This Is It

4 This Is a Party


–Vamos lá, Elena – Disse Matt, enquanto tentava levantar sua blusa. Mas Elena colocou sua mão sobre a dele, mostrando que não queria.

– Matt, não – Ela falou rindo, tentando deixar a situação mais leve.

– Seis anos, será que um dia nós vamos...?

– Claro que vamos, mas não aqui. Não agora. — Elena disse, enquanto passava os olhos pela traseira da caminhonete de Matt. Eles tinham parado em algum lugar antes da casa de Rebeka, para dar uns amassos. Como sempre as coisas foram esquentando e Matt queria ir mais além. Mas Elena ainda não estava pronta para fazer sexo com ele. Especialmente agora. Ela não queria ter a sua primeira vez na traseira de uma caminhonete.

– Você sempre diz isso. Quando Elena? Quando vai ser?

–Vamos para casa da Rebeka, está todo mundo lá. — ela disse desviando do assunto, e saltando para fora da traseira da caminhonete.

Matt ficou sentado por um momento. Ele estava ficando impaciente. Quando? Ele pensava, quando isso vai acontecer? Ele não tinha certeza de quanto tempo mais poderia aguentar sem fazer sexo com ela. Parte dele queria esperar e fazer desse momento algo especial., mas a outra parte era apenas um adolescente cheio de desejos.

Elena sentou no banco do passageiro e ficou esperando por Matt,. Por que sempre que ele iam dar uns amassos terminava assim? Ele não entendia que ela ainda não estava pronta. Por mais que ela quisesse que as coisas fossem diferentes, ela ainda não estava pronta para dar esse passo. Alem do mais, ela tinha Damon para olhar agora, e ele era exatamente o que ela precisava.

Matt entrou na caminhonete batendo a porta atras dele. Elena tentou beija-lo, mas ele se fastou e pisou fundo no acelerador.

A casa de Rebeka estava uma completa bagunça. Jovens enchendo os copos plásticos de bebidas. Carreiras de cocaína em espelhos sobre a mesa. Meninas rebolando no colo dos garotos. Potes cheios de camisinhas. E música no volume máximo. Quando Elena chegou, Caroline e Bonnie vieram correndo encontra-la, cheia de beijos e “Oh Elena”, como se não a vissem a anos. Matt ficou atras dela, mas rapidamente aproveitou a deixa, e foi encontrar-se com Tyler e os outros.

As garotas se reuniram na cozinha e começaram a se servir de bebidas.

– Essa bolsa é nova? — Caroline perguntou, enquanto Elena colocava Vodca no copo.

– Uma graça. — Bonnie respondeu segurando-a.

– Seu pai nunca lhe diz não?

Elena estava quase respondendo sim, mas então se lembrou de dois dias antes. Ela tomou um gole de seu drinque e mostrou um sorriso meio amarelo, para as meninas. Elas estavam muito ocupadas vendo os garotos que estava na festa, e não perceberam enquanto Elena colocava mais Vodca em seu copo. Deu um gole, e colocou mais um pouco.

– Olha só quem eu trouxe. — Caroline começou, enquanto passava o olho pela festa.

– Ele é uma graça. — Bennie sorriu.

Elena levou o copo até a boca e deu um gole enquanto virava a cabeça para ver de quem as meninas estavam falando. Era Damon, com Stefan a reboque. Estranhamente navegando por águas sociais. Elena o observou cuidadosamente. Como ele conseguia ser tão atraente? Ela o fitou, mas virou a cabeça, quando seu olhares iam se encontrar. Ela não queria que ele a visse. Não daquele jeito. Deu mais um gole em sua bebida. Estava forte, mas era assim que precisava ser.

– Ele vai ser todinho meu. — Caroline começou, enquanto media Damon de alto a baixo. Então virou-se para as meninas – Alguém quer ir no banheiro? Eu preciso ir.

As garotas se viraram, e foram juntas ao banheiro. Assim era Mystic Falls, nenhuma garota ia ao banheiro sozinha. Era uma tradição, e nada fugia da tradição nessa cidade. Então Elena pegou seu copo, e mesmo odiando essa tradições, seguiu as meninas rumo ao banheiro.

Damon viu-as desaparecer. Ele não conseguia tirar os olhos de Elena. Estava preso a ela. Tomou um gole de sua cerveja e sorriu.

Matt estava a poucos metros de Damon. Viu Elena fechar a porta do banheiro. Quando teve certeza de que ela não estava mais na área, virou-se para Rebeka. E ela sorriu.

Matt olhou para a covinha dela, tão bonitinha, e pensou, talvez não tenha problema. Voltou a olhar para a porta do banheiro. A porta continuava fechada. Matt passou a mão pelas costas da garota, e foram caminhando para dentro da casa, em direção a um quarto. Ele olhou novamente para trás, e viu que Damon o observava, voltou a porta do banheiro. Nem sinal de Elena.

Damon viu Matt e pensou, por que Matt deixaria Elena?

Dentro do banheiro as meninas riam, enquanto viravam seus drinques. Estavam falando de Damon, e dos outros caras gostosos da festa.

– Ele é gostoso, não acha Lena? — Perguntou Bonnie, e Elena apenas sorriu.

– Claro.

Caroline percebeu sua resposta pouco animada.

– Ele não é o Matt, claro. A gente sabe. Ninguém se compra ao Matt, mas mesmo assim, ele é um gato.

Elena riu com o comentário da Caroline.

– Falando nisso, vocês demoraram para chegar, vocês...?

– Bonnie, não! — Elena respondeu rapidamente, enquanto abria a porta do banheiro. Ela sabia o que estavam perguntando e não estava afim de contar todos o detalhes, que o Matt queria transar com ela na carroceria de sua caminhonete, na Rua 47. — Vamos, eu preciso de outra bebida.

As duas seguiram Elena até a cozinha.

Damon estava sozinho bebendo sua cerveja, enquanto Stefan bebia algumas por ai. Ele ficou observando a bagunça que era aquela festa. Casais se pegando para todo mundo ver. Alguns caras cheirando cocaína na mesa. Não era uma festa típica de adolescente, mas era interessante. Damon foi até o bar, numa tentativa de se misturar. Ele tinha terminado sua cerveja e acabara de encher outro copo, quando Elena se aproximou.

– Você ainda não me disse. O que está achando de Mystic Falls? — Ela perguntou, sorrindo.

Damon observou a festa a sua volta, depois voltou a olhar os olhos fascinantes de Elena.

– Acho que, não é tão mal assim.

– Você não faz ideia... — ela respondeu, pegando o copo dele e dando um gole. Ela preparou um drinque mais forte para ela e mexeu, enquanto lambia uma gota de seus lábios. Os dois ficaram se olhando por alguns segundos, ambos encantados, um com o outro.

– Elena, vem! — Bonnie gritou, interrompendo a conexão entre os dois. Elena sorriu para Damon – Preciso ir.

E Damon ficou ali sozinho novamente, pensando de Elena sabia que Matt estava em um quarto com Rebeka, enquanto a observava conversando com as amigas. Sentiu-se mal por ela, mas mais do que isso, estava louco por Matt colocar em risco sua relação com uma garota tão linda. Ela não merecia aquilo. Então saiu dali.

Stefan tinha dado uma volta pela festa, e depois de ver, o momento de Damon e Elena, resolveu ir pegar mais cerveja no quintal.

– Qual é a sua com a Elena? — Stefan perguntou, assim que encontrou Damon olhando para o nada, na quintal.

– Oi, Stefan. — Damon disse sarcasticamente, se livrando de seus pensamentos.

– O que você está fazendo? Eu te disse, pra ficar longe dela. — Stefan disse, se referindo a conversa que tiveram no jantar mais cedo e estava bêbado bêbado.

Damon virou para Stefan, tentando consertar a situação. Tudo que ele não precisava agora, era brigar com Stefan.

– Não é o que você está pensando.

– Não acredito em você. — e saiu dali. Entrou novamente pra dentro da casa. E Damon o seguiu até a saída dos fundos.

Com a porta fechada, Matt e Rebeka estavam sentados na cama, de um quarto qualquer.

– Onde foi que a gente parou? — Ele perguntou, enquanto a beijava.

Elena terminava a bebida, que tinha deixado sobre a mesa.

Damon e Stefan caminhavam, em silencio.

– Você não precisava ter voltado. Quando você me deixou eu fiquei mal, fiquei péssimo. — Stefan disse quebrando o silêncio. — Você fez tudo errado, Damon. Depois que você foi embora eu não tive mais vida aqui.

Rebekka se inclinou sobre Matt rindo. Ele desabotoou sua blusa. Ela sorriu e o incentivou. Ele sorriu de volta, beijou sua pele suave, enquanto ela passava as mãos pelo cabelo dele. Ele tirou a camisa, a deixando passar as mãos pelo o seu peito.

Elena tomou mais uma dose. Estava viciada naquilo.

– E agora você volta... Por que você voltou? — Stefan perguntou, se virando e olhando para Damon.

Matt disse algo baixinho no ouvido de Rebeka. E ela fez que sim, com a cabeça.

Elena serviu-se de outra dose. Com vodca extra. Ela queria sair dali. Onde estava Matt?

– Eu voltei, por que não tinha mais para onde eu ir. Vocês são minhas única família agora. — Damon disse, colocando tudo para fora. — Desde que meu pai morreu, e nós fomos embora, minha vida foi um inferno. Minha mãe vivia bebendo, e sempre com namorados novos, que batiam nela, no meu irmão, e em mim. — Ele fez uma pausa – Eu... Não sabia mais o que fazer. Ela não trabalhava mais, e ninguém dava trabalho para menores. Agora ela me expulsou de casa, e não sei exatamente para onde ela foi. Eu só tenho vocês. — Ele colocou tudo para fora.

Matt estava tirando a roupa de Rebeka.

Elena engoliu metade do copo de uma vez, sentindo a bebida entrar em sua corrente sanguínea, Ela tropeçou. Caiu na cadeira.

Damon se sentia culpado. E Stefan egoísta.

– Sim, eu ajudei meu irmão a tentar matar meu padastro. Mas o que mais eu podia fazer?

– Então foi você?

Matt estava quase se sentindo culpado por aquilo. Mas Rebeka o beijou de novo.

Elena não estava conseguindo manter os olhos abertos. Caroline e Bonnie viram a amiga cambaleando.

Damon não conseguia falar. Ele não conseguia responder aquela pergunta. A noite inteira ele havia conseguido se manter fora de problemas.

Matt não conseguia esperar.

Caroline saiu a procura de Matt. Bonnie deu um pouco de água para a amiga. Ela sabia que Caroline não voltaria com ele.

Damon olhou para Stefan. E flashes voltou na sua cabeça.

– Sim... — Ele disse olhando para baixo agora – Ele estava nos ameaçando.

Matt e Rebeka estavam deitados, imóveis, mal se tocando.

Caroline e Bonnie levaram Elena para o carro, fecharam a porta e aceleraram.

– Era o namorado dela, que devia estar fazendo isso. — Bonnie reclamou.

Damon pensou que a caminhada não acabaria nunca. Não tinha percebido de como Mystic Falls havia crescido. Damon queria saber sobre o que Stefan estava pensando sobre tudo aquilo. Será que ele me achava um assassino?

Eles chegaram em casa, e caíram no chão. Estavam tontos, de tanto que haviam bebido. Nenhum dos dois, nunca haviam bebido tanto. Ficaram em silencio por um bom tempo. E então, Stefan não conseguiu mais aguentar.

– Não sei o que dizer... Essa noite foi inacreditável.

Damon não acreditou no que ouviu, depois de tudo o que ele disse, era isso que Stefan pensava?

Ele se virou para olhar Stefan, mas ele já estava bem longe. Inconsciente, e roncando. Damon sorriu, ele estava agitado. Não conseguia dormir. Tudo o que tinha acontecido esse final de semana ficava passando pela sua cabeça: Sua mãe, seu padastro, seu irmão, Stefan, Elena. Ele precisava sair. Dar uma volta.

Quando saiu no gramado, Damon viu a varando aonde costumava ir com Stefan quando mais novos, que dava direto para entrada de carros da casa dos Gilbert. Ele ficou lá, lembrando de como fora sua infância naquele lugar, sob a luz do luar. Estava tudo tranquilo e sereno. Diferente da festa que acabara de sair. Ouviu um carro se aproximando. Olhou para baixo, era uma mercedes, entrando na garagem dos Gilbert.

Caroline e Bonnie desceram e deram a volta para tirar Elena do carro. As garotas ainda estavam bebadas, enquanto carregavam Elena gentilmente até a porta da casa, e a soltaram no chão.

– Cadê suas chaves? — Caroline as procurava na bolsa de Elena.

Não acharam, As duas ficaram em silencio, por um momento. Pensando no que fazer, Não podiam tocar a campainha. Não podia leva-la de novo a festa. Então decidiram deixa-la lá.

– Tchau, Lena. — As duas disseram, enquanto voltavam para o carro.

Lá de cima, Damon viu Elena caida no chão, sozinha, como já tinha vista a mãe, varias vezes. Ele não podia abandona-la.

Ele deu a volta, e foi até a casa vizinha. A sacudiu, disse seu nome, mas nada a acordou. Ele não a deixaria ali.

Ele a pegou nos braços, e a carregou até a casa dos Salvatores. Damon colocou Elena em sua cama. Sua pele macia em contato com o seu rosto. A cobriu com um lençol, e se deitou em um colchão no chão, ao lado de Stefan.

Ele a observou respirando suavemente, — Seu peito movendo-se para sima e para baixo. Ele queria saber o que teria levado ela a querer se deixar tão entorpecida, e tão morta para o mundo. Exatamente como sua mãe ficava. Teria sido culpa do Matt?

Ele fechou os olhos, e ficou imaginando, o que sua mãe diria, se soubesse que ele havia voltado para lá.