Things We Lost When Far Apart
5 Capítulo 5
Capítulo 5
Special Place— Onde estamos indo, exatamente? — perguntouAmanda. Eles tinham acabado de sair de dentro da escola. Os alunos iam embora, uma vez que o dia de aula chegara ao fim.— É um lugar que eu costumava ir antes com a minha ex — disse. — Ninguém mais vai lá.— Por que não?— O pessoal daqui diz que é assombrado — disseDanny, numTom descontraído. — Há dois anos uma caloura se suicidou aqui.— Nossa. —Amanda ficou chocada. — Coitada. Por quê?— Ninguém sabe — respondeu. — Nem ao menos o nome se sabe. Ela era “invisível” por aqui. O fato é que as pessoas dizem que a pobre menina é um espírito inquieto— Maldade — disseAmanda.— É.Eles deram a volta e foram para os fundos da escola. Estava frio; o vento soprava impiedoso. Algumas folhas até rodopiavam pelo chão.— Onde fica? —Amanda quis saber.— Você logo ira descobrir — disseDanny.Havia uma escada ali, semelhante às de emergência para casos de incêndio.Danny estendeu a mão paraAmanda, num gesto gentil.— Vamos subir?Danny apenas assentiu.Amanda segurou a mão do rapaz e começou a subir. Rapidamente, chegaram ao terraço. A menina olhou o lugar, analisando-o. Era um lugar muito grande e bonito — era o telhado da escola inteira. Havia clarabóias dispersas pelo espaço, deixando que a luz desse dia nublado invadisse a escola. E por toda a extensão haviam plantas e flores muito bem cuidadas que morreriam dali a alguns dias com o frio e a chuva.— Eu gostava de ficar mais a frente — disseDanny, puxando a garota pela mão. Caminhou por toda a extensão, até chegarem ao fim. Havaí um banco ali e era possível ver o sol se pôr nas colinas.— É tão lindo —Amanda disse.— Sabia que iria gostar.Amanda sorriu paraDanny e sentiu seu celular vibrar no bolso da calça.— Alô?— Onde você está,Mandy? — Era a mãe dela,Josy.— Estou com um amigo, na escola.— Ah, certo. Não demore.— Okay.Amanda sabia que sua mãe só era tão tolerante porque havia visto seu sofrimento com o último namorado. No fundo, ela queria mesmo era que sua filha encontrasse alguém de quem gostasse.— Você tem que ir? — perguntou.— Não, na verdade não. Mas você tem.Danny ficou serio.— Como...?— OuviHarry dizer: “Não esqueça,Danny. Você tem um compromisso conosco.” — Ela esperou, masDanny não disse nada. — Vai me falar sobre isso?— Não é nada.— Okay. —Amanda sorriu. — Quando eu puder saber, me diga.Danny abaixou a cabeça. — Vamos? —Amanda já caminhava para a saída, tentando facilitar as coisas paraDanny. Ele tinha um segredo e não podia falar sobre isso. Ela era compreensível o bastante para aceitar. — A propósito, obrigada por me apresentar o lugar. É divino.— Disponha.Qual será o segredo dos garotos?Amanda estava deitada em sua cama, com um conjunto moletom cinza, pensando no que ouviraHarry dizer na hora da saída.— Você não vai demorar, né? — perguntara Tom a Danny. — Não muito — Danny respondeu. — Danny, você devia levar isso mais a sério. — Harry parecia irritado. — Sei que não é a mesma coisa desde que ele saiu, sei que ele era a alma disso, mas... Dude, esse é o nosso sonho! — Sei disso. — Danny parecia chateado. — Acontece que... — O que, Jones? — Harry insistiu. — Já perdi meu animo — disse. — Não sinto mais vontade... — Não diga isso, dude. — Tom se meteu. — Nunca. Jamais. — Não esqueça, Danny. — Harry parecia assustador de tão sério. — Você tem um compromisso conosco.Amanda balançou a cabeça, espantando a lembrança. Jamais conseguiria adivinhar o segredo. Pegou seu violão e começou a dedilhar a canção que há muito vinha trabalhando. Era umhobbiepra ela: compor músicas.— Do ya, do ya, do ya love me? Do ya need a little time?
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