The mine word

16 capitulo 15: Coisas aconteceram...


Notas iniciais
Eai galera, beleza? Eu disse que ia voltar só na quarta, mas esse capitulo foi tão rápido de se escrever que eu decidi trazer ele hoje mesmo. Bora lê?

Visão da Pheal:

—Eu estou com frio, eu não posso colocar a minha roupa normal agora? –Digo abraçando meus braços.

—Nós já conversamos sobre isso. –Disse Steve com uma voz séria.

—Eu sei, mas eu estou com frio!

Ele tirou a sua blusa de creeper e me entregou. –Assim seria melhor?

—S-Sim... Obrigada. –Eu coloco aquela blusa quentinha e me sinto mais confortável.

—Eu também estava com frio, sabia? –Gritou Pompo de cima do seu cavalo.

—Eu só tinha aquela blusa.

—Então me dá a sua camisa!

—Aí quem vai sentir frio vai ser eu!

—E quem se importa com você? –Ela vira o rosto. Às vezes ela é muito infantil.

—Olha, eu não gostaria de entrar na conversa, mas eu também estou com um pouco de frio, nós podemos parar aqui e fazer uma fogueira? –Pergunta Hedyps.

—Por mim tudo bem, alguém quer continuar? –Pergunta Steve.

—Não! –Dizemos em conjunto.

Montamos o acampamento longe do rio e enquanto isso a Pompo e a Hedyps foram tentar pescar alguma coisa. Sekka fica com o trabalho de ascender à fogueira e acaba criando um lindo fogo azul.

—Isso é tão lindo. –Digo impressionada.

—Isso é fácil de fazer, e além do mais o fogo azul é mais quente que o normal. –Explica ele.

—Pheal, se não for muito incômodo eu gostaria de pegar a minha blusa de volta.

— Ah... Pode pegar sim, desculpa. –Eu tiro a blusa e a entrego a ele.

—Eu não ia falar nada, mas vocês podem parar de fingir?

—O-Oque você quer dizer com isso? –Pergunta Steve.

—Eu sei que a Pheal é uma enderman e eu não me importo com isso, mas ver vocês fazendo esse teatrinho ridículo é um saco!

—Eu concordo com você, mas a Pompo odeia os endermans, elas brigavam como cão e gato antes dela perder a memória.

—Eu entendo que é pro bem dela, mas quanto mais isso durar mais difícil será pra ela aceitar.

—Eu concordo, eu vou contar pra ela depois com mais calma. –Digo abaixando a cabeça.

—Agora uma duvida minha, porque você não se teleporta daqui?

—É que a Pompo machucou a minha perna na floresta de pinheiros. –Eu mostro o ferimento pra ele. –Até que isso esteja curado eu não posso teleportar sozinha.

—Você precisa trocar esse curativo, isso está horrível. –Diz ele olhando a minha perna.

—Não temos ataduras aqui e eu não quero incomodar vocês com bobagens. –Digo pra tentar enrolar.

—Isso não é uma bobagem! Fique aqui que eu vou pegar umas ataduras que eu trouxe. –Ele se levanta e vai até o cavalo procurar as ataduras.

Ele volta com um pequeno bolo de ataduras na mão. –Isso pode doer um pouco. –Ele tira o curativo antigo, oque faz a ferida arder bastante. –Agora eu vou aplicar um pouco de calor pra esterilizar. –Ele cobre a palma da mão direita com pequenas chamas azuis e a coloca sobre a ferida.

—Ai! Isso dói! –Reclamo.

—Já vai passar aguente mais um pouco. –Ele retira a mão da ferida e enrola a atadura nova na minha perna. –Pronto, como se sente?

—Está meio dolorido, mas bem melhor do que antes. –Eu sorrio pra ele e vou ver oque os outros estão fazendo. –Oque houve?

—...E você pode pegar alguma coisa pra colocarmos ele em cima, Pheal? –Disse Pompo se referindo a um peixe que ela carregava junto da Hedyps.

Eu procuro no meio das nossas coisas e encontro um lençol que não estava sendo usado, eu o forro no chão e coloco algumas folhas por cima. Ela coloca o peixe sobre o lençol e começa a fazer algumas coisas que sinceramente eu não entendi. Quando o peixe ficou pronto todos nós nos sentamos em um circulo em volta da fogueira pra comer.

—Isso está uma delicia! Onde você aprendeu isso? –Pergunta Steve.

—O meu pai que me ensinou isso. Eu sou uma boa cozinheira ou não sou? –Ela é uma convencida mesmo.

—Como ficou o novo curativo, Pheal? Está apertado? –Pergunta Sekka.

—Não, obrigada, Sekka. –Digo novamente sorrindo.

—Eu ia te perguntar antes, mas porque você tem esse curativo na perna? –Pergunta Pompo.

Todos nos entreolhamos, eu fico muito nervosa com a pergunta, mas ao observar o sinal do Steve eu não resisti. –Bem... A verdade é que eu... EU SOU UMA ENDERMAN! –Digo a primeira coisa que me veio à mente. Ela para de se mover por alguns segundos e de repente se levanta e corre pra cama.

—Será que foi cedo demais? –Digo me arrependendo do que fiz.

—Não, como disse ela teria que aceitar uma hora ou outra. –Disse Sekka comendo o peixe como se nada tivesse acontecido.

Após o ocorrido nós vamos dormir. Aquilo ficou na minha cabeça me corroendo por dentro, eu preciso me explicar e precisa ser agora! Eu me levanto lentamente pra não acordar os outros e vou até a cama da Pompo, mas ela não estava lá. –Que estranho. –Olho pro lado e percebo que o Steve também sumiu. –Onde esses dois foram? –Eu escuto um barulho de água e me escondo atrás de umas árvores pra ver o que era.

—Se você me olhar eu vou explodir a sua cabeça. –Disse Pompo nua no rio.

—Eu não vou olhar! –Disse Steve na areia de costas pra ela.

—Oque esses dois estão tramando? –Digo baixinho.

Fico observando por mais algum tempo até que ela sai da água e coloca o seu short e uma camisa preta que eu não tinha visto e se senta em volta da fogueira junto do Steve. Muita coisa aconteceu entre os dois, mas talvez o que me surpreendeu mais foi à decisão do Steve de desistir de voltar ao seu mundo pra ficar com a Pompo.

Amanhece e eu acordo com o barulho do Sekka e da Hedyps arrumando as coisas. –Levanta logo e vem ajudar a gente. –Disse Sekka pendurando as coisas do lado do cavalo da Pompo.

—Já vou. –Levanto-me e começo a arrumar a cama. –Cadê o Steve e a Pompo?

—Ali. –Hedyps aponta pra fogueira, eles estão dormindo abraçado um no outro.

—Porque vocês não os acordaram? –Pergunto.

—Deixa os dois pombinhos dormirem sossegados, a Pompo perdeu a memória e o Steve tem se esforçado pra aguentar as nossas maluquices, eles precisam de descanso. –Disse Hedyps.

—Talvez você tenha razão, ainda mais depois do que rolou ontem.

—Uhh... E oque rolou ontem exatamente? –Pergunta ela com uma voz provocante.

—N-Nada! Não aconteceu nada! E-Eu vou ali ajudar o Sekka. –Eu saio daquela conversa antes de dizer algo que não devia. –Precisa de ajuda?

—Você pode pegar aquilo pra mim? –Diz ele apontando pra um bololo de lençóis e colchas.

—Você precisa ser mais organizado. –Eu desembrulho e reorganizo as coisas. –Aqui, não ficou mais compacto assim?

—Ficou, obrigado, Pheal. –Disse ele colocando o embrulho na bolsa.

—Obrigada. –Eu sorrio pra ele. –Porque você e eu não vamos à frente?

—Como assim?

—Nós pegamos o cavalo e a maioria das coisas e seguimos o caminho sem eles.

—Não me parece uma boa ideia.

—Nós não vamos nos separar, só vamos seguir pelo rio. Tem um lago onde podemos relaxar um pouco sozinhos.

—E porque você não vai sozinha?

—Por causa da minha perna, se eu tivesse algum problema eu poderia morrer.

—Tudo bem, eu vou falar primeiro com a Hedyps, vai desamarrando o cavalo. –Ele caminha até o acampamento e volta algum tempo depois com a resposta. –Ela disse que tudo bem, nós podemos ir à frente e quando os dois acordarem ela vai nos encontrar no lago.

—Então vamos! –Digo apontando pra frente.

—Espera. –Ele ajeita a sela do cavalo. –Você vai aqui em cima.

—Por quê?

Ele aponta pra minha perna. –Preciso dizer mais?

—Tudo bem. –Eu monto no cavalo e o Sekka puxa a correia pra guiar ele. –Até mais! –Grito acenando pra Hedyps.

Andamos pelo leito do rio por algum tempo até que nos distanciamos do acampamento. O chacoalhar do cavalo é um incomodo, mas eu posso ter uma boa visão do Sekka daqui de cima. Seus cabelos de um azul tão claro quanto branco chegam a ser hipnóticos. –Pode parar de olhar o meu cabelo?

—E-Eu não estava olhando!

—Você está vermelha, isso quer dizer que você estava olhando.

—... –Fico em silêncio.

—Se você me acha estranho ou repugnante é só falar, eu tenho esse poder estranho dentro de mim e ele não serve pra nada... Eu nem consegui derrotar a Pompo com ele. –Ele fecha o punho direito.

—Eu não te acho repugnante, você é até bonitinho em minha opinião.

Dessa vez foi ele que ficou vermelho. –A-Ainda falta muito pra chegar ao lago?

Eu dou um risinho. –É logo ali na frente.

Continuamos de papo furado até chegarmos ao lago, eu tinha ouvido histórias sobre ele, mas não esperava que fosse tão grande. –Finalmente chegamos. –Disse Sekka alongando as costas.

—Você me ajuda a descer? –Digo esticando os braços.

—C-Claro. –Ele agarra a minha cintura e eu seguro em seus ombros pra ter apoio. –Pronto.

—Obrigada. –Eu sorrio pra ele.

—Bem... Essa roupa fica bem melhor em você. –Disse ele olhando pro lado.

—Você gostou mesmo? –Digo pra provocar.

—S-Sim... –Ele continua disfarçando. –Oque você quer fazer agora?

Acho que posso continuar provocando ele assim. –Eu queria tomar um banho no lago, mas e se alguém aparecer?

—Eu tomo conta.

—Você não vai olhar, vai?

—N-Não! –Ele se vira de costas. Não sei oque a Pompo queria fazer com o Steve àquela hora, mas eu vou tentar também.

Eu começo tirando as botas e depois passo pra saia e pro casaco até estar totalmente nua. (Que vergonha!!) –Tudo bem aí?

—T-Tudo sim. –Eu entro na água e ela está realmente fria. –Que frio!

—Quer sair?

—Não, e não ouse me olhar assim.

—Eu não iria. –Ele cruza os braços.

Não sei como a Pompo conseguiu fazer isso, eu estou morrendo de vergonha! –...Ah! –Eu piso em um buraco e fico sem pé na água. –So-Socorro! –Eu afundo. Ao olhar pra cima eu vejo o Sekka pulando na água antes de apagar. Quando acordo eu estou deitada na areia e o Sekka está olhando pra mim. –O-Oque houve?

—Você quase se afogou, precisa tomar mais cuidado.

—Desculpa.

Um silêncio meio estranho fica no ar. –E-Eu acho que você poderia se vestir agora. –Disse ele virando o rosto.

—Vestir? –Ao olhar pra baixo eu percebo que ainda estou nua. –Kyaaa!! –Porque essas coisas não acontecem com a Pompo?!

Nós não dissemos nenhuma palavra depois daquilo, Eu fiquei sentada perto do lago e o Sekka ficou com o cavalo perto das árvores. Estou com tanta vergonha que poderia morrer. Algum tempo depois eu avisto a Hedyps chegando com a Pompo e o Steve. –Chegamos! –Grita ela balançando os braços.

—Que demora!

Notas finais
Gostaram? Deixem um comentário. Mesmo que tenha saído capitulo hoje eu ainda pretendo trazer um na quarta, então não se preocupem.