Notas iniciais
O queeeeeeeee? é uma madrugada de sabado e vc esta postando? Poisé, pra vcs verem o q um prova de calculo do demonio nao faz com a pessoa. Gzuis povo, eu to quebrada, de cama com febre, minha mae nao ta aqui comigo e nao vai voltar a tempo pro meu aniversário de 18 anos (q por um acaso é segunda) então eu estou sad. =( por isso postar vai me fazer bem pq vcs sao uns lindos q comentam. eu amo vcs s2

POV Annie

A primeira coisa que eu fiz quando acordei foi obviamente ver se o número de Percy ainda estava ali ou se tudo passou de um maravilhoso e elaborado sonho.

E qual foi a minha surpresa ao ver que eu tinha uma mensagem não lida de Percy o moreno sexy?

“Quem teve uma ótima noite de sono? o/” – Eu ri sozinha.

“Posso considera-la como a melhor” – Coloquei o celular sobre a pia e coloquei pasta na escova, encarando fixamente o celular esperando ansiosamente a tela ascender. Olhei minha imagem refletida no espelho e ri envergonhada, até minha feição tinha mudado, isso é ridículo.

“Isso é porque você ainda não dormiu nos meus braços loira, considere isto um convite ;)” – Eu literalmente gargalhei.

“Safado”

“E você adora”

“Claro ‘moreno sexy’”

“Sabia que você ia curtir loira”

Eu sorri me dando conta de que a pasta que eu tinha colocado na escova tinha caído.

Que estupidez.

Mas pra falar a verdade, uma estupidez deliciosa.

Eu estava parecendo uma criança.

Mas eu não podia conter minha felicidade. Fazia tanto tempo que ela não vinha me visitar que eu tinha esquecido de como é a sensação de tê-la por perto.

Deixei o celular sobre a privada e fui tomar banho.

Quando fui me trocar percebi que tinha deixado meu moletom dentro do carro, ou seja nada de moletom hoje.

Admita que você quer ir arrumadinha por causa do moreno.

Meu cérebro gritava, mas eu não acreditava nisso.

Mesmo que eu tenha deixado os cabelos soltos, colocado uma blusa um pouco mais apertada assim como os jeans. Mas foi só isso, que mal tem???

Liguei o botão do foda-se e catei minhas coisas saindo correndo. Como sempre, Hermes me parou pra ir tomar café.

Mas tinha mais alguém na cozinha hoje.

– Desculpa Hermes, eu estou atrasada. – Não esperei sua resposta e sai pela porta da frente indo pegar meu carro.

“Vamos nos ver no almoço né?” – A mensagem tinha sido recebida faz algum tempo, mas eu não tinha checado meu celular, me apressei em responder.

“Estarei lá, é bom você ir atender minha mesa”

“Loirinha arrogante, isso vai lhe custar gorjetas”

“Estou imaginando uma forma bem melhor de te pagar”

Não percebi que estava sorrindo feito idiota, encostada no carro até uma cabeçuda enfiar a cara na frente da tela do celular pra ver o que eu estava digitando.

– Thalia!

– O que? Eu quero saber o que deixou minha amiga tão feliz, brilhante, diferente, eu já disse feliz? – Eu ri e abaixei a cabeça. – Você esta rindo! E não aquele riso apenas com a boca, mas com os olhos! O que aconteceu? Com quem estava trocando mensagens?

– Com o garçom. – Ela deu um gritinho agudo e começou a dar pulinhos no lugar.

– Ele é lindo. Vocês saíram ontem né? Como foi? – Ela me puxou pelo braço, mas eu a freei.

– Eu tenho aula agora, e é pra lá. – Disse apontando na direção contrária da que ela estava me levando. – Aquieta a bunda até o almoço. – Ela deu um sorriso safado.

– Nós vamos almoçar lá né? – Ela disse voltando a dar seus pulinhos. Eu ri e assenti. – Adorei, faço muito gosto disso. Agora vamos pra aula, quero que chegue o almoço logo. – Ela disse e se virou andando rapidamente até seu pavilhão.

“Vou cobrar” – Sorri e fui sorridente pra minha aula de Urbanismo.

E eu não sei o que me deixou mais feliz, o fato de todos me olharem chocados quando eu entrei na sala ou o de eu não ligar pro que eles estavam pensando sobre mim.

Meu pai estaria orgulhoso.

...

POV Percy

Se eu parecia um desesperado olhando pra porta constantemente?

Provavelmente.

Ou checando o celular de minuto em minuto.

Mais provável ainda.

– Hey Jackson, mesa 3 está esperando ser atendida. – Parei de encarar a porta por um instante para poder entender o que Circe estava me dizendo, e fui atender a mesa que ela se referiu.

– Boa tarde garotas. O que vão querer. – Disse sem o mesmo entusiasmo de sempre. Se eu não me engano eu peguei a ruiva do canto naquela festa.

– Você está no cardápio? – Uma das suas amigas disse a clássica.

– Olha até ontem eu estava, mas hoje já sou produto de outra pessoa. – Elas soltaram alguns resmungos e eu vi a ruiva fechar a cara. Fala sério fia, você nem é tão boa assim pra ser carta repetida.

– É uma pena. Vamos querer aquele prato sem muito carboidrato e um suco de abacaxi, com adoçante claro. – Segurei a vontade de revirar os olhos e anotei os pedidos.

– Mais alguma coisa?

– Pode me dizer seu nome? – A ruiva perguntou. E eu tentei, juro, lembrar do nome que eu havia inventado pra garota pra ela não ficar tão desolada. Mas isso exigiria demais de mim e eu tinha mais coisa pra pensar.

– Pedro. – Eu disse e vi a carranca da garota ficar ainda maior. Vazei dali na hora.

– Mesa 8 Jackson! – Fui até o balcão, peguei alguns cardápios e fui até a mesa 8. Sorri ao notar a cabeleira loira solta. Posso dizer que me deu aquela encoxada básica na barriga que não é vergonha né?

– Oi loira. – Ela riu e virou seus olhos cinza, incrivelmente brilhantes hoje, na minha direção. Não pude conter o impulso e quando vi já tinha lhe roubado um beijo.

– Oi moreno. Aquela não era a ruiva que você pegou naquela festa. –Mulher tem olho clínico pra essas coisas, não é possível.

– Eu acho que é, porque eu devo ter inventado um nome falso diferente do que eu tinha dito pra ela naquela noite. – Ela riu.

– Ela não parecia tão... estranha assim aquele dia, ou eu estava bêbada demais. – Ela disse olhando-a de lado.

– É deve ser por causa da carranca. Eu disse pra elas que não estava no cardápio, já fui comprado. – Ela me olhou divertida.

– Ah é? Por quem? – Peguei uma mexa dos seus cabelos e a enrolei no dedo.

– Por uma loira arrogante ai. – Ela riu e me olhou com aquela cara de safada que eu tenho que confessar, é muito sexy.

– Hmm ela não deve ter pagado muito caro, porque você não vale nada Percy. – Eu ri e lhe roubei outro beijo.

– E o que vai querer?

– Alguma coisa com bacon por favor, duas na verdade Thalia vai comer também, ah e uma coca pra acompanhar. — Eu sorri e me inclinei para beija-la de novo, mas ela me impediu me empurrando pelo peito. – Não quer ser demitido né? Então não faça isso, aquela mulher no balcão já te olhou feio duas vezes. – Olhei na direção em que ela apontava e vi Circe me fuzilando, sorri pra ela e lhe mandei um beijo, ela revirou os olhos. – Vá buscar o meu pedido moreno.

– Seu carro está estacionado no mesmo lugar? – Ela negou.

– Tinha aula aqui perto hoje, ele tá no pátio aqui do lado.

– Ok, no final da aula eu te espero lá. – Pisquei pra ela e voltei ao meu trabalho.

Assim que eu me afastei da sua mesa eu vi a ruiva levantar e ir até ela.

Aiai isso ia da merda.

...

POV Annie

Ele se afastou e automaticamente a ruiva se levantou da sua mesa vindo na minha direção.

Isso será hilário.

– Eu posso? – Ela perguntou com uma cara azeda. Eu fiz uma cara de boa moça e acenei alegremente. Exalo falsidade. – Eu só queria te avisar uma coisa.

– Claro, pode falar. – Ela olhou com desprezo e cobiça pra Percy e eu tive que me controlar muito para não rir.

– O garçom, o que você estava beijando... – Ela fez uma pausa e eu abaixei os olhos fingindo estar envergonhada. Fala sério só pode ser muito estupida pra cair nessa minha encenação. – Ele disse o seu nome?

– Sim, é Guilherme. – Putz de onde eu tirei esse nome? Eu vi ela fazer uma cara de entendimento.

– Ou Matheus, ou Pedro...

– Como assim? – Fiz aquela minha cara de “loira burra”. Finalmente esses cabelos prestam pra alguma coisa.

– Eu fiquei com ele em uma festa, e ele disse que seu nome era Matheus. Agora era Pedro, então eu sugiro que você não caia na dele. – Eu fiz uma cara de choro mas eu estava rindo muito por dentro. – Não fique assim, ele também me enganou. – Ela estendeu a mão por cima da mesa solidária e eu aceitei.

– Mas ele disse que eu era especial. – Noooooossa cara isso é ridículo. Eu queria rir de mim mesma.

– Eu sei amiga... – BLEH – Mas nós temos que nos unir contra esse tipo de homem. – Eu assenti e apertei sua mão. Ela olhou pra trás e viu as amigas levantando. – Eu tenho que ir agora, a gente se ve por ai. Aliás, meu nome é Rachel.

– Juliana. – Sorri tristemente pra ela e ela me deu dois tapinhas na mão e se levantou acenando. Passou perto de Percy e jogou o cabelo. Ele me olhou confuso. Eu me fiz de idiota até ela sair do restaurante ai cai na risada.

A cadeira a minha frente foi puxada e Thalia parou a minha frente me encarando debilmente.

– Vocês transaram? – Foi a primeira coisa que ela me perguntou. Eu parei de rir e a encarei.

– O que?

– Você esta toda feliz ai, rindo a toa o brilho nos olhos. Nem parece aquela minha amiga melancólica e cínica. – Eu me debrucei sobre a mesa e sorri pra ela.

– Isso é porque você não sabe do porque eu estou rindo. – Ela se aproximou curiosa. Contei pra ela e ela ria tanto quanto eu.

– Então, eu vou ficar sabendo do porque as senhoritas estão rindo? – Percy colocou nossos pratos e a coca na mesa e eu cheguei a salivar ao ver o bacon.

– Descobri o nome da sua amiga ruiva, Rachel e o nome que você deu pra ela foi Matheus.

– E ela é a Juliana. – Thalia disse e voltamos a rir. Percy tirou a franja que caia sobre meus olhos e Thalia pegou esse movimento sorrindo que nem idiota.

– Vocês sabem que eu não entendi absolutamente nada né? – Eu ri.

– Lerdinho. Eu que sou a loira aqui.

– Ah eu sei. – Ele olhou pra trás e se virou pra mim rapidamente me dando um selinho. Voltando ao trabalho. Olhei pra Thalia e ela me olhava debochada.

– Esse ai era o cafajeste que você falou que era? – Ela me perguntou erguendo uma sobrancelha. Eu ri e comecei a comer.

– Ele é, acredite.

– Não ta parecendo, alias, quem é você mesmo? Aquela pessoa que passava o rodo nas festas e depois se fantasiava de nerd. Mas olha pra você agora. Cabelos soltos, roupas aceitáveis um sorriso no rosto e se eu te perguntar o que vai fazer a noite você vai me responder... – Dei de ombros.

– Não sei. – Ela apontou com a faca que estava comendo pra mim. Uma dama.

– Ta vendo. A Annabeth que eu conheço não é assim ela diria: “vou em qualquer lugar onde tenha bebida e babacas pra enganar”. – Eu ri do seu exagero.

– Eu não falo desse jeito. – Ela revirou os olhos azuis.

– Foda-se. O que acontece é que você não vai sair essa noite, não vai beber...

– Quem disse que não vou? – Ela apontou novamente a faca pra mim claramente dizendo para não interrompe-la revirei os olhos e dei mais uma garfada.

– Vai sair apenas com um cara, que você já saiu ontem, está vendo hoje. E vocês trocaram selinhos! Pelos deuses, que cafajestes de meia tigela são vocês que trocam selinhos??! – Eu ri me engasgando com a comida e tendo que beber um pouco da minha coca.

– Como assim? Você quer que nos engulamos aqui?

– Não, eu quero que você veja o quanto você mudou de um dia pro outro. Você acha isso normal? – Eu dei de ombros.

– As pessoas não são as mesmas pra sempre.

– Você tem razão. Mas as mudanças vão acontecendo aos poucos. – Eu revirei a comida no prato e não olhei nos seus olhos.

– Talvez... talvez essa seja a verdadeira eu. A outra era apenas uma fuga, uma válvula de escape. – Ela ficou em silencio por um tempo e eu voltei a comer quieta.

– Tá, tudo bem. Eu te entendo, realmente. Mas e ele? Como você me explica? – Eu tive que rir.

– Tá bem. Cafajeste é uma palavra ampla, temos que afunila-la entende? – Pela cara dela acho que não. – Existem tipos de cafajestes, o tipo clássico que é o que se acha gostoso demais e pega só as mais bonitas e descarta e será sempre assim até morrer de alguma doença causada pelo tanto que o idiota se drogou ou pelo sexo. – Ela riu. – Temos também o tipo de cafajeste que é o playboy que é riquinho e com isso ele consegue pegar as interesseiras de plantão que são muitas. – Ela concordou comigo. – Tem também aquele cara que é cafajeste para chamar a atenção de alguma menina que ele gosta o que é totalmente ridículo, como alguém pode pensar que isso daria certo?? – Ela quase cuspiu o refrigerante na minha cara. – E tem os cafajestes iguais a Percy, que curtem a vida, ele não tem porque não aceitar as cantadas dessas garotas ele é bonito é inteligente tem um bom papo e não tem uma garota no pé dele, esse é o tipo de cafajeste que é cafajeste por engano.

– Por engano?

– É tipo aquele que é cafajeste. Até. Achar. A pessoa. Certa. – Eu disse meio pausadamente. Franzi as sobrancelhas enquanto ela me observava como se até que enfim eu tivesse entendido. – Você tem razão. Ninguém muda de uma hora pra outra. – Ela bufou.

– Não Annabeth. Você não entende? Isso pode dar certo, como eu disse vocês podem se concertar. O que quer que tenha acontecido ontem, vocês se entenderam.

– Nós só... compartilhamos experiências. – Ela sorriu e voltou a comer. Ergui os olhos para o balcão e lá estava ele me olhando. Ele deu um leve sorriso e eu retribui e também voltei a comer.

...

Notas finais
Awwwnt gente, eu posso dizer q eu postei pq eu quero muito q vcs leem logo pq eu quero q chegue o cap onde as coisas esquentam? posso né? E tamb minhas provas estao acabando (YYYYYYYYYYEEEEEEEEEYYYYYYYYY) Comentem please, eu volto na segunda =***