These Gray Eyes
34 Capítulo 34
Notas iniciais
POV Percy
...
Depois de vários minutos de silencio, enquanto eu lhe acariciava os cabelos e ela fazia pequenos desenhos imaginários pelo meu peito, ela voltou a falar.
– Percy, sabe o que eu estava pensando? – Eu lhe respondi com um “hmm?”. – Você me lembrou sobre a empresa, e eu tenho 51% das ações, significa que eu tenho que saber como administrar tudo isso. – Eu pressionei meus lábios na sua testa ouvindo com atenção.
– Você tem razão. – Ela bufou.
– Ah deuses faltam um ano e meio pra me formar em arquitetura e ainda tenho que correr atrás de uma adm. Até lá a empresa vai falir! Ela já esta indo de mal a pior, e agora que com certeza a almondega ruiva sabe que eu tenho a empresa , ele vai cair matando em cima de mim! – Eu me afastei dela o suficiente para encara-la.
– Mas não precisa ser especificamente você para administrar. – Ela franziu as sobrancelhas. – Pensa bem, se você paga alguém, de confiança, para mexer com isso você vai ser uma arquiteta e ainda sim cuidar de uma empresa, dando palpite em tudo assinando coisas mas sem se encarregar disso, entende? Você seria a chefe sem precisar fazer o trabalho. – Ela me encarava pensativa e ao mesmo tempo em choque.
– Pra onde foi toda a sua lerdeza cabeça de alga? – Eu ri e me inclinei para beija-la. – Mas quem de confiança? – Ela voltou a deitar sobre meu peito e mexia distraidamente com os fios arrebentados que os botões voadores deixaram na minha camisa. Dei de ombros.
– Leo? – ela negou.
– Sem chance. – Eu encarei ela confuso.
– Por que não?
– Oh não, não quero dizer que ele não seja confiável mas é que... – Ela suspirou. – Você foi a primeira pessoa que notou Calipso e ela pensa que “tirei você dela”, não quero causar discórdia convidando Leo pra trabalhar comigo. E além do mais ele já tem um emprego. – Eu assenti. Leo já estagiava há bastante tempo e está muito bem onde está.
– Hey mas e uma das meninas? Se eu não me engano uma delas faz adm. – Ela franziu as sobrancelhas.
– Sério? – Eu olhei pra ela boquiaberto.
– Fala sério! Você sabe que o Leo tem um emprego, o que ele cursa e tudo mais e não sabe o que suas amigas cursam? Vocês almoçam juntas todos os dias! Fala sério, vocês não conversam sobre nada? – Ela riu.
– Mas é claro que conversamos Percy, mas... você sabe sobre o que. – Ela me encarou com os olhos divertidos e eu boiei.
– Hmm... não, não sei. – Ela riu e me deu um selinho.
– E ai está o meu cabeça de algas. – Eu fiz um bico e ela me deu mais um beijo. – Nós falamos sobre vocês é claro. – Eu franzi o cenho.
– Sobre nós? Mas o que vocês tanto falam sobre nós assim? – Ela suspirou e rolou os olhos.
– Fala sério Percy, vou ter que desenhar pra você? Sobre sexo né, desempenho na cama, tamanho, vontade, disposição, essas coisas. – Minha cara de espanto deveria estar bem engraçada porque ela riu. – A fala sério que você não esperava?
– Pra ser sincero. Não. – Ela riu mais. – Mas ei! Quando nós falamos do desempenho sexual de vocês é crime, mas vocês podem sair falando do nosso assim? – Ela me olhou confusa, mas ainda com vontade de rir.
– Percy, você nunca namorou antes, como presume que seja assim? – Eu dei de ombros.
– Filmes. – Ela riu.
– Bom talvez seja. Mulheres podem ser bem neuróticas sabe? Mas eu não, confio no meu taco. Além do mais o que você falaria sobre o meu desempenho sexual?
– Não muito. Eu não gosto de fazer propaganda nem de me vangloriar pros outros de como eu tenho uma loira gostosa, sexy, inteligente e que gosta de sexo todos os dias na minha cama e eles não. – Ela gargalhou e eu ri junto dela.
– E é por isso que eu não me preocupo. E você também não deveria, nunca me deixou na mão e faz um oral como ninguém. – Eu pisquei pra ela. – Ahh vou te contar um segredo, pelos deuses não espalha.
– Você sabe que isso nunca da certo né? Se era um segredo você já está espalhando ele pra mim e já foi espalhado quando contaram pra você. – Ela me olhou com uma cara de tedio.
– Vai querer saber ou não?
– Ah foda-se falai. – Ela sorriu eufórica e se ajeitou do meu lado.
– Luke já deixou Silena na mão. – Eu absorvi a informação pra logo depois cair na gargalhada.
– Aiai aquele viadinho, sinceramente eu esperava isso de Jason, ele é tão molenga às vezes, mas Luke! Tudo bem que ele é um merda, mas ele sempre se vangloria de como é fodão e cata todo mundo. – Eu ri ainda mais. – Eu vou zoa-lo até a morte. – Annie me deu um tapa. – Au!! Porque você é tão violenta?
– Não vai fazer isso mané! Acabei de dizer que não era pra espalhar!
– Tecnicamente eu não vou, já que vou contar pra uma pessoa que viveu o ocorrido. – Ela revirou os olhos.
– Não vem com esse ar de advogado pra cima de mim não. E além do mais, se você contar pra ele, ele vai saber que Silena espalhou pra mim e ela vai saber que eu espalhei pra você o que acaba com tudo!
– Tudo o que?
– Com o segredo! Afe Percy você não entende nada sobre isso.
– Tá! Foda-se, porque eu deveria saber de qualquer jeito? Como nós chegamos nesse assunto? – Ela deitou a cabeça no sofá pensativa.
– Acho que era sobre alguma das meninas fazer adm. – Eu estralei o dedo.
– Isso mesmo. Vai liga pra uma delas. – Ela pegou o celular.
– Mas pra qual delas eu ligo? – Eu dei de ombros tirando os sapatos e as meias e esticando os dedos do pé. Sapatos fechados malditos.
– Não sei, que diferença faz? – Ela deu de ombros.
– Hazel não, ela é muito reservada sabe? Parece de outra época sei lá. Eu não ligaria pra Silena também, não depois de falar do namorado broxa dela. – Eu não consegui, e deixei escapar mais uma risada. – Calipso também não. Ela ainda é meio ressentida comigo. Ai deuses! E se for ela que faz adm?? – Eu neguei.
– Ela não estuda com o Leo porque ele fala de “esperar Calipso sair da aula”. – Ela assentiu.
– Piper então. – Ela fuçou na sua lista de contatos até achar o número de Piper.
Annie se deitou no meu colo com o celular no ouvido e enrolando uma mecha do cabelo nos dedos. Eu contornei seu nariz fino com o dedo vendo-a sorrir pra mim.
– Hey pipes!... tudo bem sim e ai?... uhum... viu, eu nunca perguntei até porque nós falamos tanto que não da tempo de lembrar dessas coisas praticas, mas que curso você faz?... – Ela parou por um instante e fez um ‘yes’ com a boca o que me fez rir. – Ah que ótimo! Então é que minha empresa está precisando de um administrador, que no caso seria eu mesma, mas eu não levo jeito pra coisa então eu precisava de alguém de confiança pra isso... – Ela deu uma risada e eu conseguia ouvir a euforia de piper gritando ao telefone. – Ta a gente acerta tudo depois... – Ela fez uma longa pausa apenas escutando e resmungando alguns “ahans” de compreensão. – Sexta agora?... Meio-sangue? – Ela olhou pra mim pedindo por algum tipo de confirmação, eu só encarei ela confuso. – Ta, vou ver aqui depois a gente se fala pode ser?... Um beijo! – Ela desligou e olhou pra mim.
– E então? – Annie trilhou as linhas do meu abdome com a ponta dos dedos enquanto falava.
– Ela amou a ideia, vamos conversar mais sobre isso depois. Vou leva-la até a empresa, e eu espero que você vá junto, ver como anda as coisas por lá e botar ordem naquilo tudo.
– Tudo bem... e quanto a sexta-feira? – Ela sorriu amplamente.
– Pois é que tal relembrar os velhos tempos em? Piper disse que Frank conseguiu um camarote open bar pra gente na Colina Meio-Sangue. O que você acha? Ta afim?
– Opa! Claro por que não? Beber de graça é comigo mesmo. – Ela riu.
– Ótimo já vou avisa-la. As meninas provavelmente vão se arrumar aqui e depois todo mundo vem pra cá.
– Você curtiu mesmo a ideia da casa cheia em? – Ela riu.
– Eu nunca tive isso na vida! É excitante.
– Imagina quando essa casa estiver cheia de pirralhos nossos? – Ela estancou por um momento e eu também ao perceber o que eu havia dito.
Eu fiquei muito embaraçado com as bochechas ardendo de vergonha, sem saber se ela compartilhava esse meu pensamento, até encontrar seus olhos cinza e eles estarem brilhando como nunca enquanto ela encarava o nada, como se visualizasse a cena.
– Será incrível. – Ela entrelaçou seus dedos nos meus e o momento de susto e embaraço passou e eu também imaginava a cena. Beijei as costas da sua mão com um sorriso nos lábios.
– Quantos filhos quer ter loira? – Ela riu, uma risada cheia de emoção e surpresa.
– Bom, eu não sei! Nunca pensei realmente sobre isso. Mas acho que uns seis. – Eu ri abismado, ou maravilhado não sei dizer.
– Seis! Wow que disposição. – Ela riu.
– Se é pra ter filho que seja de monte! – Ela ergueu os braços e as pernas feito uma criança fazendo planos para escrever a carta pro Papai Noel e eu ri contagiado pela sua felicidade.
– Bom, então teremos seis, quem sabe mais? Nós poderíamos comprar uma van e encher ele de pentelhinhos. – Ela riu e se sentou ao meu lado.
Nós voltamos a ficar em silencio imaginando a cena, até eu sorrir pra ela e me inclinar para beija-la, um beijo terno porque nós não estávamos mais com o fogo de antes.
Ela bufou e se afastou.
– Merda, acabou com o clima. – Voltou a se encostar em mim brincando com as fitas de cetim da sua camisola. – Fiquei toda gostosa pra gente aproveitar a noite e você estraga tudo. – Eu ri.
– Primeiro, você não ficou gostosa porque você é assim naturalmente e segundo, minha culpa?? Você que veio com essa historia de arrancar coisas de mim, passamos por Luke ser broxa e acabamos planejando ter uma creche! – Ela soltou uma risada pelo nariz.
– Já notou o quanto somos estranhos? Olha os nossos papos Percy. – Eu ri. Ela deu um tapinha na minha perna e se levantou. – Coloca no jogo vai, vou pegar umas cervejas pra gente. – Eu acompanhei sua bunda rebolando naquela coisa vermelha indecente e já me senti muito animado. Me levantei e a alcancei a passos largos. Ela deu um gritinho de susto quando a suspendi em meus braços já subindo as escadas.
– É pois é, acho que o clima voltou com tudo minha loira gostosa. – Ela riu e se agarrou ao meu pescoço enquanto eu subia os degraus depressa, quase tropeçando porque eu acabei esquecendo que minhas calças estavam desabotoadas, quando cheguei no quarto elas estavam quase no meu joelho.
– Ah graças a deus! Eu achei que você é que iria me deixar na mão hoje. – Eu joguei ela na cama e ela ficou de joelhos.
– Pode esquecer loira, eu já disse antes e vou dizer de novo. – Eu puxei seus cabelos da nuca colando nossas bocas. – Eu sempre tenho vontade de meter em você. – Lambi seus lábios e apertei seu seio. Ela gemeu ondulando o corpo contra o meu.
– Faz isso então. – Terminei de tirar minha calça e passei a mão por todo seu corpo, ela empurrou minha camisa toda arrebentada pelo meu ombro e depois me puxou colando nossos corpos bruscamente. – Com força. – Ela sussurrou antes deu morder seu lábio inferior.
Puxei o laço da sua camisola revelando sua pele sedosa me fazendo salivar.
A empurrei descendo minha mão pelo vão dos seus seios até seu sexo. Eu dei um sorriso safado e fiz o mesmo caminho, só que com a língua. Ela agarrou o lençol e choramingou quando eu beijei a parte interna das suas coxas.
– Espera! – Ela disse antes deu começar a fazer um oral. Olhei confuso pra ela.
– O que? – Ela se levantou e sentou perto da cabeceira.
– Tem uma coisa que eu quero tentar. – Ela mordeu a ponta do dedo e eu arqueei uma sobrancelha interessado. Da última vez que ela disse isso acabamos arrebentando a cama. Ela me chamou com o dedo e eu fui até ela.
Annie apoiou as mãos no meu peito e me fez deitar, e então passou suas pernas sobre a minha cabeça, ficando de costas pra mim.
Abri um amplo sorriso ao constatar o seu desejo.
– Quer um 69, loira? – Ela olhou pra mim por cima do ombro e assentiu mordendo os lábios. Eu ri e alisei sua barriga e sua bunda, escorregando meu dedo pela sua fenda molhada até seu ponto ainda virgem observando ela fechar os olhos e enfiar as unhas na minha coxa. – Oh deuses eu amo quando você faz isso. – Eu a lambi inteira, parando no seu clitóris e puxando ele com os lábios. Ela fechou os olhos e inclinou o corpo pra frente gemendo.
– Faço o que? – Ela disse com a voz arfante e chupou a cabeça do meu pau. Eu apertei sua bunda e a penetrei com a língua, ela gemeu e deslizou sua boca por toda a minha extensão. Eu grunhi e esfreguei seu clitóris com o polegar.
– Me olha com essa cara nada inocente sem medo de dizer o que você quer. – Lambi ela novamente e a penetrei com dois dedos enquanto chupava seu clitóris.
Ela rebolava na minha boca sem vergonha nenhuma e acariciava minhas bolas enquanto me chupava.
Esse é o melhor dia da minha vida.
Prendi seu clitóris com os lábios e ela me masturbou chupando a cabecinha. Eu não deixei ela gozar e a empurrei vendo a sua cara surpresa.
– Hoje você só goza aqui. – Subi sobre ela e a penetrei, ela gemeu alto e arranhou minhas costas. Eu grunhi e sai e entrei com força e rápido várias vezes. Seus olhos se reviraram e ela engasgou enquanto gemia meu nome.
Escondi meu rosto nos seus cabelos e aumentei a velocidade. Meus gemidos foram abafados no seu ombro enquanto ela me mordia o pescoço.
Eu não consegui me segurar e gozei. Alcancei seu clitóris e o esfreguei. Ela se contorceu em baixo de mim e gozou também.
Nós começamos a rir por motivo algum e eu levantei minha cabeça olhando pra ela, suas bochechas vermelhas e algumas gotinhas de suor brilhavam pelo seu rosto e no seu colo.
Ela levantou o rosto e me deu um selinho, e outro e outro me fazendo rir de novo.
– E ai, acho que a noite terminou como planejado em? – Deitei de lado e ela chegou mais perno entrelaçando nossas pernas enquanto mexia nos meus cabelos suados.
– Muito melhor Percy. É sempre muito melhor do que eu espero. – Eu sorri e beijei a ponta do seu nariz.
Ela colou sua testa na minha e olhou profundamente nos meus olhos, eu arrancava-lhe sorrisos apenas de correr os dedos pela sua coluna, ou de roçar minha barba por fazer no seu pescoço, o que me trazia uma calma tremenda mas também um medo de que se eu não conseguisse impedir aquele psicopata ruivo, ele faria isso acabar pra mim. Pra nós.
Mas não me permitir ficar triste, não agora quando estava com ela e quando seu rosto brilhava com o abrir de um sorriso, por mais que sejam por coisas insignificantes, pra mim cada vestígio de felicidade que vinha dela me fazia... respirar melhor. Ama-la cada vez mais.
E como tudo na vida, esse meu momento de profundos pensamentos foi interrompido por um barulho tremendo vindo do meu estomago.
Annabeth gargalhou e distribuiu beijos por todo meu rosto antes de se levantar.
– Vamos herói, acho que cansei você. Eu tenho que te alimentar bem pra você aguentar um segundo round. – Eu ri e me levantei observando ela sair pela porta. Nua. Linda.
Ela corou levemente e mordeu os lábios.
– Porque toda essa intensidade? – Eu ri e fui até ela.
– Porque tudo entre a gente é muito intenso, loira. – Eu peguei na sua mão e a girei, ela pareceu flutuar enquanto seus cabelos loiros giravam em volta dela e sua risada ecoava em meus ouvidos.
– Você tem razão. É muito intenso. – Ela entrelaçou nossos dedos e sorriu pra mim, me puxando escada abaixo.
...
Fale com o autor