Then Winter Comes To Trace Our Love
10 Sealing our fates
Notas iniciais
Como havia comentado anteriormente, o extra não teria data marcada. E aqui estou eu disponibilizando antes mesmo de quinta.
✤ E pra quem achou que o Allen comia o Link, eis uma imagem muito graciosa que preparei a vocês:
https://pbs.twimg.com/media/BIKKq8vCUAAMmbh.png
Poupe-me, por favor... (rindo até agora) ✤
Mais uma vez agradecendo a propaganda da fic à Flavs. ♥
Leiam e comentem: Broken and Destroyed.
Eras isso, boa leitura pessoal!
O dia amanheceu bonito naquele feriado, o bairro calmo e silencioso abafava o som dos veículos apressados da cidade grande, permitindo que aqueles dois corpos, cansados, dormissem até pouco mais das onze da manhã.
Allen foi o primeiro a acordar depois da noite exaustiva que tivera com o amante; avistava os fios negros se misturarem à face clara do japonês, o tornando ainda mais belo.
–Mm! –bocejou acordando quem estava ao seu lado. –B-bom dia... –desejou um tanto envergonhado.
–Hm... –murmurou virando-se para o outro lado.
–Ah! Vamos, Kanda! Levante-se. –nisso, o outro riu.
–Primeiro você. Só quero ver... –sentava-se recostado no travesseiro.
–O que tem de mais? –pôs as pernas para fora da cama, enrolando-se na toalha do banho. –Viu? Me levant-
Allen foi ao chão, batendo o rosto no carpete do piso; não sentia as pernas, muito menos o quadril. Kanda riu da cena, disfarçando.
–Então foi mesmo sua primeira vez...
–Que quê é, hein?! Tudo culpa sua, não bastou as duas vezes, você ainda quis fazer na banheira... –corou de cima a baixo relembrando a noite anterior.
–Heh, bom saber que aquele padeiro não pôs as mãos em você. –riu irônico. –E lembrar que vocês já tiveram um caso.
–O-o Link? E-ele não é padeiro. –riu. –E... Como você soube?
–Lavi vive falando de você, esqueceu?
–B-bom... Meu caso com o Link foi muito rápido... Nem chegamos a fazer nada, ou melhor: eu não consegui progredir.
–Ainda bem. –riu.
–Ciúmes, Kanda? –trapaceou com sua carinha danada.
–Sim. –rebateu.
–Você nem pode falar muito... Chegando a se casar com uma pessoa... Quando eu soube disso, decidi que iria me desvincular de ti. –sentou na ponta do colchão, de costas a ele.
–...
–N-não que eu esteja reclamando, fiquei muito contente por, na época, você ter encontrado alguém que amasse...
–É fato que cheguei a amá-la, mas nunca consegui tirar você da cabeça...
–Então por qu- –fora calado pelos lábios dele enquanto seus olhos já lacrimejavam. –Por quê...?
–A gente tava afastado e, quando ela surgiu na minha frente com aquele sorriso que somente você havia me mostrado... Eu não resisti... Ela era igual a você...
Kanda abraçava a pequena criatura à sua frente com força, Allen tremia aconchegando-se, delineando com o indicador a grande tatuagem no peito dele.
–Bastou ela partir pra nos encontrarmos novamente... –concluiu depositando um beijo na bochecha febril.
–Eu sinto muito...
Logo o celular do moreno tocou ao som de Nirvana; pegou o aparelho em mãos erguendo-se do colchão.
–É da clínica, só um segundo.
–Sem problemas. –assentiu.
Allen avistava o homem esguio à sua frente, andando de um lado a outro; a voz grave respondendo ao telefonema fez com que todos os seus pelos se arrepiassem no mesmo instante. Como era lindo...
–Certo, vou passar aí mais tarde. –encerrou a chamada.
–Celular novo? –notou a diferença no aparelho.
–Tive um pequeno acidente com o anterior.
–Ah é? E o que foi? –questionou enquanto o chamava de volta à cama.
O mais velho explicou a situação gozada ao outro que apenas gargalhava diante da cena.
–Que azar, Kanda! Caiu na banheira? –ainda ria do amante. –Pelo menos salvou seu número...
–Tsc. –estalou a língua entre dentes.
Em poucos instantes encontravam-se, novamente, nos beijos e grudes sobre os lençóis. Os murmúrios do menor acendiam Kanda, o deixando a desejar.
Allen aproximou-se dele: estava deitado, fitando o teto, quando notou o rosto do albino surgir contra a luz. Os olhos acinzentados cintilavam à claridade provinda da persiana, os lábios macios também refletiam brilho.
Tal cena relembrou um fato que Kanda havia esquecido há alguns anos...
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“Então esse é o fim...?”
A janela de uma das salas do segundo andar estourou com o peso somado à força do aluno que atirou Kanda contra o vidro.
Ele caía, porém não sabia quando iria alcançar o chão, enfim batendo o dorso e rachando várias de suas costelas.
Kanda nunca fora um aluno responsável e respeitável; matava aula para arranjar briga no terraço, ou simplesmente por não suportar a disciplina seguinte.
E, dessa vez, ele escolheu mal seu adversário...
–Por aqui! Eu tenho certeza que ele caiu no jardim dos fundos! –gritava uma das alunas do segundo ano que presenciou a cena.
–Sempre esse menino do terceiro ano... –retrucou outra colega.
Encontrava-se imóvel, a visão embaçada tornava tudo ainda mais claro; mas de uma coisa havia certeza: estava um dia muito bonito.
O menino, que ali estava aparando alguns caules de lírio, se assustou erguendo-se em seguida para ver quem era. Os olhos tremeram ao avistar o terceiro-anista que bem conhecia.
–K-Kanda...! –juntou-se a ele, entretanto não o encostou.
“Quem é...?”
“É tão claro e... Branco.”
–Kanda!
“Muito branco...”
“Deve ser um anjo... Se for, significa que estou morto.”
–Kanda! –tomou o rosto do veterano em mãos. –Foco!
–Então... Era só o moyashi... –balbuciou reconhecendo a figura.
–C-como assim “era só”? Não importa! Abra esses olhos... –sentiu o peito apertar ao vê-lo tonto. –Por favor... –suplicou baixinho.
–Onde estou...? –tentou, de alguma forma, enxergar ao redor.
–Nos fundos... O quintal reservado ao clube de jardinagem... E chega de papo, vou chamar alguém!
–Não.
Allen teve o pulso apanhado pelo veterano estirado ao chão.
–Eles já estão vindo.
–M-mesmo assim, Kanda!
–Eu não quero ninguém agora... Além de você.
O que? O albino pode sentir a cabeça já em ebulição, a face inteira ganhando cor; fitou o rosto do maior várias vezes até conformar-se de que estava falando sério.
–E se você estiver com hemorragia interna...? –sussurrou aproximando-se. Os fios claros escondiam sua expressão.
–Shh. Fica quietinho. –cerrou os olhos curtindo a brisa mansa da primavera.
–Como posso ficar quieto vendo você assim...? –notou alguns pequenos cacos de vidro atravessados nele. –Se você não fosse tão briguento e-
Kanda o beijou na bochecha, enfim, desmaiando. Allen apalpou o local com o dorso de uma das mãos, desentendido, porém deslumbrado.
–Aqui! Tragam a maca! –logo veio o bolor de alunos e funcionários, junto da diretoria.
–Ei, garoto, você chegou agora? –a enfermeira tornou a Allen.
–Ahn... Como?
–Aff, nada. Vamos, ajudem aqui.
Em seguida Kanda fora levado ao hospital, o qual permaneceu uma noite somente, recuperando apenas seu estado físico, o psicológico já havia curado assim que vira ele.
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Tomou o rosto de Allen à sua frente, beijando-o na bochecha; este fitou sem entender.
–Kanda?
–Isso não te lembra de nada? –riu.
–Ahn...
–A primeira vez que eu te beijei.
Bastou decodificar tais palavras para que Allen corasse ao extremo.
–B-bobo! E-eu achei que você nem lembrasse mais disso...
–Nem mesmo eu achava que lembraria. –confessou.
–Eu me apavorei vendo você naquele estado...
–Eu sei. –grudou-se aos lábios dele, o beijando com ternura.
–Eu te amo... –proferiu sem desfazer o ato.
–Eu também... Feliz aniversário, Allen.
...
Dois anos depois...
Nova York – 1º de Janeiro
–Jura? Que ótimo, Lena! Estou muito contente por vocês!
Allen falava ao telefone enquanto Kanda preparava o jantar. Era Lenalee mandando lembranças, estava em viagem com o marido, Lavi.
–Tá bom. Sim, iremos com certeza! Beijos.
–Allen, pode me ver o molho barbecue, por favor? –pediu da cozinha.
–Hm~ o cheiro está bom! –comentou entregando-lhe o ingrediente, roubando um selinho seu em seguida.
–Então, qual é a novidade?
–A Lena, finalmente, engravidou! Ela comentou de buscá-los no aeroporto também.
–E quando seria isso? –surpreendeu-se.
–Mês que vem.
–Certo. Já vou preparando os medicamentos pra suportar os surtos do coelho. –riu. –Agora coloca aqueles sacos de lixo lá fora.
–Sim, sim. –deu um biquinho, o qual Kanda não hesitou em mordiscar. –Hihi. –agarrou-o pelo pescoço grudando-se nele.
O nevoeiro dificultava sair de casa. O aconselhável era permanecer em suas residências até que terminasse a tempestade.
Faz um ano e meio que Allen mudou-se para junto do noivo, Kanda; estava com o casamento marcado para a primavera, padrinho: Lavi, madrinha: Lenalee, por muita insistência destes que decidiram marcar o evento ainda este ano.
A ideia de acrescentar mais um membro à sua nova “família” palpitava sempre que se deitava para dormir, porém nunca havia levado a sério...
Até então.
–Uhh, tá muito frio! –os pés afundavam na neve, dificultando sua caminhada.
Dali uns instantes algo chamou sua atenção:
Um cesto pequeno coberto por algumas mantas cor salmão, enterrado à neve profunda.
O vento era ensurdecedor, no entanto era possível notar a voz manhosa.
Allen arregalou os olhos percebendo do que se tratava.
–Você demorou, hein. –comentou já servindo a mesa.
–Kanda...
–O que houve? Você parece pálido... –rumou até ele, avistando o cesto em suas mãos.
–Encontrei ali fora... Como pode alguém fazer isso? Me diga... –deixou a cabeça tombar sobre o peito dele.
–O que?
–Veja só... Uma menina... É uma menina linda, Kanda... –as lágrimas encheram os olhos claros.
–C-calma. Primeiro, vamos examiná-la, venha...
E novamente o inverno surpreendeu o casal, desta vez com um “presente” inesperado, porém gerando outro vínculo forte que os unia. E eles nem ao menos sabiam que apenas era o início de suas felicidades...
Notas finais
Primeiramente: agradeço a todo mundo que acompanhou, comentou, etc.
Me sinto extremamente honrada em conseguir desenvolver algo que prendesse a atenção de tantos... Muito obrigada!
Me fizeram sentir novamente o gostinho da vida de ficwriter depois de tanto tempo sem publicar nada. ♥
Esse final com a criança eu ia deixá-lo apenas para o primeiro capítulo da fanfic continuação, mas a Yuki-chan me deu a ideia maligna de deixá-los ansiando por mais e, como sou muito cruel, adorei e fiz assim mesmo.
✩ Agradecimentos especiais:
-Flavs (noiva linda que fez tantas propagandas da fic)
-Dri (que recomendou e sempre vinha correndo ler)
-Yuki (sempre me puxava a orelha pro capítulo sair no prazo) ✩
Valeu, pessoas, até a próxima! ~ ★
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