Notas iniciais
Boa leitura = )

Layla Foster POV

O que está acontecendo? Pergunta Johnny se aproximando de onde eu, Daniel, Beatrice e Lenalee estamos.

Nós sentimos a presença de akumas. Diz a Lee.

Muitos deles. Completa a Fontana.

Parece que já estão cientes da situação. Natsumi se aproxima, sua expressão composta, porém é visível que ela está preocupada com algo, olho a minha volta e sinto meu coração disparar.

Onde está Fuyuki? Todos olham em volta, se dando conta do sumiço da morena.

E o Kanda? Acresce Beatrice.

E o Akihiko-san? Completa Daniel.

Eu os levei a um lugar seguro. Como se invocado por seu nome, o moreno aparece na porta. — A esta altura ambos já devem estar longe.

Sinto um súbito alívio, Fuyu está longe do perigo e ainda por cima o general está com ela, sou obrigada a assumir, ela estará mais segura com ele do que com qualquer outra pessoa.

Nós iremos reforçar as barreiras nesta região, por essa razão, vocês devem aguardar aqui mesmo. Fala Natsumi, olho para os outros e vejo que estão tão confusos quanto eu.

Você está sugerindo que nos mantenhamos fora da batalha?! A Fontana praticamente afirma.

As barreiras são muito seguras, vocês não precisam se preocupar, nem mesmo um Noah seria capaz de quebra-las. Explica a Ichinose.

E o que pretendem fazer em relação aos akumas? Pergunta Lenalee com aparente perplexidade.

Destruí-los, o que mais espera? Trocamos um olhar confuso.

Como? Questiono, ao que a morena ri.

Por favor, com quem você acha que está falando? Natsumi estreita os olhos e chão parece sumir de nossos pés, me desespero, mas no momento seguinte estamos de volta ao salão. — A família Ichinose não é a mais prestigiada de Londres por nada. Não há nada que meros akumas possam fazer contra nós.

Ainda assim, deixe-nos ajudar. Fala o Smutter. — São muitos akumas.

Nós não podemos garantir a vida de nenhum de vocês. Ela nos encara com muita seriedade. — Se saírem daqui, será por sua própria conta e risco.

Olhamos uns para os outros, não preciso perguntar, sei que eles pensam o mesmo que eu, como ela pode sugerir que sentemos e esperemos quando há akumas do lado de fora.

Vamos ajudar. Diz Lenalee, ao que concordamos com a cabeça.

Se Fuyu está fugindo, ela precisa que os atrasemos o máximo possível, já que tenho certeza de que eles estão atrás dela.

Muito bem, mas farão do nosso jeito. A morena começou a nos dividir, indicando a cada um o lugar que deveria tomar, pelo jeito, eles já tinham toda uma estratégia planejada.

Natsumi me disse para me posicionar na torre central da residência, aparentemente, lá era o lugar com a melhor visão, e também onde estão os outros que usam armas de longo alcance. Subi correndo as escadas, não havia tempo a perder, em meu caminho para cá, eu tive um breve vislumbre do estado da batalha, e nosso lado estava em desvantagem.

Assim que cheguei lá, um garoto de cabelos loiros e olhos marrom, me indicou onde me posicionar, haviam outras pessoas lá, e me surpreendi ao ver a capacidade de seus ataques. Uma garota fazia com que raios atingissem os akumas, os desintegrando em questão de segundos.

Concentre-se nos de level baixo. Olhei-a sem entender, em nenhum momento ela desviou os olhos do campo de batalha. — Mate em um ataque só, isso diminui o número de inimigos e evita que eles revidem. Deixe que os do chão cuidem do resto.

Sua lógica era surpreendentemente boa, então decidi segui-la, de fato, destruíamos muitos em um pequeno espaço de tempo, e isto ajudava aqueles que estavam cara a cara com os akumas, fazendo com que pudessem se concentrar em seus próprios inimigos.

Um level três reparou em nós, sem tempo para pensar, comecei a alveja-lo, porém ele prosseguiu em nossa direção como se estivesse sendo atingido apenas pelo vento. Ele agarrou o garoto que eu encontrara quando cheguei e o atirou para fora da torre, senti meu sangue gelar, eu e os outros continuávamos a o atingir, porém era ineficaz. O akuma vendo que eu era uma compatível a inocência, mirou em mim uma bola de energia, antes contudo que ele tivesse a chance de atira-la, o mesmo foi atingido e jogado longe.

Estão todos bem? Pergunta Lenalee, já se preparando para seguir o akuma, fora ela quem o atingira com uma espécie de tornado.

Sim, obrigada! Grito a morena que já pulara atrás de seu novo inimigo.

Voltamos a nos concentrar nos de level baixo, perdi a conta de quanto tempo se passou e de quantos akumas eu destruí, mas após o que pareceu ao mesmo tempo uma eternidade e uma fração de segundos, a garota de antes tocou no meu ombro.

Acabou. Ela me ofereceu um sorriso cansado, que retribui. — Finalmente nos livramos de todos eles.

Desci com ela e os outros, acho que nunca havia usado tanto a minha inocência, a única coisa que queria agora era descansar e comer, estou com tanta fome que acho que seria capaz de comer um boi inteiro sozinha, todos se dispersaram, mas antes, um dos garotos me disse para voltar para o salão de baile.

Ah, finalmente você chegou. Dei um olhar de poucos amigos ao moreno, não importava o quanto Fuyu gostasse dele, eu simplesmente não conseguia gostar do Ichinose. — Agora que estão todos aqui, eu gostaria primeiro de agradecê-los por toda sua ajuda.

Beatrice ainda não chegou. Informa Daniel, olho a minha volta e reparo que ele tem razão.

Sim, esta era a segunda coisa que tinha a falar a vocês. Senti meu estomago afundar, eu podia não me dar bem com a morena, mas a expressão de Akihiko estava me deixando assustada.

Beatrice encontrou-se com um Noah... Todos prenderam a respiração. — Ela não resistiu.

Um terrível silêncio recaiu sobre o salão, eu não conseguia acreditar, a poucos minutos atrás eu estivera conversando com ela, sem dúvida ela me irritava, sempre me provocando que Fuyu gostava mais dela, isto não podia ser verdade.

Sinto muito. Disse o Ichinose, ao meu lado, Lenalee tampa a boca, lágrimas começam a correr por seu rosto, vejo o Smutter abraça-la.

Balanço a cabeça, isto não é verdade, uma pessoa não morre de uma hora para outra, isto é inacreditável demais, ela era forte e cheia de si, jamais deixaria que alguém a derrotasse, não tem como ser...

É melhor que vocês voltem a seus quartos, nós iremos cuidar de todo o resto.

Isso não é verdade! Rebato, sem conseguir me conter.

Layla...

Não me venha com este tom. Digo irritada com o olhar e o tom de Akihiko. — Ela não está morta, não tem como estar, eu falei com ela minutos atrás, ela me disse que iria roubar Fuyuki de você na próxima dança, ela...

Minha voz embarga e mesmo contra minha vontade, lágrimas surgem em meus olhos, não posso aceitar que isto seja verdade.

Sinto muito. Fala o moreno colocando a mão em meu ombro, seu olhos tão gentis e compreensivos fazem lembrar-me de Fuyu, e não consigo evitar que as lágrimas escapem, fungo, levando as mãos ao rosto, ele me abraça e calmamente acaricia meus cabelos, o que faz com que meu choro se torne ainda pior.

Eu sabia que exorcistas morrem, nós estamos em uma guerra, é algo que se espera, mas nunca havia acontecido comigo, nunca ninguém tão perto, eu ainda não presenciara isto desde que entrara na ordem. Era a primeira vez, e isto me assustava muito, segundos atrás eu conversava com ela, e agora, jamais voltaria a vê-la, aquilo era apavorante, poderia acontecer com qualquer um, a qualquer momento, e não havia nada que eu pudesse fazer quanto a isto.