The warmth of Winter
30 Declínio
Notas iniciais
Ichinose Akihiko POV
– Não, senhorita Lee, não há nenhuma necessidade de preocupar-se comigo. Sorrio à morena, que me sorri de volta, vejo a loira me lançar um olhar gélido e fechar a porta atrás de si.
– Então até amanhã Akihiko-kun. Diz Lenalee abrindo a porta.
–Tenha doces sonhos. Desejo cortesmente, assim que ela fecha a porta, desço as escadas e vou até a recepção.
– Com licença, eu gostaria de saber se pode me dar uma informação. Agradeço mentalmente o fato de a moça da recepção ser completamente tola, ela está tão distraída com minha aparência, que me revelaria facilmente qualquer segredo, abro meu sorriso mais encantador e prossigo. — Há algum tempo atrás uma moça morena, de cerca de 16 anos, baixinha, com olhos cor de chocolate e cabelos cacheados que parecem ter acabado de sair de uma ventania, se hospedou por aqui, ela se chama Kanashiro Fuyuki, por algum acaso não saberia para onde ela foi?
A expressão da recepcionista se torna bem menos simpática a menção de outra mulher, suspiro irritado, detesto o como essas mulheres são fúteis.
– Ela é minha irmãzinha mais nova e foi ludibriada por um homem terrível, que a separou de nossa família, apenas para tentar colocar a mão em nossa fortuna. Novamente sua expressão muda, dessa vez ela parece condoída, espero que isso termine logo, não tenho paciência para pessoas tão superficiais.
– Ela esteve aqui a cerca de um mês, lembro-me bem que ela estava acompanhada de um homem muito bonito e uma mulher com roupas exageradamente chamativas.
– Uma mulher? Indago interessado, o que todos diziam na ordem, é que Fuyu havia fugido com o general Kanda Yuu, que eu supunha ser o tal homem bonito, mas uma mulher era novidade.
– Sim, ela era extremamente vulgar e falava muito alto, porém a sua irmãzinha era sem dúvida a mais educada do grupo. Isso não é nenhuma surpresa, Fuyuki sempre fora uma perfeita dama.
– Poderia me dizer o nome das pessoas que estavam com ela?
Ela folheia um caderno, procurando pela informação, imagino o que Fuyu está fazendo, será que ela tem se cuidado, será que ainda gosta das mesmas coisas de quando éramos crianças, será que…
– Aqui está, Kanda Yuu e Beatrice Fontana, eles pediram um quarto só, eu não quero me meter, mas… Antes que ela possa completar sua frase, lhe lanço um olhar de aviso, não vou tolerar que uma mulher tão inferior difame Fuyuki. — Desculpe, eu só…
– Você sabe ou não, me dizer para onde foram a partir daqui? Minha paciência havia se esgotado.
– Tudo que os ouvi dizer, foi que pretendiam ir para a Inglaterra. Responde visivelmente assustada, aceno com a cabeça e saio da pousada.
– Muito convincente a história da irmãzinha, quase cheguei a acreditar. Suspiro irritado, virando-me para trás, eu não achei que ela realmente iria ficar de olho em mim.
– Nunca te disseram que é feio ouvir a conversa dos outros? A Foster abre um sorriso cínico e se desencosta da porta da pousada, andando em minha direção.
– Nunca te disseram que é feio mentir?
– O que você quer? Pergunto, sem paciência para joguinhos.
– Encontrar Fuyu.
– E é justamente isso que te mandaram fazer, então volte a seu quarto e aguarde até amanhã, quando irão lhe passar novas informações. Ela suspira, chacoalhando a cabeça.
– Eu acho que será mais rápido seguir as informações que eu já tenho, e você parece ter um dom para arrancar informações das pessoas, já que a recepcionista não quis colaborar conosco de jeito nenhum, mas te passou a informação em segundos, sendo assim, eu irei com você.
Fecho os olhos, realmente incomodado, que garotinha persistente, não consigo imaginar alguém tão desagradável sendo amigo da Fuyu, ela deve ter sofrido nas mãos dessa garota.
– Acho que você já sabe, mas não me custa relembrar-lhe, aqueles que abandonam a ordem são considerados traidores, e traidores são executados. Fuyuki está segura por ser a compatível da inocência coração, mas não pense que você sairá ilesa. Ela me sorri docemente, arqueio uma sobrancelha, desconfiado, sua expressão é meiga, porém seus olhos são os de quem está tramando algo.
– Eu não sabia que se preocupava tanto assim comigo. Diz de modo sarcástico, ela então volta a sua expressão normal e completa. — Eu não ligo para a ordem, entrei lá apenas para ficar ao lado da Fuyu, se ela não está lá, não faz mais sentido que eu continue.
Beatrice Fontana POV
– Você não acha que deveríamos fazer algo? Questiono, segurando o braço de Daniel para que ele ande mais devagar.
– Com relação à Fuyuki-san? Indaga o loiro, fixando o olhar nela, sigo seu olhar e suspiro, desde que havia voltado, Fuyu estava estranha, e para ajudar, Kanda ainda brigara com ela quando a encontramos, acabando com qualquer chance de que ela nos falasse o que houve.
– Precisamos anima-la, não aguento mais viajar nesse clima de enterro. O Smutter acena com a cabeça. — Que tal se a levássemos para assistir a um espetáculo?
– Eu não sei se isso irá anima-la, mas não custa tentar, talvez de certo. Agora, onde arranjaríamos um lugar para ver uma boa ópera?
Rio de seu comentário, nobres realmente tem a mente fechada, aumento meu passo, alcançando Fuyu, que anda distraída e silenciosa, vejo Daniel me seguir, parando ao outro lado dela.
– Que tal se fizéssemos uma pausa para nos distrairmos? A morena para no lugar, me lançando um olhar confuso.
– Como assim?
– Vamos a um cabaré!
A mesma expressão de choque estampa o rosto dos dois, o que me faz rir.
– De jeito nenhum. Olho irritada para o moreno, por que ele tinha que se intrometer, nem ao menos fora convidado.
– Isso quem decide é a Fuyu, afinal estamos todos acompanhando ela, ou vai dizer que se ela disser que vai, você vai deixa-la ir sozinha.
– Eu não acho que discutir resolverá alguma coisa, o propósito da pausa é animar senhorita Fuyuki, e ver vocês brigarem não ajudará em nada. Nós dois olhamos de Daniel, para Fuyu, ela parecia realmente desconfortável com a situação.
– Daniel tem razão, e mesmo que seja totalmente culpa sua a Fuyu estar mal, eu não acho que brigar fará bem a ela, então deixe de ser um completo babaca e aceite que façamos algo para nos divertir. Falo ao general, tentando ser o menos agressiva possível.
– Não é culpa dele, e eu não estou mal…
– Sem essa Fuyu, você não engana ninguém, e o quer que seja que aconteceu, eu acho que você deveria compartilhar conosco, somos todos seus amigos e estamos preocupados com você. Não consigo me conter, por que ela sempre insiste em carregar tudo sozinha, isso não é justo.
– Meus amigos, preocupados comigo? Fuyu fecha os olhos por um instante e quando os abre novamente eles refletem total desamparo. — Você nem mesmo sabe quem eu sou, nem eu sei… Como poderia dizer que somos amigas?
– Fuyu. Digo, tentando me aproximar da morena, não sei se o pior é o que ela disse, o como disse ou sua expressão, ela se afasta de mim chacoalhando a cabeça.
– Isso é efeito do coração, todos os seus sentimentos em relação a mim, isso é o que faz você se sentir desse jeito.
– Isso não é verdade, nós gostamos de você por quem você é senhorita Fuyuki. Fala Daniel, olho de esguelha para ele e percebo a mesma aflição que sinto, estampada em seu rosto.
– E quem eu sou? Questiona Fuyu, que se vira e dispara a correr.
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