Notas iniciais
Primeiramente boa tarde! Bom hoje preciso discursar aqui rsrs ! — > Ignore os erros durante a leitura, pois minha beta teve um imprevisto e não pode betar esse capitulo !! — > O capitulo de hoje é especial dedicado a Lucy, outra escritora maravilhosa e talentosa que fez uma belíssima recomendação para essa fic, o que me deixou mega feliz, obrigado mais uma vez Lucy, espero que goste do capitulo. — > Está dedicado também a Margot pois hoje é aniversário dela, parabéns amiga, aqui está meu presente para você, no momento!! — >Tivemos 28 reviews no capítulo anterior, que coisa mais maravilhosa! Isso me deixou feliz? Simmmmmmmm! Obrigado pelo o carinho galerinha, sempre dando meu melhor para os melhores. Então é isso, não deixem de ler as notas finais, tem algo importante para dizer !!!

All along it was a fever
A cold sweat hot-headed believer
I threw my hands in the air and said show me something
He said, if you dare come a little closer.

Rihanna Stay ft. Mikky Ekko

Pov Oliver.

Acordei com o queimou no meu estômago devido a infecção intestinal, abri meus olhos e ainda estava um pouco escuro, mas logo chegaria o amanhecer, não faltava muito. A febre tinha passado, meu corpo estava apenas cansado, desci o olhar para Scott que dormia tranquilamente ao meu lado, meu pequeno anjo, em tão pouco tempo eu já o amo acima de tudo. Respirei fundo e sai da cama com cuidado para não acorda-lo, ao contornar a cama observei Felicity dormindo com os lábios entreabertos e a respiração profunda, seus cabelos bagunçados sobre o travesseiro, apertei os lábios e segui para o banheiro frustrado, aquele maldito Michael não saia dos meus pensamentos, pela a troca de olhares de ambos, os mesmos tem ou tinha algo muito íntimo.

— Como ele se referiu ao meu filho? Ah sim! Padrinho, segundo pai – rosno baixo lavando o rosto com agua quente da torneira. – Além de me esconder um filho Felicity ainda arranja um pai para ele. – bufo cuspindo a agua. – Tento me conter por dentro enxugando o rosto com a toalha abruptamente.

— Eu não arranjei um pai para ele – retruca com os braços cruzados sobre o peito encostada sobre o batente da porta, encontro seu olhar onde me fita indescritível por um longo momento. – Scott nunca quis outro pai – informa deslizando ao meu lado com uma fina irritação.

— Por que simplesmente não tenta ser pelo menos minha amiga? Não precisamos dessa guerra entre nós, você me afasta como se eu fosse fazer algo contra você a qualquer momento, isso pode acabar afetando nossa relação com o nosso filho no fim das contas. – acuso secamente olhando para ela que lava o rosto levemente com a agua quente sem esboçar nenhuma reação onde já está me tirando o resto de paciência.

— Você mentiu uma vez, me feriu....

— Isso foi a muito tempo, e não tínhamos um filho na época, até quando vai me jogar na cara isso? – interrompo mais um desse seus discursos onde condizem que sou um babaca, estou cansado disso, puxo-a abruptamente pelos os braços para mim, Felicity fica surpresa com meu aperto irregular, gotas da agua escorre por sua face dando-lhe um brilho intenso, seus olhos azuis descem para meus lábios, nem tinha acontecido nada e a mesma já ofegava, seu peito subia e descia tentando controlar a respiração, seus lábios rosados me chamam para um beijo ardente, eu não resistiria por muito tempo com ela nos meus braços dessa maneira, eu estou pouco me fodendo se ela contém uma casca fria para camuflar seu medo de se render para mim, se me odeia, isso não afetaria meus sentimentos sobre ela, eu nunca deixaria de ama-la incondicionalmente, mesmo que ela não quisesse eu faria mesmo assim, porque o desejo dentro de mim era maior do que qualquer coisa, já estava me consumindo por dentro, estou à beira da loucura, eu não era mais aquele garoto apaixonado que lhe deu espaço e ficou com um coração partido observando ela apenas ir embora, que tinha medo de perde-la a qualquer momento, hoje eu era um homem e em mim ou entre nós não continha mais mentiras. – Pare de fingir – ordenei puxando-a mais para mim fazendo seus seios volumosos grudarem em meio peitoral desnudo. – Pare de mentir para si dizendo que não possui sentimentos por mim, pois isso é uma grande mentira, chega de mentiras Felicity, eu errei e você errou, mas dizer que não sentimos mais nada um pelo o outro, isso sim é um grande erro.

— Oliver – engoliu em seco tentando se afastar o que era inútil eu não a soltaria agora por nada, nem mesmo o diabo do Michael podia rouba-la de mim a essa altura. – Me solte – pediu baixo fitando meus lábios tanto quanto eu fitava os seus. – Não tente nada que possa se arrepender depois – alertou com a respiração acelerando.

— Como o quê? Foi você quem me deixou a muitos anos, a única que deve sentir arrependimentos aqui é você – acusei descendo minhas mãos para suas nádegas com impulso forte a sentei sobre o balcão próximo a pia ficando entre suas pernas. – Isso foi a cinco malditos anos, pensei que eu pudesse seguir, mas você apenas ficou guardada dentro de mim, agora que encontrei você não pode me afastar, temos um laço forte entre nós, você me deu um filho – informo fazendo-a arfar com aperto firme sem sua cintura antes de solta-la. – Eu deveria te odiar com todas as minhas forças Felicity Smoak, mas simplesmente não consigo – sorri secamente abrindo todos os botões do seu vestido com puxão bruto para os lados mostrando um corpo completamente perfeito dentro de uma lingering preta.

— Oliver seu cretino – tentou me socar mais segurei seus pulsos para os lados encontrando seus lábios com uma pressão firme, ela não queria entreabrir os lábios, então insisti com a ponta da língua, com alguns minutos de protestos ela enfim suaviza o corpo correspondendo com intensidade e se derretendo em meus braços, soltei seus pulsos onde suas mãos foram direto para minha nuca puxando-me para mais perto, sua língua deslizou sobre a minha fazendo um círculo perfeito, gemi satisfeito e soltei seus cabelos dando uma volta na mão para puxar para trás aprofundando o beijo, ela gemeu e tombou a cabeça para trás quando nos afastamos sem ar, desci meus lábios para o vale dos seus seios e me perdi neles como a primeira vez em que percorri esse caminho, sua pele branca com essência floral ainda me causava efeitos inebriantes, ela ainda regia aos meus toques, o modo como meu nome escapa dos seus lábios nos faz voltar aos cinco anos atrás, como a primeira noite em que transamos perdidamente, Felicity ainda tem o dom de me enfeitiçar, mesmo com a casca fria eu podia sentir que ela estava aqui. – Você ainda é um cretino – repetiu ofegante mordendo o lábio inferior puxando meus cabelos para trás me fazendo olhar em seus olhos nublados, seu desejo podia estar complemente escrito neles.

— Sou aquele cretino que você não pode mais resistir – sorri saindo do seu aperto indo para seu pescoço sugando sua pele fazendo-a se contorce com meus toques.

— Idiota – apertou meus ombros com força cravando as unhas arrancando-me um gemido baixo. Soltei seus cabelos espalmando suas coxas com as mãos deixando um ardo razoável sobre sua pele. – Deixei de jantar com o Michael para cuidar de você – disse.

— Deseja algo em troca? Um sexo de satisfação talvez? – debochei com sarcasmo.

— Ainda é muito pouco – sussurrou com desdém, cobri seus lábios com os meus novamente. A queimação dentro de mim aumentava, como ânsia de transar com ela sobre esse maldito balcão, ouvir seus gritos de prazer.

— Mamãe – chamou Scott batendo na porta com sonolência nos trazendo para a realidade em que não estávamos sozinhos. – Mamãe – insistiu nervoso, soltei seus lábios ainda bem próximo ao seu rosto, ela segurava meu rosto entre suas mãos com os lábios inchados e os cabelos bagunçados, não tínhamos nem transado e ela já continha um pós-foda.

— Estou indo meu amor – respondeu respirando profundamente com alguns segundos me afasto, enfim ela pula do balcão voltando a prender os cabelos e tentar recompor o vestido rasgado.

— O papai não está na cama – disse Scott meloso com receio que eu tenha fugido.

— Ele foi comprar um remédio Scott, agora volte para cama, estou indo – ordenou olhando dentro dos meus olhos com alguns minutos de silêncio ele se vai e ela enfim dá um passo até a porta. – O que aconteceu aqui não vai mais se repetir, somos diferentes agora Oliver, nada que você possa fazer trará aquela velha Felicity de volta.

— Será mesmo? Porque aquela velha Felicity estava quase transando comigo naquele balcão, a mesma que transou comigo na boate – acusei secamente. Eu já estava cansado da sua negação sobre nós dois.

— Desista – rosnou irritada saindo do banheiro em passos largos fechando a porta com estrondo.

— Dama de gelo – bufo socando a pia com força.

(....)

Sigo Felicity com olhar enquanto ela se move pela a pequena sala da minha suíte, ela parecia um pouco área e tagarelava ao telefone sem parar, pois tinha perdido uma grande reunião, onde também não deu tempo de levar Scott para escola. A mulher estava quase uma fera.

— Mamãe eu estou com fome – choramingou Scott nervoso ao meu lado enquanto ela andava de um lado para o outro na sala sem sapatos com os cabelos bagunçados e dentro de uma camisa do meu time, já que eu tinha arrancando quase todos os botões do seu vestido que já não servia mais, a visão era sexy.

— Eu também estou – falei secando suas pernas o que ela não deu muita importância.

— Michael mil desculpas, eu perdi o jantar por problemas pessoais e ainda perdi a hora para a reunião porque precisei resolver algo – pediu nervosa o que me fez revirar os olhos com uma carranca. Mande esse idiota ir para o inferno! Argh.

— Estou com fome – berrei chamando sua atenção e a do mesmo do outro lado da linha, queria mesmo que ele me ouvisse e morresse logo de uma vez, se fosse em uma partida de futebol americano eu faria pior com o Michael do que fiz com o Ray. Felicity arregala os olhos para mim incrédula, enquanto Scott sorria sem parar com a cena o que me fez acompanhar. – Estamos com fome – apontei para mim e Scott que balançou a cabeça em concordância.

— Ele também é seu filho, por que não liga para o serviço de quarto? E pede o café da manhã Oliver. A única criança aqui é o Scott – disse afastando o telefone para longe.

— Mamãe tem uma marca estranha no seu pescoço – apontou Scott confuso pulando do sofá deixando-a pálida e me arrancando uma risada baixa.

— Onde? – questionou nervosa indo até o espelho próxima a porta olhando para uma marca vermelha que eu deixei depois do nosso quase foda no banheiro. – Meu Deus!

— O que foi isso mamãe? – insistiu Scott indo até ela que analisava a marca como se fosse coisa de outro mundo me arrancando mais risadas sarcásticas.

— Michael eu te ligo depois – disse encerrando a ligação sem esperar qualquer resposta do mesmo o que me deixou bastante satisfeito. – Foi.... Foi um pernilongo querido – respondeu para Scott que ficou mais confuso. – Ele me atacou contra minha vontade – acrescentou me lançando um olhar frio o que ignorei com uma piscadela.

— Por que o papai não matou o pernilongo mamãe? – gesticulou com as mãos pequenas fazendo Felicity estremecer no lugar. Scott eu sou o tal pernilongo.

— Seu pai não mata nem uma mosca, imagina pernilongos Scott – suspirou nervosa tentando convence-lo de todas as maneiras possíveis. Depois de alguns minutos desvie a atenção de ambos e peguei o telefone discando o número de serviços do hotel.

— Serviços de quarto, bom dia – no segundo toque uma garota atendeu formalmente.

— Bom dia, sou Sr. Queen, gostaria do café da manhã, o que temos? – questiono passando a mão livre na nuca.

A mesma começou a relatar o catálogo do dia, enquanto isso Scott deixou a história do pernilongo para lá voltando para mim entre pulinhos, erguendo sua mão para mexer em minha corrente fina de ouro branco, arrumo seus cabelos para o lado com sorriso torto enquanto ele balbucia sozinho com os olhinhos azuis pregados no que fazia em mim.

— Batata fritas, dois....

— Oliver – repreendeu Felicity irritada pegando o telefone. – Você não pode comer essas coisas, ainda está doente da infecção e meu filho não come guloseimas no café da manhã. – bufa.

— Mamãe me dá cereais com leite papai ou vitamina de frutas – sorriu com esclarecimento baixo.

— Então fique à vontade para escolher – acenei com uma falsa compreensão. Ela bufa novamente começando a falar com atendente. Puxo Scott para fazer muitas cócegas lhe arrancando risadas e mais risadas gostosas. – Esse é meu campeão – bagunço seus cabelos, abraçando seu pequeno corpo com carinho.

Depois do nosso café da manhã, enfim Felicity deixou o quarto onde lhe acompanhei até sua casa mesmo sobre seus protestos. Sorri com ela abaixando o sobretudo para esconder o que sobrou do vestido. Observei Scott ir até Silas que limpava o carro abrindo um longo sorriso para o mesmo.

— Você pode ficar com Scott amanhã à tarde? – questionou sem paciência do lado de fora do táxi.

— Claro – respondi.

— Obrigado – assentiu um pouco desconfiada seguindo para o jardim em passos largos, acompanhei a mesma até está dentro de casa assim como Scott. Então pedi que o motorista me levasse de volta para o hotel onde os jogadores já retornariam.

[......]

Pov Felicity.

Entrei com a respiração profunda, os olhos de Ray me seguiram pelas as escadas enquanto Scott seguia a minha frente cantarolando algo, eu mesmo não conseguia pronunciar nenhuma palavra, nem mesmo um bom dia!

— Felicity – chamou Ray com uma risada baixa me seguindo pelo o largo corredor. Tentei ignorar entrando no meu quarto enquanto Scott foi se diverti no quarto de brinquedos. – Felicity Megan Smoak – chamou mais entre dentes me fazendo engasgar com meu próprio ar. Entrei no closet onde o mesmo me seguiu.

— Ray não quero conversar – argumento tentando esconder minha respiração pesada e meu coração disparado. – Preciso me arrumar o quanto antes, perdi uma reunião importante hoje, não posso perde mais nada. – esclareci sem encara-lo puxando um vestido azul com o cabide ainda.

— Você saiu daqui jurando o Queen de morte, logo depois passou a noite com ele e não acha que não tem nada para contar? Sobre a reunião eu já fui e está tudo resolvido – argumentou com um pesar na voz.

— Não tenho mais vinte anos Ray, onde não devo mais satisfação da minha vida para ninguém – rosnei finalmente encontrando seu olhar que fitava chateado.

— Sou seu irmão, mesmo que não deseje eu me preocupo com você, tanto faz se você quer ou não dormi com o Queen, o que eu preciso saber é se você não vai se ferir novamente – disse calmamente o que me fez relaxar os ombros.

— Eu sinto muito.... – suspiro cansada. – Desculpe se todos esses anos eu me mantive assim – dei de ombros. – Fechada ou fria como você e o Queen sempre dizem quando tem oportunidade.

A verdade era essa, eu não era mais a mesma, o medo me fazia congelar, eu não queria sentir aquele medo novamente, de ter quem eu amo perto de mim e depois perde-lo, o beijo foi mais uma prova que Oliver me tem em suas mãos, no início eu precisava afasta-lo, mas quando eu senti o gosto do beijo eu voltei a cinco anos atrás, eu me deixei ser elevada porque ainda amo aquele idiota, o que nunca vai mudar.

— Escute – pediu com sorriso torto. – Eu nunca gostei do Oliver, ele para mim sempre vai ser um babaca, mas as coisas mudaram, ele não é mais o mesmo, Oliver ama Scott incondicionalmente, mesmo entre nossa mentira, ele preferiu não te odiar, eu vejo como ele ainda olha para você, da mesma maneira que ele sempre olhou. Já parou para pensar que o que nós fizemos foi pior do que ele fez conosco no passado....

— Ray.... Não tente – interrompeu com aceno.

— Você o odeia de corpo e alma porque ele disse que não queria ama-la novamente, e que nada que você pudesse dizer na época as coisas mudariam, porem ele estava tão magoado quanto você estava na época, e no mesmo lugar que ele eu também desejei enterra Sara no meu passado e recomeçar uma nova vida. Você escondeu um filho Felicity.... Isso não faz de você melhor ou pior do que ele – afirmou com sorriso sem mostrar os dentes saindo em passos largos do closet assim como do quarto. Desde quando ele virou o master conselheiro? Franzi o cenho sabendo que ele de fato tem toda razão.

Encarei o nada por alguns minutos, sentindo meus olhos queimarem pelas as lágrimas que ansiava em cair, o que deixei ser feito em seguida, deslizei pela a parede feita de madeira do closet, até o chão entra minhas roupas. Todos esses anos eu não permiti meu filho ter seu pai por perto por causa do meu orgulho, por meu próprio ego ferido e hoje eu odeio Oliver porque o amo não só como antes, mas intensamente, pelo simples fato dele ter me perdoado e eu não. Toquei meus lábios com as pontas dos dedos com a mão tremula, seu beijo ainda queimava meus lábios e sua voz rouca ainda me permitia querer apagar as saudades que eu sinto por aquele Queen.

[......]

— Seu ex ainda está na cidade? – perguntou Michael com olhar curioso enquanto olhávamos pela a grande janela mostrando uma cidade inquieta. Eu tinha explicado toda a história anterior sem falar do beijo, esses tipos de detalhes eu não contaria nem mesmo para a minha mãe caso ela ainda estivesse viva.

— Sim – suspirei. – Os jogos seguem até agosto, segundo Ray. – dei de ombros cansada. Ele sorriu passando as mãos em seus cabelos ligeiramente bagunçados, com sorriso torto.

— Ainda me deve um jantar Srta. Smaok – disse em provocação.

— Acho que sim – sorri seguindo para minha cadeira. Depois de todos esses acontecimentos eu estava mudando de certa forma, meus pensamentos estavam entorno de Oliver e Scott, eu queria apenas me concentrar em meu filho, mas simplesmente não consigo. Será mesmo que eu queria esquecer Oliver Queen?

— Pode ser agora. – sorriu envolvendo minha mão com a sua em uma aperto delicado. Olhei para o relógio onde marcava sete horas em ponto. Assenti e peguei minhas coisas. Saímos da sala onde me dirigi para Anny.

— Envie por e-mail para mim os resultados de todos os protótipos que foram para a filial em Moscou – ordenei.

— Sim senhora – sorriu.

— Obrigado. – sorri seguindo para o elevador com Michael ao meu lado.

Todo o percurso eu passei em silencio até o restaurante, coisa essa que eu nunca fiz antes, até que Michael notou o quanto eu estava alheia a tudo, sempre fui uma mulher de conversar bastante, transparecer sentimentos, seja alegre ou triste, eu estava presa a minha própria inquietação, nem mesmo meus pensamentos se estabilizavam corretamente, aquilo já estava me dando uma enorme dor de cabeça.

— Se importa de me levar para casa? – questiono sem descer do carro para o restaurante chamando sua atenção. – Não estou me sentindo muito bem, preciso de um longo descanso. – suspiro olhando dentro dos seus olhos verdes. Com alguns minutos chateado ele seguiu de volta para minha casa, no fim das contas eu sabia que Michael me chamaria para um jantar, conversaríamos sobre a empresa e Scott para acabarmos na cama em um sexo que seria só sexo, como foram das outras vezes. Para que insiste em algo banal? Que nunca funcionou ou vai funcionar.

— Não quero te forçar a nada Felicity – sorriu enquanto dirigia calmamente. – Afinal nossa amizade sempre foi mais importante.

— Eu queria que você fosse meu marido e pai do meu filho, além de um simples sócio – afirmei com olhar fixo na estrada. – Mas você não pode ser, pois o pai do meu filho já existe e está nos meus pensamentos, dentro da minha casa, em toda a minha vida – mordi o lábio frustrada.

— Qual o medo Felicity? – questionou um bom tempo depois estacionado em frente à minha mansão.

— Dormi com ele novamente e ser enganada? – sugeri com uma risada seca. – Meus medos são meus próprios demônios – pisquei saindo do carro. – Não se preocupe Michael, vou ficar bem como sempre fiquei preciso apenas de tempo.

— Pode aceitar meu pedido de casamento – sugeriu com uma piscadela maliciosa.

— Talvez eu aceite um dia – sorri com aceno observando ele ir embora, olhei para o céu girando sobre os calcanhares para enfim entrar em casa porem colido com uma parede de aço chamado Oliver que fita o carro de Michael se afastar como coisa do outro mundo até que ele se perdesse de nossas vistas. Seu olhar desce para o meu, mesmo escuro pela à noite, seus olhos estavam em um azul perfeito tirando meu fôlego por um longo momento.

— Por que você ainda insiste em ter algo com essa cara? – rosna com a voz grave. – Ele me parece só mais um idiota.

— Por que eu ainda insisto em falar com você? – retruquei tentando passar mais fui impedida por sua parede de músculo. – Oliver de novo não – suspirei querendo mesmo entrar e não brigar. – Me deixa em paz pelo menos um dia – suplico.

— Não – negou-se a me dar passagem onde bufei longamente. – Precisamos conversar, você me beijou....

— Eu não beijei você – interrompi incrédula. – Você que quase arrancou meus lábios com esses dentes perfeitos – soltei descendo o olhar para seus lábios entreabertos começando a esboçar um sorriso satisfeito. – O que estou falando? – balancei a cabeça nervosa.

— Está dizendo que mesmo depois de tudo não consegue me esquecer – sorriu abertamente segurando em meus braços com aperto firme me puxando para si. De novo não! Gemi internamente.

— Não tente abusar de mim novamente – ordenei tentando me soltar, mas quanto mais eu fazia mais ele me apertava razoavelmente contra seu corpo.

— Qual o medo Felicity? – repetiu a pergunta de Michael me fazendo revirar os olhos.

— Qual o problema de vocês homens? – desisti de sair dos seus braços olhando para ele como se fosse me devorar a qualquer momento, pior de tudo eu deixaria ser feito.

— A única que está com problemas aqui é você Felicity – acusou sorrindo, mais uma vez descendo suas grandes mãos para minha cintura ficando em um aperto firme. Tombei a cabeça para trás soltando o ar contido. Maldito Queen ele estava em busca de respostas.

— Oliver. Oliver – cantarolei voltando minha atenção para ele. Desci meu olhar instintivamente por seu corpo sentindo meu rosto queimar, por que não tão lindo? Vestido com uma camiseta preta por dentro de sua jaqueta, calça jeans e tênis esportivos, sem seu habitual boné. – Me deixe entrar – pedi baixo mais alguns minutos ali com ele não era muito bom para minha sanidade que andava muito abalada ultimamente.

— Como quiser – sorriu cinicamente erguendo as mãos para o alto me dando espaço para sair, dei um passo para trás com receio tentei seguir para meu humilde lar, mas estava fácil demais, como eu disse; FÁCIL DEMAIS! Soltei um gritinho agudo sendo puxada de volta pela a cintura entre seus enormes braços olhando em seus olhos. – Você ainda grita como a Felicity de cinco anos atrás, que coisa mais clichê – debocha selando nossos lábios rapidamente, tentei empurra-lo mais sua força era sobrenatural, pelos os anos como jogador seu corpo estava mais musculoso e forte, gemi e deixei ele invadir minha boca com sua língua apressada, minhas mãos saíram do seu peito, passando por seus braços indo em direção a sua nuca puxando-o para baixo, meus cabelos foram soltos e o mesmo enrolou em sua mão livre puxando-o para trás só para aprofundar mais o beijo, sua língua explorava cada parte da minha boca com uma sede sem fim, eu estava ficando mole em seus braços e completamente entregue a ele, seu braço entorno da minha cintura me puxando mais para si, o contato era perfeito, nossas línguas se saboreava em um desejo sufocante, nossa sincronia estava perfeita. Nos afastamos lentamente quando o ar é preciso, se antes eu já estava balançada e agora? Como eu estou?

— Boa noite – sorriu ofegante dando-me um selinho casto antes de soltar-me seguindo para ir embora entre as sombras. Engoli em seco sem conseguir falar nenhuma palavra eu já estava mais perdida do que antes. Caminhei até a porta atordoada com meus lábios ardendo e a respiração falha. Antes mesmo que eu abrisse a porta Ray abriu com sorriso malicioso.

— Chega com Michael e beija o Queen, que coisa mais feia maninha, e ainda somos nós homens os indecisos – debocha com sarcasmo me fazendo revirar os olhos e entrar como um raio.

Notas finais
Creio que nossa Felicity não vai mais resistir por muito mais tempo, porque nem eu mesma aguento mais a tensão sexual desses dois... rsrs. NÃO DEIXEM DE COMENTAR. Favoritem e recomendem apenas se a fic for de agrado para ambos... Bom vamos lá! Demorei atualizar esse capitulo, eu sei, falha minha.... Essa semana será um pouco cansativa para mim, então minhas att serão só nos fins de semanas, estarei muito ocupada com algumas coisas pessoais, aquela coisa toda, enfim.... P.S: Quem ainda não leu minha nova fic Broken Strings [ Bratva ] aqui está o link: https://fanfiction.com.br/historia/695082/Broken_Strings/ Beijinhos da Natty.