These Gray Eyes
33 Capítulo 33
Notas iniciais
POV Percy
– Sim Sr. Clevertton, todas as provas estão a seu favor, Quíron está preparado para qualquer brecha que eles possam explorar. Tenha certeza, o caso já é nosso.
– Não sei não...
– Vou lhe por a par dos assuntos. – Eu peguei a pasta que havia separado mais cedo com todos os arquivos necessários para a audição dele e abri. – Aqui, eu fiz um breve resumo em tópicos caso o Senhor quisesse dar uma olhada. – Eu lhe entreguei algumas folhas com todos os prós e contras interligados, todas as acusações que poderiam falhar e qual seria a saída pra todas elas.
O Sr. Clevertton colocou os óculos e leu devagar cada palavra que havia ali.
O caso dele era delicado.
Sr. Clevertton era viúvo há pouco tempo e tinha uma filha. A menina foi deixada com a família da sua falecida esposa que por acaso o odiava.
Ele não via a filha a mais de 2 meses.
Eu entendia o seu desespero, por isso fiz questão de deixa-lo confortável com tudo o que me era possível.
Suas mãos tremiam ao ler as paginas e ele as secava de vez em quando na calça social.
– Bom, me parece muito bom mesmo. Me desculpe é que eu estou bastante nervoso.
– Não se desculpe, eu, na sua situação, estaria surtando. – Lhe ofereci um sorriso sincero que o acalmou um pouco.
– Obrigado por me receber, sei que Quíron está bem atarefado, mas ele fez bem em te-lo contratado. – Eu sorri e me levantei para leva-lo até a porta.
Assim que a fechei voltei pra frente do computador.
Desde o primeiro dia de estágio eu estava a procura de fatos, provas ou qualquer pista dos passos sujos de W. Dare.
Mas nada, não encontrei absolutamente nada além do seu depoimento sobre o assassinato, mas isso já foi revisado tantas vezes que eu nem me demorei lendo aquilo.
Então eu deixei de lado e fui investigar uma coisa que a algum tempo me causava uma coceirinha incomoda.
Ele não se suicidou apenas por culpa de ter abusado de Thalia. Porque se tivesse, ele não teria feito isso por todos esses anos.
Tem coisa ai, eu tenho certeza que tem.
Mas por onde eu começaria?
Zeus não era uma pessoa poderosa não teria nenhum motivo pra ser investigado, então seria como começar do zero.
Mesmo assim, digitei o seu nome na barra de pesquisas do computador de Quíron e esperei pacientemente carregar.
Quando quase desisti porque aquilo estava demorando muito, sinal de que não encontraria nada, apareceu um arquivo.
Um depoimento, o que eu havia aberto tantas vezes.
De W.Dare.
Que interessante.
Cliquei no arquivo e procurei pelo nome de novo.
“Eu já disse, não tem como eu ter matado o Chase! Eu estava com Zeus naquele dia!”
Me recostei na cadeira perplexo.
Um álibi.
Que filho da puta!
Desliguei o computador e peguei minhas coisas. Peguei meu celular dentro do bolso do paletó para ligar pra Quíron mas ele tocou antes mesmo deu fazer isso.
– Percy, o que aconteceu? Onde você tá? – Annie disse assim que eu atendi.
– Não aconteceu nada loira, Sr. Clevertton acabou de sair daqui e eu estou indo pra casa agora.
Eu não poderia falar pra ela. Ela me pediu pra não ir atrás dele mas o que eu posso fazer? Agora eu posso ter uma chance nisso! Zeus não se matou por culpa de abusar da filha, mas sim porque sabia do assassinato de Frederick Chase porque era o álibi de W. Dare.
– Quer que eu vá te buscar? – Ela disse me tirando dos meus pensamentos.
– Não precisa, estou pegando um taxi agora mesmo. – Eu dei com a mão e um taxi parou na minha frente. Eu abri a porta e entrei dizendo o endereço pro motorista.
– Tudo bem, te vejo daqui a pouco. – Ela desligou e eu segurei o celular contra o queixo ainda imerso no tanto de informação que eu encontrei em tão pouco tempo.
Voltei a ligar pra Quíron.
– Hey criança! Deu tudo certo? Acabei de sair daqui, estou indo ai agora...
– Tudo nos conformes, mas eu não te liguei pra falar isso. Quíron, eu achei uma conexão.
– Do que você está falando Percy?
– Zeus era o álibi de W. Dare. – Eu disse pausadamente. Não escutei absolutamente nada do outro lado da linha mas esperei paciente.
– Mas é claro! – Ouvi uma movimentação e um assobio. – Ainda está no escritório?
– Não acabei de sair, estou indo pra casa.
– Porra Percy! Com Zeus morto as coisas ficam muito mais complicadas!
– Exatamente por isso ele se matou. W. Dare tem uma sombra obscura de poder sobre ele. Será praticamente impossível fazer justiça com aquele canalha.
– Vamos com calma criança. Nós temos algumas coisas contra ele, e impossível não faz parte do meu vocabulário.
...
Assim que eu abri a porta mãos me puxaram pela gravata e eu fui sufocado por beijos. Instantaneamente joguei tudo o que carregava no chão e trouxe Annabeth mais perto de mim.
– Eu odiei esse estágio. – Ela disse entre o beijo tirando meu paletó e jogando no chão. Eu nem tinha fechado a porta ainda! – Isso era só pra ser na parte da manhã! – Ela puxou o nó da minha gravata e passou pela minha cabeça deixando tudo pelo caminho, eu empurrei a porta com o pé ouvindo ela bater.
– Na verdade, amanhã eu terei que ficar até mais tarde de novo. – Ela parou abruptamente e me encarou, ai eu fui perceber que ela estava usando apenas uma camisola fina vermelho sangue. Eu salivei.
– O que? Por quê? – Eu não respondi olhando pra ela. Ela bufou e esmurrou meu peito.
– Au! Que isso?
– Presta atenção no que eu estou dizendo! Por que tem que ficar até mais tarde de novo?
– Eu tenho que ajudar Quíron oras! – Ela cruzou os braços.
– No que? – Eu bufei e caminhei até a sala me jogando no sofá.
– E-em um caso ai! Mas por que você quer saber? – Seus olhos se fecharam em fenda e ela me analisou cuidadosamente. Eu sentia como se estivesse de gravata de novo, e ela estivesse me enforcando.
– O que você está me escondendo? – Fala sério! Como ela faz isso?
– Não estou te escondendo absolutamente nada! É aquele caso das “emoções” de novo? Bom, pode ter certeza que eu não estou te traindo. Pode me inspecionar não to fedendo a perfume de ninguém, não tem fio de cabelo de ninguém, e eu to duro aqui o que eu não conseguiria se estivesse transado antes com alguém. – Seu rosto continuava com a mesma expressão.
– Eu sei que você não me trairia Percy, não dessa maneira. – Como uma leoa ela se aproximou perigosamente de mim, me estudando com cautela. Engoli em seco. – Mas você está me escondendo alguma coisa, isso é um tipo de traição.
– Não estou. – Eu disse com a voz fraca.
– Sua voz falhou. – Eu pigarreei.
– Coincidência. – Ela continuou.
Annabeth passou suas pernas pela minha cintura e sentou no meu colo. Agora meu foco era outro, eu nem me preocupei em esconder qualquer coisa, daria tudo pra ela principalmente com seus seios na altura da minha boca.
– O que você poderia me esconder? Eu me pergunto. – Ela sussurrou no meu ouvido e rebolou sobre a minha ereção que estava estourando dentro das calças. – Uma coisa que eu pedi pra não fazer, eu suponho. – Ela abriu a minha camisa com violência e eu vi os botões sendo lançados pelo chão da sala. – Você foi atrás dele não foi? – Ela passou as unhas pelo meu peito enquanto lambia meu pescoço e rebolava sobre mim. Eu ofeguei.
– Não. – Disse com a voz rouca.
– Hmm. – Ela desabotoou minha calça e massageou minha ereção me fazendo fechar os olhos e gemer. – Mas pretende ir, não pretende? – Ela disse com uma voz baixa que poderia ser interpretada tanto como sensual como assassina.
Na minha situação, era bem, bem sensual.
– Sim. – Eu respondi com dificuldade. E de repente ela parou. Saiu de cima de mim e me olhou com uma cara nada boa.
Eu respirei fundo tentando clarear minha mente e voltei a encara-la.
– Isso foi muito, muito baixo. – Ela deu um sorriso convencido e voltou com a sua carranca. Eu suspirei. – Ta legal eu te conto tudo ta bom? Mas será que da pra me deixar sair dessa situação primeiro? – Ela riu.
– Não sei não, é bem engraçado ver você desse jeito. – Eu fechei a cara o que fez ela rir ainda mais. – Todo submisso. – Eu dei um sorrisinho de lado e puxei ela pela cintura jogando ela no sofá. Ela arregalou os olhos de susto e gritou o que me fez rir.
Eu abaixei as alças da sua indecente camisola e chupei seus seios enquanto massageava seu clitóris com o polegar.
Annie abriu a boca em um O enquanto me fitava, rebolando em baixo de mim. Eu ri e mordi seu mamilo eriçado.
– Quem está submissa agora? – Ela resmungou e gemeu quando eu a penetrei com dois dedos. – Em loira? Quem é que vai me implorar pra gozar? – Ela choramingou e eu parei.
Foi uma péssima ideia.
Ela rosnou e subiu em cima de mim.
– Eu não sou do tipo que implora Percy. – Ela lambeu meus lábios e roçou nossos sexos. Eu gemi alucinado. – Eu faço implorar. – Ela ficou parada me encarando e quando eu segurava na sua cintura e investia contra ela, ela se levantava me olhando com uma cara debochada.
– Por deus eu sou fraco loira. – Ela riu e fez questão de rebolar pra me enlouquecer. – Por favor... – E ela finalmente desceu sobre mim. Ela soltou um longo gemido e puxou meus cabelos.
Fechei os olhos sentindo ela me apertar e logo abri pra ve-la estremecer enquanto eu estocava com força.
– Por que você tem que ser tão irresistível? – Ela mordeu meus lábios e rebolou tirando um gemido meu o que fez ela sorrir.
– Eu né? Você que me fez implorar. – Eu apertei seu seio e o chupei olhando pra ela que passava a língua nos lábios e quicava no meu colo.
– Apenas autocontrole. – Ela engasgou na última palavra e gemeu meu nome. Suas mãos trêmulas me agarraram pelos ombros e ela rebolou com mais vontade, eu trinquei os dentes e segurei ela pela cintura estocando com mais força, até ela gozar com um longo gemido e eu me derramar dentro dela.
Nós ficamos rindo que nem idiotas por um tempo. Annie suspirou e desabou do meu lado no sofá.
– Pode começar a falar. – Ela encostou a cabeça no meu ombro e eu passei o braço em volta dela.
– Onde está meu pai? – Ela revirou os olhos.
– Para de tentar desviar o assunto?
– Não, é serio.
– Vai dormir na Margareth. – Eu sorri.
– Ah é?
– É, é sim. Agora volta a falar. – Eu bufei.
– Ta bom o mandona. – Ela riu. – Desde o primeiro dia de estagio eu estava atrás dele.
– Eu tinha certeza. Você é um palhaço, qual é o seu problema? Apanhar não foi o suficiente? Quer levar um tiro? Quer morrer e me deixar sozinha? – A cada palavra ela me dava um murro na perna. Eu segurei a sua mão relaxando seus dedos.
– Calma loira, me deixa terminar de falar. – Ela suspirou. – Mas eu não encontrei nada além do depoimento sobre a morte do seu pai, que já foi revirado mais de mil vezes e não encontraram nada. Então eu deixei de lado e fui atrás de outra coisa. – Eu fiz uma pausa e ela levantou os olhos pra mim. – Zeus. – Sua testa se franziu.
– Por que foi mexer com isso?
– Porque isso estava mexendo comigo! Não engoli o seu suicídio então fui investigar. E sabe o que eu encontrei? – Ela negou. – Bom, ele foi o álibi de W. Dare no dia do assassinato do seu pai. – Ela se levantou e me olhou com os olhos chocados.
– M-mas como?
– Exatamente, como. Com Zeus morto isso fica inumanamente mais difícil, mas não impossível e eu vou investigar.
Seus olhos cinza estavam cravados nos meus, e ficaram assim por um bom tempo até ela suspirar e fecha-lo deitando sobre mim.
– Por favor Percy, por favor toma cuidado, não faz loucura. – Eu beijei seus cabelos.
– Não vou fazer nada louco Annie. Só dar o meu melhor pra faze-lo pagar por tudo que ele fez. – Ela apoiou as mãos no meu peito e me encarou.
– Presta atenção, com gente poderosa não se brinca. – Eu ia falar mas ela tampou minha boca. – Eu sei herói, você não ta brincando. Mas eles são filhos da puta Percy! Imagina o tanto de merda, de coisas absurdas e horríveis que esse desgraçado já não fez além de matar meu pai! Acha que ele não te mataria em dois segundos? E quanto custaria pra ele escapar de um julgamento fácil, fácil? Esqueceu de como foi na cadeia? Nem todas as pessoas são honestas e boas como você. Então eu realmente prefiro que você deixe isso como está. – Ela disse já com água nos olhos.
– Eu não posso Annie. – Eu acariciei seu cabelo loiro vendo uma lágrima escorrer pelo seu rosto. – Eu não sei quem foi o assassino da minha mãe, mas sabendo quem matou seu pai e não fazer nada a respeito é contra tudo o que eu respeito e acredito. Nós vamos nos ver livres desse cara, não só por isso mas também pelo futuro. Daqui a pouco você vai tomar o lugar do seu pai na empresa e vai fazer um trabalho brilhante lá! Seu pai foi morto por ser bom no que fazia, como eu vou poder dormir anoite pensando que a qualquer momento aquele filho da puta pode arrebentar aquela janela e meter uma bala na sua cabeça? O mesmo medo que você tem eu também tenho. Então me deixe fazer isso enquanto eu tenho chance, e algum vestígio contra ele. Por favor. – Mais lágrimas escaparam dos seus olhos e eu enxuguei cada uma cuidadosamente.
Ela não disse nada, não concordou e também não discordou apenas me abraçou pelo pescoço e respirou fundo. Eu fiz o mesmo me sentindo embriagado com seu cheiro maravilhoso.
– Eu amo você. – Eu sussurrei e ela assentiu e me apertou mais.
– Eu também te amo.
...
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