The warmth of Winter
25 O símbolo do Outono
Notas iniciais
Ichinose Akihiko POV
Meus olhos correram até o topo da enorme igreja.
– Então é aqui que ela está. Sorrio, me encaminhando para a entrada.
Eu a procurava havia muito tempo, saber que agora estava tão perto dela enchia meu coração de esperança, durante muito tempo andei de um lado para outro, atrás de alguma informação minimamente útil, e só recentemente descobri sobre o orfanato Sunrise, mas quando cheguei lá, ela já havia partido, ela foi embora para a ordem negra, foi a informação que me passaram, e uma nova busca começou.
– Bom dia, eu me chamo Ichinose Akihiko, gostaria de falar com o encarregado dos finders. Digo, quando um padre atende a porta.
– Não me falaram nada sobre um novo finder, e o senhor tem certeza de que pretende se tornar um finder. Responde o clérigo, me olhando dos pés a cabeça.
– Sim, seria uma enorme honra servir a igreja. Rebato com um sorriso cortês.
– Ainda assim, não posso deixa-lo entrar, nossas ordens são para não permitir que ninguém entre, a menos que tenha permissão. Suspiro, sentindo-me cansado, não imaginei que seria tão difícil.
– Eu entendo, mas poderia então me fazer um favor, ao menos para que não seja uma viagem perdida. Ele acena com a cabeça, desconfiado. — Malcolm C. Leverrier, poderia dizer a ele que estou aqui.
O homem engoliu em seco e sua feição empalideceu, particularmente, nunca gostei de usar deste tipo de influencia, mas estava cansado dessa brincadeira de gato e rato.
– Aguarde um momento, por favor.
Ele voltou para dentro da igreja, fechando a porta, puxei de dentro de minha camisa, a corrente em que ficava pendurada meu pingente em forma de floco de neve, eu me lembro perfeitamente do dia em que o comprei junto dela.
– Olhe! Diz a pequena garota, agarrando minha mão e me puxando com ela, para frente de uma loja. — Um floco de neve.
Seus olhos cintilam, ela se vira para a vitrine e aponta uma corrente com um pingente em forma de floco de neve, então volta seus olhos e sorri para mim.
– Eu queria que todo dia tivesse neve.
– Não deveria dizer que queria que existisse apenas o inverno?
– Hum, hum. Responde ela, balançando a cabeça de um lado para outro. — Eu também amo o outono.
Seu enorme sorriso me contagia, puxo-a pela mão e entramos na loja, seguimos até o balcão e olhamos o belo pingente, o vendedor, um senhor gentil, se aproxima de nós.
– Boa tarde jovenzinhos, o que fazem por aqui?
– Boa tarde! Diz a morena, se virando para o homem. — Eu vi aquele colar e fiquei apaixonada.
Ele segue a direção em que ela aponta e sorri, retira-o do lugar onde está pendurado e se agacha, ficando na altura dela.
– Quer prova-lo? Oferece, ao que ela acena afirmativamente com a cabeça, ele coloca o pingente nela e se possível, seu sorriso se aumenta ainda mais.
– Como ficou? Pergunta, se virando para mim.
– Lindo, é perfeito para o inverno. Ela inclina levemente a cabeça e me olha parecendo em dúvida.
– E qual é o símbolo do outono, Aki-chan?
– Acho que nenhum. Sua expressão murcha e seus ombros caem, essa notícia parece tê-la causado uma grande decepção.
– A folha de Plátano. Nós dois nos viramos para o senhor, que sorri gentilmente e segura um pingente em formato de folha em sua mão.
– É verdade! Essa é a folha amarela de outono. Fala a morena, o sorriso voltando a seu rosto, ela estica a mão e o senhor entrega o colar a ela, que o coloca em mim.
– Eu não quero um colar, obrigada. Digo, retirando-o e o entregando ao vendedor.
– Então eu vou ficar com os dois. Decide-se a morena, espero enquanto ela paga por eles e depois saímos da loja.
– Aki! Chama a pequena, agarrando o punho de minha manga.
– Sim.
– Você não precisa usá-lo, mas, aqui. Ela estica um embrulho, sorrio já sabendo o que tem dentro. — Assim nós nunca vamos nos separar.
Abro o pacote, entendendo o que ela quer dizer, o pingente que ela me dera foi o de floco de neve e não de folha, e agora, atrás dele estavam gravadas as iniciais AI.
– Feliz natal, Aki-chan. Diz ela, puxando de dentro de seu casaco a folha de outono.
– Me desculpe pela demora e por mantê-lo esperando, o inspetor Leverrier permitiu sua entrada, e pediu para que o guiasse até ele. Fala uma mulher, abrindo totalmente a porta da igreja, e indicando que eu a siga. — Eu me chamo Brigitte Fey, sou a assistente do supervisor geral da Ordem.
Seguimos em silêncio, a vejo me lançar olhares desconfiados de tempos em tempos, porém ignoro-a, não é como se não estivesse acostumado a receber esse tipo de olhares.
– Duque Ichinose, é um enorme prazer recebê-lo. Um homem chinês diz, fazendo uma reverência, quando adentramos um escritório bagunçado. — Eu me chamo Komui Lee e sou o supervisor geral da Ordem.
– Não o esperávamos, Duque Ichinose, deveria ter-nos dito que viria, mandaríamos alguém para recebê-lo. Fala um homem mais velho, com uma aparência nada confiável, que suponho ser Leverrier.
– Não havia por que incomodá-los… Digo dando meu mais diplomático sorriso. — Além do mais, eu não pretendia perturba-los, gostaria apenas de verificar uma informação.
– Então está aqui a negócios. Afirma o loiro, parecendo incomodado.
– Eu não diria que estou aqui a negócios, estou à procura de alguém, ouvi dizer que ela se juntara a ordem. Os dois pareceram surpresos por minha resposta, suspirei desinteressado, quanto mais rápido acabar aqui, mais rápido posso encontra-la, penso sentindo um sorriso genuíno se formar em meus lábios. — Fuyuki, há uma garota aqui com este nome, certo?
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