This Love
16 Hymn For The Weekend.
Notas iniciais
Drink from me, drink from me (I, oh, I, oh, I)
That I shoot across the symphony
That I shoot across the sky
Drink from me, drink from me (I, oh, I, oh, I)
That I shoot across the symphony
So high, so high
That I shoot across the sky.
Coldplay – Hymn For The Weekend (feat. Beyoncé)
Pov Felicity.
Observei Oliver sair pela porta como um raio, aquilo me fez acelerar, tanto por dentro como por fora, fazendo-me descer as escadas tão rápida quanto o flash, mas o que diabos tinha acabado de acontecer ali? Um tipo de briga do Olimpo? Apolo vs. Adônis? Meu Deus! Sei o quão esses dois se odeiam por querer uma única coisa, essa coisa se chama Felicity, que afinal sou eu.
— O que aconteceu aqui? – questiono nervosa chegando perto o bastante para fitar Michael nos olhos que ainda limpava o canto da boca com resquício de sangue, foi um soco e tanto. – Por que dessa briga?
— Seu amigo é um pouco exagerado – rosnou Michael sem paciência ao me fitar de volta.
— Mamãe por que o papai fez isso? – Scott se aproximou chateado pela cena anterior. Mesmo com apenas cinco anos de idade. Scott é inteligente o bastante para saber que aquilo não era nada bom para ambos.
— Seu pai fez algo errado aqui, mas não fique com raiva dele – pedi calmamente tentando conter toda aquela tensão que acabou se alastrando pela a sala, mesmo com as ações erradas de Michael e Oliver, a culpa foi minha em ter pensado na hipótese de coloca-los juntos essa noite. Grande idiota Felicity! Minha consciência tacou-me pedras. Tinha algo errado ali, Oliver também não atacaria sem motivo. – Michael precisamos conversar agora. – decretei olhando para o mesmo que me fitava divertido. – Cuide dele Ray. – apontei para meu pequeno que estava um pouco murcho no meio da sala olhando para os lados.
Ray assentiu com suspiro longo guiando Scott até o sofá, como tio e cuidador do meu pequeno desde que o mesmo nasceu, Ray sabia como contornar aquela situação, e contaria pequenas histórias para um Scott confuso.
— Felicity – chamou Michael assim que adentramos ao meu escritório.
— Eu sei que você falou algo que ele não gostou, Michael, seja claro e verdadeiro comigo, mesmo que você sinta algo por mim, não está no direito de invadir meu campo pessoal, Oliver é pai do Scott, acima de tudo, não quero que meu filho fique triste ou magoado nessa história, por brigas que não compensam em nada. – esclareci fazendo-o trincar o maxilar.
— Nada que eu tenha dito a ele.... – suspira com uma longa pausa se jogando na cadeira vazia. – Não seja verdade Felicity, ele chegou agora e acha que pode ser o dono de tudo, ele pode até ser o pai do Scott, mas não estava lá quando seu filho mais precisou, quando você mais precisou dele. – acusou irritado me relembrando de um passado que eu adoraria esquecer, mas nunca o faria.
— Mesmo assim, Oliver pode fazer o que bem entender em relação ao nosso filho agora. – praguejo contornando a minha mesa para encará-lo. – Somos amigos há muitos anos Michael, sou grata por tudo que fez por mim, mas as coisas mudaram. Mesmo Oliver sendo ou não um cretino, ele é o único que me faz amar de verdade, do meu modo torto e ingênuo. A verdade é que isso me faz feliz, a culpa nunca foi dele, isso eu levarei para sempre comigo.
Michael notou que tudo que eu estava a proferir naquela sala era totalmente verdade, eu amo aquele idiota, nunca mudou e tudo que aconteceu na vida de Scott sem o pai, foi por culpa minha, não posso ser egoísta, a ponto de culpar Oliver por um erro meu.
— Você o ama e isso cega você de todas as formas, quando vai perceber que tudo não se trata de um jogo para ele. – bufou erguendo-se da cadeira abruptamente. – Eu amo você Felicity Smoak e você sempre soube disso, do jeito que você é e sempre foi, mas o Queen deseja apenas a velha Felicity para si, no modo de manipula-la como sempre quis fazer.
— Michael – alerto irritada. – Não me faça escolher....
— Não precisa escolher.... Eu sempre soube que seria ele, isso nunca mudou e nunca irá mudar.... Sinto muito por tudo, mas é apenas meu modo de ver as coisas, sobre essa relação drástica em que você persiste em se meter. – suspirou com pesar na voz antes de se caminhar até a porta e sair com estrondo. Respirei fundo com um latejar no peito. Tudo estava perturbador naquele momento, mas meus pensamentos estavam no meu filhote, que temia Oliver nesse momento, eu precisava fazer algo. Não era em mim que devia pensar agora, mas sim no meu pequeno Queen.
Saio do escritório com ar confiante, até o meu irmão postiço que tentava animar minha miniatura de Oliver, que não sorria, apenas fitava o chão magoado ou emburrado. Fiquei próxima a ambos e inclinei meu tronco para frente, procurando seu olhar.
— Quer ver o papai? – chamei calmamente estendendo minha mão para Scott que sorriu pulando do sofá rapidamente. – Sem sermões – adverti para um Ray que pretendia protestar sobre minhas ações. – Somos todos culpados aqui Ray. – bufei seguindo para meu quarto em busca de roupas confortáveis. Aquela festa não iria me servi de nada mesmo, o que eu queria era apenas uma noite agradável com aqueles que mais amo. Orei mentalmente para que Oliver tivesse voltado direto para o hotel.
(.....)
— Mamãe – chamou Scott puxando a barra do meu casaco para baixo, enquanto isso eu encarava a porta do quarto de Oliver com temor. Michael não disse o que jogou na cara do Oliver, isso fazia todo meu corpo estremecer. – Mamãe – chama mais irritado. Desço o olhar para Scott com sorriso torto. – Abre – ordena gesticulando para a porta com as mãozinhas no ar. Meu pequeno Queen, tão lindo quanto o pai, vestido com um conjunto de moletom verde, ainda de capuz apenas com seu rostinho meigo de fora.
— Estou indo Scott. – assenti nervosa girando a chave assim como a maçaneta. Adentramos calmamente em passos de panteras pela sala. Scott olhava em volta assim como eu, tudo que ouvíamos era apenas nossas respirações e pisadas. – Oliver – chamei com receio jogando as chaves e minhas outras coisas no sofá pequeno.
— Papai. – chamou nervoso andando de um lado para o outro apressadamente.
Não escutamos sua resposta, e aquilo me fez murchar por dentro. Conferir os cômodos, mas tudo não passava de um vazio, a cama estava feita e nada fora do lugar, o que indicava que ele não voltou para casa. Meus pensamentos me levaram ao vasto mundo sombrio. Oliver bebendo e com garotas a sua volta, eu só queria conversar, esclarecer tudo aquilo que nos ronda desde o dia em que o conheci. Por que tudo tinha que ser tão devastador quando finalmente estamos juntos? No exato momento em que estávamos bem, acaba nisso. Me joguei no sofá com o corpo pesado.
— Onde está o papai? – choraminga meu pingo de gente subindo no sofá até meu colo com seus olhos azuis sem o famoso brilho pidão. E eu acabei me questionando da mesma maneira, onde estaria Oliver naquele momento?
— Ele precisa de um pouquinho de tempo depois do que aconteceu, meu amor – respondi com carinho sem querer me aprofundar no assunto. Scott não sorriu ou ao menos falou nada. Só balançou as perninhas e fitou o nada com pesar. Um garotinho de cinco anos, mesmo sem saber de nada da vida ainda, poderia sentir falta de muitas coisas, como por exemplo seu pai.
[..]
Os minutos começaram a se alastrar por aquele quarto de hotel nostálgico, tentei ligar várias vezes, mas o mesmo não atendia o telefone e só caia na caixa postal, me caminhei até a suíte de Tommy, talvez ele soubesse de algo, enquanto Scott ficou com meu celular em um joguinho qualquer. Apertei a campainha várias e várias vezes mais ninguém atendeu, assim como; Diggle e Roy, nenhum dos jogadores estavam em seus respectivos quartos, então resolvi voltar para o de Oliver, porem ao girar sobre os calcanhares, Tommy seu velho amigo saiu do elevador, com uma morena peituda, quase arrancando as roupas no caminho, a cena era nojenta, pareciam dois selvagens.
Foi quando eu tive a grande ideia, Tommy se aliou ao meu amado irmão para me punir, achando divertido tudo que acontecia conosco trancados naquele vestiário, eu até que agradeço pelo feito, mas Tommy merecia uma punição pelos seus atos imorais contra mim, Ray ficaria por conta de Oliver.
— Thomas? Querido? Você está me traindo seu cafajeste. – berrei ofendida socando suas costas enquanto ele soltava a morena que atônita me fitou surpresa dando passos cambaleantes para trás.
— Felicity? – indagou confuso e ao mesmo tempo sem ar.
— Eu te dei o mundo e em trocar você me deu um par de chifres, seu cretino, cretino.... – repeti um discurso de maneira dramática fazendo a mulher se assustar cada vez mais com nossa cena.
— O quê? Mas você me disse que não tinha ninguém. – gritou a mulher histericamente dando um susto em nós dois. – Que cretino! – exclamou socando Tommy com os punhos fechados completamente irritada.
— Pare, pare, pare. – pediu ele nervoso enquanto eu ajudava a mulher a soca-lo. – Vocês são malucas? – ofegou se afastando para longe com a mão no peito até ergui o dedo para mim. – Felicity....
— Você não tente contornar a situação, está pagando pelo que você fez. – interrompi erguendo o dedo para ele em tom acusatório. – Você sabe bem que não se pode desafiar uma Smoak. – afirmei em convicção.
— Isso mesmo garota. – a morena concordou comigo deixando-me satisfeita com aquilo tudo. Eu estava acusando Tommy, não por um par de chifres é claro, mas por ser aliar com o babaca do meu irmão.
— Mamãe. – chamou Scott chamando atenção de todos com seus olhos desconfiados.
— Entre, entre querido. – ordenei apressadamente. – Eu preciso resolver algo. – fechei a porta.
— Você ainda tem um filho seu filho da mãe. – a mulher voltou a gritar como uma louca, dando dois tapas em Tommy que ficou vermelho como uma tomate. Cruzei os braços sobre o peito, observando a louca querendo arrancar o coração de Tommy com as próprias mãos. – Idiota!
— Idiota! – repeti com uma risada.
— Cretino! – grunhiu a mulher com mais uma bolsada.
— Cretino! – acusei repetindo mais uma vez.
— Sinto muito senhorita. – pediu a pobre mulher para mim se recompondo, logo saindo em direção ao elevador como um raio. Assim que ela se foi, Tommy tomou folego e veio até mim pisando duro.
— Qual o seu problema? – grunhiu irritado.
— Estamos quites agora, Merlyn. – estalei a língua limpando as mãos com sarcasmo. – Tente se unir ao Ray mais uma vez, e na próxima será pior. – alerto irritada.
— Felicity....
— Tommy. – interrompi com aceno. – Ray me contou que você está de olho na minha melhor amiga Cait. Ela vai ficar sabendo que seu amor por ela, não é tão platônico assim. – avisei com cinismo.
— Não, não, não pode fazer isso. – arregalou os olhos incrédulo.
— Posso sim. – afirmei.
— Se não fosse por nós dois, você e o Oliver ainda estariam separados. – disse. – Sei que ele não foi sincero com você no início de tudo, mas meu amigo mudou por você. – afirmou me olhando nos olhos, com seu tom azul profundo.
— Mesmo assim, nenhum dos dois pode se meter em nossas vidas. – suspiro cansada. – Mas você mereceu. – acusei voltando a me irritar.
— Eu sei. – fez uma careta. – Essa morena também só tinha silicone mesmo.
— Então você prefere garotas como a Cait. – chamo sua atenção que sorri maliciosamente. – Se ferrou, porque ela tem namorado!
— O quê? – vez dele berrar como uma louca pelo corredor. – Ray não me disse nada disso.
— Talvez porque ele não tenha lembrado. – dou de ombros com a demência de Ray. – Desista! Cait já tem uma vida planejada. – aceno abrindo a porta do quarto de Oliver.
— Nunca! – exclamou confiante. Ergui uma sobrancelha antes de fecha a porta.
— Então boa sorte nessa. – sorri com uma piscadela ignorando seus protestos ao bater na porta.
— Mamãe, por que o tio Tommy está assim? – indaga Scott confuso.
— Porque perdeu a bola de ouro dele. – sorrir para um Scott resmungão. Voltamos para o sofá, ficando um de cada lado, Scott dizia coisas sem sentidos ao brincar com seu boneco do flash irritado, aquele flash não seria o mais rápido do mundo, não nas mãos de Scott daquele jeito.
— Que tal dormir? – sugeri antes que o boneco perdesse a cabeça no processo.
— Não quero Mamãe – retrucou chateado ainda concentrado em sua missão de dar um fim no pobre boneco.
— Já é tarde, você precisa dormir – argumento cansada. Até eu mesma precisava de descanso naquele momento. Mas só descansaria depois de uma longa conversa com o Queen.
— Eu quero que o papai me coloque para dormir – admitiu com a voz irritada. Terminado de arrancar a cabeça do boneco. E lá se foi, o mais rápido do mundo.
— Scott, você nunca fez isso. – repreendi nervosa. Mesmo irritado ele não deu importância e jogou os restos do flash no chão, cruzando os bracinhos sobre o peito, com a cara fechada. – Converse com a mamãe – pedi tentando puxa-lo para mim. Onde recebi um sonoro NÃO!
— Você não é o papai. – choraminga começando a chorar.
— Mas sou sua mãe. – afirmei trazendo-o para mim mesmo sobre protesto. – Seu pai não foi embora, ele apenas foi passear um pouco, fique calmo.
— Papai bateu no meu padrinho, porquê? – indaga ainda chorando.
— Porque seu padrinho falou palavras feias para seu pai, ele reagiu de maneira errada, mas seu pai vai se desculpar amanhã porque é o certo a se fazer, então não faça isso, nem na escola ou no parque, é errado, e só quando você for uma pessoa adulta começará a entender todas as coisas, por hora precisa apenas ficar calmo e acreditar que seu pai faria tudo para nos proteger. – sorrio alisando seu pequeno rosto limpando suas lágrimas com carinho.
— Tudo bem Mamãe – assentiu com soluço engasgado deitando a cabeça sobre meu peito se enroscando no meu colo.
Notei a porta se abrir vagarosamente, com suspiro longo Oliver entrou ainda sem nos notar, Scott ficou em silêncio, assim como eu, esperamos suas respectivas ações, as quais foram; tirar o paletó, a gravata e por fim deixar as coisas sobre a cômoda próxima a porta. Com dois passos ele nos viu no sofá, o tempo pareceu congelar naquele exato momento. Oliver desceu o olhar sobre nós. Seus olhos estavam sem brilho, suas afeições pareciam abaladas, e aquilo me fez fraquejar por dentro. Oliver estava machucado era notável através do seu olhar. Scott saiu do meu colo com cuidado indo até o pai com receio, com alguns segundos se encarando meu pequeno estendeu os bracinhos para o pai que inclinou o tronco para traze-lo para si.
— Papai. – sussurrou Scott abraçando o mesmo.
— Está tudo bem meu pequeno. – disse alisando as costas de Scott com carinho. – Por que ainda não está dormindo? – suspirou tirando os sapatos do mesmo deixando aos seus pés.
— Eu queria dormir com você. – confessou um Scott emburrado.
— Então vamos lá. – sorriu o que me aqueceu por dentro. Oliver piscou para mim e seguiu em direção ao quarto com um Scott sorridente mesmo com sua sonolência.
Fiquei na sala com meu corpo jogado no sofá de maneira desajeitada, Oliver ficaria muito tempo com Scott onde eu não queria interromper aquele momento pai e filho, já tirei tanto dos dois, com isso preciso começar a me redimir com ambos. Respirei fundo e fitei o teto mordiscando meu lábio inferior. Com alguns minutos Oliver atravessa a pequena sala, sem sapatos, apenas com o calção do time. Observei ele pegar um copo e enche-lo com whisky, ainda de costas para mim e com um silêncio profundo, ele bebeu vários goles.
— Oliver – chamo com receio.
— Por que não contou que aquele babaca do Michael esteve o tempo todo com você? – soltou irritado me fazendo encolher por um momento. – Meu filho assistiu a uma cena ridícula de ciúmes porque aquele babaca fez questão de passar todas as minhas perdas, bem no meio da minha cara.
— Sinto muito por....
— Sentir muito não vai mudar nada do que aconteceu hoje Felicity – interrompe secamente girando sobre os calcanhares para me fitar nos olhos. – Ele sabe mas sobre meu filho do que eu. – acusa chateado.
— Eu sei o quão foi difícil ouvir isso e a culpa foi e é minha. – suspiro. – Mas você pode recomeçar ao nosso lado, Scott sempre foi seu.
— Pela primeira vez eu estive vulnerável, Felicity – rosna voltando a beber. – Estou na defensiva, não costumo me sentir assim, porque acabo me sentindo fraco no final. – admite. Sorrio tirando o copo de sua mão deixando-o sobre a mesinha. Volto minha atenção para ele que resmunga soltando uma lufada de ar.
— Você perdeu muita coisa na vida de Scott, mas uma única coisa que sempre esteve no coração dele é o amor que sente por você. – afirmei roçando o dorso das minhas mãos sobre sua barba rala. Um arrepio fino percorreu minha espinha, um sorriso esboçou em seus lábios. – Não podemos voltar no tempo querido e consertar nada. Precisamos apenas aprender com nossos erros e tentar ser feliz novamente. Nada e nem ninguém pode tirar Scott de você, porque ele sempre será seu filho, assim como eu sempre serei sua.
— Sinto muito por ter agido como um selvagem. – sorriu nada arrependido, sei bem que Oliver esperava a muito tempo fazer aquilo com Michael, estava em seus olhos a completa satisfação.
— Sei bem que você gostou de fazer. – dei de ombros enroscado meus braços envolto do seu pescoço.
— Não foi a festa? – desceu o olhar para mim com sorriso de canto.
— Não estaria em lugar nenhum sem você – sussurro convincente para ele. – Não mais.
Roubo um beijo urgente, com gemido baixo Oliver me corresponde de maneira lenta, no beijo quente sinto meu corpo se aquecer e arrepiar, a falta de ar me faz afastar um pouco, o gosto de Whisky queima em meus lábios. Minha vida toda esperei alguém como ele, mesmo com todas nossas diferenças, o amor nos une e todo aquele meu ódio era apenas uma forma de desistir dos meus sentimentos, onde falhei miseravelmente.
— Quer saber? Não sinto muito, foda-se o Michael e tudo aquilo que tente roubá-la de mim. – afirma me arrancado um gritinho aguço ao me ergue nos braços abruptamente. – Você errou, por isso estou punindo-a.
— Com sexo? – sugiro em seu ouvido com a voz rouca.
— É um modo que satisfaz ambos. – morde o meu queixo com uma força razoável.
— Nosso filho está no quarto. – repreendo com dois tapas em seus ombros como uma menininha frágil sendo raptada pelo vilão. – Não vou transar com você aqui. – finjo está ofendida.
Oliver revira os olhos me colocando no chão lentamente, com suas grandes mãos sobre minha cintura em um aperto suave.
— Podemos pelo menos namorar um pouco como dois adolescentes. – sorriu malicioso me jogando sobre o sofá de costas, caindo sobre mim com apoio das mãos nas laterais do meu corpo, sob o estofado macio. – Como nos velhos tempos Srta. Smoak. – piscou voltando a pressionar nossos lábios.
Pov Oliver.
Dia seguinte.
— Sabe. – reflete Felicity pegando o leite antes de mim. – Amanhã é gincana escolar, você poderia ir conosco. – deu de ombros colocando na tigela com cereais, empurrando com delicadeza para Scott que se encontra no meu colo.
— Gincana? – ergui a sobrancelha confuso. – Que tipo de gincana? – indago.
— E o Flash correu, correu e correu. – balbucia Scott com seu boneco remendado pelo feito da noite anterior. Brincando com o mesmo sobre a mesa. – Mas não ganhou! – debochou com uma risada baixa.
— É uma gincana esportiva Oliver, a diretora iria adorar sua presença no campo escolar, já que é um dos melhores jogadores de futebol americano. – responde com desdém passando geleia na torrada. – Preciso que vá, de todo jeito, três anos indo naquela escola sem o pai do Scott, preciso ferir a língua de algumas mães. – praguejou para si.
— Então posso levar meu time comigo. – sorrio animado.
— Como? – engasga com o café. – Não pode levar todos os jogadores. – arregala os olhos.
— Posso sim, como você mesmo disse, somos! Eu disse somos os melhores jogadores do país nada como dá uma sacudida na escolinha do meu filhote. – bagunço os cabelos de Scott que permanece na sua bolha com o flash.
— Tem certeza que isso é uma boa ideia? – questiona desconfiada.
— Tenho. – afirmo motivado.
— Que Deus nos ajude então. – sorriu voltando para suas refeições.
— Papai. – chama Scott mudando de posição para me encarar. Desço o olhar para o mesmo com sorriso bobo. Não por ser meu filho, mas a cada dia, ele se parece ainda mais comigo.
— Sim?
— Você vai bater no meu padrinho de novo? – questiona desconfiado. Talvez sim Scott, mas não mais nas suas vistas.
— Foi um erro, jamais voltarei a fazer aquilo novamente. – afirmo.
— Eu gosto dele. – afirma chateado.
— Eu sei que sim. – aliso sua face com carinho. Por fim ele assente, desviando sua atenção novamente para o boneco. Olho para Felicity que pisca para mim olhando sobre sua xicara com animação.
Conversamos e chegamos a um acordo que, independente dos nossos sentimentos, quem está acima de tudo é Scott, e por ele devemos rever nossos conceitos. Saio do devaneio com Tommy entrando como um raio, ofegante e encostado na porta de olhos fechados, com roupas de dormir.
— Oliver, socorro! – exclama vindo até nós colocando um pedaço da torrada de Felicity na boca.
— O que houve criatura? – indaga Felicity um pouco áspera.
— Vocês ainda estão com roupas de dormir? – pragueja de boca cheia me fazendo fechar a cara. – Se vistam rápido! – repreende se engasgando com o pão. Olha quem fala das nossas roupas de dormir.
— Tommy, você não pode....
— Oliver. – berra alarmado ainda de boca cheia me interrompendo. – A família Queen está aqui. – volta a se engasgar me fazendo arregalar os olhos em pânico.
— Como assim a família Queen? – sorri confusa Felicity olhando de mim para Tommy procurando um resposta rápida.
— Minha mãe? – engulo meu café rapidamente. Era só o que estava faltando! Esqueci um pequeno detalhe de tudo isso, não contei para Moira Queen que tenho filho, muito menos que ela tem um neto. Merda!
— Minha sogra? – berra Felicity pulando da cadeira com a mão no peito em pleno pânico.
— E sua cunhada. – acrescenta Tommy nervoso bebendo o suco apressadamente.
— Minha vovó? – solta um gritinho animado Scott pulando do meu colo para o chão.
— E sua tia. – acrescenta Tommy com aceno. – Ela vai matar todo mundo hoje. – afirma Tommy colocando a mão no peito após beber todo o suco. – Thea disse que ela pretendia fazer uma surpresa para nós, porém Thea temeu que houvesse pouca vergonha nesse quarto e mandou uma mensagem dizendo que já estão a caminho do hotel. – informa tremulo.
E o fim de nós todos estava só começando. Moira Queen enganada todo esse tempo? Me senti na partida do nosso time, perdendo feio... muito feio.
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