The new girl
14 Capitulo 13 - Um dia como namorados!
Notas iniciais
*DAMON*
Cheguei ao prédio de Elena bem cedo e subi rapidamente.
Ela disse que tinha uma surpresa pra mim.
Cheguei ao andar dela, e bati na porta de seu apartamento de leve.
Ela abriu e se jogou nos meus braços.
Ela estava de shorts jeans e uma regata azul clarinha, com o cabelo preso, em um coque perfeito no alto da cabeça.
– Nossa! – sorri quando ela soltou o beijo. – Vejo que o sábado está lhe fazendo bem.
Ela soltou um sorriso tímido.
– Só quero curtir você! Tudo bem?
– Durante todo o dia? – sentei no sofá e a puxei pra deitar em meu peito.
– Sim! – ela me apertou com mais força.
Ficamos ali abraçados por alguns minutos. Elena falara que queria “me curtir”, mas eu não sabia bem o que ela queria fazer.
– Eu preciso te falar uma coisa Damon. – ela levantou a cabeça para me olhar.
– Diga! – sorri.
*ELENA*
Decidi contar pra Damon de uma vez.
Mas quando lhe falei que queria contar algo, ele sorriu.
Um sorriso diferente.
Ele estava feliz.
Depois de quatro anos, Damon finalmente estava feliz.
E eu iria acabar com a alegria dele.
Mas não agora.
Queria fazê-lo feliz, o quanto eu pudesse durante esse dia.
– Eu te amo! – sussurrei e aninhei minha cabeça em seu peito novamente.
Senti Damon sorrir em baixo de mim, e o corpo dele relaxou.
Ele beijou o alto de minha cabeça, e encostou o queixo no mesmo lugar.
– Eu amo você Elena Gilbert. Mas que a minha própria vida.
Uma lágrima escapou de meus olhos.
Damon me odiaria depois que eu lhe contasse tudo, mas as lembranças desse momento estariam gravadas pra sempre. E era isso que ainda me dava forças.
Limpei a lágrima rapidamente sem que Damon percebesse, e levantei do sofá, o convidando a segurar minha mão.
Ele a pegou, e eu o conduzi até a cozinha.
– O que é isso? – ele estava surpreso.
Eu havia preparado uma linda mesa de café da manhã para ele.
– É pra você! – sorri.
Ele me pegou no colo, prendendo minhas pernas em sua cintura e me beijou.
– Eu sou o homem mais feliz do mundo por ter você!
Tentei sorri. E por um instante, pensei que não tinha conseguido. Mas Damon não pareceu perceber a tristeza que havia em minha voz.
– E eu quero te ver assim, sorrindo, sempre.
Passei a mão levemente em seu rosto e ele fechou os olhos com o toque.
– Vamos comer? – o encarei sorrindo.
Ele me soltou e puxou a cadeira para que eu sentasse.
– Obrigada cavalheiro. – ele sorriu divertido.
Comemos e sorrimos durante um bom tempo.
Damon sabia exatamente o que fazer, pra me fazer esquecer todos os problemas. Mesmo que, nem ele mesmo soubesse disso.
– E o que vamos fazer durante o dia? – Damon estava colocando uma uva na boca.
Corri para seu lado, e o beijei, a fim de dividir a uva com ele.
– Espertinha! Tem bastante uva aqui. – ele apoiou o ombro na mesa, e a cabeça em sua mão, soltando um sorriso irônico.
– Mas eu queria essa! – fiz beicinho.
– E porque logo essa?
– Porque é a que estava em sua boca.
Damon ficou ali parado, me admirando e sorrindo.
Fiquei sem graça, e então me sentei em seu colo.
– Que tal irmos ao parque? – o abracei.
– Acho uma ótima ideia!
Eu queria sair dali agora mesmo, mas Damon insistiu para que ficássemos e lavássemos toda a louça juntos.
Como não tinha escolha, tive que ficar.
Damon foi para a pia, e eu fiquei encarregada de enxugar.
Quando estávamos terminando, Damon me entregou o último prato, que eu enxuguei e coloquei sobre a mesa.
Quando me virei para ele, Damon me jogou a água com sabão que tinha em suas mãos.
– Damon! – gritei sorrindo.
– Damon! – ele levantou as mãos para o alto, imitando minha voz.
– Eu não falo assim!
– Fala sim! – ele pegou espuma da pia e passou no meu nariz.
Fiz careta pra ele, e dei língua.
Ele sorriu divertido, e limpou a espuma, me dando um selinho em seguida.
– Acho que uma pessoa vai ter que trocar de roupa. – ele continuou sorrindo.
– Só não molho você porque você vai ter que sair sem roupa. E eu não quero nenhuma mulher histérica correndo atrás da gente. – revirei os olhos.
– Ciumenta! – ele me beijou.
Corri para o quarto e troquei só a blusa. O short havia ficado intacto a tentativa falha de Damon, de me molhar.
Sorri lembrando.
Coloquei uma regata branca, e fui atrás de Damon.
Ele estava na sala. Deitado no sofá, de olhos fechados.
Fiquei ali parada, o admirando.
Alguns segundos depois ele abriu os olhos e me encarou.
– Há quanto tempo você está ai senhorita Gilbert? – ele me olhou sério.
– O suficiente para admirar total beleza, senhor Salvatore.
– Já falei o quanto você é linda? – ele se aproximou de mim.
Balancei a cabeça negativamente, sorrindo.
– Você é a mulher mais linda que já existiu na face da terra.
– E você é um bobo apaixonado. – sorri.
Ele me deu um beijo terno e me conduziu para a porta.
– Primeiro as damas.
Ele deu passagem para que eu saísse, vindo atrás de mim e trancando a porta.
– Você não tem medo de algum conhecido nos encontrar por aí?
– Quero mais é que todo mundo saiba que estou com você.
Segurei sua mão e ele sorriu bobo.
O parque não era tão longe. Então optamos por ir andando.
E fomos até lá de mãos dadas. Como se fôssemos namorados.
O que seríamos se eu não estivesse indo embora amanhã.
– Se eu não tivesse aparecido em sua vida, você se casaria com o Elijah?
– Não sei Damon. Eu nunca pensei nisso pra falar a verdade.
– Já pensou em ter filhos?
– É meu sonho. – sorri. – Mas nunca pensei nisso com Elijah também.
– Não? – ele sorriu. – O que você está fazendo com ele então?
Sorri junto com ele.
Passei a noite inteira pensando nisso.
– Imagina uma miniatura perfeita de nós dois. – Damon fitava o céu.
– Com seus olhos azuis.
– E seu nariz perfeito. – ele sorriu me olhando.
– Correndo pela casa, deixando nós dois de cabelo em pé. – sorri.
– Tipo como vou fazer agora.
– Como assim? – perguntei curiosa.
– Você vai ter que correr. E quando você chegar ali – ele apontou para uma árvore que estava a um metro de distância mais ou menos – eu vou começar a correr atrás de você. E se eu te pegar, vou te jogar na grama e fazer cócegas até você não aguentar mais.
– Não Damon, por favor. – implorei sorrindo.
– Um, dois... – ele começou a contar e eu corri.
Quando cheguei perto da árvore, olhei pra trás e Damon ainda estava parado.
– Não Damon! Por favor.
E ele não me ouviu. Em vez disso, começou a correr na minha direção.
E eu só gritava pra ele parar, mas ele não me ouvia. E só soltava fortes gargalhadas.
As pessoas do parque nos olhavam e sorriam. Se divertindo com a gente. Mesmo sem saber o porquê de eu estar correndo feito uma louca.
E foi aí que eu entendi.
Eles achavam que eu e Damon éramos namorados.
E de certa forma, hoje, nós éramos.
Um dia como namorada de Damon.
Uma lágrima escapou dos meus olhos, mas continuei correndo e sorrindo com o pensamento, enquanto o dono dos mais lindos olhos azuis corria atrás de mim.
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