos gemidos e arranhando meu pescoço com a força de um desejo ardente. Consegui, com inegável dificuldade, livrá-la de seu sutiã preto rendado e de sua saia. Puxei seu corpo para mais perto, invertendo nossas posições quase no mesmo instante.

Hoje eu terei o controle, amor. — Sussurrei entre arfadas vigorosas contra o seu pescoço. Nossas respirações ficavam cada vez mais pesadas e difíceis, tornando tudo mais excitante.

Mostre-me este outro lado, Em... — Ali murmurou, sorrindo ao afastar minha calcinha preta e tocando meu sexo devagar. Meu estômago automaticamente se contraiu, seguido de um gemido baixo e rouco que foi de encontro aos seus ouvidos. Beijei seus lábios calorosamente, sentindo seus dedos me estimularem e ganhando cada vez mais força nos movimentos ousados. Abri ainda mais minhas pernas e passei a sugar seu seio com ardor, não contendo os gemidos que dos meus lábios escapuliam contra a sua pele viciante. Comecei, então, a me movimentar contra seus dedos lentamente, sentindo-os indo cada vez mais fundo... — Oh, meu amor... Onde está o seu controle? — Ali provocou, puxando meu rosto para cima e beijando-me nos lábios apaixonadamente, parando os movimentos que fazia em mim aos poucos. Ao invés de respondê-la, deslizei minha mão pelo seu seio até seu abdômen, arranhando com força ao mesmo tempo em que mordia sua língua na mesma intensidade — se não mais forte. Seus dedos começaram a brincar de forma lasciva com os laços da minha calcinha, deixando-me ainda mais excitada e úmida.

Eu tenho algumas surpresas para você, amor. — Sorri com doçura, afastando meu rosto do seu e a olhando profundamente nos olhos. — Você está pronta? — Perguntei calmamente, roçando minha língua no seu mamilo rígido e sugando com veemência. Não demorei mais de cinco batidas rápidas do meu coração nessa provocação, causando seus suspiros de indignação. Peguei o cachecol recém ganhado e amarrei suas mãos com cuidado na cabeceira da cama, provocando seu riso e imobilidade instantaneamente.

Você sabe, uma gatinha não pode domar uma leoa. — Ela disse, não contendo um sorriso lascivo e ansioso pelo o que estava por vir, mas não pude deixar de sentir certo desafio afinando em sua voz rouca.

E você não pode me tocar até eu dizer que pode. — Sussurrei com toda a luxúria estampada em meus olhos. Eu estava me controlando para não abusar do seu corpo agora mesmo e acabar com essa tortura que impus a nós duas. Alison sorriu com firmeza, não mostrando fraqueza alguma diante do que eu dissera.

Assim que suas mãos estavam devidamente amarradas, afastei-me do seu corpo por completo, deixando-a agora impaciente e resmungona. Estiquei-me na direção do criado mudo ao lado da cama e peguei o óleo de massagem erótica que Hanna havia me dado hoje mais cedo quando Ali não estava por perto. Eu não tinha planos de usá-lo tão cedo, mas o momento parecia-me tão favorável e Alison tão indispensável...

Agora eu vou descobrir quais são os efeitos que eu tenho sobre você. — Avisei, afastando sua calcinha e a tocando devagar, estimulando seu sexo de maneira compromissada e cada vez mais rápido. Voltei a sugar seu seio com força, mordendo o mamilo de leve enquanto ouvia com prazer seus gemidos ficando mais altos. Sua umidade crescia num fluxo inebriante, lambuzando minha mão de maneira deliciosa. — Isso é apenas um estímulo... O que você sente quando eu pressiono meus dedos contra sua entrada? — Tentei conter meu próprio gemido quando sua entrada cedeu aos meus três dedos facilmente. Ali abriu ainda mais suas pernas e deixou um gemido rouco de súplica sair dos seus lábios, parecendo uma gatinha manhosa e não uma leoa feroz como havia insinuado.

Cócegas, amor. — Resistiu mesmo assim, fechando os olhos com força e contendo sua excitação dentro de si mesma. Tirei meus dedos de dentro dela, sem tirar meus olhos dos seus, e os deslizei por todo seu abdômen e seios, lambuzando-a com sua própria umidade. Ali riu nervosamente ao perceber o que eu estava fazendo, enquanto assistia um sorriso desordeiro surgir em meus lábios.

E agora, apenas cócegas? — Sussurrei, tirando sua calcinha e a jogando de lado. Eu sabia o quanto aquilo estava a enlouquecendo e, portanto, a mim também. A ideia do seu corpo pressionado com força e pressão contra o meu não me saía da cabeça, aumentando ainda mais minha libido. Passei, então, a sugar seus seios com a intensidade de uma fome desumana, não deixando rastro algum da sua umidade, e o mesmo fiz com seu abdômen enquanto Ali gemia baixo.

Em, amor, chega de tortura. Eu quero você! — Ela disse numa mistura prazerosa de doçura e volúpia por pouco contida. Eu também não estava mais aguentando, então, dito isso, peguei o óleo de massagem que eu havia deixado de lado e deixei uma quantidade generosa cair no seu abdômen, espalhando com a mão cuidadosamente para não esquentar sua pele e minha mão. Alison nada disse, apenas suspirava e sorria conforme o óleo alastrava-se rapidamente pelo seu corpo agora lambuzado e escorregadio. Suas coxas e seios haviam sido as partes mais interessantes de espalhar, visto que eram os pontos fracos de Ali, assim como suas costas e nuca. Minha excitação em vê-la naquela situação ousada e submissa aumentava a cada batida do meu coração. Seu corpo parecia reluzir todas as pedras mais brilhantes e raras perdidas em cada pedaço do mundo afora.

Ali, agora eu quero que olhe para mim. — Pedi baixinho, passando meus olhos rapidamente pelas suas mãos amarradas, e quando voltei meus olhos para o seu rosto, encontrei seus olhos azuis e dilatados me observando atentamente. Ajoelhei-me diante dela e levei minha mão até meu sutiã, desatando-o devagar enquanto eu sustentava seu olhar faminto. Tirei-o do meu busto lentamente, cobrindo meus seios com as mãos e aproximando-me de Ali vagarosamente. Ela arfava como se estivesse à todo vapor, sem ao menos ter me tocado, e apenas isso aumentava meu nível de lubrificação que já estava num nível insano.

Emmy, por favor... — Implorou com os olhinhos brilhantes de excitação. Isso foi o suficiente para me fazer ceder ao seu pedido, fazendo-me aproximar do seu corpo à mercê das minhas torturas e deixar que ela tocasse meu seio com sua boca. Sua língua deslizou pelo meu mamilo com controlada calma, sugando-o com força e mordendo-o devagar. Um gemido rouco de volúpia reprimida misturado com prazer que insistia em vir à tona ecoou dos meus lábios, o que me fez soltar Ali imediatamente.

Uma vez livre, Ali veio para cima de mim com todo o desejo e necessidade que o mundo jamais poderia ver. Ela rapidamente arrancou minha calcinha e a lançou para longe, abrindo minhas pernas e encaixando-se no meu quadril. Como de costume, ela estava no controle. Senti, então, seu sexo molhado e rígido pressionar contra o meu com velocidade avançada, gemendo rouco contra o meu pescoço. Seu corpo ainda escorregadio e brilhante roçava contra o meu com uma força e urgência surreal. Nossos lábios encontraram-se afoitos e apressados, fazendo nossas línguas lutarem por espaço e domínio, enquanto nossos corpos já estavam fervendo conforme friccionávamos nossas peles uma na outra, tornando tudo mais gostoso e excitante. Minhas unhas fincaram na nuca de Alison, arranhando com força exagerada sua pele sensível.

Alison... — Eu gritava seu nome entre gemidos, sentindo sua fonte de prazer escorrer lentamente pelas minhas coxas internas. Eu adorava quando fazíamos amor desse jeito, o contato direto de nossas intimidades era muito mais gostoso e especial. Mas, como de costume, Ali não se aguentou e cessou nosso contato íntimo, introduzindo seus dedos em mim com força e rapidez. Assim, com mais algumas boas investidas, cheguei ao ápice numa explosão intensa de prazer e deleite.

Desta forma, sem perder a volúpia em brasa que me consumia aos poucos pelo recém orgasmo, subi em cima de Ali e chupei todo seu corpo com vontade, descendo até seu sexo e continuando o que ela havia interrompido. Com um desejo ardente, suguei toda sua umidade que escorria na minha língua, usando os dedos para invadi-la deliciosamente. Seus gemidos e sussurros enrolados apenas me motivavam a me empenhar com deliberada devoção na forma como eu a estimulava com a língua.

Não demorou muito para seu prazer preencher toda minha boca, fazendo todo seu corpo relaxar pacificamente. Era delicioso ter seu gosto inundando meu paladar; seria esse, de longe, meu gosto favorito dentre todos os que houvessem no mundo.

Emily...? — Ali me chamou quando me joguei ao seu lado na cama, tentando arduamente controlar minha respiração. Virei o rosto devagar, sentindo-me incapaz de falar. Seus olhos encaravam o teto parecendo distraída. — Foi perfeito! — Ela virou o rosto, sorrindo satisfeita. Seu peito subia e descia rapidamente, mostrando que seus batimentos cardíacos estavam tão fora de ritmo quanto os meus.

Você de colegial fica muito gostosa, aliás. — Disse depois de um momento agradável de silêncio. Alison riu divertidamente, pulando em cima de mim. Seus lábios tocaram os meus com candura, entrelaçando nossas línguas delicadamente. Envolvi seu corpo quente e suado nos meus braços e a beijei no ritmo que ela impôs.

Eu acabo de perceber que não estou satisfeita... Quero revanche. — Sussurrou contra minha boca, mordendo meu queixo devagar e descendo com seus lábios pelo meu pescoço, colo e seios. A forma como Alison me tocava, mordia e sugava minha pele, deixou perfeitamente claro que a noite estava apenas começando. E, com isso, toda a volúpia e luxúria voltavam como uma chama poderosa e dominante.

Notas finais
YAY! Mas que coisa, não? Emily toda ozada e ativa, mas Ali sempre no controle; gostei.
Enfim, me digam o que acharam desse capítulo...
E mais uma coisa: esperem pelo Epílogo, o derradeiro, mas segurem a cocada, galera, porque não tenho ideia de quando vou postar. Mas prometo que vou caprichar nele e tentar postar o mais rápido possível!
Então, fiquem de olho e até mais! ♥