Notas iniciais
Primeiramente: quem me dera ser o Allen.
Enfim, olá, leitores do meu coração. Novamente, espero que gostem da escrita e peguem leve comigo que esse foi meu primeiro lemon depois de um ano parada, juro de pé junto!
Então tentei transpassar da maneira mais natural junto do sentimentalismo dos pombinhos. ♥

Queria agradecer à Flavs, minha noiva linda, pela segunda propaganda da minha fanfic (havia me esquecido de agradecer no capítulo anterior).
✩ Então, você, que ainda não leu, recomendo essa belezura: http://fanfiction.com.br/historia/343149/Broken_and_Destroyed/ (estou acompanhando de camarote, me invejem. XD) ✩

Eras isso, boa leitura a todos!

(Música por Placebo).

Allen não conseguia proferir devido ao nó em sua garganta. O que havia acontecido ali? Não havia se preparado mentalmente para aquilo. Queria escutar tais palavras mais uma vez para, enfim, ter a certeza de que não estava sonhando acordado.

O maior esperava alguma resposta provinda do outro que apenas assentia com a cabeça em meio a poucas lágrimas que já sobressaltavam de seus olhos.

As pernas tremiam, o queixo batia, as bochechas ganhavam cor; até que murmurou quase que inaudível:

–S-sim...

–Hein? –fingiu ter perdido a informação.

–Sim! –fitava os próprios calçados de couro escuro.

–Sim o que? –implicou enquanto apertava as bochechas rosadas.

–Aceito me casar com você... –novamente, encontrava-se tão vermelho quanto um tomate. –Kanda...

Ergueu a mão gélida do menor encaixando a aliança no dedo anelar direito dele. Ah... Aqueles orbes prateados sorriam somente para ele; o tinha inteirinho em mãos, era seu e de mais ninguém. Yuu tomou-o pelo queixo deixando que as respirações se chocassem, condensando-se naquela noite fria, enquanto os olhos aclamavam pelo toque dos lábios.

Beijaram-se imediatamente; a neve revestia o cenário em volta, congelando, enquanto os gestos deles aqueciam os dois corpos ali presentes; o abraço era carinhoso, aquietando ambos os corações acelerados.

–Ei. –e, assim que proferiu, afastaram-se milimetricamente.

–Hm? –questionou ainda em êxtase.

–Quero experimentar meu noivo. –seu olhar era faminto.

–C-como...?

–Entra aí. –desfez-se dos braços dele.

–N-não tá muito tarde e-?

O moreno calou Allen o empurrando para o banco do carona, dirigindo-se à outra porta do veículo. Assim que Kanda girou a chave na ignição, o menor tremeu em ansiedade, revelando um leve volume em suas calças, desmentindo a excitação.

–Heh, olhe você, está ansiando por isso. –pisou no acelerador com força, arrancando os pneus da neve acumulada; o outro, porém, não respondeu.

Retorcia-se no banco tentando aliviar a ereção que insistia sobressaltar; Allen já arfava denso, envergonhado diante da situação. Kanda freou no sinal vermelho tornando o olhar a ele.

–I-ignore... –o pequeno implorou baixo.

–Ignorar? Você está prestes a...

–E-eu sei! –fitou a janela. –Estou nervoso...

Não bastou um segundo para Kanda agarrar o volume dentre as pernas dele, fazendo-o arrepiar, arquear-se para trás; soltou um sorriso danado a fim de dar continuidade, se não fosse a maldita luz verde do farol acender.

–Uff... –suava devido ao calor na região pélvica. –Já disse o quão direto você é...?

–Eu também... –pausou formulando as palavras desnorteadas em sua mente –... Estou a fim disso.

...

Kanda grudou o menor com rapidez e desespero, quase rasgando as mudas de roupa deste. Chocaram-se na parede da sala com as línguas já enroladas, brigando por espaço, sugando-se descontroladamente. Era possível escutar os murmúrios de Allen quando o maior decidia provocar, demasiadamente, com o joelho, a região íntima dele.

–Esp-

–Não dá. –irritado, jogou o pequeno no sofá de couro negro, ao mesmo tempo em que revelava seu tórax retirando a camiseta.

Os olhos de Allen colaram-se àquele peitoral, admirados; os lábios entreabertos esboçavam encanto em seu rosto: estava deslumbrado com aquele homem e seu físico bastante delineado.

Não demorou muito para que os corpos se encontrassem novamente. O ar condicionado ligado em temperatura ambiente amenizava o frio impiedoso de Dezembro, permitindo que os dois ficassem desnudos.

Beijaram-se enquanto Kanda ajudava o menor a despir-se das roupas pesadas. As línguas sugavam-se com volúpia e desejo, já as mãos coçavam querendo explorar aqui e ali.

Allen fora erguido, sentando-se sobre o maior. A camisa desabotoada escorregava dos ombros do albino, conduzida pelas mãos de Kanda.

–Uau. –ironizou. –Me quer tanto assim, moyashi?

–N-não começa... –mordeu o lábio inferior assim que o outro decidiu abocanhar um de seus mamilos, ora o lambendo, ora o sugando.

Uma das mãos do mais velho tornou para o jeans que Allen usava, abrindo o zíper das calças dele, vagarosamente, o que resultou em um ruído provocante. A mesma mão adentrou a roupa apalpando a coxa macia.

–Ahn...

–Anda... Vamos tirar isso. –a voz rouca seduzia; o hálito se estendeu pela orelha de Allen, o arrepiando. –Mo-ya-shi. –disse pausadamente, fazendo questão de implicar.

Pôs-se sobre os joelhos, nisso, Kanda o ajudou a abaixar as calças, revelando seu membro já excitado. Allen o encarava de cima, os orbes claros refletiam luxúria; lambeu os lábios em devaneio.

A nudez do menor apeteceu o japonês; o sexo sobressaltado implorava por toques e sensações.

–Ora, ora... –passou o indicador na glande dele, provocando.

Allen estremeceu gemendo baixinho em seguida, afundou seus dedos naqueles ombros rijos, envergonhado.

O maior engoliu o sexo apurado, permitindo que Allen se deleitasse com as carícias naquela região. Kanda apertou os dedos nas coxas do inglês, marcando-as em vermelho, enquanto seus movimentos com a língua progrediam.

–A-ah, ah! –sentia os joelhos frágeis dando início a poucos jogos de cintura. –K-Kanda!!

–Grite mais. –mordiscou de leve arrancando gemidos dele.

Allen encurvou-se para trás sentindo o ápice esquentar o membro seguido da ejaculação; Kanda o solveu por completo, sem hesitar.

–P-por quê...? –fitou desajeitado. –Por que você fez isso?

–Tsc. –roubou um beijo do menor, tirando o fôlego dele; nisso, balbuciou algo que ele não pôde captar.

–Hm...? –sentiu envolver-se pelos braços do japonês.

–Eu te amo, idiota.

O silêncio prevaleceu na sala de estar. O olhar de Kanda era penetrante e intenso, intimando o pequeno que não obteve palavras naquele momento.

O maior retirava as últimas mudas de roupa, guiando Allen novamente para seu colo, podendo sentir a entrada tímida dele.

Estremeceu ao notar a pontinha do pênis roçar em si, encolheu-se recusando.

–É a sua primeira vez? –Yuu questionou despreocupado.

–A-atrás, sim...

–Ah... Como você me dá trabalho. –direcionou dois de seus dedos à boca dele.

–O-o que vai fazer?

–Anda, chupa.

–Hein?!

Kanda enfiou o indicador e o médio entre os dentes de Allen, este repugnou a princípio acostumando-se aos poucos. Era interessante visualizar a expressão genuína do menor enquanto seus pensamentos lascivos permutavam malícia e prazer, fazendo com que a vontade em dominar aquela criatura se expandisse em poucos segundos.

Separou os joelhos inseguros dirigindo seus dedos melados ao canal dele; sorriu malicioso, encantado com a vergonha do menor. Kanda beijou o lado interno de uma das coxas, provando cada centímetro daquele corpo.

–Relaxa...

–Uff... –escondeu-se atrás dos braços, enquanto uma pequena fresta o permitia observar os movimentos dele.

–Não, não. Abra bem as pernas. –alertou percebendo suas reações. –Você fica ainda mais lindo assim.

Allen pausou os gemidos, erguendo-se até ele; abraçou o homem à sua frente, forte, como se fosse a última vez que o faria.

–Kanda... –formou uma trilha de beijinhos pelo pescoço dele, o encarando em seguida. –Eu te amo muito...

–... Eu sei. –afagava os cabelos brancos notando aqueles olhos brilharem de emoção. –É por isso que te pedi em casamento: eu te quero.

–Eu serei seu, Kanda. –aproximou-se dele roçando seus lábios. –Somente seu... –sussurrou.


I'll be your water bathing you clean


The liquid piece

Beijaram-se com ternura, agarrados, necessitando aquele toque; foi quando Allen permitiu que a penetração se iniciasse. Kanda impulsionava, vagarosamente, seu membro para dentro do orifício estreito.

–Ahh! –ressentiu a princípio.

–Tá tudo bem aí? –pausou o ato na espera dele.

–S-sim... Não se preocupe. Eu quero... Fazer isso.


I'll be your ether you'll breathe me in


You won't release

Já interligados, Allen sentou-se sobre ele; Kanda arfou curtindo a posição, já com um sorriso atrevido esboçado no rosto.

Alguns movimentos circulares com a cintura tornaram a investida do maior prazerosa para Allen, que ia se acostumando com tal presença dentro de si, já podendo fechar os olhos, aguentando.

–Mm... –desfrutava das singelas mordidas em seu pescoço, ao mesmo tempo em que sentia as mãos dele acariciarem seu sexo.


I've seen you suffer


I've seen you cry the whole night through

Moyashi, repete o que disse... –seu olhar pairava sobre a imagem do garoto.

Envolveram-se intensificando o ato; o menor cavalgava sobre Kanda à medida que se acomodava, apartando ainda mais suas pernas, permitindo-o que adentrasse com maior precisão.

Novamente as bocas se encontraram em um beijo lento e apaixonado, esfregavam seus rostos assim que possível, desfrutando suas presenças. Sem muita demora, Kanda alcançou o botão efervescente de Allen, sua próstata, fazendo-o estremecer de cima a baixo.


So I'll be your water bathing you clean


Liquid blue

–Wuah...!

–Heh, finalmente toquei nela... –desprendeu-se daqueles lábios, restando apenas um filete de saliva que os unia. –Agora repete.

–R-repetir...? –Allen fitou desentendido.

Irritado, agarrou com força a glande dele, deixando aquele membro latejante; Kanda lançou sua pior careta.

–Que você será meu e de mais ninguém. –ênfase à última palavra.

–Ahhnn... N-não segura assim... Mmm... –o ápice estava próximo. –E-eu sempre fui... Somente seu...


I'll be your father, I'll be your mother,


I'll be your lover, I'll be yours

–Você já vai...?

–M-me desculpe... –gozou seguido de Kanda, que não se conteve ao assisti-lo.

–Argh... Seu maldito... –mordeu o ombro dele. –Segundo round.

–Uff...


I'll be your father, I'll be your mother,


I'll be your lover...

Direcionaram-se ao andar superior; a cada degrau que passavam, trocavam beijos e carícias. Adentraram o cômodo do japonês, que, em seguida, atirou o menor sobre a cama.

Allen tornou a ele, agarrado ao lençol do colchão; os olhos estreitos, libidinosos, revelavam desejo e transpassavam uma sensualidade que somente Kanda era capaz de ter.

–Vire-se.

–S-sim. –atendeu ao pedido dele enquanto virava-se de “bruço”.


I'll be your liqour bathing your soul


Juice that's pure

Moyashi...

–Ahhn... –ergueu o quadril equilibrando-se sobre os joelhos, o chamava. –Kanda... Faça...

–Faço. –notou o canal dele preenchido por seu próprio sêmen. –Quanta formosura. –ironizou colhendo um pouco daquele líquido.

Encaixou novamente nele, estocando rigorosamente e veloz; algumas gotas de sangue escorriam dentre as pernas de Allen, manchando o lençol cor creme.

–Ah! Ah! –os nós de seus dedos perdiam cor devido à força em agarrar-se àquelas colchas.

–Dói?

–N-não... Não pare... Hm... –flexionou os joelhos deixando tais movimentos mais ágeis.


And I'll be your anchor you'll never leave


Shores that cure

–Uff... E-eu... Sempre quis vê-lo assim, moyashi.

–Assim como? –voltou o olhar a ele, sua expressão era exausta, porém encantadora.

O complexo de dominação preenchia Kanda, o desejo carnal em tê-lo coordenava seus atos naquele momento; estava faminto, como se Allen fosse sua presa mais deliciosa.

–Desse jeito... –riu discreto. –Embaixo de mim...


Well, I've seen you suffer


I've seen you cry for days and days

–... Eu quero te proteger. –concluiu; a franja caída escondia a expressão esboçada nele.

–Kanda... –o maior ajudou-o a deitar suas costas no colchão, podendo, enfim, entreolharem-se diante do sexo; admiravam-se.

–Que graça... –comentou sério, aproximando-se dos lábios dele.

Allen estremeceu deleitando-se com a penetração, agora, delicada. Já guiados ao auge, alteravam entre beijos e afagos, enquanto os corpos roçavam um no outro.

–Mm... –o menor teve seu pescoço sugado na altura do ombro, certamente a marca prevalecerá por poucos dias.


So I'll be your liqour, demons will drown


And float away

Em poucos instantes, esgotaram-se; Kanda deixou seu peso cair sobre Allen, abraçando-se intensamente àquele ser.

–Ah... –arfaram juntos, satisfeitos, apaixonados.

Seus cheiros misturavam-se, os transformando em uma só áurea, unindo-os, tanto em corpo como em alma.


I'll be your father, I'll be your mother,


I'll be your lover, I'll be yours

–Não me solte... –reclamou no momento em que sentiu o maior levantar-se. –Fique um pouco mais...

–Hah... –soltou uma risada boba. –Por mim, não te soltava nunca. –cochichou, retirando-se dentre as pernas dele.

–Hm... –murmurou ainda sensível aos toques.

O corpo flácido do pequeno, exposto sobre os lençóis manchados, mexia com os sentimentos de Kanda; estava ali, completamente sob seu comando, permitindo ser domado por ele.


I'll be your father, I'll be your mother,


I'll be your lover, I'll be yours

–Anda, vamos tomar um banho. –tomou ambas as mãos dele, o trazendo consigo. –Eu não vou te largar, pode ficar tranquilo. –brincou.

–Bobo... –debruçou-se nele, enterrando a face nos cabelos negros. –Obrigado...

–Por? –a expressão serena aguardava pelo complemento da frase, pacientemente.

–Por me fazer seu... –depositou um singelo selinho sobre aqueles lábios, esfregando seu nariz no dele, os olhos mais radiantes que um astro...



Yours.



Notas finais
Acabou. Weee! Sim, final, final, os próximos serão EXTRAS.
Farei um extra, que, até quinta que vem, postarei; ou seja: pode sair amanhã, sábado, domingo, etc. Resultando no paradeiro da mulher do Kanda + flashback.

Foi um final merecido? ;; Pois tenho ideias para uma continuação, mas somente se tiver muito leitor implorando, viu?
Brincadeira, farei em uma fic paralela, porém não por agora, o mês de Maio será atolado pra mim...

Bom, espero vê-los no extra. Obrigada a quem está acompanhando lealmente, e principalmente aos comentários que me ajudaram a encerrar a fanfic. ♥