The poet and the Sword

1 ACT I - White Lands of Enpathica


Notas iniciais
"Cantei sobre o caos e a noite eterna, ensinado pela musa divina a me aventurar, no declnio sombrio, e subir para reascender." John Milton - Paraso perdido

Este é o fim, quando esta carta chegar possivelmente estarei morto, sob meu leito, nas terras frias de Empathica, onde não houve inocência.

Empathica.

Inocência.

Essas palavras ecoavam em minha mente, levando — me a um estágio de insanidade que durou anos até que sucumbi ao momento onde não consegui suportar, não haviam mais forças para suportar. Acabei sedendo meu destino, pegando a lâmina, que me foi concebida de forma divina e acabando criando o desastre que estão prestes a ler, meus caros.

Esse é um mundo onde poetas morreram sob o direito de "brilhar apenas por suas palavras", eu criei vida pelas palavras que escrevi. Era apenas um poeta que sobrevivia nas terras de Empathica, onde nossa pequena vila sofria com saques realizados por bárbaros e vivíamos dentro de um eterno caos. Aquilo me enchia os olhos, me fascinava e eu era apenas mais um que usava o caos como inspiração para os inúmeros contos que escrevi. Mas por que que as palavras "Empathica" e "Inocência" nunca saíram de minha mente? Depois que eu comecei a redigir tudo o que surgia comecei a ver o motivo de tudo isso.

Levei alguns anos até acostumar com a ideia da minha missão na Terra, esse foi uns dos motivos por quais a lâmina parou em meu colo, onde finalmente pude suportar o peso daquilo.

E foi então que me dei conta de onde estava, havia acontecido, la estava eu com a lâmina em uma das mãos e os pulsos vibrando em um vermelho carmim que chegava a brilhar, era uma das coisas mais lindas e reconfortantes que já havia visto.

Permaneci com a lâmina em meu colo, deixada pelos "anjos" na terra gélida de Empathica onde notei em tudo o que ocorrera. Merecia um descanso, um alívio de tudo que a vida me proporcionou. Porque todos os dias matam criadores pelo poder de suas palavras.