This Love
23 Love Me Now.
Notas iniciais
I don't know who's gonna kiss you when I'm gone
So I'm gonna love you now, like it's all I have
I know it'll kill me when it's over
I don't wanna think about it
I want you to love me now
John Legend — Love Me Now
Semanas depois.
Pov Felicity Smoak.
Se em alguns anos atrás, alguém me perguntasse, se estou noiva de um jogador de futebol americano, eu iria rir por horas e dizer a pessoa quão louca foi sua pergunta. Mas hoje a vida me deu um tapa “acorda Felicity” você é mesmo noiva de um jogador, e mãe do filho dele.
— Céus! – Jogo a mão para o ar, quando Oliver marca mais pontos para sua equipe. – Esse é meu homem. – Solto uma risada larga.
Depois do último atentado a minha vida, em um jogo como esse, Oliver tornou-se o maior protetor dos últimos tempos, exigiu ala vip para toda sua família como dos outros jogadores, contratou até mesmo dois seguranças para nos fazer escolta por todo o estádio. Sempre que tem uma pausa em campo, ele vem até mim... isso até MIM! E me olha com aqueles grandes olhos azuis minuciosamente cada detalhe do meu corpo, pergunta se estou com dor, se estou cansada... cada detalhe! É lindo e fofo, mas as vezes irritante, parece que sou Scott de cinco anos, que tem mais liberdade do que eu. Estamos no último jogo da temporada, hoje define o campeão.
— Mamãe. – Chama Scott animado. Deslizo minhas mãos pelos seus ombros até sua cintura minúscula e o puxo para o meio das minhas pernas.
— O que houve, querido? – Sorrio alisando seu cabelo louro para o lado.
— Eu quero aquilo! – Apontou para uma menina, que está comendo um sanduiche grande.
— Oh... sim, está com fome?
Ele balança a cabeça e morde o lábio, com olhos brilhantes.
— Okay... – Murmuro me erguendo do banco. Meu pé já está completamente sarado, o que facilita toda minha locomoção para fora da área vip.
— Onde você vai? – Indaga Ray, com o braço envolta dos ombros pequenos de Sara. Que fita o campo animadamente. Olhando assim, percebo o quanto os dois combinam, e que meu irmão, depois de tanto tempo, está realmente feliz, com a vida que escolheu.
— Comprar um sanduiche para Scott. – Respondo com sorriso torto.
— Oh... meu... oh.. – Olho para Cait que está entre pulinhos e gemidos de satisfação. Com seus olhos castanhos acompanhando cada movimento do seu homem... Meu Deus! Eu disse seu homem?
Tommy nada mais e nada menos, está namorando minha amiga, que finalmente também se encontrou com alguém que realmente a ama, por mais que os dois ainda não tenham admitido a verdade, e insistiam em seguir apenas com sexo casual, mas com a noite anterior de ciúmes cômico no meio da sala de jantar, porque Tommy recebeu duas mensagens de uma ex, Cait soltou todos os cachorros e fez um ultimato épico.
“Somos exclusivos, Merlyn, ou nunca mais me verá na vida”
Depois disso, Tommy ajoelhou-se e jurou amor eterno, jamais irei esquecer essa cena, então desde ontem, posso notar como minha amiga está feliz, depois de tantos anos, de sofrimento, nas mãos de Jay. Argh.
— Volto logo. – Murmuro para ambos, onde Ray assente voltando sua atenção para o campo, enquanto Cait nem me viu sair. – Antes que o jogo acabe. – Jogo por cima do ombro.
Segurando a mão de Scott, sigo até a lanchonete do estádio, não há filas, o que ótimo, enquanto Scott olha para enorme TV, que exibia a luxuria de todo o time em campo, eu faço pedidos, e espero. Depois de minutos uma atendente um pouco asiática e exótica me passa os sanduíches.
— Seus pedidos senhorita. – Disse com sorriso.
— Obrigada. – Assinto descendo o olhar para Scott que ainda está inerte as coisas a sua volta. – Hey baby seu... – paro a frase com um embrulho horrível no estômago.
— Mamãe. – Chama Scott observando meu rosto, acho que ele pode notar o quão pálida fiquei em segundos.
Volto minha atenção para o sanduíche de bacon em minhas mãos, e o aroma me faz convulsionar por dentro. Jesus! Estou realmente passando mal, agora.
— Era meu lanche mamãe! – Exclama Scott irritado quando eu jogo os sanduíches na lata do lixo o mais longe possível de mim. O enjoo vem mais forte, me fazendo tremer. Cubro a boca com a mão, e sigo em disparada para o banheiro, com Scott ainda entre protestos ao meu lado. – Mamãe, isso é o banheiro das meninas. – Observa espantado.
Eu sei que sim, mas não posso deixa-lo no corredor sozinho, é meu filho caramba. Dou graças a Deus, ao notar que o banheiro está vazio, solto a mão de Scott, e corro o mais rápido possível para o vaso, onde descarrego toda a comida que possuía dentro de mim; jantar, café da manhã e almoço. Tudo ralo abaixo. Com alguns minutos saio da cabine e vou até o espelho. Sento Scott na pia, enquanto ele balança as perninhas no ar, e me estuda como seu eu fosse um extraterrestre incorporado no corpo da sua mãe, faço uma higiene rápida, jogando agua no meu rosto. Ao olhar meu reflexo no espelho, vejo meu rosto completamente pálido, olhos grandes e azuis. Estou péssima, parece que um trator passou por cima de mim, e me arrastou pelo o asfalto durante horas.
— Desculpe por isso querido. – Quebro o silencio com a voz baixa, amarrando meu cabelo em coque desleixado. Tiro meu casaco, e abro dois botões na minha blusa. Parece que o inferno abriu as portas, porque o suor já se faz presente na minha pele. Devido o nervosismo do momento.
Scott não diz nada, ainda me fita com insegurança.
— Por que você está... eca. – Aponta para o vaso com uma careta. O que me faz rir. – Você está bem?
Por que estou assim? Essa é minha vez de questionar a mim mesma... suspiro pausadamente me recompondo, procurando uma resposta adequada para dizer-lhe.
— Foi só um mal-estar. – Respondo.
— Por quê?
— Porque senti o cheiro de bacon... – engulo as palavras arregalando os olhos para o espelho, se antes eu já parecia um fantasma, agora já nem sei mais o que eu pareço, porque, porra... na última vez que eu senti cheiro de bacon e surtei foi exatamente cinco anos atrás. – Oh... meu... Deus. – Gemo com um tremor percorrendo meu corpo.
— Mamãe, você está me deixando tonto. – Scott geme com uma carranca ao me ver circular o banheiro entre passos e tropeços apressados, fazendo o chão abaixo de mim estalar. Tudo em mim treme. Não pode ser... não pode ser. Eu repito loucamente a mesma coisa enquanto o ataque de pânico me consome. – Mamãe. – Berra Scott me chamando atenção. – Eu quero meu papai, não quero mais ficar aqui. – Choraminga assustado.
— Oh, baby, sinto muito, estou assustando você. – Me apresso com as palavras ficando a sua frente. – Desculpe, desculpe, vamos embora daqui.
Com Scott mais calmo, fico mais calma. Inspiro o mais fundo que consigo, e saio do banheiro, onde acho que passamos horas, ainda tremo um pouco, onde Scott me olha desconfiado, tento sorrir, mas meus olhos queimam, quero chorar, gritar e me esconder agora, mas não posso, não mais. Eu pensei que com os anos aprenderia a lição, é muito cedo ainda para isso acontecer, estou tão nervosa, que meus pés estão por vida própria, minhas mãos suadas, e minha respiração irregular. Observo as pessoas saindo do estádio, vejo o placar, onde mostra uma vitória arrebatadora dos GD´s. Campeão mundial. Entre pulinhos Scott solta minha mão e corre o mais rápido possível para o pai, que o pega no colo e sorri animadamente com seu filho. Scott cochicha algo em seu ouvido, onde Oliver me lança um olhar preocupado.
— Você está bem? – Ray cobre minha visão com o olhar escuro em pura preocupação.
— Estou. – Suspiro balançando a cabeça.
— Não me parece isso. – Retruca desconfiado.
— Não estou. – confesso a beira das lagrimas, sabendo que é inútil esconder as coisas de Ray.
— Hey... o que houve? – indaga.
— Ray... eu estou... eu... – gemo sem conseguir confessar.
Isso nos leva há cinco anos atrás, na Rússia, onde eu lhe disse que estava esperando um bebê. Por Deus! Estou gravida de Oliver de novo. Por que tem que ser assim? Nem nos estabelecemos em uma vida normal ainda, e já estou procriando como uma gata novamente. Como pode isso? Meu Deus.
— Você o que? Mulher está me deixando nervoso. – Ray me estuda com nervosismo. – Você está assustada, corando, chorando e balbuciando como... Santo Deus! – exclama arregalando os olhos para mim. – Você só esteve dessa maneira, quando... – geme anestesiado. – Gravida? De novo? Felicity qual seu problema com gravidezes inesperadas?
Balanço a cabeça caindo no choro de uma vez, malditos hormônios. É quando vem tudo de uma vez; enjoos, tonturas, mudanças de humor. Só um teste pode tirar minha dúvida agora, mais basta apenas lembrar que estou atrasada. Sufoco meus soluços no peito de Ray, que está rígido como uma pedra, mas que relaxa e começa a rir, histericamente. Me afasto com um fungado.
— Do que está rindo seu bastardo? – ralho com acidez. – Não tem graça Ray. – acuso rispidamente.
— Olha... – com suspiro estridente ele se recompõe me fazendo fechar a cara. – Eu acho que nunca poderia dizer isso, mas preciso.
— O que? – fito desconfiada.
— Ter outro bebê foi a melhor coisa a te acontecer novamente. – dá de ombros me deixando surpresa. – Mesmo que não fosse o Queen, isso realmente aconteceu para melhorar as coisas para você.
— Ainda não estou entendendo. – franzo o cenho limpando a visão.
— Felicity. – outro suspiro mais dramático. – Você sempre esteve ocupada demais, cuidando de nós dois e a empresa, esqueceu-se que tem um filho um pouco carente em casa. – respira aprofundando o olhar. – Scott sempre esteve com adultos, eu, você e a Cait, sem primos ou irmãos, nossos vizinhos têm filhos e mais filhos, isso sempre incomodou Scott, acima de nós, ele sempre quis uma família maior. Por Deus! Quantas vezes escutei ele chorar, dizendo que o quarto era grande demais para ficar sozinho, que seus amiguinhos da escola eram chatos e queriam vir para casa, porque os pais não deixavam, sua única maior alegria, sempre foram os passeios aos domingos no parque, onde ele podia se misturar com todas aquelas crianças e se sentir como uma, sem barreiras... sem solidão.
Engulo um caroço que se formou na minha garganta, pois tudo que Ray disse é a mais pura verdade, por sermos reservados, acabamos ficando solitários, e Scott é só um pequeno que não entendia a solidão, mas mesmo assim se preocupava em faze-la desaparecer.
— Escute. – continua Ray mesmo eu estando alheia a tudo. Porque a verdade dói. Eu não cometi erros, mas vê-lo sozinho, sempre me partiu o coração, cheguei a cogitar a ideia de adotar uma criança, ou até mesmo fazer inseminação artificial, mas nunca fui adiante com isso porque eu queria ter um marido, e eu não poderia criar mais um filho, sem pai. – Agora põe um sorriso no rosto, e diga para eles, que você será mãe de novo, Scott terá um irmão e Oliver será pai de novo. – com sorriso torto, Ray me empurra com leveza para frente, onde Oliver ainda me encara com o rosto preocupado.
— Consigo?
— Sim.
— Acho que não. – retruco mordendo o lábio. – Isso vai assustar a merda fora dele, Ray. Olha para isso, ele ganhou o jogo, precisa comemorar com seus companheiros, fazer entrevista, não discutimos nada sobre outro bebê, porque estávamos acomodados apenas com Scott, e isso vai assustar a nós todos, eu queria um bebê sim, mas antes de descobrir que Oliver voltaria para minha vida, e porra, eu sou a noiva de uma estrela do futebol, acho que vou vomitar de novo, ele vai me deixar.
— Consegue sim, e pare com seus dramas isso não combina com você, se isso te consola, eu e Sara estamos tentando ter um filho, dê ele para mim então. – solta uma risada recebendo uma cotovelada minha. – Faça isso pelo Queen, já que dá primeira vez, você não fez e correu. – repreende atrás de mim.
— Oh grande apoio de irmão Palmer. – debocho com sorriso falso enquanto caminhamos pelo o campo.
Enquanto eu sigo em passos receoso, Ray fica para trás com as mãos nos bolsos de seu jeans surrado.
— Felicity. – Chama Ray com sorriso sarcástico. Ele está adorando me fazer essa caminhada até o pai do meu filho. Ou seria pai dos meus filhos?
— Sim? – lanço um olhar apavorado sobre o ombro.
— Qual seu problema em nunca tomar as pílulas diariamente. – grita me fazendo revirar os olhos.
— Vai se ferrar... – rosno com meu ódio consumindo tudo a minha volta.
Olho para Oliver novamente, mas paro de andar, quando percebo que ele está com seus companheiros de time e o técnico, dando uma entrevista assim como autógrafos, todos estão rindo com o final de campeonato onde os GD´s ganharam em toda sua gloria, eu não poderia estar mais feliz nesse momento, o homem que eu amo, sempre vai ser meu campeão, dentro ou fora de campo. Funguei quando sentir minha pele molhar devido as lagrimas que ousavam sair – malditos hormônios – como eu pude me esquecer de tomar as pílulas? Claro. Transando com o Queen gostoso todos os dias como coelhos, no mínimo seria uma gravidez. Mas eu estava pronta para ser mãe de novo?
— Gatinha. – Tommy sorriu lançando seus braços fortes e suados por cima dos meus ombros. – Você tinha sumido.
— Tommy. – gemi baixo, sendo sufocada pelo o seu peito duro.
— Por que está chorando? Anime-se mulher, temos que comemorar. – sorriu limpando minhas lagrimas com os polegares com movimentos exagerado, o que não me fez deixar de sorrir. – Que tal, irmos para a boate? Mexer os quadris? Beber até cair? Sabia que tem uma bebida chamada boquete? Cait odeia mais bebe comigo toda vez e me faz jurar que não vou contar para ninguém. – pisca me fazendo soltar uma risada. – Então, como somos vencedores da porra toda, acho que precisamos de uma festa milenar, como adolescentes filhos da...
— Não acho que seja uma boa ideia. – cortei com uma risada. A verdade é que não posso mais me dar ao luxo de ser uma adolescente maluca, por mais que eu tenha saudades disso. – Não posso deixar Scott sozinho, ele vai ficar triste por ser excluído. – acrescentei com desdém o que não é nenhuma mentira afinal.
— Estranho. – Tommy piscou me estudando com curiosidade por um longo momento, o que me deixou nervosa. – Você está escondendo algo. – acusou.
— Eu... eu.. – comecei a gaguejar.
— Tire suas patas dela, Tommy. – Rosnou Oliver ficando ao meu lado, puxando-me para si.
— Oliver, eu estou sentindo que...
— Amor, vamos para casa. – cortei Tommy com aceno. – Estou cansada.
— Claro. – Oliver assentiu com um sorriso de menino, como de Scott.
— Mas Oliver... – deixamos um Tommy protestando para trás. Olhei para sobre meu ombro só para mostrar a língua para ele, e balançando as sobrancelhas sugestivamente, fazendo-o ficar horrorizado com meu gesto. Antes que Tommy desse um passo até nós, Cait ficou a sua frente, pulando nos braços dele, como uma gata selvagem, felizmente Tommy me esqueceu e se concentrou em fazer coisas obscenas no meio do público com a minha melhor amiga, que se tornou uma pervertida depois que dormiu com esse Merlyn. Dois bastardos!
[.....]
Pov Oliver Queen.
— Baby. – chamei Felicity com cuidado.
Notei que ela anda muito sensível ultimamente, com carrancas, choros entre mudanças de mau humor. O que me chocou ontem, foi procura-la depois do jogo, para apenas encontra-la logo depois, muito pálida, enquanto Scott, contou que sua mãe estava colocando o coração pela a boca no banheiro. Aquilo mexeu comigo de diversas maneiras.
Raramente a vejo doente.
— Deixe-me apenas escovar os cabelos. – disse ela com a voz baixa. – Estou quase pronta. – suspirou.
Sai da cama e fui até o banheiro, a encontrei com o secador e uma escova, terminando os últimos fios louros. Inclinei meu tronco para frente, enrolei meus braços pela sua cintura, deixando um beijo profundo na pele sensível do seu pescoço, fazendo-a sorrir.
— Estrou preocupado com você. – sussurrei em seu ouvido com a voz profunda. Seu corpo ficou rígido, ela prendeu a respiração e tentou não fazer contato visual pelo o espelho. Ligando o secador novamente, mandando o ar quente para mim. – Felicity. – grunhi esquivando-me da máquina assassina.
— Desculpe, baby. – sorriu ondulando os cabelos. – Preciso escovar os cabelos, temos um jantar.
— A porra do jantar pode esperar. – rosnei frustrado passando as mãos pelo meu rosto.
– Olha a boca Oliver. – Retrucou desligando o secador e seguindo para o closet com passos apressados. Suas atitudes só explicam que ela está realmente escondendo algo de mim, e isso realmente está acabando comigo.
— Felicity. – suspirei observando ela deslizar em uma lingerie rosa, cobrindo sua pele cremosa. Se não fosse o momento eu arrancaria cada peça, faria o meu melhor com ela na parede. – Eu sinto que você está diferente, e que está um pouco... doente. – falei calmamente, chamando sua atenção.
— Não estou doente. – negou com o brilho dos seus olhos azuis desaparecendo. – Foi só um enjoo aleatório alguma comida fez isso comigo, estou bem.
— Então vamos para o médico. – pedi com cuidado. – Pode ser uma infecção intestinal, a mesma que eu tive alguns meses atrás.
— Não precisamos de medico, pelo menos não essa semana. – balbuciou vestindo, um vestido vermelho de uma alça, justo ao corpo até os joelhos.
— Pelo menos não essa semana? – repeti áspero. – Isso quer dizer...
— Que estou bem Oliver, é tudo que você precisa saber. – cortou irritada. – Amor, confie em mim.
— Se você está bem por que não quer ir ao médico agora? Por que não quer me contar? Sou seu parceiro, preciso saber o que tem de errado com você. – gemi com um aperto no peito. Lembro que meu pai disse a mesma coisa para mim e Thea, nos assegurando que sua saúde estava ótima e que não tinha nada para se preocupar, porem meses depois ele morreu, isso faz meu peito inflamar em buscar de ar, ela não diria a mesma coisa que ele me disse, porque isso seria um erro maldito. – Oh meu Deus! Você está doente, e está preparando o caminho, para que eu não sofra longamente. – arregalei os olhos para ela que fez o mesmo. – Você vai morrer? É isso? Não posso cuidar do Scott sozinho. – disparei saindo para o quarto. – Meu pai disse isso para mim e eu acabei perdendo um pedaço de mim, não é justo.
— Oliver. – chamou com tom preocupado, seguindo para o quarto atrás de mim, eu mais parecia um leão enjaulado, andando de um lado para o outro, só de imaginar em perde-la, meu coração se parte mil vezes. Como ela ousa esconder a verdade em um momento como esse?
— Não tente me consolar. – berrei saindo do quarto. – Preciso respirar! Preciso respirar, porra!
Não posso perde-la! Me recuso a perde-la de qualquer forma, nunca vou amar alguém assim, muito menos Scott terá uma mãe assim. Por Deus! Gemi frustrado, descendo as escadas em dois e dois, com Felicity aos berros atrás de mim.
— Oh, o campeão chegou... – cortei Tommy com aceno brusco.
— Não fale nada. – falei cortante.
— Baby, espere, eu vou te explicar. – gritou Felicity puxando-me para trás como um baque. Cambaleei com os olhos marejados, encontrando seu olhar marejado também, mas uma prova que ela está me deixando.
— O que está acontecendo aqui? – Ray entrou na sala preocupado.
— Sua irmã, está mentindo para mim, mas uma vez! – exclamei áspero. – Mas uma maldita vez, Felicity. – acusei olhando dentro dos seus olhos.
— Felicity... – Ray chamou com nervosismo, mas jamais deixando de nos olhar nos olhos completamente. – Conte a verdade, ele tem o direito de saber.
Silencio caiu na sala por um longo momento.
— Apenas diga! – pedi baixo. – Diga que vai partir. – afastei o olhar, para que ela não visse toda a dor no meu olhar.
— Que bom, que agora eu possa falar. – estalou me chamando atenção. Assim como todos.
Esperei suas respectivas ações a seguida em total silencio.
— Eu estava com medo, tudo bem? – gemeu fechando os olhos. – Medo de estar estragando seu futuro, quando eu vi você hoje no campo, eu pude ver que você não pode desistir de tudo por mim, a um mundo lá fora, que precisa de um jogador profissional como você e eu estou com medo de ficar sozinha de novo.
— Não me venha com essa. – rosnei. – Eu desisti de tudo no dia em que encontrei você, há malditos cinco anos atrás, e você me deixou sem nem pestanejar.
— Por favor. – ela cortou soltando a respiração exaltada. – Eu não vou morrer Oliver.
— O que? Você pensou que ela estava morrendo? – Ray ergueu uma sobrancelha surpreso. – Meu Deus Felicity, desenrola mulher e para de colocar lenha nessa maldita fogueira.
— Foda-se. – rosnei mais profundo.
— Eu sei que Felicity as vezes é muito dramática. – Tommy suspirou sorrindo. – Mas morrer? Acho mais fácil eu ir primeiro, vazo ruim não quebra lembra-se?
— Cala a boca Tommy. – gritamos em uníssono.
— Nossa. – gemeu com uma carranca em rendição. – Fatos, apenas fatos. – acenou.
— Continuando... você surtou e não me deixou concluir as coisas, agora por favor me deixa falar antes que eu te amarre e amordace essa boca linda. – sorriu Felicity para mim. – Pronto?
— Pronto? Pra que? – franzi o cenho desconfiado.
— Algo me diz que você está ferrado, chuto dizer, sem sexo por semanas. – Tommy bufou.
— Tommy eu vou chutar o seu traseiro para fora daqui se você não manter essa maldita boca fechada. – rosnou Ray puxando-o para beber algo, fora da sala. – Como Cait, aceitou dormi com você? Achei que os anos de estudo dela, dissessem que você é uma péssima opção, você devia ser estudo pela NASA, cara.
— Diga isso quando ela se queixar dos múltiplos orgasmos que dou todas as noites. – protestou Tommy com uma birra. Revirei os olhos como Felicity. Mordi o lábio um pouco ansioso.
— Baby. – suspirou Felicity se aproximando lentamente, deslizando os braços sobre meus ombros para enlaça meu pescoço em seguida. De olhos fechados ela beijou meu queixo, subindo para passar a ponta da língua sobre meus lábios, o que causou um arrepio por todo o meu corpo.
— Desculpe. – me rendi. – Tudo que está relacionado a você, me enlouquece as vezes, eu te amo tanto que chega a doer. – afirmei baixo.
— Eu sei que sim, pois eu te amo muito mais. – sorriu se afastando para olhar dentro dos meu olhos. – Como eu disse, eu tive muito medo do futuro, mas agora eu tenho certeza que está tudo bem.
— Conte-me. – pedi.
Ela fez uma careta, seguido por uma gargalhada baixa, alisando os cabelos ela me encarou por um momento, limpou a garganta.
— Espero que sua conta bancaria possa ser muito gorda, pois meus filhos vão para Harvard no futuro. – disse firme.
— Filhos?
— Baby estou gravida. – piscou.
Oh... Meu Deus! Arregalei os olhos, olhando de cima abaixo do seu corpo, eu vou ser pai de novo?
— Gravida? – sorri abertamente. – Oh baby.
— Eu fiz dois testes hoje, e Cait me examinou, estou esperando mais um bebê seu Oliver. – gemeu baixinho escondendo o rosto no meu peito.
Passei as mãos de forma acolhedora sobre suas costas, eu não estava apenas feliz naquele momento, eu vi toda a minha vida passar por mim, de como seria se ela tivesse me dito sobre Scott no passado, esse pedacinho de mim que se forma nela, é a prova que nosso recomeço é de verdade, e que tudo que passamos é prova das coisas boas que ainda estão por vim, ainda não posso acreditar nisso.
— Você está me fazendo o homem mais feliz do mundo. – ergui seu rosto entre minhas mãos, olhando dentro dos seus olhos azuis. – Eu te amo tanto. – afirmei enchendo toda sua pele corada de beijos.
— Eu também te amo. – fungou me beijando profundamente, senti nossas próprias lagrimas serem misturadas e nossos corações se tornarem um só naquele exato momento.
— Mais um sobrinho? – Tommy suspirou atrás de nós, fazendo-nos sorrir. – Cait! – berrou.
— O que houve homem? – Cait estalou seguido por Sara e Scott da cozinha.
— Eu quero um bebê também. – Soltou Tommy dando um susto nela. Assim como nós, vejo como Felicity se inclina para trás olhando sobre o ombro para Tommy, como se tivesse nascido outra cabeça nele.
— Mais nem casamos. – retrucou Cait com nervosismo. – Não acha que é cedo querido?
— Não, estou ficando velho. E preciso de uma população maior de Merlyn no mundo, a vida é curta gatinha, não posso deixar passar. – Tommy disse bebendo o resto da sua bebida. – E sobre casarmos, podemos voar para Las Vegas amanhã e casar antes do pôr do sol.
— Tommy... você está bem? – indago incrédulo enquanto ele bebe mais um pouco. Meses atrás ele era apenas um cretino, que ficava com uma mulher a cada noite, esse novo Tommy assusta um pouco.
— Estou ótimo amigo, apenas querendo estender mais raízes. – estala a língua com o sorriso malicioso nos lábios fazendo-nos revirar os olhos. – Qual é? Eu amo a Cait, teremos lindos bebês juntos. – fingi estar ofendido.
— Conversaremos sobre isso mais tarde Tommy. – murmurou Cait pensativa. – E eu também te amo, por isso ainda não bati em você.
— Bom, acho que eu e o Ray estamos nessa. – disse Sara encolhendo os ombros. Vejo como Ray sorri perigosamente para ela acima da borda do seu copo.
— O que é isso? Casa da procriação? Imagina se todas essas mulheres anunciam que estão gravidas de gêmeos. – Tommy arregala os olhos pensando bem na sua proposta. – Cristo, estamos ferrados.
— Pelo menos teremos nosso próprio time de futebol. – Ray sugeriu com uma risada sarcástica.
— Hey, filhote, temos uma surpresa para você. – chamei Scott que sorriu e se jogou nos meus braços.
— Eu vou ter primos papai. – sorriu com uma covinha rasa aparecendo o que é muito fofo.
— Que tal um irmão? – sugeri.
— Serio? – alargou os olhos com uma risada gostosa.
— Sim, eu vou ter outro bebê e você vai cuidar dele, okay? – Felicity sorriu estendendo mindinho para Scott que fez um mesmo, parecendo emocionado.
Nossa família estava realmente completa agora, minha mãe, Thea, Roy e Diggle chegaram depois de minutos, para o jantar, contamos as novidades e todos ficaram felizes por nós todos. Olhei para Felicity que fez o mesmo para mim, segurando minha mão apertado, senti meu peito estalar e notei que não existe nada mais lindo no mundo, do que está nos braços de alguém que você ama inteiramente, de cada segundo do seu dia.
— Para sempre? – sorri só para ela, enlaçando nossos medinhos debaixo da mesa.
— Sempre. – piscou me fazendo arfar.
Mesmo sem querer acreditar, nossos destinos foram traçados há cinco anos, e mesmo depois de tudo que aconteceu, a linha da vida mostrou o quão somos fortes para resistir a todas as barreiras e viver o para sempre como se não houvesse o amanhã. Estávamos seguros disso, e o amor sempre nós uniu.

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