This Love
7 Who Are You.
Notas iniciais
Monday, you sent me flowers
Tuesday, made me feel stupid
Wednesday, the world is ours
Thursday, we didn’t prove it
Friday, fell back in love
Saturday, we didn’t talk
Sunday, you said you needed space
Fifth Harmony- Who Are You
Pov Oliver.
Scott me parece um garotinho muito esperto, de gênio admirável, quem quer sejam seus pais, lhe deram uma grande educação. Ele revelou que sua mamãe tinha acabado de sair para uma viagem de negócios, onde não se encontra no estádio e que só voltaria na segunda, fugiu do seu tio porque o mesmo hesitava em traze-lo para eu conhece-lo pessoalmente, a forma como ele se expressa é tão familiar e gratificante que me deixa cada vez mais curioso sobre ele e de onde vem, nem sempre fui apegado a crianças, mas essa é especial, nossa conexão em tão pouco tempo está forte, como se nós nos conhecêssemos há anos.
— Ele pode ser mascote do nosso time, Oliver – sugere Tommy colocando o garotinho de cabeça para baixo com uma gargalhada.
— Tommy – repreendo com nervosismo retirando Scott dos seus braços trazendo-o para os meus onde ele possa ficar seguro das maluquices de Tommy.
— Ele se parece muito com você quando tinha cinco anos – afirma Tommy gesticulando com os dedos como se fosse tirar fotos de vários ângulos de nós dois. Reviro os olhos e volto minha atenção para o garotinho que nos fita animado.
— Scott – sussurro enquanto ele passa as mãos por meus cabelos. –Precisa voltar para seu tio, ele deve estar muito preocupado com você. – afirmo.
— Tio Ray – sorriu colocando as mãos atrás da nuca. – Ele não me deixou ver você então eu fugi Oliver – explica mais nervoso. O nome que acaba de mencionar me parece familiar, cavo até os confins da minha memória mais não consigo assimilar a ninguém no momento. – Meu tio sempre mostra os jogos dos GD para mim, desde que eu tinha dois anos de idade, minha mamãe não assisti, ela não gosta de jogos – balbucia olhando para os lados.
— Os GD? – questiona Tommy confuso franzido o cenho para Scott.
— Green Donald's, abreviação do nome do nosso time Tommy –informo ainda olhando para Scott com sorriso torto. – Eu vou levar você até seu tio. – afirmo empurrando o capacete para Tommy que me segue para a entrada do campo. Como possui milhares de pessoas no estádio não posso sair em meio ao público, então usarei a mídia ao meu favor para encontrar o tio irresponsável. Como ele pôde se distrair deixando um garotinho sozinho em meio a tantas pessoas? O pior poderia ter acontecido.
— Oliver o que pretende fazer? – pergunta Tommy ao meu lado sorrindo para Scott que deita no meu ombro e devolve o sorriso para Tommy erguendo a mão para ele segurar.
— Preciso encontrar o responsável que está com Scott, não posso sair perguntando em meio à multidão, então vou fazer um anúncio ao público, assim será rápido para ambos – explico chegando perto de Damien que repassava algumas ordens para o time.
— Oliver – franziu o cenho olhando de mim para Scott que ainda brinca com os gestos de Tommy. Damien se aproxima rapidamente sem entender o que está acontecendo. – O que você pretende fazer com uma criança? O jogo está prestes a começar.
— Eu nada – respondo de imediato. – Ele quis me conhecer pessoalmente e acabou fugindo do tio, agora preciso devolve-lo, antes que o nosso jogo, enfim comece. – suspiro – Me dê apenas alguns minutos. – pedi olhando tudo envolta. O mesmo assente e volta para seus assistentes. Noto um repórter conversando com o técnico do outro time. Sigo até o mesmo onde meus companheiros de time me seguem. – Desculpa atrapalhar mais preciso de um favor. – pedi com sorriso torto direcionado ao repórter.
— Oh! Oliver Queen nosso melhor Quarte... – interrompo seu discurso com aceno.
— Depois dou uma entrevista para você como bônus, mas como eu disse preciso de um favor – murmuro olhando para a câmera. – Está gravando? – aponto para a mesma.
— Claro. – afirma o repórter ficando ao meu lado. Olho para Scott que sorri para mim admirado, esse garotinho é realmente muito fofo, de alguma forma gostaria de ficar mais um pouco com ele, porém não posso me dar ao luxo de ficar com alguém que não me pertence, mas devo admitir tem algo nele que me deixa inquieto. – Oliver Queen... – começa o repórter com sua apresentação.
Pov Felicity.
— Não. Não você que não está entendo – aceno irritada com o indicador. – Estou nessa droga de aeroporto já faz quase três horas, não posso mas esperar, quero uma explicação mais lógica para o atraso do meu voo. – exijo sentindo meu corpo exausto, horas e mais horas se passando e eu aqui plantada como uma idiota.
— Senhorita preciso que fique calma – pediu a recepcionista com toda sua formalidade.
— Estou calma – bato no balcão frustrada fazendo-a dar um pulo de susto. – Você ainda não me viu nervosa. – suspiro passando as mãos pelos os cabelos.
— Houve uma mudança no tempo senhorita, os voos acabaram atrasando em Miami devido ao forte temporal que se passa na cidade – explica com cuidado mais uma vez. Devo não estar com minha melhor face no momento. Por Deus!
— Eu sou capaz de fechar esse aeroporto – alerto impaciente – vou esperar só mais alguns minutos caso não tenha mais nenhum voo disponível, eu processo essa companhia – dou-lhe as costas e sigo para meu assento. Puxo o celular do bolso e ligo mais uma vez para o Ray que também resolveu pagar de maluco para mim hoje. Faço cinco tentativas e nada, só pode ser um joguinho de Lúcifer me fazendo pagar por algo que eu não fiz ainda! Respiro o mais fundo que consigo e olho para a foto de Scott sorrindo para a câmera mostrando todos os seus dentinhos brancos, meu garotinho, amo tanto meu bebê que sou capaz de tudo por ele.
— Porra, você viu o último touchdown dos Green Donald's? – questiona um garoto com uma risada extensa para outra garota próxima a mim. Touchdown o quê? Franzo o cenho perdida.
— Olha falando em touchdown, Oliver Queen é o melhor e o mais gato desse time – sorriu a garota admirada chamado totalmente minha atenção, paro de digitar uma mensagem onde eu estava escrevendo só morra quando eu matar você para Ray. Ergo o olhar rapidamente para a garota que fita a TV. – O que ele está fazendo com um garotinho nos braços preste a começar o jogo? – franziu o cenho confusa. Acompanho seu olhar e estremeço com a imagem quase caindo da cadeira.
“ Oliver Queen precisava fazer um anúncio urgente” assim informa na barra de informações do canal esportivo.
— Boa noite a todos – começa Oliver com um sorriso torto olhando para a câmera, ele mudou. Meu Deus como ele mudou. – Queria gentilmente pedir que o responsável por Scott comparecesse a entrada do nosso campo, pois o garotinho se perdeu do mesmo para me encontrar. – me assusto ao notar que é o meu garotinho, meu Scott, não pode ser, ele não está no colo do pai. Meu Deus! Por favor não! Fecho os olhos e abro me aproximando da TV empurrando algumas pessoas pelo o percurso só para confirmar o que meus olhos não querem ver. Ray não foi capaz de fazer isso comigo, Osvaldo né? Filho da mãe. – Tem algo a dizer Scott? – questiona Oliver com risadas o que me faz desmoronar por completo. Scott olha para ele com tanta admiração que me faz encolher por dentro, meus olhos começam a marejar com a visão dos dois juntos, o Ollie com quem tanto ele sonha em ser seu herói, é seu pai! Duas pessoas que não se conhecem, mas que tem o mesmo sangue.
— Eu amo minha mamãe, ela muito bonita e vai trazer um boneco do arqueiro para mim – balbucia olhando para a câmera como se falasse para mim, meu coração fica do tamanho de uma ervilha. – Eu quero que minha mamãe venha me buscar e conheça o Ollie também. – pediu com um gesto carinhoso.
— Como é o nome da sua mamãe Scott? – pergunta Oliver animado balançando ele nos braços onde Scott solta risadas gostosas fazendo os outros do time rirem também com suas graças.
— Não diga Scott! Não diga – pedi aflita mordendo as unhas. – Por favor, seu pai vai me matar e me jogar no oceano pacifico assim que assimilar os nomes.
— Diz Scott – incentiva os outros jogadores ao seu redor. Ele sorri e puxa o boné com vergonha para os lados olhando nos olhos de Oliver que também lhe incentiva a prosseguir.
— Felicity – fecho os olhos quase desmaiando, se não fosse o apoio do senhor ao meu lado eu teria caído bem nesse chão frio. – Felicity Smoak – completa risonho, o ar acaba de circular dos meus pulmões, sinto um frio na barriga e cada fio de cabelo meu se arrepiar. Ergo o olhar para encontrar um Oliver pálido revezando sua atenção com a câmera e Scott.
— Felicity Smoak? – questiona incrédulo. Scott balança a cabeça positivamente e acaricia a barba de Oliver com os dedos. Ele segura a mão do meu pequeno com delicadeza e fita como nunca imaginaria acontecer um dia, Oliver está reconhecendo sua versão mirim. Finalmente está ligando todos os pontos. – Você tem quantos anos Scott? – sussurra nervoso.
Scott termina de me entregar com sua inocência, não o culpo, pois ele acredita que seu pai morreu a muito anos atrás e não sabe nada do que está acontecendo a sua volta no mesmo momento que a cara do Oliver afirma todos os meus medos, então meu pequeno mostra sua mão direita erguida no ar para Oliver indicando todos os seus dedinhos afirmando seus cinco anos de idade. Oliver parece perdido em meio as pessoas, a verdade é que, toda a verdade que por cinco anos escondi, está sendo jogada em sua cara sem aviso, posso ver que ele quer acreditar ser o pai de Scott mesmo sem ainda ter me visto na sua frente, sem tirar os olhos do filho ele abre e fecha a boca desconcertado. Resolvo então me mover, pego minhas coisas apressadamente saindo do aeroporto, indo direto para o estádio. Que comece a guerra!
— Comece a cavar a cova Raymond Palmer – rosno.
Pov Oliver.
— Você. Você é filho da Felicity? Felicity Smoak? – sussurro sentindo meus olhos arderem pelas lágrimas que ainda não caíram. Meu coração está disparado que chega a doer como se algo tivesse sido arrancado de mim. Não pode ser. Não é a mesma Felicity que eu amei desesperadamente a muitos anos e me deixou viver com a dor de não tê-la em meus braços e que me deixou sem chão, Felicity não pode ter feito isso comigo.
— Oliver precisa entregar o garoto para o tio dele – informa Diggle ao meu lado. Meus pensamentos estão sem sincronismo, estou tão perturbado que não consigo formular minhas próprias falas. Scott tem cinco anos de idade, exatamente o tempo que Felicity me deixou, seus traços são meus traços. – Oliver...
— Não. Não vou entrega-lo – recuso entrega-lo dirigindo-me ao final do campo de volta para o vestuário.
— O que está fazendo Oliver? Enlouqueceu? – rosna Damien o que não me abala. Escuto as pessoas a nossa volta falarem sem parar, sem entender nada do que acontece.
— Eu quero a mãe dele aqui e agora, eu preciso ter certeza, só preciso vê-la para ter certeza. – sussurro perdido apertando Scott contra mim. – Eu preciso.
— O que está acontecendo Oliver? – questiona Tommy preocupado ao meu lado. – Você conhece a mãe dele?
— Acho que o Scott é meu filho Tommy – fecho os olhos para conter as lágrimas que desejam cair, ela poderia ter arrancando tudo de mim, meu coração, qualquer outra coisa, mas tirar meu filho de mim é algo imperdoável.
— Oliver.... Não pode deixar o time – pragueja Damien parando a minha frente. Olho nos seus olhos com misto de fúria.
— Estamos com dez pontos de vantagem, coloque o Dylan no meu lugar, não posso mais jogar, não hoje – afirmo passando por ele com severidade.
— Oliver... Oliver – grita mais ignoro seus chamados continuando a caminhada de volta para o vestuário.
— Oliver você não vai mais jogar? – questiona Scott triste assim que coloco-o sentando no banco a minha frente com cuidado.
— Eu preciso conhecer sua mamãe primeiro, tenho muito tempo para jogar ainda nessa cidade – esclareço para ele com sorriso torto. Tommy se aproxima e fica ao lado de Scott lhe entregando um pirulito.
— Oliver, eu entendo que o garoto tem seus olhos.... – começa Tommy com suspiro franzindo a testa para mim. – Espera.... Sua boca também – arregala os olhos. – Seu nariz.... – sua voz sai em um tom desesperado chamando atenção do garotinho. – Scott quem é seu pai? – questiona direcionado a ele.
— Não tenho um pai – responde com a voz triste me olhando nos olhos. – Minha mamãe disse que ele foi embora para um lugar muito bonito e longe onde eu não posso ir vê-lo – faz um bico com a expressão manhosa o que me parte o coração. Escuto os protestos de Damien e dos outros jogadores adentrando ao local, mas não me importo, eu preciso da verdade, por mais que me doa. Se é a mesma Felicity quero ver ela me dizer olhando nos meus olhos, porque foi capaz de tirar meu próprio filho de mim.
— Saiam – quase grito para ambos que ainda insistem em tirar o resquício de paciência que ainda tenho. – Por favor – pedi mais baixo. Os mesmos assentem e saem do vestuário, menos Tommy que sei bem que nunca me deixará sozinho em momentos como esses. – Me fale sobre sua mamãe – pedi calmante buscando sua atenção. – Como ela é?
— Oliver – suspira Tommy. Ignoro o mesmo e me atento a só observar Scott. Tommy fica ao meu lado começando a digitar um número em seu celular.
— Desculpe – sorrio com carinho. – Me conte como ela é? Fisicamente. – sorri.
— Mamãe? – sorriu de volta com os olhinhos brilhantes. Confirmo balançando a cabeça incentivando a prosseguir.
— Thea eu explico depois, agora tire uma foto da foto do Oliver que está na sala, aquela que ele tinha cinco anos de idade – ordena Tommy o que me faz revirar os olhos. – Tira isso logo mulher e me envia. É uma longa história.... – esbraveja. – Isso. Isso essa mesma.... Então acho que se Oliver não foi clonado ele tem um filho – solta uma risadinha por fim.
— Minha mamãe é loira, com olhos azuis, pele assim – aponta para seus pequenos braços Scott chamando minha atenção – mas ela sempre diz que eu me pareço com meu papai – confessa com sorriso gostoso.
— Você não tem nenhuma foto dele? – busco seu olhar enquanto ele pega meu capacete para observar os adesivos posto nele.
— Não – murmura sem prestar muita atenção. Mordo o lábio notando que ele se parece de fato comigo, não preciso de um teste de DNA para comprovar o que está bem na minha cara.
— Scott. Scott – chama uma voz familiar adentrando no local desesperado. Scott solta meu capacete para o lado e corre para o mesmo com um gritinho animado.
— Tio Ray – sorriu se jogando nos braços do mesmo.
— Não faça mais isso, eu quase morri de medo Scott, sua mãe vai me matar – repreende nervoso. Me levanto rapidamente para dar de cara com um Ray assustado, fecho as mãos em punhos com meu coração disparado, Ray é apenas mais uma prova que Scott também me pertence.
— Tio.... O Oliver é legal! Ele é amigo e meu herói – murmura Scott alisando o rosto do tio que força um sorrio com aflição em seu olhar.
— Ele é – concorda sem me encarar. – Agora precisamos ir embora, obrigado a todos. – suspira indo em direção a porta onde Tommy lhe impede de sair cruzando os braço sobre o peito e com sorriso convencido nos lábios.
— Ela foi capaz de fazer mesmo isso Ray? – rosno entredentes observando seu corpo estático estremecer e parar de se mover. – Scott é meu filho, não tem como esconder mais isso.
— Ele é meu papai? – pergunta confuso olhando para Ray que não consegue lhe responder.
— Scott seu pai....
— Eu não fui embora Ray, muito menos estou morto, não pode mais mentir para meu filho – interrompo secamente aponto de explodir, em mim uma raiva que talvez ainda esteja contida. – Eu quero Felicity aqui e quero agora.
— Tio o que está acontecendo? – questiona Scott nervoso.
— Sua mamãe vai contar tudo para você querido – sussurra alisando os cabelos de Scott com carinho. – Um segredo dela que só você pode ouvir.
— Eu quero minha mamãe... – choraminga tristonho.
— Scott. Scott – grita aquela voz que a anos resolvi apagar da minha vida, que eu nunca mais imaginaria ouvir novamente, ela empurra Tommy abruptamente para o lado em desespero pegando Scott dos braços de Ray com movimento rápido. – Meu amor, o que está fazendo aqui? – questiona aflita analisando cada detalhe do rosto do garotinho que esboça uma expressão animada para mesma. Ela mudou, como mudou, suas curvas se ampliaram, trocou suas roupas despojadas e rasgadas por um vestido justo ao corpo, mostrando soberania em cada detalhe, seus all stars velhos foram substituído por um par de sapatos de salto fino, cabelos que antes eram negros longos em liso, agora são loiros curtos sobre os ombros em ondas, pele que antes destacava uma maquiagem forte nos olhos apresentando uma gótica, agora é suave, ela não é mais a mesma garota que eu conheci a tempos atrás. – Eu estou aqui – suspira alisando o corpo dele apertando fortemente contra o seu corpo em um abraço único.
— Que bom que chegou – sorrio irônico. Ela enfim abre os olhos para me fitar sobre os ombros de Scott com receio. – Creio que temos muito para conversar srta. Smoak.
— Não temos nada para conversar – retruca secamente – ele é meu, só meu – afirma inspirando o cheiro de Scott.
— Mamãe o Oliver é meu papai? – questiona fazendo-a se assustar.
— Scott por favor esse não é o momento – pediu com carinho – preciso que você vá para casa com seu tio Ray tudo bem? Silas já se encontra lá fora com minhas coisas, esperando por você.
— Mamãe não, eu quero ficar com você e o Oliver – ele se recusa a ir para os braços de Ray. – Se ele é meu papai, quero ficar com ele também.
— Scott o que conversamos?
— Nunca desobedecer a mamãe – choraminga chateado.
— Mamãe só precisa conversar com o Oliver – sussurra entregando-o para Ray. – Não se preocupe meu amor vamos dormi juntinhos hoje.
— Com o Bart? – perguntou animado.
— Isso com o Bart, eu vou contar tudo para você, agora eu preciso que você volte com seu tio para casa – afirma dando um beijo demorado nele, que segura o rosto dela e devolve o beijo carinhoso.
— Tchau Oliver – despediu-se de mim, tento dar um passo até ele mais Felicity acena negativamente me fazendo parar no lugar.
— Eu vou encontrar você Scott, eu prometo – grito para ele que sorri e acena se afastando o bastante para se perder de vista. – Eu vou encontrar meu filho – rosno olhando dentro dos olhos da mulher que mentiu para me punir.
— É seu filho mesmo Oliver – gargalha Tommy olhando para a tela do seu celular. – Aqui está a prova Smoak – afirma balançando o celular na frente da mesma.
— Como conseguiu a foto do meu filho? – perguntou incrédula.
— Esse é o Oliver quando tinha cinco anos – sorriu convencido. – Mas uma prova Smoak que você fugiu do Oliver com a criança.
— Idiota – rosna ela empurrando-o para o lado.
— Tommy saia – pedi me aproximando perto o bastante para faze-la engolir em seco. – Temos uma longa conversa agora, não deixe que ninguém entre.
— Você que manda chefe – sorriu saindo e fechando a porta.
— Agora é entre eu e você Felicity – indico para nós dois recebendo o mesmo olhar frio. – Comece pela a parte que escondeu meu filho de mim, por longos cinco anos, onde eu perdi o nascimento do meu filho, seus primeiros passos, sua primeira palavra, sua ida a escola, seu primeiro aniversário, de como foi para ele acreditar que o pai estava morto, onde ele sempre me amou por uma maldita TV, como um mero jogador de futebol americano ao invés de me ver e me amar como seu próprio pai.
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