Things We Lost When Far Apart
4 Capítulo 4
Capítulo 4
Trust— Oi,Amanda — disseDougie. Sua voz era suave, melódica... e vazia. Sem emoção.Morta.— Posso me sentar? —Amanda se viu perguntando.Dougie fez uma expressão que beirava o desagrado. Foi quando ela acrescentou: — Só por um minuto.Dougie encarou a mesa.— Okay.EnquantoAmanda se acomodava na cadeira,Danny olhou de volta para os amigos e murmurou:— O que ela estáfazendo?!Dougie olhou paraAmanda.— Tudo bem. O que você quer comigo? — Seu olhar e sua voz não demonstravam interesse. Na verdade, não demonstravam nada.— Quero conversar com você.— Sobre?— Quero conhecer você e ser sua amiga — disse. — Eu posso?Dougie arqueou a sobrancelha.— Foram eles que mandaram você aqui? — perguntou. —Daniel e os outros?— Ninguém me mandou aqui — disseAmanda. — Eu vim porque quis.Dougie passou um longo tempo olhando para ela.— Me conhecer não é o único motivo — acusou. — Fale-me dos outros.Amanda se assustou com a perceptividade dele. Não combinava com ele;Poynter parecia totalmente alheio ao mundo. Qualquer sinal de perceptividade era estranho e parecia não fazer sentido.A garota corou e encarou as mãos sobre a mesa.— Okay, admito — disse, de má vontade. — Não é o único motivo.Ela olhou paraDougie. Ele não disse nada; apenas esperando que prosseguisse.— Eu... vi o quanto você está triste...— Então é isso? —Dougie ficou irritado. E assustador. — Você está com pena de mim, como todos os outros?— Não. — O tom de voz dela era firme. — Não é pena.Ela olhou nos olhos deDougie até ele ver a verdade inegável por trás das palavras da garota.— Então...— Quero ajudar — disse. — Não por pena, não... mas porque acho que você está fazendo errado.— Errado? — O tom do rapaz era cético. — Não há nada de errado aqui.— Há, sim — disse ela. —Danny me contou um pouco sobre você. Ele disse que vocês eram amigos e que você se isolou.— E isso é problema meu — disse.Amanda arregalou os olhos.— É, é problema seu. — O tom dela era irritado. — E eu não sei por que eu me importo. — Ela já se levantava e dava as costas ao menino, quando resolveu acrescentar: — Mas você devia dar valor às pessoas que se preocupam com você.Então,Amanda caminhou decidida para longe do garoto que a observava de cenho franzido e expressão pensativa.Mal percebiam que havia muita gente observando.— Aposto que ela pensava que podia acabar com a depressão dele.— Ele não está em depressão.Amanda ouviu comentários como esse o dia todo, alguns até eram mais maldosos que isso.Ela foi para o banheiro depois de conversar comDougie, desejando privacidade. A princípio, não havia ninguém por lá, mas em questão de minutos estava tão cheio que ela mal podia respirar.Quando conseguiu sair viuDanny,Tom eHarry próximos à porta, tensos.— Eu disse que ela não estava chorando — disseHarry.— Por que eu estaria? — perguntouAmanda.— Tinham garotas dizendo que você estava tentando se suicidar — disseTom. Eles caminhavam de volta a mesa em que os garotos se sentavam. —Danny surtou; queria entrar no banheiro e tal.— Fiquei preocupado. — Ele deu de ombros.Amanda deu uma gargalhada. Ainda estava rindo quando se sentou.— Que absurdo — disse.— Eu disse a ele que era mentira — disseHarry. — Eu vi seu rosto quando você entrou no banheiro; era só irritado.— É, eu estava irritada.— Como foi...? — começouTom.— Ele é um idiota — disse. — E rude.Ela olhou paraDougie e viu que o garoto a encarava. Arqueou a sobrancelha, como se perguntasse o que ele estava olhando e desviou o rosto.— Tem algum lugar onde se tenha privacidade nessa escola?— Tem, sim — disseDanny. — No fim do dia eu te mostro.
Fale com o autor