This Love
10 Whataya want from me.
Notas iniciais
Hey, slow it down
Whataya want from me?
Whataya want from me?
Yeah, I'm afraid
Whataya want from me?
Whataya want from me?
Adam Lambert -- Whataya want from me
Pov Oliver Queen.
Por que diabos eu estava surpreso com a visita de Felicity Smoak no meu ambiente de trabalho? Essa rainha do gelo criada por ela só me surpreende cada vez mais, para quem disse que não queria invadir meu espaço, ela até que foi rápida demais.
— Oliver – chama Tommy com suspiro baixo colocando o capacete. – Por favor se concentre no campo, esses treinos são importantes para a semifinal do campeonato.
— Estou ciente disso – afirmo com uma carranca colocando meu capacete. – Não se preocupe. – sussurro ajeitando minha luvas.
— Oliver pode me ouvir? – questionou Damien através do comunicador do capacete onde só eu possuo por planejar as jogadas juntamente com o mesmo.
— Sim – acenei positivamente para o mesmo na beirada do campo que assente com a cabeça. No percurso olhei de relance Felicity conversar algo com Scott que devolvia palavras para a mesma apontando para o campo com risadas gostosas. – Vamos começar – informei voltando minha atenção para ambos jogadores.
Me posicionei na linha de trás enquanto Diggle, Roy e Tommy seguiam para as suas respectivas posições em campo assim como os outros jogadores. Tommy ergue o olhar para Martin que seria o nosso defensor adversário caso estivesse em uma partida oficial. Com a bola oval pressionada no chão Tommy abaixa-se sem tocar o chão com o corpo assim como os outros. Damien sinaliza o início da partida. Em sua jogada Tommy repassa a bola para mim com movimento rápido por debaixo de suas pernas, sigo pela a lateral esquerda do campo, ao perceber os bloqueadores se aproximarem, corro o mais rápido que posso e consigo desviar de um derrubando-o no chão em um movimento bruto com meu ombro direito, Diggle bloqueia dois por mim para me dar espaço na corrida, mas vejo que não chegarei até linha de gol sem apoio, então como cérebro do time e líder sei bem que nem todos os pontos dependem de mim e sim de todos, repasso a bola para Roy meu Running Back que com certa agilidade dribla outros jogadores e segue para a linha de fundo.
— Roy – grito para que ele devolva a bola antes que seja bloqueado. Com um simples impulso ele volta a bola para mim assim que me livro dos bloqueadores de esquerda chegando na linha de gol marcando o primeiro touchdown da partida abrindo seis pontos de vantagem. – Perfeito! – elogio ofegante para o mesmo que sorri de volta.
— Troquem de posições – ordena Damien para Diggle e Martin. – Preciso que Oliver tente passar por um bloqueador maior – sorriu me fazendo revirar os olhos.
— Não vale me destruir Diggle – avisei com uma carranca voltando para minha posição.
— Não seja mulherzinha – gargalhou Tommy pegando a bola novamente. – Eu aguento o pior aqui, por você – apontou para dois jogadores grandes onde o mesmo precisa fazer sua defesa para que eu possa passar.
— Vamos lá, Oliver – pisca Diggle com sarcasmo.
Balanço a cabeça com uma risada, espero Damien sinalizar para recomeçar a partida, o mesmo faz e seguimos entre outras jogadas, tento passar por Diggle, mas com o movimento rápido e bruto o mesmo me bloqueia, derrubando-me no chão, pegando a bola. Gemo ao sentir minhas costelas se chocarem com o chão duro.
— Diggle! – resmungo baixo com outro gemido. – Não vou chegar na semifinal nunca desse jeito – bufo soltando o ar esparramado na grama. Respiro fundo fitando o céu azul, com alguns minutos uma sombra me cobre, vejo Scott nervoso colocando suas pequenas mãos sobre meu peito.
— Papai – choraminga meloso. – Papai – repete irritado.
— Estou bem – sorrio para ele que devolve o sorriso mostrando todos os dentinhos branco.
— Scott? Ele está morto? – escuto a risada de Felicity no final do campo. Reviro os olhos me erguendo do chão novamente limpando a sujeira do meu uniforme.
— Por que você simplesmente não joga no meu lugar? – esbravejo observando ela tomar grandes goles da sua agua entediada. Volta o olhar para mim dando de ombros e recolocando seus óculos de sol. – Tirana – acuso mordendo o lábio contendo a irritação que já se espalha por todo o meu corpo.
— Tira o quê papai? – questiona Scott confuso.
— Tira ele daqui Oliver – Tommy vem ao meu auxilio. – Ele está pedindo para você voltar para sua mamãe Scott – sorriu bagunçando os cabelos de Scott que nega com a cabeça, sem querer se afastar de nós.
— Isso.... Preciso que fique com sua mãe, estou bem – afirmo alisando sua face. Ele parece relaxar por um momento. Mas antes ele pisa com força no pé de Diggle com a cara fechada.
— Não empurre meu papai – ordenou correndo de volta para sua mãe. Diggle geme enquanto os outros caem na gargalhada.
— Vamos logo com isso – empurrei ambos para suas posições para retornar o treino.
[.....]
Seguimos com quatros períodos de treinos, o dia se passou rápido, sempre que eu olhava para Felicity, ela estava olhando para o celular, revistas e até coisas que não tinha no céu, tudo para não me ver jogar, então no final da partida Martin precisou sair para resolver algo de extrema importância, isso me levaria ao plano perfeito; eu teria atenção da dama de gelo assim como minha vingança sobre Ray estaria lançada. Me pareceu mais que perfeito!
— Precisamos de um reserva – decretei para Damien que me encarou confuso. – Não podemos jogar com desfalque – dei de ombros.
— Não temos reserva – franziu o cenho confuso.
— Temos sim – sorri maquiavélico apontado para Ray que discutia algo com Felicity. – Ele sabe tudo sobre os jogos, serve como bloqueador – acrescentei o que fez Damien refleti animado. Por fim ele concordou e foi até Ray que pareceu surpreso com a proposta.
— Não. Não – negou Ray com aceno nervoso. – Não posso jogar – sorriu.
— Não me diga que está com medo? – gargalhamos.
— Não estou Queen! – fuzilou-me com olhar irritado. – Só não quero jogar com você.
— Ray.... Quantas chances na vida você vai ter de jogar em um time vencedor. Somos os Green Donald´s cara! – abriu os braços Tommy com sarcasmo.
— Sua cota de mulheres vai decair, assim que elas souberem que você não quis participar de uma partida com os Green Donald´s – piscou Roy jogando a bola para cima voltando a segurar a mesma com uma risada.
— Prometo não quebrar seus valiosos ossos – afirmou Diggle acariciando suas luvas com cinismo fechando os punhos.
Ergui uma sobrancelha em questão para Ray que me fitava desconfortável em seu assento. Scott começo a incentiva o Tio a participar da partida com toda animação, entre pulinhos extensos e risadas gostosas, Felicity por sua vez parecia refletir abrindo um sorriso malicioso para o irmão.
Pov Felicity.
Eu estava entendo plenamente o que Oliver desejava fazer, punir Ray em uma partida, eu por outro lado adorei sua intenção, pois Ray estava dentro dos meus planos de vingança por ter perdido meu filho em um maldito jogo onde continha milhares de pessoas, entre elas podia ter pessoas de má conduta, o pensamento me estremeceu, então voltei para a realidade, com sorriso torto encarei Ray, ele iria pagar por ter feito encontrar Oliver novamente, me fazendo ficar sem saída.
— Você vai sim – sorri malvadamente empurrando-o para que se vestisse com o uniforme extra do time. – Não adianta se recusar.
— Tio! Joga com o papai – pediu Scott ao meu lado ajudando a empurrar Ray para o vestuário que mais parecia uma mula empacada no lugar.
— Felicity – esbravejou irritado. – Ele vai me destroçar no campo.
— Bem feito – soltei uma risada maléfica conseguindo fazer o mesmo andar. – Eu disse que minha vingança estava a caminho, você perdeu meu filho em meio a várias pessoas desconhecidas, eu deveria ter te matado, mas não, estou te dando a oportunidade de....
— De morrer por outras mãos – interrompeu nervoso. – Você é minha irmã, sua louca – girou sobre os calcanhares para me fuzilar com o olhar. – Não pode deixar aquele Queen me matar!
— Por que o papai faria isso mamãe? – questionou Scott nervoso.
— Brincadeira do Tio Ray – gargalhei pegando-o para meu colo. – Seu pai não vai fazer nada que seu tio não queira.
— Vai tio – insistiu Scott com os olhinhos pidões e um bico fofo moldado nos lábios rosados.
— Tudo bem – rosnou Ray entrando no vestuário como um raio fechando a porta. Ergui a mão no ar para Scott que bateu com sua mãozinha, encho ele de beijos que gargalha, beijando toda minha face de volta.
— Cadê ele? – pulo para o lado com Oliver ficando a minha frente de repente. – Fugiu? – ergue uma sobrancelha com a expressão divertida.
— Não – faço uma careta para ele. – Meu irmão não é um covarde – ignoro sua presença, voltando minha atenção para Scott que estica os braços para Oliver de imediato.
— Papai – chama nervoso com aceno de mãos. – Quero meu papai!
— Venha – sorriu o mesmo pegando Scott para si rapidamente. Reviro os olhos, Scott com apenas alguns dias está completamente enfeitiçado pelo o pai. Certo que eu não desejava que Scott odiasse o mesmo, mas todo esse amor do dia para noite me deixa inquieta. – ..... Amanhã eu vou sim – saio dos devaneios com Oliver confirmando algo para Scott que sorrir animado pressionando os dedos em uma covinha do sorriso do Pai.
— Posso saber qual a animação? – cruzei os braços sobre o peito.
— Não – suspirou Oliver ignorando-me.
— Papai vai me buscar na escola – esclarece Scott beijando o rosto do pai.
— Não precisa – neguei prontamente fazendo os dois fecharem a cara. – Silas sempre vai ou Ray – franzi o cenho para os dois.
— Eu vou sim, sou o pai dele, nada e nem ninguém pode me impedir disso, muito menos você Felicity – decretou Oliver irritado.
— Os meus coleguinhas sempre vão para casa com os papais deles – choraminga Scott escondendo o rosto na curvatura do pescoço de Oliver que me lança um olhar frio.
— Eu vou buscar você todos os dias da semana Scott – sorriu Oliver me arrancando um resmungo baixo. – Não se preocupe com isso, meu filho – sobressaltou a última palavra apenas para me ferir ou me provocar. Fecho a cara e bato na porta com força a ponto de pôr a porta abaixo com a demora de Ray em sair e Oliver me fitando como cretino malvado.
— Anda Ray não temos o dia todo – grito irritada socando a porta.
— Tio – chama Scott batendo na porta repetindo meus gestos.
— Já acabou? – questiona irritado saindo de dentro do vestuário. – Não fugi – rosna para Oliver que deu de ombros beijando a face de Scott com carinho.
— Vamos – chamou Sr. Malvado com Scott ainda nos braços passando por mim rapidamente. Olha para Ray que parece procurar uma forma de fugir vestido com o uniforme do time.
— Vai ser divertido – gargalho dando tapinhas em suas costas incentivando a continuar em nosso jogo. – Você que procurou primeiro – esclareço começando a seguir o Queen.
— Você é uma Elsa humana sabia? – rosna atrás de mim.
— Eu te amo— movo os lábios para Scott ignorando Ray atrás de mim. Scott se agarra no pescoço do pai como se fosse algum tesouro valioso. – Vem para mim – chamo com as mãos em sussurro baixo, mas ele apenas nega com a cabeça o que me faz revirar os olhos. – Vou cortar seus chocolates – resmungo para mim.
Assim que chegamos no campo vejo todos os jogadores soltar assovios e incentivar Ray a prosseguir ao centro do campo. Tommy como sádico que é, puxa Ray até uma linha do meio, gesticula algumas coisas para o mesmo que parece entender.
— Felicity – quase grita Oliver me dando um susto.
— Você poder ser um pouco menos possesivo – esbravejo. – Não sou surda.
— Mas toda vez que chamo sua atenção, parece que está – retruca me entregando Scott. – Cuide dele – ordena deixando um beijo na face de Scott que sorri e retribui o gesto passando as mãos nos cabelos, sua proximidade me faz inalar seu cheiro, ele correu quase uma hora nesse campo e ainda não perdeu o cheiro amadeirado.
— Eu tenho feito isso a cinco anos – inspiro dando um passo para trás. Ele está perto demais. Não deixe que ele te afete Felicity minha consciência ordena.
— Papai! Tio vai ficar do seu lado? – questiona Scott nervoso.
— Não hoje Scott – responde com uma risada. – Hoje ele é o inimigo – pisca. Vish! Pobre Ray hoje a vaca vai para o brejo! O mesmo põe de volta seu capacete e se afasta o que me deixa inquieta, a presença de Oliver esses dias me deixa nervosa internamente.
— Mamãe o que é inimigo? – pergunta Scott chamando minha atenção. O real sentindo prefiro não contar, ele não entenderia, então resolvo apenas explicar em campo.
— É o time oposto, a qual seu pai deve jogar e ganhar do mesmo – sorrio sentando no banco. Ele desce do meu colo e fica encostado em meio as minhas pernas encarando o campo confuso.
— Tio Ray vai ganhar? – questiona apontando para o mesmo que encara Diggle como a visão do submundo, aquela montanha de músculos vai fazer um estrago com meu irmão. Meu Deus!
— Eu creio que sim – sussurro não muito convicta.
— Papai vai ganhar?
— Eu espero que não – abafo minha risada sarcástica.
— Mamãe – repreende irritado.
— Desculpe – sorrio beijando seus cabelos.
O mesmo relaxa e volta a fitar o campo com animação. Ergo o olhar e vejo Ray e outro jogadores ficarem na posição de bloqueadores, Oliver fica na sua posição máster e o Tommy posicionando a bola para repasse. O treinador dá início a última partida, Oliver pega a bola e corre pela lateral do campo seus músculos flexionam a cada movimento dentro daquela roupa apertada, por um momento sinto meu rosto corar, a visão é muito bonita de ser ver, não posso deixar de admitir. Diggle tenta bloquear o mesmo mais ele é mais rápido e desvia, chegou a vez de Ray. Vai irmão você consegue.... Deus não poderia ter tombo pior! Oliver passa por cima como um trator deixando um Ray morrendo no chão.
— Mamãe tio Ray caiu – disse Scott nervoso.
— Caiu é pouco.... – gargalho com os olhos marejados. O mesmo se levanta irritado enquanto Oliver marca seus pontos.
— Ray tenta bloquear com mais força – solta uma risada Tommy com sarcasmo – Vamos lá amigo.
— Você está adorando isso – cospe as palavras Ray para mim ofegante. Bato palmas e incentivo com as mãos para que ele continue a jogar.
— Não seja fraco – grito com sarcasmo.
— Tio.... Não bata no papai – ordena Scott.
— Scott – repreende Ray incrédulo. – Ele está quase matando seu tio aqui e você ainda fica do lado dele?
— Meu papai – choraminga meloso se virando para mim.
— Ele vai ficar bem meu amor – acaricio seus cabelos com carinho. Como se o Queen estivesse levando algum tipo de surra de Ray. O pobre do meu irmão está conhecendo o inferno de perto. – Seu pai é forte querido.
— De novo – ordena o treinador com apito estridente. O mesmo recomeça a partida, Diggle se põe no caminho mais sai da frente de Oliver o que faz Ray correr atrás do mesmo disparado, antes mesmo que Ray o tocasse dois defensores de Oliver derruba-o no chão. Fecho meus os olhos e de Scott com as minhas mãos pois aquilo não era mais jogo, mais sim algum tipo de atendado contra Ray.
— Não creio que você saia vivo dessa – gargalho com os ouvidos de Scott tampados. – Não quebre os ossos do Ray, pois ainda preciso dele na empresa.
Só duas coisas se passavam na minha mente, Ray iria morrer ou ser massacrado, Oliver não estava para brincadeira.
[....]
— Preciso de gelo.... Muito gelo – gemeu Ray assim que entramos em casa. – E analgésicos.... Muitos analgésicos para ser mais especifico – esticou os braços para cima com cada estralo que dava arrepios na espinha.
— Silas por favor coloque Scott na cama dele – ordenei para o mesmo que seguiu pelas as escadas. Scott dormia em seus braços com a expressão relaxada. Assim que ele dormiu foi minha deixa para sair de perto do Queen.
Tirei meus sapatos e joguei a bolsa no sofá segui para a cozinha onde Loise, minha diarista estava a cortar alguns legumes.
— Boa noite senhora – cumprimentou com sorriso torto.
— Temos gelo? – perguntei.
— Sim – limpou as mãos e foi até a geladeira.
— Preciso de tudo que tiver – expliquei dando uma mordida na maça. A mesma assentiu e tirou todo o gelo que continha no congelador, colocou em um balde de aço pequeno, preenchi com pouco de agua gelada seguindo para o quarto de Ray. – Seu gelo – informei entrando no quarto.
— Deixe aí.... Depois eu uso – pediu. Soltei uma risada maléfica e entrei no banheiro. – Felicity – esbravejou irritado jogando agua em mim coberto por espumas dentro da banheira. – Sai daqui sua louca!
— Seu gelo – repeti despejando na banheira fazendo gritar. – Faça bom proveito – sorri saindo do banheiro cantarolando.
— Você ainda me paga sua malévola do gelo – gritou, o que não me abalou em nada. Segui para o quarto do meu pequeno. Tirei seus sapatos e o boné, observando meu pedacinho relaxado na cama, deixei um beijo casto em seu rosto passando o lençol sobre ele.
— Você é tudo que importa para mim – afirmei afagando seu cabelo curto e sedoso. – Scott Queen – suspirei com uma risada baixa e cansada saindo do quarto para seguir para o meu.
Dias depois.
— ..... Assim você poderia ser a mãe do meu filho – estalou os dedos Curtis em minha frente. – Felicity em que mundo você está?
— Desculpe – pedi me ajeitando na cadeira. – São só alguns problemas. – acenei me recompondo.
Desde que Oliver entrou no meu caminho estou definitivamente no mundo da lua. Cada passo dele ou ações estão mexendo comigo ou me deixando louca de fato.
— Por que não me contou que dormiu com aquele jogador gostoso? – sorriu cruzando os braços sobre o peito.
— Porque não preciso está lembrando que transei com aquele jogador gostoso – mordi o lábio irritada. – Mentiroso – balancei a cabeça. – Mentiroso – repeti nervosa. – Curtis, tudo que desejo agora é esquecer do Oliver.
— Acho difícil querida, já que os dois tem um filho juntos, você está solteira ele também, vai que rola uma recaída, rasgam as roupas no meio do campo mesmo – sorriu cinicamente ajeitando os óculos.
— Você está louco – praguejo ajeitando os papeis a minha frente com nervosismo. – Nem que o mar volte a se abrir eu volto para o Oliver – resmungo me erguendo da cadeira com a postura ereta. – Então o que você estava dizendo sobre filhos? – corto o assunto antes que eu o jogue pela janela com esse assunto.
— Eu e meu marido queremos um filho você poderia ser minha barriga de aluguel – sugeriu piscando freneticamente com sorriso Colgate. – Aceito até você fazer o baby com o Queen gostoso, apenas me deixaria mais feliz a criança seria perfeita como Scott é.
— Curtis – reprendi incrédula. Mas que proposta dos infernos era essa? – Você é meu grande amigo a anos, mas gerar um bebê para entrega-lo a outra pessoa, não conseguiria, não julgo as mulheres que fazem isso, mas veja, o Scott é tudo para mim, não consigo ficar sem ele um segundo.
— Desculpe não quis parecer evasivo, mais a ideia de ter um Queen Jr. Ainda está de pé, é só dormir com o gostoso lá e engravidar de novo – gargalhou sarcástico.
— Você está bebendo? Usando drogas? Caiu bateu com a cabeça? Está sem sexo a quanto tempo? – ergui as sobrancelhas.
— Estou só brincando com você – soltou uma risada histérica me fazendo fechar a cara. – Mas se quiser me dar um baby do jogador gostoso eu aceito.
— Desapareça – ordenei irritada.
— Eu te amo também – sussurrou soltando um beijo no ar. – Espera – quase gritou voltando a traz segurando por meus ombros abruptamente. – Tem outro gostoso aqui.
— O quê? – franzi o cenho confusa.
— Depois me passa a receita, porque nunca vi uma mulher para dormi com os homens mais desejados do país – bufou me girando sobre os ombros. Arregalo os olhos ao ver Michael meu sócio vindo em nossa direção. – Diga-me que você ainda transa com ele?
— Não – sussurrei nervosa. – Faz meses.
— Meu Deus, ele está vindo, gostoso sócio, gostoso jogador, tem mais algum outro tipo de gostoso em sua lista? – questionou nervoso me empurrando para frente.
— Felicity – sorriu Michael estendo a mão para mim. – Quanto tempo?
— Michael que surpresa – sorri recebendo seu cumprimento, ele ainda se mantém charmoso e muito acolhedor de fato. Com um terno preto alinhado ao corpo deixando seus músculos escondidos, mais notáveis mesmo com tecido por cima, seus cabelos bagunçados para o lado em um preto brilhante, um sorriso impecável moldado nos lábios, sem barba com a pele pálida. Os olhos é um verde perfeito, ele mais parecia um anjo.
— Curtis – acenou para o mesmo que passou por mim como um raio quase me derrubando no percurso.
— Michael, faz um tempo que você não se desloca para Nova York – disse Curtis dando de ombros apertando as mãos com sorriso que mostra todos os dentes.
— Como Felicity não compareceu a nossa filial em Miami algumas semanas, resolvi me deslocar para ver o que acontecia pessoalmente, ela não é mulher de deixar seus compromissos pendentes – respondeu ainda sorrindo. Não sou mesmo, pelo menos disso ele tinha razão.
— Bom preciso ir – despediu-se Curtis sinalizando para a saída. Michael voltou sua atenção para mim com olhar penetrante. Curtis fazia gestos que eu não entendia, mas apenas ignorei observando ele desaparecer pelo elevador.
— Um telefonema dizendo: Não posso ir, problemas pessoais, beijos Felicity cuide de tudo por mim – franziu o cenho desconfiado. – Nunca tivemos segredos Felicity.
— Desculpe – encostei sobre a mesa cruzando os braços sobre o peito relaxando os ombros. – Não pude mesmo comparecer, mas sei que você fez seu trabalho perfeitamente como sempre.
— Sei que quando estamos na empresa é tudo profissional, mas agora estou aqui como seu amigo. – afirmou próximo, ergo o olhar apertando os lábios. – O que aconteceu?
— O pai do Scott – acenei com uma carranca. – Ele sabe sobre o Scott.
— Ele quer tira-lo de você? – perguntou desconfortável.
— Não – neguei prontamente. – Só que agora, ele está em todos os lugares e isso me deixa fora de controle.
— Estou aqui, posso ser seu apoio sempre que quiser – sorriu segurando minhas mãos para cima deixando beijos sobre o dorso.
— Obrigada – pisquei. Mas os toques de Michael já não me aqueciam mais, com o passar do tempo notamos que tudo que se passava entre nós era apenas sexo, e que aquilo não fazia bem para ninguém, então eu o afastei, mantendo apenas o profissional entre nós, uma longa amizade de anos sempre foi saudável para mim, ele gosta do meu filho como seu e isso sempre me deixou feliz. Michael é uma ótima pessoa em si.
— Michael – gritou Scott animado entrando na sala com uma rapidez se jogando nas pernas do mesmo.
— Hey, campeão que saudades de você – gargalhou pegando Scott para seus braços. – Eu trouxe seus presentes.
— Eu quero – soltou um gritinho animado abraçando Michael com carinho pelo pescoço. Com maxilar trincado, olhar azul mortal e passos largos vestido com uma calça jeans escura, uma camisa preta com o nome do time em destaque e seu velho boné virado para trás, Oliver fica ao meu lado observando Michael como um extraterrestre. – Esse é meu papai – apresenta Scott antes que qualquer um naquela sala, que se tornou muito pequena para nós, soltasse alguma frase.
— Oliver Queen, pai do Scott – esticou a mão com uma carranca assassina soltando faíscas com os olhos.
— Michael Willians. Padrinho de Scott, ou seja, segundo pai – devolveu o aperto Michael com a expressão fechada. Talvez estivéssemos diante de uma batalha mortal.
— Em todo lugar – repeti para Michael que sorriu para mim compreendo minha última frase antes de Oliver chegar com Scott da escola.
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