This Love

18 Tenerife Sea.


Notas iniciais
Genteeeee, desculpa a demora, nossa faz um tempinho que não entro na minha conta aqui no Nyah, estava muito ocupada, com a universidade e problemas pessoais, acabei recendo muitas mensagens no privado por conta do meu sumiço, e os puxões de orelhas, foram enormes isso eu garanto a todos, eu sei, eu sei. Fui má em faze-los acreditar de tinha desistido de This Love, mas como eu disse, jamais faria isso, quando eu começo algo, eu finalizo e vou até o fim, tem minha promessa, eu não escrevo durante o dia, mas sim durante a madrugada, quando todos dormem, assim eu tenho minha paz interior para escrever, apenas com a tela do notebook como luz – respondendo alguns leitores – enfim me perdoem. Boa leitura!

I'm so in love, so in love
So in love, so in love
Lumière, darling
Lumière over me
Should this be the last thing I see
I want you to know that's enough for me
'Cause all that you are is all that I'll ever need.

Ed Sheeran — Tenerife Sea

Pov Tommy.

Sorri para Scott enquanto o mesmo fitava o sorvete como uma obra dos deuses a sua frente, independente do que acontecesse com Moira, Oliver e Felicity, eu tomaria conta do pequeno Queen, hoje, como se fosse um pedaço de mim também, afinal Oliver sempre será um irmão, o que eu não tive, e eu estaria aqui por ele, como sempre vou estar.

— Tio. – chamou Scott um pouco inseguro, após lamber seu sorvete de chocolate com intensidade, saboreando o sabor por um longo minuto. Inclinei meu tronco para frente, para ouvi-lo melhor, devido as buzinas dos carros e as vozes ao nosso redor, era necessária uma aproximação maior.

— O que foi? Não gostou? – sorri olhando em seus olhos azuis, que devido a claridade do dia ensolarado brilharam intensamente. Ele realmente é um garotinho esperto e muito bonito, então acredito que daqui alguns anos, Scott poderá ser mais bonito que o próprio pai. Essa mistura Smoak com Queen, funciona de maneira um pouco sobrenatural, a beleza dos filhos desses dois deveria ser estudada. Afastei meus pensamentos e voltei minha atenção para Scott.

— Está bom. – afirmou com uma covinha espessa nas bochechas fofas e rosadas. – Por que eu não pude ficar com meu papai? – choramingou confuso descendo o olhar para seu sorvete novamente. – Queria brincar com minha vovó. – confessou.

— São assuntos de seus pais com sua vovó. – dei de ombros tentando contornar a situação. – Chato e entediante. – acrescentei com uma careta voltando para minha posição ereta, apoiando meu corpo na perna esquerda. – Você ainda tem muito tempo com eles, então vamos apenas aproveitar nosso dia, e deixá-los se entenderem sozinhos. – estiquei minha mão para ele, que agarrou e começou a caminhar ao meu lado tranquilamente, voltando sua atenção para seu sorvete, me senti aliviado, por ele deixar de lado seus questionamentos, vi uma vez na TV que esses pequenos seres humanos, aos seus cinco e oito anos de idade perguntam pelos cotovelos, então me imaginar respondendo tudo com as palavras certas não seria uma boa ideia, eu enfim me assumo, não sou o cara competente, para educar essa minutaras humanas.

— Tommy. – berrou Thea sem folego chegando ao nosso lado, tirando seu óculos escuro. – Onde vamos? – sorriu olhando para Scott com carinho.

— Onde diabos você estava?

— Eu fui dar um beijo no meu namorado. – respondeu quase ofendida. Franzi o cenho de maneira divertida, dando beijos no namorado, no século em que vivemos? Acho um pouco difícil. Mas afastei meus pensamentos impuros.

— Então, vamos passear pelo o parque, não temos treino, e a conversa entre Queens e Smoak, será longa e chata. – suspirei chegando a uma pista de corrida e caminhada, notando alguns mulheres gravidas se aglomerarem logo a frente com roupas de ginasticas.

— Tudo bem então. – concordou com sorriso terno.

— Tia, eu tenho um primo? – soltou Scott me fazendo tossir mesmo com a garganta seca. Começou a chuva de perguntas, desci o olhar para ele que parecia muito animado, com seu questionamento.

— Primo? Como assim um primo? – franzi o cenho, Thea com uma confusão idiota. Revirei os olhos. Por Deus! Nem eu, que era homem e um cretino, não queria e nem tinha filhos, sabia exatamente onde Scott queria chegar com essa pergunta.

— Ele quer saber se você tem filhos. – sugeri banalmente.

— Ah, não, não querido. – negou nervosa. – Mas por que da pergunta? – Thea sorriu e ficou à frente do mesmo, na mesma altura, segurando-o pelos os ombros.

Scott pareceu chateado por um longo momento entregando para mim o resto do sorvete, seus olhos azuis perderam o brilho e o mesmo ficou murcho como um maracujá. Nossa, esse olhar foi tão profundo.

— Não tenho primos do Tio Ray, sou sozinho no mundo, apenas meus amiguinhos da escola para me fazer companhia nas aulas, mas só na escola, depois eu fico em casa com meu tio, minha mamãe e meus brinquedos. – esclareceu magoado. Engoli em seco e senti meus próprios olhos marejarem com suas palavras. Não sabia que esse pequeno garotinho sofria dessa maneira. Por que Felicity não teve gêmeos? Tudo tinha sido mais fácil.

— Oh, sinto muito querido. – disse Thea com carinho afastando seus cabelos curtos para trás da orelha. – Mais todos nós ainda teremos filhos, mesmo que você seja o mais velho e um grande rapazinho, sei que vai ama-los e cuidar bem deles, assim não se sentirá tão sozinho. – ofereceu Thea, sem saber o que fazer, assim como eu, nunca estive tão em silencio como agora, de alguma forma Scott, acabou acendendo algo em mim, o que me fez falar algo mais profundo.

— Hey. – chamei puxando-o para mim, assim que me agachei e fiquei a sua altura, o mesmo deslizou entre minhas pernas e começou a brincar com os botões da minha camisa. – Não fique triste com isso, seus pais tiveram um motivo para não ter mais filhos, e nós não encontramos as pessoas certas para forma uma família até o momento, mas sei que em um futuro bem próximo, seremos uma família grande e feliz. – soltei o ar lhe arrancando um sorriso bobo. – Não se preocupe, pretendo ter uma família do tamanho dos GD´s. – me referi ao meu time com desdém.

— Então.... – começou Scott esperançoso. – Você vai procurar uma noiva? Para me dar um primo? – sugeriu com sorriso meigo nos lábios, soltei uma risada larga entrando em seu jogo. Que garoto esperto! Para sua idade, ele mais parece um pequeno gênio. Me senti completamente orgulhoso.

Thea desceu o olhar para nós de maneira impressionada e agradável com aquilo que ouvia e via entre nós dois.

— Vamos ver.... – sorri com sarcasmo me erguendo novamente e fingindo procurar meu alvo pelo o vasto parque. – Vamos ver onde minha possível noiva estar. – procurei mais um pouco com a mão aberta sobre minhas sobrancelhas, fazendo uma pequena sombra.

— Tommy. – gargalhou Thea ao meu lado. – Acho difícil ter alguém nesse parque, que ature suas sandices.

— Sou adorável Thea, qualquer mulher em sã consciência casaria comigo hoje mesmo, e me daria um time grande de filhos. – dei de ombros observando uma gravida se alongar, por sua aparência ela deveria ter ao menos uns cinco meses de gestação, barriga pequena e bem redonda, sorriso amarelo e cabelos negros amarrados no topo da cabeça com uma tiara azul envolta. – Uma esposa.... – pensei distante. Aquilo me fez realmente questionar, nunca pensei em casar, ou ao menos ter filhos, meus únicos pensamentos ou sentimentos, era apenas transar sem compromisso até envelhecer.... mas no fim das contas eu terminaria sozinho, não me imagino com um gato como velho companheiro, fiz uma careta e comecei a procurar por alguma mulher admirável novamente, mesmo que fosse por brincadeira.

— Tia Cait. – gritou Scott me dando um pequeno susto, ao soltar minha mão e sair correndo entre as pessoas, meu coração falhou várias batidas o que me fez sair correndo atrás dele, esbarrando em algumas pessoas no percurso, ofeguei acompanhando sua cabeleira loira se dirigir a um grupo de mulheres, espera ai! As mulheres gravidas?

— Scott. – sorriu abertamente a linda mulher de cabelos castanhos amarrado em um rabo de cavalo, roupas de ginastica negras em seu corpo magro, pele pálida adquirindo um brilho sobre a luz do sol, seus braços magros envolveram o corpo de Scott em um aperto de ursa, respirei com dificuldade estancando no lugar ao notar de quem se tratava, bem ali.

— Caitlin? – franzi o cenho com o coração acelerado, tentando não atropelar as palavras devido a respiração falha.

A mesma ergueu o olhar para mim, com sorriso lindo nos lábios rosados, aquilo me fez estremecer pela vontade de agarra-la ali mesmo, entre as barrigas daquelas mulheres. Ela voltou a sua posição com Scott agarrado a sua perna esquerda. Com a mão acariciando os fios loiros dele.

— Olá, Thomas. – cumprimentou suave. – O que faz aqui?

— Eu? Ah, por favor, só Tommy, afinal somos quase da mesma família. – ofereci com um charme disfarçado.

— Hum. – Pensou e entrou no jogo. – Somos quase uma família. – piscou fazendo Scott sorrir animadamente ainda agarrado a sua perna. – Sim você, o que faz aqui? – insistiu com uma risada baixa, fazendo todas as outras mulheres rirem consigo, senti minha pele esquentar, eu estava envergonhado? Mas que porra. Nunca ninguém me deixou envergonhado assim.

— Estou passeando com pequeno Queen, Felicity está conhecendo ou tendo uma conversa difícil com a sogra nesse momento, então resolvemos sair por ai. – respondi com uma risada sarcástica.

— Entendo. – balançou a cabeça em concordância olhando em meus olhos, de leve ela mordiscou seu lábio inferior e aquilo me fez gelar com um suor frio descendo entre minhas roupas. Essa mulher era a mais bela que já vi, sua beleza era algo tão suave que me fazia querer cuidar dela, a cada segundo do seu dia, da hora de acordar até a hora de dormir.

Um silencio se alastrou entre nós, coloquei as mãos no bolso do meu jeans da calça flexionado meus ombros um pouco mais para acima, escutei uma das gravidas dizer; gostoso capa de revista, o que me fez sorrir torto sem ao menos procurar a voz. Nossos olhares se encontraram novamente, respirei com dificuldade. Mais franzi o cenho para ela que pareceu não entender, olhando para os lados alarmada e depois voltando o olhar para mim confusa.

— O que aconteceu? – sorriu nervosa.

— Você está gravida? – soltei dando um susto em todas.

— Eu?

— Sim? – minha voz saiu arranhada, querendo realmente ouvir um sonoro não dela como resposta, deslizei meus olhos por sua barriga e a mesma apertou os lábios um pouco frustrada.

— Vou ganhar um primo? – deu um pulinho Scott me fazendo querer sair correndo dali. Se fosse mesmo isso, meu mundo tinha acabado de se torna um jogo perdido.

— Vocês dois. – apontou para mim e Scott. – Eu não estou gravida, você infelizmente não vai ganhar um primo, querido.

Scott voltou a murchar como seu velho maracujá, enquanto eu me contive para não dar um soco no ar, como faço quando ganho uma das partidas do meu time.

— Só perguntei porquê.... – olhei para as mulheres à nossa volta que sorriam com a cena esperando minha resposta, como se eu fosse o prefeito a dar um discurso ou comunicado. – Porque.... Porque....

— Por que estou com várias gravidas? – sugeriu se aproximando. Seu perfume de rosas, adentrou minhas narinas, senti meu corpo paralisar, que mulher. – Sinto muito em decepciona-lo Merlyn, mas não estou gravida.

— Não decepcionou. – soltei de imediato com sorriso fazendo-a franzi o cenho. – Quer dizer, não que eu não ficasse feliz por você, e que você, você, você.... – acrescentei tentando conter a tensão entre nós, mas voltando a me perde nas palavras, que merda!

Ela notou minha confusão e apenas sorriu com aceno dando uma explicação mais sensata.

— Sou uma medica consciente e coordenadora dessas mulheres, que acreditavam estar ficando feias e enormes devido a gravidez, mas estou aqui para provar que cada uma delas, tem sua própria beleza, e que a gravidez é algo que eu não me importaria de passar e exibir para toda a sociedade, é um momento único e belo, e se nosso parceiro nos amar de verdade, será como uma mamãe elefante ou uma mulher incrível. – informou com sinceridade, aquilo me fez sentir orgulho dela, por um momento imaginei Cait gravida, porem devido as suas curvas, não acredito que ela ficaria enorme, para mim seria uma gravida sexy. Gemi com pensamento enquanto ela sorriu para mim de maneira sugestiva. Olhei para todas as outras, e não consegui ver o que elas diziam e sentiam incomodar em seus corpos, eram mulheres bonitas, de todas as formas, simples e impactante. Franzi o cenho com pensamento egoísta que elas sentiram, ao se imaginarem feias.... Por estar apenas gravida.

— Vocês são mulheres bonitas, engordar faz parte desse processo, acho que sempre tive curiosidade de fazer sexo com uma gravida. – soltei. Fazendo todas se aproximarem com sorriso largo nos lábios. – A beleza é interior, gente. – acrescentei voltando meu olhar sobre Cait que engoliu em seco tentando desviar do meu charme.

— Por que não vem conosco, bonitão? – sugeriu uma loira, com a barriga amostra, lisa e brilhante, sobre a luz do sol. – Precisamos de uma opinião masculina durante a caminhada, já que a maioria dos nossos maridos estão fazendo algo, que não seja dividir esse momento conosco. – argumentou.

— Se não se importarem. – dei de ombros direcionando-me a Cait, que ainda ficou em silencio.

— Por que não? – suspirou ela finalmente girando sobre os calcanhares apontando para sua frente, uma enorme pista e começando sua caminhada apressadamente.

— Onde vamos? – ofegou Thea atrasada mais uma vez, apenas ignorei-a, sem responder, peguei Scott para meu colo que soltou um gritinho animado em meio as suas gargalhadas gostosas, acelerei o passo até ficar ao lado de Cait, que me observou pelo o canto do olho tentando não sorrir, mas falhando miseravelmente. – Tommy. – escutei Thea protestar ao longe tentando nos acompanhar novamente.

[.....]

Pov Ray.

Eu tinha que trabalhar, porque minha irmã, agora tinha uma vida nada normal, enfrentar aquele brutamonte Queen não era tarefa fácil, eu orava nas horas vagas, para que Scott puxasse a mim e não a eles. Sorri com o pensamento insano, e me ergui da cadeira abruptamente, sentindo meu estomago reclama por almoço, arrumando meu terno cinza, contornei minha mesa, que tinha várias papeladas, onde quase todas estavam revisadas.

— Ray. – alguém chamou com uma batida na porta da minha sala. Sua voz soou familiar, mas não chamou minha atenção.

— Entre. – limpei a garganta sem encarar a mesma que entrou, fechou a porta e andou até mim.

— Aqui estão os papeis do protótipo de Largus, todos revisados, preciso apenas da sua assinatura. – suspirou Alice minha ex companheira de foda. Olhei em seus olhos onde recebi um olhar irritado. Não liguei, ou ao menos não expliquei meu sumiço ao longo dessas semanas.

— Obrigado. – sorri amigavelmente, pegando os papeis do setor de tecnologia, deixando-os sobre a minha mesa, não me contive e soltei antes que ela fosse embora ou dissesse algo razoavelmente ofensivo. – Sinto muito por.... – fui interrompido por um tapa estalado no rosto, senti a pele queimar, me fazendo trincar o maxilar. Mereci! Admito mentalmente.

— Filho da mãe. – rosnou de maneira ríspida com dedo direcionado a mim, ajeitei minha postura e voltei o olhar em seus olhos novamente. – Você me fez trair meu noivo, me fez fazer sexo na sua mesa, e depois sumiu como um grande cafajeste que é. – ralhou com raiva.

— A culpa não foi minha, quando você se ofereceu. – rebato segurando seu pulso antes que ela me acertasse novamente. – Foda-se, não quero saber se fugi de um compromisso que nunca existiu, sou um homem que gosta de sexo, muito sexo, você me deu o que eu queria, e quando estava debaixo de mim nessa mesa, era meu nome que você dizia, e não do seu noivo. – soltei de maneira calma, Alice rosnou abismada, soltando seus palavrões.

— Você é mesmo um cretino, Ray. – disse cansada. – Eu me....

— Demito? – interrompi com pesar. – Tanto faz. – bufei soltando seu pulso e me encaminhando para saída da sala. – Eu não tive culpa. – cantarolei seguindo até o elevador, sem escutar alguma resposta sua, olhei para meu relógio de pulso que marcava cinco para o meio dia, estava no horário do meu almoço, então segui sem pensar na cena ridícula que acabara de acontecer. Alice nunca foi um amor de verdade para mim, todos esses anos, após ter o coração partido novamente por Sara, resolvi me manter no posto de cretino, sem deixar as mulheres entrarem no meu coração, todo sentimento eu deixei apenas, para minha irmã e meu sobrinho. Eram os únicos que eu me permitia amar e proteger.

Saí do elevador seguindo para meu carro, o estacionamento estava vazio, um silencio desconcertante, entrei no carro e arranquei para o restaurante Mendes, mexicano, era sempre bom uma comida apimentada em alguns dias da semana, abaixei o vidro do carro, tirando a gravata, deixando o ar gelado de Nova York refrescar minha pele, segui um pouco apressado, afinal eu tinha uma reunião importante com investidores de Cuba em menos de duas horas. Alguém nessa família tem que cuidar dos negócios. Desatento com minha gravata, escutei um grito a frente, uma garota loira acenou em defesa temendo um contato fatal do meu carro com seu corpo pequeno, freei bruscamente, mas se eu não desviasse eu iria machuca-la ou até matá-la, sem pensar, desviei e acabei batendo em um muro, o impacto me jogou para frente, me fazendo bater contra o volante abrindo um corte profundo em minha testa, em instantes, o sangue começou a descer por minha pele facial me fazendo ficar tonto, gemi no carro, enquanto a fumaça subia pelo o capô amassado. Que merda!

— Você está bem? – uma voz feminina soou ao meu lado, de maneira doce e agradável, sem encarar balancei a cabeça positivamente, pelo menos eu ainda estava vivo. – Ray. – chamou surpresa a mesma me deixando tenso, todos os meus músculos retesaram e meu coração parou, aquela voz, eu conhecia aquela voz, ergui o olhar lentamente, mesmo turvo ainda, encontrando um par de olhos azuis assustados, sua pele branca com sardas era um charme que eu nunca esqueceria, desde a primeira vez que a vi.

— Sara? – minha voz saiu falha me fazendo engolir em seco. – Sara. – afirmei tremulo, encontrando a mulher que jurei esquecer por todos esses anos.

[......]

Pov Felicity.

— Escuta aqui Oliver.... Não fui eu que sai me oferecendo naquela maldita boate em Londres, você me fez quebrar regras. – ralhei incrédula, enquanto o Queen se defendia, pousando de bom moço na frente da mãe.

— Eu ofereci meu corpo e você não recusou uma noite ardente ao meu lado. – rebateu incrédulo. Franzi o cenho querendo estapeia-lo ali mesmo, que cretino! Nós mais parecíamos dois adolescentes, na frente do nossos pais, expondo todos os segredos.

— Oliver. – esbravejei irritada. – Você é um homem? Ou um rato?

— Meus jovens.... – sorriu a senhora Queen de maneira calma, observando nossa cena ridícula, como nos documentários de casos de família. Retrai meu corpo, mas ainda dei um tapa no braço de Oliver que gemeu, massageando o lugar dolorido me lançando um olhar ofendido.

— Felicity. – repreendeu irritado.

— Então, senhora Queen, você acredita que eu engravidei e fugi como uma covarde, depois de anos apareci e pretendendo dá algum tipo de golpe, olha, eu não sou esse tipo de pessoa, meu filho tem uma vida estruturada, nada lhe falta...

— Apenas o pai. – interrompeu meu discurso. Estremeci com aquela frase. Ela acertou em cheio, no ponto mais fraco que eu temia, pois sempre que eu lembrava o quanto Scott perdeu da vida do pai, me fazia querer enfiar uma faca no peito, com o estômago revirando e uma dor de cabeça se alastrando, eu tentei dizer algo.

— Sinto muito.... – minha voz falhou, meus olhos se direcionaram até Oliver, que sentiu o quanto meu coração se apertou no peito. – Eu fui egoísta, e se você ou Scott me odiasse.... eu morreria. – engoli o nó que se formou em minha garganta, sentindo meus olhos marejarem em seguida.

— Eu jamais seria capaz de odiar você. – de maneira carinhosa Oliver me puxou mais para si, me acolhendo atenciosamente ao seu lado. – Fui um cretino com você.

— Mas eu errei.

— Por minha causa.

— Não....

— A única coisa que preciso dizer, é que estou muito feliz senhorita. – Moira interrompeu nos chamando atenção. – Eu acreditei que morreria sem ao menos ter a oportunidade de ter um neto, por Oliver ou Thea. – confessou de maneira elegante se ajeitando no encosto da pequena poltrona onde estava, seus olhos azuis brilharam o que me deixou muito aliviada. – Oliver era um mulherengo. – acusou.

— Mamãe. – repreendeu.

— O que me assustar, é apenas saber que ele tem só um filho. – sorriu me arrancando uma risada baixa. – Sempre pensei, que na minha porta apareceriam várias mulheres alegando ter um Queen.

— Hey, eu sempre me cuidei, afinal eram muitas mulheres. – sorriu maliciosamente Oliver, gemendo logo após receber outro tapa estalado no braço, lancei um olhar mortal para ele que apenas se divertiu com minha pequena crise de ciúmes. – Eu transei apenas com você sem proteção. – confessou baixo, deixando minha pele ruborizada. – Nossos corpos se encaixavam tão perfeitamente que eu....

— Oliver! Por favor, me poupe dos mínimos detalhes da vida sexual de vocês. – interrompeu Moira um pouco constrangida, mas suas palavras fizeram meu coração acelerar. E eu me segurei para não o despir ali mesmo e sentir a sensação envolvente em que nós sempre nos encontrávamos. – Então Felicity... – continuou Moira chamando minha atenção. – Saiba, que não quero julgá-la, se meu marido tivesse mentido ou feito algo rude em nossa relação, em proteção ao meu filho, eu teria feito o mesmo que você fez.

— Eu só menti, porque era uma jovem boba, de coração partido, não queria que ele me visse como oportunista. – expliquei nervosa. – Hoje eu tento corrigi meu erro. – fui sincera.

— Eu sei que sim. – se ergueu do sofá ficando próximo a nós dois. – Eu estou aqui apenas, para dizer que você me deu um neto perfeito, que acima de tudo é um garotinho importante para nós todos, o passado fica no passado, tudo que eu quero é apenas conhece-lo melhor, se você permitir, é claro.

— Oh! Sim. Sim. – gaguejei desajeitada me erguendo do sofá empurrando Oliver para o lado. – Scott deve conhecer todos da sua família.

— Obrigada querida. – de maneira maternal ela me envolveu nos braços com aperto suave e acolhedor, me senti emocionada, por não ter sido arremessada pela a janela do hotel e perdido a guarda do meu filho. – Você o faz feliz, posso notar a cara de bobo apaixonado direcionado a você. – se afastou com sussurrado meigo.

— Ele também me faz feliz. – sorri com uma lagrima solitária escorrendo por minha face.

— Bom, a viagem foi muito cansativa, estou velha, preciso de um banho e algumas horas de sono, em mente sei que Tommy irá demorar a retorna, então irei descansar um pouco, me avisem quando meu neto voltar, eu quero passar muito tempo conhecendo todos os seus detalhes. – disse Moira de maneira amorosa e cuidadora, por um momento imaginei o quanto Scott poderá se divertir com sua nova família, e que não era mais apenas só eu e o Ray.

— Não se preocupe, assim que ambos voltarem, Scott ficará o tempo que desejar com você. – assegurei ainda nervosa.

— Obrigada. – assentiu se encaminhando até a porta. – Oliver, me acompanhe até o meu quarto, afinal essa montanha de músculos em que se tornou, deve servi para carregar as malas da sua velha mãe.

— Você não está muito velha, mamãe. – gargalhou ele acompanhando a mesma. – Apenas cansada.

— Não é fácil administrar essa família. – sorriu ao sair pela a porta com o mesmo atrás de si.

Assim que a porta se fechou e eu senti meu corpo desmanchar no sofá, meu coração acelerou, minha corrente sanguínea começou a ferver, parecia que um começo de ataque cardíaco se mostrava em mim, tentei respirar ou ao menos organizar meus pensamentos, naquele momento, nossa família, já não era mais Scott, eu e Ray, estava se tornando muito grande, as coisas, estavam ganhando um novo rumo, então meus pensamentos entraram em linha reta, se organizando pouco a pouco. Depois de anos eu queria algo a mais.... Queria uma família grande, algo que não se resumisse em tão pouco, eu não queria que Scott fosse solitário como eu e Ray ficamos, assim que nossos pais morrerem, eu tive que descobrir o amor sozinha, sem um conselho feminino, sem ao menos saber o que era mesmo o certo a se fazer.

— ..... Eu estou chocado com a minha mãe. – a voz de Oliver ecoou ao longe, dentro da minha cabeça. Com alguns minutos notei que ele já tinha retornado para o quarto e falava a minha frente. Mordi o lábio encontrando seu olhar. – O que houve?

— Eu.... Não sei. – suspirei passando as mãos apressadamente por minha face. – Eu achei que encontraria uma leoa querendo me devorar, por meus erros mais cruéis. – admiti arrancando uma risada abafada de Oliver. – E não uma senhora, bastante aberta e compreensiva.

— Ela pode ser assustadora quando quer. – disse cruzando os braços sobre o peito. – Mas no momento ela está focada na missão de querer saber apenas todos os detalhes de Scott.

Apertei os lábios, querendo não voltar a me culpar, por todos esses anos, mas era algo que levaria muito tempo para se dissipar. Oliver se aproximou me erguendo tão rápido que me fez ofegar, com movimento brusco, senti meu corpo sobre seu ombro e soltei um gritinho observando tudo de cabeça para baixo.

— O que está fazendo? – estalei minha mão em sua bunda volumosa, enquanto ele seguia para o quarto apressadamente, me jogando na cama, ficando em meio as minhas pernas, retirando a camisa. – O que está fazendo? – repeti com uma risada.

— Preciso gastar energia, sem treinos, estou faminto por libertação, e no momento só você pode me dar. – confessou arrancando minhas roupas rapidamente, me deixando nua em questão de segundos, nem parece que sua mãe tinha acabado de sair do quarto. – Também é um modo de comemorar, minha mãe não nos matou, ela apenas nos deu sua benção, quero aproveitar. – gemi quando suas enormes mãos me puxaram mais abaixo do seu corpo.

Com nossos corpos colados e suados, em movimentos bruscos de paixão e fome, eu olhei nos olhos do homem que sempre amei, entre meus gemidos, ele sabia o quão eu estava absurdamente apaixonada por ele, só que algo crescia fortemente dentro de mim. O sentimento pleno de querer mais de Oliver, do que sexo, ou envolvimento com nosso filho. Eu desejava ser somente dele e finalmente ter uma família gigante. Gemi quando seu orgasmo se mostrou, sua pele brilhante, seus lábios abertos, com sua respiração irregular tocando minha pele…. Eu queria.... Eu queria me casar com ele. Minha consciência gritou, mesmo que fosse somente para mim.

— Eu te amo, Oliver. – fechei os olhos abraçando seu corpo suado e pesado contra o meu.

— Eu também te amo. – confessou em meu ouvido com a voz rouca.

Notas finais
Então? Deixem seus comentários, adoro e me inspiro com cada comentário, feito por meus adorados leitores! PS: Só para deixar claro, a parti desse capitulo, terá POV variados como; Tommy, Oliver, Ray e Felicity, até o final que será o capitulo 25, espero que gostem e não se importem! Haha. Beijos