There is always hope for Love

5 Jealous of his every Gesture


Notas iniciais
Oie gente linda.... Para compensar a demora do ultimo capitulo eu me esforcei ao máximo para conseguir concluir esse mais rápido heheheehe. SURPRESA ahuahauhauhauahuahuah Espero que gostem

“Quanto barulho uma mente é capaz de suportar, Quanta dor?”

“Eu não sei a resposta, mas as rachaduras começaram a aparecer nesta manhã, feito uma estátua de pedra, feito um boneco de pano.”

“Eu cortei as correntes, não serei mais um fantoche da sua vontade.”

(June Oliveira)

Casarão Drácula – Sul da Inglaterra

Kimberly nunca se sentiu mais feliz em toda sua vida, já fazia um mês que estava trabalhando para o Conde, aquilo nunca foi seu objetivo inicial, mas quando ele ofereceu trabalho a ela tudo mudou.

Agora ela tinha um quarto só seu, um quarto que era maior do que toda a velha cabana onde morava no píer, o lugar era amplo, ficava na ala dos empregados mais de acordo com Anastácia era o melhor quarto para empregados da casa.

Havia uma banheira de esmalte branco com pequenas rosas desenhadas a mão na louça, do lado ficava uma mesa de madeira com um jarro de esmalte e uma bacia, igualmente delicado, as peças haviam sido trazidas de Paris pelo que Anastácia sabia, o Conde tinha muitos objetos raros e caros pela casa, ele não ligava muito para aquelas coisas e por isso, muitas vezes deixava as peças em cuidado dos funcionários, havia uma cama grande e confortável com várias almofadas coloridas, não era muito usual ter coisas coloridas, mas Kim amava cores vibrantes já que havia passado a maior parte de sua vida na escuridão e na sujeira, pensando nisso Vlad pediu pessoalmente que costureiras fizessem seu melhor trabalho no enxoval de Kim, quando a jovem viu suas almofadas vibrantes sentiu vontade de chorar.

A janela principal dava de frente para o jardim da casa, tudo era alegre e colorido, Kim trabalhava pesado, mas isso só a deixava ainda mais animada, poder mostrar ao Conde que era uma pessoa determinada era importante, mesmo sem saber o, por que.

Sua missão diária era limpar os quartos, a sala de estar e a prataria da casa, devia cuidar do jardim nas horas vagas e quando houvesse tempo ajudar Anastácia com a cozinha, aprender alguma coisa.

–Kim, preciso que leve o almoço para Peter, ele está cuidando do cavalo do Conde e não pode parar agora. – Disse a voz de Anastácia no momento em que Kim passava em frente á cozinha, Peter era um rapaz contratado apenas para cuidar dos animais, ele não falava muito o que Josep considerava fundamental.

–Tudo bem Anne, eu levo. – Kim sorriu para a senhora que revirou os olhos, Anastácia não entendia o, porque de Vlad ter contatado Kim como empregada, era óbvio que ele estava interessado nela, mas mantê-la daquela forma era estranho. –O que foi Anne?

–Ah minha senhora, não consigo me acostumar com você usando esse avental, muito menos em dar ordens á senhorita. – Anastácia falou balançando a cabeça com ar de desgosto o que fez Kimberly rir.

–Você devia parar de mimar essa garota desse jeito Anne, você sabe que o Conde nunca vai se interessar por outra mulher que não seja sua falecida esposa. – Disse uma voz surpreendendo as duas amigas, Elizabeth era uma jovem senhora, devia ter em média uns 35 ou 38 anos, ninguém sabia porque ela nunca falava, ela tinha problemas auditivos depois que um dos fogos de artifício do píer explodiu do seu lado, mas ainda conseguia ouvir bem, quando foi chamada para trabalhar na casa do Conde ficou com o ego mais inflado que um pavão, seu sonho secreto era fisgar o mais novo solteiro cobiçado da sociedade, mas era obvio que isso não passava de um sonho.

–Não seja desagradável Beth, você sabe muito bem que o Conde gosta muito da Kim. – Anastácia falou sorrindo para a menina que corou violentamente.

–Da mesma forma que ele gosta dos cavalos. – Beth riu debochada querendo deixar bem claro que Kim não passava de uma empregada assim como ela, mas Kim apenas a ignorou.

–Anne, você é uma pessoa muito amável, mas eu estou feliz com esse emprego, estou muito feliz que o Conde tenha se preocupado comigo dessa forma, espero poder continuar aqui por muito tempo e se meu trabalho se resume em levar um prato de comida a alguém não posso reclamar, pela primeira vez depois que minha mãe morreu eu passei a ter meu próprio dinheiro e um bom lugar para viver, e não estou interessada em ser a senhora Drácula. – Disse Kim se lembrando dos sofrimentos do passado e rindo no final pensando em como aquilo soava ridículo, ela, uma dama.

Depois de muito relutar Anastácia entregou a refeição para Kim levar até o rapaz, ela pegou tudo com cuidado e foi caminhando pela imensidão da mansão Drácula, onde tudo parecia ser mais assustador do que realmente era.

{...}

Estábulo principal da Mansão

O estábulo era grande, e havia uma quantidade exagerada de cavalos de raça ali, tudo exatamente como a sociedade esperava de um Nobre, mas o Conde só gostava de um animal, um puro sangue Árabe, negro como a noite.

–Você demorou muito, Anastácia devia despedir você. – Disse uma voz vinda do fundo do estábulo assustando Kim.

–Me desculpe, eu ainda não conheço todos os cantos desse lugar, acabei demorando demais para vir aqui e.....

–Cale-se, me traga logo meu almoço. – A voz do rapaz era impaciente, ele nem ao menos tinha parado o que estava fazendo para olhar a jovem, ele mantinha sua atenção toda para a pata do animal.

Kim não disse nada, apenas respirou fundo e foi até o final do grande corredor passando pelos maços de feno, o cavalo se agitou um pouco e por fim parou encarando a jovem.

–Que animal lindo. – Kim tocou o nariz do cavalo que respirou soltando o ar em seus cabelos fazendo a jovem rir, ela acariciou o pescoço dele com gentileza e finalmente Peter parou o que estava fazendo para encarar a jovem, Kim usava um vestido preto com um avental branco, o estilo de roupa de emprega usual na Inglaterra, mas por alguma razão ela ficava incrivelmente linda assim.

–A maioria das pessoas que vem aqui, são um desastre com animais, a ultima garota que trabalhou ajudando Anastácia não conseguia nem caminhar sem pisar nos excrementos, era um verdadeiro desastre, o Conde não se envolve muito com os funcionários depois que eles são contratados, mas existe duas coisas que ele não admite, pessoas que falam demais e pessoas que não se dão bem com animais. – Peter pegou seu almoço e encarou a jovem mais uma vez, o cavalo parecia gostar dela, algo incomum em todos os seus meses como estaleiro, nenhuma moça havia ganhado a confiança dos animais do Conde, mas essa jovem parecia se identificar.

–Você parece conhecer bem o Conde. – Kimberly falou tranqüila, mas o rapaz sorriu de lado.

–Não está pensando em seduzir o Conde está? A ultima garota que tentou acabou perdendo o emprego. – Peter falou pegando um pouco de água no balde ao lado para lavar suas mãos antes de comer, ele não percebeu mais Kim ficou roxa com aquela observação.

–Você não me conhece, não devia supor esse tipo de coisas sobre mim, aliás, nem devia falar esse tipo de coisas. – Kim deu meia volta para ir embora, mas Peter a segurou pelo braço, ele era forte e não foi nada difícil mantê-la ali.

–Me desculpe, não estou acostumado a receber visitas no meu estábulo, normalmente Anastácia trás meu almoço e janta e vai embora sem dizer nada, não sou educado como o Conde, mas tenho meu charme. – Peter piscou abrindo um grande sorriso deixando Kim ainda mais sem jeito, por fim ela resolveu se apresentar, era melhor do que aquele olhar inquietante sobre si.

–Sou Kimberly, eu morava nas docas, o Conde me deu um emprego por conhecer a cidade. – Kim falou estendendo a mão para o rapaz que sorriu, era obvio que não era esse o motivo.

–Sou Peter, Josep me contratou alguns meses atrás antes da chegada do Conde, queria que tivesse alguém de confiança aqui para receber os animais e providenciar seus cuidados. – Mas é claro que não era só isso, Peter gostava de participar de lutas clandestinas, uma grande febre em Londres, ele ganhava dinheiro com isso e algumas cicatrizes, quando Josep surgiu em seu caminho ele ofereceu muito mais dinheiro para trabalhar com os cavalos, além da proteção do Conde, mas ele devia ser uma espécie de guarda costas em momentos cruciais, e fazer alguns serviços sujos também, no dia da chegada do Conde ele foi chamado para cavar uma cova, aquilo o pegou de surpresa, mas ele não falou com ninguém sobre isso, o sigilo era sua maior qualidade.

–Qual o nome do cavalo? – Perguntou Kim com um grande sorriso tentando focar o assunto em algo que não a deixasse sem jeito.

–Você é a primeira pessoa que pergunta isso. – O rapaz que aparentava ter uns 28 anos sorriu, ele não costumava socializar demais com as jovens que freqüentavam a mansão, ele aprendeu a ficar em seu lugar desde jovem, mas Kim era uma empregada, não haveria problema em conversar com ela. – O nome dele é Nosferato, ele representa a noite e a escuridão. – Disse o rapaz de forma teatral.

–E ambos não são a mesma coisa? – Kim perguntou rindo.

–Não. – A voz grave do Conde provocou arrepios na espinha da jovem como sempre acontecia, ela odiava isso, era tão obvio que ele mexia com ela que se sentia envergonhada, mas não conseguia evitar aquilo. –A noite é apenas mais uma seqüência do dia, mas a escuridão, ela está cheia de perigos, o que está acontecendo aqui? – O Conde perguntou com uma expressão fria em seus olhos, uma expressão que Kim nunca havia visto.

–Sua empregada veio trazer o almoço, eu não podia deixar o Nosferato com aquele machucado no casco, estava inchando, mas agora ele vai poder caminhar normalmente. – Peter falou acariciando o pescoço do animal que relinchou em agradecimento, era como se Peter conseguisse falar a língua deles. –Mesmo assim eu sugiro que o senhor fique pelo menos umas duas semanas sem fazer suas cavalgadas noturnas. – Peter falou com um ar mais debochado do que preocupado e Kim ficou confusa com aquilo, porque será que o Conde precisava fazer cavalgadas noturnas? Será que ele estava vendo alguém? Aquele pensamento deixou Kim muito preocupada.

–Seu lugar é na casa Kimberly, não quero você perdida por ai, seu trabalho é simples não precisa procurar outras coisas para fazer. – Vlad ainda parecia perturbado o que deixava Kim insegura, ela não sabia ao certo o que estava acontecendo ali.

–Foi Anastácia que pediu que eu viesse, sinto muito por desapontá-lo senhor, vou voltar á cozinha agora. – Kim lançou um olhar para o cavalo que parecia tão confuso quanto ela, depois fez uma menção discreta para Peter e saiu andando rápido em direção a casa, ela estava muito chateada, nunca pensou que Vlad poderia tratá-la daquela forma, mas onde estava com a cabeça afinal? Ela não era uma dama, homens como Vlad não se interessavam por mulheres como ela, o máximo que faziam era usá-las, seduzi-las para depois troca-las por outras jovens, garotas como ela acabavam se casando com rapazes feito Peter, homens brutos porem comuns, que amavam suas esposas e não se incomodavam com sua simplicidade, porque eram simples também.

Peter permaneceu olhando para o Conde que o encarava de forma nada amigável.

–O senhor deseja mais alguma coisa? – Peter falou com seu ar debochado, para ele Vlad era apenas como todos os nobres do local, rico e mimado que não aceita a possibilidade de perder.

–Não, apenas continue seu trabalho com Nosferato, ele é meu melhor cavalo, vou precisar dele em breve e não gosto de usar os outros. – Vlad falou olhando com sua visão aguçada enquanto via Kim correndo em direção a casa, era possível ver que ela usava as mangas para enxugar as lagrimas.

–Essa jovem é muito encantadora não é mesmo? – Peter sabia que não era uma boa idéia brincar com o Conde, mas não conseguiu resistir, por fim Vlad saiu nervoso em direção a casa.

{...}

Quarto de Kimberly

Kim passou pela cozinha sem dizer uma só palavra, Anastácia viu a forma desesperada da menina e resolveu não fazer perguntas, estava chateada e nem ao menos sabia o porque, não entendia porque a forma como o Conde havia falado com ela tinha mexido tanto com seus sentimentos, afinal, porque ele estava tão bravo?

–Kim!? – Ela ouviu a voz do homem do lado de fora do seu quarto, ela não queria abrir a porta mais sabia que se não fizesse ele ficaria ali a noite toda. –Kim será que eu posso falar com você? Sei que não é correto vir até seu quarto, mas preciso que entenda o que aconteceu hoje, eu fui grosseiro e não costumo tratar meus empregados dessa forma, quero me desculpar.

–O que deseja meu senhor? Eu deixei de fazer mais alguma coisa? Sei que ainda falta muito para o meu dia de trabalho terminar, eu fiquei de ajudar Anastácia com a lenha, mas não estou me sentindo muito bem e vou compensa-la amanhã, eu prometo, só quero ficar em paz por hora. – Kim sentiu a dor em sua própria voz e aquilo lhe deu mais vontade de chorar, mesmo assim ficou firme encarando o homem que parecia arrasado.

–Sobre mais cedo, eu não devia ter falado com você daquela forma, eu sinto muito mesmo pela minha grosseria, eu acho que acabei perdendo a cabeça quando vi você conversando com Peter, ele normalmente não dá muita atenção para as pessoas então achei estranho quando você começou a rir com ele. – Vlad não era o tipo de homem que se abria assim, ele sempre foi sério, frio e fechado para o mundo, mas nesse caso ele sabia que não tinha tempo para perder com seu orgulho.

–Peter? Mas qual o problema de falar com ele senhor? Afinal ele também é um funcionário e eu só estava levando o almoço para ele, eu não consigo entender. – Kim realmente se esforçava para entender o, porque do Conde ficar tão chateado com algo tão tolo.

–Peter é jovem, ele parece ser o tipo de rapaz que as jovens que já trabalharam aqui se interessaram, eu achei que você também havia se interessado por ele quando a vi sorrindo daquele jeito. – Vlad foi direto e Kim ficou incrédula com aquela observação do Conde, ela nunca imaginou que ele poderia dizer algo daquele tipo para ela.

–Eu sorri porque gostei do nome do seu cavalo, e achei engraçado á explicação que Peter deu sobre ele, mas não poderia me interessar por ele quando.... – Mas ela não conseguiu mais falar, se afastou rápida da porta e ficou de costas olhando pela janela, não podia mais continuar aquela conversa.

–Eu sou o responsável por você, assim como sou responsável por todas as pessoas que trabalham para mim, você pode pensar o que quiser, mas sou conhecido por dar oportunidades a jovens e velhos que estão perdidos, eu estou ajudando você nesse momento assim como estou ajudando Peter, mas não acredito que um envolvimento romântico seja o que procura agora. – Vlad falou sério tentando não parecer ridículo, ele estava com ciúmes, isso era um fato, mas como manter Kim afastada do jovem estaleiro sem deixar isso claro? Agora se via como um tolo dando uma explicação ridícula a Kim que provavelmente devia estar muito chateada com tudo aquilo.

–Por favor senhor, saia, eu compensarei o trabalho amanhã, não estou me sentindo muito bem. – Kim falou ainda de costas e Vlad pensou em muitas coisas, mas em sua imensa experiência em relação a mulheres, quando elas pedem para sair, você sai.

Kim fechou a porta depois que Vlad saiu, ela ficou ali escorada na porta acariciando a madeira, ela não sabia o que estava acontecendo com ela, como poderia ser tola o suficiente para pensar que Vlad estava com ciúmes dela? Provavelmente ele só não queria ver os empregados de namoricos pela Mansão, ela se sentiu envergonhada, principalmente por se lembrar do que quase falou para ele.

“-Eu sorri porque gostei do nome do seu cavalo, e achei engraçado á explicação que Peter deu sobre ele, mas não poderia me interessar por ele quando.... Quando já estou apaixonada por você.”

{...}

Escritório do Conde

Vlad permanecia olhando para a lareira, o fogo era um grande inimigo, mas naquele momento podia colocar seus pensamentos no lugar. Ele balançava nas mãos uma taça, não havia vinho ali, seu liquido vermelho era outra coisa. Sangue.

–Senhor?! – Disse a voz de Anastácia do lado de fora.

–Aconteceu alguma coisa?

–É um convite senhor. – Anastácia ficou em silencio, era obvio que ela queria falar mais alguma coisa para o Conde.

–Entre.

–Meu senhor, chegou esse convite para o senhor, é um baile que acontecerá no sábado, o Duque Thomas D. Milton exige a presença de todos os nobres da redondeza para a comemoração de seus 45 anos, ele pede que o senhor compareça com sua acompanhante. – Anastácia sorriu ao pronunciar a ultima palavra.

–Anne se eu não conhecesse você diria que está insinuando algo. – Vlad falou de forma divertida, Anastácia era uma grande mulher, uma imagem de mãe que ele gostava de ter por perto.

–Meu senhor, me perdoe a intromissão, todos sabem o quanto o senhor é discreto com sua vida particular, mas o senhor é tão jovem, não devia ficar sozinho por tanto tempo, e se me permite dizer, Kimberly esta muito magoada por alguma coisa que eu não sei o que é, isso seria perfeito para se desculpar. – Anastácia falou séria fazendo Vlad rir.

–E porque acha que eu devo me desculpar? – Vlad falou cruzando os braços de forma petulante.

–Ora Conde, se tem uma coisa que aprendi nessa vida é que homens sempre estão sendo idiotas, independente de seus títulos. – Anastácia falou deixando Vlad convencido de que ela tinha muita experiência.

–Kimberly não vai aceitar, ela está chateada, eu fui um tolo possessivo e estúpido.

–Ela está apaixonada meu senhor, tenho certeza que perdoará qualquer coisa. – Anastácia falou de forma séria deixando Vlad um pouco atordoado, então era isso que Kim estava tentando dizer o tempo todo?

Notas finais
E agora, o que vai acontecer??????? Quero suas opiniões.