Then Winter Comes To Trace Our Love
1 Crossing paths again
Notas iniciais
Uma pequena introdução: sou fanática por Yullen.
Pronto, viu? Eu disse que seria pequena. :3
Desejo uma ótima leitura e vejo você nas notas finais!
O celular despertou logo pela manhã ao som de um dos mais clássicos sucessos do Jazz, fazendo aquele ser sonolento bater forte na touchscreen do aparelho; era segunda-feira, estava na hora de ir para o serviço, e que serviço. Não gostava do fato de ter de levantar enquanto seu corpo clamava pelo colchão macio e cobertas quentes. Era confeiteiro, tinha a obrigação de acordar cedo para dar início às suas mais recentes “obras de arte”: seus doces; e satisfazer as donas de casa que frequentam tal confeitaria. No entanto orgulhava-se de ter tais freguesas; eram gentis e sempre souberam como elogiar os doces do menino, isso era o necessário para que o fizesse se levantar naquela manhã cinzenta e fria.
Foi ao banheiro fazer sua higiene, voltando para o quarto espreguiçando-se. Já passava das sete e meia da manhã. Vestiu uma camiseta básica branca, logo pôs seu suéter azul marinho, enrolando a manta felpuda no pescoço; vestiu calças jeans, calçou as botas pretas de cano curto, agarrou a pasta já arrumada na noite anterior; mordeu a fatia de pão torrado já com o jornal e a chave do apartamento em mãos, logo saiu. Seu expediente começava as oito em ponto, porém nada como ter um apartamento em uma região central, o que come pouco do seu tempo, uma vez que seu trabalho se situa a duas quadras de sua residência. “Time is Money” e Allen aprendeu a conviver dentro de tal conceito.
Em meio ao caminho, cruzou olhares com algumas madames conhecidas. Retirou de um dos bolsos das calças algumas moedas que juntas dariam o valor exato de um café expresso, guiou-se à maquina mais próxima e obteve seu liquido “vital”. Andava cambaleando ainda com sono; os olhos estreitos devido à luz do dia tentavam decifrar às grandes letras da manchete do jornal nova-iorquino.
Allen beirava seus 25 anos de idade; viera da Inglaterra ainda jovem, seu tutor particular o pôs em um colegial para finalizar o Ensino Médio após a tragédia de seus pais; logo aprendeu a se virar na cidade grande e movimentada. Terminara a faculdade de gastronomia há quase três anos; assim abriu uma confeitaria junto do colega Link Howard, estando firmes até hoje. Ainda mantém contato com alguns amigos do colégio, porém a falta de tempo e o cansaço o impediu de vê-los pessoalmente.
Enterrou a mão no bolso traseiro e retirou a chave que abriria a loja que alugava para sua confeitaria. Faltando alguns minutos para às oito horas, direcionou-se aos armários do vestiário, retirando a manta e trocando o suéter pelo avental branco com alguns detalhes em azul e o nome da confeitaria estampado no peito; prendeu a franja para trás, estalou os braços e foi para a cozinha. Em poucos instantes percebeu seus funcionários chegarem.
–Bom dia, Walker. –disse o loiro ajeitando o caixa.
–Wahh, Link! Juro que não vi você chegar! –sorriu desajeitado.
–Você nunca nota, está sempre na cozinha. –riu discretamente.
–Blá, blá, blá, alguém tem que deixar as moças felizes, hm? Meus doces fazem isso. – gesticulou um coração com os dedos. –E, por favor, Link, nos conhecemos desde a faculdade, pare com essa formalidade. –agarrou uma das formas já preparadas. –Aliás, a senhorita James encomendou alguns doces para uma festa de aniversário, quero você comigo aqui na cozinha!
–Certo, certo. –fitou a moça de cabelos castanhos. –Srta. Miranda, posso contar com você pro caixa?
–A-a-ah! C-claro que sim! –apertou o laço do rabo de cavalo e tomou a frente.
–Srta. Miranda pode ficar tranquila, sabemos que você é funcionária recente, mas todos nós iremos tratá-la bem! –Allen gritou da cozinha com um sorriso alegre. –É um prazer ter a senhorita conosc-WAAH, QUENTE!
–Tsc, Walker! Preste atenção! Quase derrubou os macarons! –Link apanhou a forma com os doces nos últimos instantes da queda, que sorte! Abaixou o fogo e pôs a forma a esquentar novamente.
Miranda riu da situação, mas logo focou em seu “dever”.
Oito horas e a vitrine do local já estava à mostra, atraindo a atenção dos que passavam em frente, como de costume. Fregueses já davam as caras para comprar um docinho aqui e ali e devorá-los sentados nas diversas mesinhas do ambiente. Allen gostava de ver a expressão de satisfação no rosto dos clientes, se orgulhava muito disso, pois desde cedo sempre teve uma paixão por doces e sobremesas e, sempre que se lembrava dessa paixão, sentia um gostinho nostálgico dos tempos de colégio...
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–Lavi, por acaso você viu o Allen-kun?
–Vish, a última vez que vi, ele e o Yuu estavam brigando de novo.
...
–Tsc, você é falso demais e isso me irrita muito.
–Não estou pedindo pra você gostar de mim, BaKanda!
–Ainda bem, porque você faz o tipo que eu detesto.
–Você também não é nada agradável!
–Se for pra dar sorrisinhos falsos na minha frente novamente, vou socar essa sua cara!
–Há! Tenta! Se me bater eu revido!
–Ah é? Você é só um fracote que não sabe de nada.
–É o que você pensa! Só porque pratica Kendô se acha o mais forte?
–Che, olhe pra você, parece que a qualquer momento irá quebrar. Por que será? Será que foi a perda do papai e da mamãe? Hein? Que pena.
–...
–Vê se não enche.
O veterano deixou a sala batendo a porta de madeira maciça. Allen sentiu suas pernas fracas e permitiu que a gravidade trouxesse seu corpo ao chão; não achou que Kanda chegaria a tal extremo, era prova de que o terceiro-anista estava puto.
Logo sentiu suas bochechas esquentarem, o queixo tremer, então as lágrimas rolaram abaixo, não podendo conter a expressão triste. Era difícil superar a perda de pais tão amados como os seus; mal completou um ano sem eles.
Lenalee, amiga do segundo ano, entrou correndo; havia escutado o final da discussão enquanto subia as escadas para o andar dos terceiros. Lavi encontrou com Kanda no banheiro, porém logo foi expulso de lá.
–Allen-kun...
–Lenalee, não queria que você me visse assim, poxa. –tapou o rosto com as mãos, sua voz saía tremida e falhada.
–Somos amigos, quero te ajudar. Você sabe que o Kanda nunca mediu suas palavras... E que ele fala o que pensa. –sentou-se ao lado dele.
Enquanto a morena tentava ajudar o menor, Kanda foi refrescar a mente no pátio da escola. Deixou o vento levantar seus cabelos, seu rosto úmido após ter enxaguado trazia uma sensação refrescante para si. Suspirou. Sentou sobre um dos bancos de gesso trabalhado e suspirou novamente. Ah, como aquele pirralho o incomodava... No entanto reconheceu que pegou pesado dessa vez. Não demorou muito e uma menina se aproximou dele.
–Com licença, participo do clube de culinária e estou distribuindo algum dos meus doces, estaria interessado? –retirou da bolsa uma caixinha de chocolates enfeitados que ela mesma havia preparado.
–Não. –revirou os olhos.
–Wah! Essa foi rápida! –deu um sorriso sem jeito. –Me chamo Linda, estou no primeiro ano e realmente apreciaria muito sua ajuda, é uma divulgação.
–Não gosto de doces.
–Hm, poderia presentear sua namorada com alguns desses, quem sabe? – apresentou alguns em formato de coração. Kanda encarou feio. –Por favor, é de graça!
–Tsc, mas que chata! –arrancou os doces da mão da pequena. –Satisfeita?
–Muitíssimo obrigada! Espero que ela goste! –saiu saltitando para seu próximo alvo.
–“Ela” quem? –pensou consigo e logo se lembrou do comentário sobre “namorada”. –Tsc. –já tinha em mente para quem dar aquele pequeno pacote.
...
–Está melhor? –deixou que o amigo encostasse a cabeça em seu ombro.
–Obrigado, Lena. Não sei o que deu no BaKanda, ele tá mais agressivo.
–TPM. –a menina comentou fazendo Allen se assustar. –Brincadeira!
–Mas você tem razão! –encarou a amiga e começaram a rir.
–Né, Allen-kun, vou atrás do Lavi e já venho. A gente tava preparando os folders do clube de literatura até que perguntei sobre você. –levantou batendo a saia pregueada.
–Sem problemas! Eu já to de saída também, aqui nem é minha sala... E não to a fim de ver ele. –juntou as sobrancelhas numa expressão braba, contudo Lenalee riu da tamanha fofura do amigo.
Ambos deixaram o local indo para o andar de baixo, dos segundo-anistas, lá encontraram um ruivo e o irritadinho do Kanda. O menor virou o rosto e Lenalee percebeu a atmosfera tensa.
Lavi tentava convencer o moreno de entregar os chocolates para Allen como pedido de desculpas; algo que Kanda se negaria até a morte, pelo menos na frente deles.
–Vamos, Yuu, você pegou pesado demais com o Allen.
–Quer parar de me barrar? Vou chutar suas bolas.
–Wah! Você tá muito agressivo, Yuu!
–Para de me chamar assim, bastardo! Sai da frente.
–Não, não, não! É sério. –gesticulava com as mãos.
–Eu não vou entregar chocolate ou merda nenhuma pro pirralho!
Os outros dois presenciaram a cena surpresos. Allen olhou para o pacote enfeitado na mão do moreno, estranhando.
–Ah! Allen! Vem cá! –Kanda jogou um olhar mortal sobre o ruivo. –O Yuu veio te pedir descul-
–Fecha a matraca antes que eu arranque sua língua fora. –Kanda disse entre dentes, tapando a boca do colega com uma das mãos.
Allen aproximou-se em silêncio; fitou Kanda por alguns segundos e desviou o olhar para a caixinha em sua mão. O maior suava frio, odiava quando Lavi o metia em tais situações. A menina também se aproximou, relembrou o ruivo de que tinham tarefas pendentes.
–Kanda, também acho melhor você dar um jeito nisso! –apertou a bochecha do moreno dando as costas junto de Lavi e os cartazes de literatura.
Kanda rapidamente olhou para o menino albino atrás de si. Allen mantinha-se cabisbaixo, não queria vê-lo por, pelo menos, uma semana! As discussões e mal-entendidos entre os dois se tornaram mais frequentes desgastando a convivência entre eles.
–Eu- –disseram uníssonos. Allen deu um passo pra trás, surpreso. Kanda também estranhou.
–Tsc. Não quero falar disso aqui.
–P-pois é. –a verdade é que Allen preza a amizade de todos os três, tanto a de Lenalee quanto as de Lavi e Kanda; adoraria se pudesse ter, um dia ao menos, uma conversa decente com o irritadinho.
O menor seguiu o veterano até a sala de onde tudo começou. Observou Kanda arrumar os materiais dentro da pasta, colocar o celular no bolso e ajeitar a mochila atravessada.
–Antes que me pergunte, não vou ficar pra aula de tarde. –fitou o menor que acompanhava tudo com os olhos. –Ah... Toma, é pra você, foi por isso que te chamei aqui. –a franja caída sobre os olhos impediu Allen de ver sua expressão.
Kanda entregou o pacote com chocolates e saiu da sala. O menor virou o rosto na direção do outro, apertou o pacote até deformá-lo; havia captado o pedido de desculpas e isso o deixou imensamente feliz, até mais do que esperava ficar...
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O horário de almoço aproximava-se, Allen já preparava as últimas formadas para o aniversário da Srta. James quando sentiu seu celular tremer no bolso das calças, era Lenalee mandando lembranças, afirmando que voltaria de viagem ainda hoje com Lavi.
Lena
Alleeeeen
Eh hj q voltamos, viu?
Seria legal ver vc no aeroporto :(
O voo chega sete da noite, vou chamar o Kanda tb
Bjinhos
Obaaaa
Tá bom, vou tentar largar aki mais cedo
Boa viagem de volta ;)
Eh qse certo q eu esteja lá
–Nossa, faz quase seis meses que a Lenalee foi pra China... Que saudades. –sentiu os olhos marejarem.
Allen não só mantivera contato com a amiga, mas também com os outros dois. Não completou nem uma semana desde a última troca de sms com Kanda, porém o moreno ainda não respondeu sua última mensagem.
Pressionou o nome do Kanda abrindo as mensagens trocadas, rolou o dedo sobre a tela relendo as antigas e logo começou a digitar.
BaKanda
Ei vc não quer ir cmg no aeroporto?
Demorou alguns minutos até que Kanda respondesse. Allen já havia deixado a confeitaria para almoçar.
BaKanda
Ei vc não quer ir cmg no aeroporto?
Tá querendo carona neh? Folgado
Allen arqueou uma das sobrancelhas enquanto dava mais uma garfada na refeição.
BaKanda
Ei vc não quer ir cmg no aeroporto?
Tá querendo carona neh? Folgado
Não dispenso hahahah :)
Ficarei pronto lá pelas seis, pd ser?
Ok
Endereço eh o msm?
Yep
Vou te fazer encher o tanque, cara de pau
Bobo
E o assunto encerrou ali. Pelo menos Allen não teria que se preocupar com transporte. Iria deixar o trabalho perto das cinco, para dar tempo de se banhar e trocar de roupa.
BaKanda
Vou te fazer encher o tanque, cara de pau
Bobo
Tb to com saudades ok?
Digitou a última frase no aleatório, enquanto devaneava sobre o reencontro com ele. Ah, sim... A última vez que se viram foi por muita insistência de sua parte, pois Kanda afirmava estar muito ocupado com a clínica veterinária.
Engoliu o último garfo do almoço deixando o dinheiro sobre a mesa. Quase sempre almoçava por ali, o restaurante situava-se na mesma quadra de sua confeitaria e havia feito amizade com um dos cheffs, o senhor Tyki Mikk; ele tinha uma irmã bem atraente por sinal, Srta. Road; Allen conseguia notar quando esta jogava charme para cima de si com seu avental curto e cheio de babadinhos. A verdade é que já tiveram um “caso”, porém o inglês não conseguiu manter o relacionamento por falta de tempo e interesse.
A tarde elaborando os doces passou voando. Já havia comentado com Link que iria deixar o restante em suas mãos, pois sairia mais cedo; depois iria pagar o expediente com horas extras. E sem muita dificuldade, partiu.
Eram cinco horas exatas quando pisou no edifício. A noite já contornava aquele céu acinzentado. O nevoeiro não havia dado as caras, se não o aeroporto já estaria interditado. Lenalee fez escala em Miami e pegará o voo das quatro e meia, mas provavelmente vai atrasar um pouco.
Entrou no apartamento retirando as botas e cachecol, foi correndo para dentro do banheiro antes que ficasse tarde. Kanda certamente não perdoaria seu atraso.
Quinze para as seis e Allen já se encontrava vestindo sua camiseta estampada com a bandeira inglesa envelhecida de mangas que terminavam um pouco abaixo dos cotovelos; o cachecol e um casaco de couro escuro; calças jeans pretas presas por um cinto estilizado com metais e seu All Star que vinha até abaixo dos joelhos. Bagunçou um pouco seus cabelos prateados e passou spray fixador seguido de alguns jatos do seu perfume predileto.
Assim que pegou no celular, vibrou; era sms avisando de que Kanda estaria ali em poucos minutos. Allen aproveitou para dar uma boquinha em alguns doces que estavam na geladeira. Pegou a carteira com seus documentos, a chave do apartamento e saiu.
Esperava sentado nos degraus da frente do edifício, dali uns instantes pode notar pequenos flocos de neve caírem, revestindo pouco a pouco as ruas em um branco manso. O início do inverno era calmo e agradável; os que não conhecem neve até diriam que são “inofensivas”, porém elas são um dos fatores mais prejudiciais no ápice da estação fria.
Não demorou muito para que Allen avistasse um Accord EX preto parar na calçada do edifício e dar uma buzinada. Sentiu o celular vibrar.
BaKanda
Entra aí
Brilhou os olhos assim que abriu a porta do carona. Fazia muito tempo que não se viam. Suas mãos suavam frio e tremiam de leve.
–Kanda... –sentou-se ainda fitando o moreno. –Quanto tempo!
–É, é. Que seja. –encarou com o canto dos olhos estreitos, dando a última tragada na bagana de cigarro antes de jogá-la pela janela.
–A última vez foi... –Allen contava nos dedos os anos que se passaram desde então. –Na inauguração da Snow Kiss! –era o nome da confeitaria.
–Sim, pois é. –virou soprando no rosto de Allen a fumaça que havia tragado. –Você não mudou muito, hm? Continua baixinho. –riu maldosamente enquanto engatava a ré do carro automático. –Um moyashi.
–Ah, não, não mesmo! Já tenho 25 anos, BaKanda! Crueldade me chamar assim! –alcançava o cinto de segurança enquanto retrucava. –E... Obrigado pelo jato de nicotina. –disse com sarcasmo.
–Já sabe, né? Encher o tanque.
–Ah, qual é? Tava falando sério mesmo? –Allen olhava indignado pra ele. Suspirou. –Que seja. –revirou os olhos. Observou a aliança no dedo anelar da mão esquerda do motorista refletir. –... Kanda-
–Prefiro não ouvir comentários a respeito.
Kanda foi casado por quase três anos com uma moça muito gentil; Allen havia se surpreendido mais que os demais amigos, jamais imaginou que o emburrado fosse compartilhar momentos de amor e carinho com alguém. E, viajando a trabalho, sua mulher faleceu na queda do avião. Mais tarde fora descoberto que a moça estava grávida de dois meses, o que frustrou Kanda ainda mais.
Tocar no assunto foi, certamente, má ideia; Allen desculpou-se e permaneceram em silêncio por mais da metade do caminho. Kanda ligou o rádio com o indicador, pousando a mão direita sobre a perna, batendo seus dedos freneticamente.
O menor puxou assunto e acabou sabendo que Kanda já estava no fim de seu segundo ano de pós-graduação em medicina veterinária.
–Incrível! Você sempre gostou de animais, né? –disse com um sorriso bobo.
–Não. –rebateu (Home Run!*).
–Mas eu sempre te vi com animais quando você tava no colegial e-
Kanda lançou um olhar desentendido, Allen havia acabado de revelar um de seus maiores segredos.
–Como é?
–O-ou será que foi impressão minha? Hahahaha... –tentou diminuir a tensão que havia se formado ao mesmo tempo em que corava bruscamente.
A verdade é que o menor perseguia seu veterano até a esquina da quadra do colégio e sempre presenciou as mais diversas cenas dele com animais solitários e abandonados. Allen admirava muito tal ato de solidariedade no outro.
–Pronto, chegamos. Você cuida das informações do voo deles. –direcionou o carro para o amplo estacionamento.
–Sim...
–Ok, ficarei com essa vaga aqui mesmo. –manobrou, parou o carro, desligou e puxou o freio de mão. –Vamos, não fica se amarrando. –retirou o cinto de segurança e abriu a porta.
–Ah... Kanda, o cinto enroscou no meu casaco, pode dar uma ajuda aqui? –era difícil se mexer, uma vez que o cinto apertava sua garganta.
–Argh, como que você conseguiu isso?
–N-não sei, eu apenas soltei e ele prendeu aí... –tentava se explicar.
–É um moyashi mesmo. –colocou o banco para trás a fim de obter mais espaço. Aproximou-se fazendo o menor desviar o olhar. –A gente vai se atrasar e a culpa é toda sua.
–Desculpe... –Allen cerrou os olhos notando o aroma da colônia misturado com um leve toque de nicotina que emanava de Kanda. –Ah... –sentiu-se amolecer, fitou o maior com os olhos semiabertos, seus lábios já ansiavam por algo a mais; olhava para os orbes dele, outrora para seus lábios...
–Pronto. –Kanda deu de cara com um moyashi corado e extasiado. –Oi. –desconfiou enquanto retirava o cinto de segurança do outro.
Allen despertou do devaneio completamente envergonhado. O que foi aquilo? Não estava tão desesperado a ponto de não segurar sua própria ereção!
–O-obrigado! Te pago um café. –sorriu.
–Tsc, anda logo, vai.
Assim que adentraram no desembarque eram exatas sete horas, porém o voo havia atrasado como de costume.
...
Notas finais
Bu! Olha eu aqui~ *3*
Você que conseguiu chegar até aqui é considerado(a) um(a) bravo(a) guerreiro(a)! E para se tornar um(a), basta deixar um review apontando tanto os pontos positivos quanto negativos do capítulo. Lembre-se que isso é MUITO importante pra quem escreve, além de estimular na continuação e tal. ^^
Postarei o próximo capítulo em exatamente uma semana (e assim sucessivamente).
Muito obrigada pela leitura! Vejo você daqui sete dias?
Huhuhu~ (Samara feelings)
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