This Love
8 Broken Arrows.
Notas iniciais
Hey
Show me one man who never make mistakes
Oooo
And I pay
All of my time and every dime I make
But today
The best of intentions
I lay at your feet
And I need you to see past the worst part of me
Daughtry — Broken Arrows
Pov Oliver.
— Meu filho Felicity.... Meu filho.... – suspiro com uma dor no peito, algo que eu não tinha sentido ao longo desses anos, após ela ter me deixado. – Você poderia me fazer sentir mil dores em apenas perde você, mas esconder meu filho, tira-lo de mim, isso é imperdoável. – afirmo áspero deixando as lágrimas que antes continha, escorrem livremente por minha face. Ela me fita indescritível sem esboçar qualquer reação.
— Eu te amei tanto.... – resolve por fim falar com firmeza. – Você foi o mundo para mim, meu primeiro e único amor, ao seu lado eu me sentia viva e realizada, não queria nada além de você até o momento em que você mentiu para mim.... – suspira olhando em meus olhos como uma afirmação. – Quando engravidei, eu estava pronta para largar tudo de novo e voltar para você Oliver, e foi o que fiz – grita entredentes.
— Você fez o quê? Além de fugir – devolvo rispidamente.
— Mais uma vez.... Eu larguei tudo por você Oliver, abri mão dos meus sonhos, deixei meu irmão para trás, fui atrás de você em sua cidade, em um lugar desconhecido com a esperança que as coisas fossem diferentes, eu estava apegada a ideia que as coisas mudariam assim que você descobrisse sobre o nosso filho, que você poderia ter mudado…. Mas você não mudou – cospe as palavras secamente com a expressão fechada, ela não mudou apenas com a aparência, seus sentimentos mudaram. – Você disse que eu estava morta para você, em um passado bem distante e que nada que eu pudesse dizer, iria fazê-lo voltar atrás.
Suas palavras me acertam em cheio, me lembro muito bem em como Helena insistia em saber do meu relacionamento com Felicity, porque todas vezes que eu me entregava a bebida, era o nome dela que eu chamava enquanto estava nos braços de desconhecidas, nesse mesmo dia eu pude sentir o perfume dela invadir minhas narinas dominar todo meu espaço, acreditei que fosse coisa da minha cabeça, mas agora percebo que ela esteve mesmo lá.
— Você foi até Star City? – questiono incrédulo dando dois passos para frente.
— Eu estive lá Oliver – confirma distante. – Não fui tão cruel de ignorar seus direitos como pai – sorriu ficando bem próxima a mim com a postura rígida e ofensiva. – Mas uma mulher morta não pode gerar um filho e isso partiu o que sobrou do meu coração, a esperança de ficar ao seu lado se foi no mesmo momento em que você mentiu e depois me enterrou no fundo de um passado onde você errou.
— Eu disse tudo aquilo porque foi você quem me levou para a desilusão – rosno exaltado. – Mesmo assim não tem como fugir dos seus erros agora Felicity, estou falando do nosso filho, não de nós dois. – grito em lágrimas.
— Eu prometi a mim mesma nesse mesmo dia, que arrancaria você do peito Oliver, convivi todos esses anos com meus erros e com as escolhas que eu fiz, não estou aqui para ser inocentada, estou aqui para dizer tudo aquilo que você quer mesmo ouvir. – disse batendo no meu peito com as pontas dos dedos. – Sim Scott é seu filho, sim ele passou cinco anos da vida dele acreditando que o pai foi mesmo embora para um lugar onde ele nunca poderia ir, sim eu fui egoísta em esconder tudo isso dele assim como de você e sim eu errei em fazer todas essas escolhas, mas não tive nenhuma saída, tudo que você me fez passar martelava na minha cabeça, eu não conseguiria ficar ao seu lado, principalmente quando o seu amor por mim se tornou ódio.
— Eu abri mão de você.... Porque todas as noites eu me martirizava, com todas as escolhas ruins que fiz aqueles que amo passarem, começando por você Felicity. – admito triste. – Você disse adeus e eu também, eu quis apagar você do meu coração assim como você fez, não tente jogar a culpa em mim, onde nós dois estamos errados – sussurro secamente invadindo seu espaço e desmanchando sua postura de mulher forte, a casca que ela criou para esconder seus medos. – Mas esconder o Scott de mim.... Isso não possui perdão. – afirmo com o coração partido mas uma vez. – Scott olha para a TV e ver um mero jogador de futebol americano como um herói que ele sonhava em ter ao seu lado todos os dias, ele disse para mim bem aqui – aponto para o chão fazendo seus olhos marejarem. – Que amava um jogador, um amor que poderia ter sido de pai para filho, mas não foi, e isso é culpa sua.... Só sua.
— Oliver....
— Não tente mentir mais para mim, eu fui verdadeiro quando eu disse que te amava e que eu largaria tudo para ser só seu.... Mas na primeira briga você fugiu de mim com sua dor, não se importou com meus sentimentos também, não deu a mínima para minhas explicações, eu estava errado até o momento em que conheci você, depois de tudo que vivemos eu estava disposto a ser um novo homem.... Por você. – aperto os lábios limpando minhas lágrimas. Respiro fundo e volto a encara-la mesmo com a dor me consumindo por dentro. – A verdade sobre Scott era para ter sido dita há muitos anos apesar de tudo, eu não iria tira-lo dos seus braços se foi isso que você pensou, eu só queria ter sido o pai que ele merece, a mulher que eu mais amei me deu um filho, mas tirou de mim para me punir. –fungo com a voz baixa. – Você me fez quebrar mais uma vez, de uma maneira que o tempo não pode mais apagar.
— Não quero seu perdão Oliver – sussurra enxugando suas lágrimas. – Agora que sabe a verdade sobre Scott, pode recorrer à justiça em busca de seus direitos como pai.
— Eu não vou me prestar a esse papel – aviso ríspido deixando-a surpresa. – Não irei a justiça expor meu filho para os abutres da mídia tirar a paz dele diariamente, confundir a cabeça do nosso filho em uma guerra que é só nossa, isso para mim não compensa, eu quero apenas o amor dele e o tempo perdido, tudo que você foi capaz de tirar de mim.
— O que quer dizer com isso Oliver? – grita irritada. – Não tenho medo de você, se acha que tenho.
— Quero que diga a verdade a Scott, tem uma semana Felicity.... Apenas uma semana ou transformarei sua vida em um inferno, já que é disso que tem tanto medo. – alerto passando por ela.
— Não pode me ameaçar, não sou mais a garotinha que você seduziu, fraca ou até mesmo idiota – rosna me fazendo parar e olhar sobre os ombros. – Não tem mais esse direito sobre mim.
— Nunca achei que fosse fraca ou até mesmo idiota – retruco com sarcasmo. – Estou dando a você a oportunidade de se redimir, refazer seus conceitos sobre o que fez nosso filho passar sem um pai, agora é a hora de fazer o certo pelo o nosso filho, caso nesse período você não conte a verdade para ele, eu mesmo farei isso, Scott é um Queen ele tem meu sangue, também me pertence e precisa saber da verdade – aviso seco. – Meu filho tem um pai queira você ou não. – abro a porta olhando uma última vez para ela antes de sair e fechar a porta com estrondo. Tommy me observar calado e me segue pelo o corredor em passos largos, o comentarista anuncia o fim do jogo, informando que meu time ganhou mais uma disputa. Tenho um filho, estou feliz em saber que foi gerado pela a mulher que mais amei, mas estou triste em saber que foi por ela que voltei a sentir a dor de um mundo destruído novamente.
Pov Felicity.
— Desgraçado – grito magoada fechando as mãos em punhos. Nunca imaginei que isso doeria mais do que antes, me sinto fraca e vazia. Pedaços de mim voltam a cair, o mundo que criei foi parar fugir disso tudo, fugir dele. Saio do vestuário quase correndo, saindo do estádio esbarrando em algumas pessoas pelo percurso. Minhas lágrimas escorrem mesmo que eu não as deseje.
Olho para o céu escuro com os pontos brilhantes das estrelas se fazendo presente, o ar gelado esfria minha pele nas partes nuas, um buraco acabou de se abrir em meus pés e em meu peito. O pior de tudo é que ele de fato tem razão, me apaguei a ideia de ver Oliver como um mentiroso que não merecia o filho que acabei sendo a pior pessoa nessa história, eu como mãe não deveria ter tirado o direito de Scott conhecer seu pai, fiz isso por mim não pelo o meu garotinho.
— Amor conte todas as estrelas do céu – pediu Oliver com sorriso gostoso nos lábios apontando para as estrelas no céu escuro com gestos simples.
— Impossível Oliver – gargalho abaixando sua mão e me aninhando mais em seus braços. – Nunca saberemos quantas estrelas possui no espaço celestial – murmuro ainda fitando as estrelas.
— Então nunca saberemos qual a medida do nosso amor – sussurra ao meu ouvido.
— Não precisamos saber – sorrio beijando todo seu rosto. – Ele é infinito – afirmo arrancando um sorriso magnifico de seus lábios.
— Eu te amo mais do que qualquer outra coisa no mundo – diz acariciando meus braços. Ergo o olhar para ele com mais admiração, todos os dias eu me apaixono por Oliver.
— Eu te amo Oliver com todo meu coração – afirmo um pouco emocionada.
— Tudo que eu sinto por você, ficará guardado lembre-se sempre disso – pediu com carinho ficando de lado. – Eu prometo cuidar e te amar até os últimos dias de nossas vidas Felicity Smoak.
— Está me pedindo em casamento Sr. Queen – sorrio.
— Aceite essa flor como sua aliança – sorriu arrancando uma flor pequena do gramado onde nos encontramos deitados. – Como prova do meu amor – pisca colocando-a entre meus cabelos e a orelha.
— Eu sempre vou aceitar seu amor – sussurro perto o bastante para sentir seu hálito tocar minha face e me aquecer plenamente. – Minha vida sempre será só você Oliver. Seus lábios encontram os meus com suavidade, sua língua desliza pela minha boca ocasionando aquele arrepio gostoso e tudo que sinto por ele é ultrapassado apenas com um beijo, posso viver esse amor como sempre desejei.
Olho para o estádio com uma distância segura, não sei bem o quanto andei, as lembranças insistem em me torturar, me fazem lembrar de cada detalhe de uma vida que eu sempre desejei. Meu coração bate de maneira descompensada, a mulher forte que a cinco anos vive como se nada tivesse acontecido, agora se sente fraca, dois minutos com Oliver e eu desmorono por completo. Chamo um táxi e me encaminho para minha casa, Scott espera pela verdade e eu não sei bem por onde começar. Com alguns minutos chego em minha casa, pago a corrida e sigo em passos lentos pela grama fria após tirar os sapatos, entro na casa onde Ray me aguarda bebendo goles de whisky fitando o nada com a expressão cansada, minha vontade é de mata-lo, jogar seu corpo em um rio bem profundo, mas não consigo odiá-lo, porém tenho em mente minha vingança sobre ele. Mas não agora.
— Scott não quer dormir, insiste em esperar por você no quarto de brinquedos – explica distante. – Ele está feliz com a ideia do Oliver ser seu pai – sorriu sarcástico bebericando o liquido. – Sinto muito, o erro foi meu.
— Scott queria conhecer um jogador sem saber que era seu pai – suspiro. – Eu não fui uma boa mãe Ray? – sussurro encostada na porta com toda a tristeza que posso sentir. – Eu menti para meu filho, ele pagou o preço de não ter um pai por minha causa. – afirmo com uma dor no peito. – A culpa é minha.
— Do que está falando? – questiona se aproximando erguendo meu rosto entre suas mãos. – Você é a melhor mãe que Scott pode ter.
— Depois de todos esses anos eu estou com medo – fungo apertando os olhos com força fazendo as lágrimas escorrem. – Eu estou com medo Ray. – repito aflita com misto de irritação e nervosismo, meus sentimentos se misturam o que me confunde.
— Oliver não lhe fará nenhum mal Felicity – afirma olhando dentro dos meus olhos com um pouco de preocupação.
— Não é isso.... – soluço saindo dos seus toques. – Eu estive em um casulo todo esse tempo, onde só existia o Scott e você, isso me fazia forte e segura Ray.... Mas agora.... – aceno com as palavras ficando presas em minha garganta.
— Agora? – insiste buscando as palavras.
— Me sinto vulnerável – respondo com meu coração do tamanho de uma ervilha. – A Felicity que enfrentou tudo e todos para ser alguém onde as pessoas pudessem a ver forte, está com medo, porque Oliver Queen está de volta.
— Você ainda ama ele – afirma colocando as mãos no bolso.
— Não sei de fato o que ainda sinto pelo o Oliver, apesar de tudo – sussurro distante. – Oliver nunca saiu dos meus pensamentos porque todos os dias eu o vejo correr por essa casa, seja seu sorriso ou até a forma como fala, Scott sempre manteve o pai dele vivo em mim, eu acreditei que tinha apagado tudo que sentia por Oliver, mas vê-lo perto o bastante hoje me fez ver que nada mudou.
— O amor que você sente por ele nunca vai se apagar Felicity – diz Ray enquanto eu subo as escadas com lentidão. – O que pretende fazer?
— Conta a verdade para Scott – respondo triste. – E esperar que meu filho não me odeie. Respiro fundo me recompondo, com alguns segundos de coragem abro a porta do quarto de brinquedos onde encontro um Scott saltitante com seu pijama de carrinhos. Ao me notar entrar no cômodo ele vem até mim soltando o Bart no chão, seu ursinho em forma de tartaruga.
— Mamãe – solta um gritinho agudo sorrindo abertamente abraçando minha perna. – Você chegou.
— Meu amor – sussurro ficando de joelhos segurando seu rosto com as mãos para beija-lo com carinho.
— Mamãe... Oliver é meu pai? – questiona nervoso com olhinhos em expectativas. Vê-lo assim me deixa desnorteada.
— Tio Ray disse que tenho um segredo para você certo? – sorrio segurando pelos os seus ombros. Ele confirma com a cabeça e devolve o sorriso. – Muito bem, eu tenho – afirmo ficando em pé novamente e segurando em sua mão. – Vamos até meu quarto preciso mostrar algo. – chamo onde ele concorda e segue ao meu lado até meu quarto. Entro e deixo-o sentando na beirada da cama enquanto vou até meu closet, pego uma caixinha pequena na última gaveta, suspiro cansada voltando para o quarto. Deito na cama e chamo o mesmo para meu lado, Scott se aninha em meu braço livre. – Eu conheci seu pai há muito anos atrás, em outra cidade um pouco longe daqui – começo tirando a foto da caixa, a mesma que eu e Oliver tiramos quando saímos do cinema. – Nessa época seu pai não era um jogador de futebol americano – explico.
— É o Oliver – afirma admirado pegando a foto das minhas mãos para observar melhor. – Quem é essa? – pergunta confuso olhando para mim na foto onde estou olhando para Oliver com sorriso apaixonado nos lábios enquanto ele fita a câmera com um sorriso convencido.
— Sou eu.... – sorrio acariciando seus cabelos para o lado. – Um pouco diferente, mas sou eu, nessa época a mamãe gostava de coisas assim, cabelos negros e maquiagem forte – dou de ombros.
— Você sempre foi bonita mamãe – diz com carinho mais seus olhos não desgrudam do Queen. – Ele é mesmo o Oliver?
— Obrigada – murmuro com mesmo carinho. – Sim. Seu pai foi meu namorado por alguns meses, o nome dele é Oliver Queen, onde hoje é o jogador do seu time favorito. – confesso firme não por mim, mas pelo o amor que sinto por Scott, esse é o certo, sempre foi. Talvez ainda não seja tarde para livrar-me do inferno. – Eu e o Oliver brigamos a muito tempo sobre coisas de adultos, então a mamãe foi embora com você crescendo bem aqui.... – aponto para minha barriga observando sua expressão se alterar por um momento mais voltar a ficar suave.
— Oliver não amava você? – pergunta triste.
— Amava sim Scott – afirmo segurando seu rosto para que ele não chore. – Seu pai sempre me amou.
— Ele não me quis mamãe? – pergunta deixando as lágrimas escorrerem.
— Seu pai não sabia que eu estava esperando você – suspiro enxugando suas lágrimas. – Ele não teve culpa Scott sobre não saber da gravidez, eu errei em esconder a verdade dos dois.
— Por que você fez isso mamãe? – pergunta com soluço baixo.
— Porque eu tive medo de perde você para ele, mas eu estava errada, seu pai nunca faria isso comigo, éramos jovens, não sabíamos de nada, como agir e como seguir em frente entre todas as circunstâncias que vivíamos – explico espantando seu nervosismo. – Eu fiz você acreditar que não poderia ver seu pai porque ele não estava perto, mas ele sempre esteve em seu coração. Não me odeie – pedi deixando minhas lágrimas escorrerem. – Você é a pessoa que eu mais amo no mundo, não suportaria viver sem você.
— Eu te amo – balbucia beijando meu rosto o que me deixa confortável em seus pequenos braços. – Eu não vou deixar você mamãe.
— Eu sei que não vai – sussurro em seu ouvido um pouco tremula voltando a fitar seu rosto. – Vejo o quanto você gosta do Oliver – sorrio acariciando sua face. – Isso não vai mudar, apenas irá se ampliar em seu coração, porque todo o amor que você sente por ele agora não será mais como um simples jogador, agora é por seu pai.
— Então se o Oliver é meu pai ele pode me visitar, buscar na escola e me levar para os jogos do seu time – lista seus desejos animado. Afinal era tudo que Scott queria; um pai bom e admirável, como Oliver é para ele todos esses anos mesmo sendo apresentado como um jogador. Lembro-me quando tentei algo com Michael, um velho amigo e sócio da minha empresa, ele é um cara legal, Scott até gostou dele, mas não o sentia como um pai. – Eu só preciso que você me perdoe – pisco enxugando minhas lágrimas com olhar triste. – Eu prometo não tirar o Oliver da sua vida.
— Eu perdoo você mamãe – disse com sorriso, envolvendo meu pescoço com seus braços pequenos sua pura inocência é o que o torna mais especial, Scott sempre será o tipo de pessoa que verá o lado positivo acima de tudo, mesmo com todas as revelações bombásticas para um garotinho de apenas cinco anos, ele consegue ser mais forte do que eu, sei que seus pensamentos agora são apenas ter Oliver como seu pai e viver tudo aquilo que sempre sonhou. Inalo o cheirinho do seu pescoço dentro do seu aperto firme, aliso suas costas com delicadeza. – O papai agora pode me ajudar a cuidar de você – balbucia alisando meus cabelos. Sorrio com suas intenções e me afasto para olhar em seus olhos.
— Eu sei que sim – sussurro beijando seu rosto.
A dor é minha, os erros são meus, Scott não tem culpa, não quero mais ver meu filho em uma desilusão, onde seu pai estaria possivelmente morto para mim, agora que ele sabe de toda a verdade, está em seu direito em ter espaço e tempo com seu pai, sempre acreditei que não fosse tarde demais para isso, mesmo que o egoísmo tenha sido gerado da minha parte, na época eu pensei mais em mim do que em fazer Oliver enxergar a verdade sobre seu filho e Scott sobre seu pai. Vai ser uma nova jornada para ambos, tal jornada onde devemos rever nossos conceitos, chega de mentiras, por mais que a bela verdade doa mais ainda.
Uma semana depois.
Pov Oliver.
Não quis pressiona-la, os anos me fizeram diferente, enxergar as coisas de uma nova forma, toda a verdade sendo revelada me atingiu em cheio, tudo a minha volta estava mudando, assim que coloquei os olhos sobre Scott eu senti algo me puxar para ele, aquilo que a tempos eu não sentia por alguém, senso de proteção, só depois de tudo que se passou ao longo dessa semana percebi que a familiaridade de proteção era o que eu sentia por sua mãe no passado, vê-la assim mexeu comigo, tantos anos sem uma notícia sua ou algum tipo de imagem, reacendeu meus medos. Medos esses de voltar a ama-la novamente, mesmo com todas as mentiras, eu deveria do fundo da alma odiá-la, mas simplesmente não consigo, aquela mulher ainda possui o dom de me fazer de idiota. Coloco o boné para trás e respiro fundo pressionando a bola oval contra meu peito, a euforia do tempo que lhe ordenei faz acelerar cada parte do meu corpo, sou capaz de derrubar dez homens nesse campo só para ter uma resposta concreta das próximas ações de Felicity Smoak. Resolvi não ligar, ou procura-la, sei que o seu ódio mortal por mim pode atrapalhar as coisas em relação ao nosso filho. Pensando bem será que ela fugiu com meu filho? Não duvido, o que deixa meu corpo um pouco tremulo.
— Oliver – chama Diggle ficando a minha frente.
— Sim? – suspiro ainda frustrado.
— Você tem visita – sorriu indicando com a cabeça olhando sobre meus ombros. Giro sobre os calcanhares para ver Scott no final do campo correndo em disparada até mim com o novo uniforme do time, aquele que enviei um dia depois que o conheci.
— Oliver – solta um gritinho se agarrando em minhas pernas, solto a bola no chão e o ergo rapidamente em meus braços onde posso fita-lo melhor sem acreditar que ele está mesmo aqui. – Mamãe disse que você é meu papai, eu gosto de você Oliver, você me quer como seu filho? – solta sem fôlego puxando seu boné para os lados o que me faz sorrir com suas intenções, então enfim ela fez o certo, contou a verdade para nosso filho.
— Você agora faz parte de mim garotinho – afirmo alisando sua face com carinho. – Eu gosto de você também – sorrio passando o indicador sobre seu nariz.
— A mamãe disse que hoje é seu treino e eu posso ficar a tarde com você aqui, Silas nosso motorista vai ficar também e me levar para casa assim que acabar nossa tarde – informa puxando a blusa para baixo com expectativa o que me deixa bastante surpreso. Então além de contar a verdade ela já está deixando claro os horários sobre minhas visitas sem me consultar. Você me paga Felicity.
— Claro que sim – gaguejo animado. – Você está sozinho com o Silas? – questiono.
— Não – balança a cabeça. – Mamãe e tio Ray – aponta para o final do campo onde encontro a mesma nos fitar distante com as mãos dentro dos bolsos do seu sobretudo preto, cabelos presos em um rabo de cavalo curto. Scott deita em meu peito e acena para a mãe onde devolve o gesto e se vira para ir embora dando dois tapas nas costas de Ray que parece desconfortável, em passos decididos ela se vai colocando seus óculos escuros. – Tio Ray também vai ficar, mamãe disse que ele está de castigo por ter me deixado escapar da proteção dele – chama minha atenção voltando a me explicar. Punição essa que vou adorar. Infernizar a vida do Ray, por tudo que ele me fez passar no passado.
— Hey campeão – grita Tommy ao nosso lado arrancando uma gargalhada de Scott. – Sabia que você iria se tornar nosso mais novo mascote – bate palmas animado bagunçando os cabelos do meu garoto. – Vamos com tio Tommy, pretendo ensinar tudo sobre nossas partidas para você hoje.
Scott assente saindo dos meus braços entrando no jogo de Tommy. Peço para os mesmos terem cuidados enquanto os outros jogadores se aproximam para fazer o mesmo. Meus olhos permanecem naquela silhueta que se afasta cada vez mais, ela olha uma última vez sobre os ombros e sai do estádio com a postura soberana e a cabeça erguida, será mesmo que tudo aquilo que ela sentiu por mim morreu? E que fui capaz de transformar seu amor em ódio mortal por mim? Perguntas essas que me deixam inquieto.
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