This Love
22 Say You Love Me.
Notas iniciais
Say you love me to my face
I need it more than your embrace
Just say you want me, that's all it takes
Heart's getting thorn from your mistakes
Say You Love Me – Jessie Ware
Uma semana depois.
Pov Felicity Smoak.
— Baby, posso andar! – Exclamei entre risadas, enquanto Oliver me carregava escada abaixo. Meu pé não doía mais, não eram necessários todos esses cuidados excessivos. – Oliver!
— Eu gosto de carregava você, ou fazer outras coisas... isso me deixa aliviado. – suspirou sorrindo torto onde continha uma pitada de malicia no ar, colocando-me sentada no sofá fofo da sala, Oliver me estudou por um momento mais depois acenou em desdém. – Ainda estou tenso, com tudo que aconteceu no último jogo.
— Eu estou bem. – acaricie sua barba rala com as pontas dos dedos buscando seu olhar azul “matador” como tanto amo.
— Eu sei... só me dê algum tempo para processar tudo. – sorriu com mais fofura, o que me tornou uma poço “humana” de tesão. Dias... que Oliver me evita com o discurso:
Não posso machuca-la. Pelo o amor de Deus! Estou mais bem do que todos nessa casa.
— Espere – grunhi puxando pelo o seu colarinho ao nota-lo a se afastar de mim para buscar algo na cozinha. – Estou maravilhosamente bem, homem.
— Felicity... – alertou com preocupação.
— Precisamos conversar. – falei direta puxando-o ainda mais sobre mim. – Muito. – acrescentei mais amistosa.
— Nessa posição? – ergueu a sobrancelha fingindo que está ofendido, fitando todo o meu corpo com malícia. Assenti com meu rosto corando, assim como todo o meu corpo.
— Você está me evitando, não aguento mais. – suspirei dramaticamente, seus olhos brilharam divertidos.
— Não estou não. – discordou com uma risada abafada.
— Está sim! Mais preciso saber... é por causa do acidente no jogo? Ou por causa da nossa última briga? – engoli em seco, com nervosismo tomando conta de mim.
Oliver desviou o olhar, senti todo o meu corpo ficar tenso, eu o amo tanto, que o pensamento de perde-lo faz-me ficar em pedaços, funguei contendo as lagrimas, nos últimos dias tenho estado mais sensível do que o normal.
— Não é por causa da nossa briga. – enfim ele falou voltando a olhar em meus olhos com a expressão suave. – Tudo o que eu disse no hospital é verdade... meu coração é seu, e não existe outro lugar no mundo, onde eu deseje estar, que não seja ao seu lado.
Suas palavras tocaram tão profundamente, que todo o meu corpo vacilou, se não fosse o sofá abaixo de nós, eu teria desmoronado de alivio.
— Eu sei que fui uma insensível com você... dizendo todas aquelas coisas para você sem filtro no elevador. Sinto muito. – pedi massageando seus ombros. Sorri envergonhada.
— Minha pequena princesa. Não precisa perdi desculpas por ama tanto uma pessoa, sou seu homem, baby, isso só mostra que somos adultos o suficiente para lidarmos com todas as barreiras, e que queremos mais do que a vida pode nos dar. – disse contornando meus lábios com o polegar. – Estou aqui, Felicity... sempre vou estar. – assegurou sem deixar de olhar em meus olhos, com a expressão séria. Sem me conter desabei no mar de lagrimas, fazendo-o franzir o cenho. – Não chore.
— Desculpe é mais forte do que eu. – Funguei enxugando as lagrimas colocando o maior sorriso no rosto. – Eu te amo. – afirmei com todo meu coração.
— Eu te amo mais ainda. – piscou me roubando um beijo profundo, apenas para me deixar zonza e sair cantarolando para a cozinha. Sem mais palavras percebi que nossa história estaria longe de um fim.
[...]
Sorrindo eu admirei Scott correr atrás da bola no gramado da nossa mansão com Oliver atrás de si, meus dois amores, o que seria de mim, sem nenhum deles? Amo tanto que chega a doer no peito. Olhando assim, eu queria guardar para sempre na minha memória, todos os momentos bons e ruins que vivemos até agora... foram tantas coisas.
— Felicity. – Chamou Ray entrando no quarto com os olhos de Bambi para mim. Franzi o cenho para ele com uma careta.
— O que houve? – Tentei sorri do seu nervosismo. Raramente Ray fica nervoso, principalmente perto de mim, que sei seus segredos mais profundos, Ray começou a se mover pelo o quarto como um leão enjaulado. O que me deixou enjoada.
— Estou apaixonado de novo. – Mordeu os lábios me estudando por um momento. – Pela a Sara... – Completou mais nervoso. – Tenho medo de me ferrar novamente.
Bom... Sara? Sara. Nossa.
— Nossa... uau. – Abri a boca e fechei novamente, várias vezes como um peixinho. – Não sei o que dizer.
Depois que sai do hospital, Ray confessou que está novamente com Sara, incialmente eu achei estranho, não pelo o nosso passado, mas porque Ray é tão assustadoramente possesso, finalmente meu irmão perdoou. E eu estou feliz por ele, disso não tenho dúvidas.
— Só uau? É tudo que tem para dizer? – Bufou com uma carranca passando as mãos pelos os cabelos alinhados, que agora mais parece um ninho de pássaros.
— Ray. – Sorri me aproximando dele, com o pé dolorido. Mesmo uma semana depois, meu tornozelo ainda dói, entre fisgadas. – Você é um homem inteligente, sabe o que está fazendo. – Acariciei seu ombro com um movimento gentil, observando ele relaxar... esvaziando toda a tensão acumulada.
— Eles erraram muito no passado... mas como você, eu jamais irei esquecer todos os momento bons que passamos juntos, a mentira foi triste e vazia, mas o amor que sentimos sempre vence. – Confessou ele sentando na beirada da cama com sorriso torto. Balancei a cabeça na mesma concordância ficando ao seu lado. – Eu vou sair de casa. – Disparou me fazendo dar um pulo.
— Oooooo quê? Por que? – Gaguejei com nervosismo passando para mim. – Não pode nos deixar. – Afirmei com o coração disparado. – Eu sei que você não gosta e nunca vai gostar do Oliver, mas você é meu irmão, e todos esses anos, você me apoiou, eu e Scott amamos você...
— Eu sei que sim, assim como eu os amo, mas preciso dar meus passos querida, nossa família está ficando cada vez maior Felicity, é hora de seguir em frente. – Sorriu com carinho segurando meu rosto entre as mãos. Mesmo assim eu ainda não estava pronta para vê-lo longe de mim, desde meus doze anos, convivo com Ray, ele sempre cuidou de mim como meu irmão mais velho, mesmo não tendo o mesmo sangue.
— Para onde você vai? – Engoli o choro.
— Minha cobertura no centro. – Deu de ombros. – Não é muito longe, só são vinte minutos, a qualquer hora. – Piscou me dando conforto.
— Você vai morar com a Sara?
— Sim... estamos começando a formar nosso próprio quebra-cabeça. – Sorriu timidamente. – Por isso, precisamos passar mais momentos juntos.
— A qualquer hora, Ray. – Repeti suas palavras com a vista embaçada pelas as lagrimas. Eu sabia que essa hora iria chegar, mesmo que ele fosse morar do outro lado da cidade. – Eu amo você. – Falei baixinho me agarrando a ele.
— Eu também amo você, irmãzinha. – Suspirou nos meus cabelos me dando conforto. – Sempre.
Ray tem razão, está na hora de seguir com seus próprios pés. Afinal eu nunca vou está sozinha, minha tristeza foi substituída por felicidade. Sempre vamos está em casa.
— Mamãe. – Chamou Scott entre pulinhos, ficando ao meu lado, vestido com short xadrez, tênis e uma camiseta preta com o símbolo do Batman. – Por que você está chorando? – Ergueu uma sobrancelha confuso.
— Não foi nada. – Funguei limpando as lagrimas do meu rosto. – Caiu algo no meu olho.
— Hey campeão. – Ray se agachou para ficar na mesma altura de Scott. – Precisamos conversar, que tal o sorvete na cozinha? – Piscou.
Scott me encarou desconfiado, mas sorriu abertamente, balançando a cabeça para seu tio, com a mão esticada para Ray, eles seguiram para o corredor entre suas brincadeiras. Com alguns minutos me perdi em pensamentos, que foram quebrados pelo o homem da minha vida.
— Amor. – Chamou Oliver ficando a minha frente vestido com um jeans desbotado caindo perfeitamente sobre os quadris, e uma camiseta branca que agarra seus músculos maravilhosos, a visão me fez babar por minutos. – O que aconteceu? – Ergueu uma sobrancelha como Scott fez minutos atrás, o gesto me fez sorrir, tão parecidos. Meu Deus.
— Estou bem. – Suspirei balançando a cabeça para afastar o drama que se alastrou no meu quarto. – Ray está saindo de casa. – Falei.
— Ótimo. – Abafou uma risada sarcástica. Dei um tapa leve em seu braço apenas para fazê-lo sorrir ainda mais. – O que foi? Assim teremos a casa só para nós. – Piscou com malicia me fazendo revirar os olhos.
— Sarcasmo não combina com você senhor Queen. – Murmurei.
— Mau humor não combina com você senhorita Smoak. – Murmurou no mesmo tom. – Hey. – Ergueu me queixo com o indicador me fazendo olhar no azul profundo provocador que só ele pode passar. – Não menti quando eu disse, que estarei ao seu lado para o resto da minha vida. Eu te amo, pequena. Onde você for, eu vou, sempre será meu lar Felicity. – Afirmou com sinceridade.
— Não quero que fique pelo Scott, tem que ser por que você ama nós dois, e que seu coração esteja certo disso. – Abafei um soluço, mas que droga! Ultimamente estou muito emotiva.
— Claro que sim. – Franziu o cenho limpando a fonte que se formou no meu rosto. – Estou aqui, porque quero estar e porque sou feliz, só isso basta, meu amor por vocês dois, sempre será infinito, acima de tudo e de todos.
— O meu também. – Sorri de coração aberto.
— Estou suado. – Ergueu os braços, assim que passei os meus entornos da sua cintura.
— Eu sei... eu gosto disso. – Pisquei buscando seus lábios. Com gemido baixo, ele me agarrou me erguendo no colo, cruzei as pernas na sua cintura. Com passos largos Oliver entrou no banheiro, ainda me dando beijos profundos, o gosto da sua boca, sempre será o melhor de todos. O conforto dos seus braços, sempre será o melhor de tudo.
— Toma um banho comigo. – Pediu mordiscando a pele sensível do meu decote. Com o gemido abafado assenti. Me colocando novamente no chão, observei ele encher a banheira com sorriso torto nos lábios.
Tranquei a porta do banheiro e comecei a me despir completamente, até que não tinha mais uma peça sobre mim, Oliver fez o mesmo consigo, o que me deixou mais em chamas, ver aquele homem em toda sua gloria, é mesmo de tirar o folego. Braços fortes ombros largos, coxas grossas e pernas torneadas.
— Venha. – Chamou com a mão estendida para mim.
Atendi de imediato, seguindo para a banheira meio cheia e com muita espuma, sentei no meio, e Oliver ficou logo atrás de mim. Deitei de costa no seu peito, escutando seu coração bater, sua respiração tocando meus cabelos, e suas mãos passeando por meu corpo lentamente, a cada toque uma emoção diferente, mesmo sem estar dentro de mim ainda, ele tem o dom, de me fazer derreter em segundos. Quando suas mãos enormes pararam nos meus seios, eu prendi a respiração, o desejo já estava me consumindo. Seus lábios desceram para meu pescoço, onde inclinei para que ele tivesse todo o acesso possível.
— Oliver. – Gemi girando nos seus braços, não me controlaria por muito tempo e muito menos, estaria aqui só pelo o banho, eu queria mais, muito mais naquele momento. – Eu preciso de você.
— Eu estou aqui. – Sorriu alisando as maças do meu rosto com o brilho intenso nos olhos.
— Eu preciso de você. – Afirmei com firmeza me deslocando para seu colo, fazendo a agua transbordar da banheira. – Agora.
Com sorriso satisfeito, seus lábios foram de encontro com os meus, abrindo a boca para recebe-lo, sua língua acariciou cada canto da minha boca, suas mãos desceram para meu quadril com aperto firme, sua ereção pronta tocou entre minhas pernas, me fazendo gemer mais profundo. Meu Deus! Sem me conter comecei com movimentos sobre ele, arrancando seus gemidos, minhas mãos em sua nuca, puxei-o mais para mim, aprofundando nossos corpos sobre o outro.
— Não grite. – Ordenou mordendo meu ombro com suavidade. – Não estamos sozinhos. – Uma de suas mãos desceram entre minhas pernas, deslizando um dedo dentro de mim. Fechei os olhos, contendo os gritos ou gemidos que com certeza toda vizinhança nos ouviria. Seus movimentos tornaram-se mais intenso, assim como outro dedo se juntou a sua tortura mais profunda, minhas paredes internas queimavam a cada movimento assim como todo o meu corpo. Sua outra mão livre segurava minha nuca, ele jamais deixou meu olhar, minha respiração ofegante tocava seu rosto. Mordi o lábio com força.
— Oliver... eu estou... quero... meu... – as palavras saiam sem controle assim como meu corpo acompanhava cada movimento dos seus dedos. Gemi longamente sentindo os espasmos do meu corpo se ampliar e tudo a minha volta torna-se um borrão. Afundando meus dentes em sua carne do ombro, engoli o grito assim que me entreguei ao clímax. Em meu ouvido, escutei todas as palavras de carinho que ele falava. Seus dedos saíram de dentro de mim, me empurrando para cima, Oliver se encaixou abaixo de mim, me fazendo descer lentamente sobre seu membro. – Oh Meu. Deus. – Gemi me movendo para acomoda-lo em mim. Eu podia transar com Oliver o dia inteiro entre meses e semanas, mas acho que nunca me acostumaria ao seu tamanho.
— Devagar. – Instruiu baixinho, mordendo o lábio para conter seus gemidos.
Desci e subi como ele pediu, provando nossos movimentos com todo o prazer que sinto por ele, sua boca procurou a minha, com beijos famintos, suas mãos me apertavam em cada parte sensível do meu corpo, mesmo dentro da agua, eu suava como o inferno, sua pele macia do peito, deixava meus seios sensíveis e duros. Com o desejo profundo tomando forma e conta de mim, acelerei o ritmo, sobre ele, me fechando cada vez mais com ele dentro de mim, um tremor percorreu meu corpo com avidez, soltei seus lábios, jogando a cabeça para trás. Sabendo que eu não resistiria por muito tempo, Oliver ergueu a mão e cobriu meus lábios, para abafar o meu grito, que saiu como um ruído rouco, no banheiro, senti como meu segundo orgasmo me tirou de orbita.
— Felicity. – Gemeu Oliver lambendo e sugando meu mamilo, desabando embaixo de mim com seu próprio orgasmo. — Vykhodi za menya, malen'kaya printsessa. — Ofegou no meu ouvido com as palavras em russo, o que me congelou no mesmo momento. Voltei minha atenção para ele, com os olhos marejados. — O que disse? – Eu sabia exatamente cada palavra do que ele disse, mas eu precisava ouvir em nossa língua, claramente o que ele acabou de me proporcionar. — O que você acabou de ouvir – ofegou tomando o controle, e me puxando mais para si, deixando meu rosto a centímetros do seu rosto. – Case-se comigo, pequena princesa. – Acariciou meu cabelo colocando uma mecha atrás da minha orelha, trazendo seus dedos para a frente do meu rosto com lindo anel. Arregalei os olhos para o diamante enorme, que brilhava mais do que qualquer outra coisa linda no mundo, outras pedrinhas como diamantes rosas, enfeitavam as laterais. Sem me conter ou dizer palavras, eu só conseguia chorar de emoção. — Você me pediu em casamento, em uma banheira, comigo nua e ainda dentro de mim. – Sorri entre soluços. — Para faze-la feliz... em todo lugar. Quando eu vi você naquele estádio tão frágil e no hospital, você não sabe a dor que passou por mim, a vida é muito curta, e eu quero estar ao seu lado todos os dias, a cada maldito segundo. Baby – Sorriu. – Felicity Smoak, deseja se casar com esse mero jogador de futebol americano? Prometo ama-la, pelo resto da minha vida, apenas diga sim, e eu serei seu para sempre. – Disse com carinho. Estendi minha mão para ele, ainda com espumas, não contive e dei um tapa estalado no seu braço, fazendo o gemer com uma careta, funguei com meu coração a mil, ele sorriu com satisfação e deslizou o anel brilhante no meu dedo anelar, fazendo meu coração disparar no peito, minha respiração falhou assim como todo o meu corpo, ele era meu, assim como sempre fui dele, e não há mais nada no mundo que me faça mais feliz, do que o amor que sinto por Oliver. — Eu aceito com todo o meu coração Oliver Queen. – Sorri ainda entre lagrimas. – Agora e para sempre. – Pisquei. – Eu te amo. – Afirmou voltando a me beijar loucamente. – Eu também te amo. – Com todo o meu coração, eu disse as palavras que eu repetiria por toda a minha vida. As palavras magicas que sempre fariam do nosso amor, mas forte e único.
Mais uma vez, nos entregamos ao nosso amor ardente. Aquele que viveria para sempre dentro dos nossos corações. Sem limites, sem mais barreiras.
[...]
Pov Caitlin Snow.
Por toda a minha vida, eu tive momentos difíceis, minha irmã, sempre foi a mais querida, bem-amada da família, e eu a cientista sem graça, que amou mais nunca foi amada de verdade. Não existe coisa pior do que viver à sombra de outra pessoa. Eu amei o Jay, mas ele nunca me amou como deveria, me usou da pior forma, para conseguir apenas poder e mais poder sobre mim. Minha irmã como a cretina que sempre foi me traiu, e mesmo assim sempre foi considerada a melhor. Fazendo meu mundo desmoronar, mesmo que aquilo não fosse me abalar para sempre. Tudo estava no preto, escuridão e vazio, até o momento em que ele entrou na minha vida e mudou tudo desde então. Eu não preciso de nada! Eu preciso dele.
— Tommy. – Gritei em meio à multidão, enquanto o Merlyn cínico fazia sua exibição em cima da mesa de uma boate.
Depois de aceitar jantar com ele, resolvemos seguir para uma boate no centro da cidade, maldita hora que deixei ele consumir tanto álcool. Quem diabos coloca o nome em uma bebida de “boquete”?
— Baby. – Chamou com aceno para que eu me juntasse a ele, coisa que eu nunca faria, nem nessa vida muito menos na próxima. – Venha e dance comigo. – Ordenou com toda sua sensualidade passando a mão no peito, o que me fez estremecer de prazer, eu não sei, mas sinto que ele está me corrompendo.
— Merlyn, saia logo dessa maldita mesa. – Bufei jogando os cabelos para o lado. Todas as mulheres secavam o corpo de Tommy como se ele fosse um pedaço de carne suculento. Revirei os olhos quando ele jogou sua jaqueta para mim assim como sua camiseta branca, mostrando todo o seu corpo forte. Essa foi minha vez de babar, abaixo do bíceps direito contém uma tatuagem; um coração derretendo em meio a chamas, como se fosse um coração partido. Não consegui decifrar, mas mesmo sendo sombrio, combinava com ele, de maneira sexy. Mordi o lábio, observando seu corpo suado se remexer sobre a mesa, de acordo com a música. Outra mulher se aproximou dele, deixando uma nota de cem dólares, no elástico da sua cueca, o que me fez franzir o cenho incrédula. – Tommy. – Gritei mais irritada, mas dois minutos ali, todas elas devorariam ele.
— Amor... sou todo seu. Não se preocupe com nada. – Sorriu ignorando as mulheres a sua volta, seus lindos olhos azuis brilharam para mim, com seu modo brincalhão. Ele era lindo de todas as formas possíveis, eu me sentia tão bem ao seu lado.
— Desça. – Ordenei erguendo uma sobrancelha para ele.
— Não. – Fez beicinho bebendo outro gole do maldito “boquete”.
— Você que sabe. – Joguei suas roupas para o lado, em um sofá vazio, corri o olhar pelo o local, me encaminhando em direção a pista de dança.
Sem olhar para trás, comecei a dançar no meio de outras pessoas, muitos deles homens, o cheiro forte de bebida tomou conta das minhas narinas, ignorei jogando os braços para cima, dançando conforme a música mexia comigo. Braços fortes envolveram minha cintura, roçando o corpo másculo atrás de mim, sorri sentindo o cheiro familiar de Tommy.
— Não me provoque. – Sussurrou ao meu ouvido com a voz rouca.
— Você me provoca sempre, nada como provar do mesmo veneno. – Sorri empurrando-o com o quadril para trás, girei sobre meus calcanhares, encontrando seu olhar divertido, sem deixar de dançar continuei com meus movimentos sensuais, chamando atenção de outros homens ao meu lado.
— Bela gatinha. – Sorriu um cara alto, com dentes perfeitamente brancos, cabelos loiros e olhos azuis.
— Belo anjo. – Entrei no seu jogo com doçura. Antes mesmo que o cara chegasse até mim, Tommy entrou no meu campo de visão puxando-me para si bruscamente.
— Minha, minha, minha. – Rosnou colando nossos lábios de maneira objetiva e possessiva. Seu contato feroz me deixou surpresa incialmente, o que levou minutos até eu corresponder da mesma maneira. – Eu te amo... – soltou meus lábios, sem um pingo de folego, olhando dentro dos meus olhos, com o tom forte do azul destacando-se abaixo da luz. – Eu jamais amei alguém assim.
— Tommy. – Engoli em seco, tentando assimilar o que eu acabei de ouvir. Ele me ama? – Não tem como você me amar. – Pisquei com nervosismo. – Estamos saindo apenas...
— Uma semana, sei disso, okay. – Revirou os olhos passando as mãos sobre os cabelos. – Mas você é a única que me faz sentir essas coisas. – Acenou como se estivesse espantando alguma mosca no ar.
— Coisas? – Ergui uma sobrancelha.
— Isso... coisas do amor. – Grunhiu me fazendo sorri. – Quero transformar você naquelas mulheres mimadas. Coloco o mundo aos seus pés, se você deixar. – Sorriu de maneira sugestiva. – Não precisa dizer que me ama, para me fazer feliz, basta apenas ficar comigo.
— Está falando sério? Ou está com os níveis do álcool lá em cima? – Questionei desconfiada, analisando seus olhos, e suas outras afeiçoes.
— Cait. – Repreendeu segurando meus pulsos próximo ao seu rosto, fazendo-me embalar. – Nunca estive tão lucido na minha vida, gatinha.
Algo me dizia que é mesmo verdade, ele é o tipo de homem que brinca com tudo, mas desde que começamos a nos conhecer ele mostrar, seu lado mais profundo, já compartilhamos tantas coisas, em tão pouco tempo, que chega a assustar, uma semana com Tommy me fez ver que cinco anos com Jay, não me valeu nada. Mordi o lábio, e observei cada detalhe dele.
— Eu também estou apaixonada por você. – Sorri torto.
— Ótimo, agora vamos para lua de mel. – Disse puxando-me para pegar suas coisas e sair da boate.
— Lua de mel?
— Momento de amor... fazer amor com você Cait. – Disse me arrastando pela a calçada.
— Felicity disse que não é uma boa ideia, eu namorar você. – Provoquei.
— Aquela mulher me odeia. – Revirou os olhos. – Não tenho culpa de ser mais quente do que o Oliver. – Piscou com malicia.
— Não posso concordar com você, não sei como o Queen...
— E nunca vai saber. – Interrompeu com uma risada aguda. – Agora por diante, sou o único homem da sua vida. Então vamos logo, desde o primeiro dia que a vi, desejo tirar suas roupas.
— Só isso? — Provoquei
— E ir bem fundo em você. – Sorriu com charme.
— Tudo bem. – Soltei uma risada, deixando-o me levar a qualquer lugar que ele possa nos proporcionar prazer. Eu não queria admitir agora, mas o amo, disso jamais teria dúvida. E a cada dia, meus sentimentos só crescem.
Pov Sara Lance.
— Ray não quero ficar mais com isso. – Grunhi frustrada com o lenço cobrindo meus olhos. Tudo não passava de escuridão, e no fundo nunca gostei de surpresas.
— Calma. – Disse me empurrando para fora do elevador.
— Onde estamos indo? – Mordi o lábio sendo guiada por ele.
— Um lugar em especial. – Disse naturalmente.
— Então tire essa venda de mim. – Estremeci.
Ele não falou nada, apenas sorriu no meu ouvido, dando beijos no meu pescoço, estava tudo silencio, se era um corredor, então era muito grande. Ray me parou em frente a algo. Tentei tatear, mas ele segurou minhas mãos.
— Confia em mim? – Perguntou.
— Sim.
— Então vamos. – Escutei sua risada abafada quando ele abriu uma porta. Com passos largos ele me fez entrar em algo, desde que saímos do meu quarto de hotel, que estou com a maldita venda, então dizer onde estamos é como querer acertar na loteria. Uma chance em um milhão. Revirei os olhos, e segurei sua mão com mais força, fazendo-o soltar um gemido frustrado.
Paramos de repente, e Ray ficou a minha frente, com delicadeza ele tirou a venda, pisquei várias vezes até me acostumar com a iluminação do local, era um lugar grande, com janelas enormes, do teto ao chão, dando uma vista para o centro de uma Nova York maravilhosamente bonita. A visão me deixou anestesiada, percorri o lugar, olhando os detalhes.
— Onde estamos?
— No nosso apartamento. – Disse colocando as mãos nos bolsos do seu jeans.
— Nosso? – Engoli em seco.
— Sim. Nosso, pretendo morar aqui com você. – Sorriu olhando em volta. – A decoração fica por sua conta.
— Meu Deus, Ray! – Exclamei sem acreditar.
Ele estava de volta na minha vida, mesmo depois das mentiras e por tudo que passamos, ele ainda me ama, e isso me fez querer chorar vários dias de felicidade, quando imaginei que tudo tinha acabado, ele voltou para mim.
— Baby... eu sempre amei você. – Abriu os braços me fazendo agarra-lo ali, como se o resto do mundo menos importasse.
— Eu.. eu.. não sei o que dizer.
— Basta apenas dizer sim. E ficar comigo aqui. – Sorriu cobrindo meus lábios com os seus. Senti as lagrimas molharem meu rosto. Nossa casa? Nosso lar. Eu não poderia estar mais feliz.
— Eu te amo. – Foi tudo que eu consegui dizer de maneira aberta e direta olhando nos seus olhos negros. Passei as mãos nos seus cabelos com o maior sorriso do mundo.
— Eu também. – Sorriu.
— Nossa casa? – Ergui a sobrancelha.
— Que tal batizarmos o lugar? – Sugeriu com malicia.
— Sem cama?
— Quem precisa de uma, quando se tem o chão ou a parede. – Sorriu me pegando no colo, imprensando-me na parede com seu desejo sublime. – Me beije, e o resto que se dane.
Assenti com meu maior sorriso no rosto, em minutos não tínhamos mais nada, sobre a pele, a não ser nossos corpos suados e grudados, depois de anos, eu estava em casa. Com o homem que sempre vou amar, agora e para sempre.

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