Then Winter Comes To Trace Our Love

9 Unlocked – Falling apart


Notas iniciais
Okay, está desbloqueada uma cena que eu tava guardando mais pra frente.
But, pra não deixar ninguém perdido, e acho que realmente deu uma leve confusão, aqui está mais um extra: o qual movi ao lugar do capítulo 9.

Ponto de vista do Kanda, a princípio. Mais pro final é perceptível a mudança do narrador.
É flashback? Sim, do início ao fim. Não coloquei em itálico pra não atrapalhar a composição de outras partes do texto.

Okay, let's go!

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Há oito anos...

Nova York – segunda semana de Julho – Universidade Cornell

Mais uma volta às aulas nessa merda de universidade que nem mesmo sei por que continuo nela, dane-se. Foi o único curso que “chamou” minha atenção, uma vez que meus pais encheram tanto meu saco pra fazer algo, só pra manter o infame nome da família...

Medicina veterinária, segundo ano de faculdade. Quem vê não acredita que um cara como eu possa cursar tal disciplina. O fato é que eu curto esfaquear corpos e, como sou obrigado a salvá-los, preferi escolher os animais às pessoas.

Foda-se.

Meu mau-humor, hoje, está mais pavoroso do que costuma ser, o pior que a causa disso tudo é aquele pirralho besta, e as palavras do maldito coelho não largam da minha mente...

“Parece que o Allen vai se mudar pra Inglaterra, quando terminar o terceiro ano...”

E eu com isso?! Problema dele. Se ele quiser morar na puta que o pariu, que vá! Enfim, se alguém tiver amor à própria vida, que não sente ao meu lado pelo resto da semana; é capaz de eu acabar matando.

–Com licença, será que eu posso me sentar aqui? –a voz feminina me despertou do inconsciente.

Não respondi, não queria papo, muito menos alguém do meu lado.

–Ahn... Yuu?

–Não me chame pelo primeiro nome. –olhei furioso à garota de cabelos loiros.

–Prazer. Me chamo Alma! –ela sorriu sentando-se.

Mas que diabos! Que garota chata. Logo hoje que não queria ninguém me aporrinhando. É tão irritante que chega a parecer ele.

Justo quando quero tirá-lo dos meus pensamentos.

–Por que você não senta naquel- –pausei o comentário notando a sala cheia de alunos. –Argh. Esquece.

Hoje, definitivamente, não é meu dia.

A aula foi adentrando à tarde, enquanto isso ela manteve-se calada o tempo inteiro, ainda bem.

Quieta e focada ao conteúdo... Me lembrou do moyashi calado assistindo a uma palestra do colégio, uma que ninguém se interessou, além dele.

Passaram-se alguns minutos e eu continuei a observá-la. Incrível como seus traços eram parecidos aos dele... O cabelo acima dos ombros, o nariz empinado, os lábios delineados... E aqueles malditos olhos radiantes.

Que ódio... Como conseguem ser tão fascinantes?

–P-pois não...? –proferiu enquanto eu me perdia em sua forma.

–A-ah, não foi nada. –tornei o olhar ao professor, tentando disfarçar a maldita vergonha que acendeu momentaneamente. Ela riu.

–Por acaso eu lembro alguém? –permaneceu sorrindo.

Ótimo, encontrei uma colega que saber ler mentes. Leia então a da senhora morte pra ver se ela não vem busca-la logo.

–Sua namorada?

–Cale a boca. –respondi no mesmo instante.

Namorada, o caralho! Aquele maldito moyashi não passa de um pirralho esquisito, quero mais que volte praquele país de merda dele.

Diabos, aquele comentário extinguiu, totalmente, o resquício de paciência que eu havia guardado pro resto do dia.

...

No ano seguinte...

Nova York – primeira semana de Março

Ignorar

Yuu! Vamos sair, vamos sair! Preciso pegar geral!

N me deixe no vácuo, prfv!

Aquela boate vai tá a mil hj

Apanhei o celular notando algumas mensagens do coelho e, como de costume, ignorei. Não bastou soltar o aparelho pra merda vibrar mais de uma vez.

Saco.

Lenalee

Lavi, Kanda!

Vamos até o aeroporto nos despedir do Allen?

Ele vai embora amanhã...

–Tsc. –estalei irritado. –Ótimo, vai embora, sai da minha vida, maldito. Idiota, fedelho. Espero nunca mais vê-lo na minha frente novamente.

Gritei a plenos pulmões me estirando ao sofá da sala. E, mais uma vez, meu humor caiu demasiadamente, me deixando imóvel sobre aquele estofado do assento.

Dane-se, quem precisa dele? Eu que não.

Não vou me despedir... Não quero me despedir do moyashi...

...

–Y-Yuu, você me chamou? –finalmente ela apareceu.

Faz cinco meses desde que o pirralho se foi, não se prestou nem pra enviar uma sms. É um puto. E eu estou cagando e andando.

–Sim, chamei. –agarrei o pulso dela, já estava completamente envergonhada, parecendo ele. Droga. –Quer sair?

Chega de depender daquele broto de feijão branco. Quer sumir do mapa, que suma; eu vou tirar o atrasado com outra pessoa. Tch, como se eu fosse fazer algo do tipo com ele. Impossível... Dois homens...

O que caralhos estou pensando?!

–A-ah! C-claro! Mas... –desviou o olhar ao chão.

–Mas?

–E sua namorada? –puta que pariu, que mulher insolente!

–Não tenho namorada, será que já não percebeu isso? –olhei furioso. –Eu quero sair contigo. –entreguei meu número e tratei de sair daquele nojo de universidade.

Não é do meu feitio convidar alguém pra sair, porém a raiva me consumia cada vez mais; a cada segundo eu sentia o sangue ferver. Se for pra terminar assim, então farei do meu jeito.

...

Foi tudo rápido demais.

–Yuu... Sempre sonhei em me casar...

–Então vamos nos casar.

E fácil demais.

–Você cuida da clínica pra mim? Em alguns meses já estarei de volta.

–Certo, boa viagem...

–Eu te amo, Yuu. Não se esqueça da refeição da Lótus, duas vezes ao dia!

–Sim.

Parecendo até mesmo um daqueles contos infantis...

“O voo 1206 caiu próximo à costa litorânea da Espanha, nenhum sobrevivente. Checamos a lista de passageiros e funcionários: há seis desaparecidos.”

–Que irônico.

Uma tragédia que jamais cogitei que aconteceria comigo.

–Boa noite... Poderia falar com Kanda?

–Sou eu.

–Meus pêsames... Fizemos alguns exames no corpo da sua mulher e... Descobrimos um feto de menos de dois meses.

...

–Yuu, eu e a Lena sentimos muito pela sua esposa...

–Lavi tem razão... Tenho certeza de que ela está tranquila descansando.

–Tch.

A vida continuava me testando, e me dei conta disso...

Lenalee

Parece q o Allen já voltou de viagem!

Vamos nos reunir?

Ignorar

Yuu, como vai cara? Andou sumido

Viu que o Allen voltou?

Bora preparar algo!

... Quando ele finalmente decidiu voltar pra mim.

Moyashi

BaKanda! Ainda se lembra de mim?

Aposto q estou mais forte q vc!

Já voltei p encher seu saco, hunf!

Essa não...

Ehhh? Qual foi a desse coment?

Bobo! Insensível! BaKanda!

N enche, moyashi estúpido!

Quer brigar eh?

Pode vir, fracote.

Há tempos qro te dar umas belas surras.

Eu senti a falta de todos vcs...

Mais ainda de...

...

BaKanda

Eu senti a falta de todos vcs...

Mais ainda de...

–Ah! Não me diga que acabou a bateria! –Lenalee exclamou.

–Sinto muito, gente. –o pequeno sorriu sem jeito.

–Justo quando você ia se declarar! Argh, que ódio! –o ruivo já arrancava tufos do cabelo de tanta raiva.

–Parece que vou ter que deixar pra outra hora... –os três começaram a rir do vacilo.

...

–Parece que você continua estranho, moyashi. –comentou observando a sms incompleta. –Você se torna extremamente atraente desse jeito. Estou impressionado...

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Notas finais
Não sei se deu pra sacar a troca de narrador no final: do POV do Kanda pro narrador em terceira. Mas, enfim, entendedores entenderão. u_u

Espero que tenha ficado claro o que aconteceu... Mais pro final eu resumi em flashs das memórias do Kanda, até o momento em que Allen quase se declara (que foi quando mudou o narrador). Lol

Eras isso, galerë, qualquer coisa comente se ficou difícil de compreender o texto e tal, daí eu dou uma olhada no que posso fazer.
Obrigada. ♥