The mine word

17 Capitulo 16: Dragão.


Notas iniciais
Eai galera, beleza? Eu tive umas coisas pra resolver ontem e não deu pra postar o capitulo. Bora lê?

Enormes muralhas de cor de marfim se erguiam no horizonte com enormes pilares com esferas de cor cinza claro no topo, que pareciam sustentá-las e criavam um incrível contraste com o oceano que de tão distante era facilmente confundido com o céu.

—Bem vindos à cidade dos endermans. –Disse Pheal com os braços abertos.

—Está meio longe pra ficar comemorando, você não acha? –Digo.

—Desculpa, é que estamos tão perto que eu estou ficando ansiosa demais.

—Apenas se concentre e continue andando.

Foram mais três horas de caminhada até chegarmos à base das muralhas. Montamos um pequeno acampamento e começamos a discutir um plano.

—Oque você querem fazer? –Pergunta Hedyps.

—Devemos entrar a força e matar quem aparecer no caminho. –Sugere Sekka.

—Sekka! –Grita Pheal assustada.

—É brincadeira, nós nem conseguiríamos passar da barreira.

—A barreira que protege a cidade dos endermans é impenetrável para as outras raças, então qualquer tentativa de invasão está fora de questão. –Disse Pheal.

—Mas eu não pertenço a nenhuma raça, eu posso atravessar a barreira então? –Pergunto.

—Em teoria sim. –Disse Pheal.

—Eu não vou deixar que você vá sozinho com essa coisa! –Disse Pompo revoltada.

—Eu tenho nome, sabia?

—Será que seu nome é mesmo Pheal ou você mentiu sobre isso também?!

—Fica quieta que está atrapalhando o meu raciocínio!

—Me obriga a ficar quieta!

Elas voltaram a ser as mesmas de antes... –Eu poderia ser facilmente confundido com um zumbi ou um creeper, poderíamos fazer algo quanto as minhas roupas. –Digo.

—Eu posso entrar na frente e comprar algumas roupas pra você. Depois nós vamos ao quartel e eu peço ao Slen pra nos levar até a Senhora Ender.

—Por mim tudo bem, mas oque nós faremos durante a ausência de vocês? –Pergunta Hedyps.

—Sei lá, façam oque quiserem. –Digo.

Depois de mais algumas perguntas e de separar brigas da Pompo com a Pheal nós chegamos ao acordo. Pheal passou pelo portão principal e foi comprar algumas roupas para que eu pudesse transitar sem chamar atenção.

—Você tem certeza de que quer fazer isso? Pode não ter volta. –Disse Pompo enquanto esperava pela Pheal junto a mim ao lado do portão.

—De um jeito ou de outro nós precisamos ir lá pra negociar a nossa volta pra casa. –Eu me aproximo dela e coloco minha mão sobre a sua cabeça. –Não precisa se preocupar com nada. Nós podemos visitar a sua mãe quando tudo isso acabar e pedir pra que eu possa viver com vocês na fazenda.

—Você é bem otimista quanto a tudo isso. –Ela afasta a minha mão e se senta no chão. –Eu tenho medo de tudo isso, medo de perder você, de ter que voltar sozinha pra casa e passar os próximos anos tentando me esquecer desses últimos dias.

Eu me sento ao seu lado. –Isso não vai acontecer... –Eu beijo sua testa. –Eu prometo.

Ela fica com uma expressão tão confusa que dá vontade de gargalhar. –Espero que você cumpra essa promessa. –Ela deita a cabeça sobre o meu ombro.

Eu passo meu braço por detrás dela. –Eu vou.

Nós ficamos assim até que a Pheal voltasse das compras. –Voltei! –Gritou ela com uma sacola de papel na mão.

—Isso é muito familiar, onde você a encontro? –Pergunto da sacola.

—Isso é padrão da loja. –Ela tira as peças de roupa da sacola. –Agora veste e vamos logo.

Eu vou pra trás de uma árvore e coloco a roupa de enderman, eu só espero que a minha altura não me entreguem. –Estou pronto.

—Nossa! Você está incrível! –Disse Pompo olhando para as minhas roupas que eram um chapéu-coco preto com uma listra roxa e um agasalho e calças pretas.

—Você acha? Eu não acho que preto combina comigo.

—Claro que combina, quando isso acabar eu vou guardar essa roupa.

Isso me deixou meio envergonhado. –Se já terminaram de enrolar nós podemos ir? –Disse Pheal ficando impaciente.

Nós atravessamos a barreira. Antes de prosseguirmos a Pompo me chamou a atenção. –Se você não voltar até amanhã eu vou colocar essa barreira a baixo na marra! –Gritou ela acenando.

Andamos por um curto caminho de terra até chegarmos à cidade em si. Era muito parecida com uma cidade humana do século 18 com pessoas bem vestidas andando loucamente pela rua. Após andar alguns quarteirões eu já estava ficando maluco com tanto teleporte que essas pessoas usam, é uma saindo e outra aparecendo e outra indo pra frente e outro vindo da direita que eu já não sabia mais no que prestar atenção.

Chegamos ao que parecia ser o quartel ao qual a Pheal avia se referido e lá encontramos um homem bastante alto revisando alguns arquivos. –Soldado Pheal se apresentando para o serviço, senhor! –Disse Pheal fazendo uma saudação.

—Pare de se exibir, Pheal. Conseguiu completar a missão?

—Bem... Posso não ter completado da forma que me pediram, mas...

—Quem é esse? –Pergunta ele apontando pra mim.

—Ele é a missão, senhor. Gostaria de pedir que nos levasse até a Senhora Ender se possível.

—Porque não vai sozinha?

—Eu meio que machuquei a minha perna... –Disse ela olhando pro lado e mexendo nos dedos.

—Não dá pra acreditar nisso. –Ele coça os olhos. –Eu levo vocês, mas a volta é por sua conta.

Ele estendeu as mãos para nós e pediu para as segurarmos. Nos teleportamos pra um lugar escuro e bizarro onde não havia luz do sol e não se via o horizonte.

Depois que o Slen foi embora eu comecei a olhar em volta e avistei uma pequena garota de vestido preto sentada no topo de uma torre de obsidiana. Ela tinha longos cabelos negros com um pequeno tom de roxo misturado e grandes olhos de cor azul escuro que poderiam te prender em transe facilmente.

Ela abre duas grandes asas que parecem com as de um dragão e se joga da torre indo em direção ao chão. Eu me preocupo no inicio, mas a calma da Pheal me ajudou a ficar calmo também. Ao se aproximar do chão a garota bate as asas com força e encosta os pés descalços no chão.

—Essa é a Senhora Ender. –Disse Pheal estendendo sua mão.

—A questão aqui não é quem sou eu e sim quem é você. –Ela começa a me olhar de cima a baixo. –Você não é desse mundo e a prova disso é que você conseguiu atravessar aquela barreira, mas você ainda assim possui um craft de alta capacidade e isso me intriga muito...

—Você sabe oque é isso?! Sabe como faço pra usar?! –Digo meio empolgado.

—Isso não se parece com nada que eu tenha criado antes. –Ela pega no meu braço. –Mas se você adquiriu isso quando veio pra cá a causa deve estar na origem de tudo.

—Na floresta onde eu fui procurá-lo? –Pergunta Pheal.

—Exatamente.

Ela fica em silencio apenas me observando. –Não sei se posso perguntar, mas porque mandou a Pheal atrás de mim?

—Por curiosidade... E para protegê-lo.

—Me proteger de que?

—Do mesmo homem que me aprisionou nessa terra onde nada acontece. Herobrine.

Esse nome me soou estranho como todos os nomes desse mundo. –E quem é ele?

—Ele é o meu Diabo, uma entidade que é completamente oposta a mim.

—Você é uma Deusa ou coisa do tipo?

—Não dá pra ver só de olhar pra mim? –Ela coloca as mãos na cintura.

Eu penso em dizer que não, mas isso só alongaria a conversa e eu quero sair daqui o mais rápido possível. –Desculpe a indelicadeza, mas você poderia me fazer um pequeno favor?

—E qual seria?

—Você poderia mandar eu e os meus amigos de volta pra casa?

Ela pensa um pouco e chega a ser irritante de certa forma. –Mesmo eu preciso de favores de vez em quando, então que tal você cumprir uma pequena missão pra mim e eu lhe recompensar com uma viajem para os seus amigos.

—Por mim tudo bem, oque eu teria que fazer?

—A nossa barreira está com sérios problemas e o pó de Lucidiun que é necessário para repará-la acabou, se você trouxer um bom estoque dele nós poderemos te ajudar.

—E onde eu encontro isso?

—Na região do Nether, mais exatamente no território dos blazes.

Pelo que a Pompo me explicou esse tal de Nether fica do outro lado do mundo e é uma área onde há muita atividade vulcânica. –Parece uma boa caminhada até lá, eu posso ganhar algo mais por isso?

—Eu posso concertar a perna da Pheal e deixá-la como ajudante de vocês além de fornecer um de nossos navios para a travessia do oceano, oque acha? –Pheal faz uma cara de misericórdia, mas ela passa despercebida. –E dependendo da quantidade de Lucidiun que vocês trouxerem eu posso negociar outras coisas. Você aceita a missão?

Eu penso por um tempo sobre isso... –VOCÊ ACEITOU OQUE?!!! –Grita Pompo.

—Calma, calma, é só uma pequena viajem ao Nether e voltar, é simples. –Digo.

—Simples sou eu dar um soco em você, em que estava pensando? Isso é loucura!

—Se não ajudarmos eles a barreira vai ser destruída.

—Eu não ligo pra essa maldita barreira eu só me importo com as nossas vidas!

Agora que parei pra pesar essa não foi à melhor das opções, mas o trato já está feito. Os outros estavam tão espantados com a fúria repentina da Pompo que mal conseguiram reagir a noticia. Eu não consegui dormir direito naquela noite, só ficava pensando no tal do Herobrine e no que a Ender havia me metido.

Notas finais
Gostaram? Talvez o próximo capitulo saia na segunda pois eu tenho mais coisas pra resolver, então deixem um comentário e até mais.