Notas iniciais
Oi meninas, tudo bem?
Estou muuuuito feliz. Ganhei bastantes reviews nesse último capítulo. Obrigada mesmo! Às novas, às que voltaram e principalmente àquelas que sempre estiveram comigo! Vocês são demais.
Mas meu agradecimento especial do capítulo vai pra linda da Breh Targaryen que me deixou uma recomendação linda e maravilhosa *-* Obrigada meeeeeeesmo pelo carinho! E se você postar a fic que eu te inspirei a escrever, me maaaaanda que eu quero muito ler *-* Você é linda ♥ haha
Bom, espero que gostem desse capítulo, a partir de agora os capítulos ficarão mais... animados. Mykhaela surtada infernizando todos, aeee! haha Boa leitura.

O vestido de veludo cinza delineava o corpo de Mykhaela de forma elegante, enquanto ela conversava com Sor Rodrik na entrada do castelo. Ele balançava a cabeça afirmativamente, puxando as suíças, claramente incomodado com algo. Eddard corria em volta dos dois, Osha atrás dele, tentando segurar a criança que gritava pelo gato que perseguia. Robb coçou a barba e se aproximou dos dois, sendo seguido pelos dois guardas reais que o acompanhavam.

“Minha senhora, nós não precisamos disso” Rodrik pareceu mais incomodado ainda ao ver o rei se aproximar.

“Eu insisto, Sor” Mykhaela estendia na direção de Rodrik uma bolsa pequena de couro. “Eu pagarei por tudo”

“O que está acontecendo?” Robb quis saber e Mykhaela ao menos se importou em olhar para ele.

“Nada que deva se preocupar, Vossa Graça”

“Sor Rodrik?”

“Rei Robb, a Rainha Mykhaela exige que reformemos uma torre para seu uso pessoal”

“Pois bem” Robb disse a contragosto. “Qual o problema?”

“Ela não quer que eu use ouro do reino”

“Eu não dividirei minha cama com o rei, Sor Rodrik. E eu pagarei ouro Orleans pra isso. Não quero discussões. Sor Arthur Davies se certificará que tudo seja desse jeito, Sor. Mas confio no senhor” Mykhaela finalizou a conversa com uma breve reverência a Sor Rodrik e virou-se para sair. “Osha, traga Ned”

A aia correu atrás do pequeno para pegá-lo no colo enquanto Mykhaela já se afastava, mas Robb segurou a rainha pelo braço e a fez olhar pra ele.

“Não deve espalhar nossos problemas desse jeito”

“Espalhar?”

“Nossos problemas devem ser discutidos privadamente, Mykhaela. Não quero te ouvir dizendo às pessoas que se nega a dividir a cama comigo”

“Eu não me importo com o que você quer”

“Você não irá ao menos se esforçar pra me perdoar?”

“Você não se esforçou para me esperar, porque eu faria diferente? Meu vinho” Mykhaela estalou os dedos e olhou para uma criada no canto, que trouxe a ela um jarro de vinho e uma taça incrustrada de esmeraldas, onde colocou a bebida e serviu a rainha. Robb olhou contrariado para a esposa.

“Eu tenho que ir para uma reunião do conselho. Mas nossa conversa não acabou”

Mykhaela sorriu e terminou o conteúdo da taça, entregando-a para a criada. Osha, que tinha Ned nos braços, se afastava junto com ela, em direção à torre do rei. Robb olhou Mykhaela com dúvida quando ela entrelaçou o braço dela no seu.

“Participarei do conselho hoje. E, como disse, nossos problemas são privados”

A voz fria de Mykhaela, de uma forma estranha, acalentou o coração de Robb. Pela primeira vez em tanto tempo ele podia tocá-la. Não era nada parecido como ele havia desejado, mas por enquanto era o bastante. Caminharam lado a lado até a sala de audiências, onde o pequeno conselho de Robb já estava reunido. Uma pequena parte de Mykhaela queria apagar a traição de Robb e apenas abraçá-lo. Mas não podia. Agora não era a sonhadora rainha. Ela havia morrido há muito tempo. E para a morte não havia remédio, ela aprendeu da maneira mais difícil.

“Vossa Graça” Os lords disseram reverenciando ambos enquanto Robb puxava uma cadeira para Mykhaela sentar e posicionava-se na ponta da mesa.

“É uma honra tê-la de volta em Winterfell, minha rainha. A que devemos a visita ao conselho?” Meistre Luwin disse por trás da voz cansada.

“Tenho alguns assuntos a tratar, meistre. Quando retornei a Westeros parei em Pyke, onde entreguei os restos de Theon a sua irmã. Discuti também alguns termos com ela. Estão especificados aqui e espero que o conselho discuta e envie um intendente a Pyke para Asha Greyjoy assinar este documento” Mykhaela estendeu na mesa um pergaminho com os termos que havia proposto a Asha. Robb passou os olhos pelas palavras, mas nada disse.

“Nós vamos estudar estes termos, Vossa Graça” Lord Umber falou coçando a barba.

“Muito bem. Meu irmão enviou comigo alguns de seus homens e sessenta navios. Trinta navios de guerra foram doados para o Norte a fim de proteger a costa. Meu irmão quer garantir que não haja mais invasões ao reino que possam me colocar em risco”

“Agradecemos seu irmão, mas não precisamos de doações” Umber disse com o olhar superior.

“Ah não?” Mykhaela sorriu sem humor, levantando-se e caminhando de forma graciosa ao redor da mesa. “Você sabe, meu lorde, meu pai não ficou nada contente em me receber de volta a Iberia no estado em que cheguei. Meu irmão ficou menos contente ainda. Foi uma ofensa para eles que o Norte devolveu a princesa de Iberia como prisioneira. Meu irmão está doando navios de guerra e vocês deveriam agradecer. Ele e meu pai estavam ofendidos o bastante para trazer todos os seus navios até aqui e explodirem o Norte com um estalar de dedos.” A Rainha apoiou as palmas na mesa e encarou Lord Umber. “Seus homens não foram capazes de proteger seu reino, sua rainha, seu rei. Eu sugiro que aceite os navios e agradeça. Phillip não gostaria de saber que seu presente foi recebido dessa forma”

Lord Umber tinha as sobrancelhas juntas numa expressão enraivecida e desviou os olhos para buscar apoio de Robb. O rei apenas encarava a cena com olhos frios e os lábios crispados. Não gostava da atitude de Mykhaela, mas também sabia que guardar a costa era uma necessidade do reino.

“Aonde quer chegar com isso, minha senhora?” Robb disse por fim, repousando os olhos em Mykhaela.

“Vocês encontrarão em meus termos a Asha Greyjoy que exigi metade de seus navios de guerra como pagamento ao reino. Podemos usar essa quantidade pequena para começar a guardar a costa leste e depois ampliar o poder naval para o oeste”

“São soluções necessárias, Vossa Graça. O conselho discutirá a viabilidade” Meistre Luwin falou tentando acalmar os ânimos da reunião, mas Lord Umber não estava nada contente com o modo intimidador com que Mykhaela falara com ele.

“É só isso, minha rainha? O conselho tem outros assuntos para tratar, não podemos ficar brincando de governar com a senhora”

Robb passou os olhos para Mykhaela e observou a expressão dela mudar de gentil – como olhava para Meistre Luwin – para hostil quando suas íris esverdeadas caíram sobre Lord Umber. Lord Glover deu um cutucão em Lord Umber, mas ele pareceu não se importar.

“Brincar de governar?” Mykhaela riu. “Acha o que, meu lorde, que eu sou apenas uma lady que acabou por se casar com um rei? Eu nasci uma princesa, eu fui educada desde os meus primeiros anos para governar. Eu nasci para ser uma rainha, eu não virei uma rainha. Eu sei muito bem como reinar, Lord Umber. As regras são as mesmas, aqui ou no leste. Sugiro que da próxima vez que se dirigir a mim não se esqueça que é apenas um conselheiro do rei e eu sou sua rainha”

Lord Umber fez menção de falar, mas acabou por silenciar-se ao ver o olhar de desaprovação de Robb. O rei estava irritado com a discussão toda. Sabia a opinião de Lord Umber para com Mykhaela, sabia que ele desconfiava dela por ter partido com Greyjoy. Mas também sabia que Mykhaela não era mais a doce mulher com quem se casou. Não queria tomar lados naquela briga.

“Você tem mais algum ponto a colocar, minha rainha?” Robb disse encarando o tampo da mesa, irritado.

“Alguém precisará cuidar da guarda do mar. Eu sugiro que essa tarefa seja passada a um Davies” Robb separou os lábios para interrompê-la, mas Mykhaela continuou antes que ele pudesse falar. “Mas acho melhor discutirmos isso depois”

Com uma reverência Mykhaela retirou-se da sala sob o olhar cauteloso de Robb. O rei passou a mão no rosto, suspirando cansado. Eram tantos problemas para ele resolver, tantas situações para ele discutir, tantas decisões para ele tomar. Como esperavam que ele cuidasse de um reino todo quando não conseguia ao menos organizar sua vida particular?

-x-

As três lareiras da sala estavam acesas, mantendo o cômodo quente e confortável. Nos tapetes de pele no chão estavam sentadas as crianças. Eddard brincava com uma pequena tropa de cavalinhos de madeira enquanto Bryan os derrubava sempre da formação. Ned pacientemente organizava tudo de novo e falava para o irmão não mexer, mas Bryan não entendia e derrubava tudo, rindo em seguida. Marissa estava deitada com a barriga no tapete, balançando as perninhas levantadas enquanto brincava com as orelhas de Vento Cinzento. Encostada em uma das poltronas estava Mykhaela, as pernas cruzadas, um livro em uma das mãos e uma taça de vinho na outra. Bran reclamava, sentado no sofá, enquanto Alyssa desembaraçava seus fios lisos com os dedos finos. Quando Robb entrou na sala comum, Vento Cinzento levantou a cabeça e Marissa agarrou os pelos dele, fazendo o lobo soltar um choramingo de dor. Era incrível como as três crianças eram cuidadosamente vigiadas pelo lobo de Robb, por vezes até tendo ciúmes de Mykhaela quando ela chegava perto deles. O ruivo sorriu, andando até a pequena filha e a levantando no ar.

“Como você está, minha princesinha?”

Mykhaela desviou os olhos do livro ao ver Marissa gargalhar gostosamente para os beijos que o pai depositava em sua barriguinha redonda. Sorriu, mesmo que pequeno. Era como ela sonhara todo o tempo que ficou afastada. Como ela desejou durante todo seu percurso de volta. Quando deu por si, Robb a olhava, fazendo com que Mykhaela desviasse os olhos para o livro novamente. Não importava o que havia sonhado. Robb não sonhara com o mesmo. Suspirou e colocou o marcador de páginas no livro, deixando-o de lado e levantando-se. Ela andou até a mesa onde o jarro de vinho a esperava. Robb deixou a filha no chão e depositou um beijo na testa de cada filho, andando até a esposa. Parou o braço de Mykhaela enquanto ela levava a taça para a boca.

“Seria bom te ver sóbria para variar”

“Não me toca”

“É isso que você quer pros nossos filhos? Que eles cresçam nesse ambiente? Os pais se odiando, a mãe bêbada o dia todo?”

“Você deveria ter pensando isso enquanto-“

“Estava com Talisa? Talvez. Mas sabe o que eu estava pensando realmente? Que eu havia perdido minha esposa, a mulher que eu amo. Que você nunca mais voltaria pra mim. Era isso que eu estava pensando, Mykhaela”

“Pois eu duvido” O tom de voz de Mykhaela subiu, fazendo com que Bran e Alyssa parassem para prestar atenção, apreensivos. “Acho que você estava contente por ter se livrado de mim pra poder finalmente ser feliz com sua amada Talisa”

“Se você parasse de me acusar e escutasse o que eu estou te falando desde que voltou não precisaria encher a cabeça de vinho” Robb forçou o braço dela novamente, tentando tirar a taça.

“Qual parte de eu não me importo com as suas desculpas você não ouviu?”

O casal gritava enquanto Eddard começava a chorar. Os irmãos, assustados também com a gritaria o acompanharam no choro agudo. Mas Robb e Mykhaela estavam surdos e cegos, concentrados em atacar um ao outro.

“Larga essa taça, Mykhaela”

“Você não manda em mim, Robb” Ela usou a outra mão para segurar o braço dele e Robb puxou com mais força, fazendo a taça cair no chão e derramar no piso de pedra o líquido avermelhado. O choro das crianças ficou mais alto e assustado e quando tiraram os olhos do chão, encontraram na porta Jon Snow.

“Olha como vocês deixaram as crianças” Jon balançou a cabeça negativamente, andando até o filho e os sobrinhos, abaixando-se no chão e tentando acalmá-los. Mykhaela passou a mão trêmula pelo rosto, os olhos cheios de lágrimas. Alyssa levantou-se e foi ajudar Jon a acalmar os sobrinhos.

“Me desculpa, meus amores” Mykhaela falou com a voz embargada, andando até os pequenos, mas eles não quiseram o colo dela.

“É melhor vocês saírem” Jon disse friamente, Eddard enroscado no pescoço dele e Marissa agarrando o pelo de sua capa com força entre os dedinhos pequenos.

O casal deixou a sala comum e Mykhaela limpou as lágrimas que insistiam em sair de seus olhos. Encostou-se numa parede de pedra e Robb parou na sua frente, apoiando as mãos espalmadas na parede, uma de cada lado do corpo de Mykhaela. Encarou o rosto dela até que as íris esverdeadas encontraram as suas azuis.

“Nós não podemos agir assim na frente dos nossos filhos”

“Será que você não entende?” Mykhaela agarrou com ambas as mãos a capa de Robb. “Eu não consigo olhar pra você e não sentir a necessidade de te machucar”

“Você tem que arranjar uma forma de esquecer isso, Mykha” Robb segurou as mãos dela, tentando ser compreensivo. “Pelos nossos filhos”

“Você não entende”

“É claro que eu entendo. Jon se sentiu culpado o bastante para me contar o que aconteceu entre vocês naquele bordel em Vila da Toupeira” A voz de Robb mudou com a raiva, seus olhos não eram mais gentis, sua expressão tinha um traço selvagem.

“Enquanto você sofria, eu te apunhalei pelas costas” Mykhaela abaixou o olhar. Ela sabia disso o tempo todo, mas era diferente. Não era? É claro que não era, mas ela queria que fosse. Ela queria culpar Robb por um erro que ela mesma havia cometido no passado. Ela pode ter esquecido com o tempo, mas os deuses não.

“Dói, não é?”

“Foi isso? Uma vingança?”

“Não, porque eu sou idiota o bastante pra continuar te amando mesmo assim” Robb segurou forte as mãos dela, aproximando os dois. “Talisa me confortou quando todo mundo me achava fraco por não ir atrás de você”

“Então foi minha culpa?”

“Não! Mykhaela, mas que droga, será que você não entende? Não tem justificativa, não tem culpado. Eu me deitei com ela, você se deitou com Jon. E é isso. Ficar procurando um motivo é só mexer ainda mais na ferida. Será que é tão difícil pra você apenas deixar cicatrizar?”

“Você teria se casado com ela? Se eu não tivesse voltado, você teria se casado com ela?”

Robb ficou em silêncio, sem achar uma resposta, apenas olhando pra ela. Não que ele não soubesse. Ele só não queria verbalizar aquilo. Tudo o que Robb queria era sua vida de antes. Voltar para o primeiro dia do nome de Eddard, quando ele tinha uma esposa amorosa, um filho nos braços e os gêmeos a caminho. Quando tudo, de alguma forma, parecia certo, parecia ter sentido. Tudo o que ele tinha agora era uma pilha de sofrimentos que ele não conseguia dar fim.

“Você não me ama”

“Você ama Jon”

“Você tem coragem de dizer isso pra mim? Depois de tudo o que eu fiz pra salvar você?”

“Eu nunca vou ser melhor do que ele, não é?”

“Você nunca precisou, Robb. Que parte disso você ainda não entendeu? Eu amei você. Amei como nunca achei que amaria mais alguém, eu amei sim. E no que isso nos levou?”

Robb continuou encarando Mykhaela sem dizer nada. Era confuso, ele olhava para aquela nova mulher e sentia ódio, sentia raiva, mas ao mesmo tempo sentia vontade de amá-la, de estar em paz com ela.

“Você quer que eu vá embora? Phillip nunca me negaria um lugar junto a ele, eu vou embora, Robb. Eu desapareço e será como se eu nunca tivesse existido. E você pode ficar com ela e criar o seu filho com ela”

O rei balançou a cabeça negativamente, os olhos irritados, não acreditando no que ouvia. Ela achava mesmo que ele a deixaria partir com as crianças, que adiantava alguma coisa ela ir embora e ele fingir que ela nunca tivesse existido? Por que era tão difícil para Mykhaela entender que ela fazia sim diferença na vida dele, que ele esperou por ela todos os dias?

“Para de falar, Mykhaela. Você está cada vez mais fazendo menos sentido. Eu acabei de ganhar meus filhos de volta, acha que os despacharia para o leste? Você é minha rainha, eu escolhi você. E será assim pra sempre”

Ela fechou os olhos e sentiu uma vertigem que lembrou o mar. Parecia que em sua frente ele estava vivo de novo, o riso fácil, as mãos grosseiras passando pelo corpo dela. Um desespero tomou conta de seu peito, como se ela estivesse novamente prisioneira de Theon, com ele a dominando, sem saída, sem escapatória. O soluço subiu por sua garganta antes mesmo que ela pudesse contê-lo e quando abriu os olhos, Robb a olhava com dúvida e receio.

“O que foi?”

Mykhaela parou, decidindo-se se dividia com Robb suas aflições. É claro que ele sabia que Greyjoy a violentou de muitas formas, mas ele não sabia realmente como foi. Ele apenas tinha uma vaga ideia. Ela sentiu que precisava falar sobre aquilo com alguém, mas então pensou que não deveria ser com Robb. Como ele reagiria ouvindo aquilo? O que ele pensaria dela? Ela mesma não suportava a fraqueza que representava todos aqueles momentos. Robb sentiria nojo dela, tanto quanto ela sentia nojo de si mesma. Resolveu que seria melhor continuar guardando tudo para si.

“Eu preciso ficar sozinha, Robb”

E com passos pesados ela rumou para a torre do rei, deixando Robb confuso, triste e perdido. Tudo o que ele queria era acordar daquele pesadelo.

Notas finais
Esse capítulo foi meio que plantar uma semente pra perturbações futuras hahahaha. Mas no final teve uma açãozinha com a discussão da Mykha e do Robb né?
E aí, opiniões? Ainda acham o Robb filho da puta, mesmo ele tendo trazido a tona a traição de Mykhaela também? Quero saber tudo de vocês! haha
Beijos e até o próximo capítulo.