This Love
5 Say Something.
Notas iniciais
Say something, I'm giving up on you
I'll be the one, if you want me to
Anywhere, I would've followed you
Say something, I'm giving up on you
And I am feeling so small
It was over my head
I know nothing at all
Christina Aguilera — Say Something (feat. A Great Big World)
Pov Felicity.
Tudo não passa de um momento sufocante, meu coração não está apenas partido, ele é apenas uma peça quebrada de um quebra-cabeça que nunca mais será o mesmo, ele simplesmente congelou com cada palavra dita por Oliver, a cada revelação sua, eu preciso e quero que a dor desapareça.
— Sinto muito Ray, não fizemos isso para magoa-los – pediu Sara saindo do apartamento com aceno triste e com os olhos banhados em lagrimas. Ray não parece tão desolado como eu estou ou até mesmo ela.
— Apenas nos deixe em paz, não volte mais – ordena por fim. Ela me olha nos olhos com a mesma tristeza e a expressão indescritível.
— Não fizemos isso para ferir ninguém Felicity, acredite, de todas as mulheres que passaram pela a vida do Oliver, ele amou apenas uma – sorriu passando por mim enxugando as lagrimas – essa pessoa foi você.
— Nada mais importa – afirmo adentrando o apartamento sem encarar Ray. Me movo para o meu quarto em um silencio cortante, meu corpo está tremulo e pesado, não pela a chuva que deixou minhas roupas encharcadas, mas por tentar absorver todas as suas palavras ditas pela última vez. – Queria voltar no tempo e poder apagar tudo.... – soluço escorrendo pela a parede azul do meu quarto.
O amor não é o inimigo! Mas dói muito em saber que foi por ele que estou aqui em prantos. Fito o nada por muito tempo, até que minhas roupas quase secam em meu corpo.
— Felicity – chama Ray em sussurro baixo erguendo meu queixo para cima com a ponta do dedo indicador, olho em seus olhos esperando todas as suas palavras, aquelas que ainda não foram ditas e que sei que estão por vim a todo vapor, por tido razão e eu nunca ter dado ouvidos, pisco com os olhos ardentes pelas as lagrimas e observo sua expressão cansada e não irritada.
— Por que você não está como eu? Em pedaços – soluço com as lagrimas voltando a escorrer contra minha vontade.
— Porque não me apaixonei por ela como você fez por ele – afirma com delicadeza. – Apenas sinto a decepção, não um coração partido. – confessa ficando ao meu lado fitando o nada assim como eu.
— Eu queria ser forte como você – sussurro escondendo meu rosto entre minhas pernas como uma menina quando faz algo de errado e é repreendida pelos os pais. – Ele mentiu e você tinha razão Ray, eu sinto muito por não ter acreditado em você.
— A culpa não foi sua – sussurra calmamente afagando minhas costas. – Não é de ninguém.
— Você o odeia – sorri secamente com fungado baixo. – Por que não tentou mata-lo?
— Porque todo mundo um dia erra, ele errou e você também, talvez eu tenha planejado um milhão de vezes a morte dele, e no final das contas fiquei sem saber o que fazer – retruca em convicção. – Mas devo admitir, você foi feliz. Ele, acima de tudo é seu primeiro amor Felicity.
— Você está bem? – questiono surpresa com suas palavras.
— Vamos ficar – sorriu enxugando minhas lagrimas e abraçando meu corpo como urso em uma proteção reconfortante. – Vai doer como agora, tudo a sua volta ficará um pouco distante e sombrio, o ar torna-se algo nostálgico, a falta dele vai fazer você questionar as coisas, o amor dele lhe fará falta, mas no final você ficará bem e encontrará seu caminho.
Ele conhece o amor mais do que qualquer eu ou outra pessoa, depois de perde a Anna para o acidente trágico em plena adolescência, Ray se fechou para o amor, a dor não lhe afastou, fez dele uma pessoa forte e confiante.
— Não sei se consigo – fungo baixo fechando os olhos. – Ele tirou tudo de mim.
— Ele não tirou nada de você – explica alisando meus cabelos com carinho. – Não tenha medo, o destino traçará caminhos novos para você.
— Obrigado por ficar ao meu lado. – agradeço me sentindo um pouco melhor. – Podemos ir embora Ray, não temos mais nada aqui.
— Tem certeza? – questiona.
— Tenho – afirmo com tristeza voltando a chorar com meu coração em pedaços, talvez eu nunca repare os danos, nunca mais seja a mesma.
Dias depois.
Olho uma última vez para nosso prédio onde passamos anos e vivemos muitas coisas depois da morte dos nossos pais, como nossa viagem seria na segunda resolvemos adiantar e partir no sábado. Creio que não sentirei falta de nada; não quero sentir. Ray faz o taxista buzinar para me chamar a atenção, entro ao seu lado seguindo para o aeroporto. As ruas parecem desertas, ou seja, apenas eu olhando as coisas de uma nova forma; friamente e indiferente. Seguimos em silencio em todo o percurso, ao longo desses dias Ray não me questionou em nada, ele me prova ser o irmão que deve ser, ficando ao meu lado acima de tudo, sempre será algo que eu nunca duvidarei de sua parte.
Com alguns minutos chegamos ao aeroporto, pegamos nossas malas e esperamos nosso voo ser chamado, Ray resolve comprar um café:
— Espere alguns minutos – pediu Ray se encaminho a lanchonete. Assinto e me sento nos assentos para embarque, puxo meu celular com minha playlist com o nome gritante The Bad, resolvo escutar as músicas mais tristes que já deve ter tocado nos últimos anos, a primeira é Hoobastank, minutos depois Impossible, brincadeira isso! Então resolvo escutar por fim Say Something talvez a mais nostálgica até o momento. Entro em um transe conturbador com a letra da música soando em meus ouvidos, sinto meus olhos voltarem a marejar, a dias choro em silencio como nunca fiz antes, acredito claramente que algum tipo de fim me aguarda, pois com um coração assim como o meu não consegue chegar a lugar nenhum no mundo.
— Por que fez isso Oliver? – fecho os olhos com força em um sussurro triste.
— Fiz isso para te proteger de mim mesmo – confessa. Talvez seja minha mente trazendo sua voz grossa a minha sublime inconsciência. – Não posso deixar você ir Felicity – diz tirando meus fones o que me faz ver que não é minha mente e sim ele bem a minha frente com os olhos em uma vermelhidão inquietante e profundo.
— Oliver.... – sussurro incrédula.
— Não vou deixar você ir – repete com mais firmeza aquecendo minha pequena mão com sua enorme mão.
— Não pode me impedir de seguir. – afirmo soltando sua mão e me afastando o bastante para me deixar segura de seus enormes braços.
— Eu disse que seguiria você para qualquer lugar do mundo – informa nervoso com a expressão cansada.
— Antes de mentir para mim – relembro-o secamente.
— Felicity....
— Não – grito dando um susto em todos a nossa volta. – Não importa quem você é mais, eu não quero saber, não preciso saber, a dor maior não foi saber que você mentiu para mim, mas sim ter sido usada para esquecer a vida que lhe aguarda lá fora Oliver, reflita com as coisas que você foi capaz de fazer; deixar sua família sem notícias suas, por uma simples aventura, uma namorada que acreditava no seu amor, onde você fugiu com a irmã dela. Quantos corações você pretende partir com seu egoísmo?
— Por favor – suplica.
— Volte para sua vida Oliver, corrija seus erros e me deixe ir, porque eu não posso estar com você, eu não quero estar. – afirmo por fim deixando o resto que sobrou de mim em pedaços.
— Você disse que tinha medo que eu a abandonasse como seu pai fez – confessa com tristeza em tom acusador e ferido. – Mais no fim das contas é você que está me deixando.
— Sinto muito – fungo passando por ele mais sinto meu braço ser puxado abruptamente para si me fazendo colidir com seu corpo. – Me solte. – ordeno entre tapas.
— Preciso ouvir o que você sente por mim– pediu olhando em meus olhos deixando uma lagrima escorrer. – Preciso ouvir. – repetiu com sacudido em meus braços.
— Eu te amo – afirmo seus pensamentos sei que é isso que ele quer ouvir e o que eu preciso urgentemente dizer antes de ir embora para sempre.
— Fique comigo Felicity, não me deixe – sussurra entorpecedor com uma caricia em minha face com carinho. Escuto ser anunciado meu voo, olhos nos seus olhos pela última vez, talvez nunca mais sinta seu calor ou o gosto dos seus lábios novamente. Isso só machuca cada vez mais meu coração.
— Oliver – sussurro sentindo seu hálito tocar minha pele.
— Se eu deixar você partir, tudo estará acabado – afirma olhando em meus olhos.
— Acabou.... – suspiro longamente sentindo seu aperto suavizar em meus braços. – .... Acabou no momento em que você não foi verdadeiro conosco, não posso estar com a metade de alguém.
Ele fica em silencio apenas com seu olhar de perda assim como estou agora, suspiro e solto sua mão seguindo para o embarque onde Ray me aguarda com as mãos nos bolsos. As pessoas passam atrás e na frente de Oliver com desdém, ele permanece parado, apenas observando minha partida. Enxugo minhas lagrimas e sigo em direção a uma nova vida, longe de tudo aquilo que ele me fez passar. Talvez com os anos ele aprenda ser uma nova pessoa, mas não creio que vou voltar a vê-lo novamente, pois estou indo para nunca mais voltar.
[.....]
Pov Oliver.
A dor da perda foi a maior que eu deva ter sentido em todos esses anos, agora entendo como minha família se sentiu quando resolvi apenas sumir, sem notícias e nada que pudesse informa meu paradeiro, posso me colocar no lugar de Laurel, uma garota que me amou desde sua adolescência e a primeira coisa que fiz foi usa-la e joga-la fora como algo descartável, fui a pior pessoa assim como Sara, que fez sua adorada irmã passar por isso, que espécie de pessoas somos afinal? Eu me defino como; o lobo em pele de cordeiro. Mas Felicity me ensinou que só um coração partido pode fazer você enxergar finalmente todas as coisas, hoje eu volto para Star City enfrentar todos os medos e talvez meus demônios. Sara voltou um dia depois da briga, desde então nós nos perdemos, não tinha mais nada que precisava ser dito um ao outro, ela cansou de seus próprios joguinhos assim como eu. A única coisa que tenho em mente é esquecer todas as coisas que aqui vivi, por mais que isso me faça quebrar várias vezes em todas as tentativas, mais sei que um dia irei ser feliz novamente sem Felicity no meu coração.
Desembarco no aeroporto de Star, hoje é um dia chuvoso e frio, chuto dizer até obscuro como estou, sigo para o taxi em passos largos puxando minha única mala, antes que eu possa chegar ao carro vários paparazzi vem até mim, fazendo perguntas e tirando fotos sem parar, coloco os óculos escuro e ignoro a todos em silencio. Entro no mesmo e passo o endereço para o motorista que assente e arranca com o carro antes que algum paparazzo quebre os vidros. Fito as ruas no percurso alisando o queixo com meus pensamentos a mil. Com alguns minutos chegamos ao destino.
— Obrigado – murmuro pagando a corrida e saindo do carro para apenas fitar a mansão Queen. Respiro fundo e travo uma briga interna, mesmo assim consigo me mover para a enorme casa. Ao chegar a porta entro como um raio.
— Não Sandra, essas flores você deve coloca-las na mesa de jantar – instrui Moira Queen, minha mãe ainda de costas para mim.
— Oliver – sorriu a empregada para mim com um encantamento natural. Aquela com quem passei várias noites no seu quarto nos fundos.
— Para você é Sr. Queen – repreende minha mãe com a voz profunda fazendo Sandra se encolher e sai em disparada para a cozinha sem mais palavras.
— Sou Oliver para qualquer um, Sr. Queen é meu pai – retruco ficando no mesmo lugar com a postura rígida e inabalável. Ela finalmente se vira para me fitar, acariciando sua aliança no dedo anelar ela me encara com a expressão irritada mais ao mesmo tempo cansada.
— Você ainda é a mesma criança de sempre Oliver – afirma com firmeza.
— Sou um homem que passou por muitas coisas – rosno seguindo para meu quarto ignorando mais um dos discursos que não quero ouvir.
— Uma delas foi abandonar sua família – sorriu secamente me fazendo parar no segundo degrau das escadas.
— Onde quer chegar? – pergunto direto.
— Você precisa aprender com seus erros Oliver Jonas Queen – aponta se aproximando. – Primeira coisa vai ser....
— Assumir os negócios da família, isso eu não vou fazer – interrompo impaciente seguindo para o quarto.
— Não. Não vai – nega o que me deixa surpreso. Volto o olhar para ela jogando a mala no chão. – Seu pai está em Cuba com sua irmã para apresentação de um projeto da QC.
— Ótimo – aceno com uma risada.
— Você está com todos os seus bens congelados a partir de agora. – informa com uma carranca inalando o ar como algo toxico.
— Você me parece bem objetiva mamãe – sorrio sarcástico.
— Fale direito comigo Oliver, eu sou sua mãe – reprende irritada. Reviro os olhos e sento na cama esperando seu longo discurso.
— Prossiga Sra. Queen – suspiro atônito.
— Saia de casa – ordena séria o que me deixa mais surpreso. – More no Loft que seu pai lhe deu de presente no seu último aniversário, arrume um emprego por conta própria e viva a sua vida do jeito que quiser, se deseja ser apenas mais um homem inútil entre noites de bebidas e aventuras com qualquer vadia, que seja! Não irei me opor a nada! Cansei dos seus joguinhos Oliver, ou vira um homem de verdade sozinho, ou seja, o mesmo que se tornou até agora. Pagamos todos os seus estudos onde você faltou quase todas as aulas e acabou não se formando em nada, tentamos fazer de você alguém com responsabilidades, mas nunca aconteceu. Sua vida, suas escolhas, conviva com elas.
— Mãe? Você está bem? – gargalho com sarcasmo.
— Nunca estive tão lucida Oliver – informa objetiva o que me faz desmanchar o sorriso. Por Deus! Ela não está brincando. – Sempre estarei aqui para o que precisar, afinal de contas você sempre será meu filho, mas a partir de agora, está por sua conta.
— Está me expulsando de casa? – arregalo os olhos incrédulo.
— Não. Não estou – acena calmamente. – Mas preciso que você siga com seus próprios passos, pare de ser esse garoto inconsequente e egoísta que machuca as pessoas sem se importar com nada.
Suas palavras me acertam em cheio, como Felicity me fez perceber a dias, ela está fazendo o mesmo agora, tem razão não estou sendo um bom filho prodígio, ou a melhor pessoa da família.
— Como desejar – sorrio entediado voltando a pegar minha mala do chão, sigo até minha gaveta para pegar as chaves do Loft, encontro e volto o olhar para minha mãe que parece receosa, não a culpo de nada, eu sempre vou ser seu filho. – Eu te amo – afirmo deixando um beijo suave em sua face, respiro e saio pela a porta com passos largos cantarolando, escuto ela chamar meu nome descontroladamente atrás de mim, talvez tenha se arrependido, eu não estou! Já estou saindo da mansão em passos largos e objetivos, tenho que recomeçar por mim mesmo e não porque uma garota me fez ver toda a verdade ou porque minha mãe está fazendo o mesmo, não quero essa vida, isso sempre deixei claro para todos, ela apenas confirmou o que eu sempre soube. Agora posso ver as coisas de uma nova forma, com um novo objetivo. Preciso encontrar meu próprio caminho; sozinho!
Cinco anos depois.
— Acorda bonitão – ordena Tommy afastando as cortinas fazendo a claridade entrar por todo meu quarto.
— Idiota – resmungo sonolento jogando o travesseiro em um ponto que talvez ele não esteja.
— Que mira mais horrível, nem parece que é o líder do nosso time – gargalha com sarcasmo jogando o travesseiro de volta.
— Tommy desapareça – ordeno ainda sonolento colocando o travesseiro sobre mina cabeça afastando a frustação de ser acordado.
— São cinco horas da tarde, temos um jogo em menos de uma hora – esbraveja irritado.
— Pode ir sem mim – aceno mudando de posição.
— Não. Não posso, você é o principal seu idiota – retruca exasperado. – Eu vou chamar a Isabel para fazê-lo levantar dessa cama.
— Não. Por Deus! Aquela mulher é o demônio em forma de gente – suspiro abrindo os olhos finalmente. Isabel é minha vizinha, mulher sozinha, fria e com vários gatos. Parece até cena de filme de terror quando lhe vejo entrar no seu apartamento obscuro!
— Agora ande – ordena jogando a toalha na minha cara. – Não precisa de muito para ficar bonito – sorri penteando os cabelos com os dedos em frente ao meu espelho. Reviro os olhos e saio para o banheiro passando as mãos por meu rosto expulsando o sono.
Tommy sempre foi e será um grande amigo, todos esses anos ele me mostrou como ser uma pessoa melhor, desde que sai de casa, vivo dependente de mim mesmo, os primeiros meses foram horríveis, eu ainda era aquele Oliver que se preocupava apenas em gastar, beber e me aprofundar em qualquer vagabunda de Star, minha mãe estava segura na questão de manter meus bens congelados então gastei todas as minhas economias onde eu guardava em outra conta, foi quando acabou e eu percebi que não havia mais de onde retirar, mas por nenhum momento cogitei a ideia de voltar para casa e seguir na questão de ser um CEO, essa parte eu sempre pulei, como uma página virada, uma certa noite ao sair da academia um cara acabará de ser assaltado, notei ele no chão sangrando e pedindo socorro, levei o mesmo para o hospital e fiquei lá por horas, ao sair da cirurgia e logo depois de alguns dias de recuperação acabamos nos tornando amigos, Damien é um cara legal e persistente, treinador de um time de futebol americano chamado Green Donnald’s, fui convidado para alguns dos seus treinos, inicialmente achei tudo aquilo chato e principalmente cansativo, correr com uma bola oval até o final do campo não é fácil quando se tem bloqueadores de alto peso derrubando você sem nenhum remorso, então fui arrastado a participar e substituir um dos jogadores que tinha quebrado a perna, eu disse que esse jogo as vezes é violento, mas me apaixonei desde então, me tornei o melhor Quarterback. Cérebro do time. Aquele que "faz" a jogada, lançando a bola em profundidade, correndo com ela ou entregando nas mãos de outro jogador ao meu lado. Fiquei no time nesses longos cinco anos, não tenho do que me queixar, acabei fazendo tudo aquilo que eu sempre quis fazer e me mantive em uma vida confortável e luxuosa, como Tommy se encaixa no time? Simples no segundo ano eu praticamente lhe forcei a ceder e entrar logo no time, para parar com suas tagarelices nos treinos, se fala tanto então sabe fazer melhor do que ficar só falando, assim como eu ele se apaixonou pela coisa e manteve seu estilo de playboy jogador, pegador e rico de Star City, ele no time é o Center onde fica no meio da linha de bloqueadores e é o responsável por iniciar as jogadas, passando a bola por baixo das minhas pernas em um movimento chamado Snap. Em seguida, passa a bloquear os adversários para me proteger. Não há como não me orgulhar dele, sorri sarcasticamente do meu pensamento. No final não mudou nada em sua vida, apenas acrescentou um pouco mais em sua história. Meu lado amoroso eu esqueci, não consegui voltar amar alguém novamente, Laurel nunca me perdoou com seu ar de arrogância, acreditava que eu cairia sobre seus pés assim que eu coloque os pés em Star, belo engano onde nunca fiz nada do que imaginou que eu faria, e muito menos vou fazer algum dia, meu pai morreu no terceiro ano de um infarto em uma de suas viagens de negócios, isso abalou nossa família por muito tempo, mas mesmo assim recomeçamos, minha mãe acabou cansado novamente com um de seus sócios, não me opus, afinal a vida é dela e não minha, Thea tornou-se nosso orgulho, aprendeu todas as coisas da empresa e ficou com ela, mesmo nova para essas coisas ela apenas nos provou o dom que tem de transformar as pequenas coisas, Roy seu então namorado faz parte do meu time também, na posição de Runnig back onde carrega a bola nas jogadas terrestres, recebendo-a diretamente das minhas mãos num movimento chamado Handoff. É uma posição que exige força, mas também destreza para “driblar” os defensores adversários, isso ele tira de letras por sua estatura e agilidade, foi assim que conquistou minha confiança e talvez o amor de Thea em um dos nossos treinos.
— Oliver – grita Tommy em desespero me tirando dos devaneios – não quero que o Damien arranque meus cabelos e muito menos estoure meus ouvidos com aquele apito dos infernos.
— Estou indo Tommy – informo impaciente revirando os olhos. – Que seja um jogo vencedor – murmuro para mim com uma longa animação adiantando o banho.
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