Notas iniciais
Sem muitas delongas! Desculpem minha demora, mas a cá está outro capitulo! Boa leitura!

Almost there
So baby don't stop what you doin' uh
Softer than a mutha, boy, I know you wanna touch
Breathin' down my neck
I could tell you wanna
And now you want it like
Want you to feel it now

Rihanna – Skin

Pov Ray.

Eu sabia plenamente dos riscos, mas trancar Felicity com o Queen foi perverso e maravilhoso, estou contando as horas para ver sua cara pela manhã, pode ser nojento já que os dois pretendem fazer sexo ou se matarem.

— Ray – chama Tommy ao meu lado segurando a bolsa de Scott, seus olhos azuis encaram a porta da minha casa como uma bela paisagem.

— O quê? – questiono atônito. – Scott. – chamo pegando-o do banco de passageiro para meu colo, agradeço por ele ter parado de tagarelar como um disco sobre seus pais terem fugido, inventei algo dizendo que os mesmos foram para uma reunião de extrema importância onde o mesmo assentiu e acabou dormindo no meu colo pelo caminho de volta. – Bom garoto – suspiro observando ele dormir tranquilamente em meus braços.

— Quem é a garota Ray? – indaga Tommy ainda encarando a porta com um cutucado insistente em meu braço.

— Que garota? – retruco erguendo o olhar para a entrada da minha casa. – Merda! Merda! – exclamo nervoso.

— Merda não é o nome dela – rebate abobado com Caitlin fitando o nada até nos encontrar e vim até nós como um raio.

— Merda! – exclamo mais uma vez.

— Ray – sorriu de canto olhando de mim para Tommy que se adianta estendo a mão para a mesma que fica surpresa com seu vulgar cavalheirismo.

— Thomas Merlyn, ou Tommy como preferir – sorriu malicioso me fazendo revirar os olhos. Tommy beija o dorso da mão de Cait que sorri envergonhada.

— Caitlin Snow – se apresenta nervosa encolhendo a mão para si. – Então Ray, onde está Felicity? – questiona procurando-a sobre meus ombros.

— Felicity? Que Felicity? Digo minha irmã? – gaguejo por que diabos eu estou nervoso? Ah sim! Cait melhor amiga de Felicity que pode socorre-la e estragar meu grande plano.

— O que aconteceu? – indaga desconfiada.

— Ela foi fazer compras – solta Tommy dando de ombros.

— Isso! Compras – incentivo sorrindo.

— Compras? São vinte e três horas, os shoppings já estão fechados – franziu o cenho ainda desconfiada abrindo e fechando a boca. Olho para Tommy que olha para mim com mesmo nervosismo. – Olha, eu te conheço a exatamente cinco anos Ray e sei que está mentindo para mim – acusa tentando me arrancar a alma com apenas um olhar frio.

— Ela está com o Oliver – solta Tommy sorrindo.

— O quê? – berro incrédulo.

— Oliver? Pai do Scott? – arregala os olhos Cait. – Fazendo o quê? Se os dois se odeiam.

— Tecnicamente só a Felicity odeia o Oliver nessa situação. – respondo sorrindo.

— E Oliver ainda cai de quatros por aquela mulher – completa Tommy com mesmo sorriso. – Então senhorita Snow.... – começa Tommy com seu charme, desvio dos mesmos esperando que ele me ajude em mais essa.

— Ray – berra ela, ignoro e continuo em disparada pelo gramado seguindo para minha casa. – Não terminamos – berra novamente.

— Tommy se importa de conversar com Cait? – questiono já abrindo a porta sem encara-los. – Eu volto logo – grande mentira.

— Claro que não, sou uma ótima companhia para uma linda mulher – responde com uma risada maliciosa recebendo uns tapas de Cait.

Pov Oliver.

Observo Felicity se mover pelo vestiário procurando por alguma saída ou um modo de fugir de mim, afinal é isso que ela sempre fez desde que me encontrou após esses longos cinco anos, solto uma risada baixa e me apoio no banco para sentar com suspiro baixo, ignorando seus berros irritados.

— Oliver, em vez de você ficar parado como uma estátua de Apolo, por que não tenta arrombar essa porta? – grunhiu irritada me fuzilando com um olhar mortal. Finjo um bocejo e mudo de posição com a cara mais despojada que eu possa esboçar para ela. Foda-se não dou mais a mínima.

— Não sei se você percebeu, mas a porta é de aço e não dá para arrombar pelo lado de dentro, mas como você é uma garota inteligente, sabe muito bem que ela será aberta apenas pela chave no dia seguinte, acostume-se com a ideia ou apenas saia voando pela frecha da janela – reviro os olhos com sarcasmo ferindo seu ego.

— Idiota – rosna socando a porta com força desviando o olhar do meu corpo desnudo. Por mim ela pode passar o dia ou a noite socando a porta e berrando feito uma louca, aqui não temos saída alguma, e o único vigia que o estádio possui faz rondas de três em três horas, talvez na última hora do seu expediente ela tenha sorte. Me ergo do banco até meu armário com passos largos sentindo o piso congelar meus pés descalços, abro a pequena porta para procurar algo para me vestir.

— Merda! – exclamo não encontrando nada no meu armário. – Tommy, seu filho da mãe – esbravejo fechando a porta do armário com toda força. Até ontem Tommy dizia que Felicity não era uma boa escolha para mim novamente, porem depois da festa algo nele mudou fazendo-o se aliar com Ray para nos punirmos no processo, mas a vantagem cai sobre mim e a desgraça sobre Felicity, enquanto eu quero beijar cada centímetro de pele dela, a mesma só deseja fugir de mim.

— O que houve? – questiona ao meu lado com um pouco de receio me tirando do devaneio, pisco e aperto os lábios antes de responder algo.

— Digamos que não tenho nada para vestir aqui, Tommy levou todas as minhas coisas, onde sobrou apenas uma toalha cobrindo meu corpinho sexy – explico com uma risada passando por ela para verificar os outros armários dos outros jogadores, onde não encontro nada. – Merda! – exclamo mais uma vez. Tudo que tenho é uma toalha envolta do corpo, aqui não faz frio, por sorte minha.

— Então não tem nada para se vestir – disse com receio colocando uma distância segura entre nós como se a qualquer momento eu fosse lhe agarrar, o que não custa nada tentar, porem eu não a forçaria a nada. Se quisesse algo teria que pedir.

Encarei Felicity como se decifrasse algo, pelo modo como ela me olha, sabemos que seus sentimentos por mim talvez sejam, amor e ódio, demos alguns beijos ardentes mais nem tudo justifica nossas ações. Eu era o mesmo bobo apaixonado, o tempo não apagou nada, mas aquilo estava começando a doer em mim, sua rejeição me fazia sentir alguém quebrado.

— Escuta aqui Felicity, não precisa ter medo de mim, como se a qualquer momento eu fosse sair agarrando você contra sua vontade, se eu beijei você foi porque eu quis e você retribuiu, vejo que não suporta a ideia de dividir o espaço comigo, por repulsa ou frescura, para mim tanto faz, foda-se isso tudo, cansei de ser maltratado como qualquer um, sou o pai do seu filho, eu errei e você também, quem é o melhor aqui? Quem ganhou o mérito de melhor ser humano? Quem nunca errou? Jogue suas pedras, tijolos o que desejar, eu mesmo cansei disso e não vou fazer isso novamente, me arrastar por alguém que nem ao menos pensou nos nossos sentimentos. – solto definitivamente cansado dessa situação, hoje sairíamos daqui de mãos dadas ou separados de vez. – Você não dá nenhuma oportunidade ou alguma brecha de aprovação. – aceno secamente desviando do seu olhar gélido. – A verdade é que eu estou cansado do seu joguinho, de quem sofre ou paga mais, chega disso, somos adultos o suficiente para dizer e fazer, cabe a nós sermos verdadeiros, se não me ama mais. – suspiro. – Basta dizer e me mandar embora.

— A culpa não é minha se você foi um idiota no passado – rebate com sarcasmo jogando as mãos para o alto.

— A culpa não é minha se você escondeu um filho por cinco anos de mim – retruco com o mesmo sarcasmo.

— Você não tem o direito de me julgar agora Oliver Queen – alerta apontando o dedo para mim.

— Você não tem o direito de dizer quem é o melhor aqui, eu menti para você por dois meses, eu estava pronto para dizer toda a verdade sobre mim e mesmo com as circunstâncias difíceis eu fui capaz de dizer tudo aquilo que estava preso em minha garganta de maneira verdadeira ou até mesmo forçada, porque era o certo a se fazer. – grito deixando-a surpresa. – Eu menti porque fui cretino com aqueles que eu amava, mas quando eu conheci você, tudo mudou, eu me tornei um novo homem.... Mas tudo que ganhei em troca foi um coração partido e um filho escondido de mim. – acuso me jogando no banco. – Eu realmente queria te odiar Felicity, fazer você pagar por tudo que fez, por ter me deixado fora da vida de Scott pelos malditos cinco anos, mas não consigo, simplesmente não dá. – confesso com ar pesado, ombro rígidos pela tensão que se alastra.

— Eu errei – suspira sentando ao meu lado para fitar o nada assim como eu. – Eu escolhi esconder Scott de você, isso foi um erro e eu paguei caro por ele.... – afirma relaxando os ombros. – Acabamos fazendo tudo errado Oliver e temos sorte de nosso garotinho nos amar acima de tudo.

— Ele é um garoto esperto, sua inocência faz todas as coisas ruins a sua volta desaparecerem – murmuro pensativo.

Sinto a irritação começar a esvaziar por mim, não consigo mais bater na mesma tecla e esperar ela voltar a me amar ou força-la a fazer isso por mim, talvez ela me odeie mais do que sinta algo por mim de verdade e tudo que vivemos no passado foi apagado. Olho para ela que ainda fita o nada com a expressão tão cansada quanto a minha mordendo o lábio inferior, até quando faríamos mal um ao outro? Isso realmente precisaria acabar, eu faria isso por ela, essa seria a minha deixa, Felicity venceu mais uma vez.

— Não vou te obrigar a nada – suspiro encontrando seu olhar desconfiado. – Assim que os jogos acabarem eu volto para minha cidade, todos os fins de semana eu venho ver o Scott sem precisar vê-la, não quero que me suporte por causa do nosso filho. Eu o amo, por isso não quero ser a pedra no seu caminho – desvio o olhar para frente sentindo meu coração se partir em mil pedaços e assim voltarmos ao início. – Sinto muito por tudo Felicity, mas vê-la me odiar assim não há mais como suportar, melhor deixa-la ir. – aperto os lábios seguindo para o fundo do vestiário com meu coração magoado.

Pov Felicity.

Suas palavras foram as que eu menos esperava por todo esse tempo, sempre acreditei que Oliver faria da minha vida um inferno e que depois que me encontrou nunca mais me deixaria de forma alguma, mas ele tem razão, tudo que eu tenho feito é para afasta-lo de mim, e isso estava mesmo me machucando por dentro, agora posso sentir a dor da partida, a mesma que eu lhe fiz passar quando eu disse adeus sem querer ouvir o seu lado, mesmo que eu tenha quebrado a cara mil vezes, nunca fui a melhor entre nós. Arfei com o coração disparado, eu estava perdendo-o mais uma vez, sem mentiras, apenas por meu ego inflamado. Logo após alguns segundos.

— Não pode nos deixar – solto sem pensar observando sua silhueta parar de se mover entre as sombras ainda de costas me dando a visão perfeita de seus músculos malhados. – Digo, o Scott, não depois de entrar na vida dele assim.

— Não vou deixa-lo Felicity – diz magoado ainda de costas para mim sinto meu coração acelerar e encolher no peito. – Só não posso insistir em algo que não vale mais a pena.

— Você diz nós dois?

— Eu digo por mim, não posso obriga-la a voltar a me amar contra sua vontade e se eu afeto tanto você a ponto de deixa-la vulnerável a mim, melhor partir, sempre estarei aqui por Scott – responde abaixando a cabeça. Sei que ele está em uma briga interna, posso ouvir sua respiração pesar no silencio que se alastra. É a mesma escolha que eu fiz a cinco anos atrás, feita por ele e não por mim. – Felicity Smoak – sorri baixo balançando a cabeça olhando sobre os ombros. – Eu só quero ver você feliz. – admite sereno, quero correr até ele me jogar em seus braços e dizer que nossa guerra nunca deveria ter começado, eu fui uma idiota quando me deixei levar apenas pela raiva ferindo nós dois, sendo assim afetando nosso filho no final.

— Então não pode me deixar – informo com as mãos tremulas a voz falha com o coração quase saindo pela boca, aquele idiota que estava bem a minha frente, é realmente o homem da minha vida, não posso fugir disso, não quero mais fugir. Com a testa franzida Oliver volta a se aproximar olhando em meus olhos com o azul belíssimo refletindo curiosidade em uma lentidão absurda. Por Deus eu amo esse homem mais do que minha própria vida! Perto o bastante sinto sua respiração oscilar tocando minha pele apenas para me aquecer internamente. – Eu não posso deixar você ir – gaguejo tocando seus braços com as pontas dos dedos sentindo nossa velha conexão retomar. Respiro com dificuldade seguindo a trilha dos seus braços até sua barba rala. – Eu sinto muito Oliver – confesso com os olhos marejados. – Eu escondi o Scott de você, eu menti para meu filho, eu me tornei uma pessoa fria para camuflar minha dor, eu afastei todos porque eu não queria amar novamente, porque todo o sentimento sempre foi seu, e quando você disse que eu permaneceria apagada no seu passado distante eu não consegui suportar a dor....

— Felicity... – interrompo tampando seus lábios com os dedos sentindo todas as minhas lagrimas descerem por minha face como fogo queimando minha pele tanto que fez meu coração doer. Eu quero falar, preciso dizer tudo que está preso dentro de mim, como se uma faca estivesse sempre pressionada ao meu coração.

— Mesmo depois de tudo que aconteceu, você ainda consegue me amar, nosso filho ama tanto você, até o Ray que antes te odiava como inimigo número um, hoje ver seu lado bom. – sorri com soluço baixo. – Eu não posso deixar você ir, porque temos um filho e você deve ficar para ser o melhor pai do mundo, precisa ficar por nós dois, mesmo que eu não mereça seu amor. – afirmo sentindo sua barba rala pinica meus dedos com o toque suave. Seus olhos me fitam com intensidade em um silencio desconcertante, eu quero poder gritar seu nome, quero sentir seus lábios novamente me tomar para si de maneira plena e voraz, quero que ele esteja ali todos os dias da minha vida, quero acordar e encontrar seu sorriso e ouvi-lo dizer bom dia de maneira manhosa, quero tudo que ele possa me proporcionar, o que foi tirado de mim, eu imploraria por isso se fosse necessário, porque agora eu sinto meu coração implorando para ser dele novamente. – Fugir não seria uma saída.

— Fugir é uma forma de evitar os sentimentos que nos ronda – diz afastando-se um pouco com olhar indescritível. Ele não é obrigado a ficar comigo só porque sou a mãe do seu filho ou porque, enfim minha ficha caiu, faça porque me ama de verdade. – Eu quero seguir em frente....

— Você pode seguir Oliver, faça o que é certo – fungo limpando minhas lagrimas.

— O certo é ficar – diz me puxando para si abruptamente com sorriso carinhoso nos lábios, arfo em surpresa piscando freneticamente. – Diga apenas o que sente agora e eu serei seu. – ordena com a voz rouca erguendo sua mão livre para apoiar minha nuca com a outra enlaçada em minha cintura com aperto firme.

— Eu quero você – sussurro sendo atraída por ele. – Oliver – imploro que ele me faça sua mais uma vez, da única maneira que ele sempre conseguiu fazer.

— Essa é a Felicity que tanto desejo – diz selando nossos lábios com uma pressão firme, gemo baixo agarrando seus braços másculo para mim, sua língua desliza entre meus lábios tocando a minha com movimento ágil, porra como eu senti saudades.

Sinto sua toalha deslizar entre nós, arranho suas costas com força lhe arrancando grunhidos de prazer, com um movimento rápido meu corpo é erguido do chão e colocado sobre o enorme banco, meus saltos caem no piso fazendo um som estridente soar entre nós, entre minhas pernas ele se apoia sobre os joelhos abrindo meu vestido um pouco impaciente o que me faz sorri com sua pouca gentileza.

— Como se você desse importância para minhas roupas – debocho ofegante segurando suas mãos fazendo-o puxar meu vestido para os lados abrindo-o e rasgando mostrando meu corpo para ele que arfa.

— Felicity – sorriu voltando a me beijar com desejo em uma urgência constante passeando suas mãos por todo meu corpo, gemo com sua ereção tocando minha coxa. Me ergo rapidamente sentando em seu colo sem desfazer nosso beijo no processo, abro e tiro o sutiã jogando-o em qualquer canto. Era aqui e agora, não quero mais fugir, Oliver sempre esteve em meu caminho, mesmo sobre todas as coisas, ele é minha única paixão e punição. – Quero acorda e vê-la aqui. – admite rompendo nosso beijo apenas para olhar em meus olhos.

— Para onde eu iria sem você? – sorri mordendo seu lábio inferior. – Quero que me faça sua, não como antes, não como um amor bobo de verão. – sussurro em seu ouvido com a voz rouca. – Quero ir ao nosso limite, fogo contra fogo – me afasto me apoiando sobre seus ombros. – Me faça suplicar por mais.... Muito mais – mordo o lábio sentindo suas mãos descerem pela lateral do meu corpo, como lastro de fogo até o elástico da minha fina calcinha. Olhando em meus olhos ele rasga minha última peça, não tinha mais como fugir, era nossa chance de provar o quão somos melhores juntos. Agradeço mentalmente por estar tomando pílulas, outro Scott não é uma boa hora, precisamos primeiro recomeçar.

— Não tenho camisinha – informa lendo meus pensamentos com um gemido rouco penetrando-me com um de seus dedos longos. Gemo alto jogando a cabeça para trás em satisfação.

— Estou tomando pílulas, não se preocupe com isso. – gemo novamente com seus movimentos amplos me dando espasmos inquietantes. – Por Deus! Faça o que tenha que ser feito. – mordo o lábio esperando que ele use das suas habilidades para me fazer chegar ao ápice ruidoso.

— Isso lhe dá um charme essencial – sorriu passando os dedos sobre uma fina cicatriz da minha cesariana. Abro os olhos para fita-lo.

— Essa marca mostra o quanto Scott pode ser especial. – afirmo enroscando-me em seus braços perto o bastante do seu rosto. – Foi um parto difícil.

— Sinto muito por não está lá – força um sorriso.

— Você não teve culpa, está aqui agora – sussurro beijando seus lábios com carinho. – Pode pelo menos compensar agora. – pisco.

— Com todo meu prazer – diz com sarcasmo. Gemo ao ser preenchida centímetro por centímetro por ele, minha carne molhada deslizada sobre seu membro pulsante. Meu corpo inteiro se arrepia de maneira sublime. – Felicity – suspira se contendo.

Inclino meu pescoço para o lado, sinto seus lábios pressionarem minha pele exposta com força, deixando mordidas de leve, concentro em me mover com lentidão sobre ele, seus lábios encontram meus seios rígidos e faz deles seu brinquedo favorito, minhas mãos se erguem para sua nuca, sussurro em seu ouvido meus desejos mais profundos. Minhas entranhas queimam cada vez mais com as investidas que se tornam urgentes, ofego mordendo seu ombro deixando minha própria marca.

— Diga a Scott que o pernilongo foi muito malvado com você hoje. – ofega com sarcasmo largando meu seio apenas para sucumbir o outro. Cretino, as marcas seriam sua prova sublime no dia seguinte. – Muito malvado – acrescentou se erguendo do banco ainda dentro de mim, começando a caminhar em passos largos. Fecho os olhos soltando gemidos altos, cada passo é como uma estocada forte, não resisto e me entrego ao ápice chamando seu nome ecoando por todo o vestuário.

— Oliver – ofego começando a amolecer em seus grandes braços, meu corpo é pressionado contra uma parede fria, seu grande peitoral esmaga meus seios. – Eu senti tanto sua falta – confesso olhando em seus olhos. – Nenhum homem.... – gemo com uma estocada firme. – Nunca irá me fazer sentir o melhor dos prazeres – gemo mais uma vez.

— Todos os dias eu me pegava imaginando em vê-la novamente – afirma com outra estocada firme, mordo o lábio com força, amanhã eu acordaria completamente dolorida. – Agora estamos enfim aqui como a primeira vez. – sorriu ofegante. – Pronta? – indaga com uma estocada profunda me deixando anestesiada. Balanço a cabeça positivamente esperando que ele comece a me possuir só como ele consegue realmente fazer.

— Faça – ordeno prendendo completamente seu corpo ao meu. – Agora – mordo seu lábio deslizando minha língua entre seus lábios com o gosto de seu beijo queimando meus lábios.

Sem mais palavras suas estocadas começam, rígidas, bruscas e literalmente profundas de maneira urgente, observo cada movimento seu com êxtase, meus gritos podem ser ouvidos por todo estádio, eu não estava nem ai, só ele poderia me dar todo o amor que sempre desejei, minha fome por Oliver crescia novamente, os espasmos eram fortes para suportar, algo que eu só senti a cinco anos atrás e como um flashback realista Oliver me proporciona outro ápice gratificante, minhas entranhas encolhidas sobre seu grande membro duro me dava a sensação de ser dele eternamente. Satisfeito Oliver chega ao clímax chamando coisas sem nexo afundando dentro de mim uma última vez, imprensando meu corpo contra a parede me arrancando mais um grito e todo meu folego, mordendo meu ombro com força. Diabos, esse homem estava muito melhor do que antes.

[......]

— Muito sexo ainda me dá fome – choramingo saindo do colo de Oliver que sorri de canto.

— Transamos o quê? Três vezes? – indaga entediado. Lanço um olhar divertido rondando o lugar com passos lentos e descalços apenas com minha calcinha e um sutiã. – Acho melhor vestir algo, não quero que nenhum babaca abra a porta e a veja assim – suspira.

— Na verdade foram cinco vezes – corrijo dando passos até o final do vestiário. – Belo trabalho jogador, amanhã vou trabalhar em pé – abafo minha fala com a mão. Desde quando me tornei insana? Gargalho mentalmente.

— Assim sempre saberá que é só minha – diz com desdém.

Sorrio baixo notando uma bolsa em um canto afastado, me inclino e pego a mesma para mim. Me movo até o banco onde está Oliver.

— O que é isso?

— Vamos descobrir agora – respondo com suspiro abrindo a bolsa. Arregalo os olhos com uma foto do Tommy e Ray sorrindo para a câmera como dois filhos do capeta segurando uma placa ‘’façam amor’’. – Desgraçados – praguejo incrédula.

— Ainda não entendi essa união dos dois – diz Oliver confuso.

— Dois sádicos, não precisamos entender – bufo jogando a foto para o lado. Abro mais a bolsa e me deparo com várias camisinhas. – Adolescentes sádicos – reviro os olhos jogando as camisinhas para os lados. – Miseráveis – bufo com o kit de primeiros socorros com a mensagem grifada ‘’Não se matem, façam sexo!’’ — Idiotas – suspiro por fim encontrando algumas roupas nossas e comida. – Pelo menos não morreremos de fome – dou de ombros vestindo uma camisa oficial do time sentando no colo de Oliver novamente abrindo um pacote de biscoitos.

— Você é linda de todas as maneiras – afirma com carinho afastando meus fios loiros do rosto.

— Obrigada por não desistir de mim – confesso envolvendo seu pescoço com um braço, deixando um beijo casto em seus lábios. – Não quero mais ficar sem você.

— Jamais – sussurra me deitando no banco fazendo os biscoitos caírem no chão. – Que tal usar aquelas camisinhas? – sugere com uma risada sarcástica entrando por baixo da camisa que visto.

— Oliver – gargalho.

Depois de anos eu estava realmente me permitindo me sentir feliz novamente.

Notas finais
Deixem seus comentários, plis! até a próxima semana! beijocas da Natty.