This Is It
7 This Is Real
– Não não não, isso é muito melhor. Prova só isso. — Elena ria, colocando uma pedaço de panqueca na boca de Damon.
Elena, Damon e Stefan, estavam cada vez mais próximos. Elena já não saia com tanta frequência com seus “outros” amigos, e tinha parado de beber. Ela não precisava mais daquilo. Suas manhãs que acordava com sua cabeça pulsando de dor, haviam acabado. Agora ela acordava pensando no sorriso do seu novo vizinho, do seu novo amigo.
– Hmm, Lena está certa, Stefan – Elena e Stefan começaram a rir. — Isso é muito mais gostoso.
Damon e Elena, estavam cada vez conectados, e passando mais tempos juntos, eles se tornavam muito mais real para ela.
– Dam, está ouvindo o CD? — Ela perguntou, se referindo ao CD que havia dado para ela no inicio da semana.
– Elena, pra quem havia dito que não gostava de música, me parece que ele gostou bastante das que você gravou.
– Aé? — Elena perguntou, com um sorriso no rosto, olhando para Damon.
– Você tem um bom gosto, Lena. — Damon respondeu, levando o copo de suco a boca. Elena sorriu.
O tempo que eles estavam juntos passava muito rápido, Elena sempre era levada por uma ligação de Matt ou de Caroline, mas ela não se importava, ela estava com Damon, e queria estar ali, nada estragaria aquele momento.
*
– John, o que você está fazendo? Eu não aguento mais isso. — Isobel dizia, andando de um lado para o outro, na sala da casa dos Gilbert.
– Isobel, agora não, Jeremy está em casa.
– Então quando John? — Ela disse, parando no meio da sala. — O que está acontecendo com a gente?
Não estava sendo nada fácil para a família Gilbert manter seu statos na sociedade. E cada dia, eles chegavam mais próximos a isso.
John só pensava em seus filhos. Ele sabia o quanto Elena precisava de seus pais juntos, e Jeremy, ele era só uma criança, ele precisava mais do que nunca, da presença deles.
– Isobel, vamos conversar.
*
– Gente, eu tenho que ir. — Elena olhava no relógio, já marcava 20:30. Horário que eles costumavam a ir embora.
Elena e Damon iam de apé mais atrás, enquanto Stefan ia mais a frente com seu skate.
– Elena, está tudo bem? — Damon começou – Parecia meio tensa na aula hoje.
– Meu pai, e minha mãe... Acho que estão com algum problema.
– Eu não tenho nenhuma dica matrimonial pra te dar... — Damon disse, tentando fazer uma piada. Mas Elena estava séria.
– Eles sempre brigavam, eram coisas normais, do dia-a-dia, mas agora as coisas se tornaram mais sérias... — É por isso que que você bebe? Pensou Damon. — Não contei isso pra ninguém...
E agora Damon entendia. Ela estava sozinha, mesmo com um monte de gente em sua volta. Uma estranha em meio a um mar de amigos.
– Eu sei guardar segredo, Lena. — Ambos sorriram um para o outro. — Elena, nós precisamos... — Damon ia começar a falar, e ela já sabia sobre o que era, mas o celular de Elena tocou, interrompendo o momento, como costumava a fazer.
– Oi gatinha. — Era Matt. — Estava pensando em passar aí na sua casa, pra gente talvez... — Ele parou pra pensar no que diria. — Conversar. Te vi pouco essa semana.
Elena nunca havia gostado dos apelidos que Matt a chamava. Ele a rotulava. E ela detestava aquilo.
– Não sei se é uma boa ideia. — Ela respondeu, desviando o olhar, do olhar de Damon.
Ela sabia o que ela devia fazer. Ela não amava Matt. Não era ele que ela queria. Seria hoje.
– Não, acho que é uma boa ideia a gente conversar. Te vejo daqui uma hora. — Ela disse, e segundos depois, ela desligou o telefone.
Assim que chegou em casa, Elena queria voltar para o lado de Damon. Não conseguia tira-lo da sua cabeça. Todas a noite que haviam se encontrado, haviam sido as melhores da sua vida. Nunca pensou que poderia se sentir assim. Livre. Embora ela soubesse que tivesse um mundo inteiro lá esperando por ela, quando eles se despedissem no final da noite novamente.
– Elena, querida, não estou gostando nada da sua amizade, com os Salvatore. — Elena tinha experimentado roupas para sua mãe a tarde toda, ela queria que Elena andasse perfeita, mas ela já estava cansada e não se importava com isso. Agora ela só pensava no momento que Matt chegasse ali, e agradeceu por sua mãe e seu pai, não estarem brigando, como havia presenciado a semana inteira. — Ele não é responsabilidade sua, só por estar apaixonado por você.
– Ele não está... — Elena fez uma pausa. Será que está?... Apaixonado por mim. Ela pensou baixo. Ela obviamente sabia que existia algo entre eles, mas paixão... Será?
– Por que não? — Isobel perguntou, sem entender por que garoto não se apaixonaria por sua filha. — ou ele acha que você é boa demais para ele?
Elena pensou por um minuto. E não conseguiu chegar a conclusão nenhuma.
– Bem, ele está certo. Mas não se preocupe. Isso é passado. Você precisa é se concentrar no seu futuro, que é o Matt.
A imagem de Damon veio a sua cabeça. Lembrou de como o havia conhecido, quando seus olhos se cruzaram, e tudo pareceu se resolver. Ela não podia deixar isso no passado. Não a semana incrível que teve ao seu lado.
– Você investiu tanto no Matt, e a relação de vocês tem muito potencial para ser abalada por um garoto qualquer. — Disse Isobel olhando para Elena. — Então vá arrumar seu cabelo, coloque uma blusa bem bonita, e vá esperar seu namorado, que já deve estar chegando.
Elena sabia que nada daquilo fazia sentido para ela. Ela não queria se encontrar com Matt. Não queria beija-lo. Mas não conseguia dizer não para sua mãe. Não quando ela sabia que isso, era sua mãe tentando não desabar, por tudo o que estava acontecendo.
– O.K., mãe... — Elena olhou para sua imagem no espelho. Ela ia encontrar-se com Matt. — Obrigada.
– É para isso que eu estou aqui.
*
– Seu avô, o pai da sua mãe? Não é ele dono de praticamente toda Mystic Falls? — Damon perguntou para Stefan, enquanto assistiam TV.
– E assim como você, ele teve problemas na adolescência, com os pais. — Esclareceu Stefan – Acho que vocês vão se dar bem.
Damon suspirou. Não era o que ele pressentia.
Ele já tinha esquecido que família era mais que pais e irmãos. E isso o assustou um pouco. Ele tentou lembrar de seus avós, mas não conseguiu ligar os rostos aos nomes. Ele tinha quatro anos que havia visto os pais de sua mãe, depois da sua família direta começar a despedaçar. E os pais de seu pai, eram pouco ausente. Já que ele, e seu tiu Alaric, fugiram de casa, ainda quando eram jovens, por estarem sempre sozinhos.
Quando Damon achava que ninguém mais poderia entrar em sua vida e dificultar as coisas, Giusepp Cooper chegou.
– Stefan! — Ele disse, abraçando Stefan.
– Vovô, este é o Damon. — Stefan disse depois de abraçar o vô, apontando para o primo. — Meu primo.
Damon sorriu, e estendeu a mão. Ele não parecia tão mau.
– Então você foi o garoto, que a mãe expulsou de casa. — Giusepp disse, mexendo a cabeça, enquanto arrastava Stefan para cozinha.
Isso não vai ser fácil. Damon pensou, enquanto desligava a TV, e os seguia até a cozinha.
Olhou para casa dos Gilbert, mas estava tudo fechado. Será que Elena estava com Matt?
*
Elena estava sentada em sua cama, com a ultima edição da cosmopolitan. Ela folheava a revista e parecia que todas as páginas diziam as mesmas coisas. “Como deixar o sexo mais quente.”, “O melhor biquíni para o seu tipo de corpo.”, e nada realmente a interessava. Ela estava ficando entediada, quando viu um artigo que chamou sua atenção: “Seis sinais de que vocês foram feitos um para o outro.” Ela começou a ler, e a sua curiosidade foi aguçada. Elena estava curiosa, se um dia ela e Damon chegariam a ser mais do que amigos. Olhou para o artigo, e se perguntou, se queria mesmo essa chance, depois de tudo que sua mãe falou. Fechou a revista, com medo de descobrir a verdade, e foi surpreendida por uma batida na porta.
– Oi, amor! — Matt disse, ao entrar em seu quarto e lhe dar um beijo.
– Oi Matt. — Ela disse, fechando a revista rápido, para que Matt não visse o título do artigo.
Ele se sentou na cama, perto dela.
– Queria ficar um pouco com você. — Ela olhou para ele, mas não conseguia tirar Damon da sua cabeça. Ele se inclinou, e deu um beijo no seu rosto. Delicado. Terno. — Vamos ficar juntos, como antes.
Ele havia percebido a distância que estava entre eles, nos últimos dias.
Elena olhou para revista fechada. Incerta. A imagem de Damon continuava em sua cabeça. Os lábios de Matt já estavam tão próximos. Tudo ficou muito confuso. Ela não podia esperar para dizer aquilo.
– Eu... Não sei... Matt, acho que precisamos dar um tempo. — Ela disse ignorando o conselho de sua mãe.
Matt se afastou pensativo.
– Por causa do vizinho, não é? — Ele disse se levantando.
– Não tem nada a ver com ele Matt. Somos nós. — Ela disse, andando até ele — Eu só preciso de um tempo.
– Elena, eu não vou desistir da gente. — Ele disse, passando a mãe no rosto de uma Elena perdida. Ele não deveria ter dito aquilo. — Não agora...
Eles ficaram em silencio por um momento.
– Amanhã terá a festa do Giusepp Cooper, você vai comigo?
– Não é uma boa ideia, Matt.
– Vamos passar por isso juntos, Elena!
– Eu preciso pensar, Matt.
*
Stefan e Damon estavam “vendo” TV, enquanto observavam a nova namorada de Giusepp, Gabrielly, experimentando vestidos. Ela tinha 24 anos, e era maravilhosa. Stefan estava chocado.
– Cara, ela podia ser minha avó. Será que é errado eu acha minha avó em potencial gostosa?
Damon deu de ombros nele. Parou e então cochichou.
– Não, se ela tiver essa aparência.
Gabrielly acenou para eles, e então, foi até a sala.
– Então essa festa do Giusepp vai ter só os figurões de Mystic Falls? — Ela perguntou, quando se sentou ao lado deles. — Deve ser divertido, ãhn? — Os meninos não disseram nada.
O aniversário de Giusepp seria na noite seguinte e Jenna vinha planejando essa festa a pelos menos 3 semanas. Realmente estariam todas as pessoas importantes de Mystic Falls.
– Quem é que vocês iram trazer para a festa? — Gabrielly perguntou, passando os dedos pelo cabelo.
Stefan pensou em Elena, por um momento, mas então lembrou de Damon, que teria a mesma ideia, então descartou a possibilidade. Pensou em Caroline, mas também descartou a ideia. — Provavelmente ninguém. — Ele disse.
Damon pensou em Elena, mas lembrou da ligação de Matt mais cedo. — É, eu também. — Ele acrescentou.
– Vocês estão brincando não estão? — Eles fizeram que não. — Não tem nenhuma menina que vocês queiram convidar? Dois jovens bonitos como vocês?
Eles olharam um para o outro. Deveriam contar seu problemas para ela?
– Por que você não convida Caroline? — Damon sugeriu.
– Por que você não a convida?
– Bom, quer dizer... — Stefan gaguejou, pois nunca se quer havia falado com ela. — Não...
– Ela não pode dizer sim, se você não convidar – Gabrielly disse rindo.
Certo pensou Stefan.
– Isso é muito sábio, Gabby. — E seus pensamentos começaram a acelerar. Ela estava certa. Para que algum dia, Caroline aceitasse sair com ele, Ele precisaria convida-la. Ele precisava de um plano.
– E você? — Gabrielly perguntou, voltando os olhos para Damon, talvez um pouco sedutora demais.
– Você convidou a Elena? — Stefan perguntou.
Damon encolheu os ombros. Ela provavelmente estava com Matt neste momento.
– Não acho que ela queria vir comigo.
– O por que não?
– A família dela está com problemas, e ela tem um namorado... Acho que provavelmente ela vai com ele... Eles estão juntos desde a quinta série.
– Quinta série? Ela precisa mudar! Ela conhece o cara desde que ele tomava sopinha.
Stefan riu.
– Acho que ele ainda toma.
Mas Damon ficou quieto, refletindo. Talvez Gabrielly estivesse certa. Elena precisava mudar. E talvez ele pudesse ser essa mudança.
*
Elena E Matt estavam conversando lá em cima, resolvendo qual seria o destino da relação deles, quando a campainha tocou.
Elena veio abrir a porta, e encontrou Damon.
– Oi! O que você veio fazer aqui? — Ela perguntou, surpresa em vê-lo.
– Bom, eu estava pensando, que talvez. — Ele não parava de mexer ás mãos. — Eu não sabia quando nos veríamos de novo...
– Eu ia te ligar... — Ela começou.
– Legal... — Então, o conselho de Gabrielly veio a sua mente. — Então, o pai da Jenna está na cidade, e vão fazer uma...
Mas antes de conseguir convida-la, Matt apareceu no corredor, todo amigável.
– E aí, cara? — Matt perguntou, em sua nova versão, agora.
– Ah, Matt. — Damon respondeu, rendido pela gentileza dele.
– Elena, onde tem analgésico, estou com uma dor de cabeça. — Matt perguntou, sorrindo para Elena delicadamente, tirando o cabelo dela do rosto.
– Da uma olhada no banheiro dos meus pais.
Matt concordou e foi procurar o remédio. Elena sorriu para Damon, tentando disfarçar. Ela não queria ter que escolher agora.
– Então, o que você estava dizendo?
– Eu estava pensando se você... — Mas ele não conseguiu convida-la. Não depois de ver Matt. — Eu só queria... Saber como você estava. — Ele sorriu para ela. — Mas você parece muito bem. — Ele se afastou da porta. Não podia fazer isso. — Vou lá, a gente se vê depois. — Ele disse virando-se para ir embora.
Logo depois Elena mandou Matt para casa. Ela não estava pronta para escolher.
Do quarto ela podia ouvir os pais brigando no hall do andar de baixo. Ela pegou a revista e começou a ler.
Precisava conhecer os sinais. Teriam sido mesmo feitos um para o outro? Damon ou Matt? Como ela ia saber?
*
Seth passou a manhã de sábado no seu quarto pensando em Caroline. Ele ficou curioso sobre a sugestão de Damon. Ele queria ir até o fim agora.
Como ele a convidaria?
Ele precisava de coragem. De um plano. Olhou na direção de seu pai, e viu que ele estava no celular resolvendo assuntos de negócio. E Stefan ficou pensando quando teria confiança para fazer uma coisa própria. Convidar Caroline para sair.
*
– Então, agora você está morando com seu tio, mas e depois. O que vai acontecer? — Gabrielly perguntou para Damon, enquanto tomavam café.
Ele encolheu os ombros.
– O que vai acontecer para você? Viajar pelo mundo em um avião particular? — Ele perguntou, tentando mudar de assunto. Não estava pronto para falar sobre Elena, ou sobre ás incertezas da vida.
Ela riu, e Damon sorriu de volta. Seus olhares se encontraram e eles mantiveram isso demais. Damon desviou o olhar, e virou a cabeça. O olhar dela significava encrenca.
Ele olhou para a porta, tentando encontrar um jeito de escapar. Gabrielly continuou olhando para ele. Então ele viu sua fuga: Elena.
– Você tem um minuto? — Ela perguntou.
– Volto já. Ele disse para Gabrielly, enquanto se afastava, levando Elena até a sala.
Elena forçou um sorriso quando ele se aproximou.
– O que foi, Lena? — Ele perguntou, quando chegaram lá.
– Eu queria conversar, mas...
– Matt estava lá... — Damon disse rapidamente.
– Isso. — Elena começou desconfortável. — Ele não quer terminar...
– O que você disse a ele? — Damon perguntou. E a gente? Ele pensou
Eu sei, não quero escolher. Ela sorriu.
– Disse que precisava pensar. — respondeu Elena.
Ela mordia o lábio superior, esperando que Damon dissesse alguma coisa. Mas ele continuou em silencio.
– Eu não sei o que eu devo fazer. — Ela disse, por fim.
– Eu também não. — Damon respondeu, não querendo pressioná-la ou faze-la sentir coisas que não sentisse.
– Eu sei disso. — Ela disse, enquanto trocava a perna de apoio enquanto lhe perguntava sem palavras, você sente a mesma coisa?
– Olha, se você está aqui para eu te ajudar a escolher...
– Lógico que não! — Elena disse rapidamente, tentando esconder seus pensamentos. Eu só preciso de um sinal.
– Bom.
Os dois ficaram em silencio., olhando um para o outro. Cada um querendo que o outro fizesse a escolha, para ficarem juntos. Mas não podiam fazer isso.
E finalmente Damon não aguentou mais a incerteza. A ideia de vê-la com Matt... Ela precisava escolher.
– Por que você não me avisa quando tiver tomado uma decisão, tá bom?
Ela fez que sim, tentando manter-se forte. A dor aumentando. Eu escolho você, ela pensou, mas não conseguia dizer. Doía nele, vê-la se afastar. Será que um dia eles teriam essa chance?
*
– Cara, você pegou pesado. — Stefan estava ajudando Damon a organizar a casa, para a festa mais tarde.
– E o que eu deveria ter feito? — Damon perguntou, voltando horas no pensamento, pensando se tinha tomado a decisão correta.
– Estou dizendo, o cara toma sopinha, raspa o peito e usa sunga. Não deveria existir nenhum duvida.
Stefan estava certo, mas ainda assim Damon se sentia inseguro, Ele não se sentia assim por alguém a muito tempo, desde sua ultima namorada. E ele e Elena não tinham nem ficado. Mas ele não queria falar sobre isso.
– E você e a Caroline?
– Peguei o telefone dela pra ligar pra ela, e consegui digitar 7 de 8 números.
– Chegou quase lá. — Damon sorriu.
– Não sei por que fico com medo, paralisado, quando se trata de mulheres.
– Por que elas são quentes. — Damon respondeu pensando em Elena.
– Certo. — Stefan disse, largando uma caixa no chão. — Vem, vamos comer uma comida de verdade, antes de começar essa festar.
E eles saíram dali.
*
Elena, finamente havia dito tudo para Caroline, e diferente de como ela imaginava, a amiga a apoiou e não a julgou.
– Se ele tivesse dito alguma coisa. Eu só queria que ele tivesse dito alguma coisa... — Elena disse, enquanto andava com Caroline pela cidade, a caminho do Mystic Grill.
– Você não pode querer que ele escolha, Elena! — Ela concordou. Sabia que Caroline estava certa. Mas tudo o que ela queria era um sinal. — Ele tinha uma família, onde tinha brigas, rachas, e sexo no capô do carro.
Elena riu.
– Você viu isso, em velozes e furiosos.
– Bom, o filme foi baseado em uma história real. — Caroline disse, se virando para fazer o pedido.
– Não, não foi, Car.
– Que seja. O que eu estou dizendo, é que você que tem que escolher. Não ele. Não Matt. Você. Mas é melhor escolher logo. Ou vai ficar sem nenhum.
Elena pegou sua comida e seguiu Caroline para uma mesa ao sol. Caroline estava certa. Ela precisava escolher. Mas quando? E como?
*
– É o destino. Nós dois gostamo de burritos. — Stefan disse, quando os dois se aproximaram do Mystic Grill, e viram Elena e Caroline lá.
– Quer comer em outro lugar? — Damon perguntou. A visão de Elena o fez estremecer.
Mas Stefan não queria ir embora, Ele tinha um plano. Uma missão. E estava determinado.
– Quem está ganhando, eu ou meu cabelo? — Ele perguntou, enquanto se dirigia a mesa da meninas. Damon o seguiu, relutante.
Caroline os viu chegando e levantou-se imediatamente. Sabia que Elena e Damon precisavam ficar a sós.
Ela tropeçou a Stefan.
– Oi, Caroline. — Ele ergueu a mão. — Stefan Salvatore.
Mas ela o ignorou e o pegou pelo braço. Arrastou-o até o balcão, deixando Elena e Damon sozinhos. Damon sentou diante de Elena.
– E aí? — Ele perguntou. O clima entre eles estava frio.
– Nada demais... — Damon respondeu, sem saber para onde levar a conversa.
O desconforto era visível, e ela sorriu tentando melhorar o clima.
– O.K. — ele começou. Não conseguia resistir ao sorriso dela. E talvez ele tivesse de fazer a escolha. — Você precisa resolver as coisas... E eu entendo. Mas enquanto isso... O avô de Stefan, vai dar uma grande festa.
– Eu sei – você devia ter me convidado antes, pensou ela. — Eu vou. — Damon olhou para ela, e a questionou. — Ele me convidou, ontem.
Damon entendeu. Ficou constrangido por demonstrar a ela com se sentia, por ter se exposto.
Ele precisava ir embora dali.
– Que bom, vejo você... e o Matt... amanhã.
– A gente se vê. — Elena ficou olhando, enquanto ele ia embora, querendo correr atras dele. Querendo escolher, tomar sua decisão final. Mas não podia. Ainda não.
*
Stefan tinha acabado de encher o potinho de molho, quando Caroline viu um pouco de molho de tomate em seu dedo.
– Eca, não tem guardanapo? — ela perguntou para Stefan. Ele olhou em volta, mas não encontrou. Ela olhou para o dedo de volta, com nojo. — Lambe! — Ela disse, levantando o dedo para Stefan.
– O que? — Ele perguntou, começando a ficar nervoso.
– Eu acabei de fazer as unhas, isso vai estragar o esmalte.
– Lambe você – Ele disse.
– Eu não gosto de molho apimentado. É pra Elena. — Ela respondeu, colocando o dedo, bem perto de Stefan. Ele olhou para o dedo e olhou para ela sorrindo para ele. Ele precisava fazer isso. Se ele quisesse ser notado por ela, e leva-la para festa na sua casa, precisava fazer isso. Curvou-se rapidamente e lambeu o dedo dela, como um sapo.
Ela sorriu para ele .
– Obrigada. Você não vai me convidar para a festa do seu avô?
– Desculpa, Caroline. O que você disse?
– Seu avô vai dar uma super festa. É na sua casa. E eu achei que fôssemos amigos.
Stefan gostou de ouvir isso. Mas não estava acreditando.
– Você quer que eu convide você, por que você quer ir, ou por que quer ir comigo?
Caroline olhou para ele. Não ia responder.
– É justo. Te vejo às oito.
E ter lambido molho apimentado com certeza tinha valido a pena. Ele tinha uma companhia para a festa.
*
O jantar dessa noite nas casa dos Salvatore terminou cim uma briga entre os adultos, o que fez com que os meninos fosse para o quarto de Damon, e Gabrielly os acompanhou.
– Esse jogo é um saco – Gabrielly disse, com um game boy nas mãos.
– Deixa eu ver – Stefan pegou o jogo. — Damon, você tem jogado o jogo do pirata? É meio bobo...
– O que mais você tem? — Gabrielly perguntou, enquanto dava uma piscadela para Damon.
– Vou pegar outro para você. — Stefan disse, enquanto ia até a porta, deixando Damon e Gabrielly sozinhos.
– Ele sempre grita assim? — Damon perguntou, se referindo ao modo como Giusepp parecia exercer poder sobre a família.
– Geralmente – Ela respondeu, aproximando-se de Damon. — Ele é o chefe. E para ele, todas as relações são de negócios.
– Até a de vocês? — Damon perguntou sem perceber suas intenções.
Ela encolheu o ombros.
– Ele amou apenas uma mulher. E ela morreu a alguns anos. E agora ele só quer se divertir. Se livrar do tédio, mas isso todos nós queremos, não é?
Ela colocou a mãe na coxa de Damon e foi passando pela perna dele.
– Eu quero, eu estou tão entediada.
O corpo de Damon ficou tenso.
– Ãhn. Você acha...
– Não pense. — Ela disse, com as mãos subindo pelo corpo dele. Ela o segurou e puxou-o para mais perto. E antes de Damon poder reagir ela estava o beijando. Com contade.
A voz de Giusepp gritando para chamar Gabrielly interrompeu o beijo. Damon afastou-se rapidamente. Isso estava completamente errado.
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