Notas iniciais
Bu! Olá você leitor(a), aqui estou eu postando o capítulo dessa semana, espero que goste!
P.S.: arrumei o resumo da história, não vi que havia um errinho ali, mas já está tudo bem. :3
Oook, vamos nessa!

Allen e Kanda haviam sentado em dois nos diversos bancos do desembarque, o lugar estava abarrotado de pessoas, alguns minutos de atraso tornou o clima entediante entre eles. O imenso painel digital confirmava que o avião de Lenalee e Lavi já estava em solo.

O maior retirou uma tablet de dentro da pasta e deu início a seu entretenimento. O outro encarava com o canto dos olhos, interessado. Kanda notou que Allen não parava quieto no banco.

–Dá pra parar quieto? Tá desviando minha atenção. –jogou um olhar indignado.

–Ah, eu to nervoso! –colocou as pernas em cima do banco e agarrou-as.

–Seu nervosismo tá me afetando. –deu uma cotovelada.

–Bom, então senta pra lá.

–Não sei se você teve a capacidade extraordinária de notar, mas tá lotado de gente.

–Okay, então me distraia com alguma coisa... –fitou o moreno.

Kanda mexia na tablet procurando um aplicativo que fosse acalmar a “criança” ao seu lado.

–Toma, chatice. –entregou o aparelho a ele.

Os orbes prateados reluziram no mesmo instante, adorava aquele aplicativo; no entanto o mais velho não teve sossego até jogar partidas contra ele.

–Ah! Não vale! Ele não marcou meu ponto! Eu cortei a maçã e ele não contou.

–Cala a boca, se não contou é porque você não cortou! –retirava a tablet das mãos de Allen. –Você que é ruim e não quer admitir. –riu. –Fiz 5x1 em você. –aproximou-se do ouvido dele jogando um charme tentador com seu sorriso sarcástico, fazendo Allen enrubescer rigorosamente enquanto sentia a cabeça esquentar prestes a apitar como uma chaleira quente.

–T-tá vindo gente! Eles chegaram! Vamos, Kanda. Vamos perto da porta! –levantou-se agarrado na mão do outro.

–Nop. Vá você. Não quero multidão... –puxou sua mão de volta.

–Que saco, hein! Fica aí sozinho então! –rumou para a multidão.

Não demorou muito para Lenalee e Lavi avistarem Kanda sentado no banco mexendo no eletrônico, chegando um de cada lado do moreno.

–Oooi! –disseram juntos, pretendiam assustá-lo, o que não deu muito certo.

–E aí. –até que ergueu o rosto para fitar a moça, deixando o caolho no vácuo.

A amiga usava um vestido chinês vermelho com detalhes próximos da gola em amarelo, a seda brocada com dourado dava um destaque reluzente na peça; sapato escuro de salto baixo e seus longos cabelos negros presos em dois coques. Já Lavi, por sua vez, usava um cachecol xadrez marrom com alguns fiapos arrepiados; camiseta básica verde embaixo do suéter preto que havia remangado até os cotovelos; calças de jeans claro com alguns rasgões e calçava um par de slip on.

–Yuu! Que saudades, cara! –deu um empurrão no ombro do amigo.

–Aham, que seja. –revirou os olhos.

De uns tempos pra cá, Kanda deixou de se importar com o outro o chamando pelo primeiro nome, percebeu que era inútil insistir e só iria envelhecer mais rápido, porém um dia a vingança viria bater na porta do ruivo.

–Ué, o Allen não pôde vir? –Lenalee entristeceu pegando no celular.

–Che. Sei lá. –deu os ombros como se não soubesse de nada; desligou a tablet, guardando.

–Ah, poxa... Então vamos indo? –tentou reanimar. –Vamos jantar em algum lugar! –a menina conduzia.

...

Allen não conseguia enxergar nada com tanta gente na frente. Ficava ora na ponta dos pés, ora encurvado; sem contar os inúmeros empurrões que recebia, até era de se estranhar ter uma multidão daquelas; indagou ser alguma celebridade, mas isso não era do seu interesse. Decidiu, então, retirar-se. Assim que pôs a cabeça para fora daquela massa humana, olhou em volta e não foi capaz identificar Kanda.

–Ai, ai, ai. Pra onde ele foi justo agora? –agarrou o aparelho celular e direcionou para as mensagens trocadas com Kanda.


BaKanda

Aonde vc tá?

Tinha q me deixar p trás neh? :(


Demorou um pouco até receber uma resposta, Allen já estava preocupado.


BaKanda

Aonde vc tá?

Tinha q me deixar p trás neh? :(

Claro

Vc q decidiu se meter lá

Não começa

Vem pro estacionamento

Tá td mundo aqui

Não saiam daí

O inglês correu até sair do aeroporto, tentou se lembrar da localização da vaga, porém o nervosismo o impedia. Enviou outra sms para Kanda recebendo o código do local em seguida. Rumou até eles.

Lenalee notou que o japonês não parava de mexer no eletrônico. Estranhou, pois estavam esperando-o abrir o veículo.

–Kanda? –a garota arriscou.

–Nah. O bastardo tá vindo aí. –assim que apontou para trás, Allen surgiu entre os carros do estacionamento.

A chinesa reparou no menino albino que vinha correndo na direção deles já com um imenso sorriso. A garota abriu os braços na espera de um abraço quando notou a expressão contente do outro entristecer e as lágrimas começarem a escorrer pelo rosto dele. O menor passou como uma ventania do seu lado agarrando Kanda que estava logo atrás.

–Seu idiota! Idiota! Idiota!!! –deixava as lágrimas escorrerem encharcando o sobretudo do moreno.

–Ei, ei. –Kanda puxava um fio arrepiado do cabelo branco tentando retirar o menino de si. Lavi e Lenalee se entreolharam.

–Eu me preocupei... Acima de qualquer coisa! Saco! –bateu na mão que Kanda estava mexendo em seu cabelo, o que o fez retirar-se, e fitou-o com indignação já secando as lágrimas. Kanda nada mais fez além de suspirar.

Allen retornou para os outros dois, dando um abraço coletivo. Lavi bagunçou os cabelos do menor e Lenalee depositou um beijo em sua bochecha. Kanda abriu o carro e entraram todos de imediato, partiriam para a janta.

Lenalee deu a ideia de comerem algo não muito luxuoso, estava a fim de curtir os amigos e não dava importância para esse tipo de refeição. O caolho afirmou com a cabeça envolvendo a chinesa com seu braço; o motorista observou o dois pelo retrovisor.

–Uma pizzaria na Times Square? –Allen opinou enquanto assistia ao trânsito movimentado da cidade com a cabeça apoiada no vidro.

–Com esse tráfego vai demorar quase uma hora até lá. –Kanda o encarou.

–Tá tudo bem, não temos pressa. –Lenalee alertou o outro.

Mais alguns minutos de estrada e então chegaram ao destino. Já se podia ouvir a barriga de um dos esfomeados roncar.

–Não sei como que o Allen consegue se manter magrinho com toda essa fome. Até agora a pouco ele tava comendo as balas que trouxemos de viagem... –Lavi ria do barulho que o menor havia feito.

–Ehhh... Mas você chegou a ver a velocidade que ele correu pros braços do Kanda àquela hora? –Lena brincou; Allen corou brusco, havia agido inconscientemente. –Acho que é por isso que gasta tanta caloria. –passou a mão sobre o abdômen sentindo-se acima do peso. –Preciso aprender com ele... –sussurrou.

–Erm... Vamos entrando! Como podem ver, estou morrendo de fome! – o menor riu nervoso; desviou o olhar para Kanda, mas pareceu que este não havia notado nada.

Já dentro da pizzaria, os recém-chegados não paravam de contar fatos da viagem, mostrar fotos, presentear; Allen e Kanda já estavam zonzos, sem contar o mau-humor do japonês por ter que dividir a mesma mesa com eles.

Yuu alisava o cenho freneticamente, louco para sair dali. Suspirava, olhava ao redor, avistava Allen ao seu lado e seu mundo parecia explodir instantaneamente.

Até que o rodízio começou a movimentar-se para o lado do quarteto. Allen devorava uma após a outra, aceitando todos os sabores possíveis daquele lugar. Lenalee e Lavi mais conversaram do que comeram; Kanda preferiu ficar apenas com uma água gaseificada.

–Bom, acho que já tá na hora de dizermos, certo Lavi? –a menina tinha os orbes brilhantes e alegres.

–Hm... –virava o copo com cerveja. –É verdade.

Allen já captara a mensagem, largou o copo com refrigerante de Cola sobre a mesa e prestou atenção neles. Kanda apenas voltou o olhar para a menina.

–Faz um tempo que estamos assim... Acho que um ano e alguns meses. –começou. –Eu e o Lavi estamos noivos.

–... –um silêncio se formou do lado oposto da mesa.

–Eu sabia! –Allen pronunciou.

–Hã? –Kanda cuspiu a água. Allen não sabia se ficava alegre pelo casal ou se ria da situação do outro.

–Pois é, e já tá na hora de outro couple aparecer, hm? –Lavi encarava os dois do outro lado da mesa com a cabeça apoiada em ambas as mãos.

Allen corou começando a suar. –Oh... I-imagino d-do que estejam falando! Ah... –riu nervoso derrubando o copo com refrigerante. –Whoa! Desculpa! –todos se ergueram imediatamente salvando suas mudas de roupa; logo chegou o garçom com um pano umedecido.

Decidiram cessar por ali, já seriam nove horas passadas e o casal estava cansado da viagem. Lavi pagou a sua parte e a de Lenalee.

–Nem pense que farei o mesmo. –Kanda alertou Allen colocando seu dinheiro dentro da comanda; o pequeno mostrou a língua como se não tivesse interesse.

Por educação e agradecimento pelas lembranças que recebeu, Kanda os levaria até a casa da chinesa, era onde pretendiam ficar. O trânsito estava fluindo e chegariam em poucos minutos lá.

Todos desceram do Honda ajudando a despachar as malas.

–Muito obrigada. –Lenalee deu um beijo na bochecha de cada um. –Vamos combinar algo esse final de semana aqui em casa, o que acham? Ou então um cinema?

–Não dá.

–Eu posso. –deu um puxão no sobretudo do outro. –E pode deixar que irei arrastar o brabinho aqui comigo. –Allen sorriu indo para o carro; Lavi abanou para os dois.

–É pra deixá-lo na frente de casa, me ouviu?! –Lenalee alertava o moreno.

...

–Ei. –Kanda fechou a porta entrando também. –Se você se meter mais uma vez na minha fala, corto sua língua.

–Vamos, Kanda. Não tenho medo de você. –pegava um pacote de chocolate recheado que Lenalee comprara quando fez escala em Miami.

O mais velho ligou o carro e logo entrou na rota para a casa do outro. –Você não vai comer dentro do meu carro.

–Hm... Se eu fosse você, dava mais atenção ao trânsito.

Decidiu ignorar os comentários bestas do mais novo. Permaneceram calados por um bom tempo, ouviam-se apenas os ruídos que Allen fazia ao mastigar e o estalo da embalagem do doce.

–Assim que parar de comer eu posso pensar em prestar atenção. –o pequeno já estava completamente lambuzado com o chocolate importado; tudo o que Kanda dizia a ele entrava por uma orelha, saía pela outra.

Kanda freou brusco, fazendo o cinto de segurança apertar contra o peito de Allen, o que o fez soltar o doce que tinha em mãos caindo no painel forrado do carro. O mais novo congelou.

–K-Kanda...

Yuu encostou o carro, puxou o freio de mão e soltou o cinto, abriu a porta descendo e foi até o carona.

–E-erm. –a porta do seu lado abriu com um japonês muito furioso.

–Sai.

Não pensou duas vezes antes de obedecer Kanda, levantou do banco dando licença a ele. O moreno entrou e retirou uma flanela do porta-luvas, tentando reduzir o estrago que havia acontecido.

Allen já estava tremendo do lado de fora, tanto de frio como de medo. Queria ajudar de alguma forma, entretanto sabia que sua intromissão somente iria irritá-lo ainda mais.

–Eu fico por aqui. –disse cabisbaixo retirando algumas notas da carteira. –Toma, se precisar fazer alguma coisa no carro.

Kanda o encarou de cima a baixo, notou a quantidade de dólar que o mais novo estava oferecendo dando um tapa contra a mão dele recusando tudo aquilo.

–Não quero. –saiu do carona. –Entra. Não sei se percebeu, mas a outra vai me matar se não te largar em casa.

Entrou no veículo e permaneceu imóvel. O resto do doce, Kanda fez questão de jogá-lo fora. Os olhos prateados fixaram no tapete sobre seus pés, até que caísse no sono. Yuu fitou o adormecido e voltou a atenção às ruas.

Dez horas e estavam na frente do edifício de Allen, o qual já se encontrava torto no banco do carro em seu vigésimo sono. O moreno o chacoalhou de leve.

–Oi. –chamou. Allen abria os olhos sonolentos perguntando-se onde estavam.

–Hm... –espreguiçou, estava um pouco surdo da viagem.

–Tá entregue. – disse manso, brincando enquanto o observava com seu cotovelo apoiado no encosto do banco dele.

O menor virou para Kanda e deixou sua cabeça pesar sobre o peito dele. Estava com muito sono, e o outro sabia o porquê, os chocolates continham um leve teor alcoólico.

–Para, assim vai me sujar também, você tá todo lambuzado! –tomou-o nos ombros. –Anda, vai. Antes que a situação piore.

–Tá bom, tá bom... –retirou o cinto e abriu o carro. Antes de levantar checou se estava com tudo: carteira, chaves e celular. –Kanda...

–Que foi? –manteve o tom calmo.

–Eu realmente sinto muito. –sentia os olhos marejarem. –Fazia tanto tempo que não nos víamos e eu estraguei tudo...

–Tsc, não foi você que disse que iria me arrastar sábado? –coçou o cenho impedindo o outro de decifrar sua expressão.

–Hm... –afirmava cabisbaixo. –Eu encho o tanque se quiser. –sorriu triste.

Ficaram em silêncio até que Allen decidiu mover-se.

–Obrigado pela carona. –voltou para o mais velho e depositou um beijo sem jeito na bochecha dele, logo deu as costas.

Kanda paralisou. Fora um ato de imediato, inesperado, insensato... Tão estranho, mas tão gostoso... Não conseguiria se mover enquanto Allen não entrasse no edifício. Provavelmente teria enxaquecas no dia seguinte por ficar relembrando a cena na sua cabeça por horas e horas durante a noite.

Passou de leve os dedos no local beijado, havia um pouco de chocolate. –Mas que... Diabos...? –chacoalhou a cabeça rapidamente e tratou de ir para casa.

...

Notas finais
Oh poxa, pois é, ainda não teve naaada explícito, como podem ver. Apenas quero deixar fluir naturalmente, sem forçar dois caras que estão se vendo após anos transarem no primeiro capítulo, mas enfim...
O próximo vou postar quinta-feira, pois sexta vou fazer uma cirurgia que vai me atrasar um pouco nas próximas publicações... Mas ainda não é certo o prazo dos capítulos seguintes.
Espero que tenham gostado, e não se esqueçam do querido Review. ♥
See you later!