The mine word: Fire Gates.
10 Capítulo 9: Traidor.
Notas iniciais
Visão da Pheal:
Já faz um dia desde que o Steve saiu em uma missão com a Rhoku. Pompo tem estado meio distante de nós durante esse tempo, mas eu acho que é uma forma de ela mostrar que se importa com o Steve.
—Eu preciso que você vá com a Hedyps e eu investigar umas coisas depois. –Disse Skel enquanto comia um pedaço de pão.
—Tudo bem, aonde nós vamos? –Pergunto.
—Depois eu explico, por enquanto vamos apenas... –Alguém bate na porta e o interrompe.
—Alguém aí? Me deixa entrar! –Gritou Steve. Kabi foi até a porta e a destrancou. –Obrigado, Kabi. –Agradeceu ele.
—Onde você estava? –Perguntou Hedyps.
—Eu fui até a fortaleza pegar isso aqui. –Ele tira alguma coisa das costas e joga na direção do Skel.
—Minha besta? Valeu, cara! Foi muito difícil de recuperar ela? –Perguntou Skel.
—Fácil como tirar doce de um bebê. Onde está a Pompo?
—Está no quarto como sempre. –Digo.
—Vou ver como ela está. –Ele se aproxima da porta, mas quando a abre, algo o acerta. –Ai! Oque você está pensando?! –Gritou Steve após receber uma voadora da Pompo.
—Eu que te pergunto! Você some sem dizer nada e volta no dia seguinte como se nada tivesse acontecido?! Você tem muita coragem!
—E-Eu pedi pro Skel te explicar a situação... –Ele olha para o Skel que desvia o olhar. –Seu...!
—Nunca mais saia de perto de mim sem me avisar... –Ela deita sobre o peito do Steve. Seu rosto adquire uma expressão triste e sua voz fica mais suave –... Nunca...
Todos estavam reunidos na mesma situação de “olhar ou não olhar?”. No fim a Pompo aceitou as desculpas e foi tomar o café junto do Steve. Ele se sentou ao lado do Skel e Pompo se sentou em seu colo.
—Você descobriu alguma coisa? –Perguntou Skel.
—O pai da Rhoku planeja atacar daqui a dois dias, mas como eu peguei a besta de volta nós não podemos prever oque pode acontecer. O melhor talvez seja ataca amanhã durante o nascer do sol.
—Por que tão cedo?
—As coisas não parecem muito movimentadas lá durante a noite. Mesmo que eles tenham um número maior de soldados, nós temos a vantagem de saber os planos deles e eles não saberem dos nossos. Eles pensão que você é muito fraco e que a sua presença com a besta de sangue não seja ameaçadora.
—Você quer dizer que quanto antes o ataque for melhor será? Interessante. Eu gostei da sua iniciativa. Mas antes disso eu preciso confirmar uma coisa com a Hedyps e a Pheal hoje, se tudo der certo o plano pode correr sem riscos.
—Combinado. Eu vou praticar um pouco junto com os soldados hoje pra entrar no ritmo e depois nós discutimos a estratégia definitiva.
—Fechou. –Eles se cumprimentam juntando as mãos. –Vamos lá, garotas. –Disse ele nos chamando.
Hedyps engoliu o resto do pão de uma vez só e saiu toda desajeitada atrás do Skel enquanto eu me teleportei para a porta e fiquei esperando por eles. –Tome cuidado, Pheal. –Disse Sekka sentado no braço do sofá.
—Você também. –Digo antes de sairmos. –Aonde nós vamos?
—Ao ferreiro. Preciso discutir umas coisas com ele.
—E por que a gente precisa ir com você? –Perguntou Hedyps.
—A Pheal vai para ajudar caso haja alguma confusão e você vai para dar número ao grupo.
—Você está dizendo que eu não sei lutar?!
—Bem... Não que você não saiba, mas...
—Skel, seu idiota! –Ela começa a andar mais rápido para não ficar perto dele.
—Mandou mal, cara, nunca diga a uma mulher que ela não sabe fazer algo. –Digo a ele.
—Isso é muito irracional, não é como se eu tivesse dito algo ruim a ela.
—As mulheres não são racionais quando se trata desses assuntos. Você precisa pensar em como ela se sente estando com você.
—Não sei se entendi, mas valeu mesmo assim.
—Sempre que precisar.
Nós chegamos até a ferraria. Um senhor gordo de pele avermelhada e cabelos loiros está cuidando de ascender o fogo para fundir os metais. –Mas veja se não são os convidados da senhorita Rhoku. Em que posso servi-los? –Pergunta ele.
—Eu queria dar uma olhada nas espadas que você fez para as nossas tropas. –Disse Skel de uma forma calma e aparentemente inocente.
—Claro, podem entrar. –Nós entramos na pequena casa que fazia parte da ferraria. Havia varias armas espalhadas por todos os cantos do local. –São essas aqui. Vocês podem testar algumas se quiserem.
—Obrigado, mas... –Skel pega uma das espadas da caixa. –... Eu quero ver as espadas que você REALMENTE preparou para as tropas.
—O-Oque você quer dizer? Essas são as...
—Não me faça de bobo! –Gritou Skel fincando a espada no chão. –Eu sei que você anda espionando a Rhoku e as tentativas de invasão da resistência.
Eu fiquei muito surpresa quando ele disse aquilo. O ferreiro seria a última que eu iria desconfiar de ser um traidor. –C-Como você descobriu?
—Eu percebi que algo estava errado na história que o Steve me contou sobre você e também achei estranho que ninguém que estava vigiando a entrada do túnel do rio viu alguém suspeito entrando no local. Perguntando a algumas pessoas eu descobri que você vai ao rio com bastante frequência para buscar metais, certo? Uma desculpa perfeita para poder se encontrar com tropas inimigas e trocar informações com elas.
O ferreiro pegou uma espada que estava presa na parede. –N-Não se aproxima de mim!
Skel dá um giro e chuta a espada para longe. –Se tentar alguma coisa eu meto uma flecha no meio dos seus olhos. –Disse Skel com seu arco em mãos. –Diga tudo que você sabe e talvez eu não te mate.
—Eu não vou falar nad... –Skel atira uma flecha a milímetros da cabeça do ferreiro que fica paralisado de medo. –... T-Tudo bem... Eu falo. –Ele se ajeita e se senta não chão. –Tudo começou quando o general me chamou a sua presença e me deu uma missão que, aparentemente, era simples: Eu deveria servir de isca para a resistência e descobrir a localização do seu esconderijo e os nomes de todos os soldados traidores que eu conseguisse.
—Então quer dizer que o pai da Rhoku sabe exatamente quem é traidor e quem não é?
—Não todos, mas a maioria sim. A senhorita Rhoku sempre conversa comigo e acaba dando um nome ou outro de vez em quando. Vocês têm que entender que ir contra uma ordem do general é desafiar a morte e com toda a certeza eu seria morto por traição se não aceitasse.
Skel caminha tranquilamente até a espada caída no chão. –É uma boa espada, é de diamante?
—Ah! Sim, o interior é de ferro fundido e o cabo é folhado a ouro. S-Se quiser você pode ficar com ela! –Disse o ferreiro com uma voz de desespero.
—Sério? Obrigado... –Ele se aproxima do homem e acerta o topo da sua cabeça com o cabo da espada.
—Skel! –Gritamos hedyps e eu.
—Eu só o desmaiei. Vamos procurar alguém para ficar de olho nele para que não dedure a invasão.
Skel consegue alguém que se dispõe a vigiar o ferreiro e leva as espadas até o espaço de treinamento. Ele explica aos soldados brevemente sobre a invasão, mas diz a eles que o dia ainda não havia sido escolhido, então eles deveriam se apresentar no local dos testes todos os dias antes do sol nascer.
Depois que ele me liberou eu fui me encontrar com o Sekka. Ele já havia terminado a primeira parte do treinamento e estava sentado conversando com o Steve. –Oi. –Digo.
—Senta ai. –Disse Sekka apontando para o lugar ao seu lado.
—Como foi o treino, Steve? Você acha que melhorou?
—Sinceramente eu acho que nunca vou ser bom com essa coisa. –Disse Steve olhando para sua espada.
—Você é melhor que muita gente aqui. –Disse Sekka encorajando ele.
—Cara... Você mente muito mal.
Sekka ri um pouco. –Eu sei, mas eu estava falando sério. Você conseguiu me derrotar aquela vez no navio e isso é algo que ninguém aqui consegue.
—Eu tive sorte.
—Sorte o caramba!
—Segura aí! –Gritou Skel jogando uma espada na direção do Steve.
Ele se desespera por um segundo, mas consegue segurar a espada. –Você está maluco?! Podia ter me matado!
—Mas não matei. –Ele se senta ao lado do Steve. –Isso é um presente.
—Pra mim? Oque eu fiz de tão especial?
—Nada. Eu não sei lutar com espadas então eu resolvi dar para alguém que precisava de uma. Tenho certeza de que ela é bem maior que a espada que a Pompo fez para você.
—Verdade. Ela é maior e mais pesada.
—Aproveite. –Ele se levanta e sai sem mais nem menos.
—O Skel é meio esquisito. –Comento.
—Todos nós somos. –Disse Sekka.
Eu ri um pouco. –É verdade.
Papo vai e papo vem. Em certo momento uma figura conhecida começou a se aproximar de nós. Sekka se levantou para encarar o rapaz e eu fiquei escondida atrás dele.
—Oque veio fazer aqui? Quer apanhar mais? –Perguntou Sekka com uma voz séria e forte.
—Não, não é isso! Eu apenas... Queria me desculpar com vocês dois. –Disse o rapaz.
—Você tem a cara de pau de nos atacar e depois vir pedir desculpas?
—E-Eu não sei oque deu em mim naquela hora. Eu senti que tinha que fazer aquilo e fiquei com aquilo na cabeça até que... Oque eu quero dizer é que eu realmente não quis me meter com a sua namorada ou coisa parecida.
—N-Nós não somos namorados!! –Grito de forma inconsciente.
—Ela está certa. Nós somos apenas amigos. –Completou Sekka.
—Ah... Então eu me desculpo pelo mal entendido também.
—Tudo bem. Isso era tudo?
—Bem... Eu não queria que o incidente de ontem atrapalhasse o plano de vocês, então eu pensei em me desculpar. Se precisar de alguma coisa eu posso ajudar, não hesite em pedir.
—Eu agradeço pelas suas desculpas. Se conseguir ser útil durante a invasão você já estará prestando um grande favor. –Disse Sekka de uma forma tão descontraída que acabou me assustando um pouco.
O rapaz retorna para o grupo e eu resolvo questionar o Sekka. –Por que você o desculpou?
—Ele é um cara muito forte, e quando um cara muito forte pede desculpas a outro isso significa que ele reconhece que o próprio poder é inferior.
—Os homens são esquisitos.
—Não há nada que um homem preze mais que o próprio poder. Dizer a um que ele é fraco é como questionar a sua masculinidade.
Oque deu nele? Ele está me dando um conselho? Geralmente ele é tão fechado, mas tem estado tão preocupado com tudo ultimamente. Ele é... Ele... Roubou o meu coração completamente...
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