This Love
6 Battle scars.
Notas iniciais
[Intro: Lupe Fiasco]
The wound heals but it never does
That's cause you're at war with love
You're at war with love, yeah
[Hook: Guy Sebastian]
These battle scars, don't look like they're fading
Don't look like they're ever going away
They ain't never gonna change
This battle
Guy sebastian feat. Lupe fiasco — Battle scars
Pov Felicity.
O amor que eu sentia por Oliver, foi o mais bonito e intenso que eu tenha sentido realmente por alguém um dia, mas foi o suficiente para me tornar quem sou hoje, alguém que não preciso esperar para se ter algo nas mãos. Meu coração talvez tenha se fechado para um novo amor, me sinto forte e inabalável com os anos se passando, vejo a vida em uma nova expectativa, Ray afirma que eu me tornei uma pessoa fria com o tempo, a verdade é que sou forte por tudo que tive que passar.
Quando chegamos a Rússia as coisas não saíram bem como o planejado, nosso projeto era qualificado, mas o dono da empresa Wilson, dizia que era algo muito caro para uma sociedade onde muitos se têm pouco, então a esperança veio quando criamos a bateria renovável e vendemos os protótipos como agua para outros investidores, nos primeiros meses me concentrei em apenas criar e desenvolver meus projetos, para preenche minha mente e o vazio que estava meu coração com algo novo. Oliver ainda vivia em meus pensamentos, parecia uma sombra, a presença dele estava impregnada na minha pele, noites pois noites eu sentia seu calor e o gosto dos seus beijos em minha boca, mesmo que tudo aquilo fosse algo da minha cabeça com as saudades que insistia em permanecer dentro de mim. Aquilo me sufocava por dentro, eu sentia tanta saudade, que cogitava a ideia de perdoá-lo e me jogar para sempre em seus braços, era assim que meu coração ainda quebrado desejava. Meses depois descobri que estava esperando um filho dele. Ray quase enlouqueceu na época, não tínhamos uma vida estável para uma criança, eu me questionei e me lastimei por várias vezes, como engravidei? Se eu estava tomando todas as injeções anticoncepcionais como o ginecologista orientou. Foi quando Ray com seu lado cientista/ranzinza explicou com todas as letras que não era um método seguro e por causa da minha infecção todos os antibióticos e outros remédios que eu ingerir antes de me relacionar com Oliver foram anulados provocando uma possível gravidez, foi isso que aconteceu. Eu estava na Rússia em um lugar frio e sombrio, com uma esperança crescendo dentro de mim, talvez ainda houvesse uma luz para nós todos. Decidi então encontrar Oliver, peguei o primeiro voo para Star City sobre os protestos de Ray, mas por fim ele assentiu e disse que era o certo a se fazer.
Ao chegar na cidade eu parecia uma menina do interior, buscando algo que tinha perdido a muito tempo, com algumas informações consegui encontrar a mansão Queen, eu não queria que ele me visse como oportunista, mas o filho era dele e ele tinha o direito de saber. Uma garota, creio eu que seria a empregada da casa estava no jardim tirando algumas rosas, chamei sua atenção mais não me identifiquei, apenas pedi as informações do mesmo, ela disse que Oliver tinha voltado para casa, mas que em seguida tinha saído por ter brigado com sua mãe. Eu me sentia encurralada, onde ele estaria? Moveria céus e terra para encontra-lo se fosse o caso. Então ela passou o endereço de um loft onde possivelmente ele estaria, sem hesitar fui até o mesmo, era um lugar lindo e bastante sofisticado. Respirei fundo e me apaguei a todos os santos, temendo que seu amor por mim tivesse se transformado em ódio e que ele, não sei, me jogasse pela a janela assim que me visse depois de tudo que lhe fiz escutar. Com mínimo de coragem parei de frente a sua porta, com um coração quebrado e ao mesmo tempo alimentando esperanças. Então notei que a porta estava entreaberta, antes que eu pudesse chamar seu nome ou bater na porta, escutei sua voz grossa suar pelo o local, antes mesmo que pudesse pronunciar algo, fui interrompida por uma risada de alguma garota onde indicava que ele não estava sozinho, me mantive quieta no lugar para apenas escutar tudo aquilo que nunca desejei de ter ouvido:
— Olie, você precisa de algum compromisso sério, e sair dessa vida de cretino sexual – dizia a mulher entre gargalhadas melosas.
— Não preciso – rosnou ele impaciente. – Isso é uma tolice, já passei por isso uma vez, não quero voltar a passar por isso novamente.
Ele estava falando de mim ou da outra que ele largou aqui nessa cidade sem nenhum remorso?
— Ela foi uma garota especial para você? – questionou a mulher um pouco atônita.
— Qual delas? – perguntou o cafajeste com uma risadinha fria. Aquilo fez meu estômago revirar.
— A garota que você encontrou em Londres – respondeu impaciente. Então ele fala de mim? Para as outras em que se relaciona. Mas um minuto de frente a esse apartamento sou capaz de entrar e colocar fogo no lugar com esse desgraçado dentro. Ele faz um silencio desconcertante, eu queria sair dali, correndo necessariamente, mas eu precisava ouvir, o que ele tinha a dizer de mim.
— Ela foi – confessou com longo suspiro o que não me deixou de fazer sorri por um momento. – Mas ela não deu espaço para que eu pudesse lhe provar tudo aquilo que eu sentia por ela, foi tão fácil para ela me dispensar e machucar meu coração mil vezes, sem ao menos me ouvir, nunca fiz isso por ninguém, me arrastar aos pés de uma pessoa que só sentia sua própria dor e não queria ver o que eu estava sentindo no momento, ela só pensou em si, em uma única forma de fugir de mim, não quero e não preciso mais voltar a vê-la.
— Oliver...
— Esqueça Helena! Ela morreu para mim – interrompe entredentes o que me faz dar passos para trás com o corpo um pouco tremulo. – Nada que ela possa dizer para mim hoje ou amanhã, me fará voltar atrás ou mudará alguma coisa entre nós…. Felicity Smoak ficou em um passado distante…. Um passado que enterrei muito fundo.
— Tem certeza disso? – questiona a garota com uma risada aguça.
— Absoluta – finaliza ele por fim. Meus olhos queimavam pelas as lágrimas que ainda iria cair, olhei para a porta uma última vez, escutando passos se dirigir até a mesma então fiz o que eu desejava, sai o mais rápido possível quase correndo daquele lugar, mais uma vez Felicity? Minha consciência questionava. Mais uma vez fui uma tola, não esperava ele de braços abertos para mim ou para o nosso filho, mas esperava um Oliver menos egoísta, um alguém que seria capaz de perdoa as outras pessoas por aquilo que ele mesmo me fez passar, mas não, ele continua o mesmo cretino isso nunca vai mudar. Eu apenas acreditei em algo inexistente.
— Eu juntarei todos os pedaços Oliver – solucei friamente fitando o prédio a minha frente. – Você também morreu para mim. – afirmei decidida que seria a última vez que eu choraria por Oliver Queen e que o veria novamente.
— Srta. Smoak – saio da lembrança com Anny minha secretária chamando minha atenção ao meu lado com limpar de garganta.
— Sim? – suspiro desviando o olhar da enorme janela que faz uma belíssima vista de Nova York. Sigo para minha cadeira e sento na mesma com a postura rígida, sem encará-la peço que ela prossiga com aceno banal.
— A senhorita não possui mais nenhuma reunião hoje – informa formalmente. — Sua viagem está confirmada para as cinco da tarde.
— Obrigado – sussurro assinando alguns contratos que estavam pendentes. — Anny peça ao Marlon que deixe os registros das finanças da Tech P.S prontos para mim, assim que eu voltar da viagem quero os mesmos na minha mesa, sem falta. — ordeno com fina severidade.
— Sim senhorita – assente um pouco nervosa – deseja mais alguma coisa?
— Não. — dispenso com um gesto curto pegando minha bolsa e meu sobretudo. Pretendo ir para minha casa descansar um pouco para seguir viagem para Miami onde encontra-se a filiar da minha empresa. — Volto na segunda, enquanto eu estiver fora, Sr. Palmer assumirá meu lugar na presidência — informo séria passando por ela com o silêncio apenas sendo quebrado por o estalar dos meus saltos no piso.
— Como desejar — assente calmamente. Entro no elevador seguindo para o estacionamento.
Saio do elevador terminando de vestir meu sobretudo preto observando Silas meu motorista conversar algo com um dos seguranças, ao me ver ele dispensa o mesmo e para perto da porta com a postura formal, ele é um homem alto de porte militar com máximo trinta anos, pele negra, olhos castanhos e cabeça completamente careca em um liso brilhante com um cavanhaque negro sobre o queixo quadrado.
— Srta, Smoak – cumprimenta abrindo a porta.
— Felicity – chama uma voz feminina tosca a metros atrás de mim, Silas olha para mim um pouco desconfortável enquanto segura a porta para perto de si, abaixo os óculos escuro e giro sobre os calcanhares para fitar quem ousa tira um pouco da minha paz.
— O que você quer Alice? – questiono direta fitando a mulher se aproximar, Alice é chefe de T.I da minha empresa, mulher de pele pálida, com olhos verdes, cabelos negros em ondas e sorriso angelical, onde de anjo não tem nada!
— Ray – suspira próximo o bastante para me encarar. – Dias que ele não atende meus telefonemas e não comparece a empresa – explica com nervosismo.
— E o que tenho com isso? – questiono entediada.
— Você é a irmã dele, poderia...
— Aqui ele é apenas meu sócio – interrompo seu discurso. – Acima de tudo sou sua chefe Alice, aqui na empresa não discutimos relacionamentos pessoais, muito menos quando se trata de funcionária com seu chefe. – sorrio secamente observando ela desmanchar seu sorriso. Sei que a meses ela tem um caso com Ray, pobre mulher! Quando ela vai perceber que Ray não quer casar, apenas transar sem compromisso.
— Desculpa eu não quis...
— Me importunar? – ergo uma sobrancelha. – Acredite eu não sou tão malvada como todos eles pensam – aceno para alguns funcionários que saiam do elevador.
— Felicity, por favor diga ao Ray....
— Acredite querida, não sou sua garota de recados, se Ray não está lhe respondendo é porque no mínimo ele cansou de estar entre suas saias, ele está bem, não compareceu a empresa esses dias porque ultimamente Sr. Palmer está muito preguiçoso, espero que isso não nos leve a falência. – pisco com sarcasmo entrando no carro. Silas fecha a porta para mim e contorna o mesmo para o assento de motorista. Olho para a garota atônita e volto a colocar meus óculos escuro fechando o vidro.
— Senhorita....
— Algum problema Silas? – interrompo secamente.
— Não. Não – gagueja dando partida no carro. Desvio o olhar para as ruas de Nova York, voltando para o único lugar no mundo que me faz bem, minha família.
(.....)
Com alguns minutos chegamos em casa, minha humilde mansão em dos condomínios mais caro de Nova York. Silas estaciona o carro na garagem e volta abrir a porta para mim, saio e dou-lhe as últimas ordens.
— Esteja pronto as quatro – ordeno seguindo para entrada da casa. Ao abrir a porta sinto atmosfera mudar, algo que sempre aquece meu coração.
— Mamãe – Scott meu filho de apenas cinco anos pula do sofá e vem até mim apressadamente para abraçar minhas pernas.
— Cadê o garotinho mais lindo mundo? – questiono tampando os olhos com sorriso.
— Aqui. Aqui – solta um gritinho agudo puxando a barra do meu vestido para baixo.
— Não estou vendo ele – finjo está procurando-o pela a sala sem encara-lo olhando para ambos os lados.
— Mamãe.... Aqui embaixo – grita irritado o que me faz descer o olhar e abrir a boca fingindo uma surpresa.
— Oh! Ele está bem aqui – sorri pegando-o para meu colo enchendo-o de beijos castos. Ele alisa meu rosto com suas pequenas mãos e me dá um beijo fofo na face. Olho em seus olhos azuis, aquele tom oceano que apenas só uma pessoa além dele pode refletir no mundo. Scott não tem nada meu, seja os olhos, a boca, o nariz e principalmente os cabelos no tom loiro onde os meus são falsos, tudo só pertence aquele Queen. Até mesmo o jeito de expressar as coisas eles são parecidos.
— Onde está seu tio? – questiono apagando meus pensamentos mordendo de leve seu dedo que passava sobre meu batom vermelho.
— Mamãe – repreende com uma risada gostosa, ele esconde suas mãozinhas para atrás do seu pequeno corpo como uma simples defesa. – Ele está na cozinha, fazendo seu lanche da tarde – estala a língua voltando a mexer em meus cabelos.
— Ele é um péssimo cozinheiro – sussurro em seu ouvido fazendo soltar uma gargalhada gostosa – mas não diga nada para ele, isso é o nosso segredo.
— Eu ouvi isso, tarde demais – sorriu Ray se jogando no sofá com um balde de pipocas e um refrigerante do lado. Ele não mudou nada, permanece o mesmo de anos atrás, tanto na aparência como em suas ações. Ray não precisou mudar nada, a única pessoa que deveria fazer isso, era apenas eu mesma.
— Pensei que você tinha compromisso com sua própria empresa – falei secamente para Ray que apenas joga pipoca na boca e revira os olhos.
— Você faz seu trabalho como ninguém, e está tudo tranquilo por lá – defende-se entediado.
— Mamãe, os GD estão na cidade – informa Scott com animação puxando seu capuz para os lados chamando-me a atenção.
— Quem são os GD? – questiono confusa.
— Scott. Scott.... – chama Ray um pouco alarmado com sorriso atônito. – Mamãe não gosta de jogo de futebol, venha ficar comigo. – pediu. Ray parece nervoso por um momento e não responde minha pergunta o que me deixa um pouco curiosa.
— É o meu time mamãe – resmunga Scott saindo dos meus braços correndo para seu tio que o pega para seu colo e cochicha algo em seu ouvido.
— São tantos que devo nem imaginar qual deles seja – murmuro dando de ombros indo para as escadas.
— Tio... Tio.... O Olie está nele? – pergunta Scott me fazendo arrepiar e parar no mesmo lugar.
— Scott. Scott. Isso é o nosso segredo lembra? – repreende Ray baixo.
— Ray – chamo entredentes fazendo-o engasgar com seu refrigerante. Giro sobre os calcanhares e vou até eles. – Quem é Olie? – questiono curiosa. Anos não escuto esse nome, por que meu filho estaria chamando o apelido do seu possível pai?
— É. Um.... Um.... Um Jogador qualquer do futebol americano – acena nervoso para a TV. – Olie é o apelido que colocaram nele recentemente, nada demais, o nome verdadeiro dele é Osvaldo— sorriu em defesa dando de ombros.
— Não, o no.... – Ray interrompe Scott empurrando pipocas em seus lábios.
— Desde quando você é assim? – questiona Ray incrédulo, Scott sorri de boca cheia e pula no sofá espalhando as pipocas. – Crianças – revira os olhos para mim bagunçando os cabelos de Scott.
— Não está me escondendo nada? – pergunto desconfiada pegando um Scott saltitante para meus braços novamente.
— Eu? – aponta para si. – Não – acena Ray mudando os canais.
— Acho bom – alerto mordendo o lábio inferior.
— Mamãe, não! Eu quero brincar com tio Ray – resmunga Scott entre alguns protestos.
— Vamos arrumar a mala com a mamãe – pedi. – Vou viajar, quero passar meus últimos minutos com você. – explico com carinho. Ele assente e balança a cabeça positivamente.
— Alice disse que você foi grossa com ela hoje, segundo a mensagem do meu celular – grita Ray com uma risadinha baixa balançando o celular para mim.
— Diga a ela que me processe – reviro os olhos seguindo para o quarto com Scott correndo a minha frente.
(....)
Depois de muito tempo entre arrumações e brincadeiras com Scott enfim termino finalmente minha mala, me dói tanto deixar meu pequeno nas mãos do Ray, queria ficar com ele ou leva-lo comigo, porem com a escola isso é impossível. Tomo um banho longo e saio para me vestir. Optei por usar um vestido justo preto, sem mangas ou decote cobrindo meu corpo acima dos joelhos, deixo os cabelos em ondas sobre os ombros em um tom loiro magnífico, gosto dessa cor realça minha pele, um tom leve sobre a face apenas com um batom vinho totalmente escuro onde destaca meus lábios e por fim sapatos quinze na cor nude. Saio do quarto e levo minhas malas para a saída onde está Ray me esperando com Scott.
— Mamãe vai sentir tanto sua falta – murmuro com o coração apertado. – Mas prometo volta rapidinho.
— Quero ir com você mamãe, não quero ficar com tio Ray – choraminga baixo Scott passando as mãos nos olhos.
— Você tem aula amanhã meu amor – argumento alisando seu rosto. – Eu não vou demorar muito, no estalar de dedos estarei de volta como o flash— pisco fazendo-o sorrir. Ele balança a cabeça com os olhos um pouco marejados. Scott não faça isso comigo, não conseguirei fazer essa bendita viagem.
— Precisa ir – avisa Ray com sorriso torto quebrando a tensão. – Vou cuidar dele, não se preocupe.
— Esse é meu medo – retruco fechando o casaco de Scott. – Eu amo muito você, vou trazer aquele boneco favorito.
— Eu quero um boneco do arqueiro, um carrinho da polícia e outra bola – solta um gritinho listando seus desejos. Concordo inclinando meu tronco para lhe depositar um beijo casto em seu rosto e um abraço bem apertado no seu pequeno corpo. Inalo seu perfume e por fim solto-o.
— Cuide dele com sua vida Raymond Palmer – ordeno olhando para Ray que revira os olhos. – Se algo acontece com meu filho eu juro arrancar...
— Pare de ser tão pessimista e faça sua viagem – interrompe com uma careta – ele faz parte de mim também, cuidarei dele como ninguém.
— Assim espero! Fique com seu celular ligado o dia todo, posso ligar a qualquer momento, para saber do meu filho e lhe informa sobre a nossa filial – suspiro dando-lhe um beijo rápido no rosto para sair de casa. Coloco meus óculos escuro seguindo até o carro, Silas se aproxima para pegar minhas malas, sinto uma enorme vontade de ficar em casa, algo me diz que alguma coisa está preste acontecer, isso me faz encolher por dentro, ao entrar no carro aceno pela a janela uma última vez para meu irmão e meu filho que acena com suas mãozinhas pequenas. – Eu volto logo – sussurro perdendo-os de vista assim que Silas segue o caminho para o aeroporto.
— Precisa deixar alguma ordem senhorita? – questiona Silas olhando pelo retrovisor.
— Sim – fito algumas mensagens no meu celular. – Por favor, não se atrase para buscar Scott na escola, faça de tudo para Ray não leva-lo para o treino de pólo, tenho pavor daqueles cavalos correndo em disparada para todos os lados, qualquer emergência não hesite em me ligar – ordeno seriamente.
— Sim senhorita – assente formalmente. Volto o olhar para meu celular, mas meus pensamentos estão longe! Muito longe, onde ficaram com meu filhote.
Com alguns minutos chegamos ao aeroporto, dispenso Silas repassando mais algumas ordens, ele assente e vai embora, sigo para o assento do embarque e aguardo o meu voo ser chamado com aquela sensação de incomodo voltando.
Pov Ray Palmer.
Nunca pensei que mentiria para Felicity sobre aquele maldito Queen! Mas se ela descobrir que o filho é fã do pai, acho que ela morreria, com ataque cardíaco e me levaria consigo. Scott ama o Oliver sem nem ao menos imaginar que ele é seu pai de verdade, isso me parte o coração de certa forma. Em alguns anos Scott começou a assistir alguns jogos de futebol americano comigo, inicialmente ele apenas prestava atenção em tudo e se divertia, logo depois que começou a conhecer mais as coisas sobre o jogo ele se apegou ao Quarterback, cérebro e melhor do time, na posição que Oliver se destacou alguns anos. Scott tinha que ser fã logo do pai? Eu sempre omitia o nome do jogador quando Felicity estava por perto, ela nunca deu importância a jogos, menti o nome do mesmo dizendo que era Osvaldo para Felicity não perceber que se tratava de Oliver Queen. Com os anos se passando e sua esperteza se ampliando, Scott está quase entregando o nosso jogo.
— Tio... Tio – chama minha atenção.
— Sim? – pergunto ainda atordoado descendo o olhar para ele que segura a sua bola oval, aquela que paguei quase um milhão de dólares para ele. A mesma bola que seu pai foi campeão há dois anos atrás.
— Quero ver o Olie fora da TV – balança a bola com olhos brilhantes.
— O quê.... Mas – começo a gaguejar com nervosismo me gelando por dentro.
— O homem da TV disse que ele está na nossa cidade – balbucia jogando a bola para frente.
— É.... Isso... – gaguejo mais uma vez. Respiro fundo por fim e resolvo formular uma frase mais coerente para meu sobrinho. – Mas não podemos vê-lo, ele é um homem muito ocupado Scott. – forço um sorriso pegando a bola para brincar com ele.
— Você pode me levar até ele – insiste sorrindo tomando a bola de mim. Abro a boca incrédulo, desde quando esse menino ficou tão inteligente?
— Não – discordo prontamente olhando envolta. – Você tem aula amanhã, esse jogo nós podemos ver pela a TV como temos feito todos esses anos – argumento pegando-o para meu colo que solta um gritinho agudo. Porem ele sabe como me desarmar com apenas um olhar, em partes lembra Felicity, principalmente quando ele deseja algo. O azul dos seus olhos me deixa inseguro.
— Eu quero ver o Olie – choraminga agitado com olhos marejados escondendo o rosto na curvatura do meu pescoço, sinto suas lágrimas tocar minha pele e partir meu coração.
— Scott... – sussurro mais me mantenho em silêncio ao ouvir seus soluços baixo. Tantas coisas perversas fomos capazes de fazer ele acreditar, como por exemplo seu pai está morto, porque Felicity não suporta a ideia de dividir o mesmo espaço com Oliver. Respiro fundo e fecho os olhos acariciando suas costas. Ele precisa conhecer seu pai, mesmo que seja de longe, espero realmente que aquele idiota faça uma touchdown para o filho. – Vamos ver seu ídolo – murmuro seguindo de volta para casa para vesti-lo adequadamente.
(.....)
Sobre meus ombros Scott se diverte balançando uma bandeira com o nome do pai. Por Deus! Estou aponta de ter um colapso nervoso em meio à multidão. Mais de setenta mil pessoas domina o estádio, o nome do time do Queen ecoa como uma música animada. Como sou alto e estou em um assento privilegiado posso ver todo o campo sem interrupções. Meu único medo é Leoa Felicity sonhar com nós dois aqui, estarei morto é a única certeza que tenho! Fiz Silas jurar com a vida que não contaria nada para ela.
— Como estão as coisas por aí garotão? – pergunto para um Scott que grita e sorri animadamente.
— Tio onde está o Olie? – questiona nervoso. Menino com tanto jogador nesse campo, só esse Queen que importar? Reviro os olhos e abro o maior sorriso.
— Ele está vindo – pisco segurando suas mãos para abrir e fechar como asas no ar. Ele volta sua atenção para o campo voltando a se diverti.
— Você tem garotinho muito esperto – admite uma garota ao meu lado com ar encantador. Desço o olhar para notar suas curvas estonteantes em meio a um short curto e uma blusa que deixa seu decote mais amostra.
— Obrigado – pisco malicioso para ela que também faz o mesmo. Scott eu te amo.
Com alguns minutos finalmente os jogadores entram em campo. Observo eles fazerem graça para todos com acenos e cumprimentos animadores, por último o Queen aparece, arrepio até o ultimo fio de cabelo.
— Tio.... Tio.... Olha.... Olha o Oliver chegou – grita Scott animado puxando meus cabelos para os lados.
— Calma garotão – pedi desesperado antes que ele me deixasse careca com seus puxões afoitos. – Estou vendo – forço a vista para ver o malfeitor com o uniforme do time. Ele se direciona para nós, onde eu tampo o rosto com a bandeira do meu amigo de assento. Scott grita pulando em meus ombros. Abaixo o tecido apenas para exibir meus olhos com a testa franzida. Dou graças em saber que ele se virou e foi para o mais longe de nós.
— Tio Ray – Scott inclina-se para me fitar cobrindo meu rosto com o seu. – Eu quero ver o Olie mais de perto.
— Olha ele daqui mesmo Scott – aceno nervoso para o campo.
— De perto – sorriu mais uma vez mostrando todos os dentinhos brancos. Estou pensando seriamente que Felicity implantou alguma inteligência artificial nesse garoto.
— Não – faço uma careta com uma risada atônita. Ele começa a marejar os olhos com olhar pidão. – Agora não. – adianto-me para acalma-lo. – Quando o jogo acabar nós vamos até ele – minto.
A única verdade é que quando acabar esse jogo, eu saio correndo daqui como o flash na velocidade da luz. Nem o zoom dos quadrinhos pode ganhar de mim! Scott volta a sorri abertamente encarando o campo com um longo encantamento.
(.....)
— Esse Diggle é o cara – admito incrédulo balançando a bandeira admirado – ele é o melhor offensive guard do time.
— Ele é grandão tio, como um urso gigante só não tem os pelos e as garras, os outros jogadores não podem passar por ele – balbucia Scott a minha frente puxando o boné para trás em uma explicação animada. Reviro os olhos com ele vestido com a camisa do Queen!
O jogo segue a todo vapor esse time é de fato um dos melhores do país, o jogador Merlyn que se denomina center do time, arma cada jogada que me deixa com o queixo arrastando no chão. O jogador Harper parece um vulto no campo de tanto que dribla os oponentes, sua posição como Running back lhe cai perfeitamente bem, e o Queen? Bom esse honra o nome do time! É de fato o melhor jogador devo admitir. Observo sua última jogada com bastante atenção assim como os outros torcedores ao meu lado. Ele passa com agilidade por dois defensores depois de uma abertura feita pelos os bloqueadores do seu time, seguindo tão rápido que parece apenas um vulto, levando a bola consigo até a endzone do adversário, marcando touchdown glorioso, levando-nos a plena loucura. Tampo os ouvidos de Scott para que ele não me escute.
— Filho da mãe – grito animado – seis pontos cravados com sucesso.
Oliver tira o capacete que protege seus chifres digo sua cabeça, e acena para todos os lados, incentivando todos gritarem seu nome, Scott é o primeiro que dar pulinhos e acena para o seu pai descontroladamente.
— Oliver – solta um gritinho agudo gesticulando com as mãos.
— Babaca – tossi baixo.
— O que tio? – Scott vira-se confuso.
— Boa jogada Oliver – aceno apontando para o campo. Ele dá de ombro e volta sua atenção para o Queen. O comentarista do jogo anuncia o intervalo para voltar com o quarto e último período. Então pego rapidamente Scott para meus braços seguindo para uma lanchonete próxima.
— Tio Ray.... Você prometeu que vai me levar até o Oliver – relembra Scott mal-humorado ao meu lado enquanto o sanduíche está sendo preparado pela a moça loira do outro lado do balcão.
— No final do jogo Scott, só falta o quarto período. –prometo sabendo que não posso cumprir. Péssimo homem eu sou! Solto sua mão com o toque estridentes do meu celular, puxo do bolso e vejo a foto de Felicity dando beijo em Scott em meio a neve. Fico alarmado, vejo que já é sua trigésima ligação. Um pouco trêmulo atendo para despistar.
— Alô – tossi abafando minha voz com a mão.
— Onde você está que não atende minhas ligações? – questiona irritada.
— Dormindo – minto com outro tossido mais descontrolado. – Scott dormiu cedo e eu fiz o mesmo!
— Com esse barulho? – questiona irritante. Que mulher! Por Deus!
— Então Felicity deixei a TV ligada – minto com sarcasmo.
— Ray... – interrompo antes que ela me faça milhões de perguntas onde não posso responder.
— Eu vou tomar uns remédios...
— Ray... Ray...
— Ligo depois querida – encerro a ligação relaxando os ombros e respirando fundo. – Então Scott... – arregalo os olhos sem encontra-lo ao meu lado. – Scott – grito olhando para todos os lados. – Agora que estou ferrado – afirmo aflito observando o acumulo de pessoas voltar para a arquibancada.
Pov Oliver.
— Touchdown com categoria – gargalha Tommy ao meu lado dando tapas nas minhas costas com sua vasta animação. – O melhor que você já fez nesse ano.
— Esse tinha algo diferente – murmuro trocando minhas proteções dos ombros. – Não sei, é como se eu tivesse feito para alguém que estaria na arquibancada.
— São para as várias garotas gostosas que gritam seu nome – deu de ombros trocando suas chuteiras. Balanço a cabeça com sorriso torto, mas me mantenho quieto, hoje eu acordei com a sensação diferente, chegamos em Nova York para mais uma de nossas competições para a liga dos campeões mundial, porém desde que coloquei os pés nessa cidade, noto algo estranho, algum tipo de conexão que ainda não consegui decifrar, uma coisa que talvez eu deseje encontrar.
— Belo bloqueio – afirma Roy para Diggle que senta ao nosso lado com sorriso animado nos lábios.
— Tirei de letras, os defensores do outro time, são magricelos com um empurrão meu, cai três no chão – explica dando de ombros.
— Sua irmã ligou e mandou um beijo para você, disse que sua mãe está de cabelos em pé com seu último touchdown— informa Roy olhando para o celular.
— Os cabelos da Moira vivem em pé quando se trata do Oliver, no ano passado depois que ele deslocou o ombro no jogo daquela cidade… – estala os dedos procurando o nome.
— Arizona – sorri respondendo sua confusão.
— Isso! Arizona. Ela quase liga para o presidente querendo que o outro jogador que fez isso com ele fosse expulso do país – sorriu Tommy.
— Minha mãe sabe como ser dramática – reviro os olhos.
— Garotos em cinco minutos – avisa Damien seguindo para o campo com seus assistentes. Assentimos com murmurados, o vestuário começa a esvaziar, onde fica apenas eu e o Tommy que cantarola coisas para si terminado de colocar suas proteções. Depois de prontos antes que eu pegue o meu capacete sinto um puxão na barra da minha camisa, olho para os lados e não encontro nada, franzo a cenho ao encontrar um garotinho de olhos azuis, cabelos loiros, vestido com a roupa do meu time e um boné com meu sobrenome virado para trás.
— Hey – sorriu carinhoso.
— Hey – devolvi desconfiado.
— Quem é ele? – pergunta Tommy olhando para o garotinho com um alarmante curiosidade.
— Não sei – sussurro intrigado. Algo me diz que eu conheço esse olhar pidão, mas de onde?
— Meu nome é Scott Liam Smoak – explica com animação tentando subir no banco com um pouco de dificuldade em meio ao auxílio de Tommy para nos fitar melhor. – Você é meu herói Olie – solta encantado se jogando em meus braços com um abraço acolhedor.
[........]
Um resumo simples para não deixar ninguém confuso sobre o futebol americano e as posições dos nossos personagens.
Se conseguir levar a bola até a endzone do adversário, marca-se touchdown que equivale a conquista de 6 pontos para seu time.
Oliver Queen é Quarterback— É o cérebro do time. É ele quem "faz" a jogada, lançando a bola em profundidade, correndo com ela ou entregando nas mãos de outro jogador ao seu lado.
John Diggle é Offensive Guard— possui dois no caso, um de cada lado do center. Nas jogadas de passe, têm como tarefa bloquear os defensores adversários que tentarem atacar o quarterback. Nas jogadas de corrida, deve abrir espaços para a passagem do running back.
Roy Harper é Running back— carrega a bola nas jogadas terrestres, recebendo-a diretamente das mãos do quarterback, num movimento chamado handoff. É uma posição que exige força, mas também destreza para “driblar” os defensores adversários.
Tommy Merlyn é Center— fica no meio da linha de bloqueadores e é o responsável por iniciar a jogada, passando a bola por baixo das pernas ao quarterback, movimento chamado snap. Em seguida, passa a bloquear os adversários para proteger seu quarterback.
Espero que tenha esclarecido a questão de ambos no time!!
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