Notas iniciais
Oie gente que eu amo demais!!!!!! Como eu havia prometido estou de volta e com convicção para finalizar essa história, hehehe agora vai meu povo hauhauaahauha Espero que gostem desse capitulo porque o próximo vai ser de arrancar os cabelos de ansiedade. Nossa Kimberly já passou por muita coisa e tudo sempre se complica quando devia melhorar, mas Vlad vai estar ao lado dela em todos os momentos para mostrar que ela é sim merecedora da felicidade. Beijos meus queridos e boa leitura.

Do vento frio a força da vida se faz, eu sinto a chuva chegar....

Noite de medo, triunfo do mal, será que meu senhor me fará companhia?

Verdades sorrateiras, mentiras piedosas, a Tempestade levará todas elas.

Quem é você que espreita na noite?

É o vento? É a Morte?

(June Oliveira)

Salão principal do Casarão Drácula – Londres

Josep olhou preocupado para o portão principal e percebeu que uma guarda um tanto quanto exagerada vinha acompanhando a carruagem do Duque Milton. Aquilo era uma provocação, uma razão para bisbilhotar o Casarão sem levantar suspeitas, ele sabia que depois de todos os últimos boatos e a aparição do monstro de Londres, todas as suspeitas estariam voltadas para o seu senhor, mesmo depois de Kimberly Jones ter passado a noite com o Conde perdida nos arredores da estrada principal e não ter manifestado nenhum encontro com o demônio, ainda sim, Josep sabia que os homens da cidade desconfiavam de Vlad, mas Josep estava preparado para esse tipo de coisa, estava preparado para ser discreto, afinal, ele foi treinado para isso.

—Anastácia, providencie um jantar mais requintado, eu sei que não temos muito tempo, mas precisamos mostrar ao Duque que também somos capazes de impressionar. – Disse o homem olhando agitado ao redor enquanto o Duque descia junto de sua acompanhante, Lady Andréia. –Chame Beth e force-a naquela cozinha, chega de moleza para aquela mulher insolente.

—Mais que diabos. O Conde acabou de chegar desse susto todo, e essas pessoas insistem em criar mais confusão. – Anastácia olhou furiosa para o Duque através do grande vitral que decorava as janelas principais do salão, por sorte elas eram escuras e não iria permitir ao Duque ver aquela recepção nada calorosa.

—Insolente é a vovozinha. – Disse Beth esticando o pescoço da cozinha para ver o que estava acontecendo e com isso acabou ouvindo a conversa toda. –Essas pessoas são loucas? O pântano vai ficar interditado se começar a chover, ninguém com juízo perfeito iria sair ao anoitecer com uma tempestade dessas. – Beth podia ser muitas coisas, mas não era louca, ela tinha toda razão sobre aquilo.

—Se eu fosse o Conde mandava todos embora, a Senhora nem se recuperou direito. – Anastácia falou se preocupando com a saúde de Kim enquanto Beth revirava os olhos, indignada ao ouvir o “Senhora”.

—Não estamos aqui para criar problemas, vá para a cozinha e faça a sua parte. – Josep fez um gesto para Anastácia ir logo e se preparou para abrir a porta com elegância.

Do lado de fora o vento forte bagunçava os cabelos de Andréia dando a ela um ar quase angelical, a jovem era linda e cheia de vida, nada a deixava mais melancólica do que saber que em seu arranjo matrimonial não havia amor, seu vestido balançou com o vento a fazendo rir enquanto arrumava as barras bordadas com renda italiana, o chapéu elegante nunca foi mais necessário como naquele momento, se estivesse sem ele já teria despenteado todo o cabelo, ela sentia o aroma da natureza daquele lugar e podia se sentir encantada.

Andréia olhava atenta para os estábulos, que era possível ser visto logo da entrada principal, ela sabia que seria perigoso fazer isso, se Thomas percebesse qualquer coisa poderia ser o fim do jovem Peter, principalmente se chegasse em seus ouvidos a história de um certo bilhete, mas seu coração estava desesperado por uma fuga, ansiosa por uma chance de viver algo novo.

—Procurando por alguém minha querida? – Disse a voz áspera de Thomas dando um forte apertão no braço de Andreia que precisou firmar os passos para não se desequilibrar pela dor.

—Está me machucando Thomas. – Andréia falou sentindo uma dor em seu delicado braço, ela odiava quando Thomas fazia essas demonstrações hediondas de força.

—Espero que não esteja procurando por nada especifico nessas terras, eu não sou um homem muito paciente Andreia, e não gosto de boatos, e ando ouvindo muitas coisas pelas redondezas. – Thomas falou baixo, praticamente aos ouvidos da jovem, aquilo fez Andreia estremecer, será que ele já sabia sobre Peter? Imediatamente ela pensou em algo para dizer na esperança de despistar suas suspeitas.

—Estou tentando ver o jardim, ouvi dizer que os jardins do Conde foram feitos com pedras trazidas diretamente de sua terra natal, queria ver se são muito diferentes das nossas. – Andréia falou tentando mudar o rumo daquela situação complicada, não queria trazer problemas, mais não podia continuar daquela forma, como viver com aquele homem? Como ela poderia ser feliz?

—Pois se quiser pode ir vê-las Lady Andréia. – Disse a voz firme do Conde surgindo das escadas secundárias junto de uma Kimberly um pouco desconfiada, Vlad percebeu o exagero de homens na entrada de sua casa, sabia que aquilo não era um bom sinal, ele olhou fixamente para os olhos de Thomas e só viu rancor e vingança, ele não era diferente de David, a única coisa que eles tinham que os distinguia era o titulo nobre, ao perceber que Andreia parecia ser ameaçada precisou interferir, nunca suportou ver alguém mais forte agredir um inocente. – Eu realmente trouxe tudo da Romênia, deu um pouco de trabalho, mas todos me orientaram para valorizar o meu lar nesse país, me disseram que nessas terras os homens valorizam mais o dinheiro do que a honra. – Vlad falou encarando os olhos serpentinos de Thomas que sentiu a indireta amarga.

—Nós Ingleses gostamos de fortunas de fato. Mas também gostamos de homens transparentes, homens dos quais conhecemos os segredos. – Thomas falou estendendo sua mão até o Conde que fez questão de apertar com o máximo de força. –Não costumo confiar em um homem que não conheço o passado.

—Senhores, vocês deveriam entrar, o tempo está ficando descontrolado, logo teremos uma tempestade por aqui, e o jantar está quase pronto. – Josep abriu a grande porta que dava passagem para o salão principal, ele fez um gesto para que eles entrassem, sempre curvado e servil, Kimberly não gostava de ver o velho senhor assim, mas sabia que Josep se sentia honrado por servir o Conde.

Ao entrar Thomas percebeu que a mansão era muito maior do que havia ouvido falar, quando soube que aquelas terras estavam a venda pensou seriamente sobre compra-las, mas no momento não tinha fundos suficientes para um investimento tão arriscado, aquilo mais uma vez o fez pensar sobre a procedência da fortuna do Conde.

—Ótima idéia Josep, afinal o Duque não vai querer ficar preso nos pântanos próximos á estrada principal. Tenho certeza que logo após o jantar ele irá partir para a segurança de sua casa, nunca se sabe o que essas estradas escondem. – Vlad falou de forma ameaçadora e Kim temeu pelo pior, ela precisava fazer alguma coisa para fugir daquela disputa sobre quem era o macho Alfa e resolveu interferir, até porque tinha medo que Thomas estivesse ali em alguma missão secreta envolvendo David, aquele homem monstruoso, ela sabia que não podia confiar nele, mas Andréia não tinha culpa de estar ligada aquele sujeito.

—Andréia, gostaria de vir até meu quarto? Tenho alguns tecidos novos para escolher e estou confusa, preciso de vestidos e eu gostaria de uma opinião sincera. – Kim falou com um sorriso amigável e Andreia quase gritou em agradecimento, seria maravilhoso se afastar dos Egos presentes naquela sala.

—Claro Kimberly, eu posso lhe dar algumas dicas importantes sobre as modistas de Londres, elas costumam se intrometer em nossos gostos, venha, eu vou lhe ajudar. – Andréia segurou o braço de Kim e juntas subiram as escadas como duas adolescentes cumplices, Kim se sentiu muito feliz por ter alguém em quem confiar, Andreia era uma boa pessoa e merecia ser feliz assim como ela também.

Thomas não gostou muito daquilo, mas achou melhor não dizer nada, não queria demonstrar ciúme ou insegurança na presença do Conde, isso seria humilhante demais para ele.

—Então o senhor está mesmo engajado em levar uma vida de prazeres com a senhorita Jones, se é que podemos chama-la assim. – Disse Thomas desferindo seu veneno no Conde que apenas riu sem humor.

O homem andava pela grande sala principal observando cada detalhe de bom gosto, cada gesto de seu inimigo e claro, cada obra de arte que parecesse de valor.

—A senhorita Jones é minha convidada e no momento estou cortejando-a, nada que um homem da sua elite não possa fazer. – Vlad falou tentando ser elegante, mas ele nunca foi um homem de muita paciência.

—Homens da minha elite não cortejam damas de companhia, nós pagamos mulheres assim e cortejamos mulheres como Lady Andreia, fina, elegante, pura. – Disse Thomas falando de sua acompanhante como se fosse um cavalo em um leilão.

—Servil. Acho que homens da sua elite gostam de mulheres submissas porque não são homens suficientes para conquista-las, mas homens como eu gostam de mulheres com atitude, coragem, e personalidade própria, não que Lady Andreia não tenha essas qualidades, eu a admiro muito por ir contra os costumes impostos por sua família e ser tão gentil com Kim, acho apenas que você ainda não foi homem suficiente para ver isso nela. – Vlad falou firme mais com um sorriso debochado no rosto, Anastácia que havia se aproximado para avisar sobre o jantar colocou as mãos sobre a boca espantada pela audácia e coragem do Conde, ela resolveu se afastar um pouco e deixar que eles resolvessem seus problemas.

—O senhor quer mesmo levar essa conversa por esse caminho? – Thomas falou dando alguns passos na direção de Vlad. –Pelo pouco que vi aqui você não tem uma guarda pessoal muito reforçada meu caro Conde, apenas um velho, duas cozinheiras e um garoto nos estábulos, como pretende se proteger ou proteger a sua dama? – Thomas falou usando um tom debochado ao pronunciar “dama”. –Não ouviu dizer por ai que existe um monstro em Londres? Todos os nobres da região aumentaram sua cavalaria, o único que não fez isso ainda foi o senhor, agora eu gostaria de saber porque. – Thomas permanecia encarando Vlad com os olhos apertados, o Conde sabia que do lado de fora os homens do Duque esperavam com suas armas em punhos, mesmo com o vento forte ele conseguia sentir o cheiro da pólvora.

—É bem simples na verdade, eu estou de partida, depois de todas as ameaças que sofri nas ultimas semanas não quero correr mais riscos, vou levar a senhorita Jones para a Romênia, só assim ela vai estar protegida contra aquele infame. – Vlad falou calmo, ele precisava fazer Thomas acreditar em suas palavras.

—Está falando sobre David Turner? Aquele biltre? Nós sabemos que ele tem negócios com a senhorita Jones, sei que ela lhe devia dinheiro, ou alguma coisa mais. – Thomas falou rindo, em pouco de conversa com David em sua casa ele percebeu o quanto o homem era louco por Kimberly.

—Aquele homem tentou matar a senhorita Jones semanas atrás, eu tive a sorte de encontra-la ainda com vida, ouvi boatos de que ele havia sido atacado por um animal selvagem, mas não sei muito sobre essa história.

—Animal, claro que é um animal. – Disse Thomas rindo de forma insinuante. –De qualquer forma Conde, ainda acho que o senhor deveria ter aceito nossa proposta de negócios, ainda estamos dispostos a pagar muito bem por sua plantação de papoulas.

—Sinto muito Thomas, mas para falar de negócios eu preciso de uma bebida. – Vlad falou percebendo que era melhor focar a conversa sobre negócios do que falar sobre a fera de Londres.

Quarto de Kimberly Jones

Do quarto não era possível ouvir as discussões dos homens na sala principal, e Kim agradeceu a Deus por isso. Andreia também estava feliz por dividir aquele momento amigável com Kim, ajudar a escolher as cores e modelos de roupa parecia uma brincadeira de criança, algo que a deixava extremamente em paz.

—Você e o Conde vão mesmo se casar? – Disse Andréia com os olhos curiosos para a menina que ficou vermelha.

—Ainda não sei, mas ele quer que eu conheça o seu país primeiro para depois me fazer o pedido. – Kimberly falou se lembrando da ultima conversa que havia tido com o Conde.

—Ele é um homem de muitas tradições mesmo, acho isso romântico, levar você até a terra natal dele, é uma forma de mostrar que se importa. – Andrei falou delicada enquanto revirava as paginas de uma velha revista de moda, na verdade era mais uma encadernação de papel pardo com alguns desenhos feitos a mão.

—Vlad é um homem maravilhoso. – Kim disse suspirando enquanto os trovões se tornavam fortíssimos.

—Você está apaixonada Kim, isso é muito bom, mas precisa tomar cuidado com isso, você vive na casa de seu noivo e isso não é uma coisa muito comum, as pessoas podem falar de você. – Andréia falou séria mais Kimberly deixou um sorriso sem humor escapar de seus lábios.

—As pessoas sempre falaram de mim Andréia, isso não seria uma novidade em minha vida, eu não tenho mais medo disso.

—Você é tão corajosa. – Disse Andréia pensando em seu próprio coração e na vontade que tinha de viver um amor livre.

—Eu sou uma tola, isso sim. David está por ai, e ele está atrás de mim, eu sei disso. – Fiquei tão apavorada com o que aconteceu no aniversário do Duque, pensei que iria morrer.

—Quem é esse David? – Perguntou Andréia um pouco desconfiada sobre do que se tratava já sentindo seu coração acelerar.

—Ele é um homem cruel, dono de todas as casas do píer, até mesmo os barracos velhos são dele, David tira vantagem das pessoas e faz jovens como eu pagar por seu preço com favores sexuais. – Kim falou sentindo-se constrangida.

—Sinto muito que ele tenha feito isso a você. – Andréia falou se aproximando da menina e colocando sua mão sobre seu ombro, mas Kim sorriu discreta.

—Graças ao Conde isso não aconteceu, ele me salvou quando David tentou abusar de mim em uma noite no píer, depois disso ele ficou lá desacordado e todos dizem que o monstro de Londres o atacou, hoje ele tem uma cicatriz horrível no pescoço e manca de uma perna. – Ao dizer aquilo Andréia sentiu um arrepio nos ossos, ela sabia de quem Kimberly falava, ela havia visto David Turner no salão principal da mansão dos Milton horas atrás, então era por isso que Thomas estava ali, aquilo era apenas um reconhecimento para algo pior.

—Ah meu Deus, eu sabia que Thomas não estava vindo aqui apenas para fazer uma visita inconveniente, Kim, você precisa sair daqui o quanto antes, o Conde pode estar correndo perigo e você também, principalmente você. – Andréia falou ficando de pé rapidamente e pensando em uma desculpa para levar Thomas embora.

—Do que você está falando? – Kimberly sentiu o medo se aproximar, estava apavorada com a possibilidade de por o Conde em risco novamente.

—David Turner esteve hoje falando com Thomas e seu irmão Cristian, eles estão tramando alguma coisa que envolve você e o Conde, eu não sei ao certo o motivo, nem o que ele vai ganhar com isso, mas vocês precisam sair daqui agora, todos sabem que os Milton estão envolvidos com contrabando e coisas ilegais, todos sabem que Cristian não é um homem bom e que Thomas acabou indo no seu exemplo, mas ninguém se incomoda com isso já que eles são de uma família tradicional e ainda fazem tantas doações para a cidade, principalmente igrejas e obras da coroa. – Andreia respirou fundo olhando pela janela e vendo a quantidade de homens parados do lado de fora apontando seus rifles para a casa, em uma situação normal isso seria totalmente absurdo, por qual razão eles fariam isso?

—Preciso falar para Vlad sobre suas suspeitas, ele precisa estar preparado para encarar seus inimigos, ah Andréia obrigada por me contar, isso pode salvar nossas vidas. – Kim falou segurando as mãos da jovem que parecia muito aflita.

—Conte ao Conde apenas depois que tivermos ido embora, não quero correr o risco das coisas ficarem ruins, tem muitos homens armados lá fora e Thomas pode alegar que agiu em legitima defesa, e coisas do tipo, eu vou descer agora e dizer que não estou bem, que preciso dos meus remédios em casa, e você vai levar o Conde para longe. – Andréia saiu do quarto rapidamente indo em direção as escadas deixando Kimberly atordoada para trás, ela viu Thomas e parecia muito pálida, o que na verdade acabou sendo uma desculpa perfeita.

—O que aconteceu com você minha querida? – Disse Thomas frustrado ao ver Andreia daquela forma.

—Acho que não estou me sentindo bem, preciso ir para casa, você sabe como minha saúde é delicada e não quero correr o risco de ficar presa aqui, me desculpe o inconveniente Conde, voltaremos outra hora, eu prometo. – Andreia olhou para o alto da escadaria onde Kim ainda permanecia tentando digerir tudo o que foi dito, ela estava apavorada com aquilo mais não disse nenhuma palavra.

Thomas percebeu que a situação era estranha, assim como Vlad, mas ambos ficaram em silencio e como no fundo tudo o que o Conde queria era que aquele casal fosse embora acabou ficando feliz, mas não estava muito tranquilo pelos motivos apresentados.

—Vlad, precisamos ir embora, Andréia disse que viu David tramando com Thomas, talvez ele só esteja esperando um sinal para invadir nossa casa. – Kim falou preocupada encarando um Vlad que sorriu por um segundo ao ouvir “nossa casa”.

—Kimberly eu preciso sair agora, tenho que aproveitar a tempestade para me alimentar, só assim não levantarei suspeitas, eu quero que você fique no seu quarto e se tranque, vou pedir a Peter que fique vigiando o portão principal assim como Josep, você não deve sair de casa, fique aqui e tome cuidado, eu não vou demorar. – E dizendo aquilo Vlad saiu pela mesma porta que Thomas e Andréia, e a menina não podia fazer mais nada a não ser rezar para que ele retornasse vivo.

Estábulos

Peter pode ver quando Vlad pegou um de seus melhores cavalos para correr no meio da tempestade, a imagem dele vindo pelos corredores de pedra com sua capa ao vento enquanto os raios iluminavam sua face, era quase como ver algo além da imagem do homem, havia um poder escondido ali.

—Cuide da casa Peter. – Disse Vlad ao montar nas costas da noite sem medo algum e galopar rumo ao seu objetivo, ele precisava comer, precisava estar forte para garantir que nada de ruim acontecesse com Kim, mas será que ele seria capaz?

Próximo ás plantações de papoula – Lado norte da propriedade.

David olhava divertido para aquele cenário, o Conde indo embora a galope enquanto apenas um rapaz franzino ficava de guarda no portão principal, era exatamente como Thomas havia falado, um de seus homens havia saído sem que ninguém percebesse para levar um bilhete até David falando sobre a segurança do local.

—O que vamos fazer agora? – Disse um dos capangas de David cobrindo o rosto com um lenço negro.

—Você e você vão atrás do Conde, quero que o atrasem o máximo possível, você deve ir para os estábulos, mesmo com a tempestade ainda podemos queimar alguma coisa, isso vai atrair a atenção do garoto que vai tentar salvar os cavalos.

—E quanto a você? – Disse outro homem checando sua faca com cabo em formato de caveira.

—Eu vou buscar o que é meu por direito. – Disse David com um sorriso diabólico no rosto, ele sabia muito bem o que queria roubar ali.

Notas finais
E agora gente???????????????? Será que David vai conseguir o que quer? Ou Vlad vai salvar Kim mais uma vez antes da tão sonhada viagem para a Romênia?