The warmth of Winter

24 Inocência coração


Notas iniciais
Eu gostaria de agradecer pelos comentários, espero que gostem do capítulo. Boa leitura = D

Beatrice Fontana POV

Eu me lembro do meu primeiro tombo de bicicleta, sempre gostei de tentar coisas novas e potencialmente perigosas, escalar árvores, ou moveis da casa, ir a cachoeiras, pular de lugares altos, mas, eu acho que isso só foi assim, por causa do meu primeiro tombo. Minha mãe morreu quando eu tinha 3 anos, então não me lembro de quase nada sobre ela, meu pai sempre foi um cara legal, mas não é um expert na área de criar meninas, ele me ensinou a jogar bola e escalar árvores, porém não sabe a diferença de trança para rabo de cavalo. Quando eu tinha cinco anos, ele decidiu me ensinar a andar de bicicleta, fomos a uma área aberta e ele me ensinou como subir nela e como pedalar, na primeira vez, ele me segurou enquanto eu pedalava, fez isso na segunda também, já na terceira, ele me deixou ir sozinha, perdi o controle da bicicleta e cai, ralando o joelho, me lembro que na hora meus olhos se encheram de água, ele correu em minha direção e me pegou, me levantando acima de sua cabeça, eu olhei para baixo e ele sorria, ele então disse, agora que você já caiu, basta se levantar e tentar de novo, você já está pronta, eu nunca esqueci aquela sensação…

Abri lentamente meus olhos, me sentindo levemente confusa, apertei-os novamente ao me deparar com uma forte luz, pela dureza e frieza, suponho que estou no chão, só não sei exatamente o porquê, sinto algo acertar minha pele, como pingos de chuva, porém são quentes, abro novamente os olhos e vejo que os supostos pingos, se assemelham mais a flocos de neve, só que, flocos brilhantes, estico minha mão e um deles cai sobre ela, a sensação é tão calmante e calorosa, deve ter sido por isso que me lembrei daquele dia. Levanto meus olhos para o céu e noto algo semelhante a uma redoma de luz, sinto que conheço aquilo, mas não consigo me lembrar de onde, sento-me e fecho os olhos, aproveitando a chuva de luz, é tão gentil e afável, sinto como se não houvesse nada errado no mundo, contudo, uma voz agitada me traz de volta a realidade, na verdade, uma palavra em específico, me desperta, Fuyuki.

Abro meus olhos a procurando, de repente a sensação leve já não é o suficiente para me acalmar, vejo a alguma distância uma forte luz, ela parece ser a fonte da chuva e também o centro da redoma, não posso distinguir mais que sua forma, uma vez que é demasiado ofuscante. Nunca acreditei em nenhuma religião, sou cética demais para acreditar em algo que não posso ver, mas o único termo que conheço para definir o que eu via, seria anjo, no meio da luz, um ser com enormes asas brilhantes, que mesmo a distância, irradiava uma enorme paz.

ARY! Uma nova voz gritara, dessa vez, acompanhada por outro grito, este muito mais sinistro e assustador, ainda assim, a sensação de segurança perdura.

Um akuma level 1, finalmente meu cérebro começa a processar os fatos, esse era o responsável por um dos gritos, ele estava próximo a fonte de luz, e parecia estar em agonia, sua forma parecia estar mudando, estava voltando a sua forma humana.

A luz tremeu, e então tudo voltou de uma vez só, eu acordando sozinha na pousada, seguindo a direção em que senti akumas, encontrando os akumas, Fuyu, Kanda e o novo compatível e o momento em que fui atingida, assim que me lembrei, olhei de um lado a outro procurando desesperada por Fuyuki. Um garoto loiro segurava uma garota loira em seus braços, na outra ponta um akuma level 4 parecia estar sofrendo descargas elétricas, no meio de tudo estava o anjo e bem próximo a ele estava o general, que parecia tentar se aproximar mais, porém era contido por uma barreira, não precisei nem de um segundo para entender o que estava acontecendo, aquele anjo é a Kanashiro.

Levantei-me e reparei na quantidade de sangue que manchara minhas roupas, mas nenhum corte era visível agora, então é isso, Fuyu está curando a todos.

– O level 4, destrua o level 4.

Parecia o vento sussurrando, entretanto, eu reconhecia aquela voz, fiz com que galhos agarrassem o monstro e virei-me para Kanda.

Kanda! A Fuyuki quer que destruamos o level 4!

O general pareceu pensar por um momento, mas acabou partindo para cima do akuma, a luz tremeluzia mais a cada instante, e o level 4 parecia recobrar seus poderes. A batalha estava empatada, até o momento em que a luz apagou e o akuma tomou essa chance para usar seu grito, cai sobre meus joelhos tampando meus ouvidos, logo em seguida a luz voltou, só que dessa vez muito mais fraca, porém minha cabeça ainda doía muito.

Beatrice mexa-se! Ouvi o grito como se tivesse a quilômetros de mim, ainda assim forcei meus olhos a se abrirem, o level 4 estava a centímetros de distancia de mim e eu não conseguiria evita-lo, fechei meus olhos pronta para o que estava por vir.

Nada, será que é assim que se sente quando se morre, penso, abrindo lentamente meus olhos, o akuma não está mais a minha frente, olho para os dois lados e não o encontro, mas ainda vejo a mesma cena de antes, será que eu não morri?

Um rugido me faz levantar os olhos, encontro o akuma, preso nas garras de um enorme dragão negro, um dragão igual ao bracelete, poderia…

Você está bem? O novo compatível correra até mim, olho para ele e aceno com a cabeça.

Vamos acabar com esse akuma.

Ele concorda, e no momento seguinte o dragão desce com tudo, prensando o akuma contra o chão, faço raízes atravessarem-no e vejo o general lançando um ataque, finalmente destruindo-o.

Ouvi novamente um sussurro, dessa vez, dizia obrigada, todos nos viramos em direção a luz, que se torna cegante por um instante e no seguinte se apaga, levando com ela todos os nossos ferimentos e deixando apenas Fuyuki com enormes asas, essas também se desfazem e antes que qualquer um de nós possa se aproximar, a morena desaba.

POV Desconhecido

Meus passos ecoavam pelos corredores vazios da mansão, a chuva apenas colaborando para tornar a cena ainda mais agourenta, um trovão corta o céu, fazendo com que eu pare e olhe para fora, não é possível, eu devo estar imaginando coisas, digo para mim mesmo, balançando minha cabeça para retirar aqueles pensamentos.

Paro em frente a enorme porta branca e bato, após esperar um pouco, ouço uma voz me dando permissão para entrar.

Você também sentiu? Pergunta a loira.

Então não foi minha imaginação. Constato.

Você acha que ele simplesmente perdeu o controle? Pergunta o menor.

Não consigo pensar em outra explicação, contudo, você acha que ele simplesmente permitiria um erro tão besta. A voz vem de trás de mim, porém logo se junta a nós na sala.

Talvez… Digo incerto. — Ele não tenha tido opção.

O que importa é que agora tudo começou a se mover, a partir de agora nós iremos atrás dele, lembrem-se, o coração é nossa prioridade. Todos acenamos com a cabeça, sinto-me agitado, mas sei que tudo se resolverá logo.

Notas finais
Opiniões sobre de quem é o POV, ou quem seriam essas pessoas?