This Is It
6 This Is Fun
– Vamos, confie em mim – Damon disse ao chegar com a bicicleta perto de Elena. Ela olhou nos olhos dele, e pensou em tudo no que ele já havia feito por ela até então. Decidiu confiar.
Subiu nas cavilhas da parte de trás da bicicleta e segurou nos ombros dele, quando começou a pedalar. Stefan os seguia de perto em seu skate enquanto iam a caminho da Mystic Grill fazer um lanche depois da aula, passando pelas casas grandes e pelo calçadão, que levava até lá.
Quando passaram por uma das casas, que parecia mais ser uma mansão, Elena pediu para Damon acelerar, fingindo estar gostando da aventura. Mas na verdade, ela estava tentando evitar Matt, e sua turma. Ela podia vê-los nos fundos do casarão de Matt e queria passar rápido para que ele não a visse com Damon. Sentiu-se culpada. Como se o estivesse traindo. Mas parte dela nem se importava. Quando ela estava com Damon, sentia-se livre. E ela gostava daquilo.
O sol ficava cada vez mais brilhante acima deles, e Damon e Stefan apostaram uma corrida até o Mystic Grill, rindo. Elena segurou-se firme, enquanto aceleravam e ultrapassavam Stefan. As pessoas, que passavam os observavam, apostando a corrida. Os três gargalhavam histericamente. Nenhum deles, se divertia assim, a um bom tempo. De vez em quando, Elena colocava suas mãos quentes sobre os olhos de Damon brincando, enquanto ele balançava para frente e para tras, tentando manter o equilibrio. Stefan passou com o Skate na frente dele, e parou, quando chegou em frente a lanchonete.
Damon e Elena pararam de rir, flertando enquanto descia da bicicleta.
– O brigada pela carona! — Ela falou, rindo novamente.
Ele sorriu.
– Quando quiser... — Ele disse, colocando as mãos nas costas dela, e dirigindo-a para o restaurante.
Na lanchonete, Stefan já colocava bom pedaço de panqueca com cobertura na boca enquanto Damon e Elena se serviam de seus pratos.
– Viu, essa podia ser a nossa primeira parada, no tour da panqueca, pelo país. — Stefan disse para Elena.
– Como é Pé na Estrada? É meu livro favorito.
– Meu também... — Stefan disse, meio desconfortável.
O que está acontecendo? Primeiro Elena Gilbert ouvia as mesmas musicas que ele, e agora tinham o mesmo livro preferido. Stefan não estava preparado para isso. Nunca pensou que ele e Elena, teriam tanto em comum.
Damon sentiu o desconforto de Stefan, mas o celular de Elena tocou, interrompendo o momento.
Ela olhou o visor, e viu que era Matt. Damon também viu. Elena se afastou, para ter um pouco de privacidade.
– Onde você está, gatinha? Pensei... que poderíamos sair hoje...
Matt estava em casa, esperando Elena para ir a festa de Caroline, mas já estava bebendo com seus amigos, incluindo Tyler.
Damon ficou sentado, enquanto observava Elena falar com Matt. Stefan continuava comendo. Ele queria contar um segredo para ela. Contar o que sabia. Contar que Matt a estava traindo. Mas não podia. Mesmo sentindo a ligação entre eles, ele mal a conhecia, e não queria complicar ainda mais as coisas.
Elena desligou o telefone. Stefan continuou a comer.
– A quanto tempo está com ele? — Damon perguntou, tentando não ser muito invasivo.
– Com Matt? Não tenho muita certeza... — Ela disse. Não queria contar a verdade para Damon. Mas Stefan colocou Damon por dentro da história.
– Desde sempre... Tipo, desde a quinta série, quando vocês se beijaram na visita da classe, ao museu. No fundo do ônibus. Coisa chique.
Elena sorriu para Damon e virou-se para Stefan.
– Qual é o seu problema Salvatore. O que eu fiz para você?
– Nada – Stefan sorriu — Eu moro na casa vizinha à sua, desde sempre e você nunca fez ou disse nada para mim.
– Ai meu Deus, é você que nunca fala comigo. — Elena então se lembrou da fofoca que surgiu no colégio. — Você se acha melhor do que todo mundo.
Stefan estava pasmo. Nunca tinha visto as coisas por esse ângulo. Eu ignorando Elena? Mas disfarçou sua surpresa.
– Se por todos, você quer dizer Matt, então sim. O cara raspa o peito. É tudo o que eu tenho a dizer.
– Ele joga pólo aquático. — Elena respondeu rapidamente, para que Damon não pensasse que ela namorava um louco.
– Isso não quer dizer nada. — Stefan retrucou, colocando mais um pedaço de panqueca na boca.
Elena o ignorou. E voltou a olhar para Damon.
– Hm, isso parece bom.
– Hum? — Damon ofereceu seu sanduíche, não sabia ao certo se devia, mas que mal faria?
Elena sentou-se do lado dele, e deu uma mordida no sanduíche.
Um silencio incomodo tomou conta dele. Ambos pensando em sua vida.
Elena observava os dedos de Damon, em cima da mesa. Tão forte e delicado. Ela pensou.
Ela mexeu o pé para o mesmo lado dele, Um movimento sincronizado. Uma conexão. E lembrou-se do pé de Matt, ressecado, e com rachaduras. Seu pé esquerdo encostou no de Damon. Um arrepio subiu por sua perna.
A perna de Damon tremeu. Seu coração saltou.
Ela deu uma ultima mordida no sanduíche e virou para ele, interrompendo o silencio.
– Esse foi com certeza, o melhor queijo grelhado que eu já comi.
Ele sorriu,
– Ér, eu acho que estava bom, não consegui comer muito...
Ela riu, dando um tapinha nos braços dele.
– Ai. — Damon disse rindo, jogando uma batata frita nela.
Antes de Damon ter chance de dizer mais alguma coisa, o celular de Elena tocou novamente.
Era Caroline. Elena novamente se afastou para atender o telefone.
– Então, o que tá rolando entre vocês? — Stefan perguntou, mas dessa vez, de um jeito tranquilo, quase como, se já entendesse o que estava acontecendo ali. Apenas curioso.
Mas Damon não respondeu. Desviou o olhar para Elena, que já se aproximava deles.
– Preciso ir encontrar meu amigos. — Ela parou por um momento, percebendo que Damon e Stefan também estavam se tornando seus amigos – Meus outros amigos...
Stefan achou o gesto carinhoso. “Elena Gilbert e Stefan Salvatore amigos?” Poderia ser uma boa ideia, não soava tão repulsiva.
– Podemos marcar qualquer dia desses de novo. — Ela disse, e olhou para Damon. Stefan ficou surpreso que ela planejava voltar a vê-los. Mas não disse nada.
– Claro, seria ótimo – Damon sorriu, lembrando da conversa que tiveram anteriormente.
– O.K. Nos vemos amanhã. — Stefan disse decididamente, agora também se levantando.
Em apenas uma noite eles tinham, de alguma forma, se tornado amigos.
Elena chegou na casa de Caroline completamente sóbria. As margueritas estavam passando, mas ela não estava muito interessada. Ela tinha Damon. Não precisava mais da bebida como fuga.
Ela ficou em pé, no canto, observando todos. Estava começando a perceber que só gostava dessas pessoas, quando estava bêbada, ou melhor ainda, desmaiada. Eles sempre faziam as mesmas coisas, e fofocavam sobre as mesmas pessoas, todas as noites. A monotonia a estava matando.
Naquela noite, ela não estava conseguindo ficar perto de Matt. As vezes ele era demais para ela, e as vezes não era o suficiente. Ela se sentia vazia perto dele. Decidiu ir embora.
– E aí, o que esta acontecendo? Você tem agido de maneira estranha, muito estranha ultimamente. — Caroline pergunto a Elena, a parando na porta, se servindo de alguma bebida.
– É? — Elena perguntou, pensando se devia ou não contar para Caroline sobre Damon – Você já se perguntou, qual a imagem que as outras pessoas fazem da sua vida?
– É disso que eu estou falando. O que está acontecendo com você? — Caroline perguntou enquanto tomava um gole de seu drinque. Ela não costumava a ver Elena tão filosófica.
– É só... é que... — Ela queria contar tudo para Caroline. De seu pai. De Matt. Da vida em Mystic Falls. Da monotonia. Da solidão. Mas sabia que Caroline jamais, entenderia.
Ninguém entenderia.
Exceto Damon.
E ela queria contar sobre ele, mas não podia.
– Eu tenho que ir Car. — Ela disse, dando um beijo no rosto da amiga.
– Espera, eu te levo.
– Não precisa, vou andando. Avisa ao Matt, que tive que ir.
Elena andou até em casa, não era muito longe, umas 5 quadras dali. Subiu as escadas para o seu quarto. Não acreditando que estava pensando nessas coisas. Seria por causa de Damon? Será que ela estava questionando seu relacionamento com Matt? Chacoalhou a cabeça. Não, não podia ser... Eles estavam juntos desde sempre. Ainda sim, ela não conseguia tirar Damon da cabeça. Jogou-se na cama, e começou a pensar em Damon, em como seria beija-lo, abraça-lo... sua mente continua vagando. Ele a intrigava. E depois desse dia, sentia ainda mais interesse por ele. Tinha algo nele, que a tirava de Mystic Falls. A tirasse dessa vida monótona.
Na casa vizinha, Damon não conseguia dormir. Sua mente não parava de pensar. A imagem de Elena sorria em seu pensamento, mas ele estava preocupado...
Elena ligou o som, mas não ajudou. Todas as músicas a faziam lembrar de Damon. Ela deixou a música tocando, e ficou pensando nele. Lembrou do que ele disse mais cedo sobre musicas. É isso, vou gravar um CD para ele.
...Será que Elena sabia que caminho estava tomando, agindo daquela forma?
Fale com o autor