The mine word: Fire Gates.

9 Capítulo 8: Descoberta.


Notas iniciais
Eai galera, tudo bem? demorou, né? Eu não sei oque houve, mas eu me senti muito desanimado essa última semana e sem vontade de escrever uma única linha. Deixando isso de lado, bora lê?

Brine está sentado do meu lado em uma cadeira de madeira, o quarto está tão escuro que tudo que consigo ver é a sua silhueta e seus brilhantes olhos brancos.

—Oque você quer dessa vez? –Pergunto.

—Eu queria explicar uma coisa a você. –Ele se curva um pouco na cadeira. –Assim como a maioria dos deuses e diabos eu prefiro ficar no anonimato e deixar a vida seguir o seu curso, mas você não pertence a esse mundo e isso me deixa em posição de interferir diretamente em suas ações.

—Você que dizer que eu não posso ajudar com o ataque a fortaleza?

—Longe disso. Eu apenas quero dizer que eu ser seu amigo ou inimigo depende exclusivamente de você e das suas ações para com esse mundo. Não que eu não goste de uma boa guerra, mas isso já se alastrou pelo mundo inteiro uma vez e eu já estou de saco cheio de assistir isso.

—Espera um pouco, você quer ajudar a gente a acabar com a guerra?

—Acertou gênio. Não que eu vá facilitar para você, mas eu vou dar uma ajuda ou outra de vez em quando.

—Nem de longe eu vou recusar essa oferta, mas eu não consigo esquecer o fato de você ser um diabo.

Ele se levanta da cadeira e caminha até a porta. –Só uma dica: “Hero”, na língua dos creepers, significa “deus”. –Ele sai pela porta sem dizer mais nada.

Minha cabeça está fervendo depois de conversar com ele. Oque ele quis dizer com “língua dos creeper”? Eu pensei que eles falassem a mesma língua que eu. Se bem que, parando pra pensar, a escrita deles é bem diferente da minha.

A porta se abre de repente. –Brine? –Pergunto.

—Brine? Quem é Brine? –Perguntou Rhoku parada na porta segurando um pequeno prato de metal com uma vela em cima.

—N-Não é ninguém... Oque veio fazer aqui?

—A Hiffe foi dormir então eu pensei em vir conversar com você sobre oque faremos amanhã. –Disse ela adentrando o quarto e fechando a porta.

—Você pensou em alguma coisa?

—Ainda não. –Ela dá uma olhada em volta. –Desculpa pela bagunça, eu não costumo limpar esse quarto.

—S-Sem problemas, você e a Hiffe tem suas coisas e eu não vou me meter nisso.

Ela fica vermelha. –O-O-Oque você está insinuando?! E-Eu não fiz nada com a Hiffe nesse quarto!

—Bem... Tinha todas essas roupas espalhadas então eu achei que...

—É exatamente o contrário, eu durmo nesse quarto quando não quero que a Hiffe me incomode. Eu gosto dela, mas ela é muito grudenta.

—Deu pra notar. Mas voltando ao assunto, como nós vamos encontrar a besta do Skel?

—A nossa melhor chance era que ela estivesse no arsenal, mas como não está lá acaba ficando difícil de encontrar baseado no que eu sei. Mais alguma coisa sumiu? Talvez alguma faca ou espada.

—Não, na verdade... É isso! –Eu digo meio alto e isso assusta a Rhoku.

—O-Oque foi? –Perguntou ela assustada.

—Eu não havia parado pra pensar antes, mas apenas a besta do Skel foi confiscada. Talvez eles soubessem oque era.

—Aonde você quer chegar, Steve?

—Provavelmente o seu pai pegou a besta como um troféu ou ele planejava matar o Skel pra ter o poder dela para si.

—Troféu, é? O meu pai realmente guarda algumas armas de batalhas antigas no quarto dele, mas como você vai entrar lá?

—Eu? Você que é a filha dele. Provavelmente você chamaria menos atenção.

—Mas se uma coisa tão importante assim sumisse, ele iria suspeitar de mim na hora!

—Tem razão, deixa comigo.

Ela olha para a vela que está quase no fim. –Eu preciso ir dormir. Amanhã eu venho te acordar. –Disse ela indo até a porta e saindo do quarto. Eu dormi logo em seguida e quando dei por mim a Rhoku já estava no quarto novamente. –Você precisa se apressar. O meu pai já acordou então você tem tempo o bastante para vasculhar o quarto dele. –Eu vesti a armadura novamente e segui pelo caminho que a Rhoku me indicou. Ao chegar à esquina do corredor do quarto eu vejo dois guardas vigiando a porta e não parecia que eles sairiam facilmente dali.

—Eu preciso de uma distração. –Pensei. Vários lustres estavam pendurados no teto e isso chamou a minha atenção. –E se eu... –Eu me concentrei no lustre mais longe que pude e quebrei a corrente que o sustentava com o meu craft. Quando os guardas saíram da frente da porta eu corri e entrei de fininho no quarto.

Era um lugar enorme, talvez o maior quarto que eu já tenha visto na vida. Suas paredes eram brancas com os cantos decorados com tijolos pretos, com uma cama de casal no centro, além de várias outras mobílias. Eu começo a vasculhar o quarto no maior silêncio do mundo pra não chamar a atenção dos guardas do lado de fora.

Ao escutar o estalo da maçaneta da porta eu me desesperei e me escondi debaixo da cama. Dois homens entraram no quarto, um vestindo oque parecia ser um casaco preto que ia até as suas canelas com detalhes dourados na bainha e o outro usava oque parecia ser um vestido ou um sobretudo cinza escuro com detalhes pretos. –Está tudo bem, senhor? Não é de seu feitio sair do salão durante o dia. – Perguntou o homem de roupas cinza.

—Eu pensei em revisar o plano de invasão uma última vez. –Disse o homem de roupas pretas.

—Então você realmente planeja invadir o esconderijo da resistência? Eu achei que o senhor estivesse aguardando alguma ação deles.

—Eu estava, mas nas atuais circunstâncias um ataque direto a eles será divertido do mesmo jeito.

—Oque quer dizer com isso, senhor?

Ele caminha até a estante e a empurra para o lado, revelando um pequeno armário secreto. –Quando sofremos o ataque daquele pequeno grupo formado por várias raças eles trouxeram um brinquedinho interessante com eles. –Ele aparenta pegar algo no armário, mas eu não consigo ver.

—Essa é uma das lendárias armas de sangue puro? Não parece tão impressionante a primeira vista. –Disse o homem de roupas cinza.

—Engano seu, Annj. Um único tiro dessa belezinha, se feito pela pessoa certa, seria capaz de destruir uma muralha de obsidiana. Demos sorte daquele esqueleto não ser tão forte assim.

A situação está ficando ruim. Eu preciso avisar a Rhoku pra evacuar todos antes do ataque. –E quando o senhor planeja executar esse ataque?

—Daqui a dois dias. Claro que só vou avisar os soldados do que vamos fazer alguns instantes antes do ataque. Isso ira evitar que a informação se espalhe.

—O senhor é muito sábio, senhor.

—Deixa de ser puxa saco, Annj. –Ele coloca a estante de volta em seu lugar. –Vamos, não temos o dia todo. –Eles saem do quarto e eu saio finalmente de debaixo da cama.

Eu vou até a estante e a empurro como o pai da Rhoku fez. O armário está cheio de espadas, lanças e arcos, mas a besta do Skel se destaca no meio delas. Eu a pego e coloco a estante de volta no lugar. –Eu preciso avisar a Rhoku antes que seja tarde demais. Espera! Como eu vou sair daqui se os guardas estão vigiando a porta de novo?! Droga... Droga... Droga... –Eu começo a andar de um lado pro outro até que a porta se abre novamente.

—Oque você está fazendo ai parado? Vamos sair daqui! –Disse Rhoku.

—Como você passou pelos guardas?! –Pergunto meio surpreso.

—Esses dois? Eles também fazem parte da resistência.

—Poderia ter me dito isso antes!!

—Deixa pra lá e vamos. –Ela agarra a minha mão e sai me puxando pelos corredores. –Oque descobriu?

—O seu pai planeja um ataque pra daqui dois dias.

—É tempo suficiente. –Ela para e retira o quadro da parede. –Vá e avise o Skel, eu vou tentar descobrir mais coisas enquanto isso.

—Nem perca o seu tempo, o seu pai só contou o plano pra um tal de Annj.

—Eu dou o meu jeito. Vai logo! –Ela tapa a passagem com o quadro novamente.

Isso é sério, se eu não me apressar vai tudo ir por água a baixo.

Notas finais
Gostaram? Deixem um comentário. O próximo capítulo também deve demorar um pouco para sair, mas eu vou tentar ao máximo trazer eles com frequência.