Notas iniciais
Chloe, Aniza, Ikan.

Um dia passou-se após a chegada de Melanie a Inuru.

Por conta de sofrer de insônia, a garota estava acordada, em plena madrugada. Parecia questionar sua mente, mas era algo além. Não tirava o fato que ocorrera de sua mente.

–... Quem... Era aquela garota? ...ou... Como Aniza e Ikan se conheciam? — Murmurava para si, sem saber como lidar com seus pensamentos. — Ela parece diferente dos outros que conheci até hoje. Ou até... É estranho o fato da expressão que Ikan fez a todo o momento.

Dia anterior a este, 2 horas após a chegada da mesma:

Depois de Aniza ter ajudado-a a achar seu dormitório, a mesma não conseguiu fazer esforço, por tanto, ela descansou seu corpo na primeira cama que achou.

Ela foi acordada com batidas leves a porta, fazendo-a despertar-se.

Ao levantar e abrir a porta, Melanie deparou-se com a tal da doce Aniza.

– Ooi, Melanie, certo? — Aniza cumprimentou-a, alegremente.

– Ah, Aniza. — Melanie sorriu. — Olá. — Ela abaixou-se, e afagou a cabeça da pequena diante a si, o que arrancou um sorriso da outra. — Vejo que tem algo a me contar.

– Ah não, não! — A menor tirou a mão de Melanie de sua cabeça, segurando-a com as duas mãos, pelo motivo da mão de Melanie ser o dobro da mão da sua. — Eu vim te convidar.

– Convidar? — Curiosa Melanie perguntou. — Quer me levar a algum lugar, Aniza?

– Sim, sim. — Assentiu. — Você está ocupada?

– Não, não estou. — Respondeu-a, neutra.

– Então vamos!

– Aniza eu tenho que me troca-

Melanie não teve a oportunidade de acabar de falar, quando foi puxada por Aniza, sendo obrigada a correr. Ela queria ter colocado o uniforme, mas foi obrigada a sair de pijama.

Aniza ria o que causava mais confusão a Melanie.

– Aonde quer me levar, Aniza?! — Melanie gritou, apavorada.

– Você vai ver, vai ver! — Aniza ainda corria, e continuava a gargalhar.

Depois de percorrerem toda a Ala Sete, elas pararam no Grande Salão.

Por surpresa de Melanie, o Grande Salão estava completamente vazio. Ela estava boquiaberta.

– C-como assim, cadê os alunos?!

– Esse horário, ninguém transita por aqui, e sim pelo Chuseghther, ou pelas áreas de lazer.

– Chuseghther?

– A lanchonete da Inuru. A comida da Chuseghther é incomparável a qualquer outra que você tenha comido em toda a sua vida. E nós vamos para lá.

– E-eh?

– Aham. — Assentiu. — Provável que sua companheira de quarto esteja lá, talvez. Sabe ao menos o nome dela?

Melanie tirou de dentro de seu cordão a carta a havia recebido, e leu-a novamente o último trecho.

– Aqui não menciona o nome. Mas... Como você sabe que é uma garota?

– Na Inuru, é raro misturarem alunos de gêneros diferentes. E eles sempre colocam um veterano e um novato juntos, sempre. Se bem que... — Aniza alisa seu queixo. — Me lembro de que no dormitório 759 tinha uma garota.

– Bem, se tem alguma garota lá, ela ainda não apareceu, não lá.

– Entendo. — Aniza balança seu bicolor cabelo. — Chega de enrolar! Vamos logo para a Chuseghther.

– Certo.

Ambas começaram a andar pelos enormes corredores, até que, Aniza guiou Melanie até uma escada, igualmente, Melanie subiu atrás de Aniza.

No fim da escada, havia um corredor. Ao final ao corredor, havia uma enorme porta azul, que aparentava ter sensor de movimentos. Algo dizia a Melanie, que era ali a Chuseghther. Afinal, não havia mais nada ao corredor.

Aniza sorria de orelha a orelha.

– Uhun! Chegamos, chegamos. — Aniza começou andar em direção a porta.

– Ei, Aniza! — Melanie seguiu-a, impedindo que ela entrasse, segurando-a pelo ombro. — Eu não posso entrar aí com essas roupas.

– Na verdade, pode sim. Como a Inuru não tem outro lugar para os estudantes se alimentarem, aqui serve café da manhã, então é comum ver alunos transitando de pijama aqui, em todas as horas do dia. Também, é possível ver pessoas andando com roupas de banho, ou outras roupas assim. Você não deve se esquecer, aqui não é a Terra. — Aniza piscou.

– Aniza, como você sabe que eu vim da Terra?

– Apenas deduzi. — Mentiu. — Não tem problema em deduzir, certo? — Ela sorri.

–... — Melanie suspirou. Ela sabia que Aniza não tinha apenas deduzido, e sim que provavelmente ela usou sua magia para saber de tal fato. — Certo.

– Vamos então entrar!

Aniza puxou-a para dentro do Chuseghther.

Era um lugar completamente movimentado, e por conta de tal fato havia várias e várias mesas. O local era enorme. Parecia uma daquelas lanchonetes Diner's retrô, um lugar com ambas as mesas e os assentos vermelhos. O chão era quadriculado de preto e branco.

Aniza parecia alegre ao ouvir a música contagiante que tocava no local, portanto, ela iria dançando até uma mesa, e ao sentar, ela mexia a cabeça, junto ao ritmo.

Melanie gostou do ambiente, acha-o agradável. Ela olhou todos que passavam e realmente, Aniza estava certa. Havia várias pessoas usando vestimentas de vários tipos, e ela não era a única a usar um pijama. Ela seguiu Aniza, e sentou-se no assento, que fazia ficar frente a frente com a Aniza. — Sabe o que você vai querer?

– Sim, sim. — Assentiu. — Frutas Zunin com carne de Liscon ao molho bege, com um acompanhamento de um chá frio de Gustin!

– O que, hein? — Confusa, ela riu de leve. — Desculpe?

– Ah, eu esqueci que você é nova em Modore. — Ela riu. — Frutas Zunin são frutas nativas da região, elas são doces por sua cor azul, elas servem para adoçar algumas certas comidas. Ela é semelhante a uma fruta da Terra, Blueberry...?

– Uh, Parece deliciosas!

– E são mesmo!

– Mas, continue me explicando o que você irá pedir.

– Tudo bem. — Tossiu, dando continuidade ao que iria dizer. -, Liscon é um animal achado apenas no planeta de onde venho, Zearin. A carne dele é deliciosa, ainda mais ao molho bege. — Aniza acrescentou, quase babando.

Melanie não se surpreendeu quando soube que ela não era uma humana. Um "Eu sabia!" passou por sua mente certa hora.

– Chega a me dar água na boca! — Ela riu. — Mas... O que é chá frio de Gustin?

– Gustin é outro planeta. Chá frio de Gustin é quase o mesmo da Terra, só veio de Gustin, e o chá semipronto são feito lá, por Gustianos. A Inuru apenas compra esse chá e vende aqui, na Chuseghther. Lembra da Madson, de ontem? Ela é Gustiana. Gustianos são uma das únicas espécies da Inuru que possuiem asas próprias, e uma cauda, que é de onde vem o equilíbrio dos gustianos, sem aquela cauda eles não ficam em pé.

– Eu não me lembro de ver as asas dela...

– As asas não ficam a amostra, só ficam quando os donos precisam voar, apenas isso. — Ela balançou os pés, olhando ao teto. — Eu expliquei tudo direitinho?

Melanie sorriu.

– Explicou sim.

– Ei. — Ela continuava olhando o teto, e balançando os pés. -, você já sabe o que pedir?

– Na verdade não... — Ela pegou o cardápio, e ficou analisando. — São tantas coisas....

– Ei! — Aniza apoiou as mãos na mesa, e deu impulso para que conseguisse ficar em pé no assento, ela olhou para Melanie, com os olhos brilhantes. — Por que você não pede o mesmo que a mim, para experimentar?! — Parecia ter se exaltado.

– Claro, pode ser. — Ela deu um sorriso sem graça, enquanto ria de leve da situação que Aniza havia causado.

Aniza, do jeito que estava, tentou chamar a atenção de um garçom. Infelizmente, ela não teve nenhum sucesso. Por conta disso, ela emburrou-se, e ficou sentada em seu assento.

Melanie ficou com pena de Aniza, que por sua vez, conseguiu chamar um garçom, que era um lobisomem.

– Como posso ajudar? — O lobisomem ajeitou seus óculos, e sorriu o que chamou a atenção de Aniza.

– Ikan! — Ela sorriu, animada.

As orelhas peludas do garçom reviraram-se, e ele desviou tal atenção para a menor.

– Aniza? — Os olhos do mesmo arregalaram-se, e o moreno havia ficado sem reação.

– É sempre bom vê-lo!

Melanie havia ficado sem entender sequer uma coisa. Apenas observava o diálogo de ambos.

– Er... Vocês se conhecem? — Ela arriscou perguntar.

Ambos olharam para ela. A bandeja que Ikan segurava refletia a cara de bunda que Melanie havia acabado de fazer.

Da mesma forma, ambos assentiram com a cabeça, sem dizer nada, ou mudar tal expressão.

Houve troca de olhares. Quem ousaria quebrar o silêncio? O clima estava inquieto, e completamente confuso.

Mas, aconteceu que, quem resolveu quebrar tal silêncio fora Ikan.

– Bem... O que desejam?

– Duas porções de carne de Liscon ao molho bege, acompanhadas de frutas Zunin. — Aniza respondeu-o.

Ikan anotou num bloquinho.

– Certo carne de liscon ao molho bege com frutas Zunin... Algo a mais?

Melanie assentiu.

– E Dois chás frios de Gustin, por gentileza. — A mesma acrescentou.

Antes de Ikan terminar de anotar o pedido ao bloco, um barulho de vidro quebrando chamou a atenção de todos ao local.

Depois de um tempo, pôde ser visto que a porta com sensor de movimento do estabelecimento estava com o vidro dela em cacos, e uma garota, dona de chamativos cabelos longos e verdes, tinha a identidade protegida por uma máscara.

– Ora... A porta havia emperrado, então achei melhor quebrá-la.

A garota tirou a máscara, revelando ser dona de olhos avermelhados. As roupas dela, por serem uma blusa verde larga, junto de um top preto, uma calça jeans preta, e tênis que, tinham as aparências semelhantes com as de um tubarão. A touca vermelha e toda a combinação de cores se enquadravam certamente a ela.

– Acho que por dentro da pra abrir. – Ela abriu apenas um pouco de sua boca, e sorriu. – He. – Ela não deixava de dizer tais coisas de um jeito amável e doce.

Pela porta quebrada, ela entrou, e puxou a porta, pelo lado de dentro. Ao fazer tais atos, todos dentro à lanchonete olhavam-na, em silêncio.

– Desemperrei a porta, me agradeça gerente.

Ela referia ao homem alto e forte que estava ao caixa, usando um paletó.

– Não precisava que você fizesse esse seu showzinho como em todos os dias, Chloe. Isso é uma academia de magia.

A menina parecia ter se irritado com o que ouvira, mas simplesmente inflou as bochechas, com o olhar caído.

– Ingrato...

Só depois de certo tempo, a garota percebeu que estava sendo observada por todos no local, e arregalou os olhos, olhando para ambas as pessoas.

– Por que... Estão me olhando tanto?

[...]

Ao Melanie lembrar tudo aquilo, sua mente ficava cada vez mais confusa.

– Aquele sorriso... – Ela olhava para o pequeno tapete que havia ao chão, e mexia nele com o pé. – Tem algo escondido. Mas não dá pra saber o que é exatamente. Eu... Deveria tentar descobrir o que é?

Algo que mais parecia um coração preto, ligado a um fio da mesma cor, que balançava constante, apareceu perto à boca de Melanie, chamando a atenção da mesma. Ao perceber aquilo, ela foi perseguindo o “fio” com os olhos, até achar de onde vinha ele.

Chloe, a menina de mais cedo, estava atrás de Melanie, cujo com as mesmas roupas de antes, e abraçada à mesma, com um olhar diferente dos que apresentara na lanchonete.

– Não vai precisar descobrir, Senhorita Maxwell. – A garota sussurrava.

[...]

Melanie ficou minutos olhando Chloe, paralisada. Suava frio, um dos motivos era que a garota abraçava-a.

– Ei, c-como você conseguiu entrar?

– Deixar a janela aberta numa academia com Gustianas é uma péssima ideia, sabe, Senhorita Maxwell. – Ela começou a mexer sua mão lentamente, em forma circulares pelo corpo de Melanie. –Não se preocupe, esse também é meu dormitório. – Como um sopro, ela sussurrava ao ouvido de Melanie, ao fazer o mesmo sorriso antes feito na lanchonete.

Melanie conseguiu sentir seu rosto corar, mas ela não conseguia tirar seus olhos da cauda da outra ali.

“O que eu devo fazer? Não quero que acabe tudo assim...” Melanie pensou.

Aí, ela se lembrou de um detalhe que Aniza havia mencionado. A voz da menina dizendo aquilo veio à cabeça da garota.

“Use a cauda do ser que a possua contra ele. É o ponto fraco.”

Sem pensar duas vezes, Melanie agarrou a cauda de Chloe, e ficou brincando com ela deslizando os dedos por cima e por baixo. Ao Chloe sentir tais atos, seu rosto corou de orelha a orelha.

– M-m-minha cauda... Aah.

Chloe apertou a coxa de Melanie, aonde era o local que sua mão se localizava no momento, com a intenção de fazê-la parar. Mas não era o suficiente. Melanie continuou, puxando a cauda da mesma.

– E-eu não vou parar!

Ela não parou. Continuou, até que Chloe resolvesse lhe soltar.

[...]

Assim que ambas pararam, Chloe respirava ofegante, e Melanie observava horrorizada.

– Por que você fez isso?!

Chloe deu o mesmo sorriso, sem respondê-la.

Melanie por si ficou irritada. – Me responda!

– Achei você interessante. – Ela ainda respirava ofegante. – E também, queria descobrir outras coisas. – Ela lambeu os lábios, enquanto olhava Melanie, de cima a baixo. Depois daquilo, ela sorri novamente. – He.

Notas finais
Oi amores! Estamos só começando a nossa jornada, certo? Hahahah! Fico feliz em dar continuidade nesse trabalho, que está sendo cada vez de muito agrado a mim. De início, eu fiquei meio desanimada, pois quando iria lançar o primeiro capítulo, deu algum bug na minha conta, e acabou não salvando nada, e eu tive que refazer. Tanto que, estou escrevendo o capítulo 1 e 2 ao mesmo dia, só que postando em datas diferentes. A princípio isso me deixou triste. Mas por conta de tal fato, vou tentar postar um capítulo novo um dia sim, e outro não. Sinto que é apenas isso. Espero que compreendam o ocorrido. Beijooooos! ( O sorriso de Chloe pode ser visto como esse semelhante, se você não entendeu como é https://sasamireport.files.wordpress.com/2015/01/horriblesubs-tokyo-ghoul-root-a-03-720p-mkv_snapshot_13-24_2015-01-24_00-12-01.png )