Theres No Winter Without Summer
23 Capítulo Vinte e Dois
Notas iniciais
Troquei de capa em homenagem a situação atual da fanfic. Tá be ruinzinha, mas é o que meus poucos dotes com photoshop me permitem fazer.
Espero que gostem. Boa leitura.
Após um mês de viagem o clima já começava a mudar e Mykhaela agradecia. O sol brilhava alto no céu e apenas algumas nuvens o encobria. Os cotovelos doíam enquanto estavam apoiados na madeira da proa e Mykhaela encarava as águas verdes. O mar estava calmo e o vento ajudava na velocidade. Seria uma visão bonita para se compartilhar com Eddard e com Robb. Ambos nunca haviam estado em alto mar. Queria poder ensiná-los a pescar e a içar velas e ler nas estrelas a posição em que estavam. E quando Eddard fosse grande o bastante, o ensinaria a nadar e a evitar as ondas. Mas aquela realidade se encontrava tão distante dela que doía muito pensar. Ainda se perguntava se Robb estava mesmo bem, se Asha cumprira sua parte do acordo. Não importava. Quando chegasse em Iberia, tudo seria feito do mesmo jeito. Naquele momento Robb seria apenas uma lembrança dolorida do passado.
"Você tem que segurá-lo"
"Calma, Mykhaela. Ele consegue"
"Não, Robb, ele não sabe ainda"
Robb sorriu, ignorando-a. Eddard segurava-lhe firmemente os indicadores enquanto tropeçava seus primeiros passos no quarto do casal. A criança estava determinada a andar e então Robb soltou os dedinhos dele, deixando o pequeno fazer todo o trabalho sozinho. Eddard continuou, confiante, até tropeçar em um vão entre as pedras do chão. Os braços de Robb foram mais rápidos e o levantaram no ar antes que atingisse o chão e apesar do susto, Ned soltou uma risada alta ao ficar balançando acima da cabeça de Robb. O marido virou o bebê em seus braços e o ajeitou contra seu peito, enquanto Ned apontava algo no rosto de Robb e o chamava de pai. Quando virou-se para olhar Mykhaela, a mulher tinha as sobrancelhas juntas numa expressão de 'eu te disse'. Robb apenas riu.
"Ele está quase conseguindo"
"E se você não for rápido o bastante da próxima vez?"
"Eu sempre sou rápido o bastante, Mykhaela"
Assistiu ela sorrir e balançar a cabeça negativamente enquanto sentava-se na cama novamente e alcançava um pequeno casaco de lã que ela fazia para Ned. Robb sentou o filho na cama e ajoelhou-se para alcançar os lábios de Mykhaela, beijando-lhes com carinho. Sua mãos segurou-lhe a cintura e seus lábios eram macios contra os dela, sua língua gentil e amorosa. Quando separou a boca da dela, observou Mykhaela ainda de olhos fechados, soltando um sussurro sincero.
"Eu te amo"
Ao abrir os olhos viu as orbes azuis encará-la com alegria e um sorriso bonito adornar os lábios do marido. Ele tocou o nariz dela com o indicador.
"Também te amo"
Os sorrisos e olhares foram interrompidos por Eddard, que puxava as mangas da túnica de lã de Robb para chamar sua atenção.
"Papa"
"Que foi filho?" Robb sorriu, puxando o garotinho no colo e vendo em sua mão um pequeno boneco de madeira que ganhara de algum lord que não se lembrava realmente. O pequeno havia ganhado tanta coisa e fazia questão de mostrar ao pai tudo o que descobria. Ele ensinava a Robb todos os dias de sua vida que sangue e linhagem não era nada perto do sentimento verdadeiro de paternidade.
Mykhaela sentiu as lágrimas salgadas como o mar lhe invadirem os olhos quando se lembrou da primeira vez que dissera a Robb que o amava. E o amava realmente, como nunca imaginou que seria capaz. Sentiu alguém parar ao seu lado e tentou disfarçar as lágrimas, mas ele já as tinha visto.
"O que foi?"
"Sinto saudades do meu filho, só isso" Mykhaela virou o rosto na direção oposta, encarando o mar, mas Theon era orgulhoso demais para deixá-la em paz quando ela queria. Deu a volta no corpo dela e parou do outro lado de seu corpo.
"Eu mandarei trazê-lo quando chegarmos em Iberia"
"Robb não entregaria Eddard a você, Theon"
"Nem se eu ameaçar sua linda esposa?" Ele falou as palavras sem tom de ameaça realmente.
"Não sou mais esposa dele"
"Tem razão"
Ela encarou os olhos claros de Theon sem realmente acreditar naquilo que ele dizia. Não pareciam olhos de quem havia feito tanta maldade.
"O vento está bom"
Theon olhou para cima para enxergar as velas que empurravam o navio na direção leste e concordou com um aceno de cabeça.
"Entende mais do mar do que eu" Ele confessou baixo.
"Você foi criado em Winterfell. Eu nasci no mar. Aprendi a nadar, a pescar e a navegar ainda muito nova"
"Quantos anos você tem, Mykhaela?" Era a primeira vez que ele se interessava por qualquer coisa que dissesse a respeito dela.
"Vinte e um"
"E quando se casou com Robb?"
"Dezenove"
"Você disse que ele tomou você para ele antes de se casarem. Isso não soa muito como Robb"
"Não acredita em mim, Vossa Graça?"
"Se não acreditasse não estaria aqui" Theon sorriu, mas seus olhos mostravam que ele ainda esperava uma resposta. Curiosidade lhe enchia a face.
"Nós já estávamos noivos, Theon. Robb e eu bebemos muito vinho, ele ficou um pouco insistente e mesmo relutante eu cedi. Foi apenas isso" Ela mentiu, encarando o mar e tentando soar convincente. Parecia tão errado falar aquelas coisas sobre Robb. Ele era tão melhor que Theon, tão mais honrado.
"Ele culpa o vinho, mas eu culpo você. Esse seu sotaquezinho mais o conjunto todo é meio difícil de resistir" Theon disse de maneira provocativa e lhe roubou um beijo. Mykhaela tentou forçar um sorriso. Ele era tão rude e desrespeitoso. Theon posicionou-se atrás de Mykhaela, colando as costas dela em seu peito e afastando os cabelos dela para depositar um beijo no pescoço alvo. Repousou o queixo no ombro de Mykhaela e continuou a observar o mar em silêncio.
-x-
Robb estava sentado em seu cadeirão, os lords de seu conselho reunidos e gritando coisas em tons exaltados, mas em sua mente tudo não passava de um grande ruído abafado pelo grande nada que o acompanhava desde que Mykhaela estava longe. Os nós de seus dedos estavam brancos enquanto ele os apertava nos braços da cadeira e Vento Cinzento estava com as orelhas em pé, atento, os pelos de suas costas eriçados e os dentes a mostra, um rosnado baixo, rouco e constante subindo de sua garganta. Tentou se concentrar na confusão de gritos e vozes, repousando a mão na cabeça de Vento Cinzento e acariciando o pelo entre suas orelhas.
"Temos que atacar e rápido. Não podemos deixar isso barato" Lord Umber dizia sem muita paciência.
"E o que você sugere? Que simplesmente deixemos a rainha apodrecer nas mãos de Greyjoy?" Lady Catelyn disse consternada. Queria evitar que Robb travasse uma guerra contra Stannis. Era cedo demais para ver o filho partir novamente para o Sul. Quantas vezes teria que ver aquilo?
"Nós não temos navios, Lady Stark"
"Nós podemos comprá-los"
"Mãe" Robb pronunciou com a voz rouca e o cômodo ficou em silêncio para ouvi-lo. "Ninguém mais do que eu quer Mykhaela a salvo, mas nesse momento navios é um luxo que não posso comprar. Estamos entrando no fim do outono e temos que ser cuidadosos com nossos recursos"
"Sugere que simplesmente não façamos nada?"
"Eu sugiro que sejamos cautelosos. Temos que reconstruir a capital e nos recuperarmos de tudo o que Greyjoy destruiu. Ele matou homens, queimou campos, violentou mulheres. Isso não ficará impune, meus lords, tenham certeza. Mas eu não governo para mim, eu governo para o Norte e os nortenhos precisam se preparar para o inverno que está chegando"
"Vossa Graça"
"Não discutirei mais isso. Com licença"
Robb se levantou, irritado, caminhando pelo grande salão até a porta, Vento Cinzento o acompanhando de perto. Podia sentir os olhares de seus lords, Meistre Luwin e sua mãe, o julgando. Não importava o que quisessem pensar, era o certo a se fazer. Robb não podia arriscar morrer. O pequeno Eddard já havia perdido a mãe, não deixaria que perdesse o pai. Se sentia egoísta, mas era o que Mykhaela queria, não era? Que ele fosse o pai de Eddard e que cuidasse do bebê acima de tudo? E ele o faria.
-x-
A comida que levaram de Pyke para a viagem já estava ficando escassa, mas economia de vinho e comida não era algo que Theon compreendia. Ele ao menos trouxe equipamento para a pesca e Mykhaela se perguntava se os primeiros anos de sua vida nas Ilhas de Ferro o ensinaram o que quer que fosse sobre o mar e viagens longas. Parecia que a única coisa que Theon aprendera na vida foi sorrir e foder. O segundo em comando de Theon, que era nada mais do que o capitão do navio no lugar dele, junto de Mykhaela, convenceram o autoproclamado rei a parar numa das ilhas que permeavam o oeste do continente de Essos, além de Valíria.
Quando pararam no porto pequeno, havia uma grande multidão de mercadores gritando coisas em diversos idiomas e andando de um lado para o outro oferecendo suas mercadorias. Havia essências, comida, bebida, poções, tecidos e artefatos raros. Mykhaela olhou maravilhada para o conjunto de culturas, cores, cheiros e pessoas diferentes naquele lugar. Theon andava com seus guarda para comprar comida com um olhar superior para tudo. Certamente os achava selvagens, mas Mykhaela os achou todos interessantes e fascinantes. Greyjoy deixou sete guardas com Mykhaela e o resto de seus homens tomando conta do navio enquanto andava pelo mercado do porto, afastando-se. A rainha acariciou a barriga crescida demais por cima do vestido de lã simples que recebeu de presente daquela mulher numa vila distante, no Norte, há tanto tempo. Teve que adaptá-lo, cortando as laterais na região de sua cintura e costurando estopa que guardava as batatas para caber na peça de roupa e era ridiculamente quente para o clima daquela região. Mas já não tinha dinheiro para comprar um vestido de linho novo, como gostaria, e não pediria isso a Theon. Era orgulhosa demais.
Andava perto do navio quando a viu. Era um ou dois anos mais velha que ela, talvez, tinha cabelos platinados e olhos lilases como ela nunca havia visto. Era linda e isso poderia ser impressionante caso ela não levasse ao redor de seu corpo três dragões que eram tão grandes quanto Vento Cinzento. Os olhos de Mykhaela brilharam ao ver as criaturas. Seu pai dissera que havia milhares de anos desde que os últimos dragões morreram e seus ovos viraram pedras em terras distantes. No fundo parecia que dragões eram mais uma invenção para assustar crianças do que uma realidade de um mundo distante. Mas lá estavam eles, na frente de seus olhos. Andou na direção do navio, mas um dos guardas a segurou.
"Vossa Graça mandou ficar perto do navio"
"Não me toca" Mykhaela tinha os olhos ameaçadores quando puxou o braço de volta para si e continuou a andar.
Os guardas foram atrás, mas logo foram parados por dothrakis e seus arakhs, que protegiam o barco. A mulher tinha agora a atenção sobre eles, um vinco de desconfiança em sua testa, mas Mykhaela estava maravilhada demais com seus dragões para prestar atenção.
"Eles são lindos" A rainha sorriu, afastada apenas pelo cordão de dothrakis que impediam sua passagem.
"Obrigada" A mulher respondeu com um sorriso breve e acariciou a cabeça de uma das suas crias. "Você fala minha língua, é de Westeros?"
"Sim. Não. Quero dizer, eu não nasci lá, mas moro lá" Mykhaela olhava para as orbes lilases curiosamente.
"Eu nasci lá, mas não moro lá" Ela sorriu e com um gesto e algumas palavras que Mykhaela não conhecia, fez com que seus guardas a deixassem passar, mas apenas ela. "Pode se aproximar, não deixarei eles te machuquem"
Mykhaela foi preenchida por um sentimento de coragem e se aproximou do navio, permanecendo ainda na costa, sem subir na rampa. Porém, a mulher a encorajou com o olhar e um sorriso e ela colocou um pé na rampa de madeira. Seu corpo roliço, porém, não ajudava.
"Sor Jorah, ajude-a, por favor"
E então um homem com feições familiares estendeu a mão a Mykhaela, que a agarrou com firmeza e subiu no navio da estranha dona dos dragões.
"O que faz tão longe de Westeros, se não lhe importa que pergunte"
Mykhaela olhou para trás, vendo Greyjoy longe e olhou de volta para a mulher dos olhos lilases. Era extremamente vergonhoso pensar naquilo.
"Estou voltando para meu país"
"Não gostou de Westeros?"
"Eu gostaria de estar lá, acredite" Mykhaela suspirou de forma melancólica e acariciou o ventre crescido. "Mas tenho que proteger meus filhos e meu marido"
"Está de quanto tempo?" Ela colocou uma das mãos no ventre de Mykhaela, olhando de forma dolorosa para o inchaço em sua barriga.
"Cinco meses" Mykhaela segurou as lágrimas em seus olhos, prometendo a si mesma que não choraria na frente de estranhos.
"Está viajando com seu marido?"
"Não. Meu marido permanece em Westeros"
"Lady Stark, já viu os dragões, agora vamos voltar ao navio" Um dos guardas de Greyjoy gritou e Mykhaela se virou para encará-lo com desprezo.
"É Vossa Graça e eu voltarei quando quiser" Tentou disfarçar uma lágrima, sem muito sucesso, quando virou-se para a mulher e o tal Sor Jorah, que a ajudou a subir no navio, olhou para ela com certo receio.
"Lady Stark?"
"Sim" Era a vez de Mykhaela tornar-se receosa com o modo como ele a olhou.
"Foram os Stark que o expulsaram, não Sor Jorah?"
"Eddard Stark, sim"
"Eu me casei com o filho dele" Mykhaela se sentiu na obrigação de dizer, não sabia muito bem por que. "Você os conhecia? Era de Winterfell?"
"Não, Lady Stark, sou um Mormont da Ilha dos Ursos"
"Mormont? Eu conheci um Mormont"
"Minha tia?"
"Sim, e outro Mormont também. Lord Jeor, Comandante da Patrulha da Noite"
"Este é meu pai"
"Seu pai?" Mykhaela não conseguiu conter a surpresa. Aquela era uma informação nova. "Não sabia que Lord Mormont tinha filhos. Ele foi o primeiro a me receber em Westeros, um ótimo homem"
Sor Jorah respondeu com um aceno seco de cabeça e a olhava ainda com desconfiança. Pelo jeito ele tinha uma desavença grande com os Stark, mas Mykhaela a desconhecia e não queria perguntar. Os dragões rodeavam a mulher, que a observava com olhos curiosos.
"Vossa Graça, você disse?"
"Sim. Robb Stark é Rei no Norte e eu sou sua Rainha"
"Rei no Norte? Os Stark ajoelharam-se perante os Targaryen da ultima vez que chequei" A doçura no olhar da mulher morreu e ela soava perigosamente desafiadora. Mykhaela deu um passo para trás, temerosa.
"Você sabe, com a guerra contra os Lannisters que usurparam o trono dos Baratheon, Westeros se dividiu. Os nortenhos coroaram Robb e Stannis Baratheon tomou o trono para si"
"E eu tomarei o que é meu de todos eles" Ela mal esperou Mykhaela terminar de falar para completar.
"Desculpe-me, mas quem é você?"
"Daenerys Targaryen, Nascida da Tempestade e Mãe dos Dragões"
Tudo fez um certo sentido na cabeça de Mykhaela. Os Targaryen haviam sido derrotados por Robert Baratheon, que tomou o trono para si e então ali estava uma Targaryen com três dragões e alguma raiva armazenada em seu olhar. Mykhaela permaneceu em silêncio, sem saber direito o que falar ou fazer. E então disse as primeiras palavras que saltaram de sua língua, como sempre fazia quando estava nervosa.
"Desculpe-me, Daenerys, mas o Norte pertencia aos Stark até os Targaryen o tomar deles, o mesmo que Robert Baratheon fez com sua família. Ninguém tem chance nenhuma contra você, mas eu te peço, se está indo para Westeros, poupe o Norte. Poupe meu marido. Ele não quis a coroa. A rainha Lannister assassinou seu pai e ele apenas foi à guerra para vingá-lo e então o povo do Norte o nomeou rei. Nunca foi o objetivo dele, por favor" Mykhaela suplicou, segurando de forma fraca as lágrimas em seus olhos. A mulher a analisou com os olhos frios e ficou algum tempo em silencio.
"Se o ama tanto, por que está fugindo?"
"Eu não estou. Este homem que me leva, ele ia matá-lo. E eu troquei a vida dele pela minha. Por favor, não faça com que isso seja em vão. Fique com o Sul. O povo não ama Stannis, não aprova o seu reinado. Por favor, deixe Robb e todos os outros em paz"
"Mykhaela" A voz de Theon ecoou, impaciente, do lado de fora do cordão dothraki que protegia o navio de Daenerys. "Vamos logo, não tenho o dia todo" Ele as olhou de forma fria e virou-se para voltar ao navio.
"Posso mandar que meus homens o matem" Daenerys disse com os olhos estreitos, observando a Rainha a sua frente, o corte em seus lábios, o grande roxo na região de sua clavícula e o medo em seus olhos quando o homem dirigia-se a ela.
"Esse é um gosto que eu gostaria de ter" Mykhaela suspirou, abaixando o olhar. "Agradeço por me deixar chegar perto de seus dragões, Daenerys. E por favor, considere meu pedido. Há muitas pessoas que eu amo lá"
"Haviam muitas pessoas que eu amava que os Stark ajudaram a matar"
"Apenas porque seu pai matou dois deles e seu irmão sequestrou outro. O passado deve ficar no passado e os campos ainda estão regados de sangue. Seu povo, nosso povo, não precisa de mais mortes"
Sor Jorah ajudou Mykhaela a descer do navio e ela caminhou até a embarcação onde era prisioneira mais uma vez. Quando já se afastavam no mar, Mykhaela ainda observava o navio de Daenerys e seus dragões e Theon parou ao seu lado, observando.
"Ainda bem que não estamos mais em Westeros. Ela vai destruir tudo com esses três monstros"
"Meu filho ainda está lá" Mykhaela sussurrou através das lágrimas e da voz embargada E Alyssa, Robb, Bran, Rickon, Sansa, Arya, Jon, Catelyn, Osha, Hodor, Meistre Luwin e todos os outros, ela quis dizer, mas deixou seus nomes em seu pensamento.
"Ainda bem que você tem outro para substituí-lo, então" Theon soltou um risinho e afastou-se.
Mykhaela fechou as mãos ao redor da faixa de estopa, desejando que tivesse seu punhal para cortar o que quer que Theon tinha no lugar do coração e alimentar os peixes com seus restos. E de todos os outros homens dele, todos os outros que a machucaram. Mas a arma havia ficado para trás, para proteger Arya e Ned. Fechou os olhos tentando conter as lágrimas. Era o preço que se dispôs a pagar por todos eles. E o pagaria pela eternidade para que ficassem bem.
Notas finais
Robb é frouxo ou ele está certo no que está fazendo? Ou Catelyn tem razão?
E falando em Robb, que acharam do flashback? Eu particularmente acho esse flashback um amor haha.
Daenerys não iria aparecer em minha fic, eu tinha decidido quando comecei a escrever, porque não ia conseguir encaixar muito bem a história dela aqui. Mas aí resolvi promover esse encontro e deixar o crescimento dos dragões bem lento haha. Até porque não resisto, Dany é uma das minhas preferidas. Será que ela vai ouvir Mykhaela ou simplesmente atacar todo mundo?
Espero as opiniões de vocês.
Beijos e até o próximo capítulo.
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