Notas iniciais
Mil perdoes pela a demora meus amores, mas cá está mais uma atualização, sinto tanto em dizer que essa história chegando ao fim! Obrigado por todos os comentários, favoritos e acompanhamentos, isso me deixou muito feliz, desde o início. Boa leitura!

Tell me that you'll turn down the man
Who asks for your hand
Cause you're waiting for me
And I know, you're gonna be away a while
But I've got no plans at all to leave
And would you take away my hopes and dreams?
Just stay with me

one – ed sheeran

Pov Ray Palmer.

Eu sabia exatamente o quão tinha errado em dizer aquelas coisas a Felicity, por minha culpa fiz ela enlouquecer por um dia e nisso perder um momento especial com o filho, todos foram, Oliver e seus jogadores, assim como a família Queen, Cait e eu, mas no final das contas a principal de todos sumiu e não deixou rastro, até sabermos que a mesma estava na empresa se isolando em meio a arquivos de finanças que nunca fez parte do seu dia a dia, suspirei pesadamente querendo me socar no rosto por meus erros terem afetado tanto minha irmã postiça. Eu sabia que o inferno me aguardava.

— Que tal procurar o Pokémon, comigo? – sugeri a um garotinho de olhos azuis que estava emburrado sobre a cama, com a coberta por cima de si, deixando apenas os pés de fora, Scott ligava e desligava a luz da lanterna. – Garanto que o primeiro que eu achar, você captura ele. – ofereci mais animado. Porem só escutei um resmungo em retorno. – Que tal uma torta de chocolate cremosa? – mais uma vez tentei ser convincente com ele. – Scott. – suspirei pesadamente.

— Tio! Minha mãe me deixou. – choramingou me fazendo revirar os olhos, Scott é uma versão masculina da Felicity de doze anos, quando suas invenções eram confiscada por Donna, era uma época difícil. – Não quero nada além da minha mamãe agora.

— Olha.... Sua mãe não deixou você – sorri puxando o cobertor para baixo mostrando um garotinho ainda chateado. Scott esfregou os olhos e me fitou curioso, com as bochechas rosadas. – Ela teve um probleminha na empresa e se atrasou querido.

— Ela não se atrasou tio, porque não foi e nem chegou em casa. – corrigiu irritado soltando a lanterna na cama.

— Tudo bem! Você venceu pequeno. – suspirei me acomodando mais a cama. – Sabe, diferente de nós dois, sua mãe é do sexo feminino, as vezes mulheres tem uns dias muito mais difícil que o nosso, e isso faz elas perderem a cabeça, mas não se preocupe com isso, ela falhou mais ainda continua sendo uma ótima mãe para você.

Scott refletiu por um longo momento, mas como sempre em seu modo carinhoso ele volta a ser aquele garotinho especial e confiante que criamos.

— Eu amo minha mamãe. – sorriu com covinhas pequenas se aproximando de joelhos a mim. – Eu também amo você tio. – afirmou me abraçando, senti meus olhos marejarem naquele momento, nunca fui tão emotivo, mas quando se trata daqueles que amo, sempre acabo me desmanchando.

Eu pude ver Scott nascer, ver seus primeiros passos, sua primeira palavrinha, o momento que ele foi a primeira vez a escola, e me machucaria se eu o perdesse depois de tudo que passamos juntos, mesmo que fosse para seu verdadeiro pai, que todos esses anos pagou o preço mais alto de não ter conhecido o filho. Seriamos egoísta, em querer que Scott fique a vida toda ao nosso lado, sem pôr um segundo ficar longe de nós dois?

— Eu amo você. – sussurrei em seu ouvido acariciando suas costas. – Nunca se esqueça disso.

— Tio, eu posso morar com meu pai? – sorriu me fazendo engolir em seco e querer me jogar de um prédio agora mesmo, me afastei ansioso, sentindo minhas mãos suarem e o ar parar de circular dentro de mim, o que seria isso? Algum tipo de ataque de pânico?

— Como assim? Mora com seu pai? – gaguejei fazendo-o sorrir ainda mais.

— Ele pode trazer as coisas dele e colocar aqui. – disse pulando da cama e abrindo as gavetas da cômoda. Franzi o cenho sem entender mais uma vez.

— Mas você acabou de dizer que queria morar com ele. – pisquei confuso.

— Morar com ele aqui, tio. Meu papai pode trazer as coisas dele para meu quarto e ficar conosco. – disse animado tirando algumas revistinhas da gaveta. Ah! Sim! Agora entendi onde ele queria chegar. Casar o Queen com a Smoak. Seu pensamento me fez refletir e querer enfim tirar aquelas férias sonhadas para Las Vegas ou Paris.

— Então você quer que seu pai more aqui? – apontei para o chão recebendo em resposta sua concordância com a cabeça. – E não ir morar com ele, como por exemplo; sair dessa casa para a casa dele. – analisei a situação a minha frente. Até que não seria má ideia, mesmo que odeie o Oliver, seria bom Scott permanecer aqui.

— Isso tio. – confirmou se aproximando para ficar em meio as minhas pernas com sorriso meigo nos lábios e seu velho olhar pidão. – Você deixa?

— Eu deixo? – franzi o cenho para mim mesmo.

— Sim? – insistiu mais ansioso.

— Depende da sua mãe, se ela quiser, por mim tudo bem. – dei de ombros com desdém. Talvez esteja na hora de pegar as malas e arranjar um apartamento para mim.

— Quero a torta de chocolate. – disse rapidamente.

— Quem estava sem fome até agora a pouco? – indago entediado fitando minhas unhas.

— Eu quero agora. – respondeu dando pulinhos.

— Melhor não. – neguei.

— Então quero minha mãe aqui. – disse persuasivo.

— Talvez a torta saia mais rápido. – revirei os olhos com sarcasmo.

— Scott! – Escutamos e tomamos um susto com um berro adentrando no quarto como se a casa estivesse pegando fogo.

Felicity se aproximou ofegante, parecendo uma modelo de revista assaltada e jogada no meio do mato para os lobos, com as roupas amarrotadas, cabelos desgrenhados, sem resquícios de maquiagem pelo choro, olhos avermelhados e respiração entre cortada. Jesus! Essa mulher foi até o inferno?!

— Cruzes! Você parece uma garota fugitiva de um filme de terror! – soltei sem me conter com uma risada abafada.

— Desculpe, desculpe querido, eu não fiz por maldade. – pediu entre lagrimas ficando de joelhos a frente de Scott, que fitava a mesma um pouco assustado.

— Primeiro respira. – ordenei calmamente para uma Felicity maluca. – E fala aos poucos.

— Eu sinto muito. – se derreteu em lagrimas mais uma vez. – Eu errei com você mais uma vez, eu sou uma péssima mãe, Scott.

— Agora você está sendo dramática. – revirei os olhos me erguendo da cama. – Converse com a mamãe. – olhei para Scott com carinho e bagunçando seus cabelos loiros. – E haja como um rapazinho bom, como sempre foi. – pisquei saindo em direção a porta deixando Felicity se explicar.

Pov Felicity Smoak.

— Desculpa. – pedi me sentando no chão jogando os sapatos para os lados.

— Por que você não foi mamãe? – questionou triste ainda distante de mim. – Eu senti sua falta. – murchou a cara me partindo ao meio. Minha vista ficou mais embaçada, me desmoronando completamente.

— Eu sei que sim querido. – funguei com meus olhos queimando pelas lagrimas que ainda insistiam em cair. – Como eu disse, não fiz por maldade, sempre estive ao seu lado, mas a mamãe acabou sofrendo um estresse grande e... e esqueci.

— Não chore. – disse se aproximando para limpar minhas lagrimas com suas pequenas mãos. – Não estou com raiva de você mamãe! – sorriu deixando um beijo em minha testa me abraçando pelos ombros, só como o pai dele sabe fazer, não há como não ama-los cada vez mais.

— Eu não fui porque eu estava chateada comigo mesmo, e assumo que acabei esquecendo da sua gincana escolar, só me perdoe por favor, eu prometo passar a semana toda com você, sem nem pisar na empresa. – afirmei com fungado baixo. – Sinto muito por hoje querido. – fui sincera, entre tudo e todos, Scott é minha vida, eu o amo sem começo e fim, desde que ele começou a se forma dentro de mim, eu percebi que tudo mudaria, e mudou, não há como não ser completa quando se tem um tesouro como filho.

— Então podemos ficar com o papai, essa semana toda aqui.

— Como assim? – pisquei em lagrimas ainda.

— Quero que o papai more conosco. – ofereceu me fazendo cair de costas no tapete fofo. Por Deus!

— Scott. – ofeguei com o coração querendo parar de bater no peito. – Seu pai não vai morar conosco. – enxuguei minhas lagrimas escutando suas risadas abafadas. – Ele é um jogador que vaga pelo mundo, sem endereço fixo.

— Assim eu não preciso escolher com quem ficar. – disse animadamente ficando sobre minha barriga puxando o capuz azul para a cabeça, onde contem orelhinhas de coala. – E o papai mora perto da vovó, só viaja em campeonato. – afirmou irritado.

Sua inteligência supera os limites da ciência.

— E se ele não quiser isso? – indago lembrando como Oliver ficou em silencio quando eu joguei toda nossa situação no ventilador hoje.

— Ele nos ama. – disse obvio fechando o casaco e deitando no meu peito, sentir o conforto que ele me passa não tem preço, mesmo depois de tudo que aconteceu hoje, Scott não consegue ficar ao menos irritado comigo, me sinto bem. – Quero o papai aqui. – afirmou baixinho.

— Eu também quero. – sussurrei fitando o teto enquanto meus dedos percorriam as linhas dos seus braços pequenos. – Mas a escolha seria apenas dele, não nossa.

[.....]

Pov Tommy Merlyn.

Senti a brisa da noite tocar minha pele enquanto eu seguia pelas ruas frias de Nova York, algumas crianças passaram correndo, enquanto uma mulher seguia correndo atrás dos mesmos, gritando e sorrindo para que eles esperassem. Sorri torto com a cena e continuei minha caminhada noturna. Puxei meu celular do bolso para verificar os últimos recados.

— Você é mesmo um cretino. – escutei alguém gritar estridente. Ergui o olhar para a rua mais não encontrei a dona da voz. Franzi o cenho e voltei o olhar para a tela do meu celular novamente. – Eu sabia que você não passava de um manipulador cretino.

De novo a voz se mostrou presente, de maneira cortante, ou era coisa da minha cabeça, ou tinha alguém sem paciência bem escondido do meu campo de visão, pois todos os lados que eu olhei não tinha mais ninguém. Balancei a cabeça tentando afastar a voz da minha mente.

— Me solta. – escutei o pedido como suplico, foi ai que notei que a voz vinha de um beco afastado logo a minha frente, engolindo em seco, caminhei sem fazer barulho algum, ao me aproximar a esquina, observei um homem alto, de roupas negras de costas para mim, sua mão estava erguida no ar prendendo um pulso, a mão que o mesmo segurava era pequena e pálida, parecia delicada e de alguma forma eu conhecia aquela mão, forcei a vista para ver melhor, mas a outra pessoa ainda estava por trás do homem, me impedindo de ver quem realmente era. – Você está me machucando Jay. – grunhiu tentando se soltar.

Sem se conter o cara ainda de costas, pressionou a silhueta da garota fortemente contra a parede lhe arrancando gritos e socos de protestos, a cena me enojou pelo o fato da garota ser menor e sensível ao cara que parecia um ogro. Sempre fui um cretino mais nunca fui capaz de força uma mulher a nada, muito menos quando se trata de sexo. Tentei seguir para intervir, mas parei ao escutar um nome familiar ser pronunciado.

— Cait, você é minha, por que fugir? – indaga o homem. O nome expresso por ele me fez prender a respiração. – Estamos a muitos anos juntos, por que agora teria medo de mim?

— Porque você se tornou um babaca, Jay. – com um empurro bruto pude ver Cait, amiga de Ray, e a mesma em que estou apaixonado, ela estava com os olhos vermelhos pelas lagrimas que caiam facilmente pelo o seu rosto, e mesmo chorando, notei que ainda assim ela era a mais bela mulher que já vi em toda a minha vida. – Você me machucou quando dormiu com a minha própria irmã.

— Eu transei com ela, mas como vocês duas são tão parecidas, não fez diferença para mim. – sorriu de maneira cafajeste fazendo meu estomago embrulhar e querer parti-lo ao meio.

— Eu tenho nojo de você, terminamos aqui, se chegar perto de mim novamente eu entro com um processo contra você. – cuspiu aos pés dele saindo em direção ao fim do beco, sem reação o cara deu de ombros acedendo um cigarro e vindo em minha direção, senti meu punho queimar em querer dá um soco no babaca, mas não fiz, pois minha ânsia em ir, atrás de Cait foi maior. Ele passou por mim, piscou e soltou a fumaça atravessando a rua.

Respirei profundamente, graças aos meus treinamentos para os jogos, meu corpo permitia correr o máximo possível, mas Cait não ficava para trás, ela simplesmente tinha desaparecido, cheguei até a outra rua, porem ela tinha ido, simplesmente desaparecido. Senti minha pele esfriar pelo o frio, e a frustação tomar conta de mim, puxei a toca negra que cobria meus cabelos abruptamente para baixo.

— Merda! – praguejei ofegante. Voltei a caminhar pela rua vazia com as mãos nos bolsos.

— Me procurando? – indaga a voz doce bem atrás de mim, contive um sorriso que crescia em meus lábios. Girei sobre os calcanhares e encontrei uma linda mulher com curiosidade em seus olhos castanhos.

— Convencida não? – debochei só para irrita-la.

— Espião de briga de casais? – ergueu uma sobrancelha em questão. – Pensei que fosse apenas um jogador de futebol americano, Merlyn. – acusou estalando a língua. Revirei os olhos e entrei em seu jogo.

— Nas horas vagas gosto de ver mocinhas indefesas. – dei de ombros fazendo-a fechar a cara para mim, e passar a minha frente como um raio. – Hey, espera. – chamei segurando seu antebraço com suavidade.

— Me solta! – ordenou um pouco assustada.

— Não se preocupe, não vou fazer nada contra você. – ergui as mãos no ar tentando acalma-la. – Posso parecer um cretino para você, mas jamais machucaria uma mulher assim.

— Encantador. – forçou um sorriso começando a caminhar. Fiquei ao seu lado em silencio, ela tentava se esquentar dentro do sobretudo azul, respirando profundamente, sua expressão abatida me fazia querer ajuda-la de alguma forma.

— Desculpe, por ter ouvido aquilo tudo... – sussurrei apontado para trás, me referindo ao fato anterior, Cait deu de ombros e fitou o nada.

— Ele é um babaca. – sussurrou sem emoção. – Melhor seguir, do que continuar no erro.

— Belas palavras Snow. – sorri torto.

Eu não me aproveitaria daquele momento, ela estava sensível e magoada, o certo a se fazer era deixa-la em casa, refletindo sobre o que acabara de acontecer, sem mais alguém para deixa-la desconfortável. Minha presença não seria útil. Seguimos o caminho todo em silencio, tudo que eu disse, era que a deixaria em segurança em casa. Quando chegamos, seu prédio era muito bonito e sofisticado. Observei ela subir dois lances de escada e parar no penúltimo.

— Você me parece ser um cara legal, Tommy. – admitiu olhando em meus olhos com sorriso torto. – Tenha uma boa noite. – piscou. É claro que eu esperaria um convite para entrar, mas ainda sou um desconhecido, e também não me oferecia a nada.

— Boa noite, Cait. – acenei sorrindo.

Ela caminhou até a enorme porta, digitou um código e aporta destravou, ela entrou mais não fechou a porta, olhou sobre os ombros e disse:

— Você tem um jogo amanhã, certo?

— Sim. – pisquei com curiosidade.

— Gosta de visitas surpresas senhor Merlyn? – sorriu tímida.

— Não seria surpresa se você me dissesse se iria. – argumentei com sarcasmo.

— Então fique na expectativa. – sorriu mais uma vez fechando a porta. Dei um soquinho no ar e sai cantarolando pelas ruas de Nova York, como um idiota apaixonado, esperando que de verdade, ela fosse me ver jogar.

— Merda! Eu quero essa garota para mim. – revirei os olhos esfregando meu rosto com as mãos.

Pov Oliver Queen.

— Oliver.... – repreendeu Diggle pegando meu copo de uísque. – Amanhã temos um jogo importante, vale classificação para a final, não quero o capitão do time de ressaca. – lançou um olhar irritado, jogando o liquido na pia do banheiro e voltando para o quarto. Suspirei pensadamente e virei-me para o outro lado da cama, mas o mesmo contornou e ergueu uma sobrancelha em questionamento para mim.

— O quê?

— Você está parecendo o Scott emburrado. – respondeu animadamente. – O que está acontecendo com você, desta vez?

— Felicity quer casar comigo. – soltei abafando minha voz no travesseiro.

— Nossa.... Mas as mulheres têm esse sonho. – disse confuso. – Você não quer?

— Não é isso. – sentei na cama encostando-me na cabeceira.

— Então o que é?

— Tenho medo de ir rápido demais. – esfreguei os olhos com as costas das mãos. – Eu a amo, muito mais do que antes, mas ela me deixou uma vez, eu estava pronto para ser inteiramente dela na época, e no final acabei com um coração em pedaços.

— Então.... Você tem medo de dar esse passo, e não dar certo depois? – sugeriu me deixando confuso e frustrado.

— Diggle, eu....

— Eu sei que você está com medo. – interrompeu sentando-se na beirada da cama. – Conheço você há muito tempo, para perceber quando não está com medo e quando está, tudo que vocês dois viveram no passado, mexeu um com o outro. Você tem medo de dar esse passo e acabar com tudo depois, saindo mais ferido do que a primeira vez. Felicity por sua vez, anseia por isso, por medo de perder você, olha para nós Oliver. – ordenou abrindo os braços. – Somos jogadores que viajam pelo mundo, e não estáveis, solteiros e sozinhos, porque damos a vida pelo esporte e esquecemos da nossa vida pessoal, mas as coisas agora mudaram, pelo menos para você, tem um filho cara, ele não pode crescer sem o pai.

— Eu jamais deixaria Scott de lado. Posso abandonar o time se for necessário, mas sem meu filho eu não fico mais. – suspirei com meus pensamentos a mil. – Mas o agora de fato está me assustando, não quero pedi-la em casamento, apenas para ficar com Scott todos os dias, quero fazer isso com a segurança de sermos uma família grande e feliz.

— Então... o que vai fazer? – indagou me analisando por um longo momento.

— Ainda não sei... – suspirei fechando os olhos. – Só preciso por logo as ideias no lugar, eu a amo, mas não quero que ela pense que qualquer tipo de união entre nós, seria só por Scott, quero que ela sinta que é sobre nós dois.

[......]

Quando eu imaginei que a situação estava difícil, a coisa apenas se complicava, minha mãe segurava a mão de Scott, enquanto o mesmo estava sobre os ombros de Ray, que se sentia totalmente desconfortável com Sara do outro lado do banco, minha irmã parecia muito nervosa com os negócios da empresa deixando Roy irritado em campo, onde Diggle tentava explicar que ele um dia se casaria com uma CEO e não uma torcedora dos GD´s. Tommy por sua vez fazia círculos no campo em silencio, eu tentei decifrar ou até mesmo questionar o que acontecia com o mesmo, por sua vez, ele se manteve em silencio e olhava direto para a entrada do estádio, como se alguma rainha fosse passar por ali, a qualquer momento. Tentei relaxar os ombros que estavam tensos, tanto pela partida de classificação como pela falta de comparecimento de Felicity. Ray disse que ela não se sentiu muito bem e ficou em casa debaixo das cobertas, mas o que me doeu não foi isso, mas sim ela não ter ao menos ligado para me dar uma explicação razoável. Me alonguei e corri até a metade do campo, onde continha alguns jogadores do outro time.

— Queen. – sorriu com cinismo o capitão dos Black City. Inspirei profundamente.

— Tyler. – cumprimentei com a cabeça ajeitando minhas luvas.

— Faz exatamente um ano. – relembrou tirando o capacete, seus cabelos negros caíram próximo as orelhas, seus olhos também no tom negro me fitaram animadamente irritante. – Eu venci você. – debochou batendo com o indicador no meu peito. Fechei as mãos em punhos.

— Ganhou, porque de maneira desprezível você roubo a bola fraturando uma das minhas costelas. – rosnei secamente.

Lembrar daquela partida foi algo difícil, eu estava com problemas na família, meu time não ia bem, e depois de um temporal passageiro, o gramado ficou alagado, como faltava apenas a última rodada, tínhamos que encerrar o campeonato, mas acabamos perdendo, e ainda acabei com uma costela fraturada, devido a colisão com Tyler e Miller que devido a gestação da sua atual noiva não irá participar hoje.

— Rá. Não seja fraco mais uma vez Queen. – piscou me levando ao limite. Dei um passo querendo desmanchar aquela cara de playboy filho da mãe.

— Hey, não vai entrar no jogo dele. – repreendeu Diggle me empurrando pelos ombros. – Se concentre, Oliver. – pediu.

Meus olhos pareciam em chamas assim como todo o meu corpo, olhei para Tyler em fúria, e se não fosse meu grande amigo aqui, eu teria perdido a partida antes mesmo de começa-la, o que seria um grande erro para mim, eu não seria apenas um jogador em campo, e sim um pai jogador, onde tinha um garotinho esperando que seu pai fizesse o melhor hoje.

— Estou bem. – afirmei me encaminhando de volta para os outros. Escutando ao fundo as gracinhas de Tyler.

— Qual é cara? – abriu os braços Tommy em provocação para Tyler que fez sinal obsceno. – Vou passar por cima de você, como um trator. – ameaçou.

— Cai dentro Merlyn. – acenou chamando para o combate, o que era sempre típico antes de uma partida memorável entre os Gd´s com Bc´s.

— Agora não. – interrompi Tommy segurando-o pelo ombro, sabendo o quão esquentado ele pode ser entre nós todos.

— Tudo bem, garotos. – sorriu Damian nosso técnico ficando no meio de nós. – Vou mostrar como deve começar a primeira partida.

Eu sabia o quão o jogo seria difícil, com provocações e nosso autocontrole deveria ser mantido, ser eliminado seria arrumar as malas para ir para casa, onde eu estava longe de fazer isso. Suspirei prestando atenção nas instruções do nosso técnico, mas meus olhos desviaram assim que senti uma presença familiar me preencher todo o lugar, e com a brisa suave trouxe seu perfume floral, olhei para o outro lado do campo, onde Felicity chegou vestida com uma calça jeans preta marcando perfeitamente suas curvas, tênis esportivo, camiseta feminina do meu time e um boné virado para trás também do time. Ela mais parecia uma torcedora gostosa, engoli em seco com a visão. Até onde essa mulher iria me levar? Para todos os lugares prazerosos que ainda ei de encontrar ao seu lado. Primeiro ela sorriu e beijou a bochecha de Scott que parecia muito animado com a presença da mãe, o que também me chamou atenção foi Cait, melhor amiga de Ray e Felicity está com ela, vestida da mesma maneira.

— Acho que nossa torcida está completa, agora. – piscou Tommy com malícia colocando o capacete para ir para sua respectiva posição. Ah! Agora entendo sua frustração antes da partida. – Vamos destruir esses cretinos. – apontou para o time oposto com rosnado abafado.

— Acho difícil Merlyn. – Tyler se agachou com a mão apoiada no chão e a outra para trás, assim como os outros jogadores de bloqueio do seu time.

Desviei de volta, minha atenção para a mais bela mulher que já devo ter encontrado no mundo. Nossos olhares se encontraram por um momento, e com um sorriso delicioso ela me fitou em seus olhos azuis brilhantes me transparecendo confiança do que tínhamos que fazer, depois de tudo isso acabar, eu não iria embora, e precisava de alguma forma deixar claro isso, meu lugar já não era mais ser apenas um jogador fodão, que corria o mundo sem ter para onde mesmo voltar, por mais que eu amasse minha família de sangue, mas meu lugar nunca foi de fato está preso as laços só familiares, estava ligado a encontrar um sentido intenso e único; Felicity Smoak. Eu estava pronto para ser mais do que um homem em sua vida, eu queria ser o pai do seu filho e um marido que ela jamais encontraria. Pisquei sabendo o quanto tínhamos a conversa ainda, e me apeguei a ideia de vencer essa partida por todos aqueles que amo.

— É vamos nessa. – Rosnei para Tyler que me fitou com a mesma intensidade.

Notas finais
Então deixem seus comentários! Ainda não decidi, mas só teremos mais uns três capítulos e o epilogo! Beijos e até a próxima semana!