Theres No Winter Without Summer

33 Capítulo Trinta e Dois


Notas iniciais
Oi gente!
Muitos acontecimentos nesse capítulo. Sem enrolação, direto pra ele. Boa leitura.

A Rainha do Gelo. Era assim que chamavam Mykhaela desde que voltara. A antiga doçura da rainha ficou apenas no imaginário da corte, principalmente após receber a notícia de que Robb convocara os lordes para a guerra. Ela não se importava, achava que se encaixava bem com sua figura. Era, afinal, a rainha do Norte, do gelo, do frio. Esperava que o fogo dos dragões não derretessem seu reinado, sua família e sua casa. Mas era um medo que ela guardava para si.

Com a cidade abarrotada de pessoas e a Vila de Inverno a ponto de estourar de tanta gente, os dias da rainha tornaram-se cada vez mais ocupados. Robb dava um banquete em homenagem a um lorde a cada noite e Mykhaela tinha que estar ao lado dele em todos eles. Naquela noite Lord Karstark sentava-se ao lado de Robb no estrado do rei enquanto seus homens comiam, dançavam e apalpavam criadas que enchiam seus cornos de cerveja. Mykhaela usava um vestido de pele e veludo branco, a coroa de cristal – sua coroa de gelo – adornava a cabeça e ela remexia no prato aquilo que Robb mandava para ela, sem realmente sentir vontade de comer. O marido estava distraído com a conversa de guerra que tinha com Lord Karstark e Lord Umber e aquele assunto não era de seu interesse. Sansa estava na cidade também, com seu marido, Harrion Karstark, com quem ela se casou antes do retorno de Mykhaela. Estava lindamente grávida em um vestido azul profundo que combinava com seus olhos enquanto ria e falava sobre Karhold com algumas meninas mais novas. Algumas senhoras importantes tagarelavam logo abaixo da mesa de Mykhaela, tentando ter a atenção da rainha, mas falhando a cada tentativa. Mykhaela tinha muito mais do que vestidos e joias para se preocupar.

“Vossa Graça” Um cantor aproximou-se da mesa do rei e fez uma reverência, enquanto um dos guardas de Robb se preparava para afastá-lo. Robb não estava prestando atenção nisso, então Mykhaela levantou a mão e disse para o guarda deixar o homem falar. “Obrigado, Vossa Graça. Escrevi uma canção sobre a senhora, sobre sua coragem. Terei a honra de cantá-la para a senhora minha rainha?”

Mykhaela achou engraçado o modo afetado dele e sua curiosidade falou mais alto. É claro que temia a letra daquela música, ela sabia muito bem o que falavam por suas costas. Rainha de Sal era quase tão famoso quanto Rainha de Gelo; alguns ainda duvidavam da lealdade dela e a declaravam como a puta de sal de Theon.

“Vá em frente” Mykhaela o encorajou e as senhoras viraram-se para prestar atenção. Até Robb parecia desprender-se da conversa de guerra para ouvir a tal canção. Na maioria delas, as mulheres eram indefesas, salvadas por bravos cavaleiros e príncipes. A canção chamava-se Rainha de Gelo e falava sobre a coragem de Mykhaela ao enfrentar Theon Greyjoy para salvar o reino, para salvar as crianças nortenhas, para salvar os pequenos príncipes e a doce princesa. Seus olhos de verde profundo é o mar noturno. Calor do oeste, amor de mãe, Rainha do Norte, Rainha do Gelo. Falava também da bravura de Robb por amar o reino e os nortenhos e não os abandonar. Era, obviamente, um mar de elogios vazios e exagerados. Mas agradou Mykhaela e ela aplaudiu e sorriu ao final da canção.

“É uma bela canção” Robb disse sem sorrir, mas seus olhos mostravam algum tipo de divertimento. “Anya, sirva ao nosso bom cantor nosso melhor veado e nosso melhor vinho”

A criada atendeu ao rei prontamente e pegou uma bandeja para levar à mesa que o cantor sentou-se. Robb já havia se distraído novamente e Mykhaela levantou-se. Estava cansada de ficar sentada e tinha esperanças de que, talvez, em algum lugar daquele cômodo não se falasse em guerra ou Stannis Baratheon. Algumas senhoras perguntaram se Mykhaela gostaria de companhia, mas a rainha disse que elas deveriam ficar e apreciar as sobremesas que estavam por vir. Em todo lugar que passava alguém a reverenciava e ela respondia com um sorriso no canto dos lábios aqui ou um meu lorde ali. Não era exatamente fácil para ela se misturar no meio daquelas pessoas, com a coroa e o vestido e as joias; mas por um momento desejou poder sentar em uma daquelas mesas de soldados e apenas fingir que não era ninguém importante. Deu uma olhadela no estrado do rei e viu Robb a observar enquanto falava qualquer coisa para Meistre Luwin. Sentiu os olhos arderem e algumas lágrimas começarem a brotar de seus olhos, e como estava perto da porta dos fundos, resolveu sair. Quando a madeira fechou-se atrás dela e o som abafado da música e das risadas afastou-se por trás de suas costas, Mykhaela sentiu-se aliviada o bastante para chorar. Robb não a ouvia. E ela sabia que isso custaria a vida dele. Estava melancólica também, já que seu sangue de lua estava próximo de vir. Não ficou dois minutos sozinha até que Sor Almond da guarda real surgiu da direção do grande salão.

“Vossa Graça, Rei Robb me pediu para escoltá-la de volta a seus aposentos”

“Eu consigo achar meu caminho” Ela respondeu de forma doce e o cavaleiro juntou as sobrancelhas ao ver as lágrimas descendo o rosto da rainha.

“Há muita gente em Winterfell esses dias, não é seguro para a senhora andar sozinha”

“Minha rainha! Minha rainha!”

“O que foi?” Mykhaela virou-se na direção da aia que corria até ela com a voz ofegante.

“É Lady Talisa. O bebe dela vai nascer”

“Ela está em sua câmara?”

“Sim. Eu devo avisar o rei?”

Mykhaela tomou alguns segundos para pensar. Era egoísta da parte dela? Sim. Mas permitiu-se aquele pequeno egoísmo. Ela não era e nem tinha a pretensão de ser uma santa. Tinha sim seus pecados e não enganava-se quanto a eles.

“Não. O rei está ocupado”

As escadas da torre de Mykhaela foram subidas em silêncio completo, a não ser pelo ocasional grito de dor que ecoava baixinho da câmara de Talisa. Sor Almond caminhava ao lado de Mykhaela com a mão no botão da espada e o rosto pálido. Quando pararam na porta do quarto, a face do cavaleiro parecia mais branca que a neve.

“Está bem, Sor?”

“Sim. Eu só não gosto de sangue. Ou pensar em sangue”

“Tudo bem, Sor Almond, pode ir”

Mykhaela entrou no quarto e Talisa a lançou um olhar de medo. Sua testa brilhava de suor e Meistre Vyman, um aprendiz recém chegado da Cidadela, organizava lençóis limpos perto da cama dela.

“Vossa Graça. Por favor, eu preciso de Meistre Luwin aqui”

“Meistre Luwin está em conselho. Tenho certeza de que conseguirá fazer tudo”

Vyman aproximou-se de Mykhaela e a puxou para a janela, os olhos desesperados mostravam que havia se esquecido das cortesias.

“Eu nunca coloquei uma criança no mundo”

“Bem, aí está uma primeira vez ilustre. É o filho do rei”

“Eu falo sério, senhora Mykhaela”

“Eu coloquei três crianças no mundo, meistre, e isso deve bastar. Metade dessas mulheres aqui também são mães. Acho que todos daremos conta” Mykhaela olhou de forma dura ao meistre, mostrando que finalizava a conversa ali. Chamar Meistre Luwin significava que Robb saberia também e ela não queria Robb ali. Não queria que ele segurasse a mão dela quando ele nunca segurou a mão de Mykhaela em nenhum de seus partos. Não era justo que Talisa tivesse aquilo e ela não. Sabia que era errado, mas era humana, era falha. E Robb era seu marido, não de Talisa.

-x-

Mykhaela enchia mais uma vez sua taça de vinho condimentado, bebericando o conteúdo quente enquanto observava no canto do quarto Robb segurando o filho recém nascido nos braços. Era uma criança relativamente pequena, de cabelos ruivos como o pai e olhos escuros como os da mãe. Ele embalava a criança, que dormia, movendo o corpo de um lado para o outro, enquanto Talisa descansava num sono profundo após o cansativo parto. Três pares de velas iluminavam o quarto, quente pela lareira. Algumas criadas ainda retiravam os lençóis sujos de sangue enquanto outras carregavam as bacias com os restos do parto para fora do quarto. Lady Catelyn surgiu na porta do cômodo com uma expressão nada amigável, o maxilar tensionado e visivelmente desconfortável. Ela andou até Robb e olhou por cima do ombro do filho o pequeno neto em seu colo. Mykhaela viu Robb fazer menção de entregá-la a criança, mas Catelyn se negou a segurar o bastardo de Winterfell em seus braços, caminhando para junto de Mykhaela.

“Aceita vinho condimentado?”

“Sim, um pouco” Catelyn disse baixo, olhando em volta. “Essa sua torre é muito gelada”

“A senhora está acostumada com o calor de seus aposentos, é só isso” Mykhaela sorriu pequeno, entregando a ela uma taça cheia do vinho aquecido.

“Como você consegue?” Catelyn bebericou o vinho e sua voz ficou mais baixa.

“O que?” Mykhaela viu o bebê se mexer no colo de Robb e apontou a porta de saída, onde Catelyn a seguiu para fora. Subiram dois lances de escada e chegaram no andar dos aposentos de Mykhaela, que a recebeu numa pequena sala de leitura. As duas se sentaram nas poltronas aconchegantes e a lareira ardia um pouco de fogo, que Mykhaela alimentou ela mesma quando chegaram ao aposento. “O que dizia, Lady Catelyn?”

“Como consegue ficar na presença dela? Ver Robb segurar o filho dela?”

“Não me agrada, se é isso que pergunta. Mas o que posso fazer?”

“Coloca esta mulher sem honra sob o quarto de seus filhos”

“Ela precisava de conforto para o final da gravidez”

“Ela precisava ter segurado as saias”

“Por favor, Lady Catelyn. Robb também não segurou os calções” Mykhaela rolou os olhos com desprezo e viu a expressão nada contente da sogra. Para Catelyn, Robb sempre seria seu garotinho Stark primogênito.

“Você é mulher, Mykhaela. Bem sabe que quando quer, dobra um homem facilmente”

“Isso não importa mais. Está feito e eles têm uma criança agora”

“O que você fará com os dois?”

“O que quer dizer?”

“Pretende criar a pequena aberração entre seus filhos?”

“Aberração? A criança tem nome, minha senhora. Cedrik Snow. Seu neto”

“Não há meu sangue naquela criança” Catelyn disse de forma grosseira, os olhos ganhando uma fúria que Mykhaela nunca vira e aquilo a irritou.

“Pais traidores fazem filhos traidores”

Assim que as palavras deixaram a boca da rainha ela se arrependeu. Viu nos olhos de Catelyn o quanto aquela traição de Ned Stark a machucava. Mykhaela nunca conheceu o sogro, mas sempre ouvira histórias sobre sua honra, honra que o matou. E mesmo assim ele a deixou de lado por uma mulher e gerou Jon. Aquilo consumiria Catelyn até o fim de suas vidas. Ela desgostava dele um pouco menos quando trouxe Arya de volta, mas ainda era a prova viva de que ela algum dia não fora o bastante.

“Eu sinto muito, Lady Catelyn” Ela respondeu em seguida, as bochechas coradas. “Mas você há de concordar comigo que não é culpa da criança. O pequeno não convenceu Robb a deitar-se com Talisa. Foi Robb que fez isso e Talisa também. A criança nada tem a ver com isso”

“Então você vai cria-lo mesmo com seus filhos? Com os legítimos Stark?”

Nem todos são legítimos. Seu adorado neto com o nome de seu marido é tão Snow quanto o pequeno Cedrik. Mykhaela, obviamente, não podia verbalizar os pensamentos. Mas um bastardo não tinha nada diferente, prova disso que um Snow se passava por Stark facilmente há quase três anos.

“Sim. Como Jon foi irmão de Robb, Cedrik será irmão de Eddard”

“Eu não entendo, Mykhaela”

“Eu não entendo a senhora, Lady Catelyn. Por que odeia tanto os bastardos?”

“Eles são a prova da desonra”

“É por isso que tenta tão ferozmente afastar Alyssa de Bran?”

A acusação fez Catelyn mover-se de forma desconfortável na poltrona. Não gostava mesmo da proximidade de Bran com a irmã bastarda de Mykhaela. No começo achou que era paixonite de criança, que era algo passageiro. Mas os anos se passaram e Bran era um homem feito agora, e eles estavam sempre juntos. Catelyn já perdeu a conta de quantas vezes entrou no quarto de Bran e viu Alyssa deitada em seu colo enquanto a boca de seu filhinho devorava com avidez os lábios da iberiana.

“Você tem que me entender nisso, Mykhaela. Bran é um príncipe”

“Ela não é boa o bastante para ele, não é? Ela é suja, fruto de traição” Mykhaela estreitou os olhos em desaprovação e Catelyn crispou os lábios. “Ela é bastarda e ainda por cima foi deflorada. A senhora acha que Alyssa pediu para nascer bastarda? Acha que ela escolheu isso? Acha que é culpa dela que meu pai se deitou com uma criada? Acha que ela pediu para ser abusada, Lady Catelyn? Acha que implorou para aquele homem tomar sua honra de menina antes mesmo de ter seu sangue?”

Catelyn engoliu a saliva em silêncio, incomodada. Não tinha como responder aquelas perguntas. Era claro que a garota não tinha culpa. E ela era sim educada, fina e bondosa como uma princesa deveria ser; na maioria das vezes mais graciosa que a própria irmã. Mas Mykhaela era a princesa e não Alyssa. As coisas simplesmente eram assim.

“Os de nascimento nobre nem sempre podem seguir seu coração, Mykhaela”

“Eu sei. Você sabe. Robb sabe. Mas olhe desse modo, Catelyn. Robb é o herdeiro de Winterfell, é o rei. Ele teve que se casar com a garota Frey sem realmente querer e depois comigo. Se pudesse escolher, Robb estaria casado com Talisa. Eu sei disso e a senhora também. Não tem que ser assim para Bran. Ele não tem essas obrigações, então deixe que ele escolha quem amar”

“É claro que ele tem essas obrigações. É um Stark de Winterfell. E Robb ama você, Mykhaela. Pode pensar que não, mas ele a ama bastante”

“Um amor que nasceu com o tempo, não no dia que nos conhecemos. Essas obrigações são agora de Bryan, não mais de Bran. Bryan é o herdeiro de Winterfell”

“Você fala de escolhas de amor com convicção”

“A senhora acha mesmo que Robb foi o único homem que amei? Lady Catelyn, por favor, sejamos honestas aqui. Se eu tivesse que escolher, Robb não seria minha primeira opção. Se eu pudesse ter escolhido nunca teria chegado a Winterfell e conhecido Robb para começo de conversa. Mas as coisas foram assim para mim e para ele. Deixe que seus outros filhos sejam felizes”

“Se me permite perguntar, minha rainha, quem era esse homem?”

Mykhaela sorriu, levando seus olhos para a taça de vinho. “Um bastardo, Lady Catelyn. Um bastardo”

“Seu pai não deixou que se casasse com ele, eu suponho”

“Meu pai nunca soube que o amei. Eu ao menos tive tempo para lutar por ele”

“O que aconteceu?”

“Dever. O dever falou mais alto e eu viajei para longe e conheci Robb. O resto a senhora já conhece”

“Você voltou a vê-lo? Ainda o ama?”

“Não. Ele ainda tem um lugar no meu coração, é claro. Mas esse tipo de amor dediquei a seu filho, Lady Catelyn”

“Não vê? Casamentos arranjados podem trazer amor, Mykhaela”

“Eles também trazem bastardos. Se Robb tivesse se casado com Talisa ele nunca olharia para outra mulher”

“Se Robb tivesse se casado com Talisa ele nunca teria ganhado a guerra”

“Talvez. Ou a senhora estaria agora conversando com uma rainha diferente com um sotaque diferente”

“E você estaria casada com um bastardo”

Mykhaela sorriu. “Não. Não nesta vida. Nós não fomos feitos para ficarmos juntos”

Quando deitou-se em seus aposentos para dormir, a conversa sobre o seu amor antigo fez Mykhaela ter sonhos agitados de neve e verão. Sonhou com Jon, seus cabelos molhados de água salgada, o sol batendo em sua pele. Os olhos nevoados sorriam e as mãos estavam sujas de areia. Os braços embalavam Mykhaela numa canção muda que só os dois conheciam. Ao longe ela ouvia a risada de Eddard e os sons da floresta, lá em cima, que se erguia para além das muralhas do castelo de Lumiar. Ela podia sentir novamente as mãos ásperas de quem usa a espada, a barba por fazer pinicava seu rosto e os lábios gentis a beijavam com a calma de sempre. Nos pés as ondas do mar de água quente iam e vinham, revelando pequenas conchas que se afundavam assim que a água voltava na direção do horizonte. De alguma forma a neve caía no mar e derretia-se ao entrar em contato com o quente. Era bonito e estranho ao mesmo tempo. Ouviu a voz rouca em seu ouvido. Mykhaela. Mykhaela Snow. Snow. Mykhaela. Mykhaela Snow. Minha Mykha.

Os olhos abriram-se novamente e ela encontrou os olhos azuis de Robb. Ainda estava escuro e o quarto era apenas pobremente iluminado pelo que restou do fogo de sua lareira. Mykhaela tirou os cabelos dos olhos e apertou-os para tentar enxergar melhor. Ainda estava sonhando?

“Robb?”

“Desculpe te acordar” Robb beijou a testa dela e a deitou novamente quando Mykhaela fez menção de se sentar.

“Aconteceu alguma coisa?”

“Não, só estava te olhando” Ele sorriu, passando os dedos pelos cabelos dela. “Você foi” Robb parou por um momento, suspirando e procurando as palavras. “Você foi incrível, Mykha. Por ter ajudado Talisa, por ter ajudado a colocar Cedrik no mundo”

De repente a felicidade do sonho sumiu. Não estava em Lumiar com Jon, estava em Winterfell com Robb. E Talisa.

“Não foi nada, Robb”

“Eu sei o quanto isso é difícil pra você”

“Eu não tive escolha. Tive que aceitar essa criança. Você sabe como eu não resisto a um bastardo Stark” Ela disse com certa acidez, sem saber realmente porque estava agindo daquele jeito. Ela tentava fazer a coisa certa, mas ainda doía. Ainda doía muito. E vê-lo segurando o filho recém nascido quando ele não pode fazer o mesmo com Bryan e Marissa a deixava com uma raiva cega e impensada. Mas Robb não se irritou como ela esperava. Ele apenas segurou o rosto dela entre as mãos e beijou seus lábios.

“Eu posso dormir aqui?”

“O rei pode dormir onde quiser”

“Eu estou perguntando a você”

Mykhaela suspirou, dando-se por vencida. Agarrou os dedos nos cachos ruivos de Robb e beijou seus lábios de forma receptiva. Robb deitou o corpo por cima do dela e passou as mãos pela cintura da esposa, subindo às vezes, timidamente, até os seios. Quando sentiu a respiração dela acelerada e os beijos mais ávidos, apertou sem cerimônias os seios de Mykhaela, como gostava de fazer, e levou os lábios para o pescoço dela. Uma das mãos desceu para as saias dela e sumiu entre as pernas da rainha. Ela não usava roupas de baixo e Robb passou os dedos livremente pela umidade quente. Ela finalmente o queria? Mykhaela espalmou a mão no peito do marido e separou os lábios dos dele. Sua respiração falhava e seu corpo gritava por Robb. Mas ela tinha medo. Ela ainda tinha medo e ela ainda via Theon quando fechava os olhos.

“Robb. Robb, eu sinto muito, mas estou cansada”

A decepção de Robb era palpável, mas ele fez seu melhor para ser um bom homem e caiu com o corpo ao lado dela, fechando os olhos e suspirando pausadamente.

“Tudo bem, Mykha. Não tem problema”

Ele disse por fim e puxou as peles para cobrir-se. Mykhaela se sentiu mal o bastante para escorregar a mão até os calções de Robb e dar a ele pelo menos um pequeno agrado. Ele suspirou baixo e gemeu qualquer aprovação enquanto ela o estimulava até atingir o ápice. Dormiram abraçados, pela primeira vez em muito tempo. Do lado de fora a tempestade de neve abrandou-se um pouco.

Notas finais
Eu tinha escrito uma nota final gigante como sempre faço, mas aí o nyah caiu, perdi tudo e to gripada e com preguiça de reescrever hahaha. Mas espero os reviews gatos de vocês!
beijos.