The mine word
4 Capitulo 3: O torneio.
Notas iniciais
Depois da noite passada Pompo me levou pra conhecer o vilarejo. Parte dele (metade dele praticamente) era protegida por um muro de talvez três metros de altura.
–Porque precisam de um muro em um vilarejo?
–Pode ter o nome de vilarejo, mas na verdade é como uma fortaleza, essa região é a que produz alimentos para toda a nação, precisamos de alguma defesa.
Reparo nos homens que estão patrulhando o muro.
–Hum... Mas oque aqueles homens estão segurando?
–Armas.
–Como assim armas?!
–Assim como existem pessoas que não podem usar o craft, existem pessoas que são mais fracas. Essas armas foram projetadas pra ajudar essa parte do nosso exercito durante a guerra.
–Como elas funcionam?
–Ela é basicamente um tubo de metal com um espaço pra acomodar a munição e outro para ser gerada uma pequena explosão. Essa explosão ejeta a munição do tubo, basicamente é isso.
–Isso parece bem complexo em minha opinião.
–Eu resumi muita coisa, e aquelas não são as únicas que existem. Meu pai levou uma para a guerra recentemente, ele é um soldado muito forte.
–Está havendo uma guerra nesse momento?
–Sim, embora ninguém saiba com qual nação estamos lutando.
Esse lugar é cheio de surpresas. Continuamos a andar pelo vilarejo, Pompo com seus cabelos loiros e soltos, usando seu colete de couro verde escuro, uma blusa verde clara e um short verde escuro atraiam olhares de todas as direções. Eu, por outro lado, estava com as mesmas roupas que usava quando cheguei aqui.
–Pompo, por acaso teria alguma loja de roupas nesse lugar?
–Claro, tem uma bem perto daqui, vamos dar uma olhada.
Parece que não importa o mundo, mulher adora comprar roupa. Chegamos a loja, assim como toda construção local era feita de madeira.
–Oque gostariam de comprar?
–Meu amigo queria uma calça e uma camisa novas.
–Pode vir por aqui senhor? Vou tirar suas mediadas.
–Medidas? Você vai fazer a roupa?
–Haveria outra maneira?
–Não, esquece.
A mulher retira todas as medidas.
–A roupa ficara pronta amanhã de manhã.
–Certo, muito obrigada. Vamos Steve.
Pompo me puxa pelo braço e sai correndo pelas ruas, não sei oque deu nela, mas ela parece bem animada.
–Oque você quer me mostrar?
–Vai haver um torneio daqui a pouco.
–Um torneio? Entre usuários de craft?
–Isso!
Nunca a vi tão entusiasmada com algo até agora. Chegamos ao local do evento, era um grande pátio sem grama cercado por arquibancadas de pedra separadas do ringue por um buraco de talvez dois metros de profundidade.
–Vamos, vamos, já vai começar.
Nos sentamos na terceira fileira da arquibancada, em questão de minutos o local fica cheio, talvez umas cinquenta ou sessenta pessoas estivessem lá. Após algum tempo, três homens entram no local, sendo um deles o juiz.
–Hoje realizaremos o torneio de explosões anual. Temos oito competidores esse anos, e quem conseguir chegar à final poderá lutar com o vencedor do ano passado.
–Yeeeeeehhhhhhhh...
A multidão vibra e lógico que eu estou com um ponto de interrogação enorme na testa.
–eh heh heh, eu perdi a luta do anos passado, mas fiquei sabendo que o vencedor é muito forte.
–Hum... Estou curioso pra ver quem é esse cara.
A luta começa. O primeiro homem avança sobre o segundo, ele aplica uma rasteira que obriga o adversário a pular e lança uma explosão com os punhos jutos. O cara cai longe, mas se levanta.
–Isso ai cara! Não da mole pra ele não!
–Pompo continua com sua energia a mil. O primeiro cara esta agora se preparando pro golpe do outro cara, ele aplica uma sequência de socos explosivos, o cara desvia e parte pro ataque aplicando uma sequência de chutes. O primeiro cai no chão, o cara corre e “carrega” um potente soco, o primeiro desvia e o soco acerta o chão, a onda de choque foi tremenda que deu pra sentir da arquibancada.
–Isso ai! Pega ele!
Os cabelos de Pompo estão bagunçados devido à onda de choque. O primeiro então aplica uma joelhada no estomago do cara, o homem já atordoado é rebatido com uma cotovelada e finalmente com um chute explosivo que o leva pra fora do ringue.
–Que droga, o cara perdeu.
–Você gostava dele?
–Não, apenas queria torcer por alguém.
–Entendi...
As próximas lutas seguiram basicamente no mesmo estilo da primeira, ao final o ultimo lutador era um cara alto e musculoso com o corpo coberto de manchas pretas derivadas das explosões.
–E finalmente, a luta que todos esperavam o campeão do torneio lutara com o campeão do ano passado pelo premio de dez diamantes.
–Dez diamantes? Isso vale tanto assim?
–Claro! É um dos itens mais raros de se conseguir. Olha lá, aquele deve ser o ultimo campeão.
Uma pessoa baixa usando um capuz, esse era o campeão do ano passado? O campeão do torneio começa a rir.
–Passa logo esses diamantes cara. Nem vale a pena gastar energia com um nanico desses.
O rapaz desamarra o cordão de seu capuz e o retira, revelando um cabelo de cor azul bem claro e uma pele escura.
–I-impossível!
O campeão atual muda de postura completamente. O rapaz levanta o olhar para ele.
–Me chama de nanico de novo e eu quebro suas pernas.
Uma aura azul começa a surgir a sua volta, seus cabelos claros tremem com tamanho poder.
–Oque esse cara é?
–Um tipo de Creeper muito raro. A maior característica deles são seus cabelos azuis claros e sua pele escura. Incrível, nunca havia visto um.
–Então – Ele estala os dedos –Vamos começar essa luta?
O juiz inicia a luta, o cara esta em pose de luta embora esteja claramente morrendo de medo. Ele avança em direção ao rapaz aplicando socos e chutes. O rapaz desvia e faz uma investida no cara, seus socos geram explosões de cor azul, nenhum dos outros lutadores havia demonstrado tamanho poder antes.
–Oque foi? Já quer desistir?
O cara esta caído no chão, ele se levanta com muita dificuldade.
–Poxa, e eu nem estou usando todo o meu poder.
Os olhos do cara se arregalaram.
–C-como assim?
–Você quer uma demonstração?
O rapaz invoca ainda mais energia e corre em direção ao cara, em um único chute seguido por uma explosão azul o cara sai voando pra fora do ringue.
–E o vencedor e ainda campeão é o tempestade.
O juiz da a ele o saco com os diamantes.
–Espera, antes disso, alguém mais gostaria de me desafiar?
O rapaz grita para a multidão. Olho para Pompo no mesmo instante...
–Eu! Aqui! Eu te desafio!
–Oque você está fazendo Pompo? É brincadeira senhor tempestade, ela só esta brincando.
–Não, não, ela me desafiou e eu aceito o desafio dela.
–Isso!
Tento impedir, mas não adianta, Pompo sobe no ringue e se prepara pra lutar com o tal de tempestade.
–Não se preocupe gatinha só vai doer... muito.
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