There is always hope for Love
13 Protect the king's Tower
Notas iniciais
Vem á morte doce e pálida, vem com seus lábios sedutores,
Vem no meio da chuva ácida, vem dançando entre nossos amores.
Quando a noite cai profunda alguém chama por trás da lua cheia,
Meus medos entristecem a doce princesa enquanto procuro a morte em suas veias.
(June Oliveira)
Estrada principal ao Sul da propriedade Drácula.
Quem olhasse de longe veria apenas um vulto na escuridão andando em seu fiel cavalo negro, mas para quem tivesse a coragem suficiente para se aproximar veria um homem de corpo forte, usando trajes luxuosos em preto e vermelho, o bordado refinado de seu casaco tinha os detalhes formando um dragão, o símbolo de sua família já extinta, Vlad tinha a pele pálida mais nem sempre tinha sido assim, suas mãos firmes seguravam com vontade as rédeas de seu cavalo assim como tomavam conta daqueles que amava, seus cabelos permaneciam molhados emoldurando de uma forma displicente o rosto de um homem acostumado com situações difíceis, ele era um nobre, ele era um príncipe, um rei, um soberano, no entanto, era escravo dos seus desejos por sangue, assim como ansiava viver sua vida ao lado de Kimberly, a reencarnação de sua amada esposa. Aquele pensamento o fez lembrar dos momentos bons que viveram, dos momentos em seu passado que fez tudo valer a pena, ele não tinha arrependimentos, ele não tinha angustias, a única dor era não ter a companhia da mulher amada em uma vida de imortal solidão. Será que Kimberly seria capaz de se lembrar de quem realmente era? E se não conseguisse lembrar, ela seria capaz de aceita-lo sabendo que era um homem amaldiçoado? Alguém que se alimentava do sangue dos vivos para manter o seu corpo imortal? Vlad não sabia a resposta de nenhuma dessas perguntas, seu coração vivia em constante duvida, mas ele iria lutar como lutou antes, ele iria enfrentar todos os exércitos existentes só para provar que seu amor era genuíno, que seu amor merecia redenção.
A chuva estava ficando cada vez mais forte, os trovões pareciam vivos no meio da tempestade, era como se Deus estivesse lhe mandando um aviso, Vlad sabia que precisava aproveitar cada minuto daquela tempestade para recuperar suas forças, depois do acidente com a carruagem ele se sentia fraco, sem falar que a divulgação do Mostro de Londres nos jornais não estavam ajudando muito a sua caçada noturna.
Foi visto mais uma vez camponeses mortos á margem dos pântanos de Londres, a boatos de que os corpos estavam completamente sem sangue e que havia marcas de dentes nos pescoços das vitimas, ninguém sabe ao certo sobre que tipo de animal poderia causar um estrago como esse, alguns caçadores locais foram convocados pelos nobres para uma caçada em todas as propriedades locais, estão colocando a hipótese de ser uma nova espécie de animal, ou no caso dos religiosos a presença do demônio em pessoa.
Ele precisava de foco, precisava recuperar o seu objetivo, desde a chegada de Kimberly em suas terras ele não havia sido ele mesmo, estava tão preocupado em cuidar dela e trazer a memória de sua falecida esposa de volta que se esquecera de alimentar-se.
Como sempre, iria aproveitar a distração e o barulho dos raios e trovões para atacar algum camponês sem sorte ou algum mendigo esquecido pelo povo, ele não gostava disso, odiava essa sede de sangue, mas, ás vezes, não existe outra saída.
Na maioria das vezes Vlad atacava alguém de longe, perto das pequenas províncias, lugares onde boatos são comuns e o povo não tem muito crédito, mas agora com a ameaça de Thomas e o fantasma de David, ele não podia ariscar ficando muito longe de sua casa.
Thomas era um homem ardiloso, iria fazer de tudo para destruir a reputação de Vlad e comprar sua plantação de papoulas por um preço insignificante, no fundo, tudo aquilo que estava acontecendo era puramente por dinheiro, homens como Thomas ou seu irmão Cristian não costumam aceitar um “NÃO”, como resposta.
Vlad ia com seu cavalo negro com cuidado pela velha estrada devido á aproximação dos pântanos naquela região, e com a chuva forte tudo ficava ainda mais complicado, Vlad era um homem de muitos pecados, mas amava os animais, principalmente seus cavalos, de repente, seus instintos lhe chamaram a atenção para o que parecia ser uma conversa não muito longe.
“-Ande logo seu molenga, o Conde não deve estar muito longe daqui, nós devemos ir até ele e dar um boa surra pra valer a pena as moedas de ouro.” — Disse a voz baixa de um homem que parecia muito assustado por estar se envolvendo com um homem nobre, aquilo sempre acabava mal para pessoas sem nome, no entanto, ele estava feliz pelo peso das moedas que carregava nos bolsos .
“-Acha mesmo que devíamos estar fazendo isso?” – O outro respondeu com um medo de igual tamanho, ninguém queria enfrentar o Conde, todos tinham duvidas sobre quem ele era de verdade. “-Você conhece as histórias que andam contando por ai, dizem que ele é um demônio vindo da Romênia e que está aqui para matar a todos que forem cristãos.” – O segundo falou um pouco amedrontado, ao escutar aquilo Vlad foi obrigado a rir, então a igreja continuava temendo seus poderes e agora estava espalhando boatos maldosos que certamente seria alimentado por pessoas sem cultura.
“-Estamos sendo pagos não estamos?” – O primeiro ressaltou com suas mãos tremulas e coração palpitante, coração esse que Vlad podia rastrear a quilômetros de distancia, devido ao bombear de seu sangue, o homem estava no limite de sua coragem.
Vlad conseguiu ouvir aquela voz entre o vento cortante da noite, ele tinha uma audição muito mais apurada do que de uma pessoa normal, mesmo com o barulho da tempestade ele podia ouvir o cair de uma agulha no chão, mesmo que fosse a metros de distancia, seus olhos faiscaram nas sombras, se havia alguém em suas terras não devia significar algo bom. Por um minuto ele pensou que poderia se tratar dos homens de Thomas, toda aquela escolta que o Duque havia levado só podia significar uma afronta direta, e o nobre podia estar mais uma vez em seu encalço, mas depois de ouvir melhor percebeu que se tratava de dois homens a cavalo, vestidos de negro para dificultar sua visão e com certeza armados.
“David não me paga o suficiente para andar no meio de uma tempestade atrás de nobres almofadinhas.”
Aquele nome ecoou na mente de Vlad, mais uma vez seu coração apertou como se facas estivessem perfurando suas entranhas sem parar, se David estava envolvido era obvio que Kimberly estava correndo perigo, ele precisava acabar com aquilo e voltar para sua casa.
Ele deu uma volta rápida em seu cavalo negro e correu na direção dos homens que deviam estar uns cinquenta metros atrás, se precisava cometer um crime essa noite, então seria ceifando a vida de criminosos, como havia feito no passado.
—Quem vem lá? – Disse um dos homens ao perceber a silhueta de um cavaleiro se aproximando no meio da chuva, seu cavalo começou a trotar para trás virando o pescoço com medo, relinchando como se visse um lobo ou um animal feroz, ele tentou puxar o mesmo para tentar sair da estrada mais foi tarde demais, no minuto seguinte algo se jogou sobre ele no meio da escuridão o levando para o meio dos pântanos rasgando sua garganta com a força dos dentes, seu sangue inundou quente o corpo de uma só vez, mas logo vou absorvido por algo, ou alguém, com uma sede fora do normal, um pouco antes de morrer ele viu o demônio que o levaria para o inferno.
Drácula.
—John? John? Onde está você? – Disse o outro homem olhando para todos os lados, ele desceu de seu cavalo para tentar observar melhor o que estava acontecendo, pegou a sua arma com uma mão e com a outra segurou as rédeas rodando apavorado em seu cavalo, ele tentava enxergar no meio da escuridão, seu coração estava quase saindo pela boca, as mãos molhadas mal conseguiam segurar a arma com firmeza, ele pisou em falso em uma pedra bem no momento em que viu o outro cavalo vindo sem o seu amigo, aquilo foi o suficiente para fazê-lo montar rapidamente em seu cavalo e sair em disparada no meio do lodo da velha estrada que ficava entre os pântanos e as plantações de papoula, estava esforçando ao máximo seu cavalo, mas o animal não podia fazer milagres e aquilo só o deixava com mais medo.
Mais uma vez a sombra da morte se lançou sobre o homem que podia jurar estar vendo a capa do Conde criar vida como se fosse um bando de morcegos controlados por ele, era o demônio, só podia ser.
—Não me mate, em nome de Deus não me mate. – Disse o homem apavorado ao ser arremessado para longe de seu cavalo e cair no meio da podridão dos pântanos. –Por Deus não me leve, ainda sou jovem demais para pagar por meus pecados. – O homem juntou as mãos depois de fazer o sinal da cruz para rezar uma oração em latim totalmente sem nexo.
—Diga-me, o que David tem haver com essa história? – Vlad sentia o sangue do outro homem percorrer como energia pura em suas veias, a adrenalina, o poder, a sensação de imortalidade, o prazer que aquilo lhe trazia era seu maior pecado.
—Eu não sei de nada, eu juro, eu juro. – O homem a frente tentou se rastejar no meio da lama mais foi puxado com força pela perna sentindo a mesma trincar, seu grito de dor ecoou por todos os lados, mas ninguém iria fazer nada por ele, o Monstro de Londres estava ali. –Eu não posso dizer, ele é um homem poderoso, vai matar minha família se souber que eu o entregue. – O criminoso estava mentindo sobre a família e Vlad sabia muito bem disso, homens desse tipo existia aos montes pelos cais de Londres.
—Diga ou terá uma morte lenta e muito dolorosa. – Vlad sabia que se David estava envolvido as coisas não podiam terminar bem. –Eu sei que seu mestre tem negócios com o DuqueThomas, mas eu não quero respostas sobre isso agora, eu quero saber onde está o seu mestre e o que ele esta tramando colocando seus capangas atrás de mim no meio da noite. – Vlad não era tolo, ele sabia que David tinha certeza que seus homens seriam mortos por ele, aquilo era apenas uma distração, mas qual o motivo real daquilo tudo?
—David Turner está indo para a sua mansão, ele está levando outros homens para destruir seus estábulos enquanto recupera o que é dele. – Disse o homem com a voz entrecortada, Vlad sentiu uma ira percorrer seu corpo como uma corrente elétrica. –Ele quer vingança.
—Kimberly Jones não é uma propriedade, ela é minha esposa. – Ao dizer isso Vlad cravou suas presas na jugular do homem que sentiu a vida lhe deixando, podia olhar no fundo dos olhos do Conde e se perder em toda aquela escuridão, ali havia um homem apaixonado e ao mesmo tempo amaldiçoado pelo Diabo.
Estábulos – Propriedade do Conde Drácula
A noite estava fria, Peter podia sentir a chuva gelada invadir os seus ossos, mas aquilo não era suficiente para esfriar o seu coração, a carta de Andrea tinha sido lida e relida várias vezes naquela tarde e aquilo corroía sua alma, ele pensou em não ler, pensou em queima-la para que ninguém encontrasse a mesma e pudesse usar contra a jovem, ele queria deixar aquela história morrer, mas como fazer isso diante da beleza da jovem?
Ele tinha visto o momento em que ela havia chegado momentos antes com o afetado Duque Thomas, a jovem de pele branca, com bochechas rosadas como uma criança, seus olhos brilhavam enquanto via a beleza dos jardins e o vestido claro só lhe trazia mais encantos, como uma ninfa, uma deusa, algo praticamente intocável para um homem como ele, mas ele viu o momento em que Thomas apertou o braço da dama com força deixando-a constrangida na presença do Conde, seu coração doeu por não poder fazer nada, mas ás lembranças de cada palavra daquela carta era como um bálsamo para os seus sofrimentos.
Caro senhor,
Venho por meio desta, lhe expressar meus singelos sentimentos por sua pessoa, que a cada dia sinto mais e mais ligada ao seu olhar quando caminha pelo povoado, sei que isso é errado, e que Deus perdoe meus pecados, mas não posso esconder nem mais um minuto, eu, que sou uma pobre dama com obrigações criei coragem para ser ousada o suficiente e dizer tudo, tudo o que sinto, e o que sinto é amor.
Meu noivado é uma farsa, um maldito engodo, e principalmente um erro dos meus pais que pensam mais na fortuna do Duque do que na felicidade da própria filha, me sinto uma vitima do destino, uma pobre alma que anseia por seus olhares toda vez que vou a igreja pedir perdão, perdão por desejar um homem que não posso ter.
Peter respirou fundo pensando nas palavras que falavam sobre amor, sobre coragem, sobre obrigações, ela era uma dama nobre, e ele, bem, ele era um homem com um passado muito sujo, como poderia dar á lady Andrea uma vida digna, afinal, se eles ficassem juntos precisariam fugir da Inglaterra, ao contrário o Duque iria persegui-los até o fim dos tempos, ele resolveu depois de um certo tempo que seria melhor pedir a orientação do Conde, com certeza o Conde Vlad iria saber o que fazer naquela situação.
No momento ele só podia esperar, e cuidar da casa de seu senhor, agora sua obrigação era proteger a casa, proteger a senhora de seu Conde e manter a ordem enquanto ele estivesse fora, Peter ficou responsável por guardar a entrada principal da mansão, no entanto, ele sabia que não era o melhor local para ficar de tocaia, se alguém quisesse invadir a casa não seria pelos portões principais, isso era um fato.
Ele não era um nobre, nem um camponês comum, sempre se envolveu em brigas, problemas e confusões de rua, não tinha os pais, foi deixado em um orfanato quando era ainda muito pequeno, não lembrava mais o rosto de sua mãe, a única coisa que lembrava era que ela o deixou lá porque estava com a Peste, não viveria por muito tempo, por sorte as irmãs do lugar se apiedaram dele, foi recebido como qualquer outra criança, e nunca teve paz, dizem que os orfanatos de Londres assim como as prisões são impossíveis de suportar.
Ele chegou a trabalhar para homens ruins, serviço sujo de todas as espécies, principalmente cobrança de dividas, era ótimo nisso, quebrar uma perna aqui, ameaçar uma filha ali, mas graças ao Conde aquilo havia chegado ao fim.
Por muitas vezes chegou a pensar em fugir para outro país, e se não fosse Vlad ele seria realmente obrigado a isso.
“-Esse garoto tentou me roubar, eu exijo que cortem a mão dele ou enforquem-no.” – Disse um nobre usando um terno elegante e bufante, quase como um pavão no meio de pardais.
“-Ele é apenas um garoto, não acredito que seja necessário arrancar-lhe os membros, posso lhe oferecer uma restituição da perda?” – Disse Vlad enquanto fazia um sinal para Peter fugir, o mesmo não perdeu tempo e saiu correndo, três anos depois Vlad reapareceu em Londres e o contratou para um trabalho honesto, Peter estava participando de lutas clandestinas naquela época e aceitou prontamente, a única coisa que ele nunca compreendeu foi como o Conde ainda parecia o mesmo de anos atrás.
Peter sentiu o cheiro de madeira queimando, não devia ter nada assim próximo naquele momento, afinal, a tempestade era forte para que algum louco quisesse queimar alguma coisa, no entanto, ele viu um clarão levantar á leste da propriedade e ouviu o barulho dos cavalos, pareciam assustados e não era apenas pela chuva.
—Josep, eu vou ver o que está acontecendo nos estábulos, fique atento. – Peter falou batendo na porta principal avisando Josep.
—Tome cuidado Peter, a chuva pode atrair baderneiros. – Josep falou sério mais Peter apenas riu, baderneiros seria o menor dos problemas deles.
Quando Peter se aproximou percebeu que o fogo estava começando a se alastrar pelas baias principalmente onde havia o feno estocado para os animais, o Conde tinha muito apreço pelos mesmos e jamais iria perdoa-lo se os animais morressem queimados, mas realmente esse era o menor de seus problemas.
Peter não perdeu tempo, saiu correndo na direção dos animais para salva-los, mas como era um jovem muito esperto, percebeu que no chão havia pegadas desconhecidas, ele viu um vulto passando a esquerda e sem perder tempo disparou as cegas fazendo uma mira baseada no vento e na chuva, para sua alegria o invasor soltou um grito de dor, ele viu que o homem tinha o rosto coberto por um tecido, ele caiu no chão de joelhos e logo em seguida tombou enquanto mantinha as mãos no abdômen, não era o primeiro homem que Peter havia matado, mas sem duvida alguma mexeu com suas lembranças.
Peter percebeu que não havia apenas um, outro homem surgiu dos estábulos segurando uma tocha nas mãos, pronto para queimar as baias principais, os animais estavam inquietos, alguns haviam arrebentado as portas de madeira e já corriam livres pelo jardim, só de pensar no trabalho todo que aquilo daria para o jardineiro Peter sentia pena.
O segundo estranho partiu para cima de Peter, só que o jovem não se intimidou, ele puxou a faca que guardava na bota e partiu para uma luta corporal.
—Quem são vocês? – Disse o jovem enquanto acertava um soco no homem que usava negro e escondia o rosto.
—Acha mesmo que isso importa? – Disse o homem rindo alto.
—Eu não vou perguntar novamente. – Peter não era o tipo de homem que dava uma segunda chance para criminosos, pelo menos, não como aqueles homens.
—Volte para os seus cavalos garoto. – Disse o homem com um sorriso frio, mas Peter acertou uma facada no estomago do homem com força, e depois outra, e outra, e mais outra até sentir a vida do mesmo se esvaindo, em pouco tempo ele estaria morto, ao puxar o pano do rosto do invasor ele percebeu que se tratava dos homens de David, ladrões e mercenários que Turner gostava de ter por perto, homens como ele não fazem o trabalho sujo sozinho.
Agora tudo o que ele podia fazer era apagar o fogo com a ajuda da tempestade e correr até Kimberly para avisa-la do perigo antes que fosse tarde demais.
Casarão do Conde Drácula
Josep ouviu quando a porta foi arrombada, um homem grande e assustador entrou como se fosse dono do lugar, ele carregava uma arma nas mãos e outras duas pistolas em sua cinta, tinha um olhar frio, calculista, um olhar de quem não quer perder tempo. Josep enxugou o suor do rosto com a manga de seu uniforme, tentou buscar uma posição melhor para atirar o que acabou chamando a atenção do invasor.
—Não de mais um passo. – Josep falou apontando a arma para o homem que sorriu mostrando seus dentes de ouro, sua face deformada parecia com a imagem do demônio e o pobre mordomo sentiu a presença da morte ali, Josep não conseguiu ter uma resposta rápida, antes de atirar o homem já o tinha acertado, um tiro no peito e um corpo no chão.
Com o barulho do disparo gritos no andar de cima vieram rápidos, mas foram abafados por alguém, então havia mais de uma pessoa lá em cima, sua Kimberly devia estar com as outras criadas, não seria problema, ele tinha tempo e armas para todas elas, quanto a Kim, iria possui-la e a levaria para um de seus bordeis, ela seria apenas dele claro, até que se cansasse dela, mas no fundo ele sabia que sua obsessão jamais teria fim.
Sem pensar duas vezes David subiu as escadas assoviando calmamente como se tivesse a certeza de que a sorte estava ao seu favor.
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