Capítulo 6

Closer

No dia seguinte,Amanda foi mais cedo que de costume para a escola, e não esperou porDanny, como sempre fazia. Havia semanas que ela tentava escrever aquela música — que ainda nem tinha nome — e ela imaginava que num lugar quieto e silencioso talvez ela conseguisse.

Foi por isso que ela decidiu ir ao seu lugar secreto.

Não havia ninguém na escola quando ela chegou e ela logo foi aos fundos do colégio.

Uma vez lá em cima, no lugar que séria seu pequeno refúgio dali em diante — embora ela não soubesse disso ainda —, ela sentou-se no chão e olhou para o horizonte, onde o Sol espreitava por detrás das colinas. E ela pensou em sua música, sussurrando para si mesma.

— Do ya do ya do ya love me? Do you need a little time? Do ya do ya do ya want me... To hold you when you cry?

E agora, o que vem? Pensou ela. E surgiu do nada:

— Do ya do ya do ya do ya love me? Don't wanna hear you say maybe ... Won't you tell me do you love me 'Cause i wanna know... I’m making...

— Sabia que ia te encontrar aqui — disseDanny. — Por que veio sem me esperar?

Amanda pestanejou.

Deus, que eu não me esqueça...

— Quis vir aqui sozinha — disse a garota. — Desculpe-me.

— Ah, okay. —Danny sorriu. — Mas se não formos agora, vamos nos atrasar.

— Você tem razão.

O dia voou e, quandoAmanda se deu conta, estava no intervalo. Percebeu vagamente que era uma das últimas, uma vez que se atrasara na aula de trigonometria.

Amanda estava indo para a fila, quando...

— Você éAmandaSousa?

Ela se virou e olhou para o garoto de cabelos pretos e lisos, olhos escuros e que sem dúvidas era lindo.

— Sou, sim — respondeu ao garoto. — Por quê?

— Sou Drake Ashmore. É um prazer conhecê-la. — O garoto sorriu.

— Igualmente — disse. — Ah, er… nós não somos do mesmo ano, né?

— Não — Drake sorriu. — Sou do último ano.

— Ah.

— Escuta, você vai estar livre nesse sábado?

Amanda o encarou, chocada.

— Não. Eu acho que...

— Tudo bem. — Céus, como era seguro esse garoto. — Acho que é cedo. Bem, não importa. Numa outra ocasião, então.

Amanda só pestanejou.

— Vejo você depois.

Drake jogou o cabelo para o lado, para tirá-lo dos olhos. Como era charmoso, céus…

Amanda caminhou mecanicamente até a fila, pegou a comida e depois foi para a mesa em que agora se sentava comDanny,Harry,Tom, e agora Cassie e Ian.

— Ela está em choque. — Cassie riu.

— Também, né — disseTom. — O cara chegou do nada, se achando o tal...

— Cala a boca,Tom — disseHarry, com um sorriso maldoso estampado no rosto. — Você só está com inveja por que ela vai sair com o Bourne e não com você.

Amanda encarouHarry, perplexa.

— Eu não vou sair com ele.

Um minuto de silêncio.

— COMO NÃO?! — Cassie literalmente berrou. Muita gente olhou-a, questionando sua sanidade mental.

— Simplesmente não vou — disseAmanda.

— Essa garota só pode estar ficando louca — disse Cassie, descrente. — Só pode.

— Cass, troca o assunto, por favor, obrigada.

— O que vão fazer essa noite, meninas? — perguntouDanny.Amanda fez nota mental de que devia agradecerDanny pela ajuda.

Alguns minutos depois, o assunto “Drake” fora “esquecido” —Amanda sabia que a qualquer momento ele seria desenterrado. Os quatro falavam sobre The Pussycat Dolls — Cassie dizia que elas eram mais que perfeitas, tanto fisicamente como artisticamente. Os meninos logo disseram que elas eram gostosas e ponto final. Na música, nah, esquece. Foi nesse ponto queAmanda pediu licença para ir ao banheiro.

Ela não suportava as The Pussycat Dolls.

Atravessou o refeitório, atraindo alguns olhares em sua direção. Quando ela estava quase dentro do banheiro, ouviu alguém chamar seu nome.

—Amanda?

Essa voz era-lhe familiar, apesar de só tê-la ouvido uma vez em toda a vida. Ela ficou paralisada com a mão no batente da porta do banheiro feminino.

Não. Não pode ser.

O garoto parecia hesitante, até mesmo nervoso.Amanda virou-se para olhá-lo, insegura.

— Posso falar com você por um instante? — perguntouDougiePoynter.