This Love
13 Maps.
Notas iniciais
I miss the taste of a sweeter life
I miss the conversation
I’m searching for a song tonight
I’m changing all of the stations
Maroon 5 – Maps
Pov Felicity.
O dia estava belíssimo, um domingo sem chuva com o céu azul totalmente limpo sem nuvens. Respiro fundo olhando pela minha janela do meu quarto, a família Lightwood reunida no jardim da sua mansão logo à frente da minha, os dois meninos gêmeos do casal brincam com uma bola enquanto o casal sorri e namora sobre a toalha xadrez no chão, aquilo me deixou desconfortável por um momento. Eu moro com meu irmão desde minha infância quando minha mãe se casou com seu pai, depois que os mesmos se foram ficou apenas eu e Ray, cuidando um do outro, por mais que não sejamos irmãos de sangue, eu o amo do mesmo jeito. E aqui estou eu, mãe solteira com apenas um filho. Scott as vezes se queixa que seus amiguinhos têm irmãos ou primos para brincarem, enquanto ele é sozinho, o pensamento me estremece e me machuca por dentro, afinal ele tem razão, depois de tudo que vivi, não cogitei a ideia de ter mais filhos ou um marido, sendo assim meu garotinho sempre teve somente a mim e Ray em todo o processo desses cincos anos, nada mais. Mordo o lábio inferior com meus pensamentos indo para Oliver Jonas Queen, os beijos que trocamos não saiam dos meus pensamentos, são sufocantes e intensos, porque a vontade de voltar a senti-lo queimar meus lábios é maior do que qualquer outra coisa que eu já deva ter sentindo por um homem em todo esse tempo, isso está me consumindo por dentro cada vez mais. Como eu posso amar tanto ainda ele assim? Não estou fugindo de Oliver. Estou fugindo de mim mesma.
— Felicity – chama Ray com duas batidas na porta o que me desperta dos pensamentos vulneráveis.
— Entre – suspiro ainda olhando pela janela.
— Preciso que compre umas coisas no supermercado para nós – disse sorrindo mesmo que eu não estivesse a fita-lo. – Hoje é folga de Loise, então só me resta você.
— Por que eu Ray? E não você? – retruco sabendo que ele está revirando os olhos atrás de mim. – Estou indisposta, vai você – resmungo.
— Não. Por favor Felicity, tenho três relatórios de extrema importância para fazer hoje, não posso me dar ao luxo de sair para fazer compras. – argumenta irritado. – Amanhã dois investidores de cuba estarão presente na Palmer, você não vai querer perde os negócios com os mesmos, porque seu irmão aqui não fez os relatórios por culpa sua. – bufa andando pelo o quarto. – E saia dessa janela Felicity, deixa a vida dos Lightwood em paz. – acrescenta me fazendo fechar a cara.
— Ray – repreendo nervosa seguindo enfim para minha cama para sentar na beirada. – Não estou olhando nada.
— Eu sei que você tem inveja da família feliz – sorriu com deboche.
— Eu não tenho inveja de ninguém – reviro os olhos irritada.
— Eu sei que você quer um marido e mais filhos, tentou algo com Michael e não deu certo, ele até é um cara legal, mas não sei, as vezes acho ele tão demente para coisas familiares. – reflete com uma careta.
— Você simplesmente não gosta dos namorados que eu consigo – massageio as têmporas cansada. Esses dias tem sido perturbadores, mais do que o normal.
— Vamos a lista sombria; O Queen mente igual político, não me assustaria se ele fosse prefeito ou algo do tipo. Michael não sabe o que é uma família de verdade, única coisa que ele sabe é sobre administrar empresa e jogar charme como se tivesse em algum tipo de campanha do dia dos namorados e aquele... – estala os dedos para lembrar o nome do meu primeiro namorado.
— Cooper – sorri ajudando a lembra-lo.
— Isso o Cooper – sorriu mais desmancha em seguida. – Hacker psicopata querendo dominar o mundo. – fecha a cara me fazendo sorri ainda mais. – Seus relacionamentos são o cúmulo do absurdo.
— Meus namorados não Ray – corrijo analisando minhas unhas por um momento. – Foram meus namorados, no verbo passado bem distante, coisa que não se trata do presente muito menos do meu futuro.
— Você realmente tem um histórico complicado – sorriu com sarcasmo.
— Então Ray.... Eu fico em casa.... Depois você faz os relatórios, afinal temos o dia inteiro, posso ajudar você com isso. – argumento me jogando na cama de lado com uma preguiça.
— Mamãe – solta um gritinho animado Scott entrando no quarto saltitante com a roupa do time de Oliver. Mesmo que eu tente afastar Oliver.... Meu filho é a própria cópia do pai, definitivamente não dar para esquecer Oliver.
— Meu amor – sorrio puxando o mesmo para enche-lo de beijos. – Eu te amo pequeno. – sussurro em seu ouvido inalando seu cheirinho gostoso.
— Eu também te amo mamãe – cochicha de volta me arrancando um sorriso bobo. – O papai também ama você – se afasta com sorriso largo onde mostra todos os dentinhos para mim. Engulo em seco e pulo da cama rapidamente, Ray sorri em deboche me seguindo com olhar estralando os dedos com um som irritante.
— Scott – murmuro seguindo para meu closet em passos largos. – Seu pai gosta de mim porque sou sua mãe. – esclareço timidamente para o mesmo que nega com a cabeça do mesmo jeito que Ray o que me deixa incrédula.
— Não. Não – nega meloso adentrando o closet atrás de mim como uma miniatura do Queen. – Papai não gosta do meu padrinho – revela se referindo ao Michael o que me chama atenção, giro sobre os calcanhares para fita-lo melhor com uma fina curiosidade sobre o assunto.
— Como tem tanta certeza querido? – ergo uma sobrancelha desconfiada.
— O papai faz uma cara assim mamãe – sorri fechando a cara igual ao pai o que me faz soltar uma risada baixa. – Por que você não casa com o papai? – questiona nervoso me fazendo tossi descontroladamente. Por Deus! De onde esse menino está tirando essas coisas?
— Scott – me recomponho sem ar. – De onde você está tirando essas ideias?
— Ele é meu papai – responde com sorriso gostoso nos lábios. Me inclino para enche-lo de beijos com suas intenções inocentes.
— Vamos fazer compras com a mamãe? – desvio do assunto para não chateá-lo. Ele concorda com a cabeça e segue para seu tio que está calado parado no meio do quarto como uma estátua. – Então Ray do que precisa?
— Só essas coisas – deu de ombros me entregando uma nota onde não contem muitas coisas, só o básico do básico.
— Então vamos – suspiro segurando na mão de Scott pegando minha bolsa no percurso para sair do quarto. Ray nos segue até a saída e começa a cantarolar algo sem sentido, ele, desde que acordou está estranho demais, não quis saber sobre meu beijo com Oliver, o que me arrepia só de lembrar, aquele idiota ainda beija maravilhosamente bem.
— Não tenha pressa em voltar – destaca Ray com sorriso o que me faz franzi o cenho confusa.
— Scott vai indo para o carro meu amor – ordeno onde Silas nos aguarda. O mesmo assente e corre pelo o gramado até Silas. – Ray... – chamo o mesmo voltando-me para ele seriamente. – Não vai trazer ninguém para transar na nossa casa, não é? – solto fazendo-o arregalar os olhos.
— O quê? Não, não – nega nervoso. – Vai Felicity! – ordena me fazendo andar.
— Certo, certo, mas que você está estranho, você está – afirmo saindo do seu aperto. – Não demoro – aviso lançando um olhar duvidoso onde o mesmo corresponde com aceno de até mais voltando para dentro de casa. Suspiro longamente e sigo para o carro ficando ao lado de Scott que pega meu celular para brincar.
(.....)
— Temos tudo – murmuro olhando para o carrinho de compras.
— Mamãe, está faltando meus chocolates – resmunga Scott puxando um carrinho de brinquedo que desde a hora que encontrou não largou o mesmo.
— Seus chocolates – sorrio seguindo para pega-los.
Caminhamos pelo supermercado quase vazio, depois de tudo pronto vou até o caixa pago tudo e sigo para saída onde Silas vem ao nosso encontro, para pegar as sacolas.... No caminho de volta para casa Scott começa me encher de perguntas.
— Mamãe, por que o pai não pode dormir na nossa casa? – questiona.
— Porque não pode meu amor – respondo nervosa. Nem eu sei o que dizer sobre todas essas perguntas de Scott. – Não agora. – acrescento me acostumando com a ideia de que talvez Oliver possa dormir com Scott algumas vezes.
— Mas dormimos com ele, agora o papai pode dormir em casa também – rebate inocente com sorriso bobo.
— Foi um caso de emergência querido – pisco.
— Você ama meu papai? – sorri.
— Scott.... Eu gosto do seu pai como seu pai – murmuro deixando-o confuso. – Nos gostamos apenas como amigos, agora vamos descer. – chamo saindo do carro tentando fugir do seu interrogatório.
— Papai – grita Scott todo animado pulando do carro.
— Ele não está aqui Scott – sorrio confusa observando-o correr pela grama.
— Está sim mamãe – aponta para casa. Se não fosse o apoio do carro eu teria caído de costas ali mesmo com acena a minha frente. – Papai – chama o mesmo novamente que estava de costas para nós. Oliver gira sobre os calcanhares e o pega em seus braços enchendo-o de beijos com sorriso perfeito nos lábios, estremeço com a visão.
Ray não foi capaz de tal ato comigo, não aqui, não na nossa casa. Fecho os olhos e abro freneticamente apenas para me frustrar cada vez mais sabendo que aquilo não é nenhuma miragem minha, mas sim a pura realidade.
— Srta. Smaok? Está bem? – pergunta Silas ao meu lado, deve estar notando minha mudança de cor.
— Silas, Silas – chamo desesperadamente buscando seu olhar confuso. – Só me diga que não tem nenhum brutamonte no meu jardim dando uma festa ou algo do tipo – pedi olhando em seus olhos que sorriu me deixando mais irritada.
— Tudo que vejo é todos os jogadores dos Green Donald´s no seu jardim assim como o Sr. Palmer – explica com carisma o que eu queria apenas apagar com uma borracha.
— Eu quero morrer. – fecho os olhos tomando folego para continuar. Volto o olhar para o jardim e me apoio no carro tomando mais folego. Todos os jogadores estão no gramado, dando uma festa? Um churrasco? Sei lá o que diabos é aquilo. Posso notar que tudo já está uma bagunça em todo o meu gramado. Tommy sorri para mim e acena com uma bebida nas mãos erguendo as sobrancelhas freneticamente com malicia, assim como o restante do time acena como seu eu fosse a anfitriã de ambos. Entro no carro e fecho a porta do carro com estrondo. – Silas, me leve para Dubai, Cuba, Chile ou China, qualquer lugar do mundo bem longe daqui o mais rápido possível – berrei para o mesmo que nem se deu o trabalho de entrar no carro.
— Felicity, saia do carro agora – ordenou Ray abrindo a porta com uma risada exagerada. – Venha se diverti um pouco conosco.
— Desde quando se tornou o inimigo Ray? – ralhei com acidez massageando as têmporas. – Eles estão destruindo todo nosso jardim, estão por toda parte, parece até um filme de terror. – tento respirar com dificuldade. – Assim como Oliver, não quero ficar com ele em uma festa. – berro querendo fecha a porta. Mas o mesmo impede com a cara mais cínica que possa esboçar.
— Ah. Você vem sim Felicity – afirmou com sarcasmo me arrancando do carro sobre protesto. – Por sua culpa eu quase fui massacrado em uma partida do futebol deles, e você como minha querida e adorada irmã, apenas riu histericamente de mim e ainda jogou gelo na minha banheira, isso é o mínimo que posso fazer para puni-la, merecia uns tapas Felicity mas não temos mais quinze anos.
— Está devolvendo a vingança? Seu safado. – esbravejo socando-o nas costelas incrédula escutando seus gemidos baixos.
— E só está começando, tente ser educada com todos, pois tem dois investidores aqui, caso seja rude com eles, amanhã você será capa das revistas de fofoca. – segura meus pulsos com aperto suave. – Agora experimente do seu próprio veneno maninha – sorriu me empurrando para frente abruptamente.
— Você é um filho da...
— Felicity – chama Sr. Wilson um dos nossos sócios da Rússia parando a minha frente. De onde esse homem saiu? Brotou do chão?
— Você é um amor irmão – corrijo notando a cara do Sr. Wilson com nossa briga. – Vejo que a festa está agradando a todos – forço um sorriso.
— Imagina irmãzinha, sou um amor como você – retruca o safado com um falso carinho saindo em direção aos jogadores cantarolando.
— Srta. Smoak. Sempre bela como uma joia – sorriu Sr. Wilson pegando minha mão para deixar um beijo no dorso em seu estado galanteador. – Os anos só lhe fazem bem princesa.
— Obrigada Sr. Wilson – sorrio minimamente puxando minha mão de volta com delicadeza. Seus olhos brilham fitando meu corpo por um momento com uma fina malicia. – Fico feliz que sua esposa esteja conosco. – destaco com formalidade lhe trazendo para o presente assim que Shado, a então esposa se aproxima de nós dois. – Como vai Sra. Wilson? – sorrio para ela que retribui carinhosamente.
— Vejo que o pai do seu filho é um homem muito divertido – disse olhando para Oliver que brinca com Scott e Tommy aquilo me fez suspirar por um longo momento.
— Ele é – afirmo desconfortável. – Bom preciso ver o resto dos convidados, se sintam em casa – declaro sem muita emoção. Ray estava me punindo da maneira mais vingativa que eu poderia imaginar. Não gosto de festas em nossa casa, acho um local intimo para mim e mesmo sabendo que odeio esse time onde o Capitão é meu ex crush mentiroso. – Eu ainda mato Ray. – piso duro no chão seguindo para a entrada da minha casa desviando de alguns jogadores que mais parecia a muralha da China de tão grandes. Me sinto uma formiga entre eles.
— Onde pensa que vai? – sorriu Oliver brotando também do chão me fazendo colidir com ele abruptamente.
— Onde vai mamãe? – repete Scott da mesma maneira que o pai me fazendo revirar os olhos, eles tinham que ser a cópia um do outro? Estou passando por uma provação na terra. Só pode, respiro fundo e encaro os dois por alguns minutos onde aguardam uma resposta da minha parte.
— Preciso ir ao banheiro, coisas de meninas e não de meninos – brinco com uma risada afagando os cabelos de Scott para o lado sem querer encarar Oliver onde o mesmo olha para meus lábios com intensidade, ele pode sentir o mesmo que eu agora, depois dos nossos beijos as coisas estão mudando, meu ódio mortal por ele está se esvaziando. – São só alguns minutos. – acrescento querendo de fato sair correndo.
Passo como um raio seguindo para dentro da minha casa.
— Hey, saiam do meu sofá – fecho a cara para um casal que se atracava no meu sofá. – Arrumem outro lugar para transar – esbravejo batendo nos mesmos com o estofado do encosto. É castigo senhor? Não fui uma boa filha? Suspiro observando o casal sair da casa entre risadas. Sigo pelo corredor para meu quarto, abro a porta mais antes que a feche Oliver entra como um raio.
— Precisamos conversar – diz com uma risada olhando para cada parte do meu quarto com atenção.
— Não temos nada para conversar, agora saia do meu quarto – ordeno impaciente.
— Para uma dama de gelo, até que sua decoração não é uma das piores – debocha me fazendo revirar os olhos. – Você me beijou duas vezes, precisamos conversar – diz ignorando minha pequena ordem.
— Você que me beijou – rebato irritada fechando a porta com estrondo. Ele gira sobre os calcanhares e começa a dar passos em minha direção o que me estremece, engulo em seco. – Oliver – aceno para que ele se afaste. – Não tente me agarrar novamente – esbravejo sabendo que posso ceder a qualquer momento.
— Eu sinto que você ainda gosta de mim, o único problema é que você coloca sua raiva por mim acima de tudo – disse perto o bastante, prendo a respiração sabendo que não terei saída por muito tempo. – O beijo foi uma pequena prova – sussurra contornando meu lábio com o dedo. Olho em seus olhos azuis com o desejo crescendo dentro de mim. – Eu vou te dar o tempo necessário para que seu coração volte a bater novamente como antes. – pisca me deixando um pouco desconcertada saindo do quarto em passos largos. Solto o ar completamente ofegante, me apoio de costas para parede.
[.....]
— Que encantador – reviro os olhos para Tommy que conta a decima história do time. – Diferente do seu amigo – aponto para Oliver que fecha a cara para mim. – Você me parece ser um cara muito legal Merlyn. – sorrio.
— Oliver que quer está entre suas pernas, eu quero apenas sua amizade Smoak – diz com malicia. Bufo e bebo um grande gole de cerveja ignorando suas sandices. Olho em volta à procura de Scott, encontro-o brincando com Diggle com a bola, animadamente pela grama com outro rapaz que ainda não gravei o nome. Ray conversa com Sr. Wilson e ergue a cerveja para mim com sarcasmo. Ao inferno! – Bom agora precisamos ir, amanhã temos uma partida com os Red Crower da Califórnia – avisa Tommy se erguendo da cadeira.
— Volte sempre – debocho com uma risada abafada.
— Me chame e eu venho querida – debocha de volta apenas para me irrita ainda mais.
— Tenha uma boa noite Felicity – disse Oliver me encarando indescritível seguindo para se despedir de Scott. Respiro fundo e mudo de posição. Ele se agacha e fala algo para Scott que concorda e beija a face do pai com carinho deixando um abraço de urso por fim.
— Boa noite Oliver – sussurro observando ele se afastar juntamente com os outros para seus respectivos carros. Scott vem até mim com sorriso bobo no rosto informando que amanhã iremos para o jogo.
[......]
Pov Oliver.
Encaro o homem alto a minha frente com a postura rígida o defensor do outro time era uma torre. Suspiro, para marcar o último ponto da partida eu tinha que passar por ele, não sei como, mas teria que passar para conseguir os pontos da última partida, vencíamos por cinco pontos de vantagem, mas se os Red Crower fizessem esse ponto eles ganhariam de nós o que eu não deixaria acontecer de maneira alguma. Em cinco anos esse era o campeonato mais importante.
— Tommy, bloquei os dois à sua frente – ordeno baixo para o mesmo que assente cansado.
— Roy? – chamo encontrando seu olhar. – Siga pela sua esquerda o mais rápido possível, eu não vou muito longe com esse defensor, então passarei a bola para você, faça o touchdown com categoria garoto. – brinco arrancando uma risada sua.
Espero o sinal ser soado pela última vez, já estávamos todos cansados e esgotados pela longa partida que nos roubou todas as energias, mas antes olho para o lado buscando uma forma de ser forte e conseguir uma vitória belíssima para o time, eu era o capitão deles e era de mim que todos esperavam por algo até mesmo a dama de gelo ou dona do meu coração, vejo Scott sobre os ombros de Ray acenando para mim com carinho, Felicity de alguma forma parece aflita com nosso jogo, ela morde as unhas e passa a mão sobre os fios loiros que estão soltos sobre os ombros. Uma linda mulher dentro de um vestido branco com detalhes florais rodado acima dos joelhos, com sapatos quinze afundando na grama. Assim que encontro seu olhar pisco e desvio minha atenção para frente novamente antes de ver sua reação. Eu estava apaixonado por ela novamente. Disso eu não tinha dúvidas, mesmo se ela pisasse em meu coração com seu salto fino como diz Tommy, eu seria capaz de qualquer coisa para tê-la de volta para mim. O sinal finalmente é soado pelo campo, Tommy repassa a bola para mim e bloqueia os dois jogadores a nossa frente, sigo pela lateral direita do campo, Diggle bloqueia mais dois me dando uma passagem mais segura, porém a muralha da China vem com tudo para cima de mim, tento desviar mais ele me prende com força, repasso a bola para Roy em um movimento rápido que corre em disparada para linha de gol derrubando dois magricelos que tentavam lhe impedir. Como o esperado ele marca nossos pontos de vitória encerrando nossa atuação de hoje!
— Oliver – chama Diggle com sorriso bobo mesmo ainda bastante ofegante por bloquear nossos oponentes. Escuto os gritos da torcida e o comentarista encerra a partida dando-nos a vitória branda. – Vejo que hoje você estava realmente inspirado – ergue uma sobrancelha olhando de relance para Felicity.
— Diggle – repreendo baixo com sorriso de canto, sei muito bem onde ele quer chegar com isso, só porque comentei algo devido ao álcool após a festa na casa de Felicity o que fez tanto ele como Tommy me encher de perguntas sem fim à noite quase toda. – Não comece – ofego tirando minhas luvas e o capacete assim como ele.
Oliver Queen vence mais uma partida! Esse é o cara que esperamos para o final do campeonato galera? Sim é ele!
— Não é só a partida que ele está ganhando – debocha Diggle após o comentário do narrador do jogo. Olho para as pessoas envolta, as mesmas que torciam para nosso time, saio do campo em aplausos com aceno e um sorriso vitorioso nos lábios agradecendo o carinho de todos, antes de voltar para Scott preciso realmente de um banho, procuro por Tommy mais ele simplesmente sumiu o que me deixa confuso ele sempre me espera para irmos juntos para o vestiário dou de ombros, sorrio mais uma vez não apenas por ter ganhado uma partida mais sim por estar chegando onde tanto meu coração deseja chegar. Meu olhar cruza o de Felicity com um fino questionamento no olhar. Até onde eu iria por um amor assim? Por essa mulher?
Pov Ray.
— Ray onde está minha bolsa? – questiona nervosa ao meu lado procurando por sua bolsa por todos os lados a nossa volta.
— Eu acho que está no vestiário do time – esclareço com desdém sabendo exatamente onde a bolsa dela está. No nosso carro.
— Como assim no vestiário do time, mas eu nem fui....
— Foi sim, buscar Scott e jogou a bolsa em qualquer canto lá – interrompo tirando Scott dos meus ombros.
— Mamãe posso ver meu papai? – perguntou com sorriso fofo tirando o boné.
— Vamos para casa Scott, amanhã você tem aula e seu pai vai comemorar a vitória da partida – responde Felicity ainda procurando pela bolsa, solto uma risada baixa e vejo Tommy acenar para mim com a cabeça no fim do campo. – Meu Deus! Onde está minha bolsa?
— No vestiário – reviro os olhos deixando-a mais irritada. – Ande! Vá logo buscar não temos a noite toda.
— Eu não vou entrar no vestiário masculino do time – discorda nervosa.
— Você precisa só ir até a porta e pedir ao Oliver ou a outro alguém – dou de ombros.
— Não. Não – recusa com aceno irritado. – Melhor irmos embora, caso ele encontre minha bolsa depois leva para minha casa – argumenta forçando um sorriso.
— E como vamos entrar em casa? Eu não estou com as chaves de casa e do carro, estão dentro da sua bolsa, nem o celular está comigo e Silas está de folga hoje. – faço uma careta para ela que bufa longamente e fecha a cara.
— Tio Diggle – grita Scott correndo pelo campo até o mesmo que mais parece um urso gigante entre todas aquelas pessoas. Meu plano parece ser perfeito e minha vingança sobre minha querida irmã está só início. Depois de longas conversas com Tommy na minha festa intrigante para Felicity, consegui o aliado para minha vingança triunfal, nada como juntar a bela e a fera, sabendo eu que a fera é Felicity, temo pela vida do Queen, mas não me importo, por mim os dois podem se matar de amor ou de tapas mesmo.
— Scott! Scott – chama Felicity nervosa mais o mesmo apenas ignora se jogando nos braços de Diggle que o coloca no colo para conversarem, volto minha atenção para Felicity tentando não esboça minha cara maligna de vingança sobre ela.
— O que está fazendo aqui ainda? A bolsa é sua, vá buscar – ordeno.
— Vai você! – retruca irritada pisando duro no chão. – Afinal você é homem e pode entrar naquele antro de perdição masculino – acena cruzando os braços sobre o peito voltando a fitar Scott conversar com Diggle em animação.
— A bolsa é sua, se não quiser ficar na rua, então vá buscar logo ela – dou de ombros sentando no banco vazio.
— Você é um idiota Ray – urra ao meu lado.
— Você é uma medrosa – rebato fazendo ela ficar vermelha de raiva – Tudo isso por medo do Queen que coisa feia Felicity! Cadê aquela dama de gelo que não tem medo de nada, afinal você só criou ela para se livrar do Queen, onde não funciona em nada já que vive com o mesmo aos beijos por ai – sorrio fazendo-a borbulhar de raiva.
— Você ainda me paga por aquela maldita festa e por hoje Raymond Palmer – avisa saindo em direção ao vestiário apressadamente. Pulo do banco e chamo Tommy rapidamente que se coloca ao meu lado com agilidade.
— Tudo pronto – sorriu maquiavélico onde retribuo.
— Onde está o Queen? – pergunto indo com o mesmo em direção a Diggle.
— Tomando banho – responde com outra risada.
— Diggle se importa de ficar com Scott enquanto resolvemos algo – sorrio para Scott que passa o pequeno braço envolta do meu pescoço como um pequeno gesto de carinho.
— Não, eu fico com ele sim – afirma olhando para nós dois desconfiado. – Estão com cara de traquinagem – diz ainda desconfiado.
— Obrigado por ficar com ele – murmuro desviando da sua suposição, Tommy fica calado e começa a assoviar com desdém. – Fique com tio Diggle campeão, eu já volto – ordeno olhando para Scott que me fita com os olhos azuis brilhantes.
— Tio eu quero minha mamãe – murmura cansado pelo dia esfregando os olhinhos com as mãos.
— Eu sei, mas agora ela está ocupada, eu já volto – informo fazendo-o concordar comigo.
— Vamos logo Ray, não temos muito tempo – chama Tommy com nervosismo. Sigo o mesmo até o vestiário nos escondendo entre as colunas do estádio. – Ordenei para os jogadores deixarem o vestiário livre. Afirmando um alagamento, eu tive que tirar todas as coisas deles e ainda um garoto me cobrou vinte dólares você está me devendo essa. – solta um sorrisinho malicioso ao meu lado. De fato, não vejo os jogadores seguindo para lá. Belo trabalho Merlyn.
— Ótimo – afirmo da mesma maneira observando Felicity bater na porta com receio e com alguns segundos entrar. – Nossa chance – chamo seguindo rapidamente até a porta com Tommy ao meu lado.
— As chaves – disse me entregando as mesmas. – Roubei do vovô da manutenção, ele disse que eu devo uma prostituta para ele – faz uma careta ao meu lado. – Vai deixá-los aí dentro a noite toda? – questiona animado.
— Sim – sorrio fechando a porta olhando para Felicity uma última vez que arregala os olhos para mim e tenta correr para porta. – Tarde demais – gargalho para ela girando a chave e trancando a porta, escutando seus gritos ruidosos do lado de dentro, Tommy puxa a placa amarela para frente da porta com o nome: Interditado para manutenção. Assim não teremos interrupções para o casal máster. – Deixou o kit de primeiros socorros?
— Deixei, porquê? – franze o cenho confuso.
— Porque não confio em Felicity, amanhã aqui pode ter tido um assassinato ou você sabe.... Outra coisa. – aceno com uma risada.
— Parece os tempos da faculdade – sorriu batendo na porta com diversão. – Aproveite a noite Smoak, Oliver é um cara legal e deve transar bem, não tem nada a perder.
— Ela é minha irmã – reprendo com sua malicia.
— E por que está prendendo ela com um cara? – rebate atônito. Nos encaramos por um momento com seriedade para apenas cairmos na gargalhada.
— Eu poderia fazer pior – solto outra risada bato em sua mão no ar e saímos cantarolando escutando os protestos de Felicity atrás da porta.
Pov Felicity.
— Ray seu cretino filho da mãe – xingo batendo meus punhos com força na porta. – Abre essa maldita porta, eu juro que te mato – berro irritada socando a porta com força.
Ele não pode ter sido capaz de se unir ao sádico do Tommy para se vingar de mim. Isso é o cumulo, convivo com um idiota vingativo que deveria ser um irmão de verdade e não um garoto de vinte anos como nos tempos da faculdade. Ray é de fato o próprio lúcifer.
— Mas que diabos está acontecendo aqui? – escuto uma voz grossa soar distante o que me faz arrepiar. Não. Não! Ele me trancou com o Oliver? Começo a bater na porta pedindo por socorro em desespero. – Felicity? – disse atrás de mim. Engulo em seco fechando os olhos com força. Com alguns minutos eu olho sobre meu ombro e o vejo apenas com uma toalha enrolada nos quadris com as gotículas de agua escorrendo por todo seu corpo, como um reflexo rápido ele olha envolta e finalmente nota que estamos sozinhos. Prendo a respiração percorrendo seu corpo magnifico com o olhar.
— Socorro – volto a berrar sabendo que mais alguns minutos aqui dentro não serei capaz de comandar nada sobre meu corpo principalmente ele apenas com uma toalha. – Alguém me ajude – grito nervosa socando a porta uma última vez.
— Você não me respondeu – disse girando meu corpo deixando-o preso contra a porta, arfo com sua proximidade, seus olhos azuis me fitam profundamente, sua mão solta meus pulsos percorrendo uma trilha sobre meus braços arrancando suspiros meus involuntários, seus dedos roçam minha pele como chamas até chegar em meu rosto. – O que faz aqui? – sussurra roucamente me tirando os resquício de sanidade.
— Acho que estou presa a você Oliver – sussurro baixo fitando seus lábios. – Não a você, mas presa aqui com você – corrijo piscando freneticamente observando seus lábios se curvarem em um sorriso pleno.
— Acho que temos muito para conversar então – murmura. Será mesmo que toda nossa noite seria apenas uma simples conversa? Porque o meu corpo já está rígido e não seria para conversar. Inspiro olhando em seus olhos o meu próprio desejo ser refletido com intensidade em uma linha sem fim.
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